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Oitiva dos Srs. JORGE MERES ALVES DE ALMEIDA e “JOTA” em depoimento reservado, declararam que



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Oitiva dos Srs. JORGE MERES ALVES DE ALMEIDA e “JOTA” em depoimento reservado, declararam que:


JORGE MERES, que não tinha conhecimento dos assaltos acontecidos na prefeitura e nem nos Correios.

JOTA, que soube apenas de dois assaltos ocorridos em uma cidade que Lisboa havia lhe apoiado e os ladrões assaltaram os correios lá no município de Nova Olinda. Lisboa tentou planejar para pedir que ele arrumasse umas pessoas para fazer o assalto, mas não foi realizado.

JORGE MERES, que o seu setor era o de levar as carretas para a Bolívia, o que fez durante nove anos dentro da organização.

Que, quem recebia em dinheiro, em dólar, essas carretas, era o Chichito ou pela prima ou pelo Padilha, várias delas retornaram em forma de cocaína e armas, que ele mesmo carregou uma caixa da casa de Chichtio até o aeroporto de Corumbá, destinado a fazer um jurado e que depois o Lisboa sem eu saber confirmou as mesmas armas.

Que, as armas que o Jorge disse que limpou (uma falsa 762, AR 15 e uma 16), mas essas armas estavam em seu poder, estavam em seu carro, ele entregou duas AR15.

Que, as armas eram de sua propriedade e tinha comprado no Paraguai.

Que, tinha vendido três armas para o delegado Almir Macedo (dois AR15 e uma 16), que elas não tinham registros e nem notas.

Que, que, essas armas saíram da casa do Chichito com destino ao Aeroporto de Corumbá e ai seguir viagem para São Luís, aos cuidados do deputado José Gerardo.

Que, para embarcar com as drogas e as armas era necessário comprar a fiscalização do aeroporto, inclusive os policiais federais.

Que, o delegado da policial federal José Carlos, ficava em pé em cima da plataforma esperando ele passar com a carreta para o outro lado.

Que, essa facilitação aconteceu nos anos de 92/93/94.

Que, este policial federal estava sendo investigado por outros delitos, inclusive sendo afastado.

Que, recebeu varias carretas em Corumbá para passar para o outro lado com carta assinada pelo Dr. José Ribamar e Dr. José Arimatéia, cartas como fieis depositários.

Que, o juiz José Ribamar é o mesmo que mandou lhe prender para que fosse tirado a atenção da policia sobre a investigação que estava sendo feita contra o deputado José Gerardo e deputado Chico Caíca.



JOTA, que foi José Ribamar que autorizou, a pedido do delegado Almir Macedo, a transferência do banco de Bel para Santa Luzia do Tide.

Que, a transferência aconteceu às 04:00 horas da manhã.



JORGE MERES, que a carta de fiel depositário era expedida às vezes no meu nome, ou no nome do Roni ou no nome do Raimundo, sempre em nome de algum motorista para não ser sempre no mesmo nome.

Que, a carreta era roubada num dia e no outro já era expedida uma carta de fiel depositário, assinada pelo juiz.

Que, as carretas saiam com cartas de fiel depositário de 1992 até 1997, quando ele fazia parte da organização.

JOTA, que a sua participação na organização era a de facilitar a documentação.

Que, esse esquema de fiel depositário já encontrava-se manjado demais.

Que, quando a carreta chegava ao seu destino, todos os documentos eram queimados ou rasgado, para não deixar rastro.

JORGE MERES, que existe comprovado no Maranhão, uma carta de fiel depositário expedida pelo juiz que dava um carro para o Bel.

JOTA, que Bel sempre pegava dinheiro na garagem JULLE, geralmente de R$ 3 a R$ 4 mil.

JORGE MERES, que ele mesmo pegava dinheiro lá na JULLE na mão do Joaquim Laurixto, sempre que precisava ir para São Paulo, e que para abastecer o caminhão ia no posto Davi Alves Silva.

Que, Joaquim Laurixto era o braço direito de deputado José Gerardo.

Que, Joaquim Laurixto mudou o modelo de uma carreta dentro da JULLE, embaixo da sala do deputado José Gerardo, que passou 17 dias pintando batendo número de chassis, quebraram os vidros para a troca de chassis, em um Volvo que foi transformado de 360 para 340, e depois foi transformado por ele para a Bolívia, porém deputado José Gerardo não enxergou.

JOTA, que existiam alguns policiais envolvidos, como o soldado Lima de Santa Luzia do Paruá e o cabo Maranhãozinho, que era o chefe do destacamento, nos anos de 96 e 97.

Que, ele e o Carlos Maia entregaram uma carreta para o pessoal do Coronel Corrêa Lima, do Piauí, lá no município de Peritoró, no Maranhão.

Que, o Bel conversava com o Cel. Corrêa Lima cerca de 5 a 6 vezes por dia.

JORGE MERES, que o Cel. Corrêa Lima também fazia parte da organização.

Que, o Sozza foi candidato a vereador por um partido, que tinha o mesmo endereço do escritório do empresário Betosinho, que é presidente do Guarani e diretor da Pauli, a qual era utilizada para a lavagem de dinheiro pelo Sozza.



JORGE MERES, que Sozza utilizava a Pauli para descarregar cargas roubadas e lavagem de dinheiro.

Que, Sozza tinha ligação direta com o bicheiro Massuçassi, de Campinas, um dos mais fortes bicheiros em Campinas. Ele teve problemas com a polícia por falta de acerto de pagamento, voltou para Campo Grande e depois foi assassinado.

Que, o Sozza utilizava de empresas ilícitas, para efetuar pagamentos de duplicatas, para que o dinheiro retorna-se, agora de forma lícita. As empresas utilizadas eram a Triunfo, a Pauli, uma fábrica de chicletes, além das empresas que ele tinha e que estavam no nome dos funcionários, ao todo eram cinco empresas das quais ele comprava notas e duplicatas já com selo bancário com carimbo bancário para lavagem de dinheiro.

Que, existe um empresário em Bacabal chamado Mandacaru que é um forte receptador de cargas roubadas no Maranhão, e que também mexe com cocaína e é ligado a Bel.



JOTA, que o Almir Macedo vendeu uma AR - 15 para o Bolinha.

Que, foi roubada uma mercedes 16.18 em São Paulo, que tinha como destino Roraima. Como não tinha como esquentar aquela mercadoria tiveram que voltar para São Paulo, o que foi feito por meio do caminhãozinho do Gauchinho. Depois com a carreta do tiozinho a mercadoria foi retirada em São José dos Parantins, em uma tecelagem de algodão.

Que, a Dra. Ana devolveu as 147 caixas de cigarros por motivo de pagamento e porque não tinha como ela repassar dentro do Acre, pois os cigarros tinham sido rastriados.

Que, Armando - marido da vereadora Conceição de Nova Olinda - iria receber apoio de Hildebrando para a sua candidatura a Prefeito daquela cidade.

Que, deputado Chico Caíca dormia na casa da vereadora Rosilda.

Que, deputado Chico Caíca é amigo do Armando.

Que, Armando pediu para que ele arrumasse algumas pessoas a fim de roubar o dinheiro que vinha de Zé Doca para Nova Olinda, do Fundo de Participação, a mando do Sargento Lisboa.

JORGE MERES, que o Rogério Farias tinha um Gol verde de 4 portas, e que o utilizou para acompanhar uma carreta.

JOTA, que também dirigiu o Gol de Rogério Farias, e que o carro estava na mão do Cláudio.

EXPLICAÇÕES PRESTADAS PELO RELATOR DA CPI ESTADUAL À COMITIVA

Que, aquela presidência havia escolhido para relatar a CPI Estadual o deputado Lourival Mendes, e que o mesmo renunciou ao cargo após o depoimento da Delegada Dayse Aparecida, que declarou que o preso Rimoaldo - réu confesso de ter mandado matar o Carlinhos, a mando do Deputado José Gerardo - foi liberado lá na Secretaria de Segurança Pública, e que o preso, saiu de lá acompanhado do Deputado José Gerardo. De acordo com informações da delegada - depois confirmado por outros dois delegados - após ela ter pego o depoimento do preso, foi chamada pelo então secretário adjunto de segurança, Cel. Silva Júnior, para que ela se dirigisse ao prédio da Secretária de Segurança Pública, e levasse o preso e o termo de depoimento que o mesmo havia prestado. Quando a delegada chegou ao gabinete do Secretário, lá já se encontravam o delegado Lourival Mendes, delegado Hilton de Deus e Sebastião Justino. Lá o preso foi solto e ele teria saído acompanhado do Dep. José Gerardo e o depoimento ficou com o Secretário adjunto Segurança Silva Júnior. Tal fato gerou muitas especulações a nível.

Que, o deputado Lourival Mendes, que é delegado de carreira que encontra-se licenciado, estava presente no dia do fato.

Que, não soube precisar como está este inquérito, e que procuraria saber com o Cel. Silva Júnior, e que isto ocorreu em 1984.

Que, agora, a Gerência de Segurança está reabrindo este inquérito.

Que, o crime ocorreu em 1982 mas o preso só prestou depoimento em 1984.

Que, a CPI Estadual está procurando saber por que o Rimoaldo foi liberado? Por que o inquérito não foi para frente? E se o deputado José Gerardo pediu para ver o preso e se realmente teria saído com ele de lá?.

Que, o Rimoaldo foi assassinado em 1985.



Prosseguiu a oitiva dos Srs. JORGE MERES ALVES DE ALMEIDA e JOSÉ JOÃO SOARES COSTA (JOTA), que declararam:

JORGE MERES, que, quando a carreta foi guardada na casa do deputado Chico Caíca, dias depois ele levou uma importância, em dinheiro, para levar para Sozza em São Paulo, que tratava de parte um pagamento de uma carreta que tinha sido entregue na Bolívia para Chichito.

Que, todo mundo daquela região pousava na fazenda do Arolfram.



JOTA, que por duas ou três vezes, antes da campanha do deputado aqui no Maranhão avistou na referida pista do Arolfran o avião do Hemetério e nele tinha uns pacotes estranhos dentro, que tinha 15 X 30cm de tamanho, embrulhados com papel com fita gomada.

JORGE MERES, que, José Gerardo alega que o avião dele só sai daqui para fazenda, só que o avião já pousou em Cárceres, para buscar armas, para buscar drogas.

JOTA, que, deputado Chico Caíca e Hemetério eram unidos na política, o primeiro chegou a pedir voto para o segundo.

JORGE MERES, que Cláudio Jinkins - cunhado de Hemetério - depois da morte de Bel passou a ser o primeiro homem Do deputado José Gerardo.

JOTA, que, Bel era quem coordenava tudo, quem fazia tudo a mando do deputado José Gerardo, Joaquim e do finado Davi Alves Silva.

JORGE MERES, que, deputado José Gerardo era considerado como Deus, ele decidia quem morria e quem não morria.

JOTA, que, a diferença entre deputado José Gerardo e o deputado Chico Caíca, era que o primeiro mandava matar e o segundo executava.

JORGE MERES, que, eles armavam intrigas para não fazerem ligações entre um e outro.

Que, eles trabalhavam sobre as ordens da organização, e quem não cumprisse as ordens sumia do mapa.



JOTA, que, no seu caso se ele quisesse sair poderia sair sem problemas.

Que, conheceu a organização em 1996 e só ficou até quando o Bel morreu, quando isso aconteceu ele saiu, depois disso só fez mais alguns negócios.



JORGE MERES, que, o seu caso era diferente, quando ele quis sair teve a sua esposa assassinada e logo depois sofreu um atentado de morte.

JOTA, que, confirma as declarações de Meres, e inclusive que o apoio em quando ele esteve em Belém.



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