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Diligência realizada em Foz do Iguaçu – Paraná Fórum Estadual, 03 de maio de 2000



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4. Diligência realizada em Foz do Iguaçu – Paraná
Fórum Estadual, 03 de maio de 2000.


Depoimento de LEONARDO VERGOPOLAM

O depoente é investigador de polícia desde 1980.

Disse que conhece Ricardo Noronha desde que no município de Terezinha de Itaipu.

O depoente foi denunciado por apresentar patrimônio incompatível com sua renda, bem com de estar envolvido com narcotráfico.

Disse possuir um carro Escort 1998, financiado em 29 parcelas, não tem casa, não tem família. Disse que tinha um sítio que foi desapropriado pela COPEL e possui 18 a30 cabeças de gado.

Disse que reside em Santa Lúcia mas a casa não é sua , mas de d. Rafaela, conhecida, uma professora, a quem paga 100 reais.

Disse que recebeu 51 mil reais de indenização pela desapropriação que sofre no sítio de 21 alqueires. No entanto, disse que foi expropriado apenas 7 mil alqueires, e a área remanescente vendeu por 49 mil reais.

Vê-se no caso, que a COPEL pagou muito caro por 7mil alqueires, uma vez o depoente vendeu o dobro, 14 alqueires, por apenas 49 mim reais.

O depoente revela outras contradições ao admitir te outro terreno que custa 8.000 reais. E teve uma F1000 que custaria 18.000 reais, devolvida para a financiadora.

De outro lado, o depoente recebe de salário apenas 900 reais. Assim de fato há que se suspeitar, o depoente não apresentar bens em seu nome, mesmo diante de recursos que confessou ter auferido ao longo do tempo.



Depoimento de MARIA LURDES L. BOITO

A depoente foi presa acusada de contrabando de mercadorias e armas, medida autorizada pela Justiça em sua casa. Denunciou agentes da receita federal, que fariam contrabando com as mercadorias apreendidas pela fiscalização.



Depoimento de LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA

É paulistano de origem, está no Paraná há 14 anos. É investigador, atuando em vária delegacias de policia, Delegacias de Furtos e roubos de Veículos, na COPE junto com o delegado Ricardo Noronha.

Disse que em 1996 aproximou-se do deputado Aníbal Curi, pessoa que mandava de fato no Estado. Foi indicado para o cargo de delegado em Foz de Iguaçu.

Disse que depois da morte do deputado Curi passou a sofre perseguições. Acrescenta que o cargo de delegado sofre injunções políticas quanto às nomeações e transferências.

Nega, contudo, que haja o pagamento de “pedágio” na nomeação de delegado. Que seria de 150 mil reais, como denunciado por algumas pessoas.

Disse que é uma calunia a denuncia de que pagaria 50 mil reais ao deputado Anilbal Curi para continuar em Foz de Iguaçu.

Disse que Wanderlei que administrou a Cadeia Pública de fato depositava dinheiro público em sua conta pessoal.

O depoente nominou algumas pessoas que seriam traficantes no Estado: Wilson que atuava na favela Monsenhor, Severino já falecido; em Foz do Iguaçu, Mota.

Declarou que delegacia não tinha serviço de inteligência próprio e, buscava informação no COPE. Acrescentou que os traficantes estariam em suas maioria presos.

Disse que Noronha fazia fiscalização em desmanches acompanhado da mídia.

Disse não conhecer o desmanche de Paulo Mandelli, mas admitiu que sabe da existência de loja de Mandelli, que vende peças usadas dos desmanches.

Depoimento de SERGIO ALMEIDA DE OLIVEIRA

O depoente foi preso por tráfico de drogas, cumpre pena de 4 anos.

Vendia droga para Argentina. Foi preso co 4 quilos de maconha. Disse que onde estava preso o carcereiro era o Wanderlei. Foi autorizada por este a recolher alimentos na comunidade para a cadeia pública. Trabalhava para reduzir a pena e não recebia salário.

Depois que cumpriu pena passou a receber salário do Wanderlei. Disse que parte da comida era comprada pelo administrador da cadeia pública.

Reconhece que tem trânsito livre na cadeia embora não seja funcionário público.

Depoimento de DALMO COSTA DO NASCIMENTO

Foi preso por tráfico de drogas, cumpriu pena de 4 anos por porte de cocaína. Alguém pediu que entregasse a droga em um bairro da cidade e foi preso.

Antes trabalhava em uma loja de informática no Paraguai. Depois de dois anos cumprindo pena passou a trabalhar nos fichários dos presos. Hoje já com pena cumprida faz estágio na cadeia pública, colabora com advogados fazendo pesquisa nos fichários. Recebe gorgetas. Atualmente faz curso de digitador.

Confirma que recebia 40 reais do Wanderlei por trabalhar no fichário.

Wanderlei foi acareado com os depoentes retro mencionados confirmando os fatos por eles afirmados. Disse que na cadeia pública os presos que trabalhavam gozavam de certa liberdade.

Wanderlei admite que depositava dinheiro público em sua conta, e que fazia isso em razão de atraso na remessa das verbas por parte da secretaria, antecipava do próprio bolso as despesas dos presos. De modo que quando as verbas chegavam depositava em sua conta. Embora não conseguisse explicar a diferença expressiva entre os seus próprios ganhos e volume das verbas depositadas em suas contas.

Disse que a doação da comunidade não era o suficiente para abastecer à cadeia, recebia legumes, gêneros perecíveis. Arroz e outros produtos tinham que ser comprados.

Wanderlei confirma que pessoal da cadeia pública cobrava dos presos por algumas facilidades, uso de telefone, transferência de celas, etc. Disse que nunca cobrou, e isso era feito pelo pessoal de plantão, quando já estava em casa.

Negou autorizar que presos fossem retirados da cadeia para cometessem delitos. Admitiu que pagava ao preso Dalmo com verbas públicas, embora não fosse servidor público.

Disse que foi chefe da cadeia quando era delegado o Dr. Luis Carlos de Oliveira.

Disse que tem uma casa de 150 metros quadrados, com piscina.

Foi executado no curso desse depoimento mandado de prisão contra o senhor WANDERLEI BATISTA COSTA.



Depoimento de CLAUDEMIR MESSIAS DE OLIVEIRA

O depoente encontra-se preso acusado de vários delitos, procedimento todos iniciados pelo policial Silmar Zanette.

Claudemir conta o fato de ter sido defendido pelo advogado Luis Eduardo, que o apresentara para um outro cliente seu, esse desejava vender um veículo de sua propriedade. Claudemir propôs-se a comprar, mas desapareceu com esse carro.

O tal carro vendido pelo policial a terceiro. Nessa transação a participação do policial é no mínimo suspeita posto que conhecendo os antecedente de Claudemir aceitou fazer negocio de compra e venda de veículo.

Mais grave ainda é o fato do policial ter passado em frente o veículo para terceiro. Considere-se ainda que o policial Zanette vendeu dois revolveres para Claudemir.




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