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(...) "QUE, ouviu de BRAGUINHA que a polícia poderia até matar ele, mas jamais entregaria o Coronel Hildebrando, pois o Hildebrando é como um pai para ele; QUE, ouviu o soldado BRAGUINHA comentando que quem não votasse no Coronel, dentro da Polícia Militar do Acre, quando fosse precisar deste, não iria ser atendido, pois o Coronel estava disposto a ajudar todos, inclusive, o referido soldado afirmou que o Coronel resolveria até os problemas que ocorressem em serviço, e que quando os membros da corporação matassem alguém, poderia deixar que o Coronel resolveria;" (...)

Em relação ao tráfico internacional de DROGAS, em especial em COBIJA, Bolívia

(...) "QUE, sabe dizer que os elementos conhecidos como "COTIA", CLEUDIN, FERREIRA, JÂNIO, "BOZO", irmão do "Cotia", todos residentes no Bairro Palheiral, sendo comandados pelo "Orelha", irmão do finado Sargentinho, vendem drogas, e são protegidos pelo sargento Alex e pelo policial civil "CACIQUE", já que pagam propina para ambos: QUE, sabe dizer que "PEIXEIRO", ROGÉRIO, "NEGÃO" E AMÓS efetuam tráfico no Bairro da Sobral, "PIN" efetua tráfico no Aeroporto Velho, "CANIÇO", SABARÁ e BAHIA efetuam tráfico no Morro do Marrosa, DE SENA efetua o tráfico no Bairro Bahia e os elementos conhecidos como "CURIÓ" e MI efetuam tráfico nos bairros acima citados, sendo que Curió já esteve preso anteriormente por furto e por tentativa de homicídio; QUE, os elementos acima citados se dirigem ao Município de Brasiléia, e na cidade fronteiriça de Cobija, Bolívia, adquirem substância entorpecente, e alguns deles também armas, com um boliviano que o depoente não conhece o nome, sendo que de retorno fazem o percurso às vezes de ônibus, vezes de carona, e outras vezes combinam os dois meios, e antes de irem a Brasiléia verificam quais policiais militares tiram serviço no Trevo, quando são conhecidos seus, os mesmos pagam certa quantia em dinheiro para não serem importunados, e aqueles que tinham um relacionamento maior com o sargento Alex, por seu intermédio, adquiriam os famosos salvocondutos assinados pelo Coronel Hildebrando; (...)

Em relação a quantidade de armas de HILDEBRANDO PASCOAL e quanto a quantia em dinheiro distribuída a eleitores

(...) "QUE, não sabe precisar a procedência das armas que o Coronel Hildebrando possui, mas afirma que o Coronel tem uma quantidade expressiva, nos mais variados modelos e calibres; QUE, na última eleição, quando o mesmo se elegeu Deputado Federal, no dia do pleito, o Coronel Hildebrando acompanhado de alguns seguranças percorria os locais de votação e, na presença do Depoente, entregou a um de seus cabos eleitorais uma quantia de dinheiro que não sabe precisar quanto, mas sabe dizer que era muito devido ao volume de notas, para que fosse distribuído para as pessoas que nele votaram." (...)

2. SR. ADEMAR FROTA GONÇALVES, que, em 26 de agosto de 1999, na Procuradoria da República no Estado do Acre perante os Srs. Procuradores da República Luiz Francisco Fernandes de Souza e Claudio Valentim Cristani declarou ser Delegado de Polícia Civil no Estado do Acre desde 1º de novembro de 1994, tendo portanto várias informações sobre a atuação de grupos de extermínio, narcotráfico e formação de quadrilha.

Em razão da relevância de suas declarações, estas constarão na sua íntegra:



"QUE, o Declarante exerce o cargo de Delegado de Polícia Civil no Estado do Acre desde 1º de novembro de 1994, encontrandose atualmente lotado no Polinter, nesta Capital; QUE, no exercício de suas funções o declarante teve acesso a várias informações relativas à atuação de grupos de extermínio, narcotráfico e formação de quadrilha, sendo em função disso, inclusive, em várias oportunidades ameaçado; QUE entre as muitas pessoas que o ameaçaram, o declarante cita alguns nomes, como segue: o Delegado Silvano Alves Rabelo (exSubsecretário de Justiça e Segurança Pública deste Estado), o Delegado Illimani Lima Soares (exSecretário de Justiça e Segurança deste Estado), e o Delegado Dimas Moraes de Souza (ExCorregedor de Polícia Civil do Acre), que interferiam em nome do Deputado Hildebrando Pascoal; QUE informa o Declarante que em certa oportunidade, em meados do ano de 1998, compareceu na sua Delegacia o Deputado Hildebrando Pascoal, que lhe disse que tinha o Delegado Carlos Alberto da Costa Bayma em suas mãos, que cumpria todas as suas determinações, e que o Declarante era o único que resistia às suas imposições; QUE, em relação as ações do grupo de extermínio, o Declarante informa que teve conhecimento das atividades desenvolvidas desde meados do ano de 1980, quando o falecido Delegado Enock Pessoa de Araújo comandava conjuntamente com Hildebrando Pascoal (na época Major da PM), o referido grupo; QUE, no início estavam Enock, Ayala, Seab, Pixão (José Aldenício Regis de Andrade), Zé Elói, Raimundo Moreira, Pixuta (hoje aposentado, pai de Pixutinha, que está recluso na Penal, por homicídio, tráfico e é considerado, por alguns, perturbado mentalmente), havia também o Predial, Wilpídio Hilário, José Elias Chaul, Carlos Alberto Santos (na época, policial), Daniel Martins; que, essas pessoas, sob liderança intelectual de Enock. Que, dessa forma, criaram, dentro da Polícia Civil, que tinha o controle do esquema de violência, todo um grupo calcado em violência, que, eventualmente, participava de tráfico e assalto; Que, a partir de 199984, começou a ocorrer desavença entre esses grupos, onde Hildebrando passou a disputar a liderança; Que, por dois anos, houve alguns cadáveres dos dois lados; Que, a partir de 1986, Hildebrando era a principal liderança; que, com a entrada no governo de Flaviano Melo, que assumiu no início de 1987, entrou em certo choque com Hildebrando, que teria mandado organizar um atentado na residência de Flaviano Melo, com uma bomba, que explodiu nos fundos da casa, inclusive derrubando parte da parede, a partir daí Flaviano a fazer concessões e dar cargos a Hildebrando; que, Flaviano chamou Hildebrando para uma conversa em sua residência, a partir daí e, com o então major Hildebrando e o Coronel do Exército Aristides, que era o comandante Geral da PM e o Coronel do Exército José Carlos Castelo Brando, então Secretário de Segurança de Flaviano; Que, dessa forma foi formado, como um colegiado do esquadrão da morte, este citado grupo, devido as divergências internas, foi dividido, sendo uma facção comandada pelo Delegado Enock e outra pelo Sargento Hildebrando; QUE citada divergência se deu em função da disputa pela liderança e divisão dos lucros auferidos nas atividades criminosas; QUE se recorda de alguns nomes de membros que passaram por esses grupos: Walter José Ayala (que formou um pacto de sangue com Hildebrando, de silêncio, o que denunciasse o outro morreria, Ayala converteuse na Assembléia de Deus e disse a várias pessoas que iria denunciar, que estava arrependido e que denunciaria, procurou Dom Moacir e outras pessoas, por isso foi morto; Seab Jasub da Silveira Barros, Amarildo Leite da Rocha, policial civil José Aldenísio Régio de Andrade (vulgo Paixão), policial civil Albion, Pereca (policial civil), Raimundo Moreira, Evilásio Salústio Cardoso, Ronaldo Martins, Nilton Franscheschi, Francisco Andrade Cacau (trabalhava com Seab Jasub), etc; QUE, entre os citados nomes alguns foram eliminados em virtude de conflito interno e queima de arquivo, dentre os quais, o Delegado Enock e o policial civil Ayala, valendo ressaltar que o Delegado Enock foi morto por volta do ano de 1991 ou 92, pelo policial civil Paixão e o policial civil Ayala em 1997, por dois pistoleiros no interior de um ônibus; QUE cessou a coexistência dos dois grupos de extermínio rivais em decorrência do líder de um deles, o Delegado Enock, Ter sido assassinado passando o outro grupo do Hildebrando a atuar com exclusividade neste Estado; QUE, a partir de 1986, foi engajado mais três líderes no grupo comandado pelo Coronel Hildebrando, sendo eles Coronel José Carlos Castelo Branco, Secretário de Segurança, Coronel Aristides, da PM, o exSecretário de Segurança Pública, Desembargador aposentado, Dr. Lourival marques, com assessoramento direto de Aureliano Paschoal; QUE entre os subordinados do citado grupo que atuavam diretamente nas execuções, podem ser citados os seguintes nomes: Marcão, Mendonça, Zé Elói, Papagaio, Albion, Del. Eremildo Luiz de Souza, Del. Carlos Bayma, Del. Illimani, Pereca, Fernando Irineu (Pato Rouco), Deuzimar Benício de Araújo (filho de Enock Pessoa), Amarildo Rocha, Sérgio Kennedy, Pedro Bandeira (policial civil, primo de Hildebrando), Cardoso, Rodrigo, Manoel Cilino, Del. Grijalva, Del. João Augusto, Carmino Daniel, os Irmãos Castelo, Alfredo Teixeira Pinto, Adalberto Lima, Adauto Alves de Lima, Adauto Barbosa de Amorim, Aidno Nogueira de Barros (irmão do Deputado Roberto Filho, que espancou o jornalista Stélio e deu um tiro no pé do exSecretário de Administração, acertando o tiro), "Cientista Maluco", Edilson, Marcondes, Cacique, Raimundo Sacramento, Alípio, Moraes, Barroso, Antonio Valdivino, Arnaldo Alves Cacela, Alberto Lopes, Paulinho, Alberto Lopes, Armando Fernandes Barbosa, Arnaldo Félix dos Santos, Arnaldo José Pereira, Auricélio Amaral de Lima, Bosco Fuad Aiache, Carlos Alberto Maia, Carlos Gomes da Silva (Lampião), Crispim Costa Ferreira, Damião Coelho Cardoso, Daniel Martins de Oliveira, Davi da Costa Coelho, Delmar Mesquita Rocha, Edilson Medeiros Barros, Edilson Ferreira Soares, Edvan Ferreira da Silva, Eduardo Padilha da Silva, Edir Maciel de Souza, Elias Nunes de Freitas, Elias Passos da Silva, Emanoel Moreira Lima, Eraldo Marinho Rodrigues, Evaldo Barros Nogueira, Evanir Rodrigues da Silva, Fernando Elias Schwalbe, Bolinha (segurança oficial do exDeputado Carlos Airton), João Francisco de Melo, Francisco Fonseca da Silva, Francisco Ivanor, Francisco Monteiro de Oliveira, Gilberto Paulo da Silva, Gilson Assem de Carvalho, Jaime Amaral Neves, João Mota da Silva, Jonaldo Martins de Oliveira, Jonas Freitas, José Adib Ferreira de Oliveira, José Alves da Costa, José Alves Leal, José Arnaldo Mirão, José Brandão Assem, José Cardoso dos Santos, Rainê, José Castelo Branco Ribeiro (que matou o Asfalto, junto com o Amarildo (Mão pelada), José da Silva Mendes, José de Lima Azevedo, José Elias Chaul Filho, José Elias de Oliveira, José Ferreira Lima, José Marcondes da Silva, José Oyama Lopes Pimenta, José Raimundo de Albuquerque, José Teixeira Mendes, José Vieira Lima, Lídio de Souza Brígido, Marcelo Souza Lima, Manuel Gomes de Araújo, Manuel de Jesus Lima, Manuel Bezerra Machado (atualmente lotado como motorista no Ministério Público Estadual), Marcondes Enedino de frança, marcos Aurélio Lopes , Maria de Fátima de Souza, Meiges Sales da Silva, Nelson Anastácio Filho, Odilon Alves da Silva (irmão de Darli Alves), José Brana (tio do Vereador Alex), Raimundo Socorro Castelo Branco, Reinaldo Martins de Souza, Renato Bezerra Mota, Romualdo Rocha da Silva, Sebastião Alves de Lima, Sebastião Moreira de Carvalho, Sérgio Paulo Ferreira do Vale, Sérgio Luiz do Nascimento Chaves, Terezinha de Jesus de Abreu, Udinaldo Rodrigues de Lima, Valcir Eduardo de Oliveira, Delegados Antonio D'Anzicourt Silva, Aristo Pires Migués Filho, Áurea Letícia Ribeiro, Carlos Alberto da Silva, Denise Pinho, Dimas Moraes de Souza, Eremildon Luiz de Souza, Fausto Costa e Silva, Fuad Assem Ayache, Ilzomar Pontes do Rosário, João Augusto Fernandes, José Henrique Maciel, José Messias Ribeiro, José Pereira de Araújo, Jussara Leite Viana, Marcus Vinícius de Paula, Maria das Graças Roma, Niton Souza de Franchesqui, Saulo de Freitas Ribeiro, Silvano Alves Rabelo e Walter leitão Prado, o exDelegado Grijalva Zuza da Silva: Policiais Militares, segundo se recorda Alex, Sargento Manuel Maria, Sargtº Eurico Moreira de Lima, Sld. Almeron. H. Neto, Cabo Uchôa, Aureliano Pascoal (Lero), Sagtº Romero, Antonio José Graga e Silva, Raimundinho, Capitão Holanda, Capitão Mendes, Sld. Roger, Tem. Jairo, Sold. Silas, Cabo Paulino, Sold. Mota, Sold. Salviano, Capitão Olavo Faual Pontes e Kledson Celestino (morreu); Não Policiais (que atuam ou apenas colaboram para a existência do grupo), entre outros: Rainê e Raimundo Moraes (segurança do Dep.Tarcísio Pinheiro, irmão do Betão), Vereador José Alex, Juiz Francisco Djalma (ligado ao Rodrigo), Adão Libório (Fiscal da Prefeitura, matador ligado a Alípio), o exDeputado Manoel Machado, Dep. Wagner Sales, Dep. José Vieira,, Dep. Chico Sombra, Narciso Mendes, ZÉ Foguinho, o traficante José Morais de Souza (irmão do Del. Dimas Morais de Souza), Desembargador Jersey Pacheco Nunes (ligado ao Del. Illimani), Des. Francisco das Chagas Praça (ligado a Del. José Messias Ribeiro) etc.; Que, segundo tem conhecimento, o contingente atual dessa organização giraria em torno de 80(oitenta) membros; Que, devido ás repercussões alcançadas pelos fatos, atualmente, o grupo atua com mais discrição e, eventualmente; Que as deliberações sobre as atividades da organização, eram tomadas através de um Colegiado informal em que eram membros Sargtº Alex, José Eloi, Del. Bayma, e secundariamente Sarg. Romero, Amarildo, Sete Pascoal, Pedro Pascoal, além de outros que não se recorda no momento; Que as reuniões ocorriam alternadamente, ora na casa de um, ora na de outro membro do grupo; Que a maioria das execuções eram contratadas com o objetivo de dominar as "bocas de fumo" (em torno de mil, segundo estimativa do declarante), observandose que as mesmas são divididas em setores, sendo as execuções utilizadas para eliminar traficantes de fora; Que, segundo tem conhecimento, Hildebrando controlava, até antes de ser eleito deputado federal o morro do Marrosa e mais 07(sete) bairros adjacentes; Que também eram contratadas execuções por empresários, fazendeiros, políticos, etc., com o objetivo de eliminar desafetos; Que os executores que mais se destacavam pela sua crueldade, seriam o Cabo Paulino, Amarildo, Sgt. Alex, Raimundinho, Sd. Salviano, Romero e Benício; Que os traficantes, adversários do citado grupo, provinham geralmente da Bolívia, com quantias consideráveis, valendo ressaltar que, após serem eliminados, os membros do grupo de extermínio se apropriavam de suas drogas, assim como de seus bens; Que nessa disputa de território foram eliminados muitos traficantes pequenos (aviãozinhos), geralmente menores de 18 anos quando começavam a se destacar; Que, consoante termo de declarações que mostrou nesta oportunidade, ficou registrado no 7º Distrito da Delegacia de Polícia as declarações de Mozart José de Almeida, no sentido de que testemunhou o assassinato do indivíduo chamado "Cairala", pelo fazendeiro Niton Dias de Araújo, no interior do restaurante Cio da Terra, localizado no KM 32, da Estrada de Sena Madureira, em meados do mês de outubro de 1994;Que, pelo fato acima citado foi desencadeada investigações que revelaram que Cairala havia sido enterrado ali mesmo, naquela propriedade, bem como que Niton utilizava sua fazenda para abrigar pistoleiros que prestavam serviços a Hildebrando, além de permitir a guarda de armamento pesado e o pouso de aeronaves; Que, levandose em conta que o declarante era a autoridade policial que presidia as investigações relativas ao homicídio suso mencionado, o mesmo foi chamado no Gabinete do Secretário de Segurança Pública, Del. Illimani Lima Soares, para uma reunião que contou com a presença do Corregedor da Polícia Civil, Del. Silvano Rabelo e o Del. José Messias Ribeiro, oportunidade em que o declarante foi ameaçado por mais de 02 (duas) horas pelos presentes, sendo o mesmo advertido de que estava mexendo com o Fazendeiro Niton Dias de Araújo e o pistoleiro Nelcindo Freire Nunes, ambos protegidos do Dep. Hildebrando Pascoal, razão pela qual devia temer pelas conseqüências que adviriam; Que, em relação aos cemitérios clandestinos, veio ao conhecimento do declarante informações no sentido de que possivelmente existiriam cemitérios clandestinos utilizados para a ocultação de cadáveres, vítimas da atuação do grupo de extermínio, podendo citar o localizado na fazenda pertencente à família do Dep. Hildebrando Pascoal, aproximadamente na área utilizada para pouso (aproximadamente 4 quilômetros após a cidade de Senador Guiomard), além de outra, possivelmente localizada no KM 10 da estrada de Porto Acre, na chácara de propriedade da viúva do falecido Del. Enoque, próximo de uma ponte de um pequeno Igarapé, chamado Redenção; Que, segundo informações que obteve de um soldado de nome Everaldo, que procedeu investigações em torno da morte do Sd. Cledson Celestino, apurouse que os homicidas seriam membros do grupo de extermínio, sendo um deles, Ten. Jairo e Sd. Raimundinho, que na ocasião pilotava a moto, ressaltandose que a motivação seria primeiramente "queira de arquivo", visto que Cledson ameaçava "entregar", e secundariamente o fato da esposa de Cledson ser, supostamente, uma das amantes de Hildebrando; Que, em relação ao assassinato de Francisco Carlos marinho, abatido no dia 04.11.96, no interior do ProntoSocorro de Rio Branco, do hospital de Base, o declarante apresenta, nessa oportunidade, o termo de depoimento da testemunha ANTONIO JOSÉ VIÇOSA DA SILVA, que visualizou o Sarg. Melo se locomovendo no referido dia nas dependências do recinto hospitalar, bem como testemunhou seu amigo Francisco Carlos Marino com a perna algemada à cama, tendo a própria vítima lhe revelado que aquilo era obra do Sarg. Melo, e, por derradeiro, que por volta das 22:45 hs. daquele mesmo dia, a testemunha ouviu disparos de arma de fogo, e, ao se dirigir ao quarto de Francisco Carlos Marino, a mesma se deparou com a pessoa do Sarg. Melo, o qual corria para os fundos do hospital, com arma na mão, em direção a uma porta que dá acesso à rua Izaura Parente, após o que presenciou Francisco Carlos Marino agonizando, morrendo logo após, em decorrência dos tiros que recebeu; Que a citada testemunha foi chamada ao comando da Polícia Militar do Estado do Acre, onde foi efetuado o "Auto de Reconhecimento", no qual a testemunha pode apontar entre as 3 pessoas apresentadas, o Sarg. Melo como a pessoa que saiu em disparada da Casa de Saúde com a arma em punho, após os disparos que vitimou Francisco Carlos Marino; Que, em relação ao presidiário Eliomar Pereira da Silva, vulgo "Cabeça", executado no dia 23.10.97, o declarante revela que o próprio Cabo Paulino lhe confessou pessoalmente que foi um dos três executores, além de Rainer e Raimundinho; Que Paulino utilizava constantemente um veículo Fiat Uno, com vinho, nas suas atividades de homicida, sabendo ainda que os motivos que levaram à execução seria, além de outros, a acirrada disputa de pontos de tráfico, tendo sido inclusive ameaçado anteriormente por Rainer e seu bando; Que, em relação à execução de Marcos de Souza, vulgo "Curumim" e a tentativa de homicídio de Nílson Santos da Silva, no dia 16.04.88, veio ao conhecimento do declarante, através de policiais civis que atuavam nas investigações, que na verdade os policiais da COE que encontraram os bandidos, foram os próprios autores do crime, salientando que não tinham o intuito de capturálos e sim de executálos; Que não sabe individualizar os nomes dos policiais que compunham o grupo da COE na ocasião; Que, com relação aos assaltos que vinham sendo praticados em Rio Branco, em meados de maio de 1998, diferentemente do que foi noticiado na mídia, de que policiais de Rondônia estariam envolvidos nos assaltos, conforme queria fazer crer a cúpula da Secretaria de Segurança Pública deste Estado, na verdade eram perpetrados (segundo denúncias anônimas de policiais não envolvidos) por membros do malfadado grupo de extermínio, entre os quais Raimundinho, Sgt. Alex, Paulino, Rainer, etc; Que, em relação ao sumiço do assaltante Marcos Cirilo Alves de Souza, vulgo Cirilo, da Penitenciária local, o declarante teve conhecimento que a sua transferência foi um embuste, sendo que na verdade o mesmo havia sido retirado da Penitenciária a mando do então Secretário de Segurança Pública, Samuel Evangelista, que por decisão do "Colegiado" do grupo de extermínio, queriam tirar o assaltante de circulação pelo mesmo estar atrapalhando as atividades da organização e por saber do envolvimento do Del. Illimani com o tráfico de drogas da Bolívia com o Brasil; que, em relação ao assassinato do traficante Francisco Santos da Rocha, o Báia, no dia 02.03.98, o declarante informa que veio ao seu conhecimento que a história divulgada pela mídia (jornal "A Gazeta", em 05.04.98), ou seja, o envolvimento com o cartel boliviano, foi forjada para camuflar que o mesmo havia sido executado por José Eloi e Rodrigo (Negão), em razão da disputa por pontos de tráfico; Que, em relação ao envolvimento da Procuradora Geral de Justiça do Estado do Acre, Drª Vanda Milani, o declarante informa que por diversas vezes foi obrigado a soltar detentos que praticavam pequenos delitos, por determinação do Corregedor da Polícia Civil, Del. Silvano Rabelo, que dizia estar agindo a mando da citada Procuradora; Que sabe que os advogados Jair de Medeiros, Rui Duarte e Roberto Duarte e o Dr. "Marcílio", cujo verdadeiro nome é Raimundo Sebastião de Souza são os advogados que, costumeiramente, fazem a defesa de traficantes, sabendo que eles intermediam, com os delegados, a soltura de presos sabendo que foram feitos acordos com Bayma e D'Anzicourt, sobre este último, houve uma denúncia e não houve procedimento disciplinar porque o Secretário de Segurança era o Samuel Evangelista, fato acontecido em meados de 1997; Que, acima de cúpula, formada, a partir de 1986, por um grupo comandado pelo Coronel Hildebrando, Coronel José Carlos Castelo Branco, Secretário de Segurança, Coronel Aristides, da PM, o exSecretário de Segurança Pública, Desembargador aposentado, Dr. Lourival Marques, com assessoramento direto de Aureliano Paschoal; existia o que era chamado de "Alto Clero"; governador Flaviano Melo, Narciso Mendes de Assis (traficante), Adalberto Aragão, Iolanda Lima, então viceprefeita de Nabor Júnior, os membros da UDR, João Branco, Jorge Kalume, Rubens Branquinho, Edilberto Afonso (Betão), Miracele Lopes; Que, em 1990, o grupo do Enock era composto, mais ou menos por Luís Garimpeiro, Seab Jasub, Paulo César Teixeira (Bolinha), José Aldenísio Régio de Andrade, Carlos Mendonça, Bosco Fuad Ayache, Benício, Daniel Martins, Adalberto de Holanda Machado; que, a partir do assassinato do Del. Enock , um pequeno grupo que gostava dele se recolhe e um pequeno grupo passa para o grupo de Hildebrando, sabendo que Eremildo e Fuad Ayache passam para o grupo de Hildebrando; Que, um dos mais cruéis integrantes do esquadrão é Ronaldo Romero, que sabe que é gaúcho; Que sabe que o policial Barroso (que pilotava a moto) e o policial Kennedy (que atirou) assassinaram um sujeito de sobrenome Ripardo, no bairro Aeroporto Velho, por volta de agosto do ano passado, que segundo se apurou, por vingança, tendo em vista que Ripardo havia lesionado corporalmente o irmão de Kennedy, que, nessa seqüência, 03(três) antes do crime acima citado, Kennedy teria invadido a casa da mãe de Ripardo, de nome Salete, e dito expressamente que iria executar seu filho; Que, o inquérito policial que apurou as circunstâncias desse crime não concluiu pela autoria, levandose em consideração que os delegados, receosos com as revelações que adviriam, não tinham interesse que o mesmo evidenciasse o que verdadeiramente ocorreu; Que o declarante, na condição de Assessor Jurídico do Gabinete da Segurança Pública foi procurado pelo pai da vítima, solicitando seu auxílio, para que desvendasse a autoria do crime em questão; que, nesse desiderato, o declarante se dirigiu até o local do crime, aproximadamente 8 meses após a ocorrência, e lá conversou com o dono de uma padaria, que também era patrão de Ripardo, que apontou o local onde havia acontecido o crime e lhe confidenciou que uma senhora que mora ao lado do local, presenciou o crime e reconheceu os autores como sendo Barroso e Kennedy, observandose que, apesar de Ter acontecido o crime no período da madrugada, a senhora pode bem visualizar o semblante dos criminosos, que, aliás, eram conhecidos por freqüentarem constantemente os bares ali do local; Que, de posse dessas novas informações, o declarante, na oportunidade acompanhado pelo pai e o irmão de Ripardo, apresentou ao Promotor de Justiça Danilo Lovisaro, que também atua como Coordenador de Controle Externo das atividades policiais do Estado, todas as provas que havia amealhado, inclusive indicando o nome da testemunha ocular chave, sendo que o promotor se encarregou de tomar as rédeas das investigações, informando ao declarante que ficasse tranqüilo, pois o mesmo tomaria todas as providências necessárias para reforçar a denúncia que, futuramente, seria proposta contra os dois suspeitos, ressaltandose ainda, que o declarante não tem ciência do andamento das investigações após esse encontro; Que, em relação ao médico Adib Cury, o declarante tem conhecimento de que o mesmo era agiota, bem como que foi morto em meados de outubro de 1997, tendo sido seu corpo queimado, sabendo ainda que o motivo do crime seria um devedor do agiota, teria contratado os serviços do grupo de extermínio para dar cabo do médico, que cobrava insistentemente a dívida de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); Que, os executores foram José Eloi, Alex, Raimundinho, informando ainda que o local do crime se deu na Estrada do Amapá, no período da noite, observandose que o ato de incendiar o corpo da vítima é um método particularmente utilizado por José Eloi; Que, na época foram apontados, de forma forjada pelos Delegados Eremildo de Souza e Fernando Pimenta, outros autores, a fim de acobertar os membros do grupo de extermínio, que realmente assassinaram o médico; Que não tem ciência da identidade do devedor que contratou os serviços do grupo; Que, em relação ao caso JOSÉ DA MARIETA, o declarante sabe o mesmo foi enforcado no interior da cela da Delegacia de Repressão à Entorpecentes da Polícia Civil do Acre, no mês de outubro de 1997, pelo Sgt. Alex, Investigador Mendonça e o Del. Bayma, à mando dos Delegados Illimani Lima Morais, Silvano Rabelo, Walter Prado, o Procurador de Justiça Samuel Evangelista (na época Secretário da Segurança Pública), também Hildebrando e Aureliano Paschoal, o empresário e traficante de drogas Ricardo Damasceno; Que os motivos foram, além da "queima de arquivo" por parte dos membros do grupo, também a oferta de R$ 10.000.00(Dez mil reais) por Ricardo Damasceno, que teve seu filho de 7 anos seqüestrado e morto por Zé da Marieta e outros dois comparsas, a mando de um traficante colombiano rival de Ricardo Damasceno; Que tem conhecimento que 3 dias antes do assassinato de Zé da Marieta, o mesmo encontravase hospitalizado no PS de Rio Branco (em decorrência de um tiro na perna efetuado por José Eloi), vigiado pelo Del. Bayma, Francisco Melo de Souza e Raimundo Sacramento, inclusive tendo sido algemado na cama, para que não fugisse, ocasião na qual Zé da Marieta ofereceu ao Del. Bayma, a quantia de R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais), na presença dos outros dois policiais civis, para que o deixassem fugir, proposta esta que foi recusada; Que, diante disso, Zé da Marieta revelou aos policiais civis que tão logo saísse da Penitenciária, iria até o inferno a fim de executar o Del. Illimani e Sgt. Alex, a título de vingança; Que, em relação ao empresário Carlinhos, dono da empresa aérea TAFETAL teve conhecimento, no meio policial, que o mesmo é protegido, até os dias atuais, do exSenador Flaviano Melo, ajudando o mesmo na lavagem de dinheiro, salientando ainda que o empresário ainda trafica drogas, bem como que há quatro anos atrás o mesmo utilizava, para o transporte da droga, uma pista de pouso dentro da sua propriedade, localizada no km 10 da Estrada AC/40; Que, em relação ao sumiço dos presidiários, que também eram viciados em droga, Hélio Pinguim e Rivelino, segundo informações obtidas junto aos administradores da Penitenciária local na época, Marcelo França, Renato Azevedo e um tal de Raimundo, foi alegado que havia ocorrido uma fuga dos dois detentos, o que na verdade não ocorreu, sendo os mesmos retirados do local a fim de que fossem executados, levando-se em consideração que Hélio Pinguim havia assassinado o filho do ex-governador Romildo Magalhães durante a prática de latrocínio e o detento Rivelino havia matado o tio de um Cabo da PM, no ano de 1994, assim sendo, os mesmos teriam sido eliminados por vingança, salientando que os corpos não foram encontrados; Que, segundo informações dos policiais civis Pereira, Brasil, José Afonso, Lídio, no período em que o grupo do Del. Enock atuava, nos idos de 1980 a 1986, na antiga Delegacia de Roubos e Furtos, aonde se encontra atualmente a 7ª Delegacia de Polícia, era utilizado, como cemitério clandestino, uma área localizada no quintal dos fundos da antiga delegacia, que também era conhecida como “Açougue”; Que, em relação ao traficante Alcimar de Aguiar Mariano (vulgo Moca), atualmente recolhido na Penitenciária local, o declarante investigou, apurando que o citado traficante atuava em sociedade com o Del. Illimani, gerenciando o comércio das drogas, fato este que também é do conhecimento do advogado Jair de Medeiros e do Juiz Pedro Ranzi, Moca ficou, nos últimos oito meses, fugitivo da Penal, distribuindo drogas no bairro da Cidade Nova e no Papouco (Dom Giocondo, hoje), onde o mesmo domina, são vários pontos, mais de dez, o mesmo recebia da droga do Ilimani, que apreendia drogas, inclusive com a informação de Moca, desta forma, a droga apreendida pelos Paquitos, sempre quantias maiores, oito, dez ou quinze quilos, era entregue a Illimani, que deixava meio quilo ou até um quilo para o inquérito na DRE – Delegacia de Entorpecente e dava quatro ou cinco para Moca e uns dois ou três para o Nenen, que foi inclusive foi morto por Iluminai por ter enganado Illimani.

Os Paquitos faziam a distribuição aos gerentes do bairro que tinham aviõezinhos, vendendo na pontoa; Que Illimani tinha ainda dois ou três gerentes gerais nos bairros controlando pontos, boqueiros pequenos, que controlavam aviõezinhos; Que lá por uma hora da madrugada, quase todas as noites, Illimani, nos últimos quatro anos, pegava três ou quatro monzas apreendidos por terem sido roubados, descaracterizados, sem identificação ou com placas falsas, colocava os paquitos no carro e ia de boca em boca, fazer a arrecadação, Illimani ficava escondido no veículo e os Paquitos iam e pegavam somas de dinheiro, normalmente ficava 90% e deixava 10% para o boqueiro, o aviãozinho levava uma cabecinha para fumar e se achasse ruim era encontrado cheio de formiga na boca; Que Illimani tinha uma câmara, que filmava a movimentação, para ver quem eram os usuários, para poder chantagear os usuários que eram pessoas influentes, autoridades, etc, e para obter controle sobre boqueiros e aviões; Que Illimani estava envolvido principalmente, nos últimos quatro anos, com armamentos pesados, freqüentemente viajava para Guajará-Mirim e Cobija na Bolívia, muitas vezes simulando missões para contratar grandes partidas de drogas e armas pesadas, transportando drogas e armas na viatura oficial, nunca tendo sido importunado; Que conhece um Cel. Mendes em Cobija, que é dono de uma cada de câmbio e de armas, que foi assaltada recentemente pelo grupo de Zé Elói e Alex, o grupo de Hildebrando, roubaram armas, mataram dois bolivianos, duzentos mil dólares, o PM Figueiredo, que está preso na Penal, participou da trama; Que o Cel Mendes é quem fornece drogas e armamentos para os integrantes da MP, como Ilimani, Del. Messias Ribeiro, Valmir Ribeiro, Dimas Morais de Souza, Luíz Assem (Prefeito de Epitaciolândia), para o Del. José Pereira de Rio Branco, Del. Eremildo Luíz de Souza, Del. Carlos Bayma, Del. Fausto Costa e Silva, os Paquitos (seis – Cardoso, Jonaldo, Marcão, Mendonça, Marcelo e Amarildo Mão Pelada, sendo este último cria de Enock e de Sear Jasub), Hildebrando (principalmente), Aroldo Ichi, Betão do Frisacre e outros; Betão tinha pistas de pouso e distribuía gasolina para traficantes, também trafica, ele com o Prefeito de Boca do Acre, J.R.; QUE sabe que o assessor de Hildebrando, Mário Emílio Bolívar Malaquias, é estuprador de crianças, estando denunciado por Ter estupro, atentado violento ao pudor e outros crimes contra os costumes, tendo como vítimas pelo menos doze crianças e adolescentes de doze anos e pouco mais, sendo este o homem que Hildebrando chama de seu único amigo, sendo que Mário solicitava que fosse apresentado, pelas vítimas, a outras adolescentes e meninas na faixa de onze a doze anos; Que os principais pistoleiros de Betão são Amarildo Mão Pelada, Zé Elói (na verdade, o nome é José Alves da Silva); Que os dois matam a mando de Betão, matam desafetos e Betão mata gados; Que Betão manda drogas para Manaus, dentro de quartos de gado, em carretas, para Porto Velho, dentro das carretas, no frigorífico, no meio da carne congelada, ia cocaína; Que transportava também através junto com carretas de couro de gado, sendo este fedorento, a polícia não consegue, nem cachorros; Que conheceu dois Uchôa, um foi expulso da polícia civil e o outro é cabo da PM, somente conhecendo pessoalmente o segundo, que ouviu falar que os dois são traficantes e matadores; Que teve conhecimento, através do policial civil Mendonça e outras fontes, que o empresário AROLDO ISHI, além de agiota, praticava contrabando de armas pesadas, provindas da Bolívia, sendo o principal fornecedor do grupo de extermínio, através do Del. Illimani, sendo também um aliado e acobertador da organização; Que, apresenta nesta oportunidade a Folha de Antecedentes Criminais de Irani Costa Brasil, vulgo Nego Bruno, conhecido traficante e assaltante, informando ainda que o mesmo é protegido de Hildebrando e do Vereador Alípio Ferreira, observando-se que o mesmo conseguiu fugir da Penitenciária com o auxílio de Hildebrando e José Elói; que o soldado Roger também trabalha para Hildebrando, sabendo que trabalha com mortes, suspeito de Ter induzido um colega no bairro Raimundo Mello, em 1997, um colega do mesmo matou-se no interior da cada, ficando um bilhete com o cadáver dizendo “Roger, vá e mate” a pessoa que suicidou-se, os peritos do IML recolheram o bilhete, Roger invadiu o IML e tomou o bilhete, de arma de punho, os mesmos acionaram o Subsecretário da Segurança da época, Silvano e este obrigou Rober a devolver o bilhete para a perícia, após isso a notícia crime foi feito no 4º Distrito Policial; que o Capitão Marcelo França, que trabalhou na Penal, foi indiciado por fuga de 22 presos, sendo que alguns destes foram enterrados; Que o então Major Azevedo, com o Capitão Marcelo, vendiam o A S – autorização de saída, por R$ 150,00, fato investigado pelo Delegado Félix e confirmado, havendo denúncia criminal; Que sabe que Pereca é um policial civil que saía da Penal de madrugada, pouco depois da meia noite, o mesmo acontecendo com Albion, para matarem, tendo assim um álibi perfeito, Albion ficava às vezes foragido e de repente se entregava, para, saindo a noite do presídio, matar pessoas, tendo o álibi; R. Freitas foi quem baleou o radialista Antônio Sérgio Piton, a mando do ex-prefeito Adalberto Aragão, para agradar Iolanda Lima que estava sendo enxovalhada na rádio pelo radialista, sendo que, depois, R. Freitas foi morto perto do IML, tudo indica a faca; Que Barroso e Kennedy andam direto juntos, matam sempre juntos, um operava a moto e o outro atirava; que em relação ao ex-Governador, o declarante tem conhecimento de que o mesmo se associou ao grupo de Hildebrando a fim de se auxiliarem mutuamente na prática de tráfico ilícia de entorpecentes, bem como a divisão informal do poder; Que o declarante suspeita que o verdadeiros executor da morte do sindicalista Chico Mendes, seria o Soldado Almeron, que seguia ordens de Hildebrando Pascoal, que prestava serviços a fazendeiros e políticos, observando-se que essas suspeitas advém dos subsídios amealhados durante as investigações do caso; Que ouviu falar de cemitério nos fundos na Penal, conhecido como barro vermelho, perto da Vila chamada Barro Vermelho, depois da casa do deputado Valdomiro Soster, há uns cinco quilômetros; Que ouviu falar de Gérson Turino, que estava preso na época da morte de Itamar, traficante, que trabalhava com Itamar Pascoal e com o deputado estadual José Vieira, Gérson foi preso por tráfico, acha que com cerca de 10 kg de cocaína e pagou R$ 20.000,00 para José Hugo, Mordido, conseguir um deputado para soltá-lo. Teria ido atrás de José Vieira, não encontrando, buscou Itamar Pascoal, que lhe prometeu que soltaria Gerson, no entanto, o depoente acha que a relação entre Gérson Turino e Itamar era mais antiga e que isso dos 20.000,00 pode ser uma versão do Hildebrando; QUE sabe que Gérson Turino obteve do Juiz Jari Fagundes autorização para a construção de uma casa dentro da área da Penal na qual morava, cumprindo a pena; QUE o capitão odontólogo, chamado CHAGAS, disse ao depoente que Gerson Turino lhe ofereceu 200 sacas de cimento de presente a CHAGAS, que construía por sua vez sua cada num bairro residencial, demonstrando que Gérson Turino teria muito dinheiro; Que segundo se recorda, o falecido traficante “Cacá”, que dominava o tráfico no Bairro Cidade Nova, foi morto, segundo comentários da época (agosto de 1987), pelo ex-policial Resende, pelo fato do traficante Ter-se envolvido com a mulher de Resende.” (...)

3. – SR. DEUSIMAR BENÍCIO DE ARAUJO que, em 02 de setembro de 1999, na Procuradoria da República no Estado do Acre, perante os Procuradores da República Luiz Francisco Fernandes de Souza e Cláudio Valentim Cristani declarou:

Em relação ao assassinato do Delegado ENOCK PESSOA DE ARAUJO e o arquivamento do inquérito instaurado. Cita HILDEBRANDO PASCOAL como inimigo nº 01 do falecido, e reunia provas sobre sua participação em narcotráfico.

(...) “QUE, o pai do declarante, SR. ENOCK PESSOA DE ARAÚJO, foi Delegado de Polícia por um período aproximado de trinta anos, tendo trabalhado em diversos municípios do Estado do Acre; QUE, ENOCK, ainda Delegado, acabou por ser assassinado no dia 04.12.1991, quando comandava o 1º Distrito Policial, no Bairro Cadeia Velha; QUE, seu pai foi morto com três tiros que recebeu nas costas, quando se encontrava no mercado novo, próximo ao terminal rodoviário urbano desta capital, por volta das 04:30h; QUE, o pai do declarante tinha o hábito de, diariamente, dirigir-se de carro até o mercado novo, onde costumava levar a sua então companheira, cujo o nome o declarante não recorda, e que possuía um comércio no local; QUE, foi instaurado Inquérito Policial no 1º DP, para apurar a morte do Delegado ENOCK; QUE tal inquérito acabou por ser arquivado por não identificação da autoria do crime;” (...)

Continua (...) “QUE descobriu, conversando com pessoas que estavam no local na oportunidade, que foram dois homens os autores do crime; QUE, segundo informações, enquanto um elemento aguardava em um veículo nas proximidades do Colégio Acreano, localizado a cerca de 150 metros do local do crime, um outro chegou caminhando no açougue onde seu pai se encontrava e atirou em suas costas a cerca de um metro e meio; QUE, seu pai estava conversando com o açougueiro e foi este quem narrou os fatos ao declarante; QUE o açougueiro disse ao declarante não Ter visto a fisionomia do assassino, em virtude da existência de uma parede;” (...)

E ainda( ...) “QUE, junto a uma mulher que possuía uma banca de vender mingau, café, etc, próximo ao mercado, o declarante obteve informação que o sujeito que atirou em seu pai era um homem de aproximadamente 1,70m de altura, moreno claro, sem barba, cabelos curtos, trajando uma jaqueta azul; QUE, um taxista que estava chegando no mercado, afirmou ao declarante que homem que atirou no seu pai, ingressou no automóvel que estava estacionado próximo ao colégio Acreano, como já referido; QUE, o taxista não soube dizer a marca do carro, placa, ou as características do elemento que o conduzia; QUE, pelas características físicas fornecidas pela dona da banca de café, o declarante acredita que se trata de RAIMUNDINHO, conhecido matador e que trabalhava para o Coronel HILDEBRANDO PASCOAL e que andava sempre junto com o ex-PM RONALDO ROMERO; QUE, acredita que era ROMERO quem acompanhava RAIMUNDINHO na ocasião do assassinato de seu pai; QUE, na época do assassinato, HILDEBRANDO PASCOAL era inimigo nº 01 do Delegado ENOCK, fato conhecido por todos em Rio Branco; QUE, a inimizada surgiu pelo fato de que seis meses antes do assassinato de ENOCK, HILDEBRANDO e dois “capangas” atiraram em um Policial subordinado a ENOCK, chamado SEAB JAZUB, próximo ao colégio Acreano, no centro desta cidade;” (...)

Mais adiante (...) “QUE, reconhece que seu pai ENOCK era um policial esforçado e trabalhador, sendo porém “linha-dura” e que às vezes, no afã de obter sucesso nas investigações, excedia-se e usava-se de força; QUE, no entanto, detestava drogas e que perto de morrer, investigava HILDEBRANDO PASCOAL, reunindo provas sobre a participação deste em narcotráfico;” (...)

Em relação aos “Paquitos” comandados por ILLIMANI SOARES: CARLOS MENDONÇA, MARCÃO E JONALDO

(...) “QUE, sabe que CARLOS MENDONÇA era um dos “Paquitos” do ex-secretário de segurança, ILIMANI SOARES , junto com os Policiais MARCÃO e JONALDO; QUE, pelo que sabe comentava-se pelos quatro cantos da cidade que os “paquitos” viviam “arrochando” “bocas-de-fumo”, extorquindo dinheiro dos boqueiros, ameaçando-os de prisões;” (...)

4. JOSÉ FERREIRA DE LIMA que, em 06 de setembro de 1999, na Procuradoria da República no Estado do Acre prestou depoimento perante os Procuradores da República Luiz Francisco Fernandes de Souza e Claudio Valentim Cristani e do Delegado de Polícia Federal Jones Ferreira Leite que reafirma a conversa de HILDEBRANDO PASCOAL e BAYMA sobre a liberação do preço CANIÇO dentre outras.

5. BOSCO FUAD AIACHE que, em 08 de setembro de 1999, na Procuradoria da República no Estado do Acre perante os Srs. Procuradores Luiz Francisco Fernandes de Souza e Claudio Valentim Cristani, o Promotor da Vara do Tribunal do Juri de Rio Branco, Dr. Eliseu Buchmeier de Oliveira e do Delegado de Polícia Federal Jones Ferreira Leite prestou depoimento declarando em síntese:

Em relação a ligação HILDEBRANDO PASCOAL e PALITO

(...) “QUE, conhece o sujeito chamado “PALITO” que atualmente se encontra preso na Polícia Federal; QUE, conheceu o “PALITO” quando um grupo de pessoas comandadas pelo Coronel HILDEBRANDO PASCOAL, Civis e Militares, compareceu na residência de JORGE HUGO, situado na mesma rua onde o depoente morava, tentando encontrar o HUGO, após o assassinato de ITAMAR; QUE, “PALITO” chegou ao local em uma moto e, adentrou na residência de HUGO e saiu da cada com uma filmadora de propriedade de HUGO; QUE, “PALITO” era um dos comandados de HILDEBRANDO que se achava junto no local; QUE “PALITO” parecia ser íntimo de HILDEBRANDO; QUE “PALITO” integrava a equipe de busca a JOSÉ HUGO e a “BAIANO;” (...)

Em relação a existência de organizações criminosas no Estado

(...) “QUE, que existe a organização do Coronel AURELIANO e a organização do Coronel HILDEBRANDO e que as duas são ligadas, porém, existem de forma autônomas; QUE, sabe que existe uma pessoa com apelido de “QUEROSENE” que é protegido de HILDEBRANDO, e de H. NETO;” (...)

Em relação a PEDRO BANDEIRA e “PIAU”

(...) “QUE, sabe que PEDRO BANDEIRA é primo de HILDEBRANDO PASCOAL e é Policial Civil e que trabalha na Delegacia de Senador Guimard, tendo ouvido falar que o mesmo participa de mortes com o grupo de HILDEBRANDO: QUE sabe que “PIAU” é um cabo da Polícia Militar, envolvido com drogas e mortes, motorista e pertencente ao grupo de AURELIANO PASCOAL e que participou na busca a “BAIANO”; “ (...)

Em relação a AURELIANO PASCOAL ser mais perigoso que HILDEBRANDO PASCOAL

(...) “QUE, quando esteve preso em poder de HILDEBRANDO em julho de 1996, ouviu da boca de PEDRO PASCOAL que AURELIANO seria perito em tortura e que seria mais perigoso de que o próprio HILDEBRANCO PASCOAL;” (...)

Em relação a pertencerem ao “Grupo de HILDEBRANDO PASCOAL”: ROMERO e “ZÉ ELOI”

(...) “QUE, ROMERO atribuía essas mortes ao grupo de HILDEBRANDO ao qual pertence; QUE, ROMERO pertence tanto ao grupo de HILDEBRANDO como ao grupo de AURELIANO; QUE, sabe que “ZÉ ELOI” pertence ao grupo de HILDEBRANDO PASCOAL;” (...)

Em relação a participação de “H. NETO” na organização de HILDEBRANDO PASCOAL e em atrocidades ocorridas na Cidade de Manoel Urbano em 1987

(...) “QUE, sabe que “H. NETO” pertence a organização de HILDEBRANDO e que pertencia a COE , em 1996; QUE: “H. NETO” esteve envolvido na morte de “PIABA” e nas atrocidades ocorridas na cidade de Manoel Urbano em 1987;” (...)

Em relação a participação do Sargento CÍCERO na organização

(...) “QUE, sabe que o Sargento CÍCERO é participante do grupo de HILDEBRANDO e que se encontra na cidade de Senador Guiomard, como Sub-Tenente, comandando um pelotão naquela cidade, que é base da organização de HILDEBRANDO PASCOAL;” (...)

Em relação ao presidiário “JORGINHO” identificando HILDEBRANDO e AURELIANO PASCOAL como mandantes de homicídios

(...) “QUE, sabe que “JORGINHO”, um presidiário, é participante do grupo de AURELIANO PASCOAL e que ouviu da boca do mesmo, quando estava bêbado, vangloriar-se de mortes, a mando de AURELIANO e HILDEBRANDO;” (...)

Em relação ao Traficante “ROXO” e HILDEBRANDO PASCOAL

(...) “QUE, o depoente cansou de ver o traficante “ROXO”, andar na carroceria da caminhonete, de cor vinho/vermelho, de propriedade de HILDEBRANDO PASCOAL;” (...)

Em relação ao ponto de droga do Conjunto Universitário – Cabo MAGIDE e Soldado “PÃO DOCE”

(...) “QUE, o cabo MAGIDE e o soldado apelidado “Pão Doce” (VANDERLEI COSTA DE MOURA), controlariam junto com um primo de MAGIDE, um ponto de droga no conjunto Universitário;” (...)

Em relação a ligação de “ZÉ ELOI” com TARCÍCIO PINHEIRO e “BETÃO”

(...) “QUE, sabe que “ZÉ ELOI”, que pertence a organização de HILDEBRANDO PASCOAL dava segurança a TARCÍSIO PINHEIRO e a “BETÃO; QUE, sabe que “ZÉ ELOI”, volta e meia, era mandado de avião para Manaus/AM, para atuar na segurança do frigorífico do “BETÃO”; “ (...)

Em relação a “UCHOA”

(...) “QUE, as bocas protegidas por UCHÔA situam-se no Bairro da Sobral, onde os donos das bocas são “CANIÇOS”, “SABARÁ” e “BAHIA”, “ (...)

Em relação ao Tenente RENNEY, condenado por narcotráfico, pertencer a organização

(...) “QUE, sabe que o Tenente RENNEY, condenado por narcotráfico, pertenciam a organização de HILDEBRANDO PASCOAL;” (...)

Em relação ao Cabo PAULINO, RAINE, H. NETO, Sargento CÍCERO e ROMERO pertencerem a organização de HILDEBRANDO PASCOAL

(...) “QUE, sabe que o Cabo ALBERTO PAULINO DA SILVA pertence a organização de HILDEBRANDO PASCOAL e que botava assaltantes e traficantes para trabalharem para si e para o grupo de HILDEBRANDO; QUE, sabe que RAINE era segurança particular e passou a atuar como informante participando de operações, acompanhando de H. NETO, Sargento CÍCERO, Cabo PAULINO e ROMERO;” (...)

Em relação ao Vereador ALÍPIO e a busca a BAIANO e HUGO

(...) “QUE, sabe que o Vereador ALÍPIO estava na busca a BAIANO e a JOSÉ HUGO e que invadia casas, batia e torturava pessoa e participou da tentativa de homicídio contra o depoente;” (...)

Em relação ao Coronel RAUL MENDES de COBIJA, Cidade Boliviana, vender drogas e armas

(...) “QUE, sabe que o Coronel RAUL. MENDES de Cobija vende armas e drogas para alguns Policiais da PM do Acre e que quando o mesmo vende droga para estranhos ele dá o serviço para a PM e esta prende a droga e armas;” (...)

Em relação ao assassinato de NEGO BRUNO atribuído a “ZÉ ELOI” e HILDEBRANDO PASCOAL

(...) “QUE, o depoente encontrava-se debaixo da ponte pescando e que viu que o assassino de NEGO BRUNO foi o Policial Civil ZÉ ELOI e acha que este atuou a mando de HILDEBRANDO PASCOAL;” (...)

Em relação ao pistoleiro ADÃO LIBÓRIO

(...) “QUE, sabe que ADÃO LIBÓRIO é pistoleiro e que trabalha para a organização de HILDEBRANDO PASCOAL, para o Vereador JOSÉ ALEX e para o ex-prefeito de Rio Branco, de 1984 a 1988, ADALBERTO ARAGÃO; QUE, sabe que ADÃO LIBÓRIO agia com seu irmão DAMIÃO LIBÓRIO, ex-presidiário que saiu do Acre; QUE, ADÃO LIBÓRIO é tão próximo de HILDEBRANDO que propaga ser primo mesmo; QUE, ADÃO LIBÓRIO estava cassando o depoente para matá-lo e foi ele quem ficou com o telefone celular de JOSÉ HUGO;” (...)

Em relação a “ZÉ BRANCO” expulso da Polícia Civil por narcotráfico

(...) “QUE, sabe que “ZÉ BRANCO” é primo de HILDEBRANDO PASCOAL, tendo sido expulso da Polícia Civil por narcotráfico, tendo conseguido seu retorno aos quadros da Polícia;” (...)

Em relação a morte de JOSÉ AYALA

(...) “QUE, o depoente conheceu JOSÉ AYALA, que o mesmo também é crente e que os dois conversavam muito até a morte de AYALA; QUE, acha que a morte de AYALA foi queima de arquivo, sendo a mando de HILDEBRANDO PASCOAL;” (...)

Em relação a Fazenda Baixa Verde

(...) “QUE, sabe que a fazenda Baixa Verde fica no entroncamento da BR 364 com a 317, é de propriedade do "ALEMÃO”, dono da Agronorte e Agroboi e que ao lado dessa fazenda fica uma outra fazenda de propriedade SILAS e VANDA PASCOAL, irmão e cunhada de HILDEBRANDO PASCOAL; QUE, sabe que nessa fazenda Baixa Verde, existe uma cada pertence a CARLINHOS da TAFETAL, onde existe uma pista de pouco;” (...)

6. SRA. DOLARICE REIS DOS SANTOS que, em 10 de setembro de 1999, na Procuradoria da República no Estado do Acre, perante o Sr. Procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza prestou depoimento sobre crimes praticados contra seus filhos GOLDEVASSO REIS DOS SANTOS e ORLANDO REIS DOS SANTOS até hoje sem solução.

7. SEBASTIÃO MENDES RIBEIRO que, em 15 de setembro de 1999 no Cartório da SR/DPF/AC na presença de Glorivan Bernardes de Oliveira declarou Ter sido utilizado como “laranja” para lavagem de dinheiro por HILDEBRANDO PASCOAL.

Em virtude da importância da matéria constará a totalidade de seu depoimento:

(...) QUE, o depoente é pessoa nascida e criada na cidade de Senador Guimard/AC, onde é conhecido pela alcunha “QUEROSENE”; QUE, o depoente sempre exerceu a atividade de trabalhador braçal rural no município antes citado; QUE, eventualmente já trabalhou como vaqueiro; QUE, como vaqueiro, já trabalhou na fazenda de propriedade do senhor COSME BANDEIRA, também no município de Senador Guimard, onde permaneceu por cerca de dois anos, isto há aproximadamente vinte anos atrás; QUE, na realidade conhece bem a família do senhor COSME BANDEIRA; inclusive os seus filhos, entre estes o Deputado Federal e Tenente Coronel Reformado da PM/AC HILDEBRANDO PASCOAL NETO; QUE, também conhece os senhores COSMOTY PASCOAL, SILAS PASCOAL e SUZY PASCOAL, todos filhos do senhor COSME BANDEIRA e irmãos de HILDEBRANDO; QUE, viu apenas uma vez o Deputado Estadual e Coronel Reformado da PM/AC o Coronel AURELIANO PASCOAL, quando este esteve na fazenda de propriedade do senhor COSME; QUE, no ano de 1992, não se recorda ao certo, o depoente trabalhou como vaqueiro na fazenda de propriedade do Deputado HILDEBRANDO PASCOAL, onde permaneceu por aproximadamente dois anos; QUE, naquela ocasião, certa feita, o Deputado HILDEBRANDO PASCOAL, que na época ainda ocupava a patente de Major da PM/AC, buscou o depoente no seu local de trabalho e conduziu-o até Rio Branco, com o propósito de “acertar algumas coisas”; QUE, de fato, o depoente foi levado pelo Deputado HILDEBRANDO até a agência do Banco Itaú, onde teria sido aberta uma conta corrente, sendo verdade que o inquirido assinou diversos documentos, os quais foram deixados no banco; QUE, o depoente não sabe informar o número da conta corrente aberta naquela ocasião; QUE, nunca recebeu talonários de cheques ou cartão magnético para movimentação da citada conta; QUE, não sabe informar, também, se foi assinada alguma procuração para que terceiros movimentassem tal conta; QUE, nunca depositou qualquer numerário na referida conta; QUE, desconhece os valores que ali transitaram; QUE, nunca recebeu em sua residência, extratos de movimentação da conta; QUE, também nunca assinou cheques avulsos para movimentação da conta; QUE, na realidade, o depoente tão somente sabe desenhar seu próprio nome e não possui nenhum tipo de habilidade para leitura; QUE, o depoente não possui contas correntes ou poupanças em estabelecimentos bancários, além daquela do Banco Itaú; QUE, de fato, desde que deixou o emprego na fazenda do Deputado Federal HILDEBRANDO PASCOAL, lá pelo ano de 1994, não teve mais contatos com este, sendo certo que o viu passando pela cidade de Senador Guiomard acerca de quatro meses atrás, dirigindo uma caminhonete; QUE, atualmente, o depoente sobrevive de trabalho eventual, ainda como braçal; QUE, quando recebe algum trabalho para realizar, ganha diariamente cerca de R$ 8,00 (oito reais), perfazendo, ao final de um mês, aproximadamente R$ 200,00 (duzentos reais); QUE, recorda-se que, enquanto trabalho como vaqueiro na fazenda do Deputado HILDEBRANCO PASCOAL, recebia mensalmente, apenas um salário mínimo, livre de moradia, alimentação e outros benefícios indiretos.”

RESUMO DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS REALIZADAS PELA CPI DO NARCOTRÁFICO EM BRASÍLIA QUE MOTIVARAM A DILIGÊNCIA AO ACRE.



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