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1.3. Os Envolvidos


A seguir a descrição das principais denúncias que pesam contra os denunciados em depoimentos, pelo disque-denúncia, em depoimentos à Polícia, ao Ministério Público ou através de denúncias enviadas diretamente à CPI.

Cândido Manuel Martins de Oliveira

Ex-Secretário de Segurança Pública do Estado, anunciou inicialmente que não havia problemas ligados ao narcotráfico no Estado. Depôs como testemunha, falando sobre o assunto quando a CPI esteve pela primeira vez no Paraná. Depois das denúncias contra a alta cúpula da polícia civil, foi demitido do cargo pelo Governador do Estado. Denunciado por participar de rateio de dinheiro fruto de roubo a carro forte em Toledo. Ligação com Ademilson Telles que levaria dinheiro de Foz a Curitiba. Não conseguiu, apesar de ter determinado, fazer cumprir a ordem para que policiais (Noronha, Canuto e Mário Ramos, entre outros) comparecessem aos trabalhos da CPI em Curitiba para depor. Ligações com o advogado Pelizzetti, de quem foi sócio em escritório de advocacia. Participação na condução duvidosa de investigação sobre a morte do policial Belfort Bittencourt, acusado da morte de outro policial, Espósito, conhecido por ligações com narcotráfico. Teve processo da filha arquivado antes de ser ouvida a Justiça, com a participação de Noronha. Admitiu ter conhecimento de denúncias envolvendo policiais com narcotráfico, tanto que tomou algumas providências (criou o grupo Águia, por exemplo), sem que no entanto, o setor de Informação e a Corregedoria avançassem nos procedimentos de investigação dos denunciados. Empenhou-se pessoalmente nas circunstâncias da escolha de Noronha para Delegado-geral e que estaria informado da participação dele com narcotráfico. Não compareceu para depor, quando convocado para fazê-lo em Ponta Grossa. É acusado de saber do esquema que envolvia o alto comando da polícia e até de participar dele, recebendo “propina” de delegados e policiais. Não se defendeu das acusações e saiu atacando a CPI pela imprensa e através de cartilha. Além da acusação de participar do esquema, pesa contra ele a denúncia de negligência.



João Ricardo Képpes de Noronha

Delegado de Polícia, ex-Delegado-Geral da Polícia Civil, nomeado por Cândido Martins de Oliveira, foi delegado em Foz do Iguaçu e no Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), foi denunciado por participar do narcotráfico, cobrando propina a policiais envolvidos e formação de quadrilha com outros policiais, entre eles Volga e Augusto, quando delegado no COPE e da compra de 40 Kg de cocaína e roubo de caminhão Volvo. Chefiar o tráfico de drogas. Participar de roubo de caminhões. Ligação com Moacir Albuquerque. Dar proteção a policiais envolvidos no tráfico, especialmente Mauro Canuto. Receber percentual nas transações de tráfico. Dar cobertura a traficante Fernandinho Beira-Mar. Participar de extorsão caso morte de empresário Ciro Pelizare e do roubo de cargas e desmanche. Participar de rateio de dinheiro fruto de roubo a carro forte em Toledo (Paulo Roberto, Detaq 417/00, p. 12). Contra ele também pesam denúncias de extorsão, tortura e abuso de autoridade. Teria ligações fortes com Paulo Mandelli (Paulo Roberto, Detaq 417/00, p. 15-16), Juarez Costa França, que teria asfaltado a entrada da chácara (Copetti, Detaq 134/00, p. 5), o delegado Mário Ramos, e os policiais Mauro Canuto e Samir Skandar, entre outros, acusados de participar do narcotráfico. Denunciado por pagar para ser delegado em Foz (Paulo Roberto, Detaq 417/00, p. 23-24). Participar de rateio de dinheiro fruto de roubo a carro forte em Toledo (Paulo Roberto, Detaq 417/00, p. 12 e 31-32). Ligação com Joed Domingos da Silva seu “braço direito” em Foz (Paulo Roberto, idem, p. 45-46). Denunciado por envolvimento na morte do advogado Renato Crovador (Vera Lúcia, Detaq 130/00, p. 217 e Hugo Ramos, Detaq 132/00, 33-34). Participação na condução duvidosa de investigação sobre a morte do policial Belfort Bittencourt, acusado da morte de outro policial, Espósito, conhecido por ligações com narcotráfico (Hugo Ramos, Detaq 132/00, p. 14-18 e 30-32). Arquivar processo, antes de enviar a Justiça, que envolvia a filha do ex-secretário de Segurança, Cândido Martins (Hugo Ramos, Detaq 132/00, p. 22). Ação duvidosa no caso da prisão de José Carlos Garcia (processo na 11ª Vara Criminal de Curitiba) (Hugo Ramos, Detaq 132/00, p. 27). Ligação com desmanches e tráfico (Hugo Ramos, idem, p. 28). Ameaça, extorção, tortura e roubo de Ipeguaray Santos (Ipeguaray, Detaq 132/00, p. 141-156). Adelar Zanolla, dono de desmanche em Foz do Iguaçu, preso por receptação e venda de carros roubados, em seu depoimento à CPI em Foz declarou que quando o delegado Dr. Noronha estava como delegado-chefe em Foz “vivia dando batidas nos ferro velhos”. Foi preso por Noronha por roubo de veículos. Disse que o Noronha não lhe pediu dinheiro para fazer acerto, mas que quando chegou ao 2º DP, o delegado Dr. Jairo teria cobrado 50 mil reais para fazer um acerto “para deixar eu trabalhar” (Zanolla, Detaq 417/00). O delegado Dr. Luís Carlos de Oliveira (que antecedeu Noronha em Foz do Iguaçu como delegado-chefe) disse a um jornal que “Nós não nos entendemos há muito tempo, desde que ele (Dr. Noronha) chefiou as investigações sobre o caso Evandro, de Guaratuba, e eu discordei de seus métodos. Nunca fui favorável à tortura de presos e outras arbitrariedades e desde então não tivemos mais contato” (Luis Carlos, Detaq 417). Convocado para depor em Curitiba, não compareceu, motivo que o levou a ser destituído do cargo. Com prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido da CPI, ficou foragido por 38 dias, reaparecendo somente depois que conseguiu habeas corpus. Convocado novamente para depor em Ponta Grossa, tentou derrubar a convocação no STJ. Não tendo conseguido, alegou problemas de saúde para não comparecer.

Mário Ramos

Delegado de Polícia, ex-Chefe do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), nomeado por Noronha. Denunciado por conivência com os desmanches, teria ligações com de Paulo Mandelli (Copetti, Detaq 134/00, p. 6-7 e Braga, Detaq 133/00, p. 1-5 e 7-9) e teria também ligações com Juarez Costa França (Terêncio, Detaq 130/00, p 136 e 138-140) teria “laranjas” como proprietários de desmanches (Braga, Detaq 133/00, p. 18 e Shirley, Detaq 131/00, p. 202-205). Participar de rateiro de dinheiro fruto de roubo a carro forte em Toledo (Paulo Roberto, Detaq 417/00, p. 12 e 31-32). Cobraria propinas dos donos de desmanche para que continuem funcionando (Hugo Ramos, Detaq 132/00, p. 28). Extorsão de policiais que foram denunciados por tráfico – teria recebido 15 mil reais, por duas vezes, de Gilberto (Gilberto, Detaq 130/00, p. 174-175). Envolvimento com o tráfico e desmanche de carros roubados (Gilberto, idem, p. 174-175 e 206). Denunciado por envolvimento na morte do advogado Renato Crovador (Vera Lúcia, Detaq 130/00, p. 217 e Hugo Ramos, Detaq 132/00, p. 27 e 33-34). Participação na condução duvidosa de investigação sobre a morte do policial Belfort Bittencourt, acusado da morte de outro policial, Espósito, conhecido por ligações com narcotráfico (Hugo Ramos, Detaq 132/00, p. 14-18 e 30-32 e Braga, Detaq 133/00, p. 12-13). Envolvimento com Moacir Albuquerque (Shirley, Detaq 131/00, p. 201-204). Convocado para depôr em Curitiba, não compareceu, tendo ficado preso preventivamente por solicitação da CPI. Não compareceu também para depôr em Ponta Grossa, tendo tentado derrubar a convocação no STJ em conjunto com Noronha. Não conseguindo derrubá-la, alegou problemas de saúde para não comparecer.



Mauro Canuto de Castilho e Souza Machado

Investigador da Polícia Civil lotado no 11º Distrito Policial em Curitiba. Denunciado por participar do esquema de tráfico, envolvimento com assassinatos, extorsões e roubo (Edna Stropa, Detaq 130/00, p. 63 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 167), enriquecimento ilícito (Terêncio, Detaq 130/00, p 96), receberia proteção do alto comando da Polícia Civil. Denunciado por fornecer drogas (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 9 e 10 e Terêncio, Detaq 130/00, p. 158 e Almiro, Detaq 132/00, p. 123) e chefiar o tráfico (Marcelo Mateus, idem, p. 12 e 25 e Terêncio, Detaq 130/00, p. 158 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 168-169 e 185 e 201 e Codinome João, Detaq 132/00, p. 78 e 81-83) e formação de quadrilha (Marcelo Mateus, idem, p. 33). Denunciado por extorsão e apreensão ilícita, em 1997, de 8 Kg de cocaína que Edna Tavares Stropa declarou ter trazido a Curitiba da Bolívia, pega de um traficante chamado Índio, na Bolívia (Depoimento assinado junto à PIC e reconhecimento de Canuto junto ao Grupo FERA, confirmados no depoimento à CPI, Detaq 130/00, p. 72 e 74, confirmado do depoimento de Terêncio, Detaq 130/00, p. 95-96), teria usado para isso o nome de Samir (Edna Stropa, idem, p. 74). Transitar fortemente armado (metralhadora) e dar tiros para demonstrar força (Marcelo Mateus, idem, p. 33, também Terêncio, Detaq 130/00, p. 92). Enriquecimento ilícito (Marcelo Mateus, idem, p. 36). Fornecimento de drogas na Vila Hauer, Curitiba, através de Daniel Seco (Marcelo Mateus, idem, p. 39). Participação em “acerto” no caso de apreensão de 6 Kg de cocaína, em 1997 (Terêncio, Detaq 130/00, p. 92-93). Ligações com o advogado Dr. Pelizetti a quem teria pago para defender Humberto Terêncio em troca de seu silêncio (Terêncio, idem, p. 119). Ligações com Elói Biézus, proprietário da Helisul (empresa de aviões), seu sócio ou “laranja”, que transportaria drogas (Terêncio, idem, p. 148-150 e Gilberto, Detaq 130, p. 186). Teria ligações com Hissan (Terêncio, idem, p. 155-156 e Gilberto, idem, p. 197). Teria Ligações com Valdo, proprietário de lancheria X-Picanha (Terêncio, Detaq 130/00, p. 158). Teria ligações também com os donos de desmanche Juarez Costa França (Terêncio, Detaq 130/00, p. 99-101 e 104 e 106 e 127) e Paulo Mandelli, deste último seria amigo pessoal. Convocado para depor em Curitiba, não compareceu tendo sido preso por solicitação da CPI. Novamente convocado para depôr em Ponta Grossa, também não compareceu alegando problemas de saúde e direito permanecer calado.



Joarez França Costa, vulgo Caboclinho ou Kadu

Empresário, proprietário das lojas de auto-peças (desmanche) Kadu, na Região Metropolitana de Curitiba, especialmente na cidade de Rio Branco do Sul. Teria participação no esquema de desmanche de carros roubados com o alto comando da Polícia Civil (Canuto, Noronha e Mário Ramos), a quem pagaria propinas e receberia proteção (Terêncio, Detaq 130/00, p. 99-101 e 104 e 106 e 127 e Gilberto, Detaq, p. 170 e 181-182 e 185 e Almiro, Detaq 132/00, p. 230 e Copetti, Detaq 134/00, p. 5 e Braga, Detaq 133/00, p. 21). Receber carro roubado de policial Gilberto (Terêncio, idem, 99-100). Denunciado por envolvimento na morte do advogado Renato Crovador (Vera Lúcia, Detaq 130/00, p. 217). Denunciado também por vários assassinatos que seriam executados por policiais civis, entre eles Antônio Luiz da Silva, vulgo Zóio ou Lagarto (Copetti, Detaq 134/00, p. 2-6). Não tendo atendido à primeira convocação para depor na CPI em Curitiba, foi preventivamente preso. Convocado novamente para depor em Ponta Grossa, compareceu sob forte escolta policial, já que ainda se encontrava preso, mas nada declarou.



Moacir (Alves de) Albuquerque

Foi Superintendente da polícia civil em Campo Mourão, denunciado por corrupção, roubo de cargas e tráfico de drogas (aviões na pista de pouso de usina Sabaral em Engenheiro Beltrão) e participação no esquema de Noronha (Braga, Detaq 133/00, p. 14-15 e Shirley, Detaq 131/00, p. 177-182 e 189-191 e 195-200). Ligações também com Mario Ramos (Shirley, idem, p. 201).



Luiz Gilmar

Delegado de polícia. Teria ligações com os desmanches de Juarez e envolvimento com policiais corruptos e inclusive do advogado já morto Dr. Renato Crovador (Terêncio, Detaq 130/00, p. 101)



Vera Regina Zunculose

Foi superintendente no 8º DP (?) e atuava com Samir Skandar (Gilberto, Detaq 130/00, p. 202)



Paulo Mandelli

Empresário, proprietário de lojas de auto-peças (desmanche) Mandelli, com lojas por várias cidades médias do Estado e na Região Metropolitana (cf. Terêncio, Detaq 130/00, p. 106 e 127 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 182-183 e Almiro, Detaq 132/00, p. 230 e Braga, Detaq 133/00, p. 7-9). Teria participação no esquema com o alto comando da Polícia Civil, especialmente com o delegado Mário Ramos, de quem seria amigo pessoal. Paga propinas a policiais para continuar funcionando e recebe proteção da polícia (Terêncio, Detaq 130/00, p. 104 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 183). Denunciado por envolvimento na morte do advogado Renato Crovador (Vera Lúcia, Detaq 130/00, p. 217). Substituiu policiais em inquérito na Delegacia e propôs que Vera Lúcia assumisse culpa pela morte do marido (Vera Lúcia, idem, p. 223-224).



Samir Skandar

Investigador da Polícia Civil. Denunciado por fornecer drogas e participar da “firma” (denominação dada à delegacia do 8º e 11º DP) (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 9 e 10 e 23 e 25 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 165 e 167 e 185 e Rodrigo, Detaq 132/00, p. 130 e Braga, Detaq 133/00, p. 11 e 20) e por chefiar o tráfico (Marcelo Mateus, idem, p. 12 e Gilberto, idem, p. 168 e 201). Além de traficar drogas, roubo de carros em ligação com Hissan Hussein (Terêncio, Detaq 130/00, p. 92-98ss e 107 e 126 e Gilberto, idem, p. 165 e 197 e 213). Manter, com Hissan, na chácara deste, laboratório de refino (Terêncio, idem, p. 95). Denunciado por enriquecimento ilícito (Terêncio, idem, p. 96-97). Participar de roubo de carro e ligação com desmanche (Terêncio, idem, p. 98-100ss). Ligações com Gilberto Chagas Ramos que o acusa de ser o proprietário dos 10 Kg de crack e 2 Kg de cocaína com que foi preso (Gilberto, Detaq 130/00, p. 163). Compareceu para depor à CPI no dia 01 de março, em Curitiba, onde também participou de acareação (Detaq 131/00, pp. 226-309 e 372-554)



Nilton Tadeu Rocha

Delegado de polícia. Denúncia por participar da distribuição de drogas na delegacia que comandava no caso dos 12 kg, encontrada por Humberto Terêncio no Conjunto Abaeté (Terêncio, Detaq 130/00, p. 88). Convocado para depor à CPI em Curitiba, não compareceu.



Tóliber

Delegado de polícia. Denúncia de ligação com tráfico, com Hissan e Samir (“Turma do Quibe”) (Terêncio, Detaq 130/00, p. 93-94)



Hissam Hussein Dehaini

Empresário na Região Metropolitana de Curitiba, especialmente em Araucária, teria ligações com Noronha, Samir, de quem é cunhado e Reginaldo (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 27-28 e 34) e Mauro Canuto (Gilberto, Detaq 130/00, p. 197). Denunciado por chefiar o tráfico em Araucária e RM Curitiba (Marcelo Mateus, Detaq 130/00 p. 12 e Terêncio, Detaq 130/00, p. 92-100ss e Gilberto, Detaq 130/00, p. 168 e 213). Manter laboratório de refino, com apoio de Samir, em sua chácara entre Campo Largo e Balsa Nova (RMC) (Terêncio, idem, p. 95). Participação no tráfico com Samir e Elisário, entre outros (Gilberto, Detaq 130/00, p. 165). Denunciado por envolvimento do esquema, depôs na CPI em Curitiba onde declarou que em pouco mais de 10 anos acumulou patrimônio equivalente a 5 milhões de reais, fruto de sua atividade empresarial explorando serviços de hotelaria, revenda de combustíveis (postos de gasolina) e transporte aéreo (Táxi Aéreo), entre outros. Foi preventivamente preso a pedido da CPI. Denunciado por tráfico de drogas, proteção a traficantes, pagar à polícia por proteção, em seu depoimento declarou ser inocente (Detaq 131/00, p. 3-108).



Reginaldo Moreira

Policial civil lotado no 11º Distrito Policial em Curitiba, recebe 900 reais mês e líquido 780 reais, preso a pedido da CPI em Curitiba, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, seria comandante do tráfico dentro da polícia, distribuir drogas a pequenos traficantes no centro de Curitiba (Ponto Zero, Bar Malibu, Bar do Alemão, Hotéis da Riachuelo e Bar Alasca), fornecedor e comprador de Eva Antônia Silveira Costa (“Evinha do Pó”) e Nando, filho de Evinha, da Vila Nossa Senhora da Luz (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 27 e Terêncio, Detaq 130/00, p. 157 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 176 e Braga, Detaq 133/00, p. 6 e 12) e formação de quadrilha (Marcelo Mateus, idem, p. 32-33), passagem de carros roubados ao Paraguai (Braga, Detaq 133/00, p. 12), golpe do Seguro, que prenderia pequenos distribuidores como forma de “limpar o terreno” (Marcelo Mateus, idem, p. 33) e enriquecimento ilícito (Marcelo Mateus, idem, p. 36) teria facilitado fuga de presos (última fuga na delegacia onde atua fugiram 103 dos 148 presos). Foi denunciado por Marcelo Mateus dos Santos, usuário e traficante, informante da polícia, por agir, em conjunto com Germano, Silas, Paulo Paulada, investigadores, Paulo César, investigador, Ezequiel, escrivão, e o delegado Kyoshi Hatada, todos do 11º Distrito, na venda de drogas, extorsão e participar da “firma” (denominação dada à delegacia do 8º e 11º DP) (cf. Marcelo Mateus, Detaq 130/00, pp. 5-9 e 10 e 19 e 23 e 25 e 42 e Terêncio, Detaq 130/00, p. 118 e Codinome João, Detaq 132/00, p. 77-78 e 80-84 e 87 e Rodrigo, Detaq 132/00, p. 133-134). Ligação com Hissan Hussein (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 27-28 e 34). Agressão a Marcelo Mateus em represália à denúncia da mãe de Marcelo Mateus à Corregedoria (cf. Marcelo Mateus, idem, p. 8). Chefiar o tráfico e distribuição (Marcelo Mateus, idem, p. 12). Possível envolvimento na morte do traficante Pedro Pompeu (Marcelo Mateus, idem, p.15). Ligação com traficantes de Joinville, SC (Marcelo Mateus, idem, p. 45-47). Compareceu para depor à CPI e declarou que nunca teria trabalhado com Canuto. Que é compadre de Germano. Que conhece Juarez Costa França, mas desconhece sua suposta ligação com desmanche. Que em sua atuação em delegacia especializada anti-tóxico só prendeu vendedor de drogas (“vapor”). Que apreendeu 2,5 Kg de cocaína oriunda de Rondônia, em 1999. Que a droga que chega a Curitiba vem, em sua maior parte de Santa Catarina. Que conhece o proprietário da lanchonete Valdo X-Picanha, mas que não sabe se Canuto é o proprietário, apesar de já ter ouvido falar disso. Que trabalhou com o delegado-chefe Kyoshi Hatada, o superintendente Paulo César, o escrivão Ezequiel, que considera todos bons policiais, desconhecendo qualquer envolvimento deles com tráfico. Que foi chefe da equipe que prendeu “Evinha do Pó”, por determinação de mandado judicial. Que desconhece qualquer envolvimento de Canuto e Samir com narcotráfico. Que nunca teve conhecimento de denúncias contra Dr. Noronha (cf. Reginaldo, Detaq 131/00, pp. 109-168)

Marcos Antônio Germano

Policial civil, amigo, compadre e colega de Reginaldo, denunciado por tráfico de drogas, extorsão e golpe do seguro. Fornecer droga e participar da “firma” (denominação dada à delegacia do 8º e 11º DP) (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 10 e 23 e 25 e 42 e Terêncio, Detaq 130/00, p. 157 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 176 e Codinome João, Detaq 132/00, p. 77-78 e 83 e 87 e Braga, Detaq 133/00, p. 12) e enriquecimento ilícito (Marcelo Mateus, idem, p. 36), ligação com traficantes de Joiville (Marcelo Mateus, idem, p. 45-47)



Paulo Paulada

Policial civil. Distribuir drogas na delegacia (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 9 e 10 e Terêncio, Detaq 130/00, p. 123). Participar da “firma” (denominação da delegacia do 8º e 11º DP) (Marcelo Mateus, idem, p. 10 e 23). Participar de invasão para extorsão (Gilberto, Detaq 130/00, p. 194 e Codinome João, Detaq 132/00, p. 86). Ligações com o advogado Renato Crovador, assassinado (Vera Lúcia, Detaq 130/00, p. 225). Ligação com Moacir Albuquerque (Shirley, Detaq 131/00, p. 182-183) e participar do tráfico (Shirley, idem, p. 184)



Silas

Policial civil, distribuiria drogas na delegacia (11º DP) (Marcelo Mateus Detaq 130/00, p. 10)

Marcio Alborghetti

Usuário e traficante, pegaria droga em Paranaguá, com o empresário “Guasca” e repassaria par “Evinha do Pó” e seu filho Nando (Gilberto, Detaq 130/00, p. 204).



Homero Andretta Baggio

Policial civil. Envolvido no tráfico de drogas (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, pp 10 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 177 e Braga, Detaq 133/00, p. 10-11). Chefiar o tráfico e distribuição de drogas, da “firma” (denominação da delegacia do 8º e 11º DP) (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p.12 e 23 e 25) e formação de quadrilha (Marcelo Mateus, idem, p. 32). Extorsão de traficante Miguel no episódio de apreensão de 10 Kg em conjunto com outro policial, Edmir, do seu delegado chefe (Hatada) e do advogado Dr. Pelizetti (Terêncio, Detaq 130/00, p. 79-80 e 92 e 119). Assassinato de cidadão, em conjunto com policial Edmir e ficar com 40 Kg de cocaína (Terêncio, idem, p. 97). Participar de tráfico e venda de drogas na Capital e em Pato Branco (Gilberto, Detaq 130/00, p. 210). Convocado para depor à CPI em Curitiba, não compareceu.

Elisário Rodrigues da Silva

Policial civil, residente no Morro do Piolho, controlaria o tráfico através de seu bar e cancha de futebol (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 20-21 e 25 e 34, Terêncio, Detaq 130/00, p. 158-160 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 165 e 176 e 185 e Codinome João, Detaq 132/00, p. 79 e 87 e 101). Participação em extorsão (Terêncio, Detaq 130/00, p. 118). Receber droga vinda de Joiville através de Gilberto Chagas Ramos (Gilberto, Detaq 130/00, p. 165). Teria ligações com Hissan e Samir (Gilberto, idem, p. 165). Pagar para que Paulinho, escriturário da 1ª Vara Criminal obstruisse a justiça no caso de expedição de preventiva (Gilberto, Detaq 130/00, p. 190). Compareceu para depor, atendendo ao chamado da CPI, o dia 02 de março em Curitiba, defendendo-se das acusações, declarou não ter qualquer envolvimento com narcotráfico (Elisário, Detaq 132/00, p. 39-69). Na acareação realizada com Codinome João, na sessão da CPI de 02 de março, em Curitiba, negou a principal acusação que foi de cozinhar crack em casa, negou também ser amigo de Samir, de Edmir e de Reginaldo (Detaq 132/00, 108-118).



Edmir da Silveira

Investigador da Polícia Civil, denunciado por participação no narcotráfico, distribuir drogas na delegacia e paricipar da “firma” (denominação da delegacia do 8º e 11º DP) (Marcelo Mateus, Detaq 130/00, p. 9 e 10 e 23 e 25 e Gilberto, Detaq 130/00, p. 176), na Rua Cruz Machado, Boate Malibu e Boate La Ronda e Metrô, em Curitiba. Formaria grupo com Canuto, Samir e Hissan, rival do grupo de Reginaldo, Germano e Paulo Paulada. Extorsão de traficante Miguel no episódio da apreensão de 10 kg em conjunto com outro policial, Homero, do delegado seu chefe (Hatada) e do advogado, Dr. Pelizetti (Terêncio, Detaq 130/00, p. 79-80 e 92 e 119). Assassinato em conjunto com Homero de um cidadão em frente à delegacia de Alto Maracanã para roubar 40 Kg de cocaína (Terêncio, idem, p. 97). Enriquecimento rápido (tem parte no 8º Tabelionato de Notas de Curitiba, de onde faria transações com drogas e trabalha pela manhã – Depoimento de Maurício Miranda –; proprietário de vários carros Ford Escort GLX 16 v 97/98, sua esposa teria um Santana 98, um Alfa Romeo 145 QV 96, um Gol CL 93, Uno Turbo IE 94 e BMW 325i placas ABM 9898). Está indiciado por homicídio (art. 121 CP) em Colombo, PR. Fotografado com Maurício Miranda (traficante preso) e Mauro Canuto no inqérito de Edna Stropa. Compareceu para depor à CPI em Curitiba no dia 01 de março onde também participou de acareação (Detaq 131/00, p. 310-371 e 372-554)



Antônio Luiz da Silva, vulgo Zóio ou Lagarto

Policial civil, executor a mando de Caboclinho (Copetti, Detaq 134/00, p. 2 e 4). Participação no tráfico (Almiro, Detaq 132/00, p. 220-222)



João de Lara, vulgo João Polícia

Ex-policial militar, executor a mando de Caboclinho (Copetti, Detaq 134/00, p. 4)



Isaías Amauri de Jesus, vulgo Nego Tião

Ex-policial civil, executor a mando de Caboclinho (Copetti, Detaq 134/00, p. 4)



Oswaldo Pompilho

Executor a mando de Caboclinho (Copetti, Detaq 134/00, p. 4)



José Aparecido Gregório

Proprietário de desmanches. Também participaria do esquema de roubo, pagaria e receberia proteção da polícia (Gilberto, Detaq 130/00, p. 183





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