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Oitiva dos Srs. JORGE MERES ALVES DE ALMEIDA e JOSÉ JOÃO SOARES COSTA (JOTA), que declararam no dia 26/10/99



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Oitiva dos Srs. JORGE MERES ALVES DE ALMEIDA e JOSÉ JOÃO SOARES COSTA (JOTA), que declararam no dia 26/10/99


JOTA, que, existe outros oficiais da polícia envolvido no crime organizado no Maranhão.

JORGE MERES, que, alguém está protegendo alguém no Maranhão, porque muita informação que era para chegar ainda não havia chegado.

JOTA, que, ele tinha facilidade de conseguir notas frias nos Estados do Maranhão, Pará, Piauí e fora desses Estados conseguia com os despachantes.

Que, Penaldo Jorge Ribeiro, era o advogado do Bel.



JORGE MERES, que, Penaldo era o seu advogado e do Bel também, e que, ele também intermediou uma carga de óleo, que tinha chegada de São Paulo, com um comprador em processo na cidade de Santa Helena, isto em 1996.

Que, houve ainda a intermediação de uma carga vinda de Goiânia, em sacos de 50kg.

Que, o Penaldo era prefeito de Presidente Sarney.

JOTA, que, Antônio Gonzaga mexia com cabrito, com assalto de bancos e o Lourival Fernandes tinha uma carreta Scania branca lá do deputado José Gerardo e do deputado Chico Caíca, e ela está na garagem, faz mais de um ano.

Que, o próprio Antônio Gonzaga disse para ele que a carreta estava lá na garagem.

Que, a carreta era de deputado José Gerardo e Joaquim Laurixto, e que, a carreta teve a faixa alterada lá na JULLE, foi colocada uma faixa de um ano anterior para despistar a polícia.

JORGE MERES, que, levou uma carreta 360 já transformada para 340 retroativo um ano para a Bolívia, e que na garagem de José Gerardo foram feitas outras alterações como a pintura de uma 112 - 360, transformada para 320 e depois foi pintada uma carreta, reformada, pintada e trocado o modelo, que é uma 112 que hoje deve estar presa, e que o reboque dela deve ainda estar na fazenda Santa Helena.

Que, a polícia também tem informação de uma 1935 que foi pega dentro da garagem do deputada José Gerardo, e outras duas carretas que tinham a mesma placa.



JOTA, que, Bel vendeu uma D20 para o Manoel Ramalho e foram presos junto com cabo Cruz, Arruda e outros.

Que, Vladimir de Santa Helena vendia as cargas e passava o dinheiro para o Bel.



JORGE MERES, que, descarregou uma carga de óleo á noite e uma carga de arroz durante o dia no depósito do Vladimir, e que era encaminhado pelo Penaldo.

Que, tem mais de doze ônibus da empresa de deputado José Gerardo com o mesmo número de chassi.

Que, existem duas pistas clandestinas na fazenda de deputado José Gerardo, uma na beira da BR e a outra bem nos fundos da fazenda. e que, existe uma pista na fazenda Mandacaru próximo ao Piauí.

  1. Oitiva do Sr. PAULO ROBERTO MEDEIROS DE CARVALHO, Delegado de Polícia, que declarou:


Que, tinha apenas um ano e meio de polícia quando foi para a Delegacia Metropolitana, não conhecia muita gente dentro da polícia, e que foi indicado para apurar um homicídio que tinha vitimado o prefeito da cidade de Poções de Pedras. Com o desenrolar das investigações foi chegando aos autores, e para sua surpresa surgiu um advogado na delegacia, hoje já falecido - pelo que parece o advogado foi morto pelo neto do prefeito por desvio de verbas - que pediu para conversar em particular com ele. Quando os dois estavam a sós, o advogado disse: "os meninos estão muito preocupados com o desenrolar das investigações..." . Ele queria saber o que o delegado precisava para desviar as investigações. Que, neste momento ele pegou as algemas e prendeu o advogado.

Que, o advogado dizia para que eu ligasse para o Dr. Luís Moura. Que, ao fazer a ligação quem atendeu o telefone foi a esposa do Dr. Luís Moura, Ilce Gabine, ela disse que o delegado Luís Moura estava em casa e que ele fosse em sua residência, pois o delegado gostaria de falar com ele.

Que, pegou uma equipe, mandou que o advogado seguisse com o carro e um policial para a casa do delegado, que fica no bairro de Areinha. Chegando na residência do Dr. Luis Moura a sua esposa lhe recebeu, e ela começou a conversar com ele e disse: "meu filho você está começando agora, olha tem muita coisa, estão mexendo com muita coisa, meu filho já conversou com o Dr. Luís Moura?...", e que depois ela puxou uma folha de cheque e empurrou para ele, o titular da conta era a prefeitura de Poções de Pedras.

Que, neste momento, achou bastante estranho e disse, "não, isto aqui tem problema", pois o valor era bem alto.

Que, ao voltar para a delegacia comentou o que tinha acontecido com um dos policiais, e que, no domingo, se dirigiu a delegacia e por não ter encontrado a chave do cartório não estava na permanência, teve que arrombá-lo.

Que, depois colocou as duas cópias do inquérito dentro de um envelope, pois tinha conhecimento que haviam sido passados a tropa por Dr. Luís Moura, e que esse ofício deve se encontrar na Secretaria de Segurança.

Que, sofreu várias ameaças, comentou as ameaças para o delegado Stênio Mendonça - que tinha acabado de assumir a Delegacia de Furtos.

Que, o delegado Stênio tinha me dito que ele deveria contar tudo, pois ele lhe daria proteção.

Que, o delegado Stênio contou tudo que ele havia lhe contado para o Secretário de Segurança, Cel. Ventura.

Que, ele disse que não contaria nada pois estava correndo perigo de vida, juntamente com a sua família.

Que, depois de muito pensar tomou a decisão de contar tudo para o delegado Stênio, e que, a partir disso os dois começaram a investigar os filhos do Dr. Luís Moura e também o caso Frazão.

  1. Oitiva do Sr. LUIS DE MOURA SILVA, Delegado de Polícia, que declarou:


Que, Paulo Roberto lhe procurou e disse que, se não declarasse essas coisas contra ele iria perder o seu emprego, pois, encontrava-se no estágio probatório.

Que, o delegado Paulo também não participou do depoimento que eles fizeram e mandaram ele assinar.

Que, só falou porque foi pressionado pelo alto escalão da Secretaria de Segurança.

Que, o delegado Paulo lhe disse que quando chegasse o tempo dele prestar esclarecimentos na justiça ele iria modificar.

Que, não tem conhecimento do cheque da Prefeitura de Poção de Pedras, e que, o caso estava na justiça.

Que, o delegado Paulo foi colocado à disposição da CPM pública, e que isto era uma rotina da Secretaria de Segurança, pois, o delegado não estava se dando bem com a rotina dele (Luis Moura) na delegacia.





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