Departamento de taquigrafia, revisão e redaçÃo núcleo de redaçÃo final em comissões texto com redaçÃo final


O SR. PAULO ODAIR POINTEVIN FRAZÃO



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O SR. PAULO ODAIR POINTEVIN FRAZÃO - Em primeiro lugar, quero cumprimentar os representantes dos movimentos populares, que, na minha visão, deram brilho especial a este encontro.

Eu estava falando da participação dos movimentos populares, que vieram dar brilho especial ao evento. Sem a participação deles não teria sentido. Compreendemos a necessidade da participação deles.

Quero agradecer a oportunidade que o Sr. Ivanildo nos deu de complementar a nossa informação. Eu falava que já conseguimos chegar a 414 mil famílias e que pretendemos chegar a 1 milhão de famílias. Mas a Ministra falou em 20 milhões de famílias. Portanto, temos um longo caminho pela frente.

Quero convidar o Sr. Ivanildo — já passei meu telefone para ele —, para fazer parte da nossa equipe de DRS em Belém e na cidade onde ele mora, porque nós temos ações de desenvolvimento sustentável em Belém, e aqüicultura e pesca são ações que empreendemos também na Região Norte. Entendemos que peixe é uma grande fonte de proteína e pode ajudar na alimentação das famílias mais necessitadas.

O Banco do Brasil está pronto. Já se considere um membro da nossa equipe de DRS. Já dei o telefone do nosso gerente para o Sr. Ivanildo nos contatar. Na próxima visita a Belém eu vou me encontrar com o senhor.

O Banco do Brasil agradece a oportunidade que o senhor nos deu de falar um pouquinho mais sobre a nossa estratégia de negócios, porque vai ser um negócio para a sua família e para levar parceiros também, porque vai precisar de capacitação, de cuidar da questão ambiental, de cuidar da questão social, para que a gente tenha sustentabilidade na sua atividade.

Muito obrigado. (Palmas.)

O SR. COORDENADOR (Senador Augusto Botelho) - Muito obrigado, Dr. Paulo Frazão.

Agora passo a palavra a Dom Antônio Possamai, para suas considerações finais.



O SR. ANTÔNIO POSSAMAI - Muito obrigado, nobre Senador.

Esta é uma grande responsabilidade que V.Exa. me deu e, ao mesmo tempo, uma grande honra.

Quero, primeiramente, felicitá-lo. Apesar de todas as limitações, sentimos aqui boa vontade e abertura para os desafios que encontramos na Amazônia. Houve muito progresso, mas ainda há muito a fazer, e exige de nós muita capacidade e doação.

Eu me aventuro a fazer aqui algumas citações bíblicas. A primeira é o sentido bíblico da palavra pastor, no Antigo Testamento: toda pessoa que tem responsabilidade sobre a vida do povo.

Naquele tempo em que foi escrito o Livro Santo não havia bispos, não havia pastores, porque não havia igrejas, havia governantes. Os profetas sempre chamavam a atenção e até ameaçavam os pastores que não cuidassem das ovelhas feridas, as que se perdem nos campos, nas montanhas, as abandonadas. Chamavam a atenção às vezes com palavras muito duras.

Então eu gostaria de dizer aos governantes que aqui estão como representantes do povo que sejam pastores e pastoras do nosso povo. E nós sejamos não ovelhas tocadas silenciosas, mas ovelhas que sabem dizer, que sabem falar, que pensam e que podem contribuir, porque aqui houve sinais da vontade de contribuir, para termos uma Amazônia mais feliz.

A outra citação bíblica é a do Salmo, que garante que trabalha em vão quem quer construir sem Deus.

Aqui há pessoas das mais diversas confissões religiosas, haverá também, quem sabe, pessoas que não acreditam em um Deus Todo-Poderoso. Mas convido todos a que sintamos a presença de Deus nessa caminhada e que na nossa construção trabalhemos segundo o projeto de Deus, que é um projeto de vida, e vida em abundância.

Escrevendo aos Colossenses, o apóstolo Paulo dizia que na plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho para restituir todas as coisas a Ele. Quais são todas as coisas? Este mundo que foi estragado pela maldade humana, mas que não é projeto de Deus. O projeto de Deus é o novo céu, a nova Terra, aquela que os nossos índios chamam de Terra sem males, o livro do Apocalipse, de novo céu e nova Terra, e Cristo chama de Reino de Deus, que é o mundo marcado pela justiça.

Obrigado e que Deus vos abençoe. (Palmas.)



O SR. COORDENADOR (Senador Augusto Botelho) - Agradeço a presença do representante da SUDAM, Dr. Djalma Bezerra, que permanece firme conosco.

Vocês só ficaram aqui com porque são da Amazônia. Nós da Amazônia somos duros, carne de tetéu. Ninguém desiste facilmente. Ninguém foi almoçar porque quer chagar a uma conclusão.

Parabenizo os carregadores do piano, as Deputadas Vanessa Grazziotin e Marinha Raupp e o Deputado Paulo Rocha. Foram eles que carregaram o piano deste simpósio. (Palmas.)

Encerro esta Mesa e passo a palavra à Deputada Vanessa Grazziotin, para que dê início à outra Mesa, imediatamente. No segundo simpósio vamos corrigir as falhas do primeiro. (Palmas.)



A SRA. PRESIDENTA (Deputada Vanessa Grazziotin) - Concluída a Mesa que tratou do tema Inclusão Social e Cidadania.

Deixamos essa Mesa para o fim porque o que foi discutido anteriormente — infra-estrutura, financiamento, ciência e tecnologia, inovação —, tem um objetivo, que é melhorar a qualidade de vida das pessoas, como disse Dom Possamai. Nós não buscamos o desenvolvimento da região e muito menos o desenvolvimento do País para concentrar a riqueza nas mãos de uma minoria, como ocorre na nossa sociedade hoje. Nós buscamos o desenvolvimento, como disse Dom Possamai, o progresso, para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Este é o objetivo de todos nós aqui.

Então, neste último momento, eu gostaria, primeiro, de esclarecer aqueles que tenham alguma dúvida sobre o verdadeiro objetivo deste evento e sobre como nasceu este simpósio.

Este simpósio está sendo organizado, como já foi dito aqui, pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, pelas bancadas dos 9 Estados da Amazônia Legal, pela Coordenação das bancadas da Região Norte, que tem à frente a Deputada Marinha Raupp, e pela Subcomissão da Amazônia do Senado Federal, cujo Presidente é o Senador Mozarildo Cavalcanti e o Vice-Presidente é o Senador Augusto Botelho.

Este simpósio não aconteceu somente nesses 2 últimos dias. Nós estamos já há quase 2 meses discutindo nos Estados. Realizamos etapas estaduais em todos os Estados da região, com exceção do Estado do Tocantins.

Nós estamos colhendo propostas e sugestões para tentarmos elaborar um documento, que não será o único, mas será mais um. Recentemente foi realizado aqui em Brasília um grande fórum, denominado Povos da Floresta, que aprovou uma série de reivindicações.

Então, todo esse debate que estamos travando é para servir de subsídio à Câmara dos Deputados, ao Senado Federal, mas sobretudo à Comissão da Amazônia, para que possamos apresentar e aprovar um documento mais sucinto sobre a região e aí encaminhar às autoridades. Nós colhemos com muito carinho tudo o que foi dito aqui. Temos consultores da Câmara dos Deputados entre nós. Temos o IBRAD, que nos está ajudando na sistematização das propostas, gente que fica só ouvindo, Dr. Djalma, mas coletando tudo para colocar no documento final.

Nós já estamos com a hora muito adiantada. Era para encerrarmos às 14h30min, como acertamos há alguns minutos, e já passamos desse horário. O que vamos fazer? Eu vou passar a palavra ao Deputado Marcio Junqueira, do Estado de Roraima, que está há algum tempo entre nós solicitando a palavra. S.Exa. foi muito compreensivo e ficou para a segunda etapa. Na seqüência, o Deputado Paulo Rocha tem alguns esclarecimentos e propostas a fazer, assim como a Deputada Marinha Raupp. E aí caminharemos para o final do simpósio.

Antes de passar a palavra aos Deputados, eu quero mais uma vez agradecer a todos. Os senhores viram que nós conseguimos fazer uma grande divulgação do nosso evento no Brasil inteiro, nas principais cidades, inclusive. E essa divulgação e tudo o que realizamos aqui só foi possível graças às parcerias do Banco do Brasil; do Banco da Amazônia; dos Correios; da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis — ANP; do Instituto Brasileiro de Mineração — IBRAM; da Caixa Econômica Federal; da PETROBRAS; da SUFRAMA; do SINFERBASE; da Confederação Nacional do Comércio; da ELETRONORTE; do SINDIRECEITA; e da Confederação Nacional da Indústria. Então, foram esses os parceiros que nos ajudaram — além, óbvio, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal — a viabilizar esse evento.

O Paulo me deu a honra de anunciar que está desde o primeiro dia conosco o Dr. Armando Dias Mendes, ex-Reitor da Universidade Federal do Pará e membro do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia. Também está presente conosco a representante da Prefeitura de Ouro Preto do Oeste, no Estado de Rondônia, Sra. Rosária Helena, assim como o Vereador Armando, do mesmo município.

Passo a palavra ao Deputado Marcio Junqueira.

O SR. DEPUTADO MARCIO JUNQUEIRA - Bom-dia a todos. Insisti em me pronunciar para agradecer à Comissão da Amazônia, na pessoa da Deputada Vanessa Grazziotin, por esta iniciativa, pois desta forma nota-se que existe a necessidade de se conhecer a Amazônia.

A meu ver, Deputado Paulo Rocha, Senador Augusto Botelho, Deputada Marinha Raupp, o maior problema da Amazônia é a falta de conhecimento sobre ela. Nós ouvimos muitas pessoas falarem da Amazônia sem o conhecimento necessário. Escutei aqui — e quero registrar que concordo com essa afirmação — que um dos maiores problemas, não só dessa administração, mas também das passadas, é esse excesso de reuniões. Fazemos muitas reuniões. Talvez se fizéssemos menos reuniões e nos dedicássemos mais a determinado assunto, chegaríamos a algum lugar. Fazemos muitas reuniões, são vários assuntos ao mesmo tempo, e aí fugimos dos pontos principais, como agora aqui.

Eu queria poder me dirigir ao representante da saúde. Mas está gravado, e ele vai poder ouvir. Ele disse que se gasta na Amazônia com as comunidades indígenas 300 reais per capita. Queria dizer-lhe que pode até ser que a FUNASA esteja remetendo esse dinheiro para lá, mas ele não está chegando à mão do índio. Em Roraima, recentemente, houve a Operação Metástase, quando mais de 30 pessoas foram presas, porque, comprovadamente, houve desvio de 34 milhões de reais. Ou seja, o dinheiro não chegou aos ianomamis, macuxis, taurepangs e waimiris. É tão grave a questão, Senador Augusto, que esta semana os índios ianomamis seqüestraram 3 aviões, prenderam 10 funcionários da Fundação Universidade de Brasília — FUB, para clamar por saúde. Então, temos de sair do discurso. Pode até ser que estejam querendo fazer, mas não estão fazendo do modo certo. Por isso a importância realmente de ouvir aquele que precisa da saúde em área indígena, o índio.

Parabéns ao irmão indígena tucano que veio de Rondônia e aqui teve oportunidade de falar.

O que está comprovado é que não falta dinheiro neste País. O que falta neste País é gerência. Dinheiro tem a vontade.

Eu ouvi o Moisés falando das questões sociais. Agora imagine, Moisés, você está aqui ao lado do poder! Basta irmos aqui à Estrutural, rumo a Taguatinga, que veremos a exclusão social, aqui do lado do Planalto. Agora, imagine nós, lá nos pontos mais distantes deste País, como estamos vivendo.

Então, essa questão realmente tem de ser discutida, pois quando nós escutamos aqui falarem do desmatamento, eu quero deixar claro o seguinte: houve e há, setorizado. Não é na Amazônia, como infelizmente se prega. Apresenta-se essa questão como se fosse em toda a Amazônia.

Em Roraima, para produzirmos, não precisamos derrubar uma árvore sequer, porque temos os campos naturais que a natureza nos deu. Em Roraima não precisamos derrubar uma árvore, muito pelo contrário. Temos condição de abastecer toda a Região Norte deste País sem agredir o meio ambiente. Houve isso em determinado momento em Rondônia, no Pará. O Estado do Amazonas é praticamente intocável.

Na Amazônia precisamos de estradas, de energia, como em qualquer outra região, e isso demanda investimento. E, quando demanda investimento, é preciso a compreensão de todo o País, porque estamos lá habitando e defendendo a região. Se amanhã houver uma invasão por qualquer uma das nossas fronteiras, nós é que estaremos na linha de frente sendo atacados.

Vou concluir, porque sobre a Amazônia eu falaria horas e horas. Mas quero falar ainda de algo emblemático: a falta de conhecimento da mídia. Vou falar sobre um assunto que não diz respeito ao grande produtor, mas ao pequeno. O Paulo, que é do Pará, conhece bem esse assunto. Estou me referindo à extração do açaí.

Será que alguém tem idéia do prejuízo que as famílias que vivem da extração do açaí tiveram com a divulgação de que o barbeiro andava junto com o açaí e que o açaí poderia ser fonte de transmissão da doença de Chagas? Isso é uma inverdade. Aconteceu ali, naquele momento, porque um barbeiro estava ali e pode até ter sido moído junto com o açaí. Mas quem toma açaí, como nós tomamos e gostamos, sabe que se fosse morrer gente de doença de Chagas por causa do açaí não tinha mais ninguém em Belém, não tinha mais ninguém em grande parte da Região Norte. (Palmas.) São inverdades contra a Amazônia que transformam simpósios como este, mesmo com as suas falhas, em eventos muito importantes, porque a Amazônia é de todos os brasileiros — dos índios, dos negros, dos brancos, dos pobres, dos ricos —, e é preferível discutirmos o que é nosso, como está sendo discutido, entre nós brasileiros.

Muito obrigado. (Palmas.)



A SRA. PRESIDENTA (Deputada Vanessa Grazziotin) - Muito obrigada, Deputado Marcio Junqueira.

Convidamos para fazer parte da Mesa o Deputado Wellington Fagundes, que preside na Câmara dos Deputados a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Já falamos dos nossos patrocinadores, colaboradores, mas anunciamos a presença do Dr. Tito, do Dr. Carlos Anísio, que está aqui entre nós representando o IBRAM.

Muito obrigada, Dr. Carlos, pela presença. Já fizemos o agradecimento formal.

Apesar do adiantado da hora, algumas pessoas remeteram à Mesa inscrições, então decidimos dar oportunidade para até 3 oradores.

Onde está a Dra. Albertina? (Pausa.) Peço que a senhora fale ao microfone pelo tempo de 2 minutos. Há espaço para mais 2 inscrições. Logo em seguida falarão os Deputados.

A Dra. Albertina é delegada da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, no Estado de Rondônia.

A SRA. ALBERTINA - Eu costumo dizer que a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, no Estado de Rondônia, especificamente, tem estudado a Amazônia desde 1999, quando assumi, em todos os grupos de trabalho, anualmente. Os nossos cursos e trabalhos são voltados para a Amazônia.

Também costumo dizer para os nossos estagiários que só se ama o que se conhece e só se defende aquilo que se ama. Então, temos que conhecer a Amazônia para melhor defendê-la, e é isto o que está faltando para nós brasileiros: conhecer melhor o nosso território para melhor defendê-lo, em todos os âmbitos.

Cumprimento a Mesa, na pessoa da Presidente da Comissão da Amazônia, Deputada Vanessa Grazziotin, e da Deputada do Estado de Rondônia, a quem peço licença para cumprimentar as demais autoridades da Mesa, a Deputada Marinha Raupp.

Senhoras e senhores, a Amazônia é uma região do nosso País que parece estar fora do País. Falamos da Amazônia como se ela estivesse fora do Brasil. Temos que integrá-la à Nação.

Precisamos trabalhar com equipes qualificadas e formadoras de estratégias, afinadas com procedimentos de controle de resultado e avaliação de desempenho. Temos que aproximar mais os militares que trabalham na fronteira, com toda a problemática da biopirataria, do tráfico e do narcotráfico, dos civis, das nossas academias, dos órgãos públicos, dos trabalhadores, dos empresários, dos políticos, enfim, de toda a sociedade brasileira, nesse programa de conscientização de defesa do território, com integração da região e desenvolvimento sustentado, lembrando que, qualquer que seja o projeto, tem que ser focado no homem, seja ele branco, seja ele índio, negro, mestiço, mas principalmente no homem brasileiro.

É preciso, pois, convocar todos ao debate, a denunciar, a investigar e a propor todas as ações e programas necessários para que a Amazônia não sucumba perante a omissão do Estado brasileiro e a cobiça internacional.

Deputadas, Deputados, Comissão da Amazônia e participantes deste simpósio, temos que viabilizar o nosso gasoduto; possibilitar o transporte pela BR-429; construir a ferrovia Cuiabá—Porto Velho, interligando toda a Região Norte, o eixo de integração oeste-sul; contemplar e apoiar as ações culturais do Estado de Rondônia, principalmente nas comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas; priorizar a nossa juventude; proporcionar atendimento à saúde; criar e implantar a casa do estudante; ampliar o programa de saúde para a Amazônia; fomentar o desenvolvimento, priorizando o alargamento da ponte do Rio Machado; priorizar o potencial elétrico para o fornecimento de energia, levando em consideração as questões ambientais e sociais, e, principalmente, garantir que atenda à população do Estado de Rondônia; priorizar programas de integração e de inclusão social para a cidade de Porto Velho, que receberá grande população com a construção das hidroelétricas do Rio Madeira; abrir mais linhas de crédito, com facilitação de acesso a crédito e financiamento; implementar arranjos produtivos do povo amazônida: fruticultura, leite, madeira, pesca etc.

Essas são as nossas propostas. Há mais algumas coisas que eu gostaria de deixar registradas.

Muito obrigada.

Parabéns à Comissão e a todos os que tivemos esta oportunidade de estudar um pouco o nosso País e, em especial, a nossa região.



A SRA. PRESIDENTA (Deputada Vanessa Grazziotin) - Muito obrigada, Dra. Albertina.

O próximo inscrito é o Sr. Armando Amaral, de Ouro Preto do Oeste. Pedimos compreensão ao Sr. Armando, no sentido de obedecer ao tempo de 2 minutos, porque temos de entregar o auditório.



O SR. ARMANDO AMARAL - Cumprimento a Mesa e o público presente.

Estou me sentindo até agora excluído de toda esta discussão, em virtude de o Município de Ouro Preto do Oeste, em Rondônia, de onde sou, ter uma área devastada em praticamente 90%. No modelo de 100 hectares, temos 71% de preservação, e o município não foi contemplado. Por exemplo, temos prejuízo em uma área da minha família, porque não temos sustentabilidade pela preservação. E aqui não foi falado nada sobre seqüestro de carbono, que é uma coisa que poderia me incluir no contexto da riqueza do País.

Por essa razão é grande nosso empobrecimento na Amazônia. O modelo da nossa economia é diferente da do resto do País. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTA (Deputada Vanessa Grazziotin) - Quero informar que temos várias propostas sobre esse tema meio ambiente e mudanças climáticas. Há uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados que trata do assunto. Estamos agindo de forma integrada.

Concederei a palavra aos Parlamentares. Peço desculpas aos senhores, porque sei que muitos companheiros e companheiras que aqui estão gostariam de se pronunciar. Todavia, não há condições.

O Laerte havia pedido a palavra novamente, mas não vamos poder fazer a reinscrição. A Mesa receberá a moção.

(Intervenção fora do microfone. Inaudível.)

A SRA. PRESIDENTA (Deputada Vanessa Grazziotin) - O senhor quer ler o título? Pois não. O Sr. Laerte vai apenas ler o título.

O SR. LAERTE - Mais uma vez parabenizo a Câmara dos Deputados por promover este grande debate no I Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional.

Apresentamos uma moção sobre a suspensão dos leilões das áreas promissoras de petróleo e gás da PETROBRAS. Hoje está acontecendo um grande movimento nacional no Rio de Janeiro, em frente à sede da PETROBRAS, porque os novos leilões que serão realizados no dia 27 vão privatizar cerca de 75% da PETROBRAS.

Isso quer dizer que nós vamos pagar preço maior pelo petróleo e pelo gás. Então, vou ler o título da moção que já encaminhei à Mesa.

Trata-se de moção ao Governo Lula para a suspensão dos leilões do nosso petróleo e gás, a fim de caminharmos para a nacionalização do setor.

Obrigado. (Palmas.)

A SRA. PRESIDENTA (Deputada Vanessa Grazziotin) - Obrigada. A Mesa recebe a moção.

Com a palavra o Deputado Wellington Fagundes.



O SR. DEPUTADO WELLINGTON FAGUNDES - Parabenizo a Comissão da Amazônia, por intermédio da sua competente Presidente, a Deputada Vanessa Grazziotin, que muito honra toda a região amazônica.

A região amazônica não é dividida. Ela é uma só. Somos do Estado de Mato Grosso. Temos a felicidade de ter lá os 3 ecossistemas: Cerrado, Pantanal e Amazônia.

Sem dúvida, a Amazônia é grife mato-grossense também. É de todos nós o compromisso de propiciar o desenvolvimento, mas acima de tudo o desenvolvimento sustentável da região.

Nesse sentido, Deputada Vanessa Grazziotin, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio tem muito o que trabalhar em parceria com a Comissão da Amazônia e com a Comissão de Turismo, principalmente no que se refere à questão da BR-163 e o seu distrito de desenvolvimento sustentável.

Quanto à ferrovia de Cuiabá a Porto Velho, gostaria de fazer uma sugestão. Na verdade, ela deveria ser de Porto Velho para Cuiabá, porque já estamos avançando a Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, vindo de São Paulo. Já estamos no Alto Araguaia, rumo a Cuiabá.

A grande luta de todos os mato-grossenses é fazer a ferrovia chegar a Cuiabá. Claro que, se ela fosse encampada por vocês, amazônidas, no sentido de ser de Cuiabá para frente, seria até melhor para Mato Grosso.

A região norte de Mato Grosso precisa chegar, através dessa ferrovia, o mais rápido possível a Porte Velho, para melhorar as suas exportações.

Se encamparmos 2 frentes, de Porto Velho a Cuiabá e de Alto Araguaia a Cuiabá, vamos promover o desenvolvimento de forma mais rápida e, sem dúvida, aumentaremos a produção de toda a região.

Os desafios da Amazônia são muito grandes.

Parabenizo os senhores pelo trabalho. A realização deste simpósio, apenas pelo fato de ser divulgado pela mídia, tem grande relevância e cumpriu seu papel.

Portanto, parabenizo a Deputada Vanessa e todos os que a ajudaram a realizar este belo encontro.

O Governador de Mato Grosso está se deslocando para cá, a fim de participar do encontro. Infelizmente, acredito que não vai dar tempo. De qualquer forma, é um gesto do Governador de também apoiar este belo trabalho liderado pela Deputada Vanessa Grazziotin. (Palmas.)



A SRA. PRESIDENTA (Deputada Vanessa Grazziotin) - O Deputado Wellington Fagundes preside a importante Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e é da bancada do Mato Grosso.

Na abertura do nosso encontro, na terça-feira passada, dia 20, foi realizado um ato político de abertura muito bonito, com a participação de vários Ministros. Muitos das senhoras e dos senhores hoje aqui presentes participaram. Estiveram aqui a Governadora do Estado do Pará, o Governador em exercício do Estado do Amazonas. O Governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, havia confirmado a presença, entretanto aconteceu um imprevisto e S.Exa. não pôde comparecer.

Agora fomos informados pelo Deputado Wellington Fagundes que S.Exa. estaria vindo para o ato de encerramento, não sabendo que nós antecipamos o encerramento por conta do uso que terá este auditório.

Deputado Wellington Fagundes, solicito a V.Exa. que transmita nossos agradecimentos ao Governador Blairo Maggi, que tem contribuído com todas as iniciativas que a Comissão da Amazônia vem desenvolvendo.

A etapa organizada no Estado do Mato Grosso foi vitoriosa e teve enorme colaboração do Governador Blairo Maggi.

Em nosso nome, a Deputada Marinha Raupp vai receber de alguns delegados de Rondônia a cópia de um manifesto em defesa do Gasoduto Urucu—Porto Velho. (Palmas.) Essa é uma antiga reivindicação da região.

Comunico que está presente, mas não pôde compor a Mesa por falta de tempo, o Dr. Josenir Gonçalves Nascimento, Diretor-Executivo da Fundação Nacional de Saúde — FUNASA, do Ministério da Saúde.

Com a palavra o Deputado Paulo Rocha, Coordenador da bancada do Pará e deste nosso evento. S.Exa. vai apresentar uma importante conclusão.





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