Diretoria legislativa


) Sra. MARIA DE NAZARÉ GADELHA FERREIRA FERNANDES



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5) Sra. MARIA DE NAZARÉ GADELHA FERREIRA FERNANDES representando o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Diocese – CDDHD.

OBS: Entregou à CPI documento descritivo de trabalho realizado desde 1989 pela Diocese, após efetuar sua leitura. (Anexo I).

6) Sra. PERPÉTUA ALMEIDA representando o Comitê Acreano contra a impunidade e o movimento Sindical Acreano.

Entregou um documento acerca das impressões sobre os últimos acontecimentos no Acre e solicitou que a CPI ficasse mais tempo porque há muita coisa a ser apurada.



7) Sr. JAIR SANTOS – Dirigente Sindical.

Que, o “esquadrão da morte” é o braço armado do narcotráfico no Brasil.

Que, o Acre é uma rota internacional de narcotráfico.

Que, solicita que a CPI permaneça no Acre e a equipe do DLEGADO JONES para investigar todos aqueles que foram denunciados.



8) Dr. NICACIO DE CASTRO LIMA – Advogado.

Que, o Hildebrando Pascoal começou a carreira criminosa dele servindo os seringalistas.

Que, os fazendeiros contratavam o HILDEBRANDO para expulsar os seringueiros e os posseiros das áreas

Que, o HILDEBRANDO traz a droga de Cobija no atacado, deixava o do consumo interno e mandava a outra parte para fora.

Que, faz o mesmo com armas.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL comanda um grupo de grandes traficantes. Que esse grupo tem facilidades por causa das pistas clandestinas, por causa da facilidade de tráfico, que as barreiras policiais não os atacavam, que passavam sem problemas. E também a influência deles ficou maior porque eles passaram a traficar armas.

Que, antes as armas passavam pelo Rio e São Paulo, mas agora passam pelo Acre. Que possui depoimentos nesse sentido.

Que, todos os processos contra componentes desse grupo caem sempre na mão dos mesmos juízes.

Que, não acredita que HILDEBRANDO PASCOAL tenha alguma coisa a ver com a morte de CHICO MENDES.

Que, os crimes cometidos pelo esquadrão da morte eram sempre na área do 8º DP que era comandado pelo DELEGADO HENRIQUE, da 6ª DP que era comandado pelo DELEGADO BAYMA e da 2ª DP comandado pelo DELEGADO EREMILDO, todos os três com relações estreitas e promíscuas com esse grupo. “Isso me chamava a atenção”, disse.

Que, no dia da eleição o HILDEBRANDO PASCOAL mandava cocaína dentro de marmitex para os eleitores de vários bairros. De lá, os donos das bocas dividiam com os viciados em troca de votos.

Que, segundo seus levantamentos foram cometidos 235 crimes pelas polícias (civil, militar e do exército e outros).

Que, esses outros “eram os grupos de extermínio”.

Que, a partir de julho/98 diminui bastante o número de cadáveres desovados, por causa da eleição, que passada a eleição e ele3s continuaram parados, continuou diminuindo o índice de assassinatos misteriosos no Acre, porque governo de oposição se elegeu. Quando o governador assumiu, não puderam agir também porque começaram as investigações contra o HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, desde julho do ano passado até agora eles não atuaram e não sabe como eles vão atuar daqui para frente.

Que, solicita a permanência do DELEGADO JONVES e sua equipe para que eles não voltem a agir.



9) ALEX FERNANDES BARROS, Sargento da Polícia Militar finalizado às 23:45h.

Que, conhece o DELEGADO BAYMA.

Que, tem ligação profissional com ele, que sempre trabalhavam juntos.

Que, conhece o HILDEBRANDO PASCOAL e tinha ligação profissional com ele.

Que, antes dele ser deputado freqüentava-lhe a casa pois trabalharam juntos.

Que, nunca traficou, nunca foi viciado, nunca fumou, que sua vida é bem limpa, que tem conta bancária, que recebe salário e está bem clara para quem quiser apurar as denúncias contra ele sobre narcotráfico e “esquadrão da morte”.

Que, a sua vida é um livro aberto.

Que, só agora em 99 é que estão aparecendo essas denúncias porque ele trabalhou com HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, antes nunca ninguém ouviu comentários.

Que, nunca foi a delegacia pedir para soltar preso a mando do HILDEBRANDO.

Que, se algum dia pediu para soltar alguém foi pela sua pessoa e não por HILDEBRANDO.

Que, têm depoimentos seus na justiça de que nunca foi ao DELEGAD O BAYMA ou a qualquer outro pedir para soltar um traficante ou um homicida, a não ser no caso de briga de rua ou problemas de “cachaçadas”.

Que, nega todas as acusações contra ele.

Que, conhece o Dr. GERCINO, Vice-Presidente do Tribunal de Justiça.

Que, o DFESEMBARGADOR GERCINO e o HILDEBRANDO PASCOAL duelavam devido a denúncias do HILDEBRANDO quando era deputado estadual.

Que, não tem amizades, só relacionamentos profissionais que é bem visto pela sua corporação.

Que, sabe das mortes no Acre pela imprensa.

Que, nunca foi numa ação da polícia que houvessem crimes bárbaros, que a sua função na polícia é interna, tirando serviço de comandante da guarda.

Que, só soube da morte do “BAIANO” pela imprensa.

Que, o HUGO matou o irmão de HILDEBRANDO, mas que nessa época ele não trabalhava com HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, viu CLERISMAR na casa de HILDEBRANDO e perguntou quem era. HILDEBRANDO PASCOAL disse que era mulher do HUGO e que foi lá para dizer que não tinha nada com o problema do marido. Que disse para o HILDEBRANDO para mandá-la embora tendo o HILDEBRANDO respondido que: “ela veio procurar a gente aqui e tal...”. Daí para frente não viu mais.

Que, negou Ter mantido CLERISMAR em cárcere privado.

Que, não é “carne e unha” com HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, num processo na Polícia Federal contra ele foram ouvidas 22 pessoas que depuseram a seu favor.

Que, não se lembra quais eram as acusações. Que lembra vagamente que entre as acusações constam suborno e uma série de coisas.

Que, trabalha com HILDEBRANDO PASCOAL desde 1992 de forma alternada.

Que, era motorista do HILDEBRANDO.

Que, inquirido sobre o episódio do mandado de busca e apreensão na casa do HILDEBRANDO, dia 03/10/98, estava passando por acaso em frente a casa do HILDEBRANDO e quando viu o tumulto resolveu entrar lá.

Que, mesmo após a Deputada LAURA CARNEIRO dizer da existência de escuta telefônica na qual HILDEBRANDO avisa que a Polícia Federal está em sua casa e que se for necessário trocará tiros com a mesma e que solicita que o SARGENTO ALEX vá para lá, ele continuou afirmando que passou lá por acaso.

Que, achou que foi citado em todos os depoimentos somente porque trabalhou com o HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, negou conhecer quase todas as pessoas que foram citadas pelos Deputados e que quando conhecia não sabia nada sobre a pessoal.

Que, tudo isso, as acusações, são frutos de brigas políticas com HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, a maioria dos marginais que depuseram contra ele nunca o viram pessoalmente.

Que, disse que conheceu FRANCISCO RAIMUNDO CUSTÓDIO PESSOA, que dizia ser detetive mas que nunca fez diligências com ele.

Que, no dia da morte do “BAIANO” estava fazendo ronda na cidade e soube do fato no dia seguinte.

Que, de 1994 a 1997 ficou à disposição do gabinete militar na Assembléia com HILDEBRANDO PASCOAL. Que durante esse período ficava indo e voltando da corporação, ou seja, parte do tempo na corporação e parte na Assembléia.

Que, na época que mataram o irmão do HILDEBRANDO estava na corporação.

Que, nessa época andava em 3 veículos da marca Gol, um cinza, um vermelho e um branco, todos descaracterizados.

Que, no dia da morte do “BAIANO” fazia ronda sozinho.

Que, disse que participou da prisão dos seqüestradores e matadores do filho do RIMUNDO DAMASCENO e se enrolou para dizer quem tinha enforcado o suposto assassino “SÉ DE MARIETA”, mas posteriormente, lembrou que foi suicídio.

Que, foi acusado de ficar com os pertences de JOSÉ HUGO, como geladeira, fogão e outras besteiras, mas disse que conseguiu provar o contrário na justiça.

Que, só possui uma casa e que não tem nenhum palmo de terra.

Que, o SARGENTO EURICO e o SOLDADO BRAGA trabalhavam para HILDEBRANDO PASCOAL e também o SARGENTO HÉLIO DA SILVA.

Que, se lembrou de VALTER, traficante preso em Sena Madureira, porque seu irmão é diretor do presídio de lá.

Que, só não sabe explicar porque na agenda desse traficante tem o nome dele, do HILDEBRANDO e do CABO PAULINO.

Que, perguntado como ele possuía os telefones celulares deles e tinha um bilhete que dizia “entregue só uma parada para o ALEX, assinado VALTER”, não soube informar.

Que, acha que quem deu o número dos telefones deve Ter sido o CABO PAULINO.

Que, quando questionado pelo Relator por que não ficava indignado com tantas acusações sobre tráfico de drogas e esquadrão da morte disse que não adianta gritar e ficar esperneando e que irá processar quem o acusa.



A testemunha de codinome “JOÃO”(nome mantido em sigilo para salvaguarda da vida do depoente), em depoimento prestados à Superintendência da polícia Federal, nos dias 03 e 08 de setembro de 1999, praticamente ratifica as declarações perante a CPI nas Audiências Pública e Reservada em 31 de agosto de 1999 na Assembléia Legislativa do Estado do Acre. Em alguns trechos narra de forma detalhada o “modus operandi” da quadrilha de narcotraficantes e demais delitos, comandada por HILDEBRANDO PASCOAL. Na audiência Pública em 16 de setembro de 1999 volta a ratificar seu testemunho

Depoimento do dia 03/03/99:
Com relação ao tráfico internacional de drogas.


(...) “QUE estava na fazenda há cerca de quinze dias, quando HILDEBRANDO avisou ao depoente e ao casal citado, que uma caixa seria lançada por um avião, nas terras situadas do lado esquerdo da rodovia, no sentido de quem se dirige a Plácido de Castro/AC, e que o depoente e o casal deveriam pegá-la até a beira da estrada, onde deveria ser entregue a Policiais Militares que os estariam aguardando; QUE, de fato, um avião deu um vôo rasante e jogou cerca de quatro caixas de madeira quadradas, medindo cerca de 70 cm cada lado; QUE, não se podia vislumbrar o que continham, sendo que pesavam cerca de vinte quilos cada uma delas; QUE, o depoente e o caso cumpriram a determinação do Coronel HILDEBRANDO e levaram as caixas até a rodovia, em cima dos cavalos, entregando-as aos Policiais Militares que as levaram em uma caminhonete da Polícia Militar; QUE, não sabe dizer o nome desses policiais; QUE, a partir de então, esse tipo de acontecimento passou a ser freqüente, sendo que o depoente calcula que no período de dois meses em que trabalhou no local, isso aconteceu cerca de quinze vezes” (...)

(...) “QUE, o depoente e aquelas pessoas que o auxiliavam, recebiam uma bandeira vermelha para sinalizar ao piloto do avião, onde a carga deveria ser lançada sendo que os vôos aconteciam sempre à tardinha; QUE, os dois auxiliares do depoente estavam com a bandeira vermelha nas mãos e foram os responsáveis pela sinalização ao piloto do avião; QUE, como o avião chegou antes que eles pudessem erguer a bandeira, uma das caixas acabou sendo jogada, bateu em um pau de uma árvore e terminou aberta dentro de um dos açudes; QUE, foi nessa ocasião que o depoente tomou ciência de que continham diversos sacos plásticos transparentes, que envolviam uma substância branca; QUE, foi nessa oportunidade também que HILDEBRANDO disse ao depoente que aquilo era cocaína” (...)

(...) “QUE, posteriormente, o depoente ainda efetuou o transporte de cargas de cerca de quatro remessas, sempre sozinho” (...)

(...) “QUE, recorda de, em uma oportunidade, Ter adentrado em um território boliviano, acompanhando HILDEBRANDO PASCOAL e seu motorista: QUE, o depoente não sabe dizer o nome do local, mas trata-se de duas praias, uma situada do lado brasileiro e outra do lado boliviano, onde havia apenas alguns pescadores; QUE, o depoente, HILDEBRANDO e o motorista dirigiram-se até lá, em um caminhão; QUE, chegando lá, deixaram o caminhão estacionado e um boliviano já estava esperando HILDEBRANDO com um jipe; QUE, colocaram o jipe em uma balsa e atravessaram o rio para a praia situada no lado boliviano; QUE, na praia, chegaram outros dois bolivianos vestidos com roupas militares, fortemente armados; QUE, HILDEBRANDO conversou com eles e disso que o depoente os acompanharia; QUE, os policiais bolivianos algemaram o depoente, colocaram uma venda em seus olhos e o conduziram pelo meio do mato que havia logo depois de praia; QUE, no meio do mato, em um descampado, pararam, ocasião em que tiraram o pano dos olhos do depoente, assim como as algemas; QUE, enterrados no solo, havia diversos tambores contendo pasta base e cocaína; QUE, cada tambor tinha capacidade para duzentos litros; QUE, tais tambores estavam cobertos por uma lona amarelada, onde havia sido colocado cola e em cima, diversas folhas de árvore para confundir com a vegetação; QUE, o interrogado viu os bolivianos desenrolando a lona; QUE, os bolivianos tiraram grandes quantidades de cocaína e pasta base dos tambores e formataram a cocaína em barras, em uma mesa; QUE, posteriormente, a cocaína e a pasta base foram colocadas em um carrinho e posteriormente cobertas por uma lona, sendo que os policiais voltaram a algemar e a vendar nos olhos do depoente; QUE, foi novamente reconduzido pelos dois policiais onde estava HILDEBRANDO, sendo que a droga seguiu ao mesmo local por um outro caminho, puxada por duas cordas e por dois outros policiais bolivianos; QUE, na praia, a droga foi entregada a HILDEBRANDO e puxada para a balsa pelo jipe; QUE, aqueles policiais bolivianos eram empregados ou subordinados de uma terceira pessoa, a quem HILDEBRANDO já havia feito o pagamento da droga” (...)

Depoimento do dia 088/09/99
Ratifica o depoimento anterior, acrescentando novos detalhes, especialmente quanto a Fazenda Baixa Verde:

Que, o avião realizava vários vôos rasantes sobre a área indicada e em cada um dos vôos jogava uma caixa; QUE, as caixas eram muito bem pregadas e além disso, eram envoltas por três fitas de um material que não sabe especificar exatamente qual seja, mas que eram fixadas nas caixas com abraçadeiras” (...)



(...) “QUE, recorda, ainda, que HILDEBRANDO costumava buscar droga na Fazenda Baixa Verde situada na BR 364; QUE, em tal fazenda a droga era jogada do avião de pára-quedas” (...)

(...) “QUE, cerca de quinze vezes compareceu na Fazenda Baixa Verde na companhia de HILDEBRANDO; QUE, além do reinquirido, havia outros empregados de HILDEBRANDO que tinham por tarefa, pegar a droga, colocá-la em uma carreta que era puxada por um trator e transportá-la até a BR 364, onde a droga era recolocada em uma caminhonete Toyota, cor cinza, cuja propriedade do veículo o reinquirido desconhece” (...)

(...) “QUE, o local onde a droga era lançada era de difícil aceso, razão pela qual o reinquirido era levado na caminhonete F-1000, de HILDEBRANDO, até certa altura da BR 364, onde o trator já o aguardava para ir até o local apropriado; QUE, assim como na fazenda de HILDEBRANDO, na Fazenda Baixa Verde, a droga caía em pastas; QUE, nesta fazenda não havia ninguém responsável para sinalizar para o piloto do avião o qual já sabia o lugar aonde lançar as caixas” (...)

(...) “QUE, o reinquirido não sabe afirmar se o avião utilizado nas duas fazendas era o mesmo; QUE, a fazenda foi vendida para ROQUE JUNIOR, sujeito que possui a revendedora de veículos da Mitsubishi em Rio Branco, o qual atualmente é seu dono” (...)

Depoimento do dia 0309/99
Com relação ao homicídio MARCIO PINTO SARAIVA DECLAROU:


QUE foi assassinado em 1.994, sendo que o corpo foi encontrado em um rio da cidade de Castanhal, em Belém/PA, onde seu irmão residia à época; QUE, seu irmão chamava-se MÁRCIO PINTO SARAIVA e foi envolvido no tráfico de drogas aqui e Rio Branco/AC, antes de se mudar para Castanhal; QUE, na verdade, seu irmão residia em Rio branco e acabou fugindo para Castanhal um pouco antes de sua morte; QUE, MÁRCIO teve o corpo todo esquartejado e tendo partes do seu corpo encontradas no rio” (...)

(...) “Que, através de conversas com diversas pessoas de Castanhal, o depoente conseguiu descobrir que foram três os assassinos de seu irmão, chamados JORGE, “GAÚCHO” e “CASTANHA”; QUE, descobriu, ainda, que CASTANHA encontrava-se no PRANÁ, na cidade de Maringá; QUE, o depoente deslocou-se até aquela cidade e conseguiu localizar CASTANHA em posto de gasolina; QUE, CASTANHA admitiu ao depoente Ter matado MÁRCIO e que fora o Coronal HILDEBRANDO PASCOAL o mandante crime; QUE, CASTANHA, disse que o motivo da ordem de morte, era pelo fato de que MÁRCIO havia ameaçado denunciar HILDEBRANDO, de estar envolvido no tráfico de drogas de Rio Branco; QUE, o mesmo CASTANHA admitiu que MÁRCIO foi esquartejado pelos três assassinos e morreu lentamente; QUE, o depoente, após ouvir a confissão, assassinou CASTANHA com uma faca no peito” (...)

Depoimento do dia 03/09/99
Com relação a morte de BAIANO, declarou:


(...) “Que, por ocasião de assassinato de ITAMAR, HILDEBRANDO encontrava-se na fazenda Amoti e assim que soube do fato, deslocou-se para a cidade de Rio Branco; QUE, um ou dois dias após o assassinato de ITAMAR o depoente encontrava-se em uma parada de ônibus situada na Av. Floriano Peixoto, quando passou pelo local, o Deputado HILDEBRANDO PASCOAL e avistou o depoente; QUE, HILDEBRANDO perguntou-lhe para onde estava indo, tendo o depoente respondido que ia até o Colégio Agrícola QUE, HILDEBRANDO disse-lhe então que não fosse ao Colégio Agrícola e o convidou para ingressar no carro e acompanhá-lo; QUE, HILDEBRANDO estava à bordo de uma caminhonete preta, não sabendo o depoente precisar exatamente que tipo de caminhonete, apenas que possuía carroceria; QUE, HILDEBRANDO não disse ao depoente o porquê do convite, apenas disse-lhe “vamos ali, mais eu”; QUE, HILDEBRANDO dirigiu-se a um local deserto, mas ainda nas imediações da cidade de Rio Branco; QUE, não sabe dizer exatamente o nome do local onde HILDEBRANDO passou seu automóvel, mas foi quando ele encontrou com uma outra caminhonete, também preta, em um capo de onde não se avistava nenhuma residência; QUE, nessa caminhonete e3ncontrava-se na carroceria, um homem deitado, com as mãos e os pés amarrados; QUE, havia, ainda, na caminhonete com esse homem, quatro homens encapuzados; QUE, além da caminhonete preta, encontravam-se no local outros automóveis com diversas pessoas, todas encapuzadas; QUE, havia também viaturas da Polícia Militar; QUE, esse fato aconteceu por volta das 10:00 horas; QUE, o sujeito que se encontrava amarrado na caminhonete, bastante ferido, posteriormente o depoente veio a saber que se tratava de BAIANO; QUE, o depoente presenciou os e3ncapuzados tiraram BAIANO da carroceria da caminhonete, assim como uma motoserra com as cores vermelha, branca e preta, que lá se encontrava e que HILDEBRANDO pediu para um dos encapuzados que lhes fosse alcançada; QUE, após, HILDEBRANDO entregou a motoserra para um outro encapuzado; QUE, passaram a maltratar BAIANO de diversas formas, através de pontapés, asfixiando-o com saco plástico, ameaçando serrá-lo; QUE, a motossera entregue por HILDEBRANDO ao encapuzado, foi ligada pela fieira; QUE, enquanto faziam essas judiarias, HILDEBRANDO e os encapuzados indagavam de BAIANO, onde se encontrava HUGO; QUE, BAIANO gritava que não sabia e que apenas estava junto com HUGO, por ocasião da morte de ITAMAR, suplicando que o deixassem vivo, pois era inocente; QUE, cada vez que respondia isso, os encapuzados voltavam a maltratá-lo com pontapés e o saco plástico; QUE, HILDEBRANDO não tocava em BAIANO, apenas deva ordens ao encapuzados; QUE, a certa altura HILDEBRANDO percebeu que o depoente não se encontrava encapuzado e mandou-lhe que fosse buscar um capuz no porta-luvas de sua caminhonete; QUE, de fato, no porta-luvas, junto com um revólver calibre 38, havia um capuz preto, igual aos demais que se encontravam no local; QUE, antes de voltar para onde estava o grupo, o depoente ouviu um grito forte de BAIANO; QUE, quando retornou ao local, já encapuzado, o depoente cruzou com HILDEBRANDO PASCOAL que se dirigia até a caminhonete; QUE, chegando onde se encontrava o grupo, BAIANO estava no chão já sem a metade de um dos braços; QUE, após esperarem HILDEBRANDO retornar, enquanto alguns encapuzados pisavam BAIANO para que ele não se mexesse, um deles continuou serrando o outro braço e as duas pernas; QUE, BAIANO foi serrado com os braços e as pernas amarrados, deitado de costas; QUE, BAIANO somente gritava ser inocente; QUE, HILDEBRANDO apenas a tudo assistia friamente, assim como quem assiste a matança de um animal; QUE, o fato aconteceu acerca de 10 a 15 metros do lugar aonde as caminhonetes e os demais carros estavam estacionados; QUE, HILDEBRANDO era o único no local que se encontrava sem capuz na cabeça; QUE, o depoente não viu ninguém filmando BAIANO ser serrado; QUE, depois de Ter seus membros mutilados, HILDEBRANDO pegou uma pistola que trazia na cintura, e desferiu diversos tiros em direção a BAIANO, não sabendo o depoente quais as partes de corpo que foram atingidas; QUE, quando levou os tiros, BAIANO ainda encontrava-se vivo; QUE, o depoente assistiu a tudo acerca de 5 metros de onde se encontrava BAIANO caído” (...)

10) Codinome EZEQUIEL – Inúmeras denúncias foram feitas, estando a testemunha sob a guarda da Polícia Federal.

Que, trabalhou durante muitos anos como matador para HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL utilizou cadastro como forma de coação para conseguir votos, prometendo pagamento de até R$ 200,00 (duzentos reais) aos eleitores.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL citou várias vezes sua intenção de matar o D3ESEMBARGADOR GERCINO, nas reuniões da organização. Assim como a DEPUTADA NALUH.

Que, por ocasião da busca e apreensão feita pela Polícia Federal na residência de HILDEBRANDO PASCOAL, todo o grupo estava em um churrasco no QUINDARI e receberam ordem da esposa de HILDEBRANDO PASCOAL para invadir a Superintendência da Polícia Federal, caso ele fosse preso.

Que, o capitão-Médico, que cuidou da mãe de HILDEBRANDO PASCOAL, foi assassinado por H. NETO na presença de HILDEBRANDO.

Que, participou da morte de “BAIANO” que implorava não ser morto por não Ter nada com o assassinato de ITAMAR.

Que, depois de todo serrado HILDEBRANDO atirou nele pessoalmente.

Que, o “PALITO” estava presente por ocasião da morte de “BAIANO”.

Que, a ordem de HILDEBRANDO era que antes de ser morto “BAIANO” deveria “ser judiado”.

Que, vários estavam encapuzados.

Que, é difícil descrever quem participou dos crimes porque “ninguém conhecia ninguém e dali saía cada um para suas casas”.

Que, depois do início da CPI, HILDEBRANDO PASCOAL já determinou a morte do DR. GERCINO e do DR. PAIXÃO.

Que, depois da ameaça de cassação reuniu cerca de 12 homens e determinou: “que caso fosse cassado, todas as pessoas envolvidas, que o estariam perseguindo, deveriam ser motas”.

Que, 2 matadores estão em Brasília, por ordem de HILDEBRANDO PASCOAL, e que um deles é de Goiânia e o outro de Brasília.

Que, os capangas de HILDEBRANDO PASCOAL mataram HUGO no Piauí e trouxeram-lhe sua cabeça.

Que, HILDEBRANDO tem um “esquema” muito grande, inclusive de informantes. Que tem “gente espalhada para todo lado”, no Rio, São Paulo, Brasília, Paraná, Espírito Santo...

Que, no mínimo, HILDEBRANDO é responsável por 60 motes de bandidos e inocentes.

Que, o mentor intelectual é HILDEBRANDO PASCOAL.

Que, transporta droga para Rio de Janeiro, São Paulo, Parnaíba, Fortaleza e para o exterior. Que recebia droga da Bolívia.

Que, HILDEBRANDO começou a narcotraficar depois de eleito deputado estadual. Antes “já matava”.

Que, por várias vezes, HILDEBRANDO quando ia “buscar droga” era o “batedor”.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL era “o dono do Acre”.

Que, HILDEBERNDO não tem sócio.

Que, ou é o chefe ou não se envolve.

Que, HILDEBRANDO, já deputado federal, continuou traficando. Que, HILDEBRANDO almejava ser governador do Acre.

Que, a morte de EDMUNDO PINTO foi planejada. Que H. NETO e PEDRO BANDIERA foram os executores. Que o custo da operação foi de 4 carretas no valor de 150 mil reais cada, sendo HILDEBRANDO PASCOAL e ROMUILDO AMGALHÃES os mandantes.

Que, HILDEBRANDO deu fuga aos assassinos de CHICO MENDES e chegou afirmar que eles não podiam ficar presos e que “eles iam tirar”.

Que, HILDEBRANDO é autor intelectual da morte do filho de “BAIANO”, que a época tinha 15 anos. Que HILDEBRANDO ordenou a morte de todos da família de “BAIANO” e de “HUGO”.

Que, CLERISMAR foi torturada, estuprada, e sofreu todo tipo de humilhação, sob a guarda de COROINHA, na fazenda de HILDEBRANDO, sob cárcere privado.

Que, AURELIANO PASCOAL, quando comandante da PM, fornecia as armas da organização e que as armas vinham do exterior, citando o Peru.

Que, as armas de HILDEBRANDO eram guardadas atrás de um quadro em um grande cofre.

Que, HILDEBRANDO PASCOAL pagava os matadores da organização quando queria, pois considerava que tudo que eles precisavam ele já dava. Exemplo: telha, roupa, calçado, ...

Que, HILDEBRENDO PASCOAL dizia Ter juiz, desembargador e “pessoas grandes”! que o apoiavam e inclusive trabalhavam com ele.

Que, RAIMUNDÃO era o matador de BETÃO.

Que, BETÃO é traficante.

Que, as balsas que transportam pasta básica de cocaína são de ORLEIR.

Que, se for cassado e não for preso, “vai morrer muita gente”. Se for cassado e preso, a testemunha diz que os outros vão recuar. “Ele é um tronco, o tronco de uma árvore morreu...”

Que, já viu SÂMIA e CURICA na casa de HILDEBRANDO PASCOAL e que depois disso a vida financeira dele evoluiu muito.

Que, HILDEBRANDO costumava filmar suas ações.

Que, Dom MOACYR hoje precisa de muita proteção.

Que, HILDEBRANDO planeja assassinatos disfarçados de acidente. Deu exemplo de um senhor, que depois de morto a pauladas, teve sobre si, derrubada uma árvore.

Que, ILLIMANI faz parte da organização nas vertentes de narcotráfico e extermínio.

Que, HILDEBRANDO, há uns tempos atrás, visitava Ji-Paraná por volta de 3 vezes a um mês. Fazia visitas também à Ariquemes e Rolim de Moura.

Que, os responsáveis pela vertente financeira da organização eram PEDRO BANDEIRA, COROINHA e RÉGIS.

Que, HILDEBRANDO tem envolvimento com os traficantes de Rondônia: “TOYOTA”, JOSÉ BIANCO, e outros.





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