Dia Estadual da Conscientização da Dermatite Atópica



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PROJETO DE LEI Nº 818, DE 2017
Institui o "Dia Estadual da Conscientização da Dermatite Atópica" no Estado de São Paulo.



A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º - Fica instituído o “Dia Estadual de Conscientização da Dermatite Atópica”, a ser comemorado, anualmente, no dia 23 (vinte e três) de setembro.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.



JUSTIFICATIVA


A dermatite atópica (DA) é uma doença inflamatória da pele, de caráter crônico e recidivante, caracterizada por prurido intenso (coceira) e lesões eczematosas que se iniciam em 85% das vezes na primeira infância. Sua associação com outras manifestações atópicas, como a asma e a rinite alérgica são frequentes.
Os sintomas mais comuns da dermatite atópica são pele seca e prurido. O prurido é um dos sintomas mais incômodos para os pacientes e pode ser debilitante. Outros sintomas incluem rachadura, vermelhidão, formação de crostas, secreções e espessamento da pele.
Há evidências de que predisposição genética e histórico familiar de atopias influenciam o aparecimento da enfermidade. Uma criança que tem um dos pais com uma condição atópica tem aproximadamente 25% de chance de também apresentar alguma forma de doença atópica. O percentual dobra se os dois pais apresentarem doença atópica.

A dermatite atópica tende a aparecer ou a piorar quando a pessoa é exposta a certas substâncias ou condições. Entre os principais fatores desencadeantes estão: pele seca, poeira, detergentes e produtos de limpeza em geral, roupas de lã e de tecido sintético, baixa umidade do ar, frio intenso, calor e transpiração, infecções, estresse emocional, certos alimentos.  

A maioria dos pacientes e pais de pacientes com dermatite atópica nota que situações estressantes podem causar uma piora da doença. Raiva, ansiedade e frustrações, podem levar ao aumento da vermelhidão e da coceira, resultando na perpetuação da dermatite atópica. As pessoas com dermatite atópica e os pais, devem aprender a reconhecer as situações de estresse.

Alguns métodos que podem reduzir o estresse podem ser feitos pelo próprio paciente e necessitam de pequena ou nenhuma orientação profissional, como por exemplo: priorizar e organizar o tempo, praticar exercício físico aeróbico, ouvir música, ler e até meditar.

Os pais devem aprender a controlar sua ansiedade, pois é muito comum a criança com dermatite atópica captar o nervosismo dos pais e começar a se coçar mais.

Outros métodos para o controle do estresse podem requerer assistência profissional, como por exemplo, uma consulta com um psicólogo, ou a participação em grupos de apoio para pessoas que sofrem de dermatite atópica.

Não há nenhum exame específico para diagnosticar definitivamente a dermatite atópica, ou seja, o diagnóstico é clínico e feito pelo médico, por meio do exame da pele ou durante uma consulta de rotina em que se consideram o histórico médico e familiar do paciente.


No Brasil, segundo o censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite atópica aperece em 11º (décimo primeiro) lugar entre as doenças dermatológicas mais comuns, com prevalência de 2,4% em todas as faixas etárias. Por ser uma doença comum em crianças, considerando a faixa etária até 14 anos, a dermatite atópica aparece em 2º (segunto) lugar, com prevalência de 13,7%, atrás apenas da acne. A incidência cai em adultos. Por exemplo, na faixa entre 15 e 39 anos, a incidência reduz para 1,2%². A chave para o controle da dermatite atópica é evitar ou reduzir a exposição aos fatores desencadeantes e tratar as crises agudas.
O tratamento da dermatite atópica começa com os cuidados com a pele, para tanto, é importante tomar banhos rápidos, não muito quentes, com pouca aplicação de sabonete e passar cremes hidratantes específicos para o tratamento da doença.
A dermatite atópica pode causar desgaste emocional para o atópico e até para toda a família, principalmente na infância, onde é difícil lidar com as crises, com os olhares e questionamentos sobre o aspecto da pele, com a coceira intensa. Daí a importância de se conhecer a doença, suas causas e as formas de tratamento. São estas as razões que levam a propor o presente projeto.

Sala das Sessões, em 30/8/2017.



a) Maria Lúcia Amary - PSDB






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