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Resumo do que disse ALBERTO CAMELO DE OLIVEIRA – Assistente Militar do Tribunal de Justiça do Estado do Acre



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Resumo do que disse ALBERTO CAMELO DE OLIVEIRA –
Assistente Militar do Tribunal de Justiça do Estado do Acre:


Que, HILDEBRANDO PASCOAL iniciou sua carreira política em 1986. Que nesses 13 anos a população acreana adaptou-se ao longo desses anos, que qualquer problema que acontecesse, que fosse a apreensão de um veículo, que fosse indiciado, que fosse suspeito de qualquer coisa, procurar HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, por incrível que pareça o HILDEBRANDO PASCOAL conseguia resolver esses problemas.

Que, a procura por ajuda jamais coincidia com um cidadão de bem, sempre era procurado por traficantes ou mesmo pessoa do povo Que, naquele momento, estava cometendo qualquer tipo de infração.

Que, o grupo de policiais que eram cabos eleitorais de HILDEBRANDO PASCOAL, fazia cadastro dos títulos, “que nós sabemos que é ilegal” e essa equipe foi se fortalecendo.

Que, a cada 4 anos que vinha um novo trabalho, ela ia crescendo e se fortalecendo.

Que, em 1996 o primo de HILDEBRANDO PASCOAL, Aureliano Pascoal, foi guindado ao Comando da PM e criou um grupo que seria um Comando de Operações Especiais, que seria a famosa COE, com um segmento fardado e outro trabalhando Civil.

Que, todos os policiais que já trabalhavam anteriormente para HILDEBRANDO PASCOAL passaram a integrar esse grupo de policiais civis. E durante esse tempo é que começaram a surgir os crimes bárbaros.

Que, o fato agravou-se após o assassinato do irmão de HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, quando ele foi assassinado encontrava-se ao lado de um presidiário que estava cumprindo pena no presídio, por tráfico de drogas, condenado há vinte anos de reclusão.

Que, a esposa desse presidiário teria dado 20 mil reais para o José Hugo, “que ele tinha um político influente que tiraria o esposo dela da penitenciária. Que quando foi nesse dia o irmão dele, Itamar Pascoal, apareceu já... encontrou com o Hugo num posto de gasolina cedo, já com esse presidiário ao lado, e queria que o José Hugo devolvesse para ele os 20 mil reais, tendo em vista que quem o tirou da pena não teria sido o Hugo como prometera, e sim esse vereador, que também era vereador. Daí eles discutiram e o José Hugo deu um tiro na nuca do irmão de HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, após isso foram montadas várias equipes de busca.

Que, foram distribuídos cartazes com recompensa e outras providências.

Que, como conseqüência resultou na morte de Baiano, motorista de José Hugo, que foi desovado em frente a um canal de televisão no centro de Rio Branco, com os membros decepados. Que, segundo depoimentos que tem, foram cortados através de motosserra.

Que, narra também a morte do filho de Baiano.

Que, narra também o seqüestro da mulher de José Hugo, Clerismar.

Que, narra uma reunião que houve com a presença do “Presidente do Tribunal, o Ministério Público, Superintendente da Polícia Federal, mais outros Desembargadores, justamente para pedir que o então Comandante, primo do HILDEBRANDO PASCOAL, pedisse exoneração. E nesse momento o HILDEBRANDO PASCOAL entrou na sala – isso tem em depoimento – e falou que matou, matava e quem dali falasse mataria também. E ninguém tomou providência”.

Que, o Coronel Aureliano Pascoal pediu demissão mas o grupo ficou montado.

Que, todos ficaram à disposição de HILDEBRANDO PASCOAL, através da Casa Militar, entre eles o Sargento Alex, Sargento Hélio da Silva, que é o Coroinha, Sargento Eurico, Soldado Braga, Soldado Régis, Sargento H. Neto, que foi condenado a 13 anos de prisão por homicídio mas continua solto, o ex-soldado Romero, o cabo Paulino. Que esse grupo passou a controlar pontos de drogas, passou a dar cobertura a outros e passaram a matar por encomenda. Que é justamente a conseqüência desses vários corpos que apareceram.

Que, eles passaram a liberar presos em praticamente todas as delegacias da capital por determinação de HILDEBRANDO PASCOAL, mas quem liberava pessoalmente era o Sargento Alex, que sempre foi o líder deles. Que todos na polícia militar sabiam disto.

Que, entre os depoimentos colhidos pela Subcomissão de Direitos Humanos não existe um sequer de policial militar por causa do medo.

Que, se não houver providências todos irão morrer.

Que, Palito não está morto porque foi jogado na Papuda.

Que, não sai para nada em Rio Branco porque tem medo de morrer.

Que, não adianta prender HILDEBRANDO PASCOAL porque os três irmãos dele já assumiram a condição, numa reunião de família, que o Dr. Alberto Paixão tem a gravação na qual eles enumeram todos que vão morrer.

Que, a morte do Dr. Gercino Silva está resolvida e as outras eles vão decidir.

Que, o patrimônio desses policiais militares que fazem parte deste grupo não são condizentes com o que ganham.

Que, o patrimônio de HILDEBRANDO PASCOAL é muito grande e segundo dizem tem pelo menos sete mil cabeças de gado.

Que, teria que ser pedida a justificativa desses bens.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL agiotava dentro do quartel.

Que, todos da família de HILDEBRANDO PASCOAL tem grandes fazendas.

Que, o Delegado Bayma, também tem envolvimento com HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, trinta por cento dos policiais militares de Cruzeiro do Sul estão comprometidos com o tráfico de drogas.

Que, após um certo tempo, a influência era tanta, que o grupo passou a soltar os traficantes ligados a eles, presos na Delegacia do Delegado Bayma, por telefone.

Que, pelo fato desses policiais militares estarem a disposição do HILDEBRANDO PASCOAL, o comando da polícia não tinha qualquer ascensão sobre eles.

Que, até o Governador era refém do grupo.

Que, o dinheiro que o HILDEBRANDO PASCOAL emprestava a juros aos policiais militares era descontado em folha.

Que, tem conhecimento que HILDEBRANDO PASCOAL participou da morte de um capitão do exército em 83.

Que, nos mais ou menos 250 bilhetes de salvo-conduto, que o depoente pegou, dados por HILDEBRANDO PASCOAL, existia também para traficantes. Que o texto era mais ou menos “fineza facilitar a passagem de um irmão meu...”.

Que, esse grupo de policiais militares ligados a crimes sempre acompanhava HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, quando tinha ação grande desse grupo, que o chefe era HILDEBRANDO PASCOAL, era o Sargento Alex que tomava a frente, como executor.

Que, existem histórias de que HILDEBRANDO PASCOAL liberava presos da cadeia para que fizessem tráfico para ele.

Que, o Major Mendes era o Diretor da Penal, quando HILDEBRANDO PASCOAL tinha maior influência na liberação de presos do presídio.

Que, quando a Subcomissão passou a prender, a inquirir, houve recuada geral em cima disso.

Que, Damasceno é um comerciante de Tarauacá. Que o Dr. Paixão diz que tem gravação – que ele estava se gabando que em quatro anos conseguiu sair de pobre e ficar milionário. E hoje tem avião. E tem uma história de um filho dele que foi seqüestrado, e a história diz que ele havia, num desses esquemas de tráfico de drogas, enganado algum peruano.

Que, tem depoimentos que ligam Betão direto ao tráfico.



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