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2 . ISRAEL MOREL


Irmão de Lucila, preso pela primeira vez em 1986 por tráfico de drogas – cumpriu a pena. Foi condenado pela segunda vez em 1996 a dez anos de prisão, mas fugiu para o Paraguai. Ficou 3 (três) anos foragido. Acabou preso no Paraguai em 29/11/99 e foi trazido para o Brasil, onde já tinha prisão preventiva decretada. Acusado por Wilson José de Matos (cunhado) e Alessandro Paulino de Souza (sobrinho) de ser o dono do avião onde foram encontrados os 96 quilos de cocaína, que resultou na prisão de Lucila Morel.

    1. LAUTERVORONE RUGENSKY - VULGO “MULETA”

Piloto, preso com 164 quilos de cocaína. Citado em processo como narcotraficante. Cumpre pena em Bauru (SP).

3 . APARECIDO JOSÉ VASCONCELOS – VULGO “CIDO”


Preso pela primeira vez por tráfico de drogas. Acusado por um homem de nome “Rafael” de que os 56 quilos de droga apreendidos eram de sua propriedade. Segundo “Rafael”, Wagner Moreira é quem transportava a droga no avião, que foi acautelado pela Justiça ao aeroclube de Aquidauana (MS). Aparecido foi absolvido.

Ex-soldado do Corpo de Bombeiro Militar. Diz ser proprietário de uma Fazenda com 2 mil hectares, um avião Cesna, modelo 210H, prefixo PT-AKS. Os bens em seu nome não condizem com seu poder aquisitivo.

O Ministério Público o denunciou por enriquecimento ilícito. A relatora do Tribunal Regional Federal votou pela condenação e perda de todos os bens. O julgamento ainda não foi concluído. Está preso há um ano e 3 meses. Negou-se a colaborar com a CPI e se declara inocente.

A CPI determinou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de “CIDO” e do Juiz MARCO ANTONIO SANCHES, autor da sentença de absolvição.

OBS.: WAGNER MOREIRA, presidente do aeroclube de Aquidauana (MS), foi quem transportou a cocaína da Bolívia até aquela cidade, na aeronave PT-KEI, a qual fora apreendida anteriormente naquele mesmo aeroclube com cerca de 70 quilos de cocaína.

Na ocasião da prisão de APARECIDO e WAGNER, a aeronave estava depositada para WAGNER, que já tinha antecedentes criminais.


4 . ILMAR DE SOUZA CHAVES (PIXOXÓ)


Piloto há 26 anos, desde da época do garimpo. Traficante que há mais de uma década dedica-se ao transporte aéreo de cocaína. É especialista no lançamento da droga em pleno vôo, tática que dificulta sobremaneira uma eventual abordagem da aeronave por parte da polícia. Mesmo assim foi preso pela primeira vez transportando cocaína. Cumpriu parte da pena, já que conseguiu liberdade condicional. Preso novamente em flagrante com 14 quilos de cocaína. Atualmente está preso e aguarda sentença.

OBS.: O envolvimento de Ilmar com vários traficantes consta de inquéritos policiais. Entre os traficantes estão SERGIO ROBERTO DE CARVALHO, vulgo “MAJOR CARVALHO”, preso com 250 quilos de cocaína, e ADENIR JOÃO SANTOS DA SILVA, vulgo “AD”, preso com 90 quilos de cocaína.


5 . ARYZOLIN TRINDADE SOBRINHO


Presidiário, participou de acareação com Ilmar de Souza Chaves, como testemunha de acusação. Relata também o tráfico de drogas e armas dentro do presídio, comandado por PIXOXÓ, inclusive fazendo uso de telefone celular. Encontra-se atualmente à disposição da Justiça, recolhido sob custódia da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande (MS).

Como uma das principais testemunhas da CPI do Narcotráfico, denunciou em reunião reservada, a existência de um cemitério clandestino em Corumbá (MS), às margens do rio Paraguai, onde estariam enterrados trinta (30) cadáveres de traficantes extorquidos e assassinados por policiais federais e civis, envolvidos com o tráfico de drogas.

Arizolin afirmou que pode reconhecer os policiais suspeitos de ligação com o tráfico. Prometeu entregar à CPI o nome de traficantes do Mato Grosso do Sul, dentre eles um homem conhecido por “Jurandir”, proprietário de um bar “de fachada” em Campo Grande.

  1. DILIGÊNCIA EM DOURADOS-MS (RESERVADA) Nº 0150 – 14/03/00


PRESERVADO OS NOMES DAS TESTEMUNHAS EM VIRTUDE DA GRAVIDADE DAS DENÚNICAS.
DEPOENTES:

  • DEPOENTE 1 (.....)

  • DEPOENTE 2 (.....)

  1. DEPOENTE 1 (...)

Preservada a identidade do depoente em virtude das graves denúncias prestadas.

Ex-policial militar, traficante, cumpre pena no presídio de segurança máxima de Dourados (MS). Ex-funcionário de ERINEU DOMINGOS SOLIGO, vulgo “PINGO”. Testemunha ocular, relata com detalhes o esquema do narcotráfico comandado por “PINGO”. Faz graves denúncias de que policiais militares dão proteção a “PINGO”. Relata as visitas de Fernandinho Beira-mar às fazendas de “PINGO”. Acusa Fernandinho Beira-Mar de ter executado um casal de paranaenses, cujos corpos foram enterrados na fazenda de propriedade de “PINGO”, no Paraguai.

Teme represálias e, por isso, pede sua transferência do presídio de Dourados (MS) para o Rio Grande do Sul. Está à disposição da justiça na Polícia Federal em Campo Grande (MS).

HISTÓRICO RESUMIDO DOS NOMES ALUDIDOS NO DEPOIMENTO RESERVADO Nº 1.


    1. ERINEU DOMINGOS SOLIGO – vulgo “PINGO”

Narcotraficante, conhecido internacionalmente, domina o comando do tráfico na região de Aral Moreira, fronteira com a Bolívia, de onde traz a droga, esconde em sua fazenda, no Paraguai, e dali a distribui para o Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Tem como “cliente” e distribuidor, Fernandinho Beira-Mar.

Acusado também de tráfico de armas pesadas, como AR-15, K, pistola, pistola Máuser, que são trocadas por cocaína no Uruguai. Distribui cerca de uma tonelada de cocaína por mês. De acordo com informações do depoente, mantém um relacionamento amigável com o também traficante conhecido em Mato Grosso do Sul, JOÃO MOREL. “Pingo” tem a cobertura da polícia paraguaia para agir livremente.

Foi decretada sua prisão preventiva. Está foragido.

1.2. JÚNIOR

Citado pelo Depoente como grande comprador e distribuidor do “PINGO” no Estado do Rio Grande do Sul. Chega a distribuir de 120 a 150 quilos de cocaína a cada 20 dias. “MANO” e “ALEMÃO” são outros distribuidores que comercializam em torno de 300 quilos por mês na grande Porto Alegre, também através do “PINGO”.



    1. JOSÉ LUIZ RAFAELI MARCELINO – vulgo “ ESPINGARDA”

Vereador, eleito pelo município de Naviraí (MS), foi convidado pela Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o avanço e a impunidade do Narcotráfico, quando das diligências realizadas em Mato Grosso do Sul, a prestar esclarecimentos acerca de graves denúncias contra sua pessoa, de ligações com o narcotráfico no Estado de Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Consta nos arquivos do Departamento de Polícia Federal em Mato Grosso do Sul o nome de JOSÉ LUIZ RAFAELLI MARCELINO, vulgo “ESPINGARDA”, como investigado nos autos dos Inquéritos Policiais de nºs. 266/96 e 311/96 da Superintendência Regional do DPF no Rio Grande do Sul, resultando no indiciamento de mais de vinte pessoas por envolvimento com o tráfico de cocaína, dentre os quais: SILVIO BERRY JÚNIOR, vulgo SILVIO CANTOR”, JOSÉ EDSON DO AMARAL, WALDEMAR PAVÃO DE ARRUDA e IRINEU DOMINGO SOLIGO, vulgo “PINGO”, identificados como principais fornecedores de drogas para ERNALDO PINDO DE MEDEIROS, o “UÊ”.

Os indicativos do envolvimento do vereador com a quadrilha surgiram em razão da identificação da aeronave PT-EUA, utilizada no transporte de drogas e armas para o traficante “UÊ”. Segundo o Departamento de Aviação Civil, a aeronave estava registrada como propriedade de “Espingarda” junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro. Em 20 de julho de 1996, por solicitação da autoridade policial que investiga a quadrilha, a aeronave em questão foi apreendida na empresa ORGANIZAÇÕES OMEGA DE AVIAÇÃO LTDA, em Arapongas (PR), onde fora deixada por SILVIO BERRY JÚNIOR.

Em março de 2000, a mídia nacional e paraguaia noticiaram o envolvimento de JOSÉ LUIZ RAFAELLI MARCELINO, vulgo “ESPINGARDA”, com o narcotráfico, o que foi confirmado quando a polícia paraguaia, em fevereiro de 2000, encontrou o avião de prefixo PT-EUA, que sofrera avarias ao pousar na estância Nova Esperança, localizada em Cerro Quatiá, entre as cidades de Pedro Juan Caballero e Capitan Bado/PY. O avião estava carregado de cocaína e maconha, cuja mercadoria teria como proprietário JOSÉ LUIZ RAFAELLI MARCELINO, vulgo “ESPINGARDA”.

Em virtude dos fatos, o Juiz BERNARDO VILHALBA, do Poder Judiciário da República do Paraguai, expediu mandado de prisão contra “Espingarda”.

De posse dessas importantes informações, a CPI o convidou para prestar esclarecimentos. Não compareceu perante à CPI, justificando sua ausência com um telefonema de seu advogado de que seu cliente não compareceria para dar explicações.

A recusa em colaborar com os trabalhos da CPI só fizeram aumentar os indícios de seu envolvimento com o narcotráfico. A CPI determinou, então, a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de “Espingarda”. As informações serão encaminhadas à Polícia Federal que dará prosseguimento às investigações.


  1. DEPOENTE 2 (...)

Preservada a identidade do depoente em virtude das graves denúncias prestadas. Declara-se transportador de maconha do Paraguai para Brasília. Ele próprio se encarregava de buscar a droga numa fazenda onde a droga era prensada em Capitán Bado, fronteira com o município de Coronel Sapucaia (MS).

Informa que um homem que atende pelo nome de “LUIZ” é o comandante da quadrilha que abastece as cidades satélites de Taguatinga e Ceilândia, com a cobertura e anuência de policiais militares do Distrito Federal. Não citou nomes, embora a informação tivesse sido cobrada por integrantes da CPI. Declara que a droga era comprada de um paraguaio de nome “Maurício”, cujo pagamento era feito por Luiz, por meio do Banco do Brasil em Coronel Sapucaia (MS).

Declara ser testemunha de grandes carregamentos em avião com 400, 600 quilos de maconha, que era depositada em uma caixa d’água e depois enterrada em uma residência na cidade satélite de Samambaia (DF). Cumpre pena no presídio em Dourados (MS) e está à disposição da Justiça para novas declarações




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