Desenho Técnico com Autocad 2007



Baixar 118.27 Kb.
Encontro06.03.2018
Tamanho118.27 Kb.



IFSC – Área de Refrigeração e Climatização – Introdução ao Desenho Técnico

7 CONSTRUÇÕES DE ESBOÇOS
A facilidade de executar desenhos a mão livre é parte indispensável na bagagem intelectual de um técnico, especialmente para o desenhista com computar “CADISTA”. No seu dia-a-dia terá que elaborar rápidos esboços de detalhes construtivos, peças, instalações ou elementos que compõe uma máquina, para num segundo momento passar para o computador. Esta habilidade será bastante útil no momento de criação de um projeto e também para facilitar a transmissão de idéias no trabalho em equipes.

Lembre-se o esboço a mão livre é a primeira etapa de um projeto. É a etapa criativa do projeto.

Para desenhar à mão livre não é necessário possuir dons especiais. Bastando dominar os músculos do pulso, dos dedos, praticar com persistência e coerência que a habilidade para esboçar será adquirida naturalmente com a prática.

7.1 Dicas para esboçar



  • Característica do traçado a mão livre – um traçado feita a mão livre deve ter a característica de esboço, “nunca será perfeito”. É importante o traçado inicial ser bem leve, para possibilitar correções de eventuais erros, após verificações. Estas correções devem ser feitas com traços firmes e nítidos com pressão moderada. O resultado final do seu desenho deve ter caráter de croquis. Ou seja evite o uso da borracha ao máximo. A qualidade do seu traçado a mão livre só irá melhorar com a pratica (como qualquer outra coisa na vida). Portanto, praticar é essencial.

  • Respeite as proporções do objeto – ao desenhar algo por observação, exemplo à abertura de uma porta, observe a relação das medidas largura x altura. Se possível use papel quadriculado, para esboçar isto facilita o respeito proporções. Neste caso deve-se atribuir um valor correspondente para quadradinho, ou seja, uma escala, que deve ser anotada na base da folha.

  • Enquadre seu desenho na folha - da mesma forma que você faz ao usar uma máquina fotográfica. Ou seja, faça seu desenho com um tamanho adequado, use um tamanho de folha apropriada, em posição retrato ou paisagem. A palavra é equilíbrio.

Pequeno e desequilibrado Grande e equilibrado Equilibrado em tamanho e posição



  • Use linhas de construção – linhas de construções são linhas finas extremamente fracas, o suficiente para serem vistas. Elas não fazem parte do desenho definitivo, mas auxiliam na construção. Após a construção definitiva, as linhas de construção podem permanecer, desta forma minimizamos o uso da borracha.



  • Outras dicas: - O antebraço e a mão devem estar totalmente apoiados sobre a prancheta. A mão deve segurar a lapiseira naturalmente, sem forçar. Os traços verticais, inclinados ou não, em geral sai melhor de cima para baixo assim como os horizontais da esquerda para a direita. Sendo que para os canhotos pode ser mais cômodo o sentido inverso.

7.2 Técnicas para o traçado a mão livre

Traçado de segmentos de retas

Não existe uma receita. Cada pessoa se adapta melhor de um jeito. Experimente:



  • Para traçar um segmento de reta que une dois pontos, deve-se colocar a lapiseira em um dos pontos e manter o olhar sobre o outro ponto (para onde se dirige o traço). Não se deve acompanhar com a vista o movimento do lápis. Para os canhotos o sentido pode ser invertido para o seu conforto, desenhando Inicialmente uma linha leve para, em seguida, reforçar o traço corrigindo, eventualmente, a linha traçada.

  • Antes de traçar a linha marque pontos intermediários, sempre ao meio dos existentes.

Pratique: trace segmentos de reta a mão livre entre os pontos A e B abaixo:



Traçado de linhas curvas

As curvas são obtidas com amplos movimentos em torno da articulação do pulso, cotovelo e/ou do ombro, dependendo do raio da curva. Pode-se utilizar pontos de referência previamente marcados. Observe que ao passar por um ponto já devemos orientar o traçado para a direção do próximo.



Observação: Uma boa concordância é aquela onde ocorre uma continuidade dos segmentos, de forma suave.

Pratique: Concorde com curvas suaves os pontos abaixo, formando curvas paralelas ao exemplo.



Divisão de segmento em número par de partes

A divisão de um segmento ao meio é facilmente conseguida com relativa precisão simplesmente marcando um ponto no suposto meio, em seguida olhando perpendicularmente ao mesmo e corrigindo possível erro que perceber. Note que podemos fazer este processo várias vezes e obter divisões variadas.





Divisão de segmento em número ímpar (N)

Arbitre um valor aproximado de1/N do segmento AB e a partir de uma extremidade marque os valores com marcações eqüidistantes de 1/N. No final você pode ter errado para mais ou para menos. Retorne e remarque subtraindo ou somando os erros acumulados.

Veja um exemplo de divisão do segmento AB em cinco partes (N=5).



Pratique: Divida os segmentos abaixo em partes.


4 partes A B

3

partes A B 5 partes A B

6
partes A B

Divisão de ângulos

A divisão de um ângulo pode ser feita de maneira similar.

Um caso especial é o ângulo de 30o (1/3 de 90o) , este valor é muito usado na construção de desenho em perspectivas que veremos na unidade seguinte.

Pratique: Observe a divisão de um ângulo de 90º em três (a) e duas partes (b). Repita o procedimento de divisão ao lado:



Traçado de um quadrado:


  1. Marque, a partir do vértice A intercessão de duas perpendiculares, ao lado AB do quadrado.

  2. Mantendo a mão imóvel, gire o papel e marque a medida AB sobre a direção AC.

  3. Pelos pontos assim obtidos, trace paralelas, concluindo a construção.

As diagonais do quadrado ou retângulo

podem servir para determinar o centro ou

fazer ampliações.

Pratique: Construa ao lado do exemplo outra figura igual.



Traçado de circunferências:

Começamos pela linha de centro (traço-ponto) seu cruzamento indica o centro da circunferência.



Pequenas

Pratique: Complete as circunferências na figura anterior e construa outra de mesmo tamanho ao lado das demais.

Grandes


A idéia é obter mais pontos por onde a curva passa, ou seja, tangência. Para isto além das linhas de centro traçamos bissetrizes. Marcamos sobre estas linhas raios com traços curtos e leves (a olho) e em seguida corrigimos imperfeições para finalmente completar a curva. Se a circunferência for muito grande pode-se traçar mais bissetrizes.

Pratique: Complete as circunferências concêntricas acima e desenhe outra com o dobro do tamanho no espaço abaixo.

Traçado de figuras com eixo de simetria:

Iniciamos traçando o seu eixo de simetria (traço-ponto), depois usamos linhas auxiliares perpendiculares ou eixo e sobre estas marcamos pontos espelhados, ou seja, pares de pontos um de cada lado do eixo, mas com a mesma distância do mesmo.



Pratique: Observe o exemplo abaixo (a) e complete o desenho do contorno da lâmpada (b).



Pratique: Partindo das linhas de centro à esquerda do desenho abaixo, complete o desenho do flange, conforme mostrado à direita.

7.3 Exercícios



Observação: Os exercícios propostos a seguir devem ser feitos sem o uso da escala (régua graduada) ou compasso, pois o objetivo é desenvolver a habilidade de construção de esboços à mão livre.
1) Trace a mão livre curvas concordantes para completar as figuras, unindo os pontos 1 até o 2, passando pela ponta da seta do raio de cada curva.


2) Trace a mão livre, alternadamente, os tipos de linhas usadas em desenho técnico: Grossa Cheia; Média Tracejada, Fina Cheia e Traço-ponto Fina.


3) Reforce o desenho abaixo e faça uma cópia de mesmo tamanho ao lado.



4) Complete as figuras simétricas abaixo.




5) Dado dois lados de cada um dos seis quadrados, complete-os.


6) Conclua o desenho da hélice.

7) Amplie o desenho abaixo usando a proporção iniciada.




8) Observe as proporções do esboço da planta baixa e amplie com escala 2:1 (dobro do tamanho), no quadriculado ao lado.

9) O quebra-nozes abaixo, tem um comprimento igual o da sua lapiseira. Desenhe-o respeitando as proporções em tamanho real (escala 1:1).





j) Copie o fluxograma de detalhamento (desenho esquemático de um Fan Coil) abaixo a mão livre. Faça o desenho em uma folha de papel A4 e use caligrafia técnica.





Identificação:

1. Válvula globo

2. Válvula Gaveta

3. Redução

4. Luva de retenção ou redução

5. União


6. Válvula de três vias motorizada

7. Termômetro

8. Manômetro

9. Dreno


8 DESENHO EM PERSPECTIVA

Desenho em perspectiva é um tipo de desenho projetivo que mostram em um plano objeto que ocupam lugar no espaço, ou seja, possuem três dimensões (largura, altura e profundidade).

Sabemos que um plano possui duas dimensões largura e altura. Para que possamos representar a terceira dimensão, passamos para o plano de maneira aproximada a percepção visual, ou seja, desenhamos os objetos como visualizamos de uma posição que permita enxergar as três dimensões.

Baseando-se no fenômeno ótico a perspectiva de um objeto é a interseção dos raios visuais com a superfície, denominado quadro, onde se pretende desenhar a imagem. Assim os princípios da visão aplicam-se exatamente à operação geométrica de projeção, cujo centro é o olho do observador; os raios projetantes correspondem aos raios visuais e a projeção no quadro entre observador e objeto é a perspectiva do objeto.

O esboço em perspectiva deve fazer parte também da habilidade do técnico, pois será útil quando estiver criando soluções para instalações ou mentalizando as primeiras idéias de um projeto. Além disto será muito mais fácil explicar para alguém, cliente por exemplo, uma idéia proposta quando este alguém não dominar a linguagem

de projeção ortogonal (vistas).



Classificação das perspectivas


Perspectivas - um cubo desenhado em diferentes tipos de perspectivas

Cônica


Cilíndricas ou Paralelas

Cavaleira

Uma face (dois eixos) paralela ao quadro.



Isométrica

As três faces (três eixos) com a mesma inclinação em relação ao quadro.



Dimétrica

Uma das faces (um eixo) tem inclinação diferente das outras em relação ao quadro.



Trimétrica

As três faces (tr6es eixos) estão diferentemente inclinadas em relação ao quadro.



8.1 Perspectiva realística ou cônica


A perspectiva realística é a que representa o objeto de maneira mais real. Uma perspectiva desta bem feita se assemelha a uma foto.

Este tipo de perspectiva é mais usado pelos arquitetos e decoradores, existindo uma metodologia para construção, pontos de fuga, etc.

Por observação ela pode ser construída de maneira fácil. As proporções do objeto: largura, altura e profundidade são obtidas utilizando-se o método da pinça e o quadro transparente, que vimos na unidade anterior, página 12.

A perspectiva linear é um artifício que permite ao desenhista criar uma ilusão de profundidade numa superfície plana, ou seja, criar a ilusão tridimensional numa superfície bidimensional, como o papel.


desenho infantil



desenho profissional

Notamos que neste tipo de desenho as formas das figuras não tem valores absolutos. É importante saber diferenciar os vários elementos que determinam à configuração do objeto representado e as ilusões de óptica criadas por sua representação, na percepção do observador.

Observe as figuras abaixo da esquerda para a direita e verifique: figura 1- O paralelismo dos dois segmentos verticais (mais grossos); figura 2- Compare o tamanho do segmento horizontal com o vertical e figura 3- De onde o ponto no interior do triângulo eqüilátero está mais próximo. Da base ou do vértice superior.

O que acabamos de perceber são exemplos de ilusões de ótica.



São apenas confirmações de que nossa visão, nem sempre percebe a realidade. É o inverso do que ocorre com os desenhos em perspectiva realística ou cônica.

8.2 Perspectivas cilíndrica ou paralela

A perspectiva cilíndrica ou paralela. O observador está relegado ao infinito e os raios visuais, conseqüentemente, são paralelos.


Na prática sabemos que o observador sempre estará a uma distância finita do objeto e os raios visuais serão sempre cônicos. Na área da mecânica como os desenhos são de objetos pequenos a conexidade dos raios é menor. O que fica perfeitamente aceitável o uso da perspectiva paralela.

Estudaremos os tipos de perspectivas cilíndricas ou paralelas: cavaleiras e isométricas, pois são estas as perspectivas que o técnico usará no dia a dias.


8.2.1 Perspectiva Cavaleira
Os objetos são representados como seriam vistos por um observador situado a uma distância infinita e de tal forma que os raios visuais sejam paralelos entre si e oblíquas em relação ao quadro.

A face frontal do objeto fica paralela ao quadro o que garante a projeção em tamanho real e sem deformação da face. Já as profundidades do objeto sofrem certa deformação de acordo com a inclinação utilizada na projeção.




Este tipo de perspectiva é recomendado para objetos cuja forma geométrica em uma das faces seja mais complexa.

Existe a possibilidade de diferentes posições de observação do objeto: visto de cima ou de baixo, da esquerda ou da direita de acordo com os exemplos.


Pratique: Para os diferentes tipos de perfis metálicos apresentados baixo, partindo da seção transversal, faça o desenho em perspectiva cavaleira com ângulo de 45o visto da direita e de cima, conforme exemplo. Considere que as peças possuem um comprimento igual a duas vezes a maior largura.


8.2.2 Perspectiva Isométrica


As arestas OX, OY, OZ são chamadas Eixos Isométrico fazendo entre si ângulos iguais de 120o . Qualquer linha paralela aos três eixos isométricos é denominada linha isométrica.

As projeções das três dimensões fundamentais do cubo, sofrem a mesma redução e terão a mesma medida (81,6% do valor real) , porque se trata de projeções ortogonais de segmentos iguais e igualmente inclinados em relação ao plano de projeção.

Como os coeficientes de redução são iguais para os três eixos isométricos, pode-se tomar como medidas das arestas do cubo sobre estes eixos, a verdadeira grandeza das mesmas e o efeito serão idênticos, ficando, apenas, com suas dimensões ampliadas de 1 para 1,23. A representação assim obtida é denominada Perspectiva lsométrica Simplificada ou Desenho Isométrico. A aplicação correspondente pode ser perfeitamente tolerada, em face das vantagens de se trabalhar diretamente com as dimensões do objeto.



Determinação dos eixos isoméricos


Traçam-se os três eixos isométricos, de modo que formem entre si ângulos de 120o ; isto se consegue fazendo com que um dos eixos seja vertical e os outros dois oblíquos de 30o em relação a horizontal.


Linhas não isométricas


As linhas não paralelas aos eixos isométricos são chamadas linhas não isométricas. Estas linhas não se apresentam em perspectivas nas suas verdadeiras grandezas e devem ser as últimas a serem traçadas, ou seja quando já está definido os pontos das extremidade. Veja no exemplo, os pontos 1,2,3 e 4.

Perspectiva lsométrica do Círculo


A Perspectiva lsométrica do círculo é uma elipse inscrita em um losango. A elipse tangencia cada ponto médio dos lados do losango. Para as suas três posições fundamentais temos três elipses iguais.

Em qualquer das três posições, o eixo maior da elipse é exatamente o valor do diâmetro real do círculo (VG).

Então para esboçar a elipse basta tangencial em cada ponto médio do losango uma curva. Pode-se traçar a elipse usando o compasso.

Para executar o desenho isométrico das circunferências siga os passos:



  1. Construa um losango ABCD cuja distância entre lados seja igual ao diâmetro da circunferência.

  2. Partindo de cada ângulo obtuso (> 90o ) até o ponto médio de cada lado oposto trace linhas auxiliares AF, AH, CG e CE cujos cruzamentos fornecem os pontos I e J.

  3. Trace os quatro arcos cujo os centros são os pontos A, C, I e J.

Procedimento análogo para as três faces da perspectiva, veja a figura seguinte.

Recomendações:

1. Usualmente, a posição, no papel, do eixo OZ é sempre vertical escala das alturas.

Para o traçado das direções dos eixos OX e Oy, que fazem ângulos de 30o com a direção horizontal, quando não se trata de esboço, é comum o uso de esquadro de 30o .

Existem folhas impressas em tom claro com a malha nas direções dos três eixos, cruzando-se em pontos distantes 8,2 mm (unidade real 10 mm), para esboços a mão livre em Perspectivas lsométricas.





Recomendações:

  1. Esboços de linhas verticais devem ser exatamente verticais para definir a forma do objeto.



  1. Esboços das aresta inclinadas devem ser paralelas ou convergentes, nunca divergentes.





  1. Ângulos entre os eixos devem ser de 120o para evitar deformações.



  1. P
    ara localizar os centros usar diagonais ou arbitrar pela posição das linhas de centro.

  2. Use diagonal para ampliar ou reduzir formas retangulares.

  3. Peças com formatos circulares devem ser construídas a partir de enquadramentos.





Processo prático para construção da perspectiva isométrica

Observe as etapas de 1 a 8. Estas são as etapas recomendadas para a construção da perspectiva isométrica.



Pratique: Repita as etapas de 1 a 8 para desenhar a mesma peça. Siga as proporções dos eixos apresentados.




8.3 Sombreamento em perspectiva
Num desenho, normalmente as cores claras nos sugerem relevo ou realce, enquanto as escuras dão idéia de profundidade.

A utilização de sombras em desenho técnico tem como objetivos principais:



  • Auxiliar na descrição da forma do objeto;

  • Separar faces;

  • Identificar faces paralelas;

  • Indicar curvatura de superfícies;

  • Evidenciar o efeito tridimensional.

Assim sendo, pelos objetivos acima, podemos constatar que sua principal aplicação é no desenho de perspectivas.

Como veremos a seguir, existem dois tipos de sombreado: por linhas paralelas e por pigmentação. Em ambos os casos, a face superior da peça é sempre considerada como plenamente iluminada. A face fron­tal com um sombreado intermediário e lateral visível com um sombreado mais intenso. Quando a perspectiva mostrar a face inferior do objeto, esta será mais sombreada do que a lateral visível.


Sombreado por linhas paralelas

C

onsiste em traçar linhas paralelas finas em cada uma das faces do objeto, espaçando-as mais ou menos, de acordo com a luminosidade da face. Veja os exemplos:



  • peças com faces planas ao lado.




  • Peças com faces curvas abaixo.



Sombreado por pigmentação

Neste tipo valem as mesmas recomendações do item anterior, apenas substituímos os traços por pigmentação.




Pratique: Complete o desenho da direita, fazendo o sombreamento conforme modelo da esquerda.


8.4 Exercícios


1) O desenho o detalhe típico de tubulação (purgador para vapor). Trata-se de um exemplo do emprego da perspectiva isométrica, para fazer desenho esquemático de tubulações, muito usado na nossa área.

Utilizando o espaço reticulado desenhe a instalação apresentada abaixo.

U
se caligrafia técnica.


2) Desenhe a mão livre as perspectivas isométricas. Oriente-se nos eixos isométricos.





























9 PROJEÇÕES ORTOGONAIS




9.1 Introdução

Tanto o desenho em perspectivas como o desenho através de vista se valem da projeção para fazer suas representações. A diferença é que no desenho em perspectiva o observador de um único ponto de observação consegue ver as três dimensões da peça. Já utilizando vistas, para cada vista o observador se posiciona em um ponto diferente e em cada vista vê apenas duas dimensões.

A projeção surgiu após a geometria descritiva, quando o matemático Gaspard Monge, militar francês que no início do século VIII planejou um método gráfico para representação espacial revolucionando o estudo da geometria e dando origem ao desenho através de vistas, o desenho técnico em 1795.

Assim como a linguagem verbal escrita exige alfabetização, a execução e a interpretação da linguagem gráfica do desenho técnico exige treinamento específico, porque são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas espaciais.

A Figura ao lado está exemplificando a representação de forma espacial por meio de figuras planas, donde se pode concluir que:


  1. Para os leigos a figura é a representação de três quadrados.

2. Na linguagem gráfica do desenho técnico a figura corresponde à representação de um determinado cubo.

Conhecendo-se a metodologia utilizada para elaboração do desenho bidimensional é possível entender e conceber mentalmente a forma espacial representada na figura plana.

Na prática pode-se dizer que, para interpretar um desenho técnico, é necessário enxergar o que não é visível e a capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana, chamada visão espacial.

Por exemplo, fechando os olhos pode-se ter o sentimento da forma espacial de um copo, de um determinado carro, da sua casa etc. Ou seja, a visão espacial permite a percepção (o entendimento) de formas espaciais, sem estar vendo fisicamente os objetos.

Na decomposição de um cubo em elementos de geometria teremos: segmentos de reta (arestas); pontos (vértices) e segmentos de plano (faces). Então antes de iniciarmos as projeções ortogonais de peças, vamos apresentar as projeções de pontos; segmentos de reta e de planos, usando para isto a metodologia da geometria descritiva. Na seqüência, trabalharemos com peças.

9.2 Elementos da projeção

Seus elementos principais podem ser vistos na figura abaixo:

A) A posição do observado, denominada centro da projeção;

B
) O objeto a ser observado;

C) Os raios projetantes;

D) O plano a ser representado;

E) A projeção do objeto.

9.3 Tipos de projeções




  • Cônica ou central Oblíqua

  • Cilíndrica ou paralela

Ortogonal

P
rojeção Cônica

O observador se encontra a uma distância finita do plano de projeção; ocorre a formação de superfície cônica pelos raios projetantes.

Nunca terá verdadeira grandeza (V.G.).

P
rojeção Cilíndrica

O observador se encontra uma distância finita do plano de projeção; ocorre a formação de superfície cilíndrica pelos raios projetantes: Pode ter verdadeira grandeza, (V.G.) desde que as superfícies dos objetos estejam paralelas ao plano de projeção então se projetam com a mesma forma e as mesmas dimensões, isto é, em “verdadeira grandeza”.





Projeção Cilíndrica Obliqua


Os raios projetantes não são perpendiculares ao plano de projeção.

Projeção Cilíndrica Ortogonal

Os raios projetantes são perpendiculares do plano de projeção.

Esta é a forma de projeção adotada pelo desenho técnico.


9.4 Projeções de elementos geométricos



Projeções de um ponto

Quando desenhamos figuras geométricas planas, figuras com duas dimensões (possuem uma área) todos os pontos da figura podem ser descritos (posicionados) usando-se duas coordenadas X e Y o que nos lembra o plano cartesiano da matemática.

Quando um ponto estiver no espaço?

Apesar de não possuir dimensão, possui posição, e esta posição só será possível descrever com três coordenadas X; Y e Z.

Mas o ponto poderá ser descrito usando-se a geometria descritiva, que nada mais faz do que projeta-lo nos planos de projeção.

Considerando os planos: vertical; horizontal e de perfil, como mostramos na figura a seguir, dividimos o espaço em quatro ângulos diedros. Os quatro ângulos são numerados no sentido anti-horário, e denominados 1o, 2o, 3o e 4o diedros.

Foi normalizada a projeção ortogonal no 1o e 3o diedros, sendo mais usado às projeções no 1o diedro. É esta que adotaremos. Veja como fica a projeção de um ponto de coordenadas (X,Y,Z). Em cada plano (vertical; horizontal e de perfil) será projetado uma vista do ponto, ou seja, vai ocorrer uma projeção cilíndrica ortogonal, como mostra a figura abaixo.

Após a projeção ocorre o rebatimento dos planos de perfil e horizontal (planificação). É a partir deste momento que nos valemos da geometria descritiva, ou seja, passamos a representar no plano, através de projeções (vistas), objetos do espaço. Veja a seguir como fica no caso do ponto.


Projeções de um segmento de reta

Um segmento de reta pode ser definido por dois pontos e pode ter várias posições espaciais relativas aos três planos de projeção. Possui apenas uma dimensão, ou seja, um comprimento.

De acordo com sua posição, relativa aos planos de projeção, recebe um nome.

Na figura de um cubo, em algumas de suas arestas e diagonais, entre os planos: frontal; horizontal e de perfil podemos visualizar vários tipos de segmentos:



  • Horizontal ou de nível – segmento BD;

  • Frontal ou de frente – segmento BC;

  • Fronto-horizontal ou paralela à linha

de terra – segmento AB;

  • Vertical – segmento AC;

  • De topo ou de ponta – segmento AD;

  • De perfil – segmento DC;

  • Qualquer – segmento BE (passando pelo interior do cubo).

Cada tipo de segmento ao projetar-se num plano de projeção sua projeção poderá ser: um segmento de mesmo tamanho, quando está paralelo ao plano de projeção; um segmento de tamanho reduzido, quando está inclinado com relação ao plano de projeção ou apenas um ponto, quando está perpendicular ao plano de projeção.

Veremos a seguir, as projeções dos segmentos mostrados na figura anterior. Você deve estudar cada uma das projeções e verificar como ocorreu.



Para facilitar o entendimento a projeção no plano frontal é acompanhada do número 1, as no plano horizontal pelo número 2 e as no plano de perfil pelo número 3. O símbolo significa coincidência (mesma posição).




©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal