Desenvolvimento do extrato de zantohoxylum sp e AvaliaçÃo de atividade antioxidante



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DESENVOLVIMENTO DO EXTRATO DE Zantohoxylum sp. e AVALIAÇÃO DE ATIVIDADE ANTIOXIDANTE.
Erlon Ferreira Martin; Dr. Luiz Alberto Kanis (orientador).
Introdução:

A produção de extratos tem grande importância na pesquisa de metabólitos secundários, moléculas que proporcionam efeito farmacológico, como os polifenóis que são substâncias bioativas que estão ligadas a atividade antioxidante e antiinflamatória de um extrato. Os antioxidantes são substâncias que retardam o processo de oxidação reduzindo os radicais livres. O acúmulo de radicais livres no organismo causa a oxidação das células, através deste processo podem se desenvolver diversas patologias como arterosclerose, diabetes entre outras. (HUANG, 2005; SIZER;WHITNEY, 2003 apud VARGAS; HOELZEL; ROSA, 2008). Espécies do gênero Zantohoxylum são utilizadas na medicina popular no tratamento de cardiopatias, malária e tuberculose (WEENEN et al., 1990). Substâncias bioativas como flavonóides, alcalóides, terpenos foram identificados nesse gênero de planta. (TALAPATRA et al, 1973; STERMITZ; SHARIFI, 1977; DIEHL et al., 2000; OLIVEIRA et al., 2002; FACUNDO et al., 2005; TANE et al., 2005 apud VILALBA et al., 2007) Objetivo: a) Desenvolver processo para obtenção de extrato a partir da planta e caracterizá-lo; b) avaliar a atividade antioxidante do extrato obtido.


Palavras-chave: Fagara, extrato, antioxidante.
Métodos:

Determinação do teor de cinzas: Os cadinhos com 3g da folha processada foram incinerados em mufla durante 6 horas (200-600 ± 25 ºC). Foram pesados até peso constante. Calculou-se a porcentagem de cinzas em relação à droga seca ao ar. Determinação do teor de umidade: Foram colocados 3g de folha processada em cápsulas de porcelana e deixadas na estufa durante 5 horas em temperatura de 105°C. As amostras foram pesadas até peso constante. Determinação do teor extrativo: Determinou-se o teor extrativo submetendo 15mL do extrato a estufa a 105ºC, calculado o teor extrativo para cada 1g de planta. Produção do extrato: A extração foi realizada utilizando uma relação planta:solvente 1:15, sendo o solvente água:etanol 95%, sob agitação constante por 24 horas e filtrado. Teor de fenóis: A concentração dos compostos fenólicos totais no extrato foi determinado por espectrofotometria, através do reagente Folin-Ciocalteau (Merk®), seguindo o método de Singleton & Rossi. A curva padrão foi obtida com Ácido Gálico, solução padrão em concentrações diferentes. Atividade antioxidante: Utilizou-se o método DPPH que se trata de um método fotocolorimétrico do radical livre estável DPPH (2,2-difenil-1-picrilhidrazila). Para o controle positivo foi utilizado a ácido gálico.
Resultados:

Os estudos realizados com a Zantohoxylum sp. tiveram como resultados o valor médio de cinzas de 10,75% ± 0,055 de cinzas totais, podendo este valor ser uma característica da planta. O total de substâncias voláteis determinado para a matéria prima vegetal foi de 9,83% ± 0,3, de acordo com o especificado na farmacopéia brasileira 4ª edição (1988) para a matéria prima vegetal, onde o teor de umidade deve estar entre a faixa de 8 a 14%. O valor médio de porcentagem de teor extrativo da planta foi de 32,02% ± 1,14. O extrato hidroetanólico desenvolvido teve bons resultados nos testes realizados. A quantificação de polifenóis através do reagente de Folin-Ciocalteau da Merk® foi obtida a partir de um curva padrão de ácido gálico (Gráfico-1). O resultado foi de de 0,769g ± 0,008g de polifenóis totais em 100g de extrato.



Gráfico 1 – Curva padrão do ácido gálico.

Fonte: O autor, 2011.

Com a metodologia do radical DPPH o extrato apresentou atividade antioxidante expresso no valor de IC50 de 59,93µg/mL, que é a concentração necessária para inibição de 50% do radical DPPH.


Conclusão: A planta pesquisada foi identificada como pertencente do gênero Zantohoxylum sp. Os resultados dos testes realizados com as folhas desta planta mostraram valor de umidade dentro dos limites farmacopeicos. Ainda confirmaram boa atividade antioxidante do extrato hidroetanólico desenvolvido. O extrato apresentou através do reagente de Folin compostos fenólicos em sua formulação.
Referências:

ANVISA. Resolução de Diretoria Colegiada nº 134, julho de 2001.


BRASIL. Farmacopéia brasileira, 4ª ed. 1988.
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WEENEN, H, et al. Antimalarial compounds containing an alpha,beta-unsaturated carbonyl moiety from Tanzanian medicinal plants. Planta Med, n56, p. 371-373. 1990.(1000 contanto espaços)
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