Custo do capital de terceiros



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Custo do capital de terceiros

A taxa de retorno que os credores exigem para emprestar capitais ou recursos adicionais à empresa representa o custo que esta terá de pagar por este novo capital externo, ou de terceiros. Pelo critério temporal, os empréstimos podem ser de curto prazo ou de longo prazo. Prazo maior implica risco maior e, por isso, também custo maior do que no caso de prazo menor.


A taxa contratada para as dívidas atualmente existentes na empresa é irrelevante para o caso ora em pauta. Ela apenas informa qual era, aproximadamente, o coeficiente de custo do capital de terceiros à época em que estas obrigações foram negociadas e emitidas, e não qual é seu coeficiente de custo hoje (ROSS: 1997, p. 267).
No caso das dívidas de curto prazo, os valores contábeis e os valores de mercado tendem a ser muito próximos, ou semelhantes, o que permite que se use os próprios valores contábeis como equivalentes a seus valores de mercado (ROSS: 1997, p. 268).
O principal desafio é estimar a taxa efetiva do custo das dívidas. Quanto às taxas de juros correntes, em geral, são de curto prazo, ou não são publicadas. Contudo, o custo da dívida para os investidores estrangeiros é simplesmente o custo global da dívida da indústria, ajustado à estrutura do capital alvo da empresa e à inflação local. Pode-se calcular o custo da dívida para a empresa, acrescentando-se componentes conhecidos, a taxa livre de risco, o prêmio pela classificação de risco e o diferencial de inflação.
Os investidores globais sabem que o risco do país pode ser diversificado em uma carteira de títulos. Portanto, não se deve acrescentar qualquer prêmio por esse risco. A Coca-Cola e a Colgate-Palmolive, por exemplo, têm um custo de dívida que não ultrapassa ao de seus principais concorrentes nos EUA, apesar de grande parte de seus lucros e investimentos estarem associados a mercados emergentes (COPELAND, 2000, p. 388).
Deve-se usar sempre a taxa de mercado mais atual, quando se trata de dívidas com riscos equivalentes. Um indicador razoável de risco de uma dívida é a classificação da Moody's ou da Standard & Poor's, um organismo internacional de referência na área. Na falta dessa classificação, deve-se calcular os índices financeiros tradicionais – cobertura de juros, dívida/patrimônio, capital de giro, etc – da empresa avaliada, e compará-los com os das empresas que possuem classificação semelhante (COPELAND, 2000, p. 231).
Uma vez definida e caracterizada a natureza do capital que os terceiros emprestam à empresa, deve-se também conhecer o mesmo em relação ao capital permanente da empresa, o capital dos donos, ou acionistas.
Fonte

CATAPAN, Edilson A; HEIDEMANN, Francisco. Custo do capital de terceiros. Disponível em: . Acesso em: 13 jul. 2005.








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