De fevereiro de 1997



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Um conselho


O erro é acontecimento humano, comum a todos nós. Quando podemos dizer que não tenhamos errado sequer uma vez durante um dia... durante apenas um dia.

Sim! Erramos muito.

Ora, se erramos  e creia que ninguém gosta de errar conscientemente  porque não permitimos ao outro a oportunidade de errar. Evidente que errar não é um direito. Se pensássemos assim estaríamos criando o caos na vida individual e social. Oportunidade, aqui, significa simplesmente dar o valor devido a falta praticada. Não devemos acatar o erro  isso é um erro. Devemos entender que o erro é uma coisa e o errado (quem erra) é outra (não bem coisa, mas pessoa)  tratam-se de realidades diferentes.

A gravidade das faltas e dos erros são relativas. Existem pessoas que acreditam ser graves determinadas falhas, enquanto outras a essas mesmas falhas não atribuem um valor tão grande, mas que vêem em outras uma gravidade maior que um terceiro ainda atribui. A gravidade dos erros diz respeito a uma valoração moral, interna, interior, própria de cada pessoa.

Estabelecer uma valoração externa a vida moral de uma pessoa é querer invadir seu espaço. Mais a mais é querer que a outra pessoa seja como nós (em valores).

Outra coisa a ser considerada além da valoração e sus nuances diz respeito a reprovação. Nós prestamos atenção naquilo que nos interessa, geralmente, determo-nos somente em reprovar é que gostamos de reprovar.

Ninguém fica falando, comentando, demonstrando e se atendo a coisas que não fazem parte de seus interesses mais íntimos  íntimos de forma que a pessoa muitas vezes sequer tem consciência deles.

A nossa vida tem uma característica de “espelho”, eis porque alguns ditados dizem que a quem tem muito dinheiro, mais parece que chama. Da mesma forma, quanto mais felicidade, mais se lhe acrescentará... e também quanto mais infelicidade, mais se lhe desenterrará...

Essa característica de espelho significa que “projetamos1” nos outros aquilo que diz respeito a nós mesmos, como que estivéssemos sob o efeito de uma sintonia misteriosa..., de uma antena potente..., a imantar-nos. E essa imantação nos direciona a observar, notar no outro aquilo que se encontra existente em nós. Se desejássemos fazer uma imagem, poderíamos comparar essa situação com a dos imãs induzidos por corrente elétrica: A corrente passa por uma bobina e gera um campo magnético que, ao se aproximar de outra bobina, a ela induz gerar uma corrente igual a que percorreu a primeira bobina. Como no quadro:

Corrente Corrente

Indutora Induzida

Campo Campo

indutor induzido

Querer apenas a criticar e mostrar as falhas que ocorrem mesmo com as pessoas não é nada bom. É desacreditar na lei divina  lei do progresso.

Todas as pessoas, além de atos falhos também realiza ações dignas de bondade. Essas não são observadas? Por que? Será que não temos “olhos para ver” essas ações?

Como já descrito, se nós não conseguimos “enxergar” essas ações é que estamos sintonizando algo que não é muito positivo, e mais, se estamos sintonizando algo que não é tão positivo é porque esse “algo” está dentro de nós, faz parte de nós, rege inconscientemente nossas vidas.

Essa “treva” nos persegue... e continuar a criticar é aumentar-lhe os efeitos, a potência, a força com que nos subjuga. Essa força como que nos “abraça” mais e mais a cada instante.

Ao contrário, perdoar livra-nos da “tentação” de sempre acharmo-nos melhores que os outros. Dá chance de também olharmos para nós mesmos e reconhecermos nossos erros.

E, se realmente somos algo melhores que o outro  coisa difícil de se perceber ou até de realmente ser  utilizemos essa condição para cooperar com o reerguimento dessa pessoa. Como as árvores que parecem mortas mas estão vivas, aqueles que erram poderão reabilitar-se, alterar-se e com isso se reconduzir por caminhos mais acertados.

Somente nossa cooperação poderá ser útil. Nossa experiência poderá ser proveitosa para o outro que muitas vezes não possui o mesmo conhecimento que nós possuímos. E, mais, como poderemos julgar ao próximo se este possui experiência diversa da nossa?

Mais acertado se calar.

Muitos recebem sobre si reprimendas e acusações quando na verdade agem como na realidade deveriam todos agir. Lembremos o mestre que foi crucificado quando nada de mal fez, apenas agiu como a consciência de todos deveriam cobrar que fossem.

As pessoas julgam por aquilo que sabem....sabem por aquilo que vivem... vivem em comunidade com outras pessoas... assim valores que possuem nem sempre são seus próprios, mas pertencem a outras pessoas. Esse círculo vicioso de interferência, acaba por gerar conceitos errados. E julgamos baseados nesses conceitos.

De nada vale querer esclarecer aqueles que não desejam ser esclarecidos, melhor seria que nos abstivéssemos de manifestação.

Ante a resistência, muito melhor, às vezes, economizar energia para momento apropriado. Logo, ante aos erros, quando não possível esclarecer, melhor calar, e quando não possível calar, melhor economizar energia.

Sabemos que as pessoas quando estão nervosas não prestam a atenção devida nas coisas, acabam por confundir conceitos e imagens, entendimentos e até frases inteiras. Quando estamos diante de pessoas assim, ou quando essa pessoa somos nós é melhor economizar energia. É melhor parar. É melhor calar!

E, como após toda tempestade vem a bonança. Após todo nervoso,... toda irritação há um período de calmaria, este sim propício ao diálogo. Este o momento de ajudar e ser ajudado.

E é óbvio sabermos que nem sempre somos isentos de críticas e falhas, de modo que nossa complacência com nossos erros e rigorismo com as falhas alheias acaba por gerar inimizades e transtornos.

E como agimos corrigindo o próximo, outros existem que acreditam poder nos corrigir. E isso com certeza nos magoa!!! É normal.

Ocorre que, quando procuramos o bem, acabamos nos libertando do mal  não como se já estivéssemos evoluídos, mas o mal passa a não nos incomodar tanto assim  e assim, diante de uma nova possibilidade: a possibilidade de não necessitar do mal para vivermos, poderemos nos dedicar ao bem... nos dedicar a nossa própria evolução e daí, com certeza, nos dedicar ao próximo mais eficazmente, auxiliando-o utilmente a corrigir-se.

Maiores informações poderão ser colhidas no Livro dos Espíritos, e principalmente no Livro Céu e Inferno, posto que o tema proposto é praticamente o discutido no corpo do Livro todo.



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