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Oitiva do Sr. Delegado PAULO ROBERTO MOREIRA DE CARVALHO, que declarou



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Oitiva do Sr. Delegado PAULO ROBERTO MOREIRA DE CARVALHO, que declarou:


Que, ao sair de casa no dia de ser ouvido pela CPI viu o filho de criação do Luís Moura, Patrício, no condomínio onde reside, este veio até ele e lhe perguntou como estava, ele dirigia um Vectra branco.

Que, foi tirado da delegacia pelo delegado Luís Moura, em razão do inquérito instaurado em que vinha apurando a morte do prefeito de Poção de Pedras, senhor Armando, e que, ficou a disposição da Superintendência da Capital, à disposição do Dr. Audir Teixeira. E que, depois decidiu relatar o que tinha ocorrido com o delegado Stênio, esclarecendo tudo que tinha ocorrido, ocasionando a prisão do delegado Luís Moura e da sua esposa a agente de polícia Ilce Gabine.

Que, a partir disso começou a sofrer ameaças pelos filhos do delegado Luís Moura, que eram o Rogério - ex-policial militar -, o Cosmos - ex-policial federal -, e o Índio - ex-policial civil -, autores do homícidio do Raimundo Borges.

Que, recebeu uma denúncia da esposa do Armando Frazão, dizendo que ele havia sido seqüestrado pelos filhos de Luís Moura, e que, recebeu uma denúncia de um garçom - Ceará - que era caseiro do Luís Moura, o qual lhe falou que o Frazão tinha sido assassinado e jogado em um poço no sítio de Luís Moura.

Que, contou tudo para o delegado Stênio, e se dirigiram para a Coliseu - companhia de lixo - onde conseguiram uma retroescavadera, eram seis ou sete horas da manhã. De lá, se dirigiu para o centro a fim de designar a ida da perícia até o local. No local foi realmente encontrado o corpo do Frazão.

Que, o delegado Luís Moura não reconheceu a identificação do corpo, como sendo do Frazão.

Que, diante disso foi decretada a prisão dos filhos do delegado Luís Moura.

Que, depois da prisão dos filhos do delgado Luís Moura, o Ceará sumiu e nunca mas foi visto por sua família.

Que, foi chamado pelo Secretário de Segurança juntamente com o Superintendente da Capital e o Stênio e disseram-lhe que ele merecia uma delegacia titular mas que não havia nenhuma naquela oportunidade, e que ele ficaria à disposição da Superintendência, e que neste momento o delegado Stênio lhe disse que estaria saindo da Regional de Itapecurú Mirim e que seria bom que ele ficasse no interior.

Que, o delegado Stênio disse que continuaria com as investigações.

Que, depois de um ano retornou para a Superintendência, em seguida foi designado para um serviço especial na cidade de Zé Doca, para intermediar um problema que existia entre o prefeito e a vice-prefeita, pois eles estavam se ameaçando.

Que, foi designado a pedido do Desembargador Nilo Cruz.

Que, o prefeito Mascarenhas já tinha sido afastado e tomado posse por quatorze vezes, e em uma dessas posses do prefeito, haviam vários representantes políticos, dentre eles estava o deputado Chico Caíca, que é lá de Zé Doca, e o Deputado José Gerardo. O Bel também se fazia presente.

Que, após concluir o seu trabalho ele retornou para a capital, onde foi nomeado como delegado Distrital no 5º Distrito Policial. Depois foi nomeado para o 16º DP, em seguida para o 8º DP, e posteriormente para o 9º DP na qual o delegado titular era o Stênio, quando ele foi assassinado.

Que, os inimigos do delegado Stênio era, em primeiro lugar o Bel, o Joaquim Laurixto, deputado José Gerardo e o deputado Chico Caíca.

Que, no velório do delegado Stênio, conversou com um policial que trabalhava com o delegado, o qual lhe disse que o Stênio anotava tudo em uma agenda, e que um senhor que estava próximo disse que a agenda encontrava-se no quarto do Stênio.

Que, o senhor que se chamava Advar, ligou para ele informando que estava com a agenda, e que, depois se deslocou para se encontrar com o Edvar, para pegar a agenda, mas que ao recebê-la verificou não conter nenhuma informação interessante nela.

Que, no outro dia, às 08:00 horas, ele foi até a casa de Marília para devolver a agenda, ela ficou muito chateada com ele por ter pego a agenda, o que depois ficou esclarecido. mas que depois desse episódio ele deixou o caso.

Que, tem conhecimento, por meio de outros policiais, que o delegado Luís Moura possuí um dossiê que comprometia alguns políticos e policiais.

Que, a operação Tigre começou no início da década de 90, e que durou de um a dois meses,

Que, acharam muitos cadáveres de assaltantes de carros, muitos marginais, e também de muitas pessoas de bem e políticos.

Que, o assassinato do prefeito Raimundo Borges de Porção de Pedras tinha conotação política, e que tinha sido a mando do Chicão que era o vice-prefeito.

Que, o delegado Stênio tinha a informação que o crime tinha sido planejado no gabinete do prefeito Jucelino Resende, e contou com a participação do Chicão, Jorge Meres e alguns assessores do então deputado.

Que, o delegado Luís Moura e sua esposa, Ilce Gabina freqüentavam a casa do prefeito Jucelino Resende, em Calhau.

Que, tinha pedido a prisão do juiz Raimundo Ferreira de Carvalho Filho, por estar envolvido no crime do prefeito e por ter participado do roubo de uma agência eletrônica do Banco do Estado.

Que, o advogado Romão Bizarrias era ligado às prefeituras de Vitorino Freire, a de Porção de Pedras e de Altamira do Maranhão onde foi assassinado pelo neto do prefeito Chico Doca.

Que, o delegado Luís Moura freqüentava a casa do Bel em Santa Inês e em São Luís, e que ele também recebia dinheiro do Bel.

Que, o juiz Raimundo Ferreira Carvalho Filho já tinha sido afastado da magistratura quando recebeu uma D20, que colocou no nome de um amigo dele que era funcionário do TRE.

Que, fez uma representação juntamente com o delegado Stênio para a prisão da esposa do delegado Luís Moura, por extorsão.

  1. Oitiva do Sr. HEMETÉRIO WEBA FILHO, que declarou:


Que, solicitou ao Secretário de Segurança um porte de arma, o que foi negado, e que na mesma ocasião denunciou, verbalmente, a quadrilha formada pelo Jota, Sargento Lisboa, Vital e o Armando, e pediu para que fosse feito uma averiguação e uma diligência, o que demorou ser feito.

Que, estes bandidos agiam freqüentemente naquela região, pois tinham a proteção da polícia e do maior adversário político dele.

Que, o delegado Andrade tentou prendê-los, porém, não teve o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado. E que, o delegado logo foi transferido a pedido do prefeito Willian Amorim, do deputado federal César Bandeira e do Deputado Estadual Camilo Figueiredo.

Que, o sargento Lisboa prendeu um fusca branco com 100kg de maconha, ele prendeu os bandidos e logo em seguida os saltou, recebendo o carro como fiança, e a droga depois foi desviada.

Que, o dinheiro com o qual comprou o avião, que era de propriedade da TV Difusora, e que custou R$ 45.000,00, veio de um consórcio feito pelos deputados da Assembléia, e teria como destino a compra de uma caminhonete, mas que ele optou pela compra do avião.

Que, o avião se encontra quebrado há dois anos e três meses.

Que, ocupou dois cargos eletivos, o de prefeito e o de deputado, no período de 89 a 92 e de 95 a 99.

Que, tudo o que estava acontecendo, tratava-se de uma conspiração que tinha como cabeça o Willian Amorim, seu opositor em Nova Olinda do Maranhão.

Que, não possuí nenhuma relação com os deputados José Gerardo e deputado Chico Caíca.

Que, os bens que possui é uma casa, um caminhão, duas propriedades, que estão declaradas, e a única coisa que não está declarado no imposto de renda é o avião, porque ainda não transferiu para o seu nome.

Que, utilizou por umas três vezes a BR 306 para aterrizar, e que, após ter sido advertido pela Polícia Rodoviária Federal, parou de aterrizar naquele local.

Que, só utilizava o avião para a rota, Santa Helena/São Luís, Nova Olinda/São Luís e Santa Luzia do Paruá/São Luís.

Que, conheceu o Bel em 81 em uma vaquejada em Zé Doca.

Que, acredita que o seu cunhado Cláudio Jinkins tinha envolvimento com o Bel.

Que, tinha um piloto chamado Neumans Figueiredo.

Que, não conhece o Jorge Meres.

Que, nunca pediu voto para o deputado Chico Caíca em nenhum comício.

Que, o Vital freqüentou muito a sua casa, e que soube que ele era bandido apenas em 1988.

Que, o prefeito Willian deu R$ 50.000,00, para que o bando colocasse o seu nome no caso da cocaína no avião.

Que, o prefeito Willian freqüentava a fazenda do Rogério Farias.

Que, o Epitácio Farias, funcionário da fazenda do Rogério Farias, vendeu um trator roubado para o Prefeito Willian.

Que, a morte do vigia, que envolveu o seu filho de 13 anos foi uma fatalidade.

Que, desconhece qualquer envolvimento entre o seu filho e o Jota.

Que, possui uma espingarda, registrada na Secretaria de Segurança do Maranhão.

Que, conhece o vereador Carola, que é seu primo.

Que, o Vital freqüentava a sua casa e já esteve algumas vezes em sua fazenda.

Que, voou por um ano e meio clandestinamente com o seu avião.

Que, tudo que dizem contra a sua pessoa, trata-se de uma armação política.

Acareação entre HEMETÉRIO WEBA FILHO e ANTONIO LISBOA CORREA (SARGENTO LISBOA)

SARGENTO LISBOA, que, foi transferido para Nova Olinda a pedido do Hemetério, e foi acompanhado pelo Subtenente Santos, que era muito amigo do Hemetério.

Que, aconteceu um assalto de R$ 30.000,00, em um quebra-molas em Santa Luzia do Paruá, dinheiro que seria utilizado para pagar os funcionários do Hospital. Quem tomaria conta do pagamento seria o Hemetério.

Que, o Hemetério chegou à meia noite em sua casa, junto com o Chagas, capanga dele, e lhe disse: "sargento vamos ali comigo".

Que, foram até o posto da Polícia Rodoviária Federal de Araguanã, e o Hemetério disse ao policial rodoviário que era prefeito e dono daquele dinheiro, o qual seria utilizado para pagar os funcionários do hospital de Santa Luzia do Paruá. E que o dinheiro vinha em uma Besta até um vereador de lá.

Que, Hemetério foi até o posto para parecer que estava ali exatamente querendo saber se os ladrões não passaria por aquele local. Depois saíram dali para tomar cerveja em Araguanã, e o dinheiro já estava em sua fazenda com os dois elementos escondidos e já guardados.

HEMETÉRIO, que, tudo era mentira, pois o dinheiro foi assalto do diretor administrativo, e roubado em Santa Luzia, recebeu no banco em Zé Doca, e que os dois elementos roubaram não somente o dinheiro mais também o carro. E que ele, o Srg. Lisbo e o Chagas foram para Santa Luzia e não para Araguanã, depois foram para o Alto do Abel e em seguida para o Paruá.

Que, concorda que depois tomaram duas ou três cervejas em Araguanã.

SARGENTO LISBOA, que, depois a polícia de Santa Luzia do Paruá encontrou o carro atrás da fazenda do Hemetério .

MESSIAS VITAL, que, a besta era de propriedade do finado Erisson de Sousa Santos - Neguinho da Madá -, e quem matou foi o filho do Hemetério.

HEMETÉRIO, que, a sua esposa era diretora administrativa do hospital e somente ela e o diretor do hospital assinavam os cheques.

Que, existia uma conexão dentro do Banco do Brasil que avisava os bandidos em Zé Doca.

Que, fizeram denuncias sobre os assaltos e que existiam dois suspeitos, o Wilson, parente do Araújo do Banco do Brasil, e o genro do vereador Gilmar.

Que, comunicou por telefone ao Dr. Cutrim, no dia seguinte ao assalto.

MESSIAS VITAL, que, viajou várias vezes com o filho do Hemetério, o Neto e o Remas para São Luís no avião dele.

Que, foi comprado gasolina em vários Carote de cinqüenta litros.

Que, o Hemetério comprava combustível em carotes em um Fiorino vermelho, e o avião ficava no Passo do Lumiar.

HEMETÉRIO, que, utilizava a pista de Passo do Lumiar porque as pessoas tomavam conta do seu avião.

MESSIAS VITAL, que, andou no avião do Hemetério.

HEMETÉRIO, que, Vital nunca andou no seu avião.

MESSIAS VITAL, que, o Neto, filho do Hemetério, disse que o seu pai tinha arrumado um jeito de enricar fácil.

JOTA, que, conhece o Hemetério na residência do cunhado dele, no São Cristovão, e que nesse dia ele, mais o Cláudio Jinks e o Bel lhe fizeram uma proposta de matar a vereadora Rosilda, de Nova Olinda e o filho dela.

Que, via o Hemetério passar pela beira do rio quando a maré estava cheia, em uma Blazer branca.

Que, comprou um bugre vermelho do filho do Hemetério, que na época explicou que não tinha dinheiro, mas que mesmo assim ele lhe vendeu o carro.

Que, o filho do Hemetério tinha um revólver de sete tiros que estava em suas mãos, e que o filho dele usava um revólver de cinco tiros dele.

HEMETÉRIO, que, prenderam um fusca branco com cem quilos de maconha, que depois o sarg. Lisboa recebeu o fusca como fiança e depois ele leiloou o fusca em Nova Olinda no parque vaquejada.

SARGENTO LISBOA, que, o fusca foi apreendido na rodoviária pelo guarda Soares, com oitenta quilos de maconha, e levou para a delegacia, e que a droga foi entregue ao delegado comandante do destacamento, o subtenente Santos.

Que, o Hemetério acobertava todos os traficantes de maconha da região, principalmente de Santa Tereza ao Centro de Guilherme, e que ele devolvia as televisões dos traficantes a mando do Hemetério, com ameaças de lhe tirar a farda.

JORGE MERES, que, ele e o Cláudio Jinks sempre se esconderam na fazenda do Hemetério, e que aguardaram um caminhão carregado de cerveja que vinha de Terezina e que foi vendida para o Hemetério.

SARGENTO LISBOA, que, nunca matou nenhum caminhoneiro.

JORGE MERES, que, dirigiu todos os caminhões que foram roubados naquela região, mas nunca matou nenhum caminhoneiro.

HEMETÉRIO, que, tinha acontecido a morte de uma pessoa dentro da sua fazenda, e que não foi ele quem matou e sim o seu encarregado, e que o delegado caracterizou o caso como legítima defesa comprovada.

SARGENTO LISBOA, que, no dia da morte do Neguinho da Madá o senhor Hemetério chamou ele, o pai do Neguinho da Madá, Raimundo Fernando, Chicó, Nenê Brito, isto na casa do Caboquinho.

Que, o cabeção estava preso em Santa Luzia e iria ser transportado para Zé Doca no carro do Zeca Dionísio, um gol azul, e passaria por dentro de Nova Olinda. Ele disse para arrumar umas dez pessoas, explicando que acima de cinco pessoas seria crime popular, a fim de lixar o Cabeção. E que perguntou para o Hemetério sobre o armamento, ai ele respondeu que o armamento ele tinha em casa. Só que poucos toparam.

JOTA, que, esteve acompanhado de Vital e do vereadro Carola na fazenda dos Farias, quando estavam vindo de Santa Inês, bem em frente da fazenda do Hemetério, o seu carro, uma S-10, quebrou, ai empurraram o carro até a fazenda.

Que, desconhece a reunião que aconteceu na fazenda dos Farias.





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