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Caso Bitencourt (1994)


Dr. Hugo Ramos de Oliveira, como funcionário do escritório do Dr. Antônio Pelizzetti, foi o responsável pela defesa do policial Belfort Bitencourt perante a 1ª Vara Criminal de Curitiba (ele teria sido ligado ao narcotráfico). O policial teria sido preso em frente à Boate Metrô. Segundo informações colhidas pelo Dr. Hugo junto a frequentadores da referida boate, o BO (Boletim de Ocorrência) teria sido uma montagem. A prisão teria sido verdadeiramente feita pelo Dr. Noronha. Esta situação resultou comprovada pelo depoimento das testemunhas (um despachante e o dono da boate) em Juízo, de tal forma que Bitencourt foi liberado e o processo arquivado. A intenção teria sido levar Bitencourt à Cadeia do Ahú e então, lá dentro dar sumiço nele, em virtude de sua ligação estreita com o policial Espósito (traficante morto em queima de arquivo). A posição do Dr. Hugo Ramos de Oliveira neste caso lhe custou a demissão do escritório de Pelizzetti, em janeiro de 1995. O policial Bitencourt teria sido assassinado depois (Cf. Dossiês).

Caso Crovador


Advogado assassinado, cuja esposa teria sido presa como executora e mentora. Havia sido preso há anos com 25 quilos de cocaína pura. O inquérito da morte foi conduzido pelo Dr. Mário Ramos, à época delegado chefe do COPE (Comando de Operações Policiais Especiais). Estaria por trás a máfia dos desmanches e do tráfico. Ele teria informações sobre o tráfico e foi assassinado para não abrir a boca (sua mulher acabou respondendo em condenação conturbada e confusa) (Cf. Dossiês)

Caso Carrefour (1997)


Assalto ao Supermercado Carrefour em meados de 1997 foi investigado pelo Delegado Dr. Noronha. Culminou com a execução de duas pessoas (teriam sido executadas à meia noite e só apresentadas à imprensa por volta das 7 horas da manhã com farta quantidade de armas e munições que pertenciam ao assaltante de banco Jõao Batista, preso pelo COPE na Cidade Industrial de Curitiba há cerca de 12 horas antes), uma delas Elias Pacheco, ambos irmãos do assaltante já falecido Juarez Pacheco de Melo. Teriam sido mortos pela equipe do Dr. Noronha. A Ex-esposa de Juarez, Rita Bastiane, afirma que as duas vítimas não participaram do referido roubo, já que Elias estava recuperando-se de um acidente de carro que tinha sofrido. O Juarez teria sido amante da policial Adriana Aline de Andrade, com quem, segundo Rita (em depoimento ao Grupo Fera), participava de sequestro de crianças, tráfico de drogas, desvio de cargas e medicamentos, falsificação de documentos, aliciamento de adolescentes para prostituição, extorsão e roubo e desmanche de carros. Juarez teria sido morto em Joinville de onde Adriana lhe telefonara para que fosse fechar “um grande negócio” (Cf. Dossiês).

Caso Anselmo Borges


Anselmo Borges Correia foragido, estaria na cidade de Anhiuma, MG. Declarou à Promotoria de Investigações Criminais PIC) que trabalhou como “laranja” em Foz, buscando mercadorias para muambeiros no Paraguay. Foi convidado pelo policial Rubens José Rosa para prestar serviços no 1º DP em Foz. Depois de quase um ano de prestação de serviços (lavar carros e cuidar do jardim) os policiais o convidaram para descarregar um ônibus que havia sido apreendido pelos policiais Arnaldo, Cida e o informante Fábio. Na ocasição ficou sabendo que o procedimento era comum: apreender ônibus, descarregar na delegacia e achaque aos muambeiros. Nesta ocasião, descarregaram no pátio da 1º DP 350 caixas de cigarros. O cigarro foi vendido para cigarreiros que os revenderiam de volta a muambeiros. Durante um ano e três meses ajudou a descarregar uns 4 ou 5 ônibus com cigarros, eletrônicos, e em alguns casos cocaína, lança-perfume e maconha. Além disso, carretas, kombis e outros carros (Verona, Santana) eram trazidas ao 2º DP por Carlos Meneguetti e Márcio Meneguetti no conhecido “golpe do seguro”. Anselmo Borges então tinha a tarefa de ir ao Paraguai buscar placas frias e então os carros eram “passados” para o Paraguay com a cobertura da Polícia Civil e a mando do delegado Dr. Noronha (quando era delegado-chefe em Foz). Eram trocados por cocaína com um traficante oriundo da Bolívia. Parte do adquirido na transação (45%) era repassado ao Dr. Noronha. Anselmo Borges declarou à PIC que “por duas ou três vezes ouviu e presenciou o Dr. Noronha discutir com o Dr. Luís Carlos (então delegado da 6ª DP de Foz) e Dr. Andrei (então delegado da 2ª DP de Foz) (Cf. Dossiês).

Caso Gesiel Cubas


Gesiel Cubas (“Português”) foi vítima de homicídio ocorrido no final de 1999 praticado por Antônio Luiz, vulgo Zóio, a mando de Juarez da Costa França, vulgo Kadu ou Caboclinho. A pessoa de nome Cristóvão (“Cristo”) foi até a residência de Gesiel, atraindo-o para um local próximo a uma fábrica de cimento existente nas proximidades da cidade de Rio Branco do Sul onde Zóio já aguardava para praticar o homicídio quando a vítima ainda se encontrava no interior de um automóvel, tendo sido ferido por diversas vezes na altura do rosto por disparos de arma de fogo. O crime teve como motivo um comentário da vítima que teria dito em um bar de Rio Branco do Sul: “O que é que Kadu estava pensando, que ele é o cangaceiro de Rio Branco do Sul”...(Cf. Dossiês)

Caso Adélio


Proprietário de um desmanche de veículos de nome Beira Rio (na Av. Salgado Filho, Bairro Uberaba, Curitiba), desentendeu-se com Caboclinho por serem concorrentes no mesmo ramo de atividade. Caboclinho então teria contratado o Zóio, pistoleiro de sua confiança, para matar Adélio, que acabou sofrendo um atentado a tiros quando saía de sua residência no Bairro Boa Vista, Curitiba, sendo ferido na altura do abdômen, tendo resistido ao ferimento, está à disposição da Justiça (Cf. Dossiês).

Caso Neriane


Neriane do Rosário, 14 anos, foi vítima de homicídio ocorrido no final de 1998, em Rio Branco do Sul e teria sido praticado por Zóio (pistoleiro de Caboclinho) e outro pistoleiro conhecido por João Polícia. Antes de ser executada com um tiro na altura da cabeça, a vítima foi torturada com cigarros acesos, seu cadáver foi deixado num matagal em Itaperuçu. A vítima teria testemunhado o homicídio de um parente seu de nome Nei Veloso, ocorrido num bar de Rio Granco do Sul (Cf. Dossiês).



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