Curso de língua portuguesa módulo 4 leitura e produçÃo de textos



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Jornal do Brasil - 31.12.94)

      97. O título do artigo de Veríssimo (VICE-VERSA) se justifica porque



  1. fala de fatos ocorridos no ano passado que marcaram instavelmente o nosso desenvolvimento social.

  2. o governo de Itamar foi, em termos de honestidade, o oposto ao do Collor.

  3. durante o ano personagens e instituições positivas se tornaram negativas, e as negativas converteram-se em positivas.

  4. os irmãos Collor trocaram acusações recíprocas durante esse período.

  5. os eleitores poderão julgar os acontecimentos do ano de modos diferentes e ambíguos.

      98. A afirmativa "O ano começou com Lula eleito" está correlacionada

  1. ao maior preparo desse candidato em relação aos demais.

  2. às pesquisas eleitorais que colocaram Lula, disparadamente, na frente dos outros candidatos.

  3. à participação mais visível da militância do PT nos comícios políticos.

  4. à vitória de Lula nas eleições para a presidência do Partido dos Trabalhadores.

  5. ao fato de ser ele o único candidato que poderia estabilizar a nossa moeda e combater a inflação.

      99. Dos personagens abaixo o único que sofre uma mudança (reabilitação parcial) é

      a) Aristides Junqueira d) Ricupero

      b) Parreira e) Berlusconi

      c) Maurício Correa

      100. A anistia a que se refere a frase "e termina com o Congresso brasileiro querendo se auto-anistiar" se relaciona, particularmente, com o seguinte fato


  1. a corrupção dos chamados "anões do Orçamento".

  2. a ausência frequente às sessões do Senado e da Câmara de muitos senadores e deputados.

  3. a não-votação do orçamento para o ano de 1995, em tempo hábil.

  4. a recusa de votar o aumento do salário-mínimo.

  5. a utilização da gráfica do Senado para fins eleitorais.

      101. O acontecimento que justificou o autor do artigo apresentar Aristides Junqueira "como o exemplo de trapalhão" foi a seguinte:

      a) a acusação - julgada inconsistente - contra o ex-presidente Collor.

      b) a participação no escândalo do Orçamento.

      c) a conivência com as "trapalhadas" de Maurício Correa.

      d) a autoria do anteprojeto da anistia de Humberto Lucena.

      e) a participação involuntária nas crises do Congresso Nacional.

      (TRE-ES) Texto para as questões 102 a 107.

      GENTE HUMILDE

      Tem certos dias em que eu penso em minha gente

      E sinto assim todo o meu peito se apertar

      Porque parece que acontece de repente

      Como um desejo de eu viver sem me notar.

      Igual a como quando eu passo no subúrbio

      Eu muito bem vindo de trem de algum lugar

      E aí me dá como uma inveja dessa gente

      Que vai em frente sem nem ter com quem contar.

      São casas simples com cadeiras na calçada

      E na fachada escrito em cima que é um lar

      Pela varanda flores tristes e baldias

      Como alegria que não tem onde encostar.

      E aí me dá uma tristeza no meio peito

      Feito um despeito de eu não ter como lutar

      E eu que não creio peço a Deus por minha gente

      É gente humilde - que vontade de chorar.

      (Garoto, Vinícius de Morais e Chico Buarque de Hollanda)

      102. "Tem certos dias em que eu penso em minha gente." Gramaticalmente o verbo ter não está corretamente empregado neste verso: "Tem certos dias..." O certo seria: Há certos dias ..... Entretanto, o autor preferiu empregar o verbo ter no lugar de haver, pois



  1. desconhecia a regra gramatical

  2. queria transmitir ideia de simplicidade, deixando-se levar pela linguagem popular

  3. sua intenção era transmitir e não oferecer acertos gramaticais

  4. usou a licença poética

  5. não valorizava muito a gramática

      103. "Tem certos dias em que eu penso em minha gente." O poeta usou a expressão "minha gente" porque

  1. gostava muito daquela gente

  2. tratava-se de seus admiradores

  3. também descendia de gente humilde e se achava parte daquela gente

  4. sentia muita pena daquela gente

  5. era um rei e aquela gente lhe pertencia

      104. As cadeiras nas calçadas nos transmitem a ideia de

      a) abandono

      b) relaxo

      c) desocupação

      d) familiaridade, espírito comunitário

      e) aquecimento ao sol

      105. É correto a respeito do texto.

      a) O poeta pensa todos os dias em sua gente

      b) Ao pensar em sua gente o poeta se alegra

      c) Apesar da falta de apoio dos mais fortes, o povo não se deixa abater

      d) O poeta crê em Deus

      e) Não existe um sentimento de solidariedade entre o poeta e a gente humilde a que se refere

      106. Pode-se afirmar a respeito do texto que


  1. O poeta é totalmente realizado

  2. O poeta sente-se feliz por se identificar com o povo simples

  3. O poeta sente-se frustrado por sua impotência em não poder ajudar sua gente

  4. O poeta não se sente realizado, por ser pobre como seu povo

  5. O poeta não possui qualquer identificação com o povo que descreve

      107. O poeta inveja a "gente humilde", sobretudo, por sua (dela)

      a) força de vontade. d) alegria.

      b) humildade. e) honestidade.

      c) simplicidade.

      (TRE-MG) As questões 108 a 116 referem-se ao texto abaixo. Quando das perguntas, volte ao texto sempre que necessário:

      SAINDO DE COMA

      Filas de doentes à espera de um médico e pacientes agonizando em corredores de hospital aguardando um leito. Essas são imagens correntes quando se fala em saúde pública. Em algumas cidades brasileiras, porém, com soluções alternativas foi possível suavizar esse quadro. Nesses lugares, o cidadão recebe em sua própria casa a visita de médicos, os doentes mentais não são afastados do convívio familiar e recebem salários em razão da laborterapia. Os diversos programas alternativos desenvolvidos no País mostram que é possível oferecer qualidade nos serviços ao mesmo tempo em que se economizam recursos públicos.

      Em Campinas, no interior de São Paulo, a prefeitura começa, em agosto, a atender em casa pacientes com Aids. Esse é o segundo passo de um projeto de sucesso de atendimento a doentes com dificuldades de locomoção, que há dois anos recebem periodicamente a visita de uma equipe formada por médicos, terapeutas e enfermeiros. O Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) cuida atualmente de 108 pacientes. "Não sei o que faria sem esse serviço", avalia Irene Albuquerque, filha de Maria Antonieta Nogueira, 98 anos, portadora do mal de Alzheimer, doença que afeta o sistema nervoso. Maria Antonieta passa o tempo todo na cama e desenvolveu uma enorme ferida na região lombar. Os enfermeiros do SAD fazem curativos diários na paciente. Para manter todo o programa, a prefeitura gasta R$ 112 mil por ano, o equivalente a 0,1% do orçamento municipal destinado à saúde.

      O atendimento domiciliar também vem sendo aplicado em Santos (SP). Lá, gestantes e recém-nascidos são beneficiados por um trabalho preventivo de sucesso. A mortalidade infantil caiu de 33 para 22 a cada mil nascidos, nos últimos cinco anos, graças ao Sistema de Vigilância do Recém-Nascido de Risco. Programa semelhante foi adotado em Porto Alegre (RS), onde todo recém-nascido que apresenta algum tipo de problema passa a receber visitas médicas periódicas, caso a mãe não compareça ao posto de saúde nas datas estipuladas. Na capital gaúcha, a partir deste mês, os contribuintes poderão, por telefone, agendar dia e hora para receber a visita do doutor. Os doentes mentais foram os primeiros a ser beneficiados com as formas alternativas de tratar a saúde pública. A palavra de ordem é esvaziar os sanatórios. As guias de internação emitidas pela prefeitura de Betim (MG) aos manicômios praticamente desapareceram. Em 1992, o Hospital Galba Veloso, de Belo Horizonte, registrava uma média de 52 dessas guias por mês. Hoje, são apenas três. Os pacientes passam o dia em três Centros de Referência e à noite vão para casa. Os frutos da maior convivência social dos doentes mentais são marcantes, também em Santos. No litoral paulista, os ex-internos da Casa de Saúde Anchieta fazem a produção e locução do Rádio Tam-Tam, um programa que vai ao ar diariamente na Rádio Cacique. Alguns ex-internos hoje trabalham na Usina de Reciclagem de Alemoa e recebem um salário mínimo por mês. "Essa experiência permite uma redução de 40% nos gastos com a saúde", diz o secretário de Higiene e Saúde de Santos, Cláudio Maierovitch.

      Mas a grande novidade prevista para o sistema de saúde pública está empacada. Trata-se do Plano de Assistência à Saúde (PAS), do prefeito paulista Paulo Maluf. Ele quer transferir a gerência dos hospitais e postos de saúde municipais para cooperativas médicas licenciadas pela prefeitura. O problema é que Maluf resolveu começar o projeto antes de ele ser aprovado pela Câmara de Vereadores. O resultado foi uma pendenga jurídica e a paralisia do programa, que só deverá ser votado pelos vereadores este mês. O governo estadual também patina na implantação de políticas alternativas de saúde pública. A administração Mário Covas está liquidando o Programa Médico de Família, implantado em 1989 pelo então secretário de Saúde e hoje deputado federal (PMDB) José Aristodemo Pinotti. "O Estado alugava uma casa onde o médico deveria morar e atender a 400 famílias daquele bairro", explica o deputado. Foram instaladas 20 unidades na capital. Hoje, restam dez. O projeto foi copiado por outros Estados e chegou a ser premiado pela ONU.

      (Isto É 1348 - 2/8/95)

      108. O texto focaliza



  1. as consequências da política de saúde do governo sobre esse setor.

  2. um programa de saúde alternativo que vem tratando dos doentes com qualidade.

  3. os desvios de verba destinada à saúde por prefeituras do interior.

  4. um programa de revitalização dos hospitais públicos através de compra de equipamentos.

  5. um tratamento pioneiro para pacientes que se apresentam em estado de coma em hospitais públicos.

      109. Todas as afirmações abaixo, baseadas no texto, estão corretas, exceto.

  1. Há humanização no tratamento dos doentes mentais, por não serem privados do convívio social.

  2. Houve redução na mortalidade infantil em Santos, o que prova a efetividade e eficiência do programa.

  3. Ao contrário do que se poderia imaginar, saúde com qualidade não implica onerar os cofres públicos.

  4. O texto fala de uma situação de saúde pública que se opõe à encontrada na maioria das cidades do país.

  5. Os programas têm revelado qualidade de operação e pouca originalidade de concepção.

      110. De acordo com o texto, a saúde pública está marcada pela

      a) insuficiência. d) humanização.

      b) praticidade. e) coerência.

      c) incompreensão.

      111. São características dos diversos programas alternativos da saúde, exceto.

a)o atendimento domiciliar

b)a permanência do doente junto à família

c)a modernização dos hospitais

d)o esvaziamento dos manicômios

e)os gastos pouco significativos

      112. Todas as passagens abaixo, extraídas do texto, referem-se a um mesmo quadro, exceto

a)"A mortalidade infantil caiu de 33 para 22 a cada mil nascidos."

b)"Não sei o que faria sem esse serviço."

c)"os ex-internos (...) fazem a produção e a locução do Rádio Tam-Tam."

d)"Maria Antonieta passa o tempo todo na cama e desenvolveu enorme ferida."

e)Alguns ex-internos trabalham hoje na Usina de Reciclagem de Alemoa."

      113. No trecho "... a prefeitura começa, em agosto, a atender em casa pacientes com Aids", o texto mostra que

a)os hospitais não têm estrutura para atender os aidéticos

b)o sistema de saúde não se responsabiliza pelo tratamento dos aidéticos

c)os aidéticos terão acesso a um atendimento de qualidade através do programa alternativo

d)a discriminação contra aidéticos chega ao ponto de não se permitir que saiam de casa

e)a prefeitura de Campinas se preocupa em não contaminar os hospitais com o vírus da Aids

      114. No programa adotado em Porto Alegre, observa-se que

a)é dada assistência a todos os recém-nascidos.

b)a queda da mortalidade infantil passou de 33 para 22 a cada mil nascidos.

c)a mãe é obrigada a comparecer aos postos de saúde municipais.

d)todos os recém-nascidos recebem visitas médicas periódicas.

e)a assistência é dada, mesmo sem que a mãe obedeça aos prazos.

      115. Aponte a passagem que não realça os benefícios obtidos pelos doentes mentais com o programa alternativo.

a)"... os doentes mentais não são afastados do convívio familiar"

b)"A palavra de ordem é esvaziar os sanatórios"

c)"... os contribuintes poderão, por telefone, agendar dia e hora para receber a visita do doutor"

d)"Os pacientes passam o dia em três centros de referência e à noite vão para casa"

e)"Alguns ex-internos hoje trabalham na Usina de Reciclagem de Alemoa"

      116. Em relação ao seu autor, o Programa Médico de Família, revela, hoje

      a) injustiça. d) desonra.

      b) favorecimento. e) punição.

      c) reconhecimento.

      (LICEU) O texto abaixo refere-se às questões 117 a 120.

      A Quinta História

      Esta história poderia chamar-se "As Estátuas". Outro nome possível é: "O Assassinato". E também "Como Matar Baratas". Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.

      A primeira, "Como Matar Baratas", começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de-dentro delas. Assim fiz. Morreram.

      A outra história é a primeira mesmo e chama-se "O Assassinato". Começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa. Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria no mal secreto que roía casa tão tranquila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali estava eu e preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa: matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos cantos enquanto a gente dorme, cansada, sonha. E eis que a receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No chão da área estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara. Em nosso nome, amanhecia. No morro um galo cantou.

      A terceira história que ora se inicia é a das "Estátuas". Começa dizendo que eu me queixara de baratas. Depois vem a mesma senhora. Vai indo até o ponto em que, de madrugada, acordo e ainda sonolenta atravesso a cozinha. Mais sonolenta que eu está a área na sua perspectiva de ladrilhos. E na escuridão da aurora, um arroxeado que distancia tudo, distingo a meus pés sombras e brancuras: dezenas de estátuas se espalham rígidas. As baratas que haviam endurecido de dentro para fora. Algumas de barriga para cima. Outras no meio de um gesto que não se completaria jamais. Na boca de umas um pouco de comida branca. Sou a primeira testemunha do alvorecer de Pompeia. Sei como foi esta última noite. Sei da orgia do escuro. Em algumas o gesso terá endurecido tão lentamente como num processo vital, e elas, com movimentos cada vez mais penosos, terão sofregamente intensificado as alegrias da noite, tentando fugir de dentro de si mesmas. Até que de pedra se tornam, em espanto de inocência, e como tal, tal olhar de censura magoada. Outras - subitamente assaltadas pelo próprio âmago, sem nem sequer ter tido a intuição de um molde interno que se petrificava! - essas de súbito se cristalizam, assim como a palavra é cortada da boca: eu te...

      Elas que, usando o nome de amor em vão, na noite de verão cantavam. Enquanto aquela ali, a de antena marrom suja de branco terá adivinhado tarde demais que se mumificara exatamente por não ter sabido usar as coisas com a graça gratuita do em vão: "é que olhei demais para dentro de mim" é que olhei demais para dentro de..." - de minha fria altura de gente olho a derrocada de um mundo. Amanhece. Uma ou outra antena de barata morta freme seca à brisa. Da história anterior canta o galo.

      A quarta narrativa inaugura nova era no lar. Começa como se sabe: queixei-me de baratas. Vai até o momento em que vejo os monumentos de gesso. Mortas, sim. Mas olho para os canos, por onde esta mesma noite renovar-se-á uma nova população lenta e viva em fila indiana. Eu iria então renovar todas as noites o açúcar letal? como quem já não dorme sem a avidez de um rito. E todas as madrugadas me conduziria sonâmbula até o pavilhão? no vício de ir ao encontro das estátuas que minha noite suada erguia. Estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. E estremeci também ao aviso do gesso que seca: o vício de viver que rebentaria meu molde interno. Áspero instante de escolha entre dois caminhos que, pensava eu, se dizem adeus, e certa de que qualquer escolha seria do sacrifício: eu ou minha alma. Escolhi. E hoje ostento secretamente no coração uma placa de virtude: "Esta casa foi dedetizada".

      A quinta história chama-se "Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia". Começa assim: queixei-me de baratas. (Clarice Lispector)

      117. No trecho "Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras porque nenhuma delas mentem a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noite me dessem.", o narrador



  1. apresenta sua história como quadros que, embora formem uma unidade, podem se multiplicar infinitamente.

  2. conta histórias que não mentem uma a outras, pois de estruturam na sua experiência cotidiana.

  3. compara seu texto à história das "Mil e uma Noites", somente em um processo de gradação dos fatos.

  4. lamenta o fato de não ter mil e uma noites para desenvolver sua história, pois não lhe deram tempo suficiente.

  5. afirma que irá escrever três histórias. No entanto, ao longo do texto, cinco histórias são apresentadas. Isso denota uma falta de coerência entre a introdução e o desenvolvimento do conto.

      118. De acordo com o texto, o narrador, ao contar a história

  1. coloca-se como observador dos fatos, conferindo uma superficialidade na análise da personagem.

  2. participa dos fatos, portanto personagem e observador, conferindo uma visão parcial da realidade presente no texto.

  3. é, ao mesmo tempo, personagem e observador, pois relata fatos sequenciais dos quais foi participante.

  4. é onisciente, personagem e, a partir da sua experiência do cotidiano, relata os fatos de maneira detalhista e profunda.

  5. é personagem, mas passa a ser também observador ao relatar a multiplicidade de histórias dentro de uma mesma história.

      119. A partir da leitura do texto, pode-se afirmar que

  1. o assunto é banal, pois se restringe a contar o cotidiano de uma personagem envolvida com os problemas do extermínio de baratas.

  2. através de um assunto trivial, o conto busca mostrar a banalidade da existência humana de uma maneira trágica, principalmente na quarta narrativa.

  3. a primeira história, "Como Matar Baratas", confirma a banalidade do conto, pois se resume a um receituário sobre como eliminá-las.

  4. o conto distancia-se de sua temática principal para remeter a um fato real, pois, através de um processo metafórico, compara a morte das baratas ao trágico destino das pessoas de Pompeia, o que é irrelevante ao contexto da história.

  5. percebemos, no conto, um processo ritualístico, repetitivo - adquirido através de um fluxo psicológico - o que acarreta uma narrativa lenta e monótona, só dinamizada na primeira história.

      120. Observa-se a partir do final "A quinta história chama-se ‘Leibnitz e a Transcendência do Amor na Polinésia’. Começa assim: queixei-me de baratas", que

      a) a constante repetição da frase "queixei-me de baratas" torna o final inesperado e inconsistente, pois o narrador não concluiu a história.

      b) o título escolhido, que centra a história na Polinésia, mostra que o problema do extermínio de baratas encontra-se no mundo inteiro.

      c) o responsável pela quinta história é o leitor, uma vez que o narrador já não tem mais nada a dizer.

      d) há um processo cíclico, visto que inexiste uma conclusão convencional percebida através da retomada constante da frase "queixei-me de baratas".

      e) inexiste uma conclusão convencional, pois, sendo uma narrativa moderna, já é esperado um final abrupto e desconectado com o restante da história.

      121. (LICEU) "Os horrores por que passa uma pessoa dependente da ingestão diária de alguma droga são inenarráveis. Vão-se, nesta ordem, emprego, família, autoestima, os cuidados com o próprio corpo e, por fim, a vida. Alguns ainda conseguem se reerguer, com muito sacrifício, e abandonar o vício. São, porém, uma pequena minoria.

      As estratégias usuais de combate às drogas - leia-se, a repressão - vêm-se mostrando infrutíferas diante da crescente ousadia e sofisticação dos barões da droga. Os EUA chegam a gastar anualmente bilhões de dólares na repressão ao tráfico. Os resultados deixam a desejar. Pesquisas indicam que o número de viciados não decresce e que os norte-americanos estão tendo seu primeiro contato com as drogas cada vez mais jovens". (Folha de São Paulo, 30 de julho de 1995) Nesse trecho, a postura do autor, em relação aos temas, é



  1. contrária ao combate repressor às drogas, pois há um aparato ousado e sofisticado, usado pelos traficantes, que o governo não consegue acompanhar.

  2. contrária ao combate às drogas, pois são gastos bilhões de dólares na repressão ao tráfico.

  3. contrária ao combate às drogas, pois não adianta reprimir os jovens que buscam cada vez mais a primeira experiência.

  4. favorável ao combate às drogas, apesar de lamentar que só uma pequena minoria consiga desvencilhar-se do vício.

  5. favorável ao combate às drogas, apesar das estratégias atuais mostrarem-se infrutíferas.

      (TRE-RJ) Texto para as questões 122 a 129:

     




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