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Ari Quadros

Empresário, proprietário de aeroporto em Porto Belo, Foz do Iguaçu. Denunciado anonimamente por utilizar o aeroporto de sua propriedade para narcotráfico. Participaria também de roubo e desmanche de carros roubados. Faria também lavagem de dinheiro através da Casa de Câmbio Serve-ten, em nome de sua companheira (dona Dulce), localizada na rua Quintino Bocaiúva, 730, em Foz. (denúncia por carta e Disque Denúncia da CPI da Câmara de Vereadores de Foz). Convocado para depor na CPI em Foz do Iguaçu, não compareceu alegando que estava viajando.



Cláudio Kikuchi

Delegado de polícia em Foz do Iguaçu. Denunciado por participar do tráfico. Foi preso pela Polícia Federal quando pessoalmente tranportava 60 Kg de cocaína. O caso teria sido abafado pela interferência do ex-deputado Aníbal Khury. Denunciado também por dar cobertura aos envolvidos no narcotráfico. Ligações com Paulo Macdonald Guisi, que reuniria traficantes em sua fazenda, na cidade de Pedro Caballero, no Paraguay, há 60 Km de Foz. Teria também envolvimento com roubo de carros (denúncia por carta anônima e Disque Denúncia da CPI da Câmara de Vereadores de Foz).



Roberto César Morenico

Empresário dono do mercado César em Ciudad del Este, Paraguai, forneceria drogas para Curitiba (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 35). Foi convocado para depor à CPI em Curitiba, mas não compareceu.



Casas de Câmbio

Denúncias de casas de câmbio envolvidas em lavagem de dinheiro em Foz do Iguaçu: Serve-ten, rua Quintino Bocaiúva, 730 (de propriedade de Dulce, companheira de Ary Quadros), Ortega Turismo, Av. Brasil, centro (de propriedade de João Batista Câmara e Jacy), Rota-Tur ou Aruama Turismo, rua Fagundes Varela, 574 (de propriedade de José Roberto Albanez); Relay Turismo (de propriedade de Cláudio Gorguletto); Coan (de propriedade de Enio Domingos Coan); Itaipu Câmbio e Turismo, Av. República, 670 (de propriedade de Marcos Aurélio da Silva Sgandela, Nivea Curti e Orlando Teófilo) .



CONCLUSÃO

Nas três diligências realizadas no Paraná, a CPI constatou que as suposições das autoridades estaduais - largamente difundidas pela imprensa - e da sociedade, em geral, de que o Paraná seria "terra livre" do narcotráfico e do crime organizado não se confirmaram. Mais do que isto, constatou a CPI que o narcotráfico e o crime organizado - mais do que em qualquer outro estado - andam de mãos dadas e têm ramificações profundas no aparelho de segurança pública do Estado. Muitas vezes foi muito difícil detectar a fronteira existente entre o policial e o bandido, tal a promiscuidade existente entre ambos, não raro presentes na mesma pessoa. Enquanto isso, as autoridades maiores, tais como o Secretário de Segurança Pública (agora "ex".), o Sr. Cândido Martins de Oliveira, o chefe da Polícia Civil, o Sr. João Ricardo Kepes Noronha, o chefe do COPE (Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil) , Sr. Mário Ramos, e outros, além de inúmeras vezes citados como participantes e, ou beneficiários do crime organizado, foram no mínimo, coniventes e/ou omissos.

O fator surpresa foi importante para o êxito da CPI em Curitiba. Tanto a PIC (Procuradoria de Investigações Criminais), através dos Procuradores Dartaham Abilhoa, Paulo Kessler e Luiz Eduardo Silveira de Albuquerque, entre outros, quanto o grupo FERA - Força Especial de Repessão Antitóxicos - da Polícia Civil, com destaques para o Delegado-Chefe, Adauto Abreu de Oliveira, e a delegada Leila Bertolini, foram importantes na indicação de nomes de depoentes e de denunciantes e na coleta de provas iniciais, de tal forma que as próprias autoridades constituídas se surpreenderam com número e a gravidade das denúncias dos depoentes e dos encaminhamentos da CPI. Pressões, ameaças e até um incidente maior (tiro?) na madrugada de primeiro de março, não impediram a CPI de avançar nas investigações . É verdade ainda - e esta é a convicção de todos os participantes das diligências no Paraná - que apenas se desvendou a superfície de um problema cujas dimensões são muito maiores e cujas raízes são muito mais profundas.

A grande surpresa, no Paraná, foi a constatação da dimensão e do grau de envolvimento de elementos da Polícia civil com o narcotráfico e o crime organizado, cujas facetas são tão cruéis e diversificadas que nos é impossível relatá-las no decorrer destas linhas finais. De qualquer forma, tudo já foi de alguma forma mencionado no decorrer do relatório anterior, como ainda está presente nos depoimentos e milhares de documentos recebidos.

Importante ainda foi a participação da população, em geral, e da imprensa, em particular, que fizeram com que tudo fosse acompanhado em tempo real e muitas dúvidas fossem dirimidas quase no ato mesmo de sua manifestação.

Já nas diligências feitas em Foz do Iguaçu e em Ponta Grossa houve muitos problemas, visto que em ambos os locais os principais depoentes - testemunhas e suspeitos a serem inquiridos - ou fugiram ou apresentaram justificativa médica e/ou judicial para não comparecerem, impedindo assim que se ampliasse e aprofundasse a investigação.



ENCAMINHAMENTOS

Estas foram as principais constatações da CPI no Paraná. Importa deixar claro que as pessoas abaixo relacionadas foram investigadas pela CPI no Paraná. Ao encaminhar este relatório final e ao colocar farto material à disposição do Ministério Público e demais autoridades competentes, a CPI sugere o indiciamento das pessoas abaixo elencadas, solicitando ulteriores investigações pelas razões que se seguem:



- Por sonegação fiscal e movimentação financeira incompatível com os rendimentos:

  1. Eliane Isabel Biagine, nos anos de 1995 a 98.

  2. Lucio Cristovam Furtado de Miranda, nos anos de 1995 a 1999.

  3. Mario Nami Filho, nos anos de 1995 a 1998.

  4. Sandra Mara Sallum Barros, nos anos de 1995, 1996 e 1998.

  5. Tercio Lucas de Miranda, no ano de 1997.

  6. Transavião Transportes Rodoviários e Cargas Ltda, nos anos de 1995 a 1998, sendo Responsável o eu Sócio-Gerente Miguel Renato Rodrigues Mendes.

- Indiciados por envolvimento com o trafico de drogas, furto e desmanche de veículos, concussão, extorsão, corrupção ativa e passiva:

  1. Mauro Canuto Castilho e Souza Machado

  2. Paulo Gilberto Pacheco Mandelli

  3. Mario Ramos

  4. Hissan Hussein Dehaini

  5. Samir Skandar

  6. Edmir da Silveira

  7. Adilson Ramires Rabelo

  8. Cassio Denis Wzorek

  9. Emilio Wzorek

  10. João Almir Troyner

  11. Reginaldo Moreira

  12. Marcos Antonio Germano

  13. Edson Clementino

  14. Eliziário Rodrigues da Silva

  15. Eloi Biezus

  16. Rogério Melani

  17. Antonio Pelizzetti

  18. Joed Domingos da silva

  19. Ari Quadros

  20. Ocimar Clemente

  21. Ezequiel de Barros

  22. Paulo Cesar Rodrigues

  23. Ricardo Paulo Mandelli

  24. Adélio de Jesus Becker

  25. Antonio Luiz da Silva

- Indiciados por sonegação fiscal, movimentação financeira incompatível com os rendimentos, com o tráfico de drogas, furto e desmanche de veículos, concussão, extorsão, corrupção ativa e passiva:

  1. Sonia Maria Baggio, no ano de 1996.

  2. Kiyoshi Hattanda, no ano de 1997.

  3. Cândido Manuel Martins de Oliveira, no ano de 1996. (e desacato a CPI)

  4. Juarez França Costa, nos anos de 1997 e 1998.

  5. Homero Andreatta Baggio, nos anos de 1996 a 1998.

  6. Altair Ferreira Pinto, nos anos de 1995 a 1997.

  7. Moacir Alves de Albuquerque, nos anos de 1995 a 1998.

  • Por narcotráfico, crime organizado, desacato a CPI:

1. João Ricardo Kepes Noronha

Todas as pessoas acima são indiciadas por esta CPI, bem como outras já indicadas pelo Ministério Público e processadas em razão dos trabalhos da Comissão, que integram, também o rol de indiciados ao final deste Relatório.

PERNAMBUCO

Nos dia 4 a 06 de abril de 2000 a CPI esteve em Pernambuco, nos municípios de Recife e Salgueiro, a fim investigar crimes praticados por organizações criminosas - esquadrão da morte - ligados ao narcotráfico inclusive homicídios e contrabando de armas, assalto a bancos



Dia 04 de abril de 2000
TERÇA-FEIRA

1) O primeiro a ser ouvido foi o senhor Major EVANDRO CARVALHO MOURA E SILVA, Diretor do Presídio Aníbal Bruno, que declarou:



Que, o Presídio Aníbal Bruno tem a capacidade para 524 detentos, mas atualmente possui uma população de 2.818 detentos, e que existe uma preocupação para esta superpopulação, pois a estrutura do presídio está bastante abalada, além do corpo técnico, que é muito pequeno (quatro advogados, dois assistentes sociais e dois psicólogos). o Aníbal Bruno possui "n" outros problemas, e por isso busca, como meta, tirar o maior número de detentos do presídio.

Que, busca sensibilizar os juizes, as Varas de Execuções Penais e os Promotores para que agilizem os processos de liberação e transferência dos detentos para o regime semi-aberto.

Que, sobre as fugas ocorridas nos últimos seis meses, as medidas administrativas e disciplinares foram adotadas por parte da Polícia Militar; aguarda agora o relatório do Comandante do batalhão de Guarda com as soluções.

Que, com relação à existência de drogas dentro do Presídio Aníbal Bruno, é inegável, devido o grande número de pessoas que ali entram nos dias de visitação, cerca de quatro mil pessoas, além da população carcerária, 2.818 detentos.

Que, como medida para se evitar a venda de drogas dentro do presídio, o Comando Geral, fez uma mudança geral na guarda interna e externa, selecionando os policiais militares. Estes novos policiais estão em uma escala de serviço melhor e recebem uma remuneração melhor. Além do monitoramento dos detentos que tem concessão, os que tem autorização para trabalhar em determinadas repartições, por terem um acerta confiança.

Que, existem, também, as revistas realizadas nas celas. E aos domingos, dia de visitas, um efetivo para circular entre os presos, para inibir a ação dos traficantes.

Que, sobre a fuga do colombiano foi feito um relatório ao Secretário de Justiça, Dr. Humberto Vieira, que verificou que a fuga já tinha sido paga.

Que, a retirada do colombiano só deveria ocorrer com autorização por escrito, e com escolta, e que no dia da fuga o Cabo Guedes era o comandante deixou a guarda por volta do meio dia e meia.

Que, o diretor do presídio só foi tomar conhecimento da saída do colombiano por volta das 19 horas.

Que, teve um documento entregue pelo Cabo Guedes que dizia que o colombiano seria atendido por um advogado, o que não existiu, pois quando um advogado vai ao presídio ele é registrado no portão principal.

Que, um relatório revela que o colombiano pode ter deixado o presídio pelo muro.

Que, haviam seis fugas durante os últimos seis meses, por mês.

Que, encontra-se na direção do presídio desde o dia 15 de abril.

Que, falta meios para impedir a entrada de drogas e fazer o trabalho mais eficiente.

Que, o Cabo Guedes recebeu uma autorização rasurada, com a assinatura que ninguém entendia (que não foi da guarda).

Que, um outro preso recebe a autorização escrita pelo permanente, pelo diretor ou vice-diretor assinada, busca-se o detento na cela e ele vai falar com o advogado, esse é o procedimento diário no Aníbal Bruno.

Que, "(...) no caso do Hector, foi totalmente contrária às normas e às orientações dadas pelo então diretor, até mesmo o fato da guarda não ter tido a cautela e não ter respeitado a determinação do diretor no sentido de conduzi-lo, escoltando-o até o advogado, já deixa bem claro que houve, realmente, a conivência por parte de alguns PM's que lá estão (...)".

Que, os três últimos fugitivos do presídio foram: Lenilson Lourenço da Silva (02/03/00); Francisco das Chagas Cordeiro Cruz (traficante, assaltante de carro-forte e bando (17/02/00)) e Hector Sanches, colombiano (10/03/00).

Que, no universo da Polícia do Recife, de 15 a 17 mil PM's, existem aqueles que fogem das orientações do Comandante-Geral ou da lei.

Que, conta atualmente com um efetivo de cerca de 15 a 16 policiais militares, que trabalham na guarda interna. Na área externa são onze sentinelas e sessenta e seis policiais na área externa.

Que, existiam alguns presos (chaveiros) que eram responsáveis pelas chaves dos pavilhões, por serem detentos de confiança. Isso só era feito pela falta de pessoal.

Que, desde que é diretor do presídio Aníbal Bruno (um ano e três meses) já foram pegos 14 celulares dentro dos pavilhões.

2) Oitiva do Dr. FERNANDO ANTONIO DOS SANTOS MATOS (advogado da GAJOP), declarou:



Que, atualmente existem 64 casos de proteção, envolvendo setenta e quatro testemunhos e cento e trinta familiares, ao todo duzentos e oito pessoas estão sob proteção do programa de proteção no Brasil.

Que, ao longo dos anos o PROVITA já atendeu 150 casos, 169 testemunhos, 270 familiares, totalizando 439 pessoas (de 1997 até março de 2000).

Que, para que o programa atinja um nível de eficiência maior seria necessário uma adequação por parte da União e dos Estados-membros. Primeiramente a efetivação da Lei Federal e de Testemunhas (nº 9.807). a nível Federal, a lei também prevê a existência de um conselho deliberativo federal, o que não existe. O Ministério da Justiça tem informado que o decreto que regulamentará este programa a nível Federal está sendo ultimado.

Que, do seu ponto de vista, este conselho encontra-se aguardando regulamentação.

Que, outro ponto essencial ao Programa para sua adequação às estruturas previstas na lei, é a capacitação dos agentes públicos.

Que, a maioria dos Estados-membros não possuem programas estaduais de proteção às testemunhas, o que sobrecarrega a demanda do Ministério da Justiça, encarecendo os custos do programa.

Que, para se ajustar o programa é necessário a criação dos Programas Estaduais para os réus colaboradores, nenhum Estado da Federação ainda fez. Este tipo de pessoa não pode receber proteção do PROVITA, pois a lei os exclui de tal benefício. A lei determina que essa proteção será prestada, mas não pela sociedade civil responsável pela rede de proteção solidária, mas sim pelos órgãos de segurança pública.

Que, o problema que o PROVITA sofre é quanto à prestação de contas, pois tem que apresentar os recibos com o nome das testemunhas, o que quebraria o sigilo; o Ministério da Justiça e o Ministério Público dos Estados fazem o acompanhamento dos processos, porém, necessita de uma garantia na legislação para preservar o sigilo desses documentos.

Que, recebe do Governo Federal verba de aproximadamente um milhão de reais, através do Ministério da Justiça. Desse valor, seiscentos mil são repassados aos sete programas estaduais; o Governo tem apoiado o programa e está interessado em mantê-lo.

Que, o GAJOP tem trocado experiências com programas existentes em outros países (EUA, Itália, Inglaterra e Canadá), conseguindo realizar seminários internacionais, que contam com a participação de representantes da Operação Mãos-Limpas (Itália), membros da Scotland Yard (Inglaterra), Real Polícia Montada do Canadá; inclusive recebendo o apoio de algumas embaixadas como a dos EUA e a do Canadá que tem demonstrado interesse em propiciar intercâmbios de técnicos para conhecer os programas de proteção em seus países de origem.

3) Oitiva do MANOEL SOARES DE FREITAS (FALCON), que declarou:



Que, nunca trabalhou com o Deputado Eudo, mas o seu envolvimento era apenas de bater pelada, andar de bicicleta, apenas amizade, trabalhar na política, freqüentar a casa dele em Água Preta.

Que, o Deputado Eudo tinha uma loja de carros usados entre 1993 e 1994.

Que, freqüentava a loja uma pessoa de nome Verinho (já falecida), também ligado ao grupo de extermínio.

Que, foi preso em 1994, permanecendo preso por 76 (setenta e seis) dias por flagrante de tráfico de tóxico.

Que, ia sempre à loja de carros do Deputado Eudo porque ele era responsável por efetuar a venda de sua propriedade, para financiar a justiça.

Que, Dr. Carlos Gil foi o advogado que lhe tirou do presídio, e para pagá-lo teve que vender duas casas no interior e algumas cabeças de gado.

Que, foi liberado em maio e preso novamente um dia após às eleições.

Que, quando voltou para o presídio, o Deputado Eudo lhe procurou e disse para que ele desse a casa para que pudesse sair da cadeia novamente, o que não foi aceito, pois a casa valia acima do valor pedido pelo advogado.

Que, na segunda visita (1995), o Deputado Eudo lhe ofereceu uma fuga tomada (a polícia sai com o preso e é tomado no meio do percurso), o que não foi aceito. Depois foi oferecido um alvará falso.

Que, foi ao presídio pela primeira vez a seu convite, a partir dessa visita começou a visitá-lo por conta própria. Para entrar no presídio se apresentava como irmão do Deputado Enoelino, e dizia que iria lhe fazer uma visita.

Que, as visitas aconteciam geralmente na sala da diretoria. Na época o diretor do presídio era o Capitão João Santos.

Que, para que o Deputado Eudo vendesse sua casa, entregou lhe uma procuração; na oportunidade o deputado levou uma senhora no presídio, ela portava um livro no qual ele assinou, na própria cela.

Que, a casa que ele tentava vender hoje vive um irmão do Deputado Eudo (Marcontil - Pezão), onde funciona uma loja chamada Brasil Auto-peças.

Que, nunca recebeu nada pela casa.

Que, Marcontil - "Pezão" (irmão do Deputado Eudo) foi preso nas últimas eleições (98) com documentos adulterados (identidade e título eleitoral).

Que, o Deputado Eudo lhe fez uma visita e entregou R$ 50,00 e disse que tinha uma coisa para ele. Quando o Deputado foi embora, um policial lhe entregou uma encomenda, era uma pizza e três pêras já cortadas no meio.

Que, achou estranho as pêras já estarem cortadas, foi quando apareceu um gato que ele criava, ele deu um pedaço de pizza para o gato, que ao comer morreu na hora; chamou uma pessoa para quem narrou o acontecido e mandou um bilhete para ser entregue ao IPT, porém esta pessoa levou o bilhete para outro lugar - cidade universitária - onde foi feito o exame e constatou-se que havia veneno na pizza. Após esta constatação, essa pessoa foi até a Assembléia e negociou com o irmão do Deputado Eudo, que lhe deu um carro velho, dinheiro e conseguiu uma transferência de um elemento, amigo dela, para um outro presídio.

Que, passados oito dias do caso do envenenamento o Dep. Eudo ligou dizendo ser o seu advogado. Quando atendeu, o Dep. lhe disse: "(...)sou eu, rapaz. Bom dia rapaz. Tu é forte mesmo, viu? Mas não pense que vai escapar de toda ela não, viu (...)?" E a partir o Deputado Eudo lhe contou o que havia acontecido com a sua mulher.

Que, dois capangas do Deputado Eudo, que lhe acompanhavam, levaram sua mulher até as margens BR 101, perto de Bariloche e lá a estupraram.

Que, pegou Zé Rosa, de quem costumava comprar queijo e carne-de-sol no posto de gasolina na Av. Abdias de Carvalho, para lhe pagar um dinheiro; lá, Zé Rosa disse que iria fazer algumas entregas (de carne-de-sol e queijo) em Boa Viagem e Casa Amarela. Na época já era policial e não sabia que ele era traficante.

Que, o Deputado Eudo ficou, além da sua casa, ficou também com uma Saveiro 93, com os equipamentos todos do mercadinho que iria montar, equipamentos de serra, fita para cortar osso, balança eletrônica e outras coisas.

Que, Marcontil Pezão (irmão do Deputado Eudo), também respondeu a processo pelo Art. 12, narcotráfico.

Que, foi convidado pelo Dep. Eudo a participar de dois homicídios. O primeiro, contra Ronaldo Luiz Reis, que continua vivo; e depois ameaçou matar seu filho. O crime era por motivos políticos; o segundo, foi Zé Amaro, por ter tido uma desavença com ele. Também não aceitou fazer o serviço, mas acompanhou o Dep. Eudo até dois pistoleiros que iriam executar o Zé Amaro (eles estavam em um Opala 74, verde metálico), porém o preço pedido pelos pistoleiros era muito alto e, o Deputado não quis pagar, mas eles exigiram que ele pagasse a metade do combinado, para pagar a viagem. Em seguida, com oito dias, ele arrumou três "bebo", em Palmares, para matar Zé Amaro. Estes deram tiros no meio da rua, em Água Preta. O soldado Bezerra, acordou e atirou nos três, que correram.

Que, fez quatro dossiês, que foram encaminhadas para a Rede Globo, Rede Bandeirantes, Supremo Tribunal Federal e para o Ministério da Justiça. Neles constavam sobre o que vinha acontecendo com ele. Fatos como o do Ronaldo e do Carlinho, além da morte de José Carlos de Oliveira, que bateu no irmão dele no município de Xexéu.

Que, no dossiê constava, também, a morte do perito criminal, chamado Mozart, efetuada pelo Enoelino.

Que, o Deputado Eudo pediu para que ele tirasse foto dos irmãos de Mozart, dentro da Igreja da Graça, durante a missa de sétimo dia.

Que, recebeu resposta do STF, que colocava que os documentos que havia remetido iriam ser encaminhados para a Assistência Judiciária do Estado de Pernambuco, e uma do Ministério da Justiça, dizendo que os seus documentos iriam para o Procuradoria Geral do Estado. Depois disso nunca mais teve nenhuma notícia.

Que, pediu a um agente penitenciário chamado Ezequiel, para saber, junto ao Fórum, se existia alguma coisa para ele. Soube que tinha e que estava nas mãos da Dona Sônia Regina, ela lhe informou que não tinha autorização para lhe dar cópia dos documentos e nem de lhe dizer o andamento dos seus documentos.

Que, sobre os ofícios, apareceu um advogado de nome Marcos, que inclusive já foi preso em Maceió, lhe procurando no presídio dizendo que iria resolver o seu caso. Na época, ele entregou os documentos, incluindo os ofícios para este advogado. Depois, ligou para o advogado que lhe disse que tinha entrado em contato com o Dep. Eudo, que disse que o caso já estava todo certo, e que aquilo era para pagamento das custas. E concluiu dizendo: "(...) ah, não. Deixa isso prá lá... Depois vou por aí (...)". Depois disso nunca mais viu o advogado.

Que, Marcílio, um dos condenados pela morte de Livinho, ex-prefeito de São José da Coroa Grande, lhe contou como ocorreu o crime. Fizeram um relatório, que seria entregue à imprensa, por meio de um político da esquerda, em Água Preta, no caso o João Dideto, que foi apresentado pelo seu cunhado chamado Jerôncio. Entregaram o material, porém este material foi parar nas mãos do Dep. Eudo, Aí, nunca mais se teve notícia de nada.

Que, Pezão (Marcontil - irmão do Dep. Eudo), é envolvido com tráfico, seqüestro, roubo de carga, documentos falsos (título de eleitor, carteira de identidade).

Que, sabe quem é o agente Adson.

Que, não sabe se o Amaral é um policial, amigo do Deputado Eudo, que mexe com ferro-velho - desmanche.

Que, na Polícia Civil, era Agente de Polícia em Varodouro, Olinda.

Que, acredita ter sido descartado do esquema do Dep. Eudo porque, como dizia o deputado: "(...) jogava no time certo, mas na posição errada (...)".

Que, não delatava as propostas de homicídios, propostas pelo deputado, para que fosse feito com ele também.

Que, certa vez ouviu do advogado Carlos Gil que ele "(...) tinha meio mundo de gente no bolso dele; meio mundo de autoridade judiciária (...)".

Que, possui firma registrada no Cartório Sinvaldo Maciel.

Que, os dois mil e oitocentos dólares encontrados pela Polícia Federal em seu cofre eram realmente dele, e o dinheiro seria para comprar bagulho no Paraguai.

Que, a droga encontrada em seu cofre pela Polícia Federal foi forjada, mas não sabe quem é o autor.

Que, os amigos do Dep. Eudo era o delegado Valdir (concunhado), o Secretário de Segurança, Dr. Augusto Costa.

Que, fez quatro dossiês, que seria entregue para a Rede Globo, Bandeirantes, STF e Ministério da Justiça, porém a pessoa para quem ele entregou os dossiês só entregou para o STF e MJ.

4) Oitiva do do Sr. EUDO MAGALHÃES LYRA, Deputado Estadual, que declarou:



Que, possui em suas mãos uma foto do irmão do Manoel (Falcon), que é segurança do Prefeito de Água Preta, seu inimigo político.

Que, tem feito diversos pronunciamentos cobrando das autoridades providências para acabar com a insegurança que consomem o Estado de Pernambuco.

Que, nunca esteve na residência do Falcon, só viu a mulher dele uma vez no presídio Aníbal Bruno, e nunca mais a viu.

Que, o Falcon nunca vendeu casas em Água Preta para pagar o advogado Carlos Gil.

Que, conhece o comissário Adson, mas não lembra de ter freqüentado a sua casa ou ter ido à casa dele.

Que, o comissário Adson já esteve em seu gabinete há tempos atrás, mas não lembra o motivo que o levou a procurá-lo.

Que, o delegado Gilvan é seu amigo.

Que, Pezão é seu irmão por parte de pai, com quem trabalhava em comércio na cidade de Garanhuns.

Que, Pezão comprou a casa, a qual ele tinha uma procuração, por meio de recursos obtidos com a venda de um terreno em Garanhuns.

Que, comprou a casa por cerca de R$ 25 mil reais.

Que, foi um despachante quem conduziu a escrivã para colher a assinatura de Falcon no Presídio.

Que, a escritura pública foi lavrada também por um despachante para um cartório em Paulista, e foi Pezão quem levou.

Que, os R$ 25 mil reais foram usados para pagar o Dr, Carlos Gil pelos serviços prestados para o Falcon.

Que, de acordo com o que soube, o Dr. Carlos Gil largou o caso após o Falcon ter desobedecido às suas orientações.

Que, após isso o Falcon começou a contratar outros advogados.

Que, depois que Falcon foi preso novamente, procurou o Dr. Carlos Gil, mas queria que lhe defendesse pelo mesmo valor que já tinha pago e que não foi aceito pelo advogado.

Que, o juiz que autorizou a soltura foi o Dr. Carlos Magi.

Que, o que levou a ajudar ao Falcon, foi procurando atender pedidos da família do preso. Na ocasião apresentou uma advogada que cobrou R$ 5 mil reais. Falcon não aceitou. Por informações que o Falcon teve dentro do presídio, optou por solicitar os serviços do Dr. Carlos Gil, o que foi providenciado. Os honorários foram negociados pelo Falcon e o advogado.

Que, na época desse acontecimento, não era mais prefeito, e sim funcionário da Secretaria da Fazenda, e cuidava da política em Água Preta.

Que, no caso da venda da casa do Falcon para o seu irmão Pezão, foi este que o procurou com a intenção de comprar um imóvel.

Que, dentro da casa do Falcon não tinha nada. Acredita-se que foi a mulher dele quem tirou as coisas de dentro do imóvel.

Que, não tinha maiores aproximações de convivência com o seu irmão (Pezão).

Que, não sabe o motivo que levou Pezão a ser preso.

Que, sabia que ele tinha se envolvido com o seqüestro do filho de um empresário de Garanhuns.

Que, conheceu o Falcon realmente há cerca de 25 anos.

Que, o apoio dado ao Falcon foi por consideração à família dele.

Que, a procuração que ele recebeu do Falcon para vender a casa "(...) pode ter sido a pedido do próprio advogado, Dr. Carlos Gil (...)", preocupado em não receber os honorários.

Que, conhece o Ronaldo Luis Reis (Roma), e o considera como um amigo.

Que, o Roma mora em uma casa que comprou de um sobrinho dele (deputado).

Que, tratava-se de calúnia do Falcon a história do alvará de soltura falso.

Que, o Dr. Carlos Gil, é muito amigo do seu irmão Enoelino.

Que, não se lembra se pegou recibo dos R$ 25 mil reais pagos de honorários para o Dr. Carlos Gil.

Que, sabia que o seu irmão, Pezão, teve um problema em Arco Verde e em Garanhuns.

Que, o Enoelino era mais próximo ao Pezão, inclusive moraram juntos por um ano, juntamente com seu pai, em Garanhuns.

Que, quando o Enoelino era deputado, ele era muito ligado ao ex-prefeito de São José da Coroa Grande, Lívio Tenório (Livinho).

Que, na ocasião da morte de Lívio Tenório, o Enoelino, na época deputado, e como ex-delegado, juntou esforços para prender os assassinos do ex-prefeito. Conseguiram capturar os pistoleiros que confessaram que o crime havia sido a mando do vice-prefeito, que hoje encontra-se preso, condenado pela justiça.

Que, desconhece a pessoa de Zé Rosa.

Que, desconhece a pessoa do advogado com o nome de Marcos.

Que, não levou pizza, nem pêras ao Falcon.

Que, há muito tempo não tem mantido nenhum tipo de contato com o Falcon.

Que, desconhece a existência do dossiê feito pelo Falcon.

Que, o desligamento com a família do Falcon aconteceu a partir de 1995, porque o Falcon continuava preso. A família começou a se ligar com o outro lado político de Água Preta, que atualmente é prefeito do município.

Que, o Falcon fez tais denúncias contra a sua pessoa com o objetivo de livrar-se da cadeia.

Que, ao vender a casa, comunicou o fato ao Falcon.

Que, acredita ter sido negligente em relação ao recibo do advogado, e também por não ter dado satisfação ao Falcon e nem tê-lo procurado após a venda da casa.

Que, irá pedir para o seu advogado, Célio Avelino, para entrar com um processo contra o Falcon, de calúnia e difamação.

Que, Água Preta e Palmares fazem parte da zona de exclusão, devido o grande índice de violência que ocorre por ali e deve ser decretado um trabalho de policiamento de maior estrutura à polícia, para evitar os crimes que acontecem ali.

Que, faltam melhores condições de trabalho para os policiais estaduais, melhorar os seus salários, pagando por produtividade.

Que, Falcon trabalhou em suas campanhas, como aliado político. a família dele também dava apoio na política.

Que, antes de ser prefeito, foi funcionário do Estado, foi fiscal de mercadorias em trânsito, depois foi Auditor da Secretaria da Fazenda em seguida, deputado.

Que, o atual prefeito de Água Preta, durante a campanha de 1996 encaminhou uma carta confidencial ao então Governador Miguel Arraes, para que decretasse a ZONA DA MATA SUL como zona de exclusão. O Seu grupo político era acusado pelo prefeito como sendo "grupo de matadores", no sentido de inibir, com policiamento, os seus correligionários de fazer política.

Que, é normal na política de Pernambuco as pessoas serem inimigas políticas e também pessoal. No caso de Água Preta, o prefeito é seu inimigo pessoal e político.

Que, tem um sobrinho que está sendo processado no Tribunal de Justiça, mas ainda não recebeu condenação.

Que, é proprietário da Fundação Carolina Magalhães, mas que não está ativada.

Que, o Sr. Marcos Barreto é prefeito do município de Joaquim Nabuco. Ele o apoia na política e recebe o seu apoio.

Que, no dia das mães, talvez de 91 (não lembra direito), uma criança, de nome Dulcinete, de 10 anos de idade, morreu na piscina de sua casa. Os seus adversários políticos insinuaram ter sido criminoso, onde havia ocorrido até estupro, o que não foi provado. O principal acusador foi seu adversário político de nome Dedito.

Que, conheceu Antonio Raimundo Barreto que é pai de Marco Antonio Barreto; ele foi vereador várias vezes no município de Água Preta. Hoje é pai do prefeito de Joaquim Nabuco.

Que, foi o mais votado na coligação do PFL, ficando empatado com o seu adversário, Deputado Garibaldi Gurgel.

Que, não conhece Carlinhos Novaes, mas conhece o Vitor Novaes e Luís Novaes.

Que, o seu sobrinho César Romero do Nascimento Lyra, foi prefeito de Água Preta, 1992 à 1995, e foi acusado de ter matado o suplente de vereador Marcos José da Silva, e ter como co-autor o pistoleiro Neto, ambos respondem na justiça.

Que, não conhece o Cel. Correia Lima, do Piauí.

Que, esteve em sua casa o Dep. Federal João Caldas ( não tem certeza se na época já era deputado) e em uma outra vez um ex-policial de nome Alan, que também trabalhou no município de Água Preta, quando era prefeito (a casa fica localizada no Bairro de Carolina, em Água Preta).

5) Oitiva da testemunha WASHINGTON NESTOR AMARAL GOÉS, codinome ANDRÉ (em sessão reservada), declarou que:



Codinome André se apresentou dando o nome de Washington Nestor Amaral Góes, pernambucano, político no Estado. Foi chefe de gabinete na Assembléia durante seis anos. Sofreu um atentado em 1999, dia 29 de abril. Também é policial civil, desde 1987 e está à disposição, distante da Secretaria. Sofreu um atentado quando assassinaram um irmão seu.

Que, na época haviam feito uma carta (ele e seu irmão), e a mandaram para a imprensa e protocolaram no 14º BPM, onde seu irmão servia.

Que, Adson José Veríssimo do Amaral, Policial Civil, que deve ter de 12 a 13 anos de polícia, tem um patrimônio muito grande formado por terras em Custódia, casa, duas propriedades, sendo que uma foi vendida recentemente por R$ 50 mil reais; motel em Recife de nome Parati. Além de ter também, uma casa em Itamaracá; uma em Boa Viagem avaliada em R$ 250 mil reais; proprietário de um ferro-velho em Abdias de Carvalho (segundo informações, hoje este ferro-velho pertence a um filho do deputado Eudo Magalhães).

Que, a CPA-2 (serviço reservado da P-2 da Polícia Militar) em Serra Talhada, possui um relatório que comprovam todas as atividades criminosas de Adson José Veríssimo do Amaral, que é protegido pela Secretaria de Segurança Pública, porque ele trabalha com o delegado Eduardo Porto, citado em reportagens, vários atos de violência, envolvimento com ferro-velho e outras coisas, e a Secretaria de Segurança Pública não investiga nada.

Que, José Rodrigues de Melo, está com um pedido de prisão preventiva. Ele era extorquido pelo Adson e o Delegado Eduardo Porto. Ele tem dois ou três anos preso na Delegacia de Furtos de Veículos. Fazia depósitos na conta corrente do Adson, no Banco Bradesco, um dos depósitos feitos em 92 foi de aproximadamente R$ 6 mil reais.

Que, o Serviço Reservado da Polícia Militar de Pernambuco é chefiado pelo Major Paulo Dantas, concunhado de um primo de Adson, de nome Cristomeris, gerente do Bradesco de Maceió (Cristomeris Valeriano de Resende).

Que, os bens relacionados, possivelmente que estavam no nome do Adson, estarão no nome da Sra. Maria Auxiliadora de Queirós Amaral, mãe de Adson, por ele ter separado recentemente e na declaração de bens dele, diz não ter nenhum patrimônio.

Que, o agente de polícia Adson sempre deu proteção aos traficantes do sertão pernambucano. Ele trazia nas viaturas da Polícia Civil as remessas de drogas e entregava-as no destino aos traficantes do Recife, no seu ferro-velho.

Que, o delegado Eduardo e Adson e mais alguns agentes dele foram presos no Estado da Bahia, assaltando carro-forte. Ficaram detidos um dia na Bahia em 1997 ou 1998. Foi divulgado, inclusive, nos meios de imprensa.

Que, foram pegos pela polícia baiana e entregues à Secretaria de Segurança de Pernambuco. O Secretário, na época - não soube precisar o nome - João Arraes ou Antonio Moraes, mandou liberar, colocou que eles estavam em uma operação forte com o tráfico de drogas no sertão e o roubo de cargas.

Que, uma vez prenderam dois ladrões de carro em Custódia foram soltos após pagarem uma quantia de R$ 30 mil reais, depositada na conta do advogado Cícero Bento, de Custódia, que foi posto como laranja para receber o dinheiro, que depois foi repassado para Adson, e provavelmente ao delegado Eduardo Porto.

Que, os contatos feitos com os marginais o delegado Eduardo Porto, passa para Adson resolver.

Que, em todas as eleições, o Adson e o delegado Eduardo Porto sempre votaram no Deputado Eudo e no seu irmão Enoelino no município de Custódia.

Que, recentemente, Aldo queria ser prefeito do município de Custódia. Andava sempre acompanhado de dois homens, que dizia ser policiais, mas ficaram sabendo que tratava-se de marginais e do delegado Eduardo Porto. Ele achou que começaram a se utilizar muito da força. O primeiro a sofrer foi ele que sofreu um atentado no dia 29 de abril e em 14 de junho, onde mataram seu irmão. Até a presente data a Secretaria de Segurança não mandou apurar os casos.

Que, Adson entrou com habeas-corpus, pedindo o relaxamento da prisão preventiva decretada pelo juiz de Custódia. Os delegados Gilvan Cavalcanti, Valdir Macedo e mais quatro delegados deram uma certidão de idoneidade para Adson, ou seja, jogam no mesmo time.

Que, o delegado Valdir Macedo é sobrinho ou primo de Eudo Magalhães.

Que, os delegados Gilvan Cavalcanti, Valdir Macedo, Romero Leal e Eduardo Porto, revezam-se nos roubos e furtos de veículos.

Que, Denildo Moisés da Silva, ex-policial civil, por envolvimento no furto e desmanche de um carro de um deputado estadual da Paraíba.

Que, o grupo dos delegados envolvidos em crimes em Pernambuco, tem total controle da Polícia Civil no Estado.

Que, quando sofreu atentado solicitou, por escrito, proteção policial, porém, nunca recebeu resposta.

Que, foi ouvido pela Corregedoria, e está respondendo inquérito administrativo porque querem demiti-lo.

Que, as acusações levantadas contra ele foram feitas pelo Adson e pelo irmão de uma vítima.

Que, o deputado Carlos Batata ligou para o Manoel Carneiro, para que lhe lotasse em Custódia, como policial civil, a fim de ficar próximo de casa e também melhor se defender.

Que, o diretor da DPJ, Dr. Evaristo (irmão do delegado Romero Leal), o procurou dizendo que ele não estava lotado em lugar nenhum, e que ele respondeu ao diretor que o Dr. Manoel Carneiro disse que ele podia assumir as suas funções em Custódia.

Que, está respondendo a um inquérito administrativo.

Que, o desembargador Dário da Rocha concedeu um habeas-corpus para o Adson mesmo sabendo da ficha criminal dele.

Que, o advogado do Adson era o Dr. Carlos Gil.

Que, Silvio Neiva, filho do desembargador Otílio Neiva, tinha assassinado um rapaz e queimado, mas a justiça nunca provou ter sido ele.

Que, dez por cento da polícia de Pernambuco está comprometida com o grupo podre.

Que, o Dr. Antonio Feitosa, quando da apuração do crime do qual ele era acusado, designou o delegado Romero Leal, que é do time do delegado Eduardo Porto, justamente para que ele não tivesse nenhuma chance para se defender.

Que, o delegado Eduardo Porto e Adson contavam com cerca de dez delegados que faziam parte do time.

Que, quando sofreu atentado, foi nomeado um delegado especial para acompanhar os fatos. Foi citado isto na Corregedoria, mas nada foi feito.

Que, quando o juiz do município de Custódia estava sendo ameaçado, ele fez este relato. Contudo o juiz fez uma comunicação achando que ele estava envolvido. Ele provou que não estava envolvido e mostrou que Adson tinha estado com a viatura da Secretaria, em seguida a sindicância foi arquivada.

Que, no acidente com um carro de Adson (Pálio 96 ou 98), na Estrada de Petrolina e Boa Vista, ele disse que a ex-esposa dele vinha no carro, no qual haviam morrido duas pessoas (Romildo e um segundo que era assaltante). Atualmente se sabe que eles foram assaltar uma carreta. E se sabe, também, que a sua ex-esposa não estava no carro.

Que, Adson tinha uma carreta, o motorista era o Everaldo. A carreta tinha sido tomada de um cara que tinha prestado queixa no seguro de carga.

Que, a briga dele com o Adson é desde criança, quando o pai dele matou um tio seu e como vingança um primo seu matou o pai dele e agora ele começou a lhe agredir.

Que, o Adson o ameaçou de morte.

Que, Adson fez ponto em um bar chamado Sala de Reboco, propriedade de Rinaldo Ferraz, onde acontece comércio de cocaína.

Que, Stênio Ferraz dava proteção para o Adson.

Que, existe uma informação que João, primo de Adson, possui uma distribuidora de cocaína, em João Pessoa - na Paraíba -, mas não pode assegurar estas informações.

Que, Adson negociou cocaína algum tempo no ferro-velho.

Que, durante a briga entre a sua família e Adson, ele utilizava um carro blindado de propriedade de Rinaldo, um gol verde.

Que, na época que sofreu o atentado e o seu irmão foi morto pelos pistoleiros, Rinaldo pediu para lhe dizer que não tinha nada a ver com o fato.

Que, Adson anda em um Vectra Azul, placa KIT 9275, da cidade de Caruaru. Codinome André tem a informação que esse carro está no endereço de uma pessoa em Água Preta. O advogado do Adson esteve no município de Custódia conduzindo o Vectra azul.

Que, Rinaldo e Adson são muito ligados, têm negócios de cocaína juntos.

Que, o codinome André solicitou garantias de vida, e proteção policial. Ele também requereu o direito de andar armado, juntamente com os seus seguranças.

Dia 05 de abril de 2000
QUARTA-FEIRA

1. Oitiva do PADRE REMY DE VETTOR, Padre de Salgueiro:



Ele não informou nenhum nome, apenas entregou algumas denúncias feitas pelos fiéis do município de Salgueiro.

Para o Padre Remy de Vettor, não seria ético ele entregar nomes, pela sua posição, por ocupar um cargo eclesiástico. Porém, ele informou que existem empresários, políticos e policiais envolvidos com a máfia do narcotráfico em Salgueiro.

2. Oitiva do Codinome SERTÃO, não foi apresentado o seu nome verdadeiro, que declarou:



Segunda pessoa a ser ouvida pela CPI no dia 05/04 foi uma pessoa com o codinome de “Sertão”.

Ele mencionou vários nomes de autoridades policiais, políticos e empresários e pessoas comuns que estão envolvidas com o narcotráfico em Pernambuco.

De acordo com as declarações do codinome “Sertão”, no município de Floresta, existem vários políticos envolvidos com narcotráfico, assassinatos e assaltos. São feitas denúncias, o Tribunal de Contas apura, comprova as irregularidades e não dá em nada.

Que, toda denúncia que é feita, dá em nada, como tem cargas roubadas, plantio de maconha dentro da fazenda de Afonso Augusto Ferraz.

Que, existem denúncias contra a própria polícia.

Que, tem um ten. da polícia, Fabrício Ferraz, filho do vereador Babá Ferraz, traficante, fornecedor de vários plantios de maconha. Já foi preso por porte ilegal de arma, por formação de quadrilha, mas continua impune.

Que, há poucos dias, foi preso um caminhão carregado com maconha, com palmas.

Que, os donos da carga seriam Donizete Novaes, Reginaldo Novaes, Torres Novaes e Babá Ferraz.

Que, Rinaldo Ferraz é um dos que manipulam o sertão com o tráfico de drogas, cocaína, armamento pesado, assaltos a bancos e a carro-forte, juntamente com a equipe de Gracinha Ferraz, Jorge Grampão e um ex-policial chamado Claudionor.

Que, tem um empresário chamado Eraldo Menezes, que também manipula o tráfico de assalto e cargas roubadas, junto com os companheiros como o Sales, o Chico e o Armando de Petrolina.

Que, sonegam impostos, trazendo mercadorias sem nota fiscal.

Que, levam maconha, cocaína e armas para Recife e entregam para Rinaldo Ferraz, Estênio Ferraz, Mauro Ferraz.

Que, Dozinete Novaes e Geraldo Novaes transportam maconha para Recife e entregam para o Rinaldo Ferraz.

AUDIÊNCIA EM RESERVADO

Que, a Polícia Federal destruiu uma roça com vinte mil pés de maconha na Fazenda Cacembinha, de propriedade de Gracinha Ferraz, onde prenderam Maurício (Nina).

Que, o Mauro Ferraz está corrido da região.

Que o Stênio rouba carga em Recife, Serra Talhada, Floresta, Petrolândia.

Que, quando há uma queda no comércio em Floresta, a gangue entra em contato com o Fabiano Ferraz, sobrinho da mulher de Eraldo Menezes, empresário, que faz parte da mesma gangue.

Que eles se misturam fazem assaltos, roubam cargas, jogam no comércio deles para se levantarem.

Que a fazenda Mari, pega na Operação Mandacaru, é de propriedade de Laércio Ferraz.

Que a fazenda Cacembinha, de propriedade de Gracinha Ferraz, foi pega na operação comandada pelo Comandante de Belém e a 2ª Seção. Lá encontraram o traficante Maurício, pistoleiro do pessoal dos Ferraz, que entregou a roça que havia ali.

Que citou o Severino de bastião, fornecedor e também cede terrenos para o plantio.

Que, ele atualmente tem uma roça fornecendo a outros bandidos plantadores, como o Adalberto Cesário, fugitivo da justiça de Petrolândia (ano passado tentou assassinar a juíza da Comarca de Petrolândia junto com o Maurício.

Que, Maria Clara é uma prostituta amigada com Tito Ferraz, filho de Gracinha Ferraz, que também é envolvido com Rinaldo Ferraz.

Que, Tito vive somente de tráficos e assaltos. Foi vereador com mandato cassado, após isso vice exclusivamente de fazer assassinatos. Faz parte da quadrilha desbaratinada em Maceió.

Que, o mentor do assalto em Petrolândia foi um pessoal de Zanoqué, juntamente com o Rinaldo Ferraz, que arranjou as armas.

Que, Gracinha Ferraz, junto com o Tito, integrante da gangue, quando houve o desmanche, onde prenderam várias pessoas, correram para Recife, Caruaru. Quando souberam que iriam localizá-los foram para João Pessoa (Paraíba).

Que, tem um filho do Babá Ferraz que se refugiou em um lugar em João Pessoa, arranjado pelos elementos da quadrilha, este lugar servia para refugiar os elementos em fuga.

Que, o Promotor Alexandre começou a perseguir o pessoal que fazia parte da quadrilha, sendo logo transferido, pois estava chegando em muitas pessoas poderosas, foi quando ajeitaram o Deputado Ferraz, juntamente com o Piauhylino para que o promotor fosse transferido.

Que, o Jazom B. do Jardim foi preso em um carro roubado transportando cocaína, mas logo foi solto pelo seu primo, o delegado Chico Jardim.

Que, corre um processo contra ele por ter participado do assassinato de três pessoas, durante uma troca de tiros, no município de Floresta, que queriam matar o seu irmão.

Que, passou onze meses na prisão, juntamente com os seus irmãos. Hoje aguarda o seu julgamento em liberdade.

POLITICOS ENVOLVIDOS COM O CRIME ORGANIZADO E O TRÁFICO DE DROGAS

Sertão declarou que vários políticos estão envolvidos com o crime organizado e o tráfico de drogas:

Vereador Babá Ferraz (Bartolomeu Ferraz);



Moacir Gomes de Menezes (primo de Sertão), acostumado a mandar matar;

Deputado Afonso Ferraz, quando ele era prefeito mantinha uma equipe de pistoleiro;

Foi processado pelo Tribunal de Contas, que pediu a intervenção do município;

Foi pego roça de maconha em sua propriedade;

Foi apreendido, em Cruzeiro do Nordeste, um caminhão carregado de palma com o fundo falso que transportava, de acordo com a tia de Reginaldo Novaes, duzentos e oitenta quilos de maconha;

O motorista que dirigia o caminhão está preso, mas donos da carga continuam livres, (Donizete Novaes, Reginaldo Novaes e o vereador Babá Ferraz, que era dono da maior parte da carga);

De acordo com as declarações do depoente:

Que, O Vereador Babá Ferraz chamou o seu filho, tenente Fabrício Ferraz, e colocou um advogado para acompanhar o processo, e pediu para o motorista não envolver o seu nome, e ele iria fazer uma força para colocá-lo em liberdade;

Deputado estadual Afonso Augusto Ferraz.

Deputado Federal Luiz Piauhylino.

SOBRE O CASO DA AMBULÂNCIA

Sertão informou que o motorista da ambulância chamado Miroca transportava maconha dentro da viatura e seguia para Recife. Ele desligava o velocímetro da ambulância para não marcar a quilometragem.

O codinome Sertão declarou, ainda:

Que, o Tito, Nino e a Gracinha Ferraz são ligados ao deputado Eldo Magalhães.



3. Oitiva do Sr. QUINTINO ROBSON MOURA BEZERRA, Gerente do Banco do Brasil, Agência Salgueiro, que declarou:

Que, o Sr. Cláudio Couto Cruz não possuí movimentação financeira há um bom tempo, mas possuí alguns financiamentos que encontram-se inadimplentes desde 1998.

Que, tem condições de identificar nenhum laranja, até o momento, por estar a apenas um ano e três meses naquela agência, período em que o Sr. Cláudio deixou de movimentar a sua conta, assim como a sua esposa.

Quem, o Sr. Cláudio só movimenta a conta corrente para pagamentos de obrigações financeiras, como leasing do caminhão da sua empresa Nova Dimensão de panificação, ele ainda possuí dívidas com o banco, como também o cheque especial.

Que, o Sr. Cláudio nunca levou ou apresentou ninguém na agência para abertura de conta.

4. Oitiva do Sr. PEDRO GOMES NETO, gerente do Banco do Brasil, Agência de Salgueiro, declarou:

Que, o Sr. Cláudio Couto Cruz possui conta bancária na agência de Salgueiro, mas não a movimentava, a utilizava apenas para pagar suas obrigações.

Que, além de Cláudio Cruz, dois funcionários dele também tinham contas na agência.

Que, um dos funcionários de Cláudio Cruz, de nome Marcondes, morreu, mas ele continuou a movimentá-la até que o banco soube da morte, pois tinha uma procuração em seu nome.

Que, a irmã de Cláudio Cruz também mantinha uma conta na agência, o seu nome é Regina Cláudia.

Que, "(...)a maioria das contas ou quase todas tinha cheque, né, tinha talão de cheque, então ele as movimentava através de cheque(...)"



5. Oitiva do Sr. CARLOS EURICO FERREIRA CECÍLIO (Prefeito do Município de Serrita, Pernambuco), que declarou:

Que, desconhece a prisão de duas pessoas com oito quilos de cocaína no seu município, mas ouviu falar que houve um fato dessa natureza no município de Moreilândia.

Que, possuí dos caminhões que transportam gesso de Maripina (Recife), para São Paulo e Goiás e trazem arroz, milho, feijão para Recife e Fortaleza.

Que, possuí um supermercado em Serrita de médio porte;

Que, desconhece a existência de plantações de maconha na região de Serrita.

Que, convidou o Promotor, Dr. Alexandre a irem à Superintendência da Polícia Federal em Recife, para incluir o município de Serrita na operação Mandacaru, mas recebeu a resposta de que o seu município não fazia parte do polígono da maconha.

Que, as declarações feitas contra ele podem ter o vínculo político devido ser candidato forte à reeleição.

Que, todos os bens que possuí fazem parte da sua declaração de imposto de renda e autorizou a quebra de seu sigilo bancário, fiscal e telefônico;

6. Oitiva da Sra. MARIA AUXILIADORA DE FÁTIMA COUTO BANDEIRA DE MELO, que declarou:

Que, está separada judicialmente do Sr. Cláudio Couto Cruz, mas continua morando na mesma casa;

Que, o Sr. Cláudio possuí dívidas junto ao Banco do Nordeste, Banco do Brasil, ações na Justiça, dívidas junto a Coca-Cola e com terceiros;

Que, foi funcionário do Banco do Brasil, na agência de Salgueiro, durante 12 anos;

Que, não tinha conhecimento que o seu ex-marido era procurador das contas do Marcondes e nem da Regina;

Que, o Sr. Cláudio tinha uma BMW, mas não sabia se ela estava em seu nome;

Que, atualmente ela possuí uma conta no Bradesco e o Sr. Cláudio possuí uma conta no BANDEPE;

Que, o seu ex-marido tem uma fazenda depois do município de Penaforte, chamada Retiro, que era de propriedade do pai dele;



Dia 05 de abril de 2000
à noite


ACAREAÇÃO ENTRE MANOEL SOARES DE FREITAS E EUDO MAGALHÃES LYRA (Ex-DEPUTADO ESTADUAL)

Manoel declarou:

Que, conhece o Dep. Eudo há aproximadamente de 20 a 30 anos.

Que, trabalhou em uma fábrica de laje, do Dep. Eudo, em Água Preta,

Que, chegou em Água Preta em 1975, e na época estudou com a ex-esposa do dep. Eudo, Cleide Rejane.

Que, saia muito com o Dep. Eudo, andava de bicicleta até o Engenho Macaco, e que eles se confiavam muito.

Que, Manoel declarou ter trabalhado na fábrica de laje, que é de propriedade do Dep. Eudo, sem ganhar nada, até o dia que ganhou uma fôrma para fazer balcão de granito.

Que, Manoel informou que o deputado pediu para que ele matasse o Zé Amaro, o que recusou. Porém o deputado Eudo queria realmente matar o Zé Amaro. Passados uns três dias, o deputado lhe chamou e disse que havia conseguido um pessoal para fazer o serviço, e foram para Palmares. Lá, ele acertou com dois homens, que encontravam-se em um Opala verde metálico. Os pistoleiros pediram uma quantia, considerada pelo deputado Eudo, alta e não aceitou. Porém, os pistoleiros pediram a metade do valor acertado para que eles fossem embora, o que foi dado.

Que, passados alguns dias, o deputado Eudo arrumou três bêbados em Palmares (porém desta vez o Manoel não participou) e no domingo, quando Zé Amaro se dirigia até o Forró do Chicão, em Jequiá, os três bêbados atiraram nele, de frente à casa do soldado PM Bezerra, que ao ouvir os tiros, colocou os três para correrem dando tiros neles.

Que, foi com o deputado Eudo, no Posto Pixilau, na BR 111, para se encontrar com dois homens cabeludos que aguardavam em um opala verde-metálico . Este encontro já tinha sido marcado previamente com um amigo dele.

Que, não sabia precisar a data. Ele acha que este crime ocorreu nos fins dos anos 70 e começo de 80.

Que, o deputado Eudo também pediu para tirar o Ronaldo (Roma) de Palmares e colocá-lo no sertão e depois acabaria com ele. Porém, não foi aceito e ele pediu para que o deputado deixasse o assunto que ele iria cuidar.

Que, a questão com o Ronaldo devia-se pelo fato do mesmo estar prejudicando a campanha do Dep. Enoelino, que é o irmão do Dep. Eudo.

Que, disse que aconselhou o Dep. Eudo para que se tirasse o Ronaldo de Palmares e o mandasse para o sertão.

Que, também foi falar com o próprio Ronaldo, pedindo para que ele parasse com o que estava fazendo, advertindo-o, inclusive, que ele estava incomodando, na época, o Dep. Enoelino. Mas ele não parou e, posteriormente, quando Manoel estava preso, Ronaldo ameaçou o seu filho Pedro Paulo, de 13 a 14 anos.

Que, questionado pelo Deputado Eudo Magalhães sobre em que mandato ocorreu o fato do Ronaldo, se no primeiro ou no segundo. Manoel respondeu que havia sido durante o primeiro mandato do Deputado Enoelino.

Que, Manoel declarou que existia uma pessoa de nome Prof. Tião, que foi ameaçado pelo Deputado Eudo, que correu atrás do professor com um revólver na mão. A família do prof. Tião, hoje já falecido, não fala nada do assunto, com medo do deputado Eudo.

Que, o Manoel declarou que quando foi preso , ele entrou em contato com o Dep. Eudo para pedir uma força. O Dep. Eudo foi visitá-lo e mandou um pessoal na Captura (?), e no outro dia o Manoel saiu da Polícia Federal e foi para a Captura (?).

Que, o Dep. Eudo possui grande influência na Polícia do Estado de Pernambuco, pois tem um irmão e uma irmã que são delegados de polícia.

Deputado Eudo declarou:

Que, o Manoel nunca trabalhou para ele.

Que, conhece o Manoel há aproximadamente 16 a 18 anos.

Que, nunca andou de bicicleta com Manoel.

Que, ele pode ter dado a fôrma para o Manoel, pois atendia aos diversos pedidos de pessoas de Água Preta, quando era prefeito daquele município.

Que, afirmou que nunca mandou matar ninguém.

Que, nunca teve qualquer problema com Ronaldo Roma.

Que, Ronaldo, inclusive, sempre votou com a sua família, sendo amigo de seu irmão Enoelino. Disse, também, que Ronaldo Roma, hoje é proprietário de uma casa que já foi dele, comprada pelo Roma de seu sobrinho.

Que, o Sr. Manoel não respondeu o porque que Ronaldo Roma não prestou queixa quanto ao fato de ter sido ameaçado.



SOBRE O CASO DA MACONHA DE ZÉ ROSA

Manoel declarou:

Que: "(...)Exato. Eu pegava lá, exatamente com o Zé Rosa. Mas conheci Zé Rosa lá no ambiente dele(do Dep. Eudo)(...)."

Que, "(...)Vá somando Zé Rosa eu conheci na loja dele. Essa mercadoria era trazida e financiada por ele. Eu distribua e ganhava a minha parte(...)".



SOBRE O PORQUE NÃO TINHA DITO A VERDADE SOBRE A MACONHA ANTES

Que, "(...)Só isso, eu me defendi. Ele... eu resguardei você por seis anos. Não tenho mais condições para isso(...)".

Que, "(...)Com medo. Com medo, porque a minha família estava lá fora, e como está...E não vejo mais opção... Seja lá o que Deus quiser. A justiça vai estar aí para fazer justiça(...)".

Que, "(...)Normalmente. É bem provável que ele... nunca nem... nem sei dizer(...)".

Que, "(...)O que eu disse ontem... Até hoje eu tinha ocultado. A partir de hoje, não dá mais para ocultar. Der o que der daqui para a frente, seja o que Deus quiser(...)".

Que, "(...)Exatamente. Tenho negócio com ele(...)".

Que, "(...)Lá na loja, conheci ele lá(...)".

Que, "(...)E, minha parte que ele incumbiu de fazer distribuição, e ele ia ganhar o meu dinheiro, naturalmente. Fiz. Fui condenado exageradamente(...)".



SOBRE O COMÉRCIO DE CARROS

Manoel declarou:

Que, "(...)uma loja de carro velho, lá em ... Abdias de Carvalho(...)".

Que, "(...)se não me engano, Fórmula de autopeças. Era uma coisa dessas(...)".

Que, "(...) era revenda de carros usados(...)".

SOBRE A PARTICIPAÇÃO DO DEP. EUDO MAGALHÃES NA DISTRIBUIÇÃO MANOEL (FALCON), CONFIRMOU A PARTICIPAÇÃO DELE, DECLARANDO:

Que, "(...)o deputado Eudo Magalhães mesmo(...)".

SOBRE O CASO DO ADVOGADO DR. FERNANDO ALVES

Manoel declarou:

Que, "(...) o advogado Fernando Alves... eu errei quantas vezes ele entrou. A primeira vez ele entrou, ele e o Dr. Renato Tamer... entrou eles dois. Isso foi no final de 97 (...)".

Que, "(...)de repente... no presídio de Pesqueira, ele mandou me chamar. Eu vim para falar com ele... isso já foi em 98... eu já entrei duas vezes (que no caso tinha sido duas vezes) no seu caso; saí sob pressão, claramente...", continuou dizendo: "Eu entrei duas vezes no seu caso e saí por pressão..." "e você sabe que estou falando (...)".

Que, "(...) quando eu já estava aqui em Barreto Campelo chegou novamente, e disse que tinha feito não sei o quê, parece que um pedido de progressão de regime(...)".

QUESTIONADO DE COMO COMEÇOU A TRAFICAR, FALCON DECLAROU:

Que, "(...) antes eu já transava; já tinha, mas ninguém sabia. Só eu mesmo, e pronto(...)".

Quando começou a trabalhar com Zé Rosa e o Deputado Eudo, Falcon declarou:

Que, Zé Rosa lhe disse: " (...) Olhe, o homem ainda é teu amigo?(...)". Eu disse: "(...)Ele é meu amigo. "(...)Então não tem problema, eu trago o material aqui para ele também, e tal, e está tudo certo(...)".

Que, perguntado por Falcon o quanto tempo Zé Rosa trazia o material, Rosa respondeu: "(...)um tempão para trás(...)".

Que, Questionado a Falcon como ele pegava a droga do deputado, respondeu que "(...)não, ele tirava e eu pegava mais na frente(...)".

Que, Questionado se o deputado sabia dessa transação respondeu que sim, pois "(...)era meu amigo(...)".

Que, o Falcon declarou que era o deputado que financiava o Zé Rosa: "(...)ele que financiava ao Zé Rosa a vinda da droga(...)".






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