Divida pública: um mal que precisa ser combatido



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DIVIDA PÚBLICA: UM MAL QUE PRECISA SER COMBATIDO
Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas externas, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas”
Margareth Tatcher, 1983

Primeira-ministra da Inglaterra


A solução implicará um sacrifício; eu prefiro que as nações endividadas assegurem suas obrigações externas frente aos credores com a ajuda de ativos reais, via cessão do patrimônio das empresas públicas”
Henry Kissinger, 1985

1. O Brasil hoje é tão ou mais colônia do que era na época do descobrimento. Se antes os colonizadores nos saqueavam com a extração do ouro, prata, pedras preciosas, madeira, hoje, o saque acontece por meio do pagamento da Dívida Pública que consumiu, apenas em 2009, 36% do Orçamento da União.


2. A transferência das riquezas do Brasil para o Mercado Financeiro já ocorre há muito tempo e isso precisa acabar. Ano após ano se deixa de investir em educação, transporte, saúde, saneamento básico e outras políticas sociais para pagar juros da dívida pública, que beneficia principalmente os banqueiros internacionais. Temos uma das mais altas taxas de juros do mundo tanto na macro como na micro economia. Esses juros abusivos servem apenas para enriquecer os especuladores.
3. Em troca o país tem que conviver com péssimos indicadores sociais:

Saúde Pública – Filas, falta de médicos, salários baixos, falta de condições de trabalho

Déficit Habitacional – 8 milhões de moradias, além de 11,2 milhões de domicílios inadequados

Pobreza: 46,2 milhões de pobres

Fome: 10,7 milhões de famintos

(Fonte IETS – Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade - (Dados de 2007)



É preciso romper com esse processo de espoliação
4. O Brasil é um país rico. Não há dúvidas disso. No entanto, essa riqueza não se reverte em favor do povo brasileiro e sim para o capital financeiro.
5. É preciso mudar essa lógica perversa e fazer com que a riqueza do nosso país pare de ser extorquido pelo capital financeiro e se reverta em políticas sociais.
6. O Brasil ao seguir os ditames impostos pelo Banco Mundial e o FMI tem que fazer as "reformas" impostas com a desculpa prioriza o pagamento dos juros da dívida pública e deixa o Brasil e a maior parte do povo brasileiro numa situação caótica. 53 milhões de miseráveis, 28 milhões de famintos, alta taxa de desemprego, analfabetismo, saúde pública aos frangalhos e muita violência.
7. O pagamento dos juros da dívida é um ciclo que não tem fim, pois é baseado no anatocismo, isto é, juros sobre juros. O anatocismo é totalmente ilegal e faz com que praticamente não haja amortização do saldo devedor. Por mais que se pague, o saldo devedor continua aumentando.
CONSEQUÊNCIAS DA DÍVIDA
8. - O volume do endividamento é assustador

- Ritmo de crescimento da Dívida é cada vez mais acelerado

- Recordes de arrecadação, com a tributação injusta

- Não há recursos para investimentos sociais efetivos

- Injustiça social e concentração de renda, desemprego

- Reformas de cunho neoliberal (Ex: Previdência);

- liberalização comercial e financeira, privatizações

- Modelo agrícola exportador, impeditivo da necessária reforma agrária

- Enfraquecimento do Estado e grave ameaça à soberania.
(Fonte: Auditoria Cidadão da Dívida)
9. O Brasil vive há muitos anos sangrando suas riquezas que vai direto aos especuladores internacionais. Ano após ano se deixa de investir em educação e saúde para pagar juros da dívida, que só beneficia banqueiros internacionais.
10. Temos uma das mais altas taxas de juros do mundo tanto na Macro como na Micro economia. Que só servem para enriquecer os especuladores.
11. Temos mitos de todos os tipos: o deus mercado; cuidado com o risco país; metas de superavit primário, etc, que só servem para enriquecer os banqueiros e especuladores e assim manter a maior concentração de renda do mundo, numa pequena camada da elite burguesa.
12. O Brasil não normatiza e nem regulamenta as concessões de rádio e TV, que só servem aos interesses do capital.
13. Não realiza a reforma agrária, onde temos o absurdo de ter proprietários de terras em áreas maiores que alguns países da Europa.
14. Não combate a corrupção, que neste país bate recordes absurdos em relação aos outros países.
15. Não protege sua juventude e a infância, entre outras demandas reprimidas importantíssimas.
16. Os economistas Sérgio Mendonça e Ademir Figueiredo, técnicos do Dieese, destacam a importância da redução dos juros e do superávit primário para o desenvolvimento nacional, sublinhando o significado de ambas as medidas para o fortalecimento do mercado interno, geração de emprego e renda, e combate à crise que sopra com força desde os países centrais.
17. Deixamos na miséria milhares de brasileiros: "Cada ponto reduzido da Selic representa uma economia de R$ 15 bilhões na dívida pública" .
18. Poderíamos ter um país mais justo se assumíssemos a oportunidade histórica de deixarmos de ser o país dos rentistas, trazendo os juros para os patamares internacionais de 1 a 2%, contra os 13,75% atuais da taxa Selic. Ressaltamos que a taxa Selic tem forte impacto sobre a dívida pública brasileira.

19. Cortar os juros pela metade representaria uma economia de mais de R$ 100 bilhões na dívida pública, recursos que poderiam ser aplicados em políticas sociais.

20. Entre as prioridades do momento, avaliam os técnicos do Dieese, deveriam estar os investimentos no setor da construção civil, pelo número de empregos que gera e pela perspectiva que tem de dar respostas imediatas, priorizando moradia popular e construções de baixa renda.

21. Criticando a ação daninha do Banco Central, "que trata tudo na horizontal", os economistas do Diiese defenderam que é preciso encontrar saídas específicas para cada setor. A redução dos juros, frisaram, representaria uma melhora para todos.

22. Crise econômica: é hora de auditar a dívida, não de cortar gastos sociais

23. Os governos anunciam cortes de orçamento, anuncia a suspensão de concursos públicos, o adiamento da contratação dos já aprovados, e a possibilidade de não honrar os acordos de reajustes do funcionalismo, firmados no ano passado. Tal medida se deve à forte queda na arrecadação, causada pela diminuição da atividade econômica. Ao mesmo tempo, mantém intocado o pagamento de uma dívida repleta de ilegitimidades, e que deveria ser auditada, conforme prevê a Constituição Federal de 1988. O PLP 549/PLS 611 é mais uma imposição do FMI e deve ser combatida com prioridade pelas entidades dos trabalhadores. Sem farsa, sem teatro, por parte dos sindicatos ligados aos partidos governistas.

24. Estão previstos R$ 234 bilhões para juros e amortizações da dívida, sem computar os gastos com a chamada “rolagem”, ou seja, o pagamento de amortizações por meio da emissão de novos títulos. Se computarmos a “rolagem”, os gastos com a dívida chegarão a R$ 756 bilhões, o que significa a metade de todo o orçamento. Enquanto isso, para toda a folha de pessoal estão previstos somente R$ 169 bilhões, incluindo todos os professores, médicos, e demais servidores ativos, aposentados e pensionistas.

25. Ou seja: o Brasil é um país no qual se gasta mais com a dívida do que com o pagamento de todos os seus funcionários! E quando ocorre uma queda na arrecadação, os servidores públicos é que pagam a conta! Outra grave conseqüência da crise é a queda nas transferências da União a estados e municípios, o que já está levando governadores e prefeitos a realizarem pesados cortes orçamentários.

26. Diante dessa situação de crise e desemprego, a saída mais óbvia seria o aumento significativo nos gastos sociais, de modo a fomentar a economia e gerar muitos empregos, com a construção de casas, obras de saneamento básico, reforma agrária massiva, etc. Porém, a dívida pública impede que estas medidas sejam tomadas.

27. Diante da crise, é fundamental que os bancos ofereçam empréstimos a juros baixos, e prazos longos, para que sejam criados novos postos de trabalho. Porém, os bancos têm preferido aplicar a poupança dos brasileiros nos títulos da dívida pública, que rendem os maiores juros do mundo, sem risco algum, ao invés de emprestar ao setor produtivo.

28. Em suma: a crise torna claro como a dívida pública é o centro dos problemas nacionais, e que precisa ser enfrentada, para que os trabalhadores não tenham de pagar a conta. É possível enfrentá-la, e a maior prova disso vem do Equador, onde o governo chamou a sociedade para participar da auditoria oficial da dívida e, respaldado nas conclusões do relatório da auditoria e nos documentos que comprovam inúmeras ilegalidades, tomou a decisão soberana de suspender pagamentos aos bancos privados internacionais dos juros dos “Bonos Global”.

29. Acontece neste momento na Câmara dos Deputados CPI da Dívida Pública, que merece todo apoio das entidades sindicais brasileiras, não é justo, razoável ou aceitável que o Brasil continue aceitando pagamentos absurdos e inaceitáveis de juros aos banqueiros internacionais.

30. Temos que urgentemente inverter a lógica perversa de sangrar o país, o povo, a nação brasileira, e sim investirmos em educação, saúde, ciência, tecnologia, agricultura familiar, geração de emprego e renda, isto sim, é planejar o futuro e fazer o crescimento econômico do Brasil.

31. Solidarizamos-nos com os servidores públicos brasileiros para reforçar o convite à participação da luta pela auditoria da dívida, que agora pode se tornar oficial também no Brasil, tendo em vista que já foi criada a CPI da Dívida na Câmara dos Deputados.

32. Temos que ir fundo na investigação do processo de endividamento brasileiro, medida fundamental especialmente para apurar as razões de nossa falta de desenvolvimento, crescimento econômico e justiça social.

33. A Fenajufe deve combater a sangria da divida publica

34. A Fenajufe deve participar do Fórum de Nacional Entidades da Campanha da Auditoria Cidadã da Divida Pública

35. A Fenajufe deve combater qualquer iniciativa governamental de concentração de renda, majoração de tributos e arrocho salarial

36. A Fenajufe deve combater PLP 549/PLS 611 - MAIS UMA IMPOSIÇÃO DO FMI

Laercio Bernardes dos Reis e


Cristine Barbosa Maia




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