Curso de língua portuguesa módulo 4 leitura e produçÃo de textos



Baixar 0.7 Mb.
Página7/12
Encontro08.01.2019
Tamanho0.7 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12
A Semana, 1882)

      71. Em qual dos elementos abaixo se baseia a imagem mais recorrente no texto?

      a) água d) fogo

      b) terra e) sol

      c) ar
      72. No trecho "Ficam desde já excluídos os sonhadores..." (§6º), entende-se que os sonhadores ficam excluídos do grupo dos que

      a) têm condições de serem escolhidos.

      b) desejam comprar um bilhete da loteria.

      c) sacrificam os outros.

      d) querem um diálogo de amor.

      e) amam o mistério.


      73. No trecho "... precisas de um preparado para matar esse mal cruel e indefinível." (§7º), o "mal" é

      a) a falta de amor. d) a saudade do casamento.

      b) o tédio da solidão. e) a aproximação da velhice.

      c) o enjôo do mar.


      74. De acordo com o texto, o cronista teve desejo de ver a viúva porque

      a) ela era distinta e interessante.

      b) ela possuía bens que a tornavam independente.

      c) ela lhe parecia superior às outras mulheres.

      d) ela estava triste e precisava de consolo.

      e) ele também estava cansado de viver só.


      75. De acordo com o texto, o capitão

  1. pretendia, por motivos pessoais, deixar suas funções de guarda do imperador.

  2. não suportava mais a solidão das prolongadas viagens marítimas.

  3. tinha a saúde abalada pelo sacudir constante do navio.

  4. estava aborrecido porque tinha conflitos com seus companheiros de trabalho.

  5. devia procurar a solução para seu problema dentro de si mesmo.

      76. Infere-se do texto que, na opinião do cronista



  1. a viúva, tendo sido feliz no primeiro casamento, desejava retomar no segundo o ritmo daqueles dias que se haviam ido.

  2. o primeiro marido da viúva fora uma pessoa séria e aborrecida, que poucas alegrias lhe dera enquanto vivo.

  3. a viúva pretendia encontrar, no segundo casamento, uma vida mais cheia de aventuras e viagens emocionantes.

  4. o verdadeiro objetivo da viúva era constituir uma fortuna razoável, juntando suas posses às do futuro marido.

  5. a morte do primeiro marido deixara na vida de sua mulher um vazio que ela desejava preencher com outro casamento.

      77. De acordo com o texto



  1. o eventual pretendente à viúva deve procurar resposta a sua carta na redação do jornal.

  2. a viúva, ou alguém em seu lugar, procurará na redação a carta do eventual pretendente.

  3. o jornal veiculará novo anúncio, em resposta aos eventuais pretendentes da viúva.

  4. a viúva deixará na redação do jornal uma carta, em resposta ao pretendente eventualmente escolhido.

  5. um novo anúncio fará saber ao eventual pretendente que a viúva oportunamente o procurará.

      78. Entre os acertos abaixo, assinale aquele que o autor cria uma metáfora de "vida"



  1. ... como se descompõem os homens, acionistas e diretores, importadores e industriais...

  2. ... o meu espírito, estendendo e juntando as mãos e os braços, como fazem os nadadores, que caem do alto, mergulhou por uma coluna abaixo.

  3. ... a meia-idade, zona em que as paixões arrefecem, onde as flores vão perdendo a cor purpúrea e o viço eterno.

  4. ... a travessia ainda é longa, o mar é agitado, o navio joga muito.

  5. ... o remédio é a solidão, a vida retirada, em que a alma acha todo o seu sossego.

      (FUVEST) Texto para as questões 79 e 80.


      Os principais problemas da agricultura brasileira referem-se muito mais à diversidade dos impactos causados pelo caráter da modernização, do que à persistência de segmentos que dela teriam ficado imunes. Se hoje existem milhões de estabelecimentos agrícolas marginalizados, isso se deve muito mais à natureza do próprio processo de modernização, do que à sua suposta falta de abrangência. (Folha de São Paulo, 13/9/94, 2-2)
      79. Segundo o texto

  1. o processo de modernização deve tornar-se mais abrangente para implementar a agricultura.

  2. os problemas da agricultura resultam do impacto causado pela modernização progressiva do setor.

  3. os problemas da agricultura resultam da inadequação do processo de modernização do setor.

  4. segmentos do setor agrícola recusam-se a adotar processos de modernização.

  5. os problemas da agricultura decorrem da não-modernização de estabelecimentos agrícolas marginalizados.

      80. No texto "à persistência de segmentos que dela teriam ficado imunes.", a expressão teriam ficado exprime



  1. o desejo de que esse fato não tenha ocorrido.

  2. a certeza de que a imunidade à modernização é própria de estabelecimentos agrícolas marginalizados.

  3. a hipótese de que esse fato tenha ocorrido.

  4. a certeza de que esse fato não ocorreu.

  5. a possibilidade de a imunidade à modernização ser decorrente da persistência de certos segmentos.

      81. (FUVEST)"Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que a possui, outra no espírito dos que a ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urges e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais energéticas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar nestas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos, e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora." (Machado de Assis, O segredo do bonzo)


      No texto acima, ao afirmar "então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos", a personagem

  1. expressa a intenção de divulgar seus conhecimentos, aproximando-se dos outros homens.

  2. procura convencer o leitor a poupar esforços na busca do conhecimento.

  3. demonstra que a virtude e o saber exigem muito trabalho dos homens.

  4. resume o conceito da doutrina salvadora, desenvolvida no parágrafo.

  5. exprime a ideia de que a admiração dos outros é mais importante que o conhecimento em si.

      (FUVEST) Texto para as questões 82 a 85.

      Condicionada fundamentalmente pelos veículos de massa, que a coagem a respeitar o "código" de convenções do ouvinte, a música popular não apresenta, senão em grau atenuado, o contraditório entre informação e redundância, produção e consumo. Desse modo, ela se encaminha para o que Umberto Eco denomina de música "gastronômica": um produto industrial que não consegue nenhum objetivo artístico, mas, ao contrário, tende a satisfazer as exigências do mercado, e que tem, como característica principal, não acrescentar nada de novo, redizendo sempre aquilo que o auditório já sabe e espera ansiosamente ver repetido. Em suma: o servilismo ao "código" apriorístico - assegurando a comunicação imediata com o público - é o critério básico de sua confecção. "A mesma praça. O mesmo banco. As mesmas flores, o mesmo jardim." O mesmismo. Todo mundo fica satisfeito. O público. A TV. Os anunciantes. As casas de disco. A crítica. E, obviamente, o autor. Alguns ganham com isso (financeiramente falando). Só o ouvinte-receptor não "ganha" nada. Seu repertório de informações permanece, mesmissimamente, o mesmo.

      Mas nem tudo é redundância na música popular. É possível discernir no seu percurso momentos de rebeldia contra a estandardização e o consumismo.

      Assim foi com o Jazz Moderno e a Bossa-Nova.

      (Augusto de Campos. O Balanço da Bossa).

      82. O texto discute



  1. a nulidade da ação dos veículos de massa sobre a música popular.

  2. a invariabilidade da mensagem transmitida pela música popular.

  3. o entusiasmo do auditório em relação à música popular.

  4. a adesão ao consumismo representada pelo Jazz Moderno e a Bossa-Nova.

  5. o objetivo artístico a que se propõe a música popular.

      83. De acordo com o texto, a música popular

      a) não persegue nenhum objetivo artístico.

      b) oferece um repertório de informações sempre igual.

      c) nem sempre se curva às pressões consumistas.

      d) tem que ser servil ao "código" apriorístico.

      e) é sempre uma música "gastronômica".
      84. De acordo com o texto, o autor produz a música "gastronômica" porque

      a) gosta de progredir, volta-se para o futuro.

      b) sente-se inseguro diante do novo.

      c) é rebelde, contrário à estandardização.

      d) quer satisfazer os veículos de massa.

      e) tem espírito crítico muito desenvolvido.


      85. Segundo o autor, a boa música popular deve

      a) garantir a sobrevivência de seu autor.

      b) privilegiar a redundância.

      c) assegurar a comunicação imediata com o público.

      d) voltar-se contra o consumismo.

      e) apresentar o contraditório entre informação e redundância.

      (TRE-SP) Instruções para as questões 86 a 91

      Essas questões referem-se a compreensão de leitura. Leia atentamente cada uma delas e assinale a alternativa que esteja de acordo com o texto. Baseie-se exclusivamente nas informações nele contidas:

      86.Quando conjugam três fatores - tecnologia, investimento e mercado - o país é rico, ainda que sem recursos naturais, como é o caso do Japão ou da Noruega. Se não se conjugam, o país pode ter recursos mas não tem riquezas, como é o caso do Brasil e da Indonésia. Isso ocorre também dentro do mesmo país. Minas Gerais, por exemplo, tem mais recursos minerais e menos riqueza do que São Paulo.

      De acordo com o texto



  1. A conjugação dos três fatores - tecnologia, investimento e mercado - é condição indispensável para homogeneizar a situação econômica dos diferentes países.

  2. O Japão e a Noruega, assim como o Brasil e a Indonésia, igualam-se em condições naturais de crescimento.

  3. Existe uma diferença entre os recursos extraídos do solo e a riqueza provinda da economia.

  4. A coexistência da tecnologia, do investimento e do mercado garante a sustentação dos recursos naturais.

  5. Dentro do mesmo país podem ocorrer profundas diferenças na maneira de exploração do solo.

      87.Em jornal idôneo, a seção que abriga as cartas dos leitores é precioso reflexo do que pensa o povo. Descontadas as restrições impostas pela ética profissional e as conveniências eventuais da natureza empresarial, as cartas dos leitores, pelo seu conteúdo reivindicatório, representam valiosa colaboração aos que se esfalfam no exercício diário da informação criteriosa.

      De acordo com o texto.



  1. Em jornal não idôneo, não existem cartas dos leitores.

  2. As restrições impostas pela ética profissional inibem a inspiração dos leitores.

  3. As conveniências eventuais de natureza empresarial condicionam negativamente a iniciativa dos leitores.

  4. O exercício de informações criteriosa é própria dos bons jornais.

  5. As cartas dos leitores funcionam como termômetro da opinião pública.

      88. Cada indivíduo tem sua configuração espiritual, e ele não muda com os anos. É tão constante quanto nossos cromossomos ou as nossas impressões digitais. As circunstâncias é que variam, permitindo por vezes que certos tipos ofereçam de si imagem nova e até surpreendente, num desmentido a julgamentos anteriores. Só em determinadas circunstâncias é que se pode medir bem a têmpera de um indivíduo, sua inteligência, sua poesia, sua capacidade de amar. Mas o indivíduo não muda. Mudam os ângulos e as luzes com que o vemos.

      Infere-se do texto que

      a) Se opera a cada instante um aprimoramento do homem.

      b) Nossas opiniões a respeito das pessoas são relativas.

      c) A complexidade de comportamento torna penosa a vida do indivíduo.

      d) Nada é permanente na conduta do homem.

      e) Se mede a têmpera do indivíduo por sua capacidade de amar.

      89.Poder atribuído a uma autoridade para fazer cumprir determinada categoria de leis e punir quem as infrinja em determinada área, a jurisdição confere ao magistrado judicial a faculdade de julgar segundo a prova dos autos e segundo o direito.

      De acordo com o texto.


  1. Fazer cumprir determinada categoria de leis é direito de toda autoridade.

  2. A prova dos autos e o direito são os fundamentos para o julgamento do juiz.

  3. A infração da lei é um ato do cidadão, que deve ser punido.

  4. Sem a prova dos autos o juiz arrisca-se a dar sentenças injustas.

  5. O magistrado judicial é a autoridade máxima no processo de aplicação da penalidade.

      90.Na nossa vida consciente estamos expostos a todos os tipos de influência. As pessoas estimulam-nos ou deprimem-nos, ocorrências na vida profissional ou social desviam a nossa atenção. Todas essas influências podem levar-nos a caminhos opostos à nossa individualidade; e quer percebamos ou não o seu efeito, nossa consciência é perturbada e exposta, quase sem defesas, a estes incidentes. Isto ocorre em especial com pessoas de atitude mental extrovertida, que dão todo relevo a objetos exteriores, ou com as que abrigam sentimentos de inferioridade e de dúvida, envolvendo o mais íntimo de sua personalidade.

      O texto enfatiza que os elementos externos:

      a) Podem abalar a personalidade do ser humano.

      b) Podem tornar o homem inconsciente.

      c) Possibilitam uma atitude mental voltada para fora.

      d) Podem comprometer a moral humana.

      e) São capazes de expor a mente a lesões internas.

      91.No regime democrático, o direito de votar não se deve reduzir a um gesto mecânico. No espírito dos teóricos do sufrágio universal, o voto implica, para cada eleitor, a obrigação de se manter permanentemente informado dos negócios públicos, de julgar refletidamente as soluções propostas para as questões vitais do país, estudando-as com objetividade e com a única preocupação do bem coletivo. O exercício da soberania popular, que o voto materializa, consiste também em, após ter escolhido um candidato, vigiar a maneira como desempenha o mandato.

      Infere-se do texto que

      a) O eleitor é responsável pela carreira política de seus candidatos.

      b) A responsabilidade do eleitor não termina no momento da votação.

      c) O exercício da democracia obriga todos os cidadãos a votarem.

      d) O eleitor vota mecanicamente quando sabe escolher seu candidato.

      e) O candidato que decepcionar o seu eleitor não será reeleito.

      (TRE-MT) Texto para as questões 92 a 96.

      (Trecho do discurso de posse do Ministro Édson Arantes do Nascimento - PELÉ)

      Bom dia.

      Pela primeira vez na minha vida, nesses 40 anos de vida pública, eu vou ler um discurso incluindo o discurso que eu fiz quando recebi o título de embaixador da Unesco, quando fiz, com muita honra, parte da equipe que organizou a Eco-92 aqui no Brasil.

      De toda maneira, bom dia. Neste primeiro dia como ministro Extraordinário de Esporte eu quero dizer algumas poucas palavras ao meu País.

      Em primeiro lugar, eu quero falar do meu orgulho em fazer parte da equipe do governo Fernando Henrique Cardoso. Estou me sentindo como na época em que defendi a seleção brasileira, em 1958, apreensivo, nervoso. Eu ainda menino ao lado de feras como Didi, Zito, Nílton Santos, Bellini, Gilmar, Mané Garrincha e outros craques. É como eu me sinto hoje. Inexperiente como ministro mas cercado de craques, e com uma vantagem: ter um técnico ainda mais forte do que o nosso glorioso Vicente Feola. Esse nosso técnico foi aprovado por todo o Brasil.

      O nosso técnico, agora, tem 34 milhões de votos e tem uma biografia tão acima de qualquer suspeita que fez pela primeira vez na minha vida aceitar um posto no governo. Tenho certeza absoluta de que, com esse time, vamos repetir o sucesso daquela seleção que ganhou a primeira Copa do Mundo, na Suécia.

      E, por falar em futebol, antes de mais nada, eu devo deixar bem claro que na condição de ministro eu não posso, eu não devo e eu não quero ter ressentimentos pessoais. O Brasil está acima de tudo. Eu já disse o que tinha de dizer e não preciso ficar repetindo. Temos um governo comprometido com a ética na política e uma Secretaria de Esportes comprometida com o esporte.

      Em segundo lugar, eu quero dizer que sei exatamente do que sou capaz. Eu não vim para Brasília para começar nenhuma carreira política. Eu vim apenas para retribuir ao meu país aquilo que ele me deu. Eu não sou um administrador e não pretendo passar meus dias envolvido em questões burocráticas. Vim ajudar o presidente a fazer um governo melhor. Eu vim dar a minha contribuição, a minha imagem para que tenhamos, sem dúvida nenhuma, um bom governo.

      Ao lado do presidente Fernando Henrique Cardoso e meus colegas de Ministério, eu quero criar uma política que leve a prática esportiva ao país inteiro. Vamos privilegiar as crianças e os adolescentes. Prioridades absolutas, como está escrito no artigo 227 da nossa Constituição. E, aliás, eu já venho falando isso há mais de 20 anos.

      Nós queremos desenvolver um trabalho, em conjunto com o Ministério da Educação para, por exemplo, aprimorar o esporte nas escolas e nos grêmios estudantis. Quero a parceria do Ministério do Trabalho para levar o esporte ao trabalhador, via sindicatos, Seabras, etc. Quero trabalhar com o Ministério das Relações Exteriores para promover, por exemplo, os jogos afro-brasileiros ou os jogos do Mercosul. Quero, enfim, promover o intercâmbio esportivo do Brasil e o mundo. Quero agir em conjunto com o Ministério da Cultura para difundir os esportes típicos brasileiros, como a capoeira, por exemplo, e tantos outros esportes. Eu quero atuar com o Ministério da Justiça na difusão dos valores éticos que o esporte ensina, assim como para impedir a violência, que tanto nos preocupa. Eu quero revigorar o esporte entre os idosos, os portadores de deficiências.

      Minha função, em resumo, será a de ajudar a governar. Onde eu estiver - e nada me prenderá a lugar algum - eu estarei levando a política do governo do meu país, abrindo portas, buscando investimento, pondo a favor do Brasil a imagem que construí em mais de 40 anos de vida pública.

      Quero lembrar a todos que, se não tenho experiência de governo, também não cheguei ontem ao mundo do esporte, e que, além do mais - detalhe que muita gente desconhece -, vou poder contar com o apoio dos meus colegas formados em Educação Física. Eles vão ser fundamentais para que nossos projetos dêem certo. E vão ter o meu esforço para que tenham o respeito que merecem.

      (...)

      92. Várias interpretações possíveis podem ser feitas, de acordo com a sequência do texto, sobre a primeira frase do Pelé, um simples "Bom dia" (retomado no terceiro parágrafo). A única interpretação incoerente e inadequada está na alternativa.


  1. A simplicidade inicial procura dar um tom informal ao discurso.

  2. O "bom dia" pode conotar um bom momento para a vida do país, e particularmente, para o novo ministro.

  3. Pelé não destaca, desse modo, nenhuma autoridade presente à sua posse.

  4. Ao omitir os termos tradicionais ("Senhoras e Senhores"), Pelé mostra seu constrangimento por ter sido escolhido ministro.

  5. O dia é propício para o novo ministro deixar patentes, para todo o país, seus planos de ação na pasta dos Esportes.

      93 . A comparação da situação atual de Pelé (posse como ministro) com a sua participação na seleção brasileira de 1958 se justifica de vários modos. O único inaceitável é o da alternativa.

  1. Hoje, como anteriormente, Pelé apareceu como o mais inexperiente da "equipe".

  2. Na "equipe" atual há "craques" (na Política) como na de 1958.

  3. Agora (como em 1958) Pelé está (estava) apreensivo e nervoso por causa da responsabilidade assumida.

  4. A equipe atual tem "técnico", como a anterior, embora o deste momento seja "mais forte".

  5. Agora (como anteriormente), ele foi escolhido por pressão dos outros ministros sobre o "técnico".

      94. Segundo Pelé, ele foi levado a aceitar - pela primeira vez - um cargo em um Governo, pela seguinte razão.

  1. A certeza de que a vida pregressa do presidente abonava, politicamente, a conduta ética do novo governo.

  2. A necessidade de buscar novos interesses para divulgar sua imagem de "rei" do futebol.

  3. A consciência de que a equipe governamental obterá sucesso absoluto em todos os setores.

  4. A vontade de resgatar, de um certo modo, um sonho real dos menores abandonados.

  5. A possibilidade de opinar sobre os problemas esportivos e tomar decisões sem provocar ressentimentos dos dirigentes esportivos.

      95. A ideia de que participar do governo é, como no futebol, um trabalho de equipe, transparece, principalmente, na referência

  1. à difusão dos valores éticos do esporte.

  2. às prioridades que serão dadas para as crianças e os adolescentes.

  3. às diversas ações que serão desenvolvidas em conjunto com outros ministérios.

  4. à sua preocupação em promover a realização dos jogos afro-brasileiros.

  5. ao desejo de revigorar o esporte entre os idosos e os deficientes físicos.

      96. O ministro Pelé deixa antever que, para realizar com êxito seus projetos, ele contará, especialmente com a colaboração

      a) de todos os ministros.

      b) do próprio Presidente da República.

      c) dos professores de Educação Física.

      d) dos investidores particulares.

      e) dos seus assessores mais íntimos.

      (TRE-MT) Texto para as questões 97 a 101.

      VICE-VERSA

      VERÍSSIMO

      Homem do ano. Ricupero. O que dormiu santo e acordou diabo.

      Num ano que se dobrou ao meio e terminou como começou, só que ao contrário, Ricupero foi a dobradiça. Sentiu a reversão no próprio corpo. É um símbolo perfeito para um ano em que nada era o que parecia ou aconteceu como se esperava. Os heróis de janeiro são os vilões de dezembro, os vencedores de janeiro são os derrotados de dezembro. E vice-versa.

      O ano começou com Lula eleito e terminou com o PT em depressão pós-eleitoral. Começou com tropas russas esmagando a resistência à abertura e termina com tropas russas contra dissidentes, naquele lugar. Começou com Berlusconi pronto para salvar a Itália e termina com Berlusconi corrido do governo. Começou com Pedro Collor triunfante e Fernando Collor liquidado e terminou com Fernando Collor por cima e Pedro por baixo, inclusive da terra. Começou com Bisol acusando e termina com Bisol acusado, começou com Jarbas Passarinho imbatível e termina com Passarinho abatido. Começou com Itamar e Maurício Correa ridicularizados pelos seus desempenhos no Carnaval, Itamar pela cantada na moça sem calças e Maurício Correa pelo conjunto de trapalhadas, e com Aristides Junqueira como nosso modelo de sóbria eficiência. Termina com Itamar consagrado como o melhor presidente acidental da nossa história e noivo de uma moça direita, Aristides Junqueira como exemplo de trapalhão - e Maurício Correa no Supremo. No começo do ano ninguém duvidava que com Parreira e Dunga o Brasil ia dar vexame na Copa, e o Brasil termina o ano tetra. O ano também começou com o Congresso brasileiro se autoflagelando pelo escândalo dos anões do Orçamento e termina com o Congresso brasileiro querendo se auto-anistiar.

      Enfim, Ricupero foi a síntese do ano das surpresas e do muito antes pelo contraditório. De um ano que, afinal, também não teve muitos escrúpulos, pois só se contradisse. E Ricupero acaba como símbolo de perdão, esquecimento e recomeço, pois está em Roma, onde, o seu único castigo é ter que receber em dólar - que, por sinal, também começou o ano por cima e termina por baixo. (




1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal