Diretoria legislativa


- O primeiro a ser ouvido, o senhor JOSÉ JOÃO SOARES COSTA (JOTA) condenado, preso na qualidade de testemunha, DECLAROU de forma resumida que



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- O primeiro a ser ouvido, o senhor JOSÉ JOÃO SOARES COSTA (JOTA) condenado, preso na qualidade de testemunha, DECLAROU de forma resumida que:


Que, iria falar sobre o planejamento da morte do delegado Stênio Mendonça, e quem seriam os envolvidos.

Que, o delegado Stênio Mendonça, em 1995, prendeu uma carreta na casa que estava sendo alugada para o Deputado Chico Caíca.

Que, a carreta estava naquela casa a mando do deputado José Gerardo, de Joaquim Laurixto e do Bel.

Que, o Bel havia saído da cidade, na época, com medo do delegado Stênio Mendonça descobrir que a carreta era de sua propriedade.

Que, quando Bel voltou, começou-se a planejar a morte do delegado Stênio Mendonça.

Que, o Bel havia contratado várias pessoas para executar o delegado Stênio Garcia, mas não tiveram coragem.

Que, o bando do Bel tinha matado o João Neto, vulgo, Nego Elias.

Que, os executores foram o Cabo Cruz, o Jota e Carlinhos, mas quem matou foi o Jota.

Que, existem dois Carlinhos e dois Jota, que ele era o Jota e o outro elemento era chamado de Jota Jota, e foi por esta coincidência que ocorreu a confusão toda.

Que, três mataram. Um dirigia o carro e os outros dois desceram para executá-lo, um atirou e o outro deu apoio, que o Jota atirou e o Zé Júlio deu apoio.

Que, existem muitos policias envolvidos, eles sabiam, monitoravam para onde Stênio ia, e o que ele fazia.

Que, existiam pessoas, como policias civis, do bando do Bel que começaram a arquitetar o plano para matar o delegado Stênio Mendonça.

Que, o delegado Stênio ainda não tinha sido morto, por falta de dinheiro, porque o Zé Gerardo não queria bancar só.

Que, esperaram o Bel realizar um negócio que iria ajudar a bancar o plano.

Que, havia também o delegado Luís Moura, que não tinha dinheiro, e que Almir Macedo também não deu nada.

Que, quem bancou o assassinato foi o Bel, o Zé Gerardo e o Joaquim, que falaram com o cabo Cruz, Zé Júlio e o motorista, porém, ele não sabia afirmar qual dos Carlinhos tinha participado, visto que existiam dois, um que morava na casa do Bel e o outro que residia em São Luiz.

Que, armaram para matar o delegado Stênio Mendonça e concretizaram o crime, o que ocorreu no dia 25, pelo bando, Joaquim, Cabo Cruz, Bel, o Máximo e outras pessoas.

Que, o Joaquim Laurixto não tinha partipado do crime e sim dado o apoio logístico.

Que, o chefe do bando era o Bel, e que acima dele tinha o Joaquim e depois o Zé Gerardo.

Que, esse bando fazia assaltos a caminhão, carretas, desvio de cargas e assassinatos.

Que, Bel quando precisava de dinheiro se dirigia ao Joaquim e este se dirigia ao Zé Gerardo.

Que, ele tinha levado Bel várias vezes à garagem JULLE, que é de propriedade de Zé Gerardo, e também na casa de Joaquim.

Que, quando o bando roubava uma carreta, tinha a participação da carga e a carreta ficava para eles.

Que, Bel falava com Joaquim, que levava o caso para Zé Gerardo. Que, eles inventaram que Bel e Zé Gerardo estavam brigados, no intuito de dificultar chegar ao nome de Zé Gerardo.

Que, aquela tinha sido a primeira vez que o bando havia levado uma carreta para a casa do Chico Caíca, que geralmente elas ficavam na empresa JULLE, na fazenda de José Gerardo ou em outro lugar.

Que, ele tinha entrado no bando em 1996 e que um ano depois Bel morreu.

Que, ele estava disposto para fazer uma acareação com o Zé Gerardo.

Que, ele não sabe precisar quem foi que executou o delegado Stênio Mendonça.

Que, quem planejou foi o delegado Almir Macedo, delegado Brandão, cabo Eugênio, de Santa Inês, José Gerardo, Joaquim Laurixto e tinha outros policiais no meio.

Que, ele não tinha certeza que o Chico Caíca tinha participado da morte do delegado Stênio Mendonça.

Que, o delegado Almir Macedo, o delegado Brandão, o cabo Eugênio (Negro), freqüentavam a casa do Bel, e eles tinham motivos para matar o delegado Stênio, pois ele sabia de alguns ilícitos desse bando.

Que, Bel pegava carta de Fiel Depositário com o Juiz José de Ribamar.

Que, a carreta quando chegava no destino com uma carga que possuía uma carta de fiel depositária tinha que ser resgatada automaticamente para não comprometer o juiz, ela só servia para viagem.

Que, a causa da morte do delegado Stênio Mendonça estava ligado à investigações que ele estava fazendo em cima do deputado José Gerardo e do Joaquim Laurixto.

Que, as melhores rotas para roubar caminhões era no Pará, Maranhão - Açailândia e Santa Inês.

Que, ele tinha levado uma carreta roubada para uma pessoa, que não soube precisar quem era, em Jaboatão dos Guararapes, no Pernambuco.

Que, esta pessoa que iria receber a carreta iria remarcá-la, e tinha as pessoas que faziam os documentos, tiravam a segunda via do documento para fazer duble e de lá seguia para São Paulo.

Que, essa carreta havia sido carregada de melancia, descarregou e carregou mercadoria, em São Paulo e veio carregada para o Maranhão.

Que, as carretas eram vendidas para os Estados de Mato Grosso do Sul, iam para Campo Grande, para Cuiabá, para São Paulo, para a Bolívia, para Cássias e Mato Grosso.

Que, mais de dez carretas foram roubadas.

Que, ele conhecia o sargento Antônio Lisboa, o qual lhe foi apresentado pelo Armando, pessoa que havia combinado um assalto à prefeitura de Nova Olinda.

Que, ele não conhecia o Hildebrando Pascoal.

Que, ele já ouvirá falar do William Sozza, que este tinha ligações com o Bel, em transações de cargas, porém não sabia se Sozza tinha contato com Zé Gerardo.

Que, ele não conhecia o Augusto Farias.

Que, ele tinha uma Fazenda em Nova Olinda, mas que perdeu porque não deu conta de pagar.

Que, ele não tinha amizade com Lisboa, e que o seu contato com ele havia sido apenas para tratar do assalto na prefeitura de Nova Olinda.

Que, era comum tais contatos dessa natureza.

Que, o delegado Luís Moura, da polícia do Maranhão, é um dos mandantes da execução do delegado Stênio.

Que, quem levava as carretas roubadas para a fronteira era o Jorge Meres.

Que, foi o Elias Figueiredo - já morto - que entregou as armas e organizou a fuga da penitenciária.

Que, depois da fuga mudou o seu nome para, Caetano Conrado Moreira.

Que, ele se recusou a informar como conseguiu mudar os seus documentos, para o novo nome.

Que, quem mandou matar o bando do Bel, quando eles saiam para depor, foi o mesmo grupo que mandou matar o delegado Stênio, ou seja, o José Gerardo, Joaquim Laurixto, delegado Almir Macedo, delegado Brandão, Eugênio, Luis Moura e Ilce Gabine - esposa do Luis Moura.

Que, o juiz José Ribamar Helly Júnior foi quem pediu a transferência do bando do Bel, durante à madrugada, para a cidade de Santa Luzia do Tide, ele também tem envolvimento com o caso da carga do Fiel Depositário, mas não posso afirmar que ele fazia parte do bando.

Que, ele já foi preso, e foi liberado pelo juiz que tem o sobre nome Belchior, da Comarca de São Luís.

Que, pagou R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) para os seus advogados poderem tirá-lo da cadeia.

Que, as carretas eram levadas pelo Jorge Meres para a Bolívia, e, dependendo da carga tinham compradores, um deles era o prefeito Jucelino Resende, do município Vitorino Freire que comprava as cargas de eletrodomésticos. No caso de gêneros alimentícios eram comprados pelo Domingos e pelo Roxo, ambos do município de Viana, este tem um armazém.

Que, em São Luís, as cargas roubadas eram deixadas em um depósito no bairro João Paulo.

Que, o juiz que soltou o Joaquim Laurixto, foi o mesmo que lhe soltou. mas não sabe informar quanto ele gastou para sair da prisão.

Que, quem carregava as carretas para São Paulo - elas deveriam ser entregues para o William Sozza - era o Jorge Meres, aconteciam várias viagens, para aproveitar a mesma documentação, vinha para São Luís ou para Belém ou para qualquer outro lugar.

Que, ele nunca viu o Willian Sozza pessoalmente, porém, ele sabia que Sozza e Bel tinham as mesmas transações.

Que, ele tem conhecimento da morte de Jorge Menezes.





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