Daniel goleman, PhD



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CARACTERÍSTICAS DA MENTE EMOCIONAL Uma resposta rápida mas simplória A mente emocional é muito mais rápida que a mente racional, saltando à ação sem parar um momento sequer para pensar no que está fazendo. Sua rapidez exclui a reflexão deliberada, analítica, que é a característica da mente [ensante.Na evolução, essa rapidez, com a máxima probabilidade, girava em torno da mais básica decisão: em que prestar a atenção e,uma vez vigilante, quando digamos, enfrentando outro animal, tomar em frações de segundo decisões como:eu como isso ou isso me come? Os organismos que precisavam parar muito tempo para pensar nessas respostas não tinham probabilidade de ter muita progênie para passar adiante seus genes de ação mais lenta.

As ações que brotam da mente emocional trazem um senso particularmente forte de certeza, subproduto de uma maneira padrão, simplificada, de ver as coisas que pode ser absolutamente intrigante para a mente racional.

Quando a poeira assenta, ou mesmo em meio à resposta, nos vemos pensando:

“Por que fiz isso?” um sinal de que a mente racional está despertando para o momento mas não com a rapidez da mente emocional.

Como o intervalo entre o que dispara uma emoção e sua erupção pode ser praticamente instantaneo, os mecanismos que avaliam a percepção são capazes de grande velocidade, mesmo em tempo cerebral, calculado em milésimos de segundo. Essa avaliação da necessidade de agir precisa ser automática, tão rápida da que jamais entra no saber consciente. Esse tipo de resposta emocional rápida e rasteira nos toma praticamente antes de sabermos ao certo o que se passa.

Esse rápido modo de percepção sacrifica a precisão pela rapidez, baseando-se em primeiras impressões, reagindo ao quadro total ou aos aspectos mais visíveis Pega tudo de uma vez, como um todo, reagindo sem perder tempo com a análise conscienciosa. Vívidos elementos podem determinar essa impressão, pesando mais que uma cuidadosa avaliação dos detalhes. A grande vantagem é que a mente emocional pode ler uma realidade emocional ele está furioso comigo ela está mentindo; isso está deixando-o triste) num instante, fazendo o julgamento fulminante que nos diz do que nos acautelar, em quem confiar, quem está em apuros. A mente emocional é nosso radar para o perigo; se nós (ou nossos antepassados na evolução) esperássemos que a mente racional fizesse alguns desses julgamentos, poderíamos não apenas estar errados mas mortos. A desvantagem é que essas impressões e julgamentos intuitivos, como são feitos num estalar de dedos, podem ser errados ou mal dirigidos.

Paul Ekman sugere que essa rapidez, em que as emoções podem nos tomar antes de sabermos bem que começaram, é essencial para que sejam tão adaptáveis: mobilizam-nos para responder a fatos urgentes sem perder tempo ponderando se reagir ou como responder. Usando o sistema que desenvolveu para detectar emoções por sutis mudanças na expressão facial, ele pode identificar microemoções que passam pelo rosto em menos de meio segundo.

Ekman e seus colaboradores descobriram que as expressões emocionais começam a aparecer em mudanças na musculatura facial uns poucos milésimos de segundo após o fato que dispara a reação e que as mudanças fisiológicas típicas de uma determinada emoção - como uma mudança no fluxo sanguíneo e um aumento dos batimentos cardíacos - também levam apenas frações de segundo para começar. Essa rapidez se aplica sobretudo à emoção intensa, como o medo de uma ameaça súbita.

Ekman afirma que, em termos técnicos, o calor pleno das emoções é muito breve, durando mais apenas segundos que minutos, horas ou dias. Seu raciocínio é que seria má adaptabilidade uma emoção se apoderar do cérebro e do corpo por longo tempo, independentemente das mudanças nas circunstâncias. Se as emoções causadas por um único fato continuassem a dominar-nos, sem variar após ele ter passado e independente do que mais se passasse à nossa volta, nossos Sentimentos seriam guias medíocres para a ação. Para as emoções durarem mais, o gatilho tem de ser mantido, na verdade evocando continuamente a emoção como a perda de um ente querido nos mantém enlutados. Quando os sentimentos persistem durante horas, em geral são como estados de espírito, uma forma contida Os estados de espírito estabelecem um tom afetivo, mas não são tão fortes modeladores do modo como percebemos e agimos quanto o alto calor da plena emoção.

Primeiros Sentimentos, Segundos Pensamentos

Como a mente racional leva um ou dois momentos mais para registrar e reagir do que a mente emocional, o “primeiro impulso” numa situação emocional é do coração, não da cabeça Há também um segundo tipo de reação emocional, mais lenta que a resposta rápida, que fervilha e fermenta primeiro em nossos pensamentos antes de levar ao sentimento. Essa segunda rota para o disparo de emoções é mais deliberada, e, tipicamente, temos consciência dos pensamentos que levam a ela. Nesse tipo de reação emocional, há uma avaliação mais extensa:

nossos pensamentos cognição desempenham o papel-chave na determinação de quais emoções serão despertadas. Assim que fazemos a avaliação “esse taxista está me roubando”, ou “esse bebê é lindo” , segue-se uma resposta emocional adequada. Nessa seqüência mais lenta, um pensamento mais articulado precede o sentimento. Emoções mais complexas, como o embaraço ou a apreensão com uma prova próxima, seguem essa rota mais lenta, levando segundos ou minutos para desenvolver-se são emoções que resultam de pensamentos.

Em contraste, na seqüência de resposta rápida, o sentimento parece preceder ou ser simultâneo com o pensamento. Essa reação emocional de fogo rápido assume o comando em situações que têm a urgência da sobrevivência primal.

Esse é o poder das decisões rápidas: mobilizam-nos num instante para enfrentar uma emergência Nossos sentimentos mais intensos são reações involuntárias;

não decidimos quando vão explodir. “O amor”, escreveu Stendhal, “é como uma febre que vem e vai, independentemente da vontade.” Não só o amor, mas também nossas iras e receios se apoderam de nós, parecendo mais acontecer a nos do que ser nossa escolha.” É o fato de não podermos escolher as emoções que temos”

observa Ekman, que permite que as pessoas justifiquem suas ações dizendo que estavam tomadas pela emoção.

Assim como há rotas rápidas e lentas para a emoção uma pela percepção imediata e outra pelo pensamento refletido, também há emoções que vêm a Convite. Um exemplo é o sentimento manipulado de propósito, o recurso dos atores, como as lágrimas que brotam quando lembranças tristes são propositalmente exploradas para o efeito que eles querem. Mas os atores são apenas mais habilidosos que o resto de nós no uso intencional da segunda rota para a emoção o sentimento via pensamento. Embora não possamos facilmente mudar que emoções específicas um certo tipo de pensamento vai disparar, muitas vezes podemos e o fazemos escolher o que pensar. Assim como a fantasia sexual leva a sentimentos sexuais, também lembranças felizes nos alegram, e pensamentos melancólicos nos deixam sorumbáticos.

Mas a mente racional em geral não decide que emoções “devemos” ter. Em vez disso, nossos pensamentos tipicamente nos chegam como um fait accompli. O que a mente racional pode em geral controlar é o curso dessas reações. Tirando umas poucas exceções não decidimos quando ficar furiosos, tristes, e assim por diante

Uma Realidade Simbólica, Infantil

A lógica da mente racional é associativa; toma elementos que simbolizam uma realidade, ou disparam uma lembrança dela, como se fossem a própria realidade É por isso que simples símiles, metáforas e imagens falam diretamente à mente emocional, como fazem as artes romances, filmes, poesia, música, teatro, ópera. Grandes mestres espirituais, como Buda e Jesus, tocaram o coração de seus discípulos falando na linguagem da emoção, ensinando por parábolas, fábulas e contos. Na verdade, o símbolo e o ritual religiosos pouco sentido fazem do ponto de vista racional; são expressos no vernáculo do coração.

Essa lógica do coração da mente emocional é bem descrita por Freud em seu conceito de processo primário” de pensamento; é a lógica da religião e da poesia, da psicose e das crianças, do sonho e do mito (como disse Joseph Campbell: “Os sonhos são mitos privados; os mitos são sonhos partilhados”). O processo primário é a chave que abre os sentidos de obras como o Ulisses de JamesJoyce: no processo primário de pensamento, livres associações determinam o fluxo de uma narrativa; um objeto simboliza outro; um sentimento desloca outro e fica em seu lugar; todos são condensados em partes. Não há tempo, não há leis de causa e efeito. Na verdade, não existe um Não no processo primário;

tudo é possível. O método psicanalítico é em parte a arte de decifrar e desenredar essas substituições de sentido.

Se a mente emocional segue essa lógica e suas regras, com um elemento representando outro, nada precisa ser necessariamente definido por sua identidade objetiva: o que importa é como tudo é percebido; tudo é o que parece ser. O que alguma coisa nos lembra pode ser mais importante do que o que ela “é”. Na verdade, na vida emocional, as identidades podem ser como um holograma, no sentido de que uma única parte evoca o todo. Como observa Seymour Epstein, enquanto a mente racional faz ligações lógicas entre causas e efeitos a mente emocional é indiscriminada, ligando coisas que apenas têm traços visíveis semelhantes.

A mente emocional é infantil em muitos aspectos, e tanto mais quanto mais forte se torna a emoção. Um aspecto é o pensamento categórico, onde tudo é em preto e branco, sem matizes de cinzento; alguém mortificado por um fauc pas pode ter o pensamento imediato: “Eu sempre faço tudo errado.” Outro sinal desse modo infantil é o pensamento personalizado, com as coisas sendo vistas com uma distorção centrada em nós mesmos, como o motorista que, após um acidente explicou que “o poste do telefone veio direto pra cima de mim”.

Esse modo infantil se confirma a si mesmo, eliminando ou ignorando lembranças de fatos que solapariam suas crenças e pegando aqueles que as apóiam. As crenças da mente racional são hesitantes; novos indícios podem não confirmar uma crença e substituí-la por uma nova raciocina segundo indícios objetivos. A mente emocional, porém, toma suas crenças como verdades absolutas, e assim desconta qualquer indício contrário. Por isso é tão difícil raciocinar com alguém emocionalmente perturbado: por mais válida que seja a nossa argumentação, de um ponto de vista lógico, não tem nenhum peso se não se encaixa na convicção emocional do momento. Os sentimentos se justificam a si mesmos, com uma série própria de percepções e “provas”.

O Passado Imposto ao Presente

Quando algum traço de um fato parece semelhante a uma lembrança de forte carga emocional do passado, a mente emocional responde disparando os sentimentos que acompanharam o fato lembrado. A mente emocional reage ao presente como se fosse o passado. O problema é que, sobretudo quando a avaliação é rápida e automática, podemos não compreender que o que valia antes não vale mais. Alguém que aprendeu, em dolorosas surras na infância, a reagir a uma carranca de ira com intenso medo e antipatia terá essa reação em certa medida mesmo na idade adulta, quando a carranca não traz tal ameaça.

Se os sentimentos são fortes, as reações disparadas são óbvias. Mas, se os sentimentos são vagos ou sutis,talvez não compreendamos exatamente a reação emocional que estamos tendo, mesmo que ela matize sutilmente a maneira de reagirmos ao momento. Os pensamentos e reações nesse momento tomarão a coloração de pensamentos e reações de então, embora possa parecer que a reação se deve apenas à circunstância do momento. Nossa mente emocional aparelha a mente racional para seus fins, por isso apresentamos explicações para nossos sentimentos e reações racionalizações justificando-os em termos do momento presente sem perceber a influência da memória emocional. Nesse sentido, podemos não ter idéia do que de fato se passa, embora possamos ter a convicção de saber exatamente o que se passa. Nesses momentos, a mente emocional arrastou a mente racional, pondo-a para servir seus próprios fins.

Realidade específica de um estado

O funcionamento da mente emocional é em grande parte específico de um estado, ditado pelo sentimento particular dominante num dado momento A maneira como pensamos e agimos quando nos sentimos românticos é inteiramente diferente de como nos comportamos quando furiosos ou abatidos; na mecânica da emoção, cada sentimento tem seu próprio repertório distinto de pensamentos reações e até mesmo lembranças. Esses repertórios específicos de estados tornam-se mais predominantes em momentos de intensa emoção.

Um sinal de que esse repertório está ativo é a memória seletiva. Parte da resposta da mente a uma situação emocional é reembaralhar as lembranças e as opções de ação para que as mais relevantes fiquem em cima da hierarquia e assim sejam mais prontamente usadas. E, como vimos, cada grande emoção tem sua assinatura biológica característica, um padrão de mudanças avassaladoras que arrastam o corpo quando essa emoção se torna ascendente, e um conjunto único de sinais que o corpo envia automaticamente quando sob o seu domínio.

APÊNDICE C Os Circuitos Neurais Do Medo

A amígdala é a central do medo. Quando uma rara doença cerebral destruiu a amígdala (mas não outras estruturas do cérebro) na paciente que os neurologistas chamam de “S.M.”, o medo desapareceu do repertório mental dela. Tornou-se incapaz de identificar expressões de medo no rosto dos outros e de apresentá-las no seu. Como disse seu neurologista:

Se alguém pusesse um revólver na cabeça de S.M., ela saberia intelectualmente que estava com medo, mas não sentiria medo como eu e você.

Os neurocientistas mapearam os circuitos do medo talvez em detalhes mínimos, embora na presente vanguarda desse campo ainda não se tenham pesquisado os circuitos completos de nenhuma das emoções. O medo é um bom exemplo para compreender a dinâmica neural da emoção. Na evolução, tem um destaque especial: talvez mais que qualquer outra emoção, é fundamental para a sobrevivência Claro, nos tempos modernos, o medo deslocado é a praga da vida diária, fazendo-nos sofrer inquietações, angústia e preocupações comuns ou, no extremo patológico, ataques de pânico, fobias ou distúrbios obsessivos compulsivos.

Digamos que você está sozinho em casa uma noite, lendo um livro e, de repente, ouve um estrondo em outro aposento. O que se passa em seu cérebro nos próximos momentos oferece uma janela para os circuitos neurais do medo e o papel da amígdala como sistema de alarme. O primeiro circuito cerebral envolvido simplesmente recebe esse som como ondas físicas brutas e o transforma na linguagem do cérebro para alertar você. Esse circuito vai do ouvido ao tronco cerebral e depois ao tálamo. Dali, dois ramos se separam: um feixe menor de projeções leva à amígdala e ao vizinho hipocampo; o outro caminho, mais longo, leva ao córtex auditivo no lobo temporal, onde os sons são classificados e compreendidos.

O hipocampo, um sítio de armazenamento chave da memória, classifica

rapidamente esse ‘estrondo” comparando-o com outros sons semelhantes que você ouviu, para saber se é conhecido é um “estrondo” que você reconhece facilmente? Enquanto isso, o córtex auditivo faz uma análise mais sofisticada do som, para entender sua origem será o gato? Uma janela batendo ao vento?

Um ladrão? O córtex auditivo apresenta sua hipótese - pode ser o gato derrubando a lâmpada da mesa, digamos, mas também pode ser um ladrão e envia essa mensagem para a amígdala e o hipocampo, que rapidamente a comparam com lembranças semelhantes.

Se a conclusão é tranquilizadora (apenas a janela que bate quando venta muito), o alerta geral não sobe para o nível seguinte. Mas se você ainda não sabe ao certo, outra bobina de circuitos, ressonando entre a amígdala, o hipo campo e o córtex pré-frontal, aumenta sua incerteza e prende sua atenção, deixando ainda mais preocupado com a identificação da origem do som. Se dessa análise mais precisa não vem nenhuma resposta satisfatória, a amígdala dispara um alarme, sua área central ativando o hipotálamo, o tronco cerebral e o sistema nervoso autônomo.

A soberba arquitetura da amígdala como sistema central de alarme do cérebro torna-se evidente nesse momento de apreensão e ansiedade subliminar. Os vários

feixes de neurônios na amígdala têm, cada um, um conjunto distinto de projeções com receptores afinados para diferentes neurotransmissores, como as empresas de alarme doméstico, onde operadores estão de prontidão para enviar chamadas aos bombeiros, à polícia e a um vizinho sempre que um sistema de segurança doméstico anuncia problemas.

Diferentes partes da amígdala recebem diferentes informações. Para o núcleo lateral da amígdala vêm projeções do tálamo e dos córtices auditivo e visual.

Os cheiros, via bulbo olfativo, vão para a área corticomedial da amígdala, e os gostos e mensagens vindos das vísceras vão para a área central.

Esses sinais que chegam, fazem da amígdala uma sentinela contínua, escrutinando toda experiência sensória.

Da amígdala, estendem-se projeções para toda parte importante do cérebro.

Das áreas centrais e mediais, um ramo vai para as áreas do hipotálamo que secretam a substância de resposta de emergência, o hormônio que libera corticotropina (CRH), que mobiliza a reação lutar-ou-fugir, via uma cascata de outros hormônios. A área basal da amígdala envia ramos para o corpus striatum ligando-se ao sistema de movimento do cérebro.

E, via núcleo central, a amígdala envia sinais para o sistema nervoso autônomo pela medula, ativando uma ampla gama de respostas exageradas no sistema cardiovascular, nos músculos e nas entranhas.

Da área basolateral partem ramos para o córtex cingulado e das fibras como “cinzento central”, células que regulam os grandes músculos do esqueleto. São essas células que fazem um cachorro rosnar e arqueiam as costas do gato que ameaça um invasor de seu território. Nos seres humanos esses mesmos circuitos comprimem os músculos das cordas vocais, criando a voz esganiçada de pavor.

Ainda outro caminho que parte da amígdala leva ao locus ceruleus no tronco cerebral, que por sua vez fabrica a norepinefrina (também chamada de “noradrenaiina) e a dissemina por todo o cérebro. O efeito final da norepinefrina é aumentar a reatividade geral das áreas do cérebro que a recebem, tornando os circuitos sensórios mais sensíveis. A norepinefrina impregna o córtex, o tronco cerebral e o próprio sistema límbico, em essência deixando o cérebro tinindo.

Agora mesmo o mais comum estalido da casa pode enviar um tremor de medo por todo o seu corpo. A maioria dessas mudanças se passa fora da consciência, de modo que você ainda não sabe que está com medo.

Mas quando começa de fato a senti-lo quer dizer, quando a ansiedade que estava inconsciente vara a consciência a amígdala inconscientimente ordena uma resposta em larga escala. Manda sinais às células no tronco cerebral para que ponham uma expressão de medo em seu rosto, o deixem nervoso e assustadiço, paraiisem movimentos sem relação que seus músculos tinham em andamento, acelerem o ritmo cardíaco e elevem a pressão do sangue, e reduzam sua respiração (você pode se ver de repente contendo-a quando primeiro sente o medo, para melhor ouvir aquilo de que tem medo). Isso é apenas parte de uma ampla série de mudanças cuidadosamente coordenadas que a amígdala e áreas relacionadas organizam quando comandam o cérebro numa crise.

Enquanto isso, a amígdala, junto com o interligado hipocampo, dirige as células que enviam neurotransmissores-chave, por exemplo, para disparar liberações da dopamina, que o leva a fixar a atenção na origem do medo os sons estranhos e põe seus músculos de prontidão para reagir de acordo. Ao mesmo tempo, a amígdala envia sinais às áreas sensórias da visão e atenção, assegurando-se de que os olhos procurem o que é mais importante para a emergência imediata. Simultaneamente, sistemas da memória cortical são reembaralhados para que o conhecimento e as lembranças mais importantes para essa Urgência emocional sejam mais prontamente trazidos de volta, tomando precedência sobre outros fios de pensamento menos importantes.

Assim que esses sinais são enviados, você está sintonizado no medo total:

toma Consciência do aperto das entranhas, do coração acelerado, da contração dos músculos do pescoço e dos ombros, do tremor nos membros; o corpo se imobiliza no lugar, enquanto você força a atenção em busca de outros sons, e a mente dispara com possíveis perigos ocultos e meios de responder. Toda essa seqüência da surpresa à incerteza, à apreensão e ao medo Pode comprimir-se em mais ou menos um segundo.

(Para mais informação,ver Galens Prophecy)

A profecia de Galeno, de Jerome Kagan. Nova Iorque: Basic Books, 1994

APÊNDICE D

Consórcio W.T Grant:

Ingredientes Ativos dos Programas de Prevenção Entre os ingredientes-chave de programas eficazes estão:

APTIDÕES EMOCIONAIS

Identificar e rotular sentimentos Expressar sentimentos Avaliar a intensidade dos sentimentos Lidar com sentimentos Adiar a satisfação Controlar impulsos Reduzir tensão Saber a diferença entre sentimentos e ações

APTIDÕES COGNITIVAS

Falar consigo mesmo - ter um diálogo interior”, como uma forma de enfrentar um assunto ou reforçar o próprio comportamento.

Ler e interpretar indícios sociais - por exemplo, reconhecer influências Sociais sobre o comportamento e ver-se na perspectiva da comunidade maior.

Usar etapas para resolver problemas e tomar decisões - por exemplo, controlar impulsos estabelecer metas, identificar ações alternativas, prever conseqüências.

Compreender a perspectiva dos outros.

Compreender normas de comportamento (qual comportamento é adequado ou não).

Autoconsciência - por exemplo, criar expectativas realistas para si.

APTIDÕES COMPORTAMENTAIS

Não verbais comunicar-se por contato ocular, expressão facial, tom de voz, gestos e assim por diante.

Verbais fazer pedidos claros, responder eficientemente à crítica, resistir a influências negativas, ouvir os outros, participar de grupos positivos de colegas

Fonte: W.T. Grant Consortium on the School-Based Promotion of Soci Competence, “Drug and Alcohol Prevention Curricula”

Care (San Francisco: Jossey-Bass, 1992).

APÊNDICE E O CURRÍCULO DA Ciência DO EU

Principais componentes:

Autoconsciência: observar-se e reconhecer os próprios sentimentos; formar um vocabulário para os sentimentos; saber a relação entre pensamentos, sentimentos e reações.

Tomada de decisão pessoal: examinar suas ações e conhecer as conseqüências delas; saber se uma decisão está sendo governada por pensamento ou sentimento; aplicar essas intuições a questões como sexo e drogas.

Lidar com sentimentos: monitorar a “conversa consigo mesmo” para surpreender mensagens negativas como repreensões internas; compreender o que está por trás de um sentimento (por exemplo, a mágoa por trás da ira); encontrar meios de lidar com medos e ansiedades, ira e tristeza.

Lidar com a tensão aprender o valor de exercícios, imagística orientada, métodos de relaxamento.

Empatia: compreender os sentimentos e preocupações dos outros e adotar a perspectiva deles; reconhecer as diferenças no modo como as pessoas se sentem em relação às coisas.

Comunicações falar efetivamente de sentimentos; tornar-se um bom ouvinte e perguntador; distinguir entre o que alguém faz ou diz e suas próprias reações ou julgamento a respeito; enviar mensagens do “Eu” em vez de culpar.

Auto-revelação valorizar a franqueza e construir confiança num relacionamento; saber quando é seguro arriscar-se a falar de seus sentimentos

Intuição: identificar padrões em sua vida e reações emocionais; reconhecer padrões semelhantes nos outros.

Auto-aceitação sentir orgulho e ver-se numa luz positiva, reconhecer suas forças e fraquezas, ser capaz de rir de si mesmo.

-Responsabilidade pessoal assumir responsabilidade; reconhecer as consequências de suas decisões e ações, aceitar seus sentimentos e estados de espírito, ir até o fim nos compromissos ( por exemplo, nos estudos)

-Assertividade: declarar suas preocupações e sentimentos sem ira nem passividade.

Dinâmica de grupo: cooperação; saber quando e como conduzir, quando conduzido.



-solução de conflitos : como lutar limpo com outras crianças, com os pais, com os professores; o modelo vencer \ vencer para negociar acordos.


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