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Resumo do que disse Dom MOACYR GRECHI, Arcebispo de Rondônia



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Resumo do que disse Dom MOACYR GRECHI,
Arcebispo de Rondônia


Que, a problemática da violência no Acre começou a crescer a pouco mais de dois anos, quando foi assassinado o irmão de HILDEBRANDO PASCOAL, Itamar Pascoal.

Que, a pessoa que acompanhava Hugo, o assassino de Itamar, Baiano, foi preso e, viva, foram cerrados seus braços com motosserra, e segundo testemunhas falaram para o depoente, confidencialmente, as pernas. Que depois um prego na cabeça e finalmente tiro. E seu corpo foi jogado na frente da Televisão Gazeta para amedrontar a população.

Que, descreve uma reunião realizada entre as autoridades de segurança do Acre na qual HILDEBRANDO PASCOAL entrou na sala e afirmou diante de todos: “Eu matarei o assassino do meu irmão e quem tentar me impedir será morto também”.

Que, nenhuma das autoridades presentes de coragem de resistir ou reagir.

Que, o Dr. Arquilau de Castro Melo, Corregedor da Justiça, disse para ele: “A sociedade acreana é refém de HILDEBRANDO PASCOAL e de seus colaboradores”.

Que, narra o assassinato do filho do Baiano, um menino de quinze anos. Inclusive foi deformado o seu rosto com ácido para que dissesse onde seu pai estava.

Que, também foi espalhado um cartaz pela cidade: “Procura-se”. E a oferta era de 50 mil reais e o telefone para contato era de HILDEBRANDO PASCOAL e acrescenta que se fosse da polícia, deveria ser um telefone público e não particular.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL invadiu o Instituto Médico legal quando estavam fazendo a autópsia do corpo de seu irmão pôs o revólver na cabeça do Médico-Legista e disse: “Faça o trabalho já”.

Que, narra o assassinato de Piaba dentro do Hospital, com a participação de homens encapuzados, da polícia, entre eles o H. Neto. Que tem informação da participação de HILDEBRANDO PASCOAL nesse crime.

Que, pessoas apavoradas, transtornadas vão à sua casa ou pedem que as procurem, num lugar não conhecido, porque têm medo de serem assassinadas e querem fugir não só do Acre, do Brasil.

Que, criou-se um mito de que HILDEBRANDO PASCOAL consegue achar e matar em qualquer canto do Brasil.

Que, não existe estado de direito no acre e que realmente são reféns dessas pessoas.

Que, a organização de HILDEBRANDO PASCOAL tornou-se senhora da Polícia Militar, através da COE, que é aquela Polícia interna, do controle da Penitenciária, de assassinatos, torturas e tráfico.

Que, os homens mais conhecidos de Hildebrando são: Sargento H. Neto, Sargento Alex, Coroinha, apelido Romero, Cabo Paulino e o Delegado Bayma.

Que, narra outro fato: resistência e desacato a policiais federais na busca e apreensão no período eleitoral.

Que, torturas de presos e liberações ilegais e indevidas são uma constante.

Que, toda a ação policial da COE era feita por homens encapuzados.

Que, lembra a questão da cocaína e do tráfico de drogas.

Que, alguns policiais, comenta-se, ganhando pouco, apresentam sinais ostensivos de renda oculta, que deveriam ser investigados.

Que, os jornalistas tinham medo de morrer por publicar os crimes.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL protegia policiais militares que usavam de violência e de arbitrariedade na PM.

Que, narra um trabalho feito por alguns membros da sua Igreja sobre assassinatos com possível envolvimento de HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, fala dos bilhetes de salvo-conduto dados pelo HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, passou a ler cartas recebidas por ele narrando a existência de um cemitério clandestino conhecido como “Poço das Rosas” em local que fica sob domínio da família Pascoal. Que uma das cartas fala também da prática de desova de corpos no Igarapé Iquiry a 35 Km de Rio Branco e “que a prática do grupo de HILDEBRANDO PASCOAL em atacar delegacias de polícia, executar presos sumariamente, liberar traficantes e a esses dar garantias é tida e reconhecida por toda a população como o senhor bem sabe”.

Que, as cartas falam do envolvimento de HILDEBRANDO PASCOAL nas mortes do policial civil Walter Ayala e do filho do Baiano. Falam da ligação íntima de HILDEBRANDO PASCOAL com o narcotráfico, indo à casa de traficantes que tinham seus muros pintados com propaganda política de HILDEBRANDO PASCOAL. Falam que além disso, as principais propriedades da família Pascoal estão situadas no município de Senador Guiomard, três delas no ramal Mulungú, que sai a esquerda da BR que liga Rio Branco a Plácido de Castro, antes do entroncamento de Xapurí, o fato curioso é que esse ramal se estende até a Bolívia, e quem circula por ela entra e sai do País sem ser molestado, carregando o que quiser.

Que, as cartas falam de represálias após a possível cassação de HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, o depoente fala que corre a boca pequena no Acre, que o assassinato do irmão de HILDEBRANDO PASCOAL, foi porque ele tentou receber do Hugo o dinheiro que este havia recebido antecipadamente para soltar um traficante de drogas.

Que outra carta diz que o HILDEBRANDO PASCOAL dirigia pessoalmente o carro que deu fuga aos assassinos de Chico Mendes.



Que, cita vários crimes com a participação de HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, viu uma imprensa “amordaçada”, autoridades, as máximas do Estado, incapazes de reagir. Pessoas desesperadas que tinham que fugir de sua terra por medo.

Que, conhece intimamente os autores das cartas e que são pessoas de confiança.

Que, o governo Cameli foi negligente na apuração dos crimes bárbaros havidos no Acre.

Que, acredita piamente que se o HILDEBRANDO PASCOAL for julgado pela Justiça acreana ficará impune.

Que, instado sobre a afirmação de que mesmo antes da morte de seu irmão, HILDEBRANDO PASCOAL já comandava extermínio, já estava também envolvido com tráfico de drogas e já era o senhor poderoso do Acre o depoente respondeu que HILDEBRANDO PASCOAL já era pós-graduado.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL repetiu em público que mataria o Gercino.

Que, tem informações impressionantes sobre o suplente de HILDEBRANDO PASCOAL.



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