De olho no bezerro



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DE OLHO NO BEZERRO

Publicação: Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil

Os bezerros são atacados por diversas doenças, principalmente diarréias, esmeriles (diarréia de sangue), pneumonia contagiosa, indigestão, conjuntivite, inflamação do ouvido e do umbigo (onfaloflebite), diferia e meningite. Quase todas levam à morte. Além delas, é sabido que os animais jovens são mais suscetíveis a parasitas, sejam internos - as temidas verrinasse que debilitam e até matam - ou externos, sobretudo bicheiras e bernes.

Como se não bastasse, o criador de bezerros ainda enfrenta outros problemas: anemia, raquitismo e carências vitamínicas, três tipos de distúrbios causados por deficiências alimentares que comprometem a saúde de todo o rebanho e a própria viabilidade da produção.

Por isso, é muito importante que o criador observe seus bezerros diariamente, em busca de sinais de enfermidades. A pelagem, a boca, os olhos, o umbigo, a postura e o comportamento de cada animal podem indicar a presença de doenças. Algumas são de fácil reconhecimento, como a diarréia e as bicheiras, por exemplo. Outras, especialmente aquelas ligadas ao aparelho respiratório e sistema nervoso central, necessitam de um exame mais profundo. Seus sinais, porém, podem ser percebidos a tempo de uma possível cura.

Ao observar a bezerra, o criador terá tempo de curar o(s) doente(s) e evitará prejuízos imensos. É bom não esquecer que medidas preventivas são mais baratas que as curativas e que o socorro que vem em tempo é muito melhor que o socorro atrasado.

 

A DOENÇA “SALTA’’ OS OLHOS.

Com um pouco de experiência a atenção, o criador tem condições de identificar imediatamente qual é o bezerro enferme, mesmo que ele esteja agrupado com outros, pois a doença “salta” aos olhos.

Um animal saudável, especialmente um bezerro, está sempre alerta e reage a ruídos e movimentos estranhos de forma não exagerada. Quando o tratador entra no galpão de cria, de manhã cedo, os bezerros se levantam, se “espreguiçam”e estendem as patas, observando atentamente os gestos humanos. Uma reação exagerada à presença do tratados, com correrias sem rumo, pode significar animais portadores de meningite, envenenamento por chumbo ou dose excessiva de nitrofurazona (substância desinfetante encontrada em remédios bactecicidas). Assim, o criador pode desconfiar do animal que apresenta um comportamento extremamente arredio. Por outro lado, o bezerro mais lento e indiferente à presença humana, que não se assusta, também pode estar doente. Alías, este é o caso mais comum. Ele apresenta orelhas caídas e frias, aumentando seu aspecto doentio.

A falta de apetite é outro indicativo de doença. À vezes, o pequeno animal até tem fome, mais não consegue mastigar, porque apresenta aftas e feridas na boca ou língua.

É um sintoma de diferia. Da mesma maneira, salivação excessiva e espuma nos cantos da boca sugerem que o bezerro possua úlceras bucais, raiva ou envenenamento.

Cuidados, entretanto, para não confundir com o aumento normal de saliva na hora de tomar leite.

O criador deve estar atento também à postura do bezerro.

Pernas excessivamente abertas e abdômen inchado traduzem dores digestivas e diarréias. Estes problemas podem ser confirmados pela presença de fezes líquidas(diarréia) ou pastosas e duras (prisão-de-ventre), nos quartos-traseiros ou no chão.

Outras marcas de doenças são a manqueira, a rigidez ao andar e a dificuldade de levantar-se. Tais sintomas indicam artrite, onfalobletite, dores musculares ou inflamações nos cascos.

Além disso, o forte cheiro de urina dentro do galpão significa que a urina dos animais está sendo mal drenada, favorecendo o desenvolvimento de bactérias perigosas. Portanto, é necessário trocar a cama dos bezerros freqüentemente, cuidando para que a urina não se acumule, assim como as fezes.



 

De todos os problemas, porém, o mais comum é que o pequeno animal esteja infestado de vermes gastrintestinais.



Magreza, ventre inchado, pêlo arrepiado e aspecto “triste” indicam isto. Outra vez, cabe salientar a higiene do galpão e das mangueiras, evitando a proliferação de vermes e insetos parasitas. Além disso, o criador deve fornecer aos bezerros somente água e comida de boa qualidade e, se possível, adotar um bom manejo rotativo de pastagens (para cortar o ciclo dos vermes).


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