Curso de língua portuguesa módulo 4 leitura e produçÃo de textos


INSTRUÇÕES DE ADEQUAÇÃO VOCABULAR



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INSTRUÇÕES DE ADEQUAÇÃO VOCABULAR
Em todos os textos, faça a inserção dos elementos adequados à mensagem exposta pelo autor dentro das respectivas lacunas e segundo a seleção vocabular dada abaixo de cada texto. Ora você terá que empregar corretamente os substantivos, ora os adjetivos, os verbos e os conectores, obedecendo sempre à lógica e ao sentido de cada tipo de texto, atentando sempre para a coesão e para a coerência.
1- Complete as lacunas do texto abaixo adequadamente.

A) “O amor é cego - ______________ tinha 12 anos, rapaz recebeu uma recomendação de seu pai, no leito de morte: namorar sempre garotas bonitas

_________ mais novas. __________ assim ele cumpre, escolhendo as mulheres apenas pelo físico. ___________ tudo muda quando cruza com um guru que

intrigado com a superficialidade do rapaz, o hipnotiza ___________ veja nas mulheres apenas sua beleza interior.” (EXTRA, 13/02/2002)


VOCABULÀRIO: MAS, PORQUE, ASSIM QUE, QUANDO, PORQUANTO, LOGO, QUANDO, E, PARA QUE, À PROPORÇÃO QUE, E...
B) “Não sei ________ isso vai funcionar, _________ o dono da escola se nega a aceitar os alunos do estado”. (O DIA, 06/02/2002).
VOCABULÀRIO: COMO, SEGUNDO, SE, NÃO OBSTANTE, MAS TAMBÉM, OU, JÁ QUE, TANTO QUANTO, CASO, EMBORA...
C) “ ________________ recebeu uma carta da Secretaria de Estado de Educação com essa informação, a dona de casa Maria Cecília da Costa Cantuária começou uma peregrinação ________ não tem fim para garantir o estudo de seu filho no ano 2000.” (O DIA, 06/02/2002)
VOCABULÁRIO: AINDA QUE; A DESPEITO DE; ALÉM DE; DESQUE QUE; QUE; POIS QUE; PORTANTO; AO PASSO QUE...
D) “Estudei na mesma escola _______ tento matricular meu filho _______ fico arrasado em ver tudo caindo aos pedaços”. (O DIA, 06/02/2002)
VOCABULÁRIO: CUJO, E, PELA QUAL, ONDE, DESDE QUE, PORQUE, CONFORME, POR ISSO, APESAR DISSO....
E) Decadentismo

O ___________ decadente foi usado na França ________ 1882 e 1886, em tom pejorativo, com o fim de indicar a nova atitude do espírito, do costume e do gosto, como se a nova orientação constituísse indício de decadência moral e estética, no entanto, os seguidores dessa tendência viram no título motivo de honra. Em meio à ideia de progresso, de fé na ciência, dominante na segunda ______________ do século XIX, se difunde o sentimento de

decadência, que anuncia uma _____________ de crise e dissolução, onde uma civilização começa a negar os fundamentos intelectualísticos e se volta para o ____________________, em reação contra a tirania de uma cultura milenar, tornada obsoleta. Aos decadentistas a velocidade furiosa do progresso e as respectivas mudanças parecem problemas de ordem patológica, em confronto com o ritmo das épocas anteriores. Segundo a visão decadentista, a literatura deveria libertar-se de toda a contaminação com estruturas ________________ e com intromissões culturais. Do ____________ surgiu o Simbolismo e de certa forma, todos os _______________ da vanguarda europeia a ele são devedores.
CUNHA, Helena Parente. “Periodização e História Literária”. In: SAMUEL, Rogel (org.) . Manual de Teoria Literária. Petrópolis: Editora Vozes, 1997.
VOCABULÁRIO: ANTIINTELECUALISMO – METADE – PARTE – ÉPOCA – SITUAÇÃO – MOMENTO – INTELECTUALÍSTICAS – VISÃO – PARECER – DISSOLUÇÃO – DIFUNDE – REALIZA – ENTRE – ADJETIVO – SEGUIDORES – DISCÍPULOS – MOTIVO – CAUSA – ORIGEM – DECADENTISMO – MOVIMENTOS – BALANÇOS – ACERCA
F) “O presidente acaba de ___________ aos bancos poder de _________________ as mensalidades da casa própria todo __________, pela inflação. Mas quando se trata de ______________ os salários dos servidores, que não têm ___________ há sete __________, diz que não pode dar a reposição da inflação, pois isso seria um ________________ à indexação!”
(Silvio José Franco Arraes de Alencar, RJ – “Dos Leitores” In: Jornal do Brasil, 08/09/2001)

VOCABULÁRIO: CONSIDERAR – DAR – ANO – DIA – SÉCULOS – BANCOS – SUPERMERCADOS – VOLTA – RETORNO – AUMENTO – DIMINUIÇÃO – CONSIDERAÇÃO – REDUÇÃO – MÊS – OFERECER – DIMINUÍREM – REDUZIREM – RETOMADA – DIAS – OFERTAR – ENDEREÇAR – REMETER – ENVIAR – AUMENTAREM – SUPERVALORIZAREM – INFLACIONAREM


G) Complete as lacunas do texto abaixo adequadamente, utilizando os devidos conectores (preposições, conjunções, pronomes e/ou locuções).
O Globo (Elio Gaspari) - O senhor Arrumou uma briga ________ um pedaço da Câmara e _______ o deputado João Paulo Cunha porque decidiu não receber R$ 19.400 _______ convocação extraordinária de julho. Rasgar dinheiro é coisa ______ maluco. O senhor é doido? Chico Alencar – Doido é _______ acha razoável que _____ pagamento seja feito. Um deputado ganha R$ 9.640 líquidos ___ mês. Vamos dizer que essa é a renda ___ dez trabalhadores. Os dez trabalhadores comparecem ao local de trabalho durante 11 meses e recebem 13 salários. O deputado comparece ___ local das funções parlamentares durante dez meses e recebe 15 salários. Dá ____ notar que há algo de estranho ______ conta? Vamos adiante. O presidente ___ Câmara, João Paulo Cunha, diz que a lei manda que a convocação extraordinária seja paga. Não existe essa lei. O que há é uma resolução da mesa diretora. A mesa merece respeito, mas não podemos esquecer que _____ representa os interessados. O que nós acharíamos _____ os dez trabalhadores tomassem decisões semelhantes? Insano é _____ não vê problema em receber essa demasia num país _______ o nosso.
Chico Alencar. O Globo (Elio Gaspari - entrevista),08/03/2003.
VOCABULÁRIO: COM - SEM – POR – DE – DA – ANTE – ATÉ – SOBRE – QUE – QUAL – QUEM – COMO - SE – CASO – PELA – DO – PERANTE – DIANTE – PORQUE – QUANDO - ESSE – AQUILO – AQUELE – ESTA – ISTO – ESTE – AQUELA – ESSA – À – AO – PARA – A MESA – ELA – ELE – NOSSA – SE – PORTANTO – AINDA QUE – À PROPORÇÃO QUE – VOCÊ – NA – NESTA – NAQUELA
Respostas:

A) quando, e, e, mas, para que.

B) se; já que; se.

C) desde que; que.

D) onde; e.

E) adjetivo; entre; metade; época; antiintelectualismo; intelectualismo; decadentismo; movimentos.

F) dar; aumentarem; mês; aumentar; aumento; anos; retorno.

G) com; com; pela; de; quem; esse; por; ao; para; nesta; da; ela; se; quem; como.



RESUMINDO

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

 

Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis de leitura:



 

1.Informativa e de reconhecimento;

2.Interpretativa.

 

A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se preparando para a leitura interpretativa. Durante a interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; tente ligar uma palavra à ideia-central de cada parágrafo.A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas e opções de respostas. Marque palavras com NÃO, EXCETO, RESPECTIVAMENTE, etc., pois fazem diferença na escolha adequada. Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. Leia a frase anterior e posterior para ter ideia do sentido global proposto pelo autor.



 

ORGANIZAÇÃO DO TEXTO E IDEIA CENTRAL

 

Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão do texto.



 

Podemos desenvolver um parágrafo de várias formas:

 

1.Declaração inicial; 



2.Definição;

3.Divisão; 

4.Alusão histórica.

 

Serve para dividir o texto em pontos menores, tendo em vista os diversos enfoques. Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda. Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico frasal, ou seja, a ideia central extraída de maneira clara e resumida. Atentando-se para a ideia principal de cada parágrafo, asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do texto.



 

OS TIPOS DE TEXTO

 

Basicamente existem três tipos de texto:



 

  • Texto narrativo;







  • Texto dissertativo.

 

Cada um desses textos possui características próprias de construção.

 

DESCRIÇÃO

 

Descrever é explicar com palavras o que se viu e se observou. A descrição é estática, sem movimento, desprovida de ação. Na descrição o ser, o objeto ou ambiente são importantes, ocupando lugar de destaque na frase o substantivo e o adjetivo. O emissor capta e transmite a realidade através de seus sentidos, fazendo uso de recursos linguísticos, tal que o receptor a identifique. A caracterização é indispensável, por isso existe uma grande quantidade de adjetivos no texto.



 

Há duas descrições:

 


  • Descrição denotativa




  • Descrição conotativa.

 

DESCRIÇÃO DENOTATIVA

 

Quando a linguagem representativa do objeto é objetiva, direta sem metáforas ou outras figuras literárias, chamamos de descrição denotativa. Na descrição denotativa as palavras são utilizadas no seu sentido real, único de acordo com a definição do dicionário.



 

Exemplo:


 

Saímos do campus universitário às 14 horas com destino ao agreste pernambucano. À esquerda fica a reitoria e alguns pontos comerciais. À direita o término da construção de um novo centro tecnológico. Seguiremos pela BR-232 onde encontraremos várias formas de relevo e vegetação.

 

No início da viagem observamos uma típica agricultura de subsistência bem à margem da BR-232. Isso provavelmente facilitará o transporte desse cultivo a um grande centro de distribuição de alimentos a CEAGEPE.



 

DESCRIÇÃO CONOTATIVA

 

Em tal descrição as palavras são tomadas em sentido figurado, ricas em polivalência.



 

Exemplo:


João estava tão gordo que as pernas da cadeira estavam bambas do peso que carregava. Era notório o sofrimento daquele pobre objeto.

 

Hoje o sol amanheceu sorridente; brilhava incansável, no céu alegre, leve e repleto de nuvens brancas. Os pássaros felizes cantarolavam pelo ar.



 

NARRAÇÃO

 

Narrar é falar sobre os fatos. É contar. Consiste na elaboração de um texto inserindo episódios, acontecimentos. A narração  difere da descrição. A primeira é totalmente dinâmica, enquanto a segunda é estática e sem movimento. Os verbos são predominantes num texto narrativo. O indispensável da ficção é a narrativa, respondendo os seus elementos a uma série de perguntas:



 

Quem participa nos acontecimentos? (personagens);

 

O que acontece? (enredo);



 

Onde e como acontece? (ambiente e situação dos fatos).

 

Fazemos um texto narrativo com base em alguns elementos:



 

O quê? - Fato narrado;

 

Quem? – personagem principal e o anti-herói;



 

Como? – o modo que os fatos aconteceram;

 

Quando? – o tempo dos acontecimentos;



 

Onde? – local onde se desenrolou o acontecimento;

 

Por quê? – a razão, motivo do fato;



 

Por isso: - a consequência dos fatos.

 

No texto narrativo, o fato é o ponto central da ação, sendo o verbo o elemento principal. É importante só uma ação centralizadora para envolver as personagens. Deve haver um centro de conflito, um núcleo do enredo.



 

A seguir um exemplo de texto narrativo:

 

Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o Capitão Rodrigo Camborá entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava num alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal.



 

(Um certo capitão Rodrigo – Érico Veríssimo)

 

A relação verbal emissor – receptor efetiva-se por intermédio do que chamamos discurso. A narrativa se vale de tal recurso, efetivando o ponto de vista ou foco narrativo. Quando o narrador participa dos acontecimentos diz-se que é narrador-personagem. Isto constitui o foco narrativo da 1ª pessoa.



 

Exemplo:


 

Parei para conversar com o meu compadre que há muito não falava. Eu notei uma tristeza no seu olhar e perguntei:

 

- Compadre por que tanta tristeza?



 

Ele me respondeu:

 

- Compadre minha senhora morreu há pouco tempo. Por isso, estou tão triste.



 

Há tanto tempo sem nos falarmos e justamente num momento tão triste nos encontramos. Terá sido o destino?

 

Já o narrador-observador é aquele que serve de intermediário entre o fato e o leitor. É o foco narrativo de 3ª pessoa.



 

Exemplo:


 

O jogo estava empatado e os torcedores pulavam e torciam sem parar. Os minutos finais eram decisivos, ambos precisavam da vitória, quando de repente o juiz apitou uma penalidade máxima.

 

O técnico chamou Neco para bater o pênalti, já que ele era considerado o melhor batedor do time.



 

Neco dirigiu-se até a marca do pênalti e bateu com grande perfeição. O goleiro não teve chance. O estádio quase veio abaixo de tanta alegria da torcida.

 

Aos quarenta e sete minutos do segundo tempo o juiz finalmente apontou para o centro do campo e encerrou a partida.



 

FORMAS DE DISCURSO

 


  • Discurso direto;




  • Discurso indireto;




  • Discurso indireto livre.

 

DISCURSO DIRETO

 

É aquele que reproduz exatamente o que escutou ou leu de outra pessoa.



Podemos enumerar algumas características do discurso direto:

 

- Emprego de verbos do tipo: afirmar, negar, perguntar, responder, entre outros;



 

- Usam-se os seguintes sinais de pontuação: dois-pontos, travessão e vírgula.

 

Exemplo:


 

O juiz disse:

 

- O réu é inocente.



 

DISCURSO INDIRETO

É aquele reproduzido pelo narrador com suas próprias palavras, aquilo que escutou ou leu de outra pessoa.

 

No discurso indireto eliminamos os sinais de pontuação e usamos conjunções: que, se, como, etc.



 

Exemplo:


 

O juiz disse que o réu era inocente.

 

DISCURSO INDIRETO LIVRE

 É aquele em que o narrador reconstitui o que ouviu ou leu por conta própria, servindo-se de orações absolutas ou coordenadas sindéticas e assindéticas.

 

Exemplo:


 

Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano franziu a testa, achando a frase extravagante. Aves matarem bois e cavalos, que lembrança! Olhou a mulher, desconfiado, julgou que ela estivesse tresvariando”. (Graciliano Ramos).


Exercícios - INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

      (IBGE) Texto para as questões 1 a 6:

      Uma diferença de 3.000 quilômetros e 32 anos de vida separa as margens do abismo entre o Brasil que vive muito, e bem, e o Brasil que vive pouco, e mal. Esses números, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, e pela Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, referem-se a duas cidades situadas em polos opostos do quadro social brasileiro. Num dos extremos está a cidade de Veranópolis, encravada na Serra Gaúcha. As pessoas que nascem ali têm grandes possibilidades de viver até os 70 anos de idade. Na outra ponta fica Juripiranga, uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Lá, chegar à velhice é privilégio de poucos. Segundo o IBGE, quem nasce em Juripiranga tem a menor esperança de vida do país: apenas 38 anos.

      A estatística revela o tamanho do abismo entre a cidade serrana e a sertaneja. Na cidade gaúcha, 95% das pessoas são alfabetizadas, todas usam água tratada e comem, em média, 2.800 calorias por dia. Os moradores de Juripiranga não têm a mesma sorte. Só a metade deles recebe água tratada, os analfabetos são 40% da população e, no item alimentação, o consumo médio de calorias por dia não passa de 650.

      O Brasil está no meio do trajeto que liga a dramática situação de Juripiranga à vida tranquila dos veranenses. A média que aparece nas estatísticas internacionais dá conta de que o brasileiro tem uma expectativa de vida de 66 anos.

      Veranópolis, como é comum na Serra Gaúcha, é formada por pequenas propriedades rurais em que se planta uva para a fabricação de vinhos. Tem um cenário verdejante. Seus moradores - na maioria descendentes de imigrantes europeus - plantam e criam animais para o consumo da família. Na cidade paraibana, é óbvio, a realidade é bem diferente. Os sertanejos vivem em cenário árido. Juripiranga não tem calçamento e o esgoto corre entre as casas, a céu aberto. Não há hospitais. A economia gira em torno da cana-de-açúcar. Em época de entressafra, a maioria das pessoas fica sem trabalho.

      No censo de 1980, os entrevistadores do IBGE perguntaram às mulheres de Juripiranga quantos de seus filhos nascidos vivos ainda sobreviviam. O índice geral de sobreviventes foi de 55%. Na cidade gaúcha, o resultado foi bem diferente: a sobrevivência é de 93%.

      Contrastes como esses são comuns no país. A estrada entre o país rico e o miserável está sedimentada por séculos de tradições e culturas econômicas diferentes. Cobrir esse fosso custará muito tempo e trabalho.

      (Revista Veja - 11/05/94 - pp. 86-7 - com adaptações)

      1. Os 32 anos referidos no texto como um dos indicadores do abismo existente entre as cidades de Veranópolis e Juripiranga corresponde à diferença entre

 

     a) suas respectivas idades, considerando a época da fundação.



      b) as idades do morador mais velho e do mais jovem de cada cidade.

      c) as médias de idade de seus habitantes.

      d) a expectativa de vida das duas populações.

      e) os índices de sobrevivência dos bebês nascidos vivos.

 

     2. Segundo o texto, Veranópolis e Juripiranga encontram-se em polos opostos. Assinale a única opção cujos elementos não caracterizam uma oposição entre essas duas cidades.



      a) Norte x Sul d) Verdejante x Árido

      b) Serra x Sertão e) Plantação x Consumo

      c) Dramática x Tranquila
      3. Analise as afirmações abaixo e assinale V para as que, de acordo com o texto, considerar verdadeiras e F para as falsas.

      ( ) A cidade paraibana não tem sequer a metade dos privilégios de que goza

      a cidade gaúcha.

      ( ) O Brasil, como um todo, encontra-se numa posição intermediária entre as

      duas cidades.

      ( ) Apesar de afastadas pelas estatísticas, Veranópolis e Juripiranga se

      unem pelas tradições culturais.

      ( ) Embora com resultados diferentes, a base da economia das duas cidades

      é a agricultura.

      ( ) De seus ancestrais europeus os sertanejos adquiriram as técnicas rurais.

      A sequência correta é

      a) V - V - V - F – F. d) F - F - V - F – V.

      b) V - V - F - F – F. e) F - F - V - V – V.

      c) V - V - F - V – F.


      4. "Cobrir esse fosso custará muito tempo e trabalho." O fosso mencionado no texto diz respeito ao (à)

      a) abismo entre as duas realidades.

      b) esgoto que corre a céu aberto.

      c) calçamento deficiente das estradas brasileiras.

      d) falta de trabalho durante a entressafra.

      e) distância geográfica entre os dois polos.


      5. Numa análise geral do texto, podemos classificá-lo como predominantemente

      a) descritivo. d) narrativo.

      b) persuasivo. e) sensacionalista.

      c) informativo.


      6. Em "a cidade de Veranópolis, encravada na Serra Gaúcha"... e "A estrada ... está sedimentada por séculos...", os termos sublinhados alterariam o sentido do texto se fossem substituídos, respectivamente, por

      a) cravada e assentada. d) enfiada e fixada.

      b) fincada e estabilizada. e) escavada e realçada.

      c) encaixada e firmada.

      (IBGE) Texto para as questões 7 a 11:

      A ABOLIÇÃO DO TRÁFICO NEGREIRO

      A extinção do tráfico negreiro não foi um fato isolado na vida econômica do Brasil; ao contrário, ela correspondeu às exigências da expansão industrial da Inglaterra.

      Depois que esse país conseguiu dar o salto qualitativo - o da mecanização da produção - não lhe interessava mais a existência da escravidão na América, pois, com a implantação do capitalismo industrial, tornava-se necessária a ampliação de mercados consumidores. A escravidão passou, então, a ser um entrave aos interesses ingleses, visto que os escravos estavam marginalizados do consumo.

Com relação ao Brasil, a Inglaterra usou mais do que a simples pressão: só reconheceu a independência daquele país mediante tratado, no qual o Brasil se comprometia a abolir o tráfico de negros.

Todavia, não foi tomada qualquer medida efetiva, o que levou a aprovação da Lei de 1831 que, na prática, deveria acabar com o tráfico, pois estabelecia a liberdade de todos os africanos que entrassem no país a partir daquela data.

 Esta lei, contudo, ficou "para inglês ver". Ela serviu para refrear um pouco a pressão britânica. Esta, porém, nunca cessou de todo e, em 1845, o Parlamento inglês aprovou o "Bill Aberdeen", que concedia à marinha inglesa o direito de revistar os navios suspeitos de tráfico e, mais ainda, permitia a prisão de navios acusados de praticarem pirataria e o julgamento dos traficantes por tribunais ingleses.

A partir daí, a pressão sobre o governo brasileiro tornou-se muito maior e a situação chegou a ficar insustentável, pois os navios brasileiros começaram a ser revistados, embora navegassem ao longo da costa ou, ainda, quando ancorados nos portos.

Finalmente, em 1850, o Parlamento brasileiro aprovou a Lei Eusébio de Queirós, que proibia, definitivamente, o tráfico negreiro para o Brasil.

      (Ana Maria F. da Costa Monteiro e outros. História. Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Educação, 1988, p.181, com pequenas adaptações.)

      7. A leitura dos dois primeiros parágrafos do texto nos permite concluir que


  1. a Inglaterra necessitava da ampliação de mercado consumidor e, portanto, fomentou o fim da escravidão na América.

  2. a escravidão na América foi resultado da mecanização da produção na Inglaterra.

  3. o capitalismo industrial gerou consumidores marginalizados: os escravos.

  4. o Brasil, ao mecanizar sua produção, definiu o fim do tráfico de escravos.

  5. A Inglaterra apoiava a escravidão na América porque necessitava dar um salto qualitativo em sua economia.

      8. A expressão "para inglês ver" (5§º) significa que

      a) a Inglaterra estava vigiando os navios negreiros.

      b) o Brasil obedeceu ao Bill Alberdeen, do Parlamento inglês.

      c) os ingleses viram a Lei de 1831, que terminou com o tráfico negreiro.

      d) a Lei de 1831, criada e anunciada aos ingleses, não foi cumprida.

      e) em 1831, a Inglaterra viu que a abolição do tráfico era uma realidade.
      9. A Lei de 1831 foi uma tentativa para extinguir o tráfico negreiro porque (§4º)


  1. proibia a entrada de negros no país.

  2. permitia o confisco dos navios negreiros que aqui aportassem.

  3. dava aos negros o direito à liberdade, desde que a desejassem.

  4. considerava livres os negros que entrassem no Brasil após aquela data.

  5. não permitindo que os navios negreiros aportassem, gerava prejuízo aos traficantes.

      10. Assinale a afirmativa




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