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Caso Jurandir


Jurandir foi vítima de homicídio ocorrido em meados de 1999 e praticado por Zóio e outro pistoleiro encapuzado, a mando de Caboclinho, quando a vítima, por volta das 23 horas saía de uma festa chamada Vaquejada, em Rio Branco do Sul. O crime teria sido motivado pelo fato da vítima ser amigo de Bento Chimelle, e este ser adversário político de Caboclinho, que pretende lançar seu filho como candidato a vereador em Rio Branco do Sul nas eleições municipais deste ano (Cf. Dossiês).

Caso Pré-Preso


O Pré-Preso é um valor que cada DP ou cadeia recebe (diária de 80 centavos por preso) da Secretaria de Segurança para cobrir custos da prisão. Este valor nem sempre está sendo utilizado para atividade fim ou então vai para a conta pessoal dos responsáveis pela administração das cadeias. Denúncia do Ministério Público de Foz por formação de quadrilha. Junto com ele estariam outros policiais, também denunciados: Vanderlei, Olavo Pires e Carlos Chiarelli. Estes policiais teriam alguma ligação com Dr. Noronha. Além do que, Noronha, como chefe de polícia deve ter informações sobre o Pré-Preso.

Caso Pró-Forte


Em seu depoimento à CPI Nacional em Foz, o investigador Paulo César de Oliveira, ratificou as denúncias que fizera ao Ministério Público Federal em Foz, dizendo que: O roubo de um carro forte da empresa Pró-Forte de Londrina, que foi de 3,9 milhões de reais. O dinheiro foi dividido da seguinte forma: para Wilson Urbano e César, policial acusado de ter feito o assalto ao carro forte, (1 milhão); para Mário Ramos, à época delegado em Londrina, (1 milhão); para Dr. Luiz Carlos de Oliveira, à época delegado em Foz (400 mil), para Dr. Noronha e Dr. Cândido Martins de Oliveira (500 mil cada um) (Cf. depoimento de Paulo Roberto ao Procuradoria da República de Foz).

Caso Marcelo


Usuário de entorpecentes, Marcelo Mateus dos Santos, declarou ao FERA (Força Especial de Repressão Antitóxicos), no dia 22.02.2000, que recebia os entorpecentes de Joinville, e depois em Curitiba, na Vila Pinto (Biro-Biro e Bola), Bairro Tanguá (Véio Tanguá) e Vila Nossa Senhora da Luz (Evinha e Adão) e na Rodovia dos Minérios (Véio Tanguá). Foi preso no carnaval de 1989 em flagrante com amigos pela polícia militar e encaminhados à Delegacia Antitóxicos, ocasião em que conheceu os policiais Gonzales (atualmente na 3ª DP), Pacheco (não está mais na polícia) e “Indio”, todos comandados pelo Delegado Noronha. A partir de então passou a atuar como informante desses policiais. Muitos dos delatados por ele e também usuários eram extorquidos por estes policiais “com a participação ativa e pessoal do delegado Ricardo Noronha”. Quando não aceitavam a extorção os traficantes eram presos em “flagrantes montados”. O restante da droga ficava na delegacia e ia para o esquema de tráfico dos policiais. Depois de tratamento, casou-se e, depois separou-se e voltou a usar drogas que comprava de Pedro Pompeu e de seus distribuidores: Gilberto Pinheiro Machado Mourão, Fernando Capote, Luiz Campa, Carlinhos do Hauer, Aline (do Bar do Pinheirinho), Daniel Seco e Samuel (morador das torres das mercês em frente ao bar Tortuga). Disse também que o investigador Mauro Canuto comandava uma facção do tráfico de drogas, sendo que raramente aparece nas necociações mas que “já presenciou o mesmo entregar drogas”, deixando grande quantidade com Gilberto Pinheiro Machado Mourão e com Luizinho Kampa, que faziam a distribuição nos Bairros Champagnat e Seminário. Canuto andaria fortemente armado, inclusive com um sub-metralhadora, com a qual dá disparos presenciados pelo declarante na Alameda Cabral, em frente a Boate Metrô.

Caso Canuto, Noronha, Caboclinho


Canuto já foi visto voltando de Foz do Iguaçu com uma Pampa e a carroceria cheia de cocaína. Ele e uma Consuelo tinham uma Panificadora no Jardim Schaffer. No meio da farinha e do trigo escondia cocaína. Consuelo sabia de tudo, injetava cocaína na veia. Essa Consuelo sumiu. Ele queria se livrar dela e lhe deu cocaína misturada com pó de mármore. Ela quase morreu. Canuto começou com a venda de droga por volta de 1987. Vendeu a panificadora. Nessa Época ele estava bem envolvido com o Montesuma, Amaral, Espósito (ex-policial, traficante morto há alguns anos). Eles traziam de cinco a seis quilos de cocaína, em pacotes, de Foz do Iguaçu. O Jamil Curi (advogado, trabalhou no escritório de Pelizzetti) ia na casa do Mauro. Na Época da Páscoa, eles faziam ovos de Páscoa, pacotes em forma de ovo para disfarçar a cocaína. Na Época todos eles trabalhavam juntos e repartiam a grana. Canuto falou uma vez para o Samir Skandar que precisava se livrar do Espósito. Mauro e Samir fizeram negócio de tráfico juntos. Hoje o Samir mexe com cabrito (carro roubado). O Canuto elimina quem for a Curitiba para concorrer com ele, tanto que ele tem uma rixa com um cara que tem uma oficina numa vila próxima ao Portão. Uma vez, em 1997, Canuto, Rocha, Rogério Melani (que está para entrar na Polícia Civil pelo concurso que houve a pouco) e Lívio Melani (escrivão de polícia) prenderam Edna (Stropa ?), quando ela se deslocando para Curitiba e Canuto queria dar um jeito de eliminá-la. Nessa Época, Canuto andava com um Omega Azul. Canuto está começando a fazer negócios com esse Juarez (Caboclinho), quer entrar no negócio de desmanches de caminhão. O Caboclinho teria até dado dinheiro para Canuto adiantar negócios. Parece que estão comprando um barracão juntos. Os dois tentaram se livrar do Adelio de Jesus Beti, que também mexe com desmanches, mas que perto dos dois é um coitado. Eles deram 13 tiros no caro do Adelio. O Rocha estava junto. Está até matando gente para Juarez. O Juarez é forte, ele mata, mandou matar uma menina de 13 anos em Rio Branco do Sul. Juarez pegava o helicóptero do Elói (da Helisul). O Elói também enriqueceu com droga. O Elói trazia droga de avião. Em julho do ano passado eles (o Elói e o Mauro) foram buscar seis helicópteros nos Estados Unidos. Canuto tem dois helicópteros, um dos quais fica em Foz fazendo fretamento, e comprou um iate que está em Caiobá. Entre delegados, a Dra. Selma Braga é apaixonada por ele, a Rosalice é amiga dele. O Noronha é bem amigo dele. As pessoas se garantem vendendo, trabalhando para ele. O Anibal Khury (Ex-presidente da Assembléia, falecido ano passado) dava total cobertura para Juarez (Caboclinho), que na última campanha lhe deu 21 gols zero km. Telmo Padilha foi morto por Canuto, Madureira e Samir, com uma metralhadora. Mais tarde, o Mauro mandou matar o Madureira, que morreu com 21 facadas. O Juarez (Caboclinho) mandou matar o Valente, mas o atentado na verdade era para Canuto, já que tinha surgido uma conversa que o Mauro queria matar o Juarez, por causa da história do Telmo Padilha. Como o atentado deu errado, o Juarez (Caboclinho) foi no hospital, bancou tudo, deu cheque para mulher do Valente. E o Valente não sabe que foi o Juarez. Tem outros policiais que também vendem droga, o Rogério Melani, o Lívio Melani, o Rocha. O Canuto tinha em Campo Magro um cemitério, num poço, dentro da chácara dele. Em Colombo, na casa da irmã dele, guardava pó. A chácara fica numa rua retirada, uma casa bem bonita no alto, com um jardim grande, bem afastada, n‹o tem telefone público perto. Quem trafica para Canuto é o Edson, o Rocha e o Edmir. O Homero brigou com o Canuto. Canuto tem conta no Bamerindus, Banestado, Citibank e Banco de Boston. Até pouco tempo o Mauro e o Samir não se falavam, agora já se falam (denúncia anônima por escrito).



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