Curso de Umbanda



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ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE TENDA DE UMBANDA CABOCLA MAROLA DO MAR

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CURSO DE UMBANDA

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Curso de Umbanda
PONTO DE VISTA
    Não gosto de ouvir nem ler sobre Umbanda branca, Umbanda que só fáz o bem, e tantos outros nomes que damos a nossa religião. Sou tradicionalista, e sigo a Umbanda, sem denominações, chega de dar nomes, isto já é quase insuportável por parte dos que não são umbandistas , e gostam de criticar-nos, mas que sabemos que eles também , tem seu pé, na espiritualidade, não importando a religião, só que quando "dá dor de barriga", são as benzedeiras, macumbeiros, rezadores, feiticeiros, todos estes nomes que dão no pejorativo, que vão buscar para resolver seus problemas de ordem imediata, a estas pessoas , só posso dizer que são uns órfãos de religião, que pena, e cabe a nós dentro de nossa espiritualidade atende-los, e não entende-los, pois se tentarmos, nosso lado mais racional, talvez fechasse as portas para eles, mas isto não é caridade , e nem é isso que aprendemos e usamos no nosso dia a dia. Então chega de denominações por parte de quem quer que seja, principalmente de nós umbandistas de mente e coração, não pode haver , dentro de nossa religião este tipo de procedimento. Somos umbandistas, acreditamos na espiritualidade, e acima de tudo, em nosso Pai Maior, que nos deu o discernimento da escolha e da razão.

    Não concordo com vários tipos de trabalhos que  existem por ai, cheios de novidades, cheios de coisas que nunca ouvi falar, não acredito na santidade que algumas pessoas afirmam, pois nossos guardiães, em minha opinião são o que são, e pronto, evoluirão de acordo com suas ações, dizer que exu não bebe, não fuma, etc, em minha opinião é reprimir  toda potencialidade que eles tem, e não deixá-los trabalhar de sua forma mais natural. Aos que pensam e agem diferente de mim, só posso dizer que respeito , pois muitos dizem não fazer determinadas coisas , como amarrações, corte, etc..., mas as escondidas fazem e justificam que são casos raros, que só fazem em situações extraordinária, quem dera fosse assim, mal sabem que enganam a si mesmo, e perdem sua credibilidade aos poucos.

    Então, digo, vamos nos respeitar mutuamente, cada um segue o que quer, e faz o que sua consciência manda, e também o que aprendeu. Se usarmos o bom senso, seguiremos nossas vidas sem as criticas aos outros, deixando cada qual com seu direito de agir e atuar, somos uma mescla de muitas religiões , raças, costumes, o que é certo para um é errado para outros, como sempre digo, o que é bom, guardamos, o que não nos cabe deixamos de lado. Sou favorável a uma umbanda simples e pé no chão, como sempre disse, sem com isso dizer que precisamos ser ignorantes, temos o dever de crescer, sempre ligados em tudo, não para critica, mas para saber a hora de puxar o freio de mão, pois as vezes, os exemplos dos outros nos faz parar e repensar, pois estamos aprendendo todos os dias, espero continuar aprendendo, pois sou muito grata, pelo que a espiritualidade me dá todos  os dias.

Hoje, temos a maravilhosa e fantástica mistura de todos os elementos que compõem a miscigenação brasileira, onde até orientais são pais e mães-de-santo!

Portanto, a Umbanda não pode ser tão africanizada, como vemos na maioria dos Terreiros bem como nas pessoas que escrevem a respeito. Sem dúvida, como laguyém já escreveu, há preconceito dentro da própria religião 

Afinal de contas, não é isso que lemos nos anais de 100 anos atrás. Basta pesquisar as palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Os Caboclos e Pretos Velhos viriam para dar suporte aos pobres e deserdados, pois o Kardecismo no Brasil era mais aplicado nas classes letradas (o que a gente ainda vê nos dias de hoje). Basta dizer que ate eu tenho dificuldades em entender os escritos da venerável Joana de Angelis.

 

Por outro lado, já visitei vários Terreiros onde o trabalho se simplificou bastante, deixando de lado tantos rituais e, mais importante, facilitando o acesso das pessoas à Espiritualidade Superior e ao entendimento das vidas sucessivas e da necessidade de melhorar-se. Que é exatamente o que o Caboclo das Sete Encruzilhadas e equipe espiritual nos trouxeram.



 Precisamos mudar nossos comportamentos, deixar as lendas de lado e entender como nós e a sociedade em que vivemos, já evoluímos tanto. Chego até à heresia de dizer: quanta promiscuidade nesses deuses! Onde ficaria a moral que tanto nos esforçamos para construir? Nós simplesmente não podemos aceitar isso mais.

    Respeitemos, pois, a diversidade e continuemos em nossa marcha evolutiva.


ORAÇÃO E UMBANDA
Sabemos que por sermos médiuns, todos têm condições, dentro do grau de desenvolvimento particular de cada um, conseguir, mais ou menos efetivamente, manter comunicações (incorporações é um tipo de
comunicação) com os espíritos desencarnados (Entidades ou Guias espirituais, nada são mais que espíritos desencarnados, apenas que perfeitamente identificados na doutrina de Umbanda). Uma das maneiras de conseguirmos essas comunicações, ainda que, na maioria das vezes unilateral, é a oração.
O que é a oração? Uma cantilena decorada? Um texto considerado poderoso? Uma conversa particular com nossos ícones espirituais? Creio que quem respondeu a 1º acertou! Da mesma forma que quem
respondeu a 2º ou quem respondeu à 3º proposição também acertaram. Ah! Alguém conhece outras maneiras de se fazer uma oração?!!!  Então acertou também que as utiliza.
Oração é a nossa própria intenção ou aceitação. Seja ela conhecida, criada na hora, ou, a nós passada, por outras pessoas como extremamente poderosa. Ela é o caminho para a comunicação. 
A Umbanda é uma religião que prima pelo uso das orações. Quaisquer que sejam! Não podemos afiançar que esta ou aquela oração seja exclusiva de Umbanda, mas, podemos afirmar que todas serão bem
vindas. Mais uma vez se vê a doutrina influenciando na aplicação da prática específica.
Já vi casas de Umbanda, que começavam as sessões cantando durante pelo menos duas horas uma ladainha. Aquelas mesmas que nossos bisavós, católicos, faziam e, que só ficamos sabendo que existiam,
através das histórias nos natais em famílias.
Conheci outras casas que iniciavam suas sessões com pontos de abertura cantados em idioma Yorubá para saudar os Orixás e outras que os saudavam em língua portuguesa. Nos entenderiam melhor de que
maneira? Em Ioruba ou em Português? Será que nos entenderiam em Inglês? Creio que sim, apesar de que também entendo, e creio ser imprescindível, que se siga, fielmente, a doutrina da casa afim de
não criar constrangimentos e desconfortos com o restante do corpo mediúnico e até mesmo com o chefe da casa ao querermos impor uma filosofia, apenas porque cremos que ela também será aceita e
contemplada com o mesmo amor pelos nossos Orixás e Entidades. Caramba! Exclamariam alguns de nossos irmãos, fora de nossas crenças e, até mesmo alguns, dentro delas!
É muito difícil ser ou entender estes Umbandistas! Diriam eles! Mas não! Não é tão difícil assim se tivermos antes de qualquer outro sentimento o da humildade, simplicidade e boa vontade. Quando esses
sentimentos se unem a Umbanda, ainda que nem pensemos nisso, cresce, evolui, nós evoluímos, as Entidades evoluem, mas nem fizemos nada não é mesmo? Nossos nomes não aparecerão nos holofotes da história. Não demos nossa contribuição para que no futuro a Umbanda venha a ser a religião do Brasil, quem sabe do mundo, não é mesmo? É verdade! Não! Não é verdade, é mentira! Demos nossa contribuição sim. Aliás, foi só o que fizemos, pois é só isso que esperam de nós! Não temos outra coisa a fazer, nossa contribuição é essa, somos apenas intermediários, médiuns, construtores sim, mas, de nossos
próprios caminhos, quem constrói os caminhos da vida e das elevações de todos nós são eles, as Entidades, os Orixás. Um dia quando todos entendermos isso, talvez não se tenha mais tantas doutrinas
diferentes ou que, pelo menos, sendo diferentes, tenham pontos firmes de contato entre suas liturgias.
Que esse dia não esteja longe!
A fé e seu poder

Analisando a trajetória evolutiva identificamos o homem a caminhar dentro de horizontes e arrastando-os na seqüência existencial através das raízes em heranças. O que vai contribuir para que se liberte desses atavismos, será o conhecimento, permitindo este que cada um se analise, escolha e trace os caminhos da própria libertação.

Sob essas reflexões, teve o homem sempre a oportunidade de escolher caminhos?

Após a instalação do Cristianismo como religião oficial, com o predomínio da vida religiosa sobre as demais formas sociais, e, sobretudo, com a concentração do campo espiritual nos conventos e seminários, durante a Idade Média principalmente, o comum nas questões da fé, é a imposição dos pontos considerados de fundamental interesse ao pensamento humano e que devem ser aceitos como dogma de fé, incontestáveis, proibidos de serem discutidos, não se admitindo não só refutações como também simples trocas de idéias sobre os mesmos. A autoridade de quem dita o dogma é absoluta, infalível, definitiva e todo cristão deve acatá-la como expressão autêntica da verdade revelada.

Fé é chamada de virtude teologal, isto é, qualidade essencial para salvação e como tal deve-se aceitá-la, não importando o modo como se viva. Basta ter fé.

A vigência de tal estado, vem desaguar mais ou menos no século XVIII e se afirma em dois grandes movimentos: o materialismo, anterior ao Cristianismo, mas que se acentua por rejeitar a salvação pela fé. Na outra opção, firma-se a fé cega, que nada examina, tudo aceita, sectária, fanática e passiva.

Esse panorama no início do século XIX mescla-se ao lado das contestações nascentes, dos raciocínios que acirravam discussões em verdadeira oposição ao dogma. Lógica, razão, observação e experimentação vão caracterizar o pensamento da época. Questionam, buscam, refutam. Nesse clima, em face à tantas controvérsias, principalmente frente aos efeitos físicos que imperam, uma mente lúcida, personificada pelo professor Rivail procura a Verdade. Não o faz, nem dentro do materialismo, em nem na fé cega. Busca estudar através do campo científico. Aplica o método da experimentação: sem teorias pré concebidas observa, compara, deduz. Dos efeitos procura causas. Encadeia os fatos e só admite uma explicação como válida quando resolve ela todas as dificuldades de uma questão.

O conteúdo espírita, advindo dessa busca "(...) não pretende forçar convicção alguma, mas tão somente oferecer uma base racional de crença espiritual dos que não podem tê-la por não aceitarem as formas existentes (...)" 1

Tal afirmação é lógica, uma vez que a evolução vai fazendo com que as criaturas superem propostas ingênuas na procura de princípios mais claros na fé que esclarece satisfazendo a razão.

Como então, fé é entendida?

O vocábulo possui várias significações: pode ser entendido como crença, confiança, crédito, preceitos desta ou daquela religião ou fé pura, isto é, aquela que não diz respeito a nenhuma forma de crença ou seita em especial, mas que se traduz por segurança absoluta quanto ao que diz respeito à existência de um ser superior, Deus, sua justiça e misericórdia.

Seria esta a mais sublime como também a mais difícil de ser encontrada, pois se estabelece sob bagagem que fala de aprimoramento passado.

Ter fé nesse sentido, é ter convicções, certezas que ultrapassam o âmbito de uma sigla religiosa e que leva a que se vençam barreiras, porque não se sente sozinha, sabe por onde, porque e para onde caminha, repousada a sensibilidade em alegria íntima. Traduz certeza na Providência, confiança que leva a posicionar-se diante das lutas e conflitos com tranqüilidade e luz no coração.

Crer e ter fé, nesse caso, são a mesma coisa?

Não. Acreditar é expressão de crença, dentro da qual os legítimos valores da fé se encontram embrionários. O indivíduo admite sem exame, afirmações absurdas ou não, propostas estranhas ou dogmas. Age só pelo sentimento, no qual aceita sem verificação tanto o verdadeiro como o falso. Levada ao excesso, conduz ao fanatismo. No oposto, pode abolir o sentimento e só usar a razão. Encontrará fantasmas impiedosos que podem levar à negação, à obstinação e ao crime.

Na realidade, desenvolver fé, é alcançar a possibilidade de não mais dizer eu creio, mas afirmar eu sei, com todos os valores da razão e do sentimento.

Essa fé – eu sei – não caminha sozinha e ao exercer-se, desenvolve outros aspectos, considerados estes como virtudes uma vez que essa fé não existe sem a paciência, esperança, humildade, persistência, sem o entendimento racional, daquele que crendo, sabe.

Como efeito, teremos um homem desperto nos sentimentos nobres; torna-se empolgante; traduz certezas, exprime confiança na disposição sadia daquele que entendendo, confia, trabalha e aguarda.

Fé – razão e sentimento, tríade inseparável em que um vivifica o outro e a união dos três abre ao pensamento campo de certezas no qual a vida se harmoniza.

Quais os efeitos dessa forma de fé?

Diante dos perigos e turbulências, o homem assim convicto, age, faz a sua parte, permanece em equilíbrio e aguarda respostas atento para identificá-las, não no sentido do que quer que se realize, mas conforme a necessidade que atenderá. Torna-se robusto e forte nas atitudes. O conhecimento do mundo invisível, a confiança numa lei superior de Justiça e progresso, propiciam calma e segurança.

"(...) Efetivamente, que poderemos temer, quando sabemos que a vida é imortal e quando, após os cuidados e consumições da vida, além da noite sombria em que tudo parece afundar-se, vemos despontar a suave claridade dos dias infindáveis? (...)" 2

Para que tal estágio seja alcançado a base tem que ser sólida amparada no livre exame e liberdade de pensamento, na observação direta das leis naturais, reguladoras estas de todos os fenômenos. Este é o caráter da fé espírita: decorre do exame racional dos fatos em perfeita consonância com as leis que regem a Vida.

Como adquirir essa forma de fé?

Não é conquista que se estabelece de uma hora para outra. É ação individual no tempo, nas experiências vivenciadas em reflexões lógicas das causas, oração, meditação para discernir e acertar. Em gérmen, está presente em todos os seres; é inata a aguardar o esforço de cada um para crescer e fazer sentir sua ação.

No Espiritismo, é entendida como uma faculdade natural da alma. A semelhança do Amor, também contido em gérmen, cultivado à luz da razão, desenvolve-se da mesma forma que as outras faculdades. Naqueles em que já se apresenta espontânea, atestam sinais de progresso anterior, no qual já creram compreendendo, trazendo ao renascer a intuição do conhecido.

Os que sentem dificuldades, que estão na luta da busca, no conflito, na dualidade do passado detido na fé cega que não mais satisfaz e abrindo-se a um futuro ainda não claro, buscar, pesquisar, raciocinar, comparar, compreender para que a inteligência lhe aponte a lógica de uma proposta.

A fé que não se assentar sob essas bases, impõem-se sobre uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio.


Fé raciocinada se apóia em fatos, na lógica que não deixa dúvida. Leva o homem a melhoria íntima em certezas que o direcionam para agir livremente sem medo de castigos, sem promessas, trocas ou dependências na fé raciocinada que "(...) pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade (...)" 3

Qual passagem evangélica é um exemplo do poder da fé?

Um certo pai procura Jesus para que lhe cure o filho obsedado, já que os discípulos não haviam conseguido faze-lo. Jesus pergunta:

"(...) — Há quanto tempo isto lhe sucede?

Desde a infância; mas se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.

Ao que lhe respondeu Jesus:

— Se podes! Tudo é possível ao que crê.

E imediatamente o pai do menino exclamou (com lágrimas): — Eu creio, ajuda-me na minha falta de fé (...)" 4

O texto passa esperança ao mesmo tempo que ensina que no campo íntimo, no sentimento, na estrutura moral, impossível é termo sem significação, aceito apenas por aqueles que desconhecem a força dos que tendo fé, crêem porque sabem.

Quando a crença, a fé nos pareça pouca, insuficiente, titubeante, surge a exclamação do Pai: "— (...) Creio Senhor! Ajuda-me na minha pouca fé (...)" 4

Exterioriza-se ainda nessa passagem as características da fé verdadeira: o filho sofria desde a infância e não há desânimo; há persistência, humildade, pois leva primeiro aos discípulos e só depois procura Jesus; não perde a esperança, não desanima, não se entrega. Mantém a atitude de certeza na busca do bem para o outro, atitudes enfim, corajosas, que no seu todo davam-lhe forças para prosseguir buscando sem desequilíbrios ou descontrole.

"(...) A fé é o maior tesouro da alma (...)." 5 Sem ela nenhum sentimento generoso, caridade ou amor poderá habitar, crescer e florescer na alma humana, uma vez que não há a certeza que gera a esperança para alcançar. Analisando, o valente pai da parábola não sente dificuldade, procura, busca, entende, tem objetivos, desvincula-se de si, busca o melhor reflete, aceita, recomeça e encaminha-se para Deus.

"(...) Eu repito: a fé humana e divina, se todos os encarnados estivessem bem persuadidos da força que têm em si, se quisessem colocar sua vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até o presente, chamou-se de prodígios, e que não é senão, o desenvolvimento das faculdades humanas (...)" 3

Conclui-se que sendo inata, aguarda pelo trabalho de cada um consigo, para que crescendo, clareie e fortaleça a alma como mensagem de Deus libertando as criaturas. 


A Umbanda e a arte de se comunicar
A dinâmica da vida, por vezes nos engana, fazendo com que demos importância aos grandiosos prodígios, ou aos grandes acontecimentos, parecendo que estes são sinais que nos querem comunicar algo, mas a Providência Divina sorrateiramente no dia - a – dia, nos chama à realidade, fazendo de uma maneira ou de outra entendermos que a importância reside nas pequenas coisas.

No planejamento reencarnatório, nossos benfeitores nos alertam, que nosso sucesso virá principalmente da maneira como nos comportaremos frente aos outros , a mesma palavra que conforta e alivia, poderá ser usada para criticar e ferir.

Misericordiosamente, nos deu a Umbanda, na roupagem fluídica de Caboclo, Preto Velho, Criança, Guias e Orixás, nos comunicando que aí estariam os verdadeiros exemplos, de força e humildade, serenidade e sapiência, carinho e amor.

A retórica desses abnegados espíritos, nos inspira Suas qualidades, procuram germinar em nós um pouquinho Deles mesmos, mesmo que no fim achemos que o mérito é todo nosso. Não nos lembramos que foi a palavra de uma Entidade, seja ela guia ou Orixá, que nos amparou no momento mais inquietante e que deste momento em diante é que tivemos força, para refletimos e crescermos.

Na família, no trabalho, no templo, a Inteligência Suprema nos coloca, para interagir com pessoas, que nos causem antipatia, ou amizade, para contribuirmos positivamente, por vezes, esquecemos disso, e não tratamos bem àquele que nos é menos afim, evitamos até conversar, desperdiçando a oportunidade que nossos benfeitores nos deram para sermos melhores.

Como Chico Xavier em uma de suas psicografias escreveu “... Seu trato pessoal com os outros esclarece até que ponto você progrediu...” roguemos á nosso amado Mestre que saibamos respeitar as diferenças, assim como ele as idealizou, num infinito mosaico, multicolorido, que apesar de nunca existir, uma peça igual à outra, são perfeitas, pois estão onde deveriam estar.

Paz, saúde, alegria, harmonia e muito boas energias!
O que é uma Tenda de Umbanda.?

É o nosso lar espiritual.


É um reencontro de espíritos encarnados e desencarnados.
Inclinamo-nos para esta ou para aquela Tenda na proporção de nossa afinidade espiritual e de nossa ligação espiritual com os irmãos que dela fazem parte.
Toda Tenda de Umbanda, , tem a sua luz espiritual e a sua vibração.
Ela preparada e alimentada por grupos de espíritos das mais diversas origens e com finalidades distintas.
A Tenda de Umbanda é o local adequado para que as Entidades possam vir prestar o seu trabalho.
A nossa casa é a nossa casa.
Não é o local apropriado para a realização de trabalhos espirituais.
Aqueles que assim procedem não sabem o que lhes está reservado para o futuro uma vez que durante a realização de uma sessão na irradiação da Lei de Umbanda surgem as mais variadas formas de vibrações.
Pontos Vibracionais do Terreiro
Os Pontos Vibracionais são, toda e qualquer forma material de magnetização, em determinado local, de freqüências adequadas à proteção do ambiente.

Se dividem em três grandes grupos, à saber: Internos , Externos e Defesa.


I – Externos


  1. Tronqueira.

Firmeza para o Exu guardião da casa, chamado por nós de Exu da Porteira, embora seu nome verdadeiro só seja conhecido pela hierarquia mais alta da casa.



  1. Ogum de Ronda

Assentamento de Ogum de Ronda. Junto com a tronqueira, são destinados a barrar fora do terreiro as influências espirituais negativas.


  1. Casa dos Exus”

É o local destinado aos assentamentos dos Exus dos Médiuns, e das oferendas feitas aos mesmos. Assim como na “Casa dos Orixás”, o médium deve manter uma atitude de extremo respeito, falando apenas o estritamente necessário e trajando seu uniforme, quando lá entrar.


  1. Casa de Obaluaiê”

Assentamento de Obaluaiê


  1. Cruzeiro das Almas

Local destinado às oferendas aos Pretos Velhos, e onde são acesas as velas para os desencarnados. Onde deixamos as velas da prece dos desencarnados.


  1. Anjo da Guarda

Local onde as pessoas acendem as velas aos anjos-de-guarda.


  1. Quartinha de Oxalá

Fica acima da porta, que fica ao lado do anjo de guarda. Representa um ponto de atração de energias positivas vindas de Oxalá, e que são irradiadas a todos os que passem.


  1. Casa” do Caboclo (Ventania de Aruanda, fundador do nosso centro)

Local onde é Homenageado o Caboclo Fundador da casa, e onde são acesas velas para os demais caboclos.

  1. Cozinha

Onde são feitas as comidas a serem ofertadas aos orixás. Quando a cozinha estiver sendo usada com esta finalidade, nenhum médium deve entrar sem autorização. O médium se convidado a ajudar, deve manter uma atitude de extremo respeito, falando apenas o estritamente necessário e trajando seu uniforme, e OJÁ (pano na cabeça) quando lá entrar. Os médiuns que estiverem próximos devem falar baixo e só se dirigir ao médiuns que estão na cozinha se estritamente necessário. Antes de começar a ser utilizada com fins religiosos uma vela deve ser acendida junto a um copo d’água na cozinha em local apropriado a este fim.
II – Internos
É toda aquela que é feita no interior do recinto de trabalho:



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