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Oitiva do Sr. MESSIAS BRITO VITAL, que declarou



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Oitiva do Sr. MESSIAS BRITO VITAL, que declarou:


Que, permaneceu pouco tempo na organização, entre 60 a 70 dias, juntamente com o Jota, Armando, Sargento Lisboa, Carioca, Meres.

Que, Armando era quem dirigia o carro pequeno, que era utilizado para levar o pessoal para o assalto, e que ele participou sempre sob ameaça.

Que, a participação do vereador Carola era de receber as carretas roubadas e descarregá-las em Presidente Médici, no depósito de Avenir.

Que, presenciou o descarregamento de uma carga - vários caixotes de madeira, com aproximadamente 1m2 , com uma etiqueta escrita DANGER PERIGO - durante a noite, dentro do galpão do Hemetério.

Que, Hemetério era envolvido em crime eleitoral, ele tinha vários títulos de eleitor na sua casa. E quem tinha muito contato com o Hemetério era a cunhada, Simoca. Ela inclusive guardava armas dele em casa.

Que, quem andava muito com o Cláudio Carioca era o Jorge Meres.

Que, quando o Hemetério era prefeito ele matou o vigia da sua fazenda, em Santa Luzia do Paruá, e colocou o Miguelzinho para assumir o crime. Ele matou também outro vigia aqui em São Luís, e colocou o filho dele para assumir a autoria do crime, pois na época o menino era de menor.

Que, o Hemetério matou o Werison Sousa dos Santos, o Neguinho, do dia 16 para o 17 de novembro de 1996, com um tiro de rifle 38. Esta arma está guardada na casa da Simoca - cunhada dele. O inquérito que encontra-se na delegacia é uma mentira.

Que, quando aconteceu o crime o Neto fugiu com o seu pai de avião, lá em Santa Maria do Paruá. E que, quando o Hemetério se apresentou na delegacia ele estava acompanhado com o seu advogado, Dr. Sebastião - que dizia ser da Assembléia. O advogado chamou o Messias Vital e pediu para que ele falasse algumas coisas, o que foi recusado. A partir disso o advogado do Hemetério começou a ameaçar de morte o Messias Vital.

Que, o Hemetério mandou a gente falar tudo que o advogado dele havia dito para gente, de que quem matou o Neguinho foi o Cabeção, que é filho da vereadora Rosilda, a fim de livrar a cara do filho dele, o Neto.

Que, quando ocorreu exumação do corpo do Neguinho o Hemetério tentou entrar no cemitério, mas só quem estava autorizado a entrar eram os familiares do morto.

Que, para ele poder entrar fez a maior confusão, ele apresentava a sua carteira parlamentar e falava para o delegado que ele tinha imunidade, e que podia entrar em qualquer lugar.

Que, no dia que aconteceu o tiroteio haviam várias armas, uma 12 de ficção, uma 16, um rifle 38 e um revolver, todas essas armas foram guardadas na casa da Sinoca.

Que, o prefixo do avião do Hemetério era PT NKZ.

Que, as pessoas que estavam com ele quando ocorreu a morte do Neguinho, era o Neto, o Cavalcante soldado especial e o Ney - primo do morto.

Que, em um domingo, dia 03 de outubro, o Hemetério estava muito bêbado e efetuou vários tiros contra a sua casa, com o objetivo de matá-lo.


  1. Oitiva do Sr. LUIS DE MOURA SILVA, delegado de polícia, que declarou:


Que, dois filhos seus, um Sargento da PM e um agente da Polícia Civil, juntaram-se a outro sargento da polícia e foram realizar um diligência na casa do Antônio Lisboa Aires Frazão, a procura de drogas. Lá, prenderam o Antônio Frazão, e foram para à Delegacia Metropolitana - na época Luis Moura já era delegado dessa mesma delegacia.

Que, próximo de um sítio, que hoje é de sua propriedade, esses policiais pararam para conversar com um rapaz que vigiava esta propriedade, e que, nesta hora o Antônio Lisboa fugiu do carro, e o vigia correu atrás dele, e atirou no preso. Diante desse fato os filhos dele foram indiciados, foram processados e foram presos. Passaram seis meses na cadeia.

Que, por este motivo ele também foi preso, processado e absolvido como ocultador de cadáver.

Que, ficou preso por nove meses.

Que, conhece o juiz José Ribamar, e que foi ele quem decretou a prisão preventiva de quase toda a quadrilha, e que o juiz esta sendo apedrejado, assim como ele.

Que, foi o Juiz Arimatéia - Presidente do Tribunal do Júri, que condenou o Carlinhos.

Que, não sabe quem matou o Bel.

Que, não comandou a operação Tigre, e que, na época em que trabalhou na região de Bacabal, Imperatriz e na Delegacia Metropolitana de São Luís aconteceram poucos casos de roubo de carreta.

Que, nunca tomou conhecimento de roubo de carretas.

Que, teve meningite quando estava em Imperatriz, e na época ocupava o cargo de subsecretário, retornou para São Luís. Quando ficou melhor foi para Bacabal e depois veio para a Delegacia Metropolitana.

Que, nunca foi a casa de Bel.

Que, a Operação Tigre era uma operação que a imprensa deu o nome Operação Impacto, Operação Vaga-Lume, e que tinha como objetivo o combate ao crime organizado.

Que, não é amigo nem do Laurixto e nem do Bel, e que no dia que o Laurixto foi preso, ele disse que não era seu amigo.

Que, quando há um combate a criminalidade ele é o primeiro a ser chamado.

Que, na época que ele estava em Imperatriz o Bel estava em Santa Inês. Quando a polícia chegava por lá o Bel fugia, ele sempre foi um bandido muito sagaz.

Que, sabia apenas que o David Alves Silva era prefeito.

Que, o seu filho Lemon de Moura Silva foi excluído da PM por ter sido envolvido em uma prisão.

Que, está afastado da polícia por não ter tido chance de ajudar a procurar as pessoas que mataram um médico amigo seu.

Que, nunca cometeu discriminação com ninguém, que sempre defendeu as pessoas que se dirigiam a sua delegacia.

Acareação realizada entre JORGE MERES ALVES DE ALMEIDA, JOSÉ JOÃO SOARES COSTA (JOTA), LUIS DE MOURA SILVA e CARLOS ANTONIO MAIA SILVA (CARLINHOS)



JORGE MERES, que, já tinha ouvido falar do delegado Luís Moura, e que sabia que o delegado era um amigo muito forte do Bel, que ele ia a casa do Bel diariamente. O próprio Bel havia lhe contado isto, e que o delegado sempre acobertava as participações dos crimes que aconteciam no Maranhão - Santa Inês, São Luís -, onde o Bel atuasse com roubo de carga, roubo de caminhão. Em recompensa, o Bel dava dinheiro para o delegado.

JOTA, que, viu várias vezes o delegado Luís Moura na casa do Bel, e que o Bel dava dinheiro para o delegado e para sua esposa, e que várias vezes o delegado dormia na casa do Bel, quando ele morava em Olho D`água e no São Cristovão.

CARLINHOS, que, em dezembro de 1996, ele, o Bel e o João Neto, foram a casa do delegado para pegar um cheque. Chegando lá estava o delegado e sua esposa (Ilce). O Bel ficou conversando com o delegado, eles já estavam tramando a morte do delegado Stênio Mendonça.

Que, a esposa do delegado perguntou para ele: "como é que vai ficar a situação do Delegado Stênio, quer dizer que vocês não vão providenciar nada? O Stênio já prendeu você, já prendeu eu, já prendeu os seus filhos e em você Bel, já deu até um tapa na tua cara." - E que o delegado respondeu que já estava sendo providenciado. Em 1997 o Bel falou que havia acontecido uma tentativa de morte com o delegado Stênio, cometida pelo Elias - que já morreu.

Que, o João Neto pode confirmar tudo que ele estava falando.

Que, certa vez ele estava na Caixa Econômica Federal, em maio, e a dona Ilce - esposa do delegado Luís Moura - conversando com Bel, perguntou: "como é, e aí?", e o Bel respondeu: "não, agora está sendo providenciado, agora vai dá certo minha madrinha.".



LUIS MOURA, que, o que o Carlinhos estava falando era tudo ensaiado.

Que, estava cuidando de um irmão que morava em Belém e que veio se tratar no Maranhão, e que nesta época ele estava morando no apartamento no Cohajap, nº 202 no bloco nº 1, e só em janeiro ele retornou para o sítio, e que o que o Carlinhos dizia era mentira.



CARLINHOS, que, o fato ocorreu no dia 15 de dezembro, em um domingo.

LUIS MOURA, que, passa todos os seus domingos na praia da raposa, onde ele tem um barraco na praia da Raposa e que ele vive mais lá.

CARLINHOS, que, no dia que ocorreu este fato, estava acontecendo um churrasco na casa do delegado.

Que, quando ele estava preso apareceu um advogado para tirá-lo da cadeia, porém, ele não sabia quem havia pago para que este advogado tentasse livrá-lo.

Que, foi pago vinte mil reais para o advogado tirá-lo da cadeia.

JORGE MERES, que, o delegado não saia da casa do Bel, e que o Bel lhe contava tudo que eles faziam.

LUIS MOURA, que, tudo que estava acontecendo era armadilha, que ele não sabe quem matou a quadrilha do Bel.

Que, não conhecia Elyude, sargento Silva, soldado Cáca, e que não conhece nenhum dos que foram acusados de terem participado do atentado à Rádio São Luís.

Que, era amigo do delegado Stênio Mendonça antes dele se forma em direito.

Que, o delegado Stênio nunca havia prendido nenhum dos seus filhos e nem a ele.



CARLINHOS, que, o delegado Luís Moura dizia que o delegado Stênio era muito autoritário, era metido, mas não era imbatível, que para matar ele só com uma três cinco sete, porque ele era metido a homem forte.

Que, o delegado Stênio bateu na cara do Bel e por este motivo ele queria matar o delegado.



LUIS MOURA, que, tudo era mentira, que o delegado Stênio nunca bateu na cara do Bel.

INTERVENÇÃO DA SRA. MARÍLIA LIMA MENDONÇA, ESPOSA DO DELEGADO STÊNIO

Que, estava presente quando o seu marido, delegado Stênio, deu um soco na cara do Bel, na Litorânea.





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