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Oitiva do Sr. JOSÉ ALMIR DE SOUSA MACEDO, Delegado de Polícia, que declarou



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Oitiva do Sr. JOSÉ ALMIR DE SOUSA MACEDO, Delegado de Polícia, que declarou:


Que, foi nomeado a delegado em 1990 e trabalhou naquele ano na cidade de Alto Parnaíba, em seguida foi transferido, como delegado regional, para Balsas -1991 à 1993 -, em seguida foi para a cidade de Bacabal -1996, depois foi para Caxias, onde foi fazer um serviço extraordinário, depois transferiu-se para Santa Inês - 1997 -, posteriormente foi para capital onde trabalhou na delegacia de roubos e furtos e agora se encontra lotado na delegacia de acidente de transito.

Que, em 1991 ele participou de todas as operações realizadas no Maranhão.

Que, um comerciante, chamado Cristiano, havia lhe procurado para lhe falar sobre um carro Fiat Uno, branco, que tinha comprado do Sandro, e que estava achando que era produto de furto.

Que, de acordo com as suas investigações comprovou-se que o carro realmente era produto de furto. Ele acertou com o comerciante para que o mesmo devolve-se o carro para a polícia.

Que, passado alguns dias ele procurou o comerciante e o mesmo lhe disse que o carro tinha sido entregue para o sobrinho do delegado Luís Moura, e levado para São Luís.

Que, se encontrou com o Bita no Shopping, e que, eles são apenas conhecidos.

Que, quando soube do assassinato do delegado Stênio, ele se deslocou para o velório. Lá, escutou que tinham achado o carro que forá utilizado no crime. E que, logo descobriu se tratar do mesmo veículo que o sobrinho do delegado Luís Moura tinha pego do Cristiano.

Que, ligou para o comerciante e solicitou que o mesmo lhe disse-se onde estava guardado o Fiat Uno, branco. E que, o Cristiano lhe disse que o veículo estava no Condomínio Village Alcântara, com o Carlinhos. E que, o local tratava-se da residência do Bel.

Que, depois ele se dirigiu para a Secretaria de Segurança e falou com o delegado geral, Dr. Brandão, para quem contou a história. E que, logo depois o delegado determinou uma diligência, na qual prenderam o Carlinhos.

Que, pediu para o Juiz Helluy que decretasse a prisão do Bel, o que foi feito. E que, depois se dirigiu para o COPI onde descobriu que o Carlinhos tinha sido levado para a delegacia de Paço do Lumiar, e que, logo solicitou para que o preso fosse trazido de volta.

Que, no mesmo dia recebeu uma ligação do Joaquim Laurixto, pedindo para se encontrarem em frente a Assembléia Legislativa. Ele queria saber como estava o caso da morte do delegado Stênio, e que, o Joaquim disse que iria se apresentar com o seu advogado.

Que, pediu para que o juiz decretasse a prisão preventiva do cabo Cruz.

Que, a primeira vez que falou com o Carlinhos foi quando ele foi ao quartel da PM, para saber dele se os soldados que tinham matado o delegado Stênio era o cabo Crus e Elias.

CARLINHOS, que, o que o delegado Almir estava dizendo era mentira.

ALMIR, que, foi afastado por estar sendo envolvido na morte do bando do Bel, e por estar respondendo processo disciplinar.

MARÍLIA, que, quando o seu marido, delegado Stênio, pediu o mandato de prisão de Bel, Marconde, Laurixto e outros indiciados, para a juiza Dra. Maria Roma, ela negou dizendo que quem mandava na sua Comarca era ela, e o processo ficou dormindo, por mais de um ano. E que, quando o Juiz José Ribamar Heluy assumiu a Comarca - ele sabia do caso da carreta -, mas vez de conta que não sabia. E que, ele só assinou o mandado de prisão de Bel e Marconde, quando o Stênio já estava morto.

Que, foi o juiz Luís de França Belchior quem assinou o HARBEAS CORPUS para Laurixto sair do quartel.



ALMIR, que, pediu ao juiz para requisitar a ida dos presos para Santa Luzia. E que, foi ele quem levou o ofício da transferência para a Superintendente da policia civil do interior, devido a operação ter caráter sigiloso .

Que, o exame da balística deu positivo em apenas duas metralhadores que estavam no carro do COP, porém não foi encontrado nos corpos nenhum projétil de arma 9 mm, que era justamente a munição utilizada na metralhadora. E que, o motivo da pressa era pelo fato de que de frente para a delegacia estava se aglomeração muita gente e o número de agentes ser muito pequeno. E que, ele deu a ordem para que os policiais fossem embora, passando antes em Santa Inês, para abastecer, e depois seguissem viagem para São Luís.

Que, após os policiais seguirem viagem, ele saiu para almoçar com o juiz e os legistas, foi nesse momento que recebeu o anúncio do que havia acontecido.

Que, a partir desse momento ele começou a tomar todas as providências.

Que, contou para a esposa do delegado Stênio, antes da chacina do bando do Bel, que haveria novidades no caso, mas que essas novidades eram os mandados de prisão que seriam expedidos para o bando do Bel.

MARÍLIA MENDONÇA, que, no dia 30 de junho o Cel. Xexéu lhe disse que haveria uma reviravolta no caso, que isso poderia ter repercussão nacional e que até mesmo a Governadora não sabia e não iria gostar.

Que, ela tinha preparado uma passeata contra o juiz Luís de França Belchior, para o dia 01 de julho, porém, com a morte do presidente João Miranda, foi adiada.

Que, quando ela estava no carro o telefone tocou e era o delegado Almir, que lhe disse: "talvez nem seja preciso a passeata, porque vamos ter novidades no caso".

Que, no dia seguinte estava na Secretaria de Segurança quando o telefone tocou, era o delegado Almir, dizendo que o bando do Bel estava morto na estrada de Barro Vermelho.

Que, quando os corpos chegaram em São Luís, ela foi ao IML para ver os corpos, lá encontrou com o delegado Almir com quem foi falar, aí ele disse: "não fala comigo assim que o pessoal pode até pensar que eu mandei matar".

ALMIR, que, pegou o depoimento de uma pessoa que tinha sido policial militar, que lhe disse saber onde estava o Fala Fina, e disse que foi o Fala Fina que tinha dirigido o carro e foi o cabo Cruz e o soldado Elias que tinham matado o delegado Stênio, e que, quem tinha mandado matar foi o Bel, mas ele não sabia para quem o Bel trabalhava.

Que, durante o tempo que ele foi delegado na região de Santa Inês, o Bel nunca tinha passado por lá, e que, tinha pedido para o juiz decretar a prisão do Bel, mas sabia-se também que toda vez que o Bel recebia um pedido de prisão, logo em seguida o seu advogado conseguia um alvará de soltura, um HABEAS CORPUS, preventivo.

Que, foi denunciado na morte do Bel, porém, coloca que as testemunhas ficaram presas e assinaram os depoimentos sem ler e que elas receberam dinheiro, pois não viram e não sabem quem matou.

Que, não tem nenhum tipo de relacionamento com o Armando, que inclusive o prendeu quando se envolveu no assalto do Banco do Estado, porém não sabia do dinheiro roubado no banco, nem das armas utilizadas.

Que, foi avisado pelo Armando que o Jota estava na região de Nova Olinda, fazendo roubo de carretas e organizando a sua morte, por causa da morte do Bel.

Que, os deputados da CPI não podem deixar de ouvir um dos seus principais informantes que se chama Josias, que está preso.

Que, apresentou uma cópia autenticada em cartório da carta que ele apresentou para o juiz, um dos juizes que está sendo citado, e para a corregedoria de Justiça.

Acareação entre o delegado JOSÉ ALMIR DE SOUSA MACEDO e a Sra. JOSELIA FARIAS DE SOUSA, que declararam:



JOSÉLIA, que, o delegado Almir sempre ia a sua casa com um Taurus, um Gol verde e um Tempra.

ALMIR, que, nunca foi a casa de Josélia de carro, e o único carro que possui é um Tempra.

JOSÉLIA, que, a Polícia Rodoviária Federal havia apreendido o seu carro, um gol, e que, foi nessa ocasião que conheceu o delegado Almir Macedo, pois ela tinha se dirigido à delegacia a procura do Francisco, e o delegado informou-lhe que não tinha nenhum preso com aquele nome. E que, o delegado Almir perguntou se ela já contava com um advogado, e a aconselhou o Dr. Linaldo, de Bacabal, que inclusive era irmão de criação dele, e que, depois dessa conversa o delegado Almir a procurou várias vezes, dizendo-lhe que era muito amigo do juiz Jesus de Quanaré e que iria conseguir livrar o carro.



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