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11) Terceira testemunha – Sem codinome – Acrescenta novos nomes de traficantes e confirma várias denúncias feitas contra integrantes do “esquadrão da morte” do Acre. Declarações acauteladas na CPI.

CARLOS ALBERTO DA COSTA BAYMA, Delegado de Polícia Civil do Acre – Prestou depoimento perante a Procuradoria da República no Estado do acre no dia 1º de setembro de 1.999 na presença da Secretaria de Justiça e Segurança Pública Dra. Maria de Salete da Costa Maia, dos Procuradores de República Luiz Francisco Fernandes de Souza e Cláudio Valentim Cristani, do Delegado de Polícia Federal Pedro Luiz Noveus Santos, do Sr. Procurador de Justiça do Estado do Acre e Coordenador de Controle – externo da atividade policial e fiscalização dos presídios Dr. Edmar Monteiro Azevedo Filho, os Drs. Procuradores de Justiça do Acre Samoel Martins Evangelista e Giselle Neubarac Martins Evangelista e Giselle Neubarac Detoni e dos Promotores de Justiça do Estado do Acre Drs. Sammy Barbosa Lopes, Alveno Luiz Araújo Pereira, Admilson Oliveira e Silva, Oswaldo D’Albuquerque L. Neto e Eliseu B. de Oliveira e no dia 06 de setembro de 1.999 na Procuradoria da República do Estado do Acre perante o Sr. Jones Ferreira Leite, Delegado de Polícia Federal, os Procuradores da República Luiz Francisco Fernandes de Souza e Cláudio Valentim Cristani e o Sr. Felix Alberto da Costa, Delegado de Polícia Civil, exercendo a função de Secretário – Adjunto de Segurança Pública do Estado do acre elucidando vários fatos relativos a existência de Organização Criminosa comandada por HILDEBRANDO PASCOAL, o que não fez na sessão pública da CPI no Acre. Durante a sessão reservada os Srs. Deputados apenas insistiram em suas perguntas, persuadindo-o a falar perante as autoridades competentes. Restou flagrante o medo nutrido pelo depoente de HILDEBRANDO PASCOAL. Na sessão da CPI de 16 de agosto de 1999 em Brasília o Sr. Carlos Alberto Costa Bayma acrescentou episódio ocorrido com o Sr. Valter Lúcio Bessa Campelo.

Depoimento de 01/09/99
Em relação a presidiário assassinado


(...) “QUE, no início de sua atividade policial teve conhecimento de um homicídio praticado no interior do 8º Distrito Policial (do qual eram titulares os Delegados HENRIQUE e MESSIAS RIBEIRO) por volta do ano de 1.995, recordando-se que determinado presidiário, do qual não se recorda o nome, foi literalmente fuzilado por vários agentes que invadiram a Delegacia no período da noite, tendo o próprio Sargento ALEX, pessoalmente confidenciado que tinha sido um dos autores, na companhia de ROMERO e Sargento EURICO, além de outros que não se recorda o nome” (...)

Em relação a assalto a residência do ex-Governador
Romildo Magalhães – morte de PINGUIM


(...) “QUE. na seqüência, o depoente teve conhecimento através do Sargento ALEX e ROMERO, que lhe confidenciou que após uma nova fuga de HÉLIO PINGUIM, os mesmos o localizaram e o levaram a determinado local onde se deu a execução; QUE, também lhe contaram em detalhes que, o próprio PINGUIM TERIA cavado a sua cova, sendo-lhe após perguntado quem ele gostaria que fosse o seu executor, no que este apontou para determinado elemento, que no momento não se recorda o nome, provocando o sarcasmo do grupo, visto que um dos presentes começou dizer que o mesmo não devia morrer porque, ao escolher seu algoz, era muito corajoso e deveria trabalhar em sua fazenda como peão; QUE, após esses fatos, o mesmo foi executado com um tiro, dentro da cova sendo encoberto com o próprio barro daquele buraco” (...)

Em relação a morte de XAPURI

(...) “QUE, em relação à morte de XAPURI, teve conhecimento dos fatos em virtude do mesmo Ter ocorrido na circunscrição do 6º Distrito Policial, onde atuava nos idos de 1.997, recordando-se que o referido XAPURI teria roubado um par de chinelos da residência de um PM, do qual não se recorda o nome, e dois dias após o ocorrido, o mesmo foi encontrado morto no Bairro do Areial da Sobral, nu e com onze tiros, dos quais, um ficou alojado na testa; QUE, em razão de estar incumbido das investigações, tendentes a elucidar o caso, o depoente diligenciou até a casa da vítima e soube, através de sua mãe, que o mesmo havia aparecido com um par de chinelos, mas que não sabia a procedência dos mesmos, vindo ao seu conhecimento posteriormente, através do próprio Sargento ALEX, que havia sido ele e seu grupo de extermínio, em razão daquele assalto efetuado na residência do Policial Militar, destacando o depoente que não denunciou o ocorrido, por temer pela sua vida e a da sua família, caso levasse avante a elucidação das autorias” (...)

Em relação a morte de BAIA

(...) “QUE, em relação à morte de um elemento conhecido por BAIA, ocorrida em meados de 1.998, na Churrascaria Café Cristal (localizada no 2º Distrito), no período da noite e na pr4esença de várias testemunhas, apurou-se à época, que teria sido dois elementos, que se apresentaram com a cara pintada para dissimular o semblante, utilizando-se para o homicídio cada qual, dois revólveres; QUE, aproximadamente três dias após o homicídio, o Sargento ALEX compareceu a Delegacia do depoente, e pediu que lhe fosse dado um terçado 128, que estava aprendido, no que o depoente informou que isso não seria possível valendo ressaltar que na seqüência, quando o citado Sargento estava se retirando da Delegacia, o depoente lhe perguntou, por curiosidade, quem havia matado BAIA, no que este, voltando-se ao inquirido respondeu: “foi nós” (...)

Em relação a morte de um taxista

(...) “QUE, em relação à morte de um determinado taxista, que não de declinar o nome, ocorrida no início do ano de 1.998, em virtude de o mesmo ser devedor de uma quantia em dinheiro, bem como de uma testemunha que se encontrava no local da execução, o depoente ouviu do próprio Sargento ALEX “que teria sido ele e o seu grupo”, não sabendo, porém, a mando de quem, recordando-se apenas de que o homicídio se deu em uma residência localizada no Bairro Tancredo Neves e que a outra pessoa que se encontrava com o taxista, foi morta para que não testemunhasse sobre o crime (...)

Em relação a assaltos realizados com autoria intelectual do Sargento ALEX e atos executórios de ROMERO, RAIMUNDINHO E MOTA.

(...) “QUE, gostaria de salientar, que segundo estimativa do depoente, corroborada pelas informações de outros Delegados da Polícia Civil, o depoente não tem sombra de dúvidas que aproximadamente em 90% (noventa por cento) dos assaltos ocorridos nesta capital, que teve a sua maior incidência no ano de 1.998, a autoria intelectual dos assaltos estaria a cargo do Sargento ALEX, que planejava todo o crime, cabendo os atos executórios aos demais membros do grupo podendo citar ROMERO, RAIMUNDINHO e MOTA, que, segundo se recorda, era proprietário de uma moto Honda Sahara 350, cor verde e/ou lilás;

Em relação a roubo de 80 caixas de cigarros estrangeiros, aparelhos de som e teclados citados

CABO PAULINO MENDONÇA, ZÉ ELOI E ROMERO.

(...) “QUE, ainda em relação ao assunto, o depoente gostaria que ficasse consignado, que uma situação que ocorreu por volta de 1.997, quando de um assalto realizado na cidade de Plácido de Castro/AC, em que foram roubados 80 (oitenta) caixas de cigarros estrangeiros, aparelhos de som e teclados; QUE, em decorrência do citado assalto, o depoente na qualidade de Delegado responsável pelas investigações, empreendeu diligências no sentido de elucidar as autorias, valendo mencionar que em certa ocasião, pode constatar que em cima do banco traseiro do veículo do Cabo PAULINO, encontrava-se um teclado, o que despertou suas suspeitas, assim a fim de esclarecer a situação, o depoente, na companhia do investigador MENDIONÇA, se dirigiram até a residência de ZÉ ELOI para questioná-lo sobre o referido teclado encontrado no interior do seu veículo; QUE, chegando na residência de ZÉ ELOI, os policiais encontraram o mesmo na companhia de Cabo PAULINO e ROMERO, que na ocasião encontravam-se sentados e bebendo, sendo que, ao avistarem os Policiais Civis, os mesmos se levantaram e foram ao seu encontro, oportunidade em que o depoente, conversando sobre o assalto e as investigações em andamento, comunicou aos mesmos que eram suspeitos do crime, mormente após Ter sido encontrado um dos objetos do crime no interior do veículo do Cabo PAULINO; QUE, nesse momento, ROMERO, o ameaçou implicitamente dizendo que se o depoente não era amigo, era inimigo dos suspeitos” (...)

Em relação a ordem dada por HILDEBRANDO PASCOAL a ROMERO para matar o Promotor de Justiça, Dr. ELIZEU. Cita também ALEX.

(...) “QUE, no início da campanha eleitoral no ano de 1.998, o depoente pode pessoalmente presenciar quando HILDEBRANDO PASCOAL, no interior de sua residência, deu ordem a ROMERO, para que executasse o Promotor de Justiça, Doutor ELIZEU, após ROMERO Ter comentado com HILDEBRANDO, que o referido Promotor “os haviam sacaneado”, sendo as ordenas no sentido de que o mesmo fosse executado quando abrisse a porteira de sua fazenda, localizada no KM 47, no município de Brasiléia/AC; QUE, em seguida à esta primeira ameaça, veio também ao seu conhecimento, através do sargento ALEX, que os mesmos pretendiam matar o Promotor ELIZEU em um semáforo, não sendo dito em qual data e ponto da cidade" (...).

Em relação a HILDEBRANDO PASCOAL ser traficante de drogas

(...) "QUE, o depoente não tem certeza de que HILDEBRANDO PASCOAL seja traficante de drogas, contudo, em razão do estreito laço de amizade que mantém com o conhecido traficante JAIR (da COHAB do Bosque), é possível supor, com grande probabilidade de acerto, o envolvimento de HILDEBRANDO com o narcotráfico" (...)

Em relação a companhia de Operação EspeciaisCOE quando da execução de HEMAN Liderada pelo Sargento ALEX, com requintes de crueldade

(...) "QUE, no ano de 1.996, quando surgiu a COECompanhia de Operações Especiais, foi revelado ao depoente, pelo Sargento ALEX, em uma conversa que mantiveram na Delegacia, que o mesmo, com a ajuda do seu grupo, executaram um marginal de alcunha "HEMAN", descrevendo o crime dessa forma: os executores, liderados pelo Sargento ALEX, prenderam HEMAN no portamalas do veículo que utilizavam, transportandoo até a ponte do Igarapé Iquirí, na BR 364, a 30 KM de Rio Branco/AC, em direção a |Porto Velho/RO, sendo que, lá chegando, retiraram o mesmo do bagageiro e lhe deram dois tiros; QUE, inobstante isso HE-MAN conseguiu se locomover com dificuldade e os executores passaram a atirar várias vezes nas suas costas, valendo observar que nesse momento se aproximava um outro veículo na estrada; QUE, os executores, com receio de que fossem vistos naquela situação, jogaram HEMAN de cima da ponte, que tinha aproximadamente 30 metros de altura, para que o mesmo caísse dentro do igarapé, porém, o mesmo caiu em terreno seco; QUE, após a passagem do veículo, os executores desceram até onde se encontrava o corpo de HEMAN, fazendo uma grande incisão na sua barriga, a fim de que o mesmo, após jogado no rio, não emergisse"(...)

Em relação a autorização de saída de presídio de presidiário após assassinado

(...) "QUE, por volta do segundo semestre do ano de 1.998, ocorreu o assassinato de um presidiário, cujo nome não tem conhecimento, que havia obtido uma Autorização de SaídaAS, para sair do Presídio em que estava encarcerado" (...).

Em relação aos apetrechos para escavação encontrados no portamalas do GOL BRANDO e a morte de RONALDO

(...) "QUE, aproximadamente, no início de 1.998, um marginal contumaz de nome RONALDO, foi detido pelo Sargento ALEX e seus comparsas, sendo que, no momento em que o mesmo iria ser colocado no portamalas do veículo, no caso, um Gol de cor branca, o referido RONALDO ao visualizar no bagageiro uma pá e uma pequena enxada, começou a fazer escândalo, pois sabia que os objetos eram comumente utilizados para que as vítimas cavassem as suas próprias sepulturas; QUE, diante de gritaria, pedindo socorro, os membros do grupo de extermínio, com receio de que os transeuntes e moradores das adjacências testemunhassem o fato, soltaram RONALDO, não sabendo precisar, porém, em que local se deu o fato, QUE, dias após o ocorrido, ORNALDO foi achado morto dentro do Igarapé São Francisco" (...)

Em relação ao temor de Carlos Bayma e a ameaça aos Srs. Desembargadores do Estado do Acre

(...) "QUE, informa o depoente, que a citada residência encontravase dentro de sua circunscrição, por temor de que houvesse um atentado conta a sua vida, não instaurou Inquérito Policial, tendo em vista que HILDEBRANDO era por demais perigoso, ao ponto de ameaçar os Desembargadores do Estado do Acre, dentro do Tribunal de Justiça, sem que ninguém tomasse alguma atitude, assim sendo, o depoente, como simples Delegado, se sentiu impotente para enfrentar sozinho o criminoso"(...)

Em relação a manutenção em cárcere privado de CLERISMAR, esposa de HUGO na residência de HILDEBRANDO PASCOAL com a participação de COROINHA

(...) "QUE, nessa época ouviu comentários de que a esposa de HUGO teria sido mantida em cárcere privado na residência de HILDEBRANDO, sendo que, posteriormente a mesma conseguiu fugir para São Paulo/SP, foi seguida por um capanga de HILDEBRANDO conhecido por COROINHA"(...)

Em relação ao assassinato de HUGO por RAIMUNDINHO

(...) "QUE, em relação ao assassinato de HUGO, soube, através de comentários, que o mesmo teria sido assassinado no Piauí/PI, próximo à divisa com o Estado da Bahia/BA, por RAIMUNDINHO e talvez outros que não sabe informar os nomes; QUE, também ouviu comentários no sentido de que os assassinos trouxeram a cabeça de HUGO, no interior de uma caixa de isopor"(...)

Em relação a pretensão de assassinar o Coronel ALBERTO, Assistente Militar do Tribunal de Justiça do Acre, responsável pela segurança do Desembargador GERCINO

(...) "QUE, lhe foi confidenciado pelo próprio Sargento ALEX e ROMERO, no final de 1.998, que ambos pretendiam executar o Coronal ALBERTO, tendo em vista que era o responsável pela segurança do Desembargador GERSINO, mais precisamente o Assistente Militar do Tribunal de Justiça na época" (...)

Em relação à morte do Policial Civil AYALA cujos executores seriam NIM e ROMERO

(...) "QUE, em relação à morte do Policial Civil AYALA, ocorrida no mês de setembro de 1.997, o depoente teve conhecimento, através do próprio ALEX, de que o mesmo teria sido executado no interior de um ônibus e que os executores seriam NIM e ROMERO, sendo que ROMERO pilotava a moto, enquanto NIM adentrou no ônibus para consumar o delito; QUE, o motivo do assassinato seria pelo fato do Policial AYALA estar disposto a denunciar os crimes praticados pelo grupo de extermínio"(...)

No depoimento do dia 06/09/99 complementa falando do Sargento ALEX, inclusive sobre armas.

Em relação a ser o Sargento ALEX mero capataz de HILDEBRANDO PASCOAL

(...) "QUE, por derradeiro, gostaria de salientar toda a atividade criminosa praticada pelo Sargento ALEX, era do conhecimento de HILDEBRANDO PASCOAL, observandose que o citado Sargento figurava apenas como mero capataz do seu superior" (...)

Depoimento de 06/09/99
Em relação a tortura e morte de BAIANO na presença de AURELIANO PASCOAL e ALEX, inclusive tendo sido seus olhos furados


(...) "QUE, com relação à morte do Policial AYALA,, na própria data do fato, o Sargento ALEX, afirmou ao reinquirido, quando ambos se encontraram na frente da Delegacia do 6º Distrito, que NIM chegou até a entregar um folheto com orações (salmos) a AYALA, antes de executálo; QUE, segundo ALEX, AYALA foi morto porque "iria depor para o Desembargador GERSINO" e iria entregar todo mundo; QUE, em uma das vezes, este lhe mostrou cerca de 20 armas de sua propriedade, das mais variadas, destacandose uma espingarda calibre 12, uma granada e um projétil de bazuca"(...)

Em relação ao seqüestro do filho de RAIMUNDO DAMASCENO

(...) "QUE, ainda durante as investigações para encontrarem os seqüestradores do filho de RAIMUNDO DAMASCENO, Sargento ALEX informou ao reinquirido que haviam dois bolivianos hospedados no Hotel Loureiro, com grande quantidade de dólares"(...)

(...) "QUE, segundo ALEX, esses dois bolivianos provavelmente estariam envolvidos no seqüestro do menino; QUE, ALEX afirmou ao reinquirido, que o seu objetivo era seqüestrar os bolivianos, matálos e ficar com o dinheiro" (...)

Em relação a morte do expolicial JONALDO

(...) "QUE, pelo "modus operandi" de como aconteceu a morte do expolicial JONALDO, o reinquirido tem plena convicção de que seus executores foram ROMERO e NIM"(...)

Em relação ao exservidor da Procuradoria da República RAIMUNDO BOAVENTURA NETO que passava informações a HILDEBRANDO PASCOAL

(...) "QUE, em relação ao exservidor da Procuradoria da República, o motorista RAIMUNDO BOAVENTURA NETO tem a dizer que recebeu por diversas vezes, ligações em que este se mostrava interessado por assuntos relativos às investigações sobre os crimes do Coronel HILDEBRANDO inclusive alertando sobre possíveis escutas telefônicas, bem como do teor de documentos internos da Procuradoria, dos quais tinha acesso em razão da confiança de seu cargo; QUE, apresentadas as transcrições das escutas telefônicas constantes no Processo nº 1998.30.00.002738-9 da 3ª Vara - Seção Judiciária do Estado do Acre, tem a dizer que confirma que um dos participantes dos diálogos era o próprio reinquirido e o outro o senhor RAIMUNDO BOAVENTURA NETO; QUE, pelo que tem conhecimento, a intenção de BOAVENTURA era agradar o Coronel HILDEBRANDO e para isso, passava a este informações que obtinha em razão do cargo que exercia na Procuradoria da República"(...)

Em relação ao assassinato com um tiro na cabeça do BOMBEIRO SEBASTIÃO CRISPIM DA SILVA

(...) "QUE, sabe que o Policial Militar JOÃO SOUSA (J.SOUZA), que mora no final do Bairro Sobral, é segurança do Forró Waldomiro e que seria um dos responsáveis pela morte do Bombeiro Militar SEBASTIÃO CRISPIM DA SILVA, em setembro/1.997, pouco depois da morte CRISPIM do Forró para que ROMERO e NIM pudessem matálo com um tiro de revólver na cabeça"(...)

Em relação a PAULO BANDEIRA

(...) "QUE, PAULO BANDEIRA é um Policial Civil que trabalha da 3ª DP., e que é parente de HILDEBRANDO, pertencendo também à organização deste" (...)

Em relação aos traficantes PORCÃO e "CANIÇO"

(...) "QUE, sabe que os traficantes "PORCÃO" e "CANIÇO" são ligados a HILDEBRANDO PASCHOAL e ao Sargento ALEX" (...)

Em relação a AMARILDO MÃO PELADA, ZÉ ELOI, ALEX, ROSA E AURELIANO

(...) "QUE, sabe que AMARILDO MÃO PELADA tinha estreita ligação com ZÉ ELOI e que este tinha estreitíssimas relações com o Sargento ALEX; QUE, sabe que ROXO é estuprador e assaltante, e que também era protegido de AURELIANO, sendo que certa vez, este queria matar ROXO porque ele exagerava, fazendo muitos assaltos e contava sempre com sua proteção" (...)

12) Codinome JOSEFINA  Uma mãe que estava na residência de HILDEBRANDO PASCOAL e ouviu conversa entre RAINEY e CABO PAULINO, sobre a "encomenda" de uma morte e muito dinheiro.

Que, seu filho vendia droga, foi preso e que sem motivo foi liberado, e que dias após foi morto.

Que, sua nora e netos assistiram a tudo.

Que, toda a vizinhança ouviu os tiros mas tem medo de falar.

Que, a época vários mortos eram encontrados na rua, sem cabeça, pessoas quebradas, e afirma que era atividade da equipe de HILDEBRANDO PASCOAL, citando PAULINO e RAINEY.

Que, liga a morte do seu filho a organização porque o carro utilizado era conhecido, inclusive viu o carro no dia da morte do filho, sendo que os militantes estavam encapuzados, marca da organização.

Que, acha que seu filho era de algum grupo concorrente de HILDEBRANDO PASCOAL, mas não pode afirmar porque ele não fazia comentários.

À noite

1) Dr. NICACIO DE CASTRO LIMA

OBS: Não houve gravação desta Sessão.

EXTERNA: Localização de "Cemitério Clandestino" ao final da Estrada do Calafate, Bairro Calafate  Rio Branco, de dificílimo acesso, em terreno do Colégio Agrícola conforme informou peão da região.

Ressaltase que através de uma estrada vicinal é possível deslocarse da Colônia Penal até o local sem que para isso seja necessário passar por qualquer moradia.

Por quatro dias, com o auxílio de um informante a Polícia Federal pôde proceder a descoberta, constatada quase que imediatamente pela Comissão.

No caminho para o "Cemitério" o Sr. Relator Dep. Moroni Torgan e o Dep. Wanderley Martins, por rádio, requisitaram a assistência de peritos criminais e legistas.

Foi encontrada cova que continha um crânio, uma cápsula de projétil CBC 45, vários pedaços de ossos, conforme fotos e fita de vídeo JVC  EHG  30 VHSC gravada pela Polícia Federal durante 7m e 35s. que são parte integrante deste relatório. Locais estão sendo escavados pela Polícia Federal no perímetro de 100m.

Segundo o informante existiriam, provavelmente, nove corpos no local.



DEPOIMENTOS/DECLARAÇÕES REMETIDOS AOS SRS. SUB  RELATORES PELOS SENHORES, PROCURADOR DA REPÚBLICA DR. LUIZ FRANCISCO FERNANDES DE SOUZA E JONES FERREIRA LEITE, DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL, POR SOLICITAÇÃO DA CPI  NARCOTRÁFICO

1. JOÃO CUSTÓDIO PESSOA que declarou em 26/08/99 na Procuradoria da República no Estado do Acre perante os Procuradores da República Luiz Francisco Fernandes de Souza e Cláudio Valentim Cristani:

Em relação a soltura de traficantes

(...) "Que começou a trabalhar como informante da Polícia Civil em 1996, junto com o Delegado BAYMA; QUE quando o Delegado Bayma prendia alguns traficantes fortes sendo CNAIÇO, BAHIA, ROGÉRIO, AMÓS e outros, o Coronel HILDEBRANDO telefonava ou então mandava para o Sargento ALEX para falar com o Delegado Bayma, para que soltasse os referidos traficantes já que os mesmos eram do esquema das pessoas que se acercavam do Coronel Hildebrando;" (...)

Em relação ao assassinado de PANCHO por CANIÇO e o pedido de HILDEBRANDO PASCOAL para liberálo

(...) "QUE, no ano de 1996, quando o "CANIÇO" matou o "PANCHO", devido a problemas relacionados a tráfico de droga, pois ambos eram traficantes, o Delegado Bayma saiu com o objetivo de prender o "caniço", logrando êxito na captura; QUE, logo depois o Delegado levou o detido para a 6ª DPBairro da Sobral, quando, minutos depois, chegou o Coronel Hildebrando acompanhado de uma outra pessoa que o Depoente não sabe precisar quem, e pediu para que o Delegado liberasse o "CANIÇO", pois o Coronel afirmou que o "CANIÇO" era um dos deles, já que o mesmo era traficante de substâncias entorpecentes, sendo possivelmente um dos que pagavam a Hildebrando e seus asseclas, propina para não se incomodado;" (...)

Em relação ao prazer de torturar de BRAGUINHA, ALEX e RAIMUNDINHO

(...) "QUE, quando o soldado BRAGUINHA, o sargento ALEX e o "RAIMUNDINHO" assassinavam as pessoas, jogavam os corpos no Rio Iquiri, e que já ouviu o soldado BRAGUINHA comentar que matava e cortava a cabeça dos elementos, por sentir prazer e ter a certeza de que estavam mortos;"(...)

Em relação ao relacionamento HILDEBRANDO PASCOAL e BRAGUINHA e Polícias Militares em Geral



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