Curso de língua portuguesa módulo 4 leitura e produçÃo de textos



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Veja de 13/9/95)

      171. De acordo com o texto, podemos afirmar que



  1. A Funai encontrou uma tribo indígena completamente desconhecida.

  2. o encontro com os índios desconhecidos se deu exatamente como nos filmes de Indiana Jones.

  3. talvez a Funai tenha encontrado uma tribo indígena completamente desconhecida.

  4. o encontro com os índios era na verdade, uma cena de filme.

  5. foi um encontro, sem sombras de dúvidas, de cinema.

      172. Em relação ao mesmo texto, só não é correto afirmar que

  1. foi fácil comunicarem-se, pois o sertanista já conhecia a língua dos índios.

  2. a comunicação através de gestos e sorrisos foi suficiente para se entenderem inicialmente.

  3. houve cuidado, por parte da expedição, com os gestos feitos para se comunicarem com os índios.

  4. as vestimentas dos índios também comunicaram alguma coisa à expedição.

  5. marcas deixadas pelos índios serviram como informação para a expedição.

      (TTN) Nas questões 173 e 174, marque a opção que não completa, de forma lógica e gramaticalmente coesa, o trecho fornecido

173. Até o ano 2.000 a espécie humana terá aumentado cerca de 270 por cento em relação a 1.900. Todo dia, 220 mil bebês vêm ao mundo, Apesar disso a



  1. a proliferação humana é a maior ameaça ao ambiente do planeta.

  2. o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera não tem atingido índices preocupantes.

  3. o ritmo de crescimento da população mundial está diminuindo.

  4. poucos países têm adotado o planejamento familiar.

  5. não há motivo para se temer uma escassez de alimentos.

      174. Todo ano, nessa época, São Paulo festeja o Santo Genaro, padroeiro dos napolitanos. A rua São Genaro é pequena e apresenta riscos para os frequentadores das atividades. Em virtude disso

  1. as barracas ficarão espalhadas pelas calçadas adjacentes.

  2. a assessoria da prefeitura entrou em entendimentos com a comunidade de bairro visando à transferência do local.

  3. recomenda-se aos pais que a presença de crianças na festa não ultrapasse as 21 horas.

  4. Os festeiros definiram, para este ano, a realização dos festejos na Rua San Genaro.

  5. A comunidade napolitana solicita seja indicado local alternativo para as festividades.

      175. (TTN) Marque a única sequência que, ao completar o trecho abaixo, atenda às exigências de coerência, adequação semântica e formulação de argumentos: "O uso que se faz das madeiras nobres é outra prova de insensatez, agravando o desmatamento indiscriminado, em si mesmo uma aberração. Ocorre que, na ânsia de promover o aumento da nossa receita cambial,"

  1. os empresários do setor madeireiro alinham-se aos ecologistas contra a extinção das madeiras nobres.

  2. deixa-se de exportar essa madeira, para usá-la na indústria de marcenaria nacional.

  3. dificulta-se a exportação justamente para os países que mais remuneram essa madeira.

  4. a indústria tem preferido desenvolver os projetos que exigem grande consumo de madeiras nobres.

  5. facilita-se a exportação dessa madeira, em toras, o que é desvantajoso financeiramente, em relação à madeira elaborada.

      176. (TTN) Leia.

      "Esforçando-se pela apropriação e conhecimento do universo, o homem encontra sempre embaraços e dificuldades de toda ordem, sendo a própria fraqueza, em face da soberania inalterável da natureza, e sua necessidade de luta, frente à complexidade dos fatos do cotidiano, as maiores destas dificuldades." (Álvaro Lins - Fragmentado)

      Marque a opção que expressa, coerentemente, as ideias do texto.


  1. O esforço do homem pela apropriação e conhecimento do universo resulta sempre de embaraços e dificuldades de toda ordem, em face da fraqueza humana em alterar a soberania da natureza e em minimizar a complexidade dos acontecimentos do dia-a-dia.

  2. A necessidade de luta diante da complexidade dos fatos do cotidiano e a fraqueza humana em face da soberania adulterável da natureza encontram no homem impedimentos e dificuldades que motivam o seu esforço pela apropriação e conhecimento do universo.

  3. O conhecimento e a apropriação do universo fazem com que o homem encontre sempre embaraços e dificuldades de toda ordem nos fatos do cotidiano, sendo as maiores dificuldades aquelas provocadas pelo esforço e fraqueza humana em face da alteração da soberania da natureza.

  4. A posse e o conhecimento do universo fazem com que o homem se esforce em lutar contra a própria fraqueza de alterar a soberania da natureza, resultando disto impedimentos e dificuldades de toda ordem encontrados por ele no cotidiano.

  5. A fraqueza humana, diante da imutável supremacia da natureza, e a necessidade de luta, em face da complexidade dos acontecimentos do dia-a-dia, constituem as maiores dificuldades e obstáculos com que o homem depara, ao esforçar-se pela posse e conhecimento do universo.

      177. (TTN) Leia.

      "Não poderão ser consideradas, para os fins do disposto no parágrafo terceiro, a doença degenerativa, a inerente a grupo etário e a que não acarreta incapacidade para o trabalho." (Lei 6.367 - Acidentes do Trabalho).

      Assinale a afirmativa falsa em relação ao texto.


  1. A palavra "etário" significa "algo relativo à idade".

  2. A palavra "inerente" significa "alheio a alguma coisa ou pessoa".

  3. A palavra "degenerativa" significa "que faz perder as qualidades ou características primitivas".

  4. A expressão "incapacidade para o trabalho" foi usada para generalizar impossibilidade física ou mental.

  5. A expressão "para os fins do disposto no parágrafo terceiro" significa "para finalidade explicitada no parágrafo terceiro".

      178. (TTN) Leia com atenção o seguimento abaixo para responder a questão.

      As relações dos cidadãos com os dirigentes se pautaram, ao longo dos séculos, pelo assistencialismo e a subserviência. Os indivíduos nunca participaram de nada. E isso faz com que nosso espírito de mobilização seja mínimo e o de organização, caótico. Mais difícil mesmo que reunir as pessoas é conseguir ordenar, sistematizar a sua participação. A verborragia dissipa a capacidade de ação. E é crítica a nossa capacidade crítica; não fomos formados para a análise desapaixonada de fato ou situações; por isso mesmo, nossas opiniões são tão fluidas e nossas posições, tão personalistas.

      (Do texto "Brasil: meio milênio", de Roberto B. Piscitelli, em Humanidades, nº 15, 87/88)

      Marque o item que não completa corretamente a sentença abaixo, de acordo com o que se depreende do trecho lido. A dificuldade de arregimentação e de organização participativa dos cidadãos deve-se ao fato de



  1. nas reuniões, as pessoas falarem muitas coisas sem relevância para o que se está discutindo.

  2. ao longo dos séculos, o povo ter sido excluído das decisões dos dirigentes.

  3. no momento da ação, à vontade dos indivíduos sobrepor-se o interesse coletivo.

  4. historicamente, a classe dirigente ter-se colocado como provedora dos seus subordinados.

  5. a eles, faltar a capacidade de análise crítica e objetiva.

      179. (TTN) Assinale a ordem em que os fragmentos abaixo devem ser dispostos para se obter um texto com coesão, coerência e correta progressão de ideias. (Trechos adaptados de Veja, 15/09/93).

  1. Cada vez mais, surgem grupos de pessoas e entidades interessadas em recolher alimentos e distribuí-los aos 32 milhões de brasileiros que passam fome.

  2. É o que demonstra a Campanha contra a Fome, lançada e incentivada pelo sociólogo Herbert de Souza.

  3. Consideradas as coisas sob outro prisma, constata-se que os brasileiros não estão entregues ao imobilismo e à apatia.

  4. Na visão dominante, o Brasil, por todos os seus problemas, é considerado um país viável.

  5. Agir contra a miséria é uma atitude nobre e generosa, que demonstra quanto o cidadão pode e quer fazer para melhorar a situação do Brasil.

      a) 1 - 2 - 5 - 4 - 3 d) 5 - 3 - 2 - 3 - 4

      b) 4 - 2 - 1 - 3 - 5 e) 5 - 1 - 3 - 2 - 4

      c) 4 - 3 - 2 - 1 - 5

      180. (TTN) Leia.

      De acordo com dados internacionais, o Brasil, que é a oitava economia mundial, apresenta-se no sexagésimo quarto posto em indicadores sociais, nos quais os índices de saúde têm peso fundamental. Assim, a ideia do Brasil Grande traz embutido também o tamanho de seus problemas sociais e, em especial, os de saúde, afastando qualquer hipótese de ufanismo e obrigando a uma profunda reflexão sobre a iniquidade em que vive a maioria da população.

      É bem verdade que a mortalidade infantil baixou nos últimos anos, estando ao redor dos setenta óbitos para cada mil crianças nascidas vivas. No entanto, isso não revela as imensas disparidades regionais, onde esses valores variam de vinte e cinco a quase duzentos, aproximando polarmente o país de outros em extremos de desenvolvimento e de atraso.

      Em termos de América do Sul, apenas a Bolívia e o Paraguai apresentam valores piores que o Brasil.

      ... Outro indicador dramático é a esperança de vida ao nascer. Se a chance média de viver de um habitante da região Sul é de sessenta anos, a de um nordestino é de apenas quarenta e cinco.

      A par dessas indignas e inaceitáveis diferenças regionais e sociais, outras questões ainda afligem os brasileiros. Sem que as doenças infecciosas tenham saído das primeiras causas de morte, já lhes fazem companhia doenças cardiovasculares, os cânceres e os acidentes. Isto é, além de ser campeão nas chamadas "doenças da pobreza", o Brasil já disputa espaço entre os países com elevados índices de doenças consideradas "do desenvolvimento", da urbanização. (Eleutério Rodriguez Neto, "O lucro perverso da doença", publicado em Humanidades, nº 15, 87/88).

      Aponte o item que apresenta afirmação falsa em relação ao correto entendimento do texto.



  1. Existe uma situação de desigualdade social no Brasil que penaliza a maior parte da população

  2. As estatísticas de saúde no Brasil, são compatíveis com a posição que o país ocupa, segundo dados internacionais, na economia mundial

  3. A dimensão grandiosa dos problemas brasileiros na área de saúde inibe qualquer sentimento ou atitude de jactância

  4. O adjetivo da expressão "Brasil Grande" é aplicável à mensuração dos problemas de saúde que cabe ao país solucionar

  5. A ideia de que existem "dois Brasis, um desenvolvido e outro subdesenvolvido" encontra comprovação nas taxas de mortalidade infantil encontradas ao longo do país

      (TTN) As questões 181 a 183 têm apoio no seguinte texto, adaptado de a Folha de São Paulo, de 24/4/94.

      A arte brasileira dos anos 60 começa com um movimento aparentemente conservador. A volta à figura depois do domínio dos abstratos na década de 50. Mas estava ali a senha para uma revolução. A pop arte não incorpora só os símbolos do consumo, tirados da propaganda, dos quadrinhos e das placas de trânsito. Tenta incorporar os objetos do mundo.

      E o mundo não se reduz a quadros, esculturas e gravuras - suporte tradicional da arte.

      181. Assinale o trecho que corresponde a uma conclusão coerente com a ideia central do texto.



  1. Além disso, a reação à arte abstrata busca pintar imagens do inconsciente.

  2. Assim, a arte brasileira dos anos 60 termina com a instalação da "Tropicália".

  3. Dessa maneira, participação é a palavra chave para se entender a pop arte.

  4. Enfim, a revolução da linguagem artística dessa década não é nem conservadora nem inovadora.

  5. Começa, a partir daí, uma explosão de nova linguagem nas artes.

      182. Interprete com (F) Falsas ou (V) Verdadeiras as seguintes afirmações a respeito do texto: a seguir, assinale a sequência correta.

      ( ) A pop arte dos anos 60 rompeu com o suporte tradicional da arte.

      ( ) Os abstratos da década de 50 cederam lugar às figuras na década de 60.

      ( ) Os anos 60 revelaram-se conservadores em relação à arte dos anos 50.

      a) V V V d) F V V

      b) V V F e) F V F

      c) V F F
      183. Entre as seguintes afirmações de causa e consequência, assinale a única que não corresponde às ideias do texto.


  1. A arte brasileira dos anos 60 começa com um movimento aparentemente conservador porque volta à figura depois do domínio dos abstratos.

  2. A pop arte faz uso de símbolos do consumo, tirados das propagandas, dos quadrinhos e das placas de trânsito, porque tenta incorporar os objetos do mundo.

  3. Na arte brasileira que dominou os anos 60 estava a senha para uma revolução porque os objetos do mundo passaram a ser encarados como objetos de arte.

  4. A arte brasileira dos anos 60 não é um movimento conservador porque a volta à figura foi a senha para uma revolução na linguagem artística.

  5. O mundo não se reduz a quadros, esculturas e gravuras porque o movimento dos anos 60, a pop arte, os utiliza com suporte tradicional.

      184. (AFTN) A revista Veja entrevistou um endocrinologista e sobre ele afirmou: "... acostumou-se a tratar de todo tipo de moléstia metabólica, desde disfunções hormonais até o diabetes - sem jamais ter perfilado entre aqueles que consideram um grama de peso na consciência". (27/09/89, p.5) Marque a declaração desse médico que segue a mesma direção argumentativa do trecho sublinhado:



  1. "Mas a culpa da manipulação também é do próprio obeso, que quer resolver seus problemas através de fórmulas instantâneas."

  2. "O gordo é explorado por uma indústria que reúne médicos, indústrias farmacêuticas, institutos de beleza e autores de livros sobre dietas."

  3. "Os carboidratos têm a vantagem de ser uma alternativa mais saudável na dieta que as gorduras e proteínas."

  4. "A neurose das dietas está transformando em pecado o prazer de comer uma refeição saborosa."

  5. "Essa história de ter de comer em determinados horários quando se faz dieta é bastante questionável. Teoricamente, o ideal é que a pessoa coma várias vezes ao dia."

      185. (AFTN) Marque a alternativa que reproduz o mesmo significado do segmento sublinhado no texto abaixo:

      "Universalizando o particular pelo apagamento das diferenças e contradições, a ideologia ganha coerência e força porque é um discurso lacunar que não pode ser preenchido. Em outras palavras, a coerência ideológica não é obtida malgrado as lacunas, mas, pelo contrário, graças a elas." (M. Chauí)


  1. não obstante a presença de lacunas, mas, ao contrário, graças a elas, a coerência ideológica não é obtida.

  2. obtém-se a coerência ideológica a despeito do discurso lacunar, e não, ao contrário, graças às suas lacunas.

  3. a coerência ideológica é obtida não obstante as lacunas, mas, ao contrário, graças às suas diferenças e contradições.

  4. malgrado as lacunas, mas, ao contrário, graças a elas, obtém-se a coerência ideológica.

  5. obtém-se a coerência ideológica não a despeito das lacunas, mas devido a sua própria existência.

      (AFTN) Considere o fragmento abaixo para as questões 186 e 187:

      "Um dos mais respeitados colégios particulares da cidade de São Paulo está fechando suas portas por causa da briga crônica entre pais de alunos e donos de escolas em torno das mensalidades escolares." (Veja, 27/09/89, p. 114)
      186. Assinale a alternativa que contém uma consequência do fato relatado.


  1. Duas escolas se prontificaram a admitir os alunos da escola extinta. Uma delas está contratando boa parte de seu corpo docente.

  2. A interferência do governo na fixação dos índices de reajuste das mensalidades escolares é consequência do "lobby" bem sucedido dos proprietários de escolas privadas junto ao MEC.

  3. O triste desfecho desse fato é emblemático da situação da educação brasileira.

  4. Dois meses depois que o governo federal liberou os preços das mensalidades escolares, a Justiça de São Paulo decidiu que os reajustes voltam a ser controlados, não podendo exceder os índices mensais de inflação.

  5. O Sindicato dos Professores de São Paulo realizou um levantamento segundo o qual esta é a escola que melhor remunera os professores.

      187. Assinale o trecho que constitui uma premissa do fato relatado.



  1. As escolas que pagam salários baixos a seus professores e funcionários são as que mais dão lucros.

  2. Para manter a qualidade do ensino requerida pela sociedade, as escolas privadas estão incrementando convênios com empresas e indústrias.

  3. O ensino privado custa caro e tende a ficar mais caro com as necessidades tecnológicas impostas a cada dia pela moderna educação.

  4. No vácuo criado pela ausência do Estado no ensino secundário proliferam as escolas privadas.

  5. Como decorrência do crescimento populacional urbano, existe, hoje, nas grandes metrópoles, um grande déficit de salas de aula.

      188. (AFTN) Indique o item em que o par de sentenças não apresenta erro de sentido.



  1. "O despreparo do aluno, principalmente na parte de emissão de mensagens escritas, fez com que as autoridades educacionais decretassem a inclusão da redação no Vestibular." (E.T. Silva) / As autoridades educacionais instituíram nos exames vestibulares a prova de redação devido à falta de preparo do aluno mormente no tocante à produção literária.

  2. "Quem diz cópia pensa nalgum original, que tem a precedência, está noutra parte, e do qual a primeira é o reflexo inferior." (R. Schivarz) / Falar em cópia implica tomar algo como primeiro, que antecede, que está alhures, cujo original é o reflexo inferior.

  3. "Os estoicos constroem, afinal, aquela teoria da significação que vinha sendo preparada desde Platão e confirmam a tradição grega da reeminência do significado." (M. H. M. Neves) / Preparada desde a época de Platão, a teoria da significação é construída, igualmente pelos estoicos, que assim corroboram a tradição helênica da primazia do significado.

  4. "As estórias ‘abertas’ - isto é, incompletas ou com um final a escolher - têm forma do problema fantástico: a partir de certos dados, decide-se sobre sua combinação resolutiva." (G. Rodari) / As estórias que não apresentam o fechamento de um fim explícito, ou que trazem várias possibilidades de finalização, têm a forma do problema fantástico, no qual se chega à resolução pela combinação de certos dados.

  5. "Inventar estórias com os brinquedos é quase natural, é uma coisa que vem por si nas brincadeiras com as crianças: a estória não é senão um prolongamento, um desenvolvimento, uma alegre explosão do brinquedo." (G. Rodari) / Quando brincam, é comum, quase natural, as crianças inventarem estórias com os brinquedos - a estória passa a ser uma extensão, um prolongamento, um alegre transbordar do brinquedo.

      189. (AFTN) Indique o único item que serve como argumento favorável à defesa da legalização da pena de morte no Brasil.



  1. A incapacidade de um ser humano julgar o outro com isenção de ânimo.

  2. O sistema carcerário encontra-se privado das condições necessárias capazes de promover a reabilitação para a plena convivência social.

  3. A irreparabilidade do erro judiciário.

  4. O sensacionalismo da mídia ao expor o sentimento dos familiares e amigos do réu diante da consumação da pena.

  5. Os estados americanos que legalizaram a pena de morte apresentaram um recrudescimento no número de crimes violentos.

      190. (AFTN) Indique o único segmento que serve como argumento contrário à defesa da manutenção do ensino superior gratuito no Brasil. (Com base em texto de Roberto Leal Lobo e Silva Filho).



  1. Há um princípio de justiça social segundo o qual o pagamento por bens e serviços deve se fazer desigualmente, conforme as desigualdades de ganho.

  2. A Europa Ocidental considera investimento a formação de quadros de nível superior.

  3. Nos EUA, a maior parte do orçamento das melhores universidades é composta por doações, convênios com empresas ou órgãos federais, fundos privados, cursos de atualização profissional.

  4. Nos EUA, o montante arrecadado pelas universidades de seus estudantes, a título de taxas escolares, não chega ao percentual de 20% de seu orçamento global.

  5. No Brasil, país com renda per capital de aproximadamente US$ 2 mil, uma taxa escolar de US$ 13 mil / ano por aluno, conforme estimativa do Banco Mundial, é quantia astronômica.

      191. (AFTN) Marque o item que representa uma ilustração confirmatória da tese postulada no seguinte texto: "Pode-se afirmar que a distribuição injusta de bens culturais, principalmente nas formas valorizadas de falar, é paralela à distribuição iníqua de bens materiais e de oportunidades." (S.M. Bortoni)



  1. Prova disso são os modernos shopping centers, cujo espaço foi arquitetonicamente projetado para permitir a convivência da empregada e da madame, do porteiro e do ministro, enfim, de ricos e pobres.

  2. Temos na diversidade dos programas de televisão um exemplo de que diferença outrora marcante entre cultura de elite e cultura popular hoje está reduzida a uma mera questão de grau.

  3. A iniquidade na distribuição de bens culturais no Brasil encontra demonstração inequívoca na oposição que ainda hodiernamente se faz entre casa-grande e senzala.

  4. Demonstra este fato o esforço que fazem dirigentes políticos e sindicais provenientes das camadas baixas da sociedade para dominar a variedade padrão da Língua Portuguesa.

  5. Os chamados "meninos de rua", menores abandonados e meninas prostituídas testemunham, no Brasil da modernidade, a falência das elites em dividir o bolo da economia.

      192. (AFTN) Marque, entre as opções propostas, aquela que não contém, ainda que parcialmente, as mesmas ideias expressas no texto abaixo.

      "A reificação do escravo produzia-se objetiva e subjetivamente. Por um lado, tornava-se uma peça cuja necessidade social era criada e regulada pelo mecanismo econômico de produção. Por outro lado, o escravo auto-representava-se e era representado pelos homens livres como um ser incapaz de ação autonômica." (F.H. Cardoso. Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional, Rio, Paz e Terra, 1977)


  1. "Do ponto de vista jurídico é óbvio que, no sul como no resto do país, o escravo era uma coisa, sujeita ao poder e à propriedade de outrem...".

  2. "... o escravo não encontra a condição de pessoa humana objetivada no respeito e nas expectativas formadas em torno de si pelos homens livres, pelos senhores".

  3. "A liberdade desejada e impossível apresentava-se, pois, como mera necessidade subjetiva da afirmação, que não encontrava condições para realizar-se concretamente".

  4. "... o escravo se apresentava, enquanto ser humano tornado coisa, como alguém que, embora fosse capaz de empreender ações com "sentido", pois eram ações humanas, exprimia, na própria consciência e nos atos que praticava, orientações sociais impostas pelos senhores".

  5. "... a consciência do escravo apenas registrava e espelhava, passivamente, os significados sociais que lhe eram impostos".

      193. (AFTN) Marque a opção que não constitui paráfrase do segmento abaixo.

      "O abolicionismo, que logrou pôr fim à escravidão nas Antilhas Britânicas, teve peso ponderável na política anti-negreira dos governos britânicos durante a primeira metade do século passado. Mas tiveram peso também os interesses capitalistas, comerciais e industriais, que desejavam expandir o mercado ultramarino de produtos industriais e viam na inevitável miséria do trabalhador escravo um obstáculo para este desiderato." (P. Singer. A formação da classe operária, São Paulo, Atual, 1988, p. 44)


  1. Na primeira metade do século passado, a despeito da forte pressão do mercado ultramarino em criar consumidores potenciais para seus produtos industriais, foi o movimento abolicionista um motor que pôs cobro à miséria do trabalhador escravo.

  2. A política antinegreira da Grã-Bretanha na primeira metade do século passado foi fortemente influenciada não só pelo ideário abolicionista como também pela pressão das necessidades comerciais e industriais emergentes.

  3. Os interesses capitalistas que buscavam ampliar o mercado para seus produtos industriais tiveram peso considerável na formulação da política antinegreira inglesa; mas, teve-o também a consciência liberal anti-escravista.

  4. Teve peso considerável na política antinegreira britânica, o abolicionismo. Mas as forças de mercado tiveram também peso pois precisavam dispor de consumidores para seus produtos.

  5. Ocorreu uma combinação de idealismo e interesses materiais, na primeira metade do século na formulação da política britânica de posição à escravidão negreira.

      194. (AFTN) Leia:

      Nas origens, a magia é inseparável da religião. Não se pode conceber uma sem a outra e torna-se difícil mesmo cindi-las. O sacerdote primitivo é ao mesmo tempo o mago, o adivinho, o homem-medicina. Mas, se a religião é a crença em entidades extra-humanas, implicando uma atitude em face dessas divindades, a magia torna-se um fenômeno social comportando atos especiais que visam à sujeição dessas forças. "O ato religioso, diz Maxwell, é uma prece, o ato mágico é a expressão de uma vontade." Ora essa vontade se dirige aos seres sobrenaturais, e é o ritual mágico propriamente dito, ora se dirige às forças naturais e então temos as ciências ocultas. A primeira forma de magia, que Maxwell chama sobrenatural ou evocatória, confunde-se, entre os povos primitivos, com o próprio ritual religioso. Todas as formas elevadas ou degradadas do espiritualismo decorrem da magia evocatória. É o que descrevemos nos cultos de procedência banto e suas transformações sociais.

      Alguns povos primitivos estabelecem, contudo, uma distinção entre o sacerdote, evocador de divindades benfazejas, e o feiticeiro clandestino, que tem pactos com os maus espíritos e usa de processos mágicos para malfazer ao grupo. Entre alguns povos bantos, essa distinção é marcada. O grão-sacerdote, Ganga, ou Quimbanda, não se confunde com o Mloge ou Meloge, o feiticeiro intruso. Todos os males advindos ao grupo - desastres, doenças, cataclismos ... - são atribuídos ao Mloge, cuja sorte fica dependendo da vontade do Quimbanda. Esse caráter proibido, privado, definiria mesmo, para alguns autores, o rito mágico. Mas, em geral, magia e ritual religioso se fusionam, com a única distinção do aspecto social da primeira, em função do grupo. O grão-sacerdote em prece simples às suas divindades está fazendo religião; mas se essa prece tem uma finalidade social, então se torna magia. (Artur Ramos, com adaptações)

      As seguintes teses são apresentadas no texto, exceto.



  1. Entre os bantos, o grão-sacerdote tem poder decisório sobre o feiticeiro.

  2. Nos primórdios das civilizações, magia e religião apresentam-se como processos distintos.

  3. O ritual mágico faz a evocação tanto dos entes sobrenaturais quanto das formas espirituais.

  4. A magia evocatória é primordial no processo evolutivo das atividades espirituais.

  5. O conceito de magia é inseparável do de religião porque tanto um quanto outro visam à sujeição de forças naturais.

      195. (AFTN) Indique o trecho da entrevista na qual o Secretário da Receita Federal (Osíris Lopes Filho) apresenta as informações com o máximo de objetividade, sem emitir juízos de valor subjetivos:

  1. "A Receita, hoje, está muito ruim em termos de recursos humanos, porque tem muito pouca gente."

  2. "... os funcionários se superaram e conseguiram, numa escassez absoluta de recursos humanos, estes resultados fantásticos de 1993".

  3. "E o terceiro ponto, que é importantíssimo, é a adesão da população ao combate à evasão de impostos."

  4. "Antes da Constituição de 88, o Ministro da Fazenda podia decretar a prisão administrativa dos sonegadores. Após 88, estabeleceu-se que a pessoa só pode ser presa por ordem judicial ou em flagrante."

  5. "... aí surgiram três pré-requisitos que considero fundamentais para o combate à evasão, num país da América Latina, como o nosso."

      (Entrevista concedida ao Jornal de Brasília, de 16/01/94).

      196. (AFTN) Indique a ordem em que os períodos devem-se organizar no texto, de modo a preservar-lhe a coesão e coerência.



  1. O País não é um velho senhor desencantado com a vida que trata de acomodar-se.

  2. O Brasil tem memória curta.

  3. É mais como um desses milhões de jovens mal-nascidos, cujo único dote é um ego dominante e predador, que o impele para frente e para cima, impedindo que a miséria onde nasceu e cresceu lhe sirva de freio.

  4. "Não me lembro", responde, "faz muito tempo".

  5. Lembra a personagem de Humphrey Bogart em Casablanca, quando lhe perguntaram o que fizera na noite anterior.

  6. Mas esta memória curta, de que políticos e jornalistas reclamam tanto, não é, como no caso de Bogart, uma tentativa de esquecer os lances mais penosos de seu passado, um conjunto de desilusões e perdas que leva ao cinismo e à indiferença. (Baseado em texto de José Onofre)

      a) 1, 2, 6, 5, 4, 3 d) 1, 5, 4, 6, 3, 2

      b) 2, 5, 4, 6, 3, 1 e) 2, 5, 4, 1, 6, 3

      c) 2, 6, 1, 3, 5, 4

      197. (AFTN) Leia o trecho abaixo para responder a esta questão.

      "O mais difícil Osíris conseguiu. Acordou uma parte da sociedade para o desmanche de um segmento segundo o qual é razoável que uma pessoa sonegue impostos, visto que o governo é um mau administrador. Se essa lorota fosse sincera, as pessoas doariam o dinheiro sonegado para as obras de Madre Teresa de Calcutá. Como o embolsam, felizmente apareceu um servidor público correndo-lhes atrás." (Veja, 26/0l/94, p. 81)

      O entendimento correto para o fato conseguido pelo Secretário da Receita Federal, Osíris Lopes Filho é:



  1. Despertou um segmento da sociedade para a desmontagem da lógica de que a sonegação de impostos é prática consentânea à má administração governamental dos recursos oriundos do contribuinte.

  2. Convenceu grande parcela de brasileiros acerca da razoabilidade da sonegação de impostos, desde que esses valores fossem doados a obras de caridade, reconhecidamente filantrópicas, como as de Madre Teresa de Calcutá.

  3. Fez com que parte significativa dos sonegadores acordasse para a veracidade da lorota de que a sonegação pode ser corolária da má aplicação dos recursos públicos, visto ser o governo um mau administrador.

  4. Alertou grande parte da sociedade para a ilação falaciosa segundo a qual o perdão da dívida está em relação diretamente proporcional às doações a obras filantrópicas.

  5. Mudou a visão da sociedade brasileira para referendar o silogismo da permissibilidade da sonegação, desde que condicionada à doação do montante sonegado para as obras de Madre Teresa de Calcutá.

      198. (AFTN) Escolha o conjunto de palavras que completa o texto de maneira lógica e coerente: A agricultura de .......... (1) do Brasil tradicional distinguiu-se por uma estrutura composta por alguns dos segmentos essenciais. A primitiva agricultura da roça aberta na mata geralmente virgem era .......... (2) (culturas dominantes: milho, mandioca, arroz, feijão), complementada pela criação doméstica de pequenos animais (galinhas, porcos) e pela .......... (3) ou pousio de tipo florestal, ou seja, com repouso do solo de longa duração, geralmente de 20 a 30 anos. Nesse período a floresta se refaz e a roça é aberta mais adiante, num sistema de agricultura .......... (4). (Maria Luiza Marcílio)

      a) 1. subsistência; 2. monocultura; 3. mutação; 4. itinerante

      b) 1. monopólio; 2. policultura; 3. rotatividade; 4. consorciada

      c) 1. minifúndio; 2. consorciada; 3. mudança; 4. permanente

      d) 1. latifúndio; 2. monocultura; 3. rotação; 4. permanente

      e) 1. subsistência; 2. policultura; 3. rotação; 4. itinerante

      199. (UF-PR) Isso pensava-se, mas não foi o que aconteceu. Longe de ir embora, os bois chegaram mais e em grande número. Ganharam as estradas, descendo. Atravessaram o rio, de um lado, o córrego de outro, convergindo sempre. Em pouco já lambiam as paredes das casas de arrebalde, mansos, gordos, displicentes. Encheram os becos, as ruas, desembocaram no largo. A ocupação foi rápida ... " ( A Hora dos Ruminantes, José J. Veiga)

      Trata-se de uma estranha invasão de bois na cidadezinha de Manarairema, no romance A Hora dos Ruminantes, de José J. Veiga. A atitude da população, diante dos sinais de chegada dos primeiros bois, revela

      a) preocupação e temor. d) previdência e susto.

      b) pessimismo e aflição. e) indecisão e covardia.

      c) indiferença e apatia.

      200. (SANTA CASA) "O princípio que, desde os tempos mais remotos de nossa colonização, norteara a criação de riqueza no país não cessou de valer um só momento para a produção agrária. Os portugueses buscavam extrair do solo benefícios desmedidos, sem grandes sacrifícios. Queriam servir-se da terra não como senhores, mas como usufrutuários, só para a desfrutarem e a deixarem destruída."

      De acordo com o texto.


  1. Porque, pouco rendosa, a atividade agrícola foi desdenhada pelos colonizadores portugueses.

  2. O colonizador português vinha buscar uma riqueza que se originasse do menor trabalho possível.

  3. Quando a terra se exauria, os colonos buscavam paragens mais férteis para a atividade agrícola.

  4. Os portugueses não colonizavam regiões onde a atividade agrária se tornasse muito difícil.

  5. A produção agrícola gerou riqueza suficiente para todo tipo de colonizador, fosse senhor ou apenas usufrutuário da terra.

      201. (SANTA CASA) "É necessário partir para a dimensão universal, mas levando no bico ou nas patas o grão de terra com que alimentar o vôo." Infere-se do texto que

  1. As aves do céu e os animais da terra são os verdadeiros proprietários do grandioso universo que habitamos.

  2. O homem, em sua desmedida ambição, quer conquistar os céus, a terra e todos os habitantes do universo.

  3. O homem, ao atirar-se à conquista do universo, não deve perder o senso de sua própria realidade.

  4. Não é possível alçar vôo para dominar outros mundos antes de resolver os problemas de seu próprio planeta.

  5. As viagens interplanetárias oferecem ao homem a vastidão do universo, mas dificultam-lhe a alimentação adequada a suas necessidades.

      (FGV) Com base no texto a seguir responda às questões 202 e 203:

      Tratava-se de uma orientação pedagógica que acreditava no papel da instrução como base prévia das transformações sociais. Ela preconizava uma educação rigorosamente leiga em classes mistas, sem religião, com predomínio da ciência, apelando para a iniciativa do aluno e criando para ele condições atraentes de aprendizado, com o fim de formar cidadãos independentes não submetidos aos preconceitos. Ao mesmo tempo, Ferrer pregava a organização sindical dos professores e a sua solidariedade com o movimento operário, como consequência lógica do pressuposto segundo o qual a instrução leiga e científica leva necessariamente a desejar a transformação da sociedade.

      (Antônio Cândido, Teresina etc., Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980)

      202. Com base no texto, pode-se afirmar que o modelo pedagógico aí defendido pretendia aliar

      a) ciência, participação do aluno e transformação da sociedade.

      b) leigos, corpo docente e sindicalização dos discentes.

      c) religião, obscurantismo e mudança política.

      d) promiscuidade, nivelamento social e cidadania.

      e) quebra dos preconceitos, identidade operária e revolução.

      203. Depreende-se do texto que



  1. o fim de qualquer educação é a iniciação em assuntos sexuais em classes mistas.

  2. o alvo de uma pedagogia revolucionária consistiria em transformar todo aluno em operário.

  3. o intuito desse novo sistema de ensino era buscar conciliar o aprendizado com uma atitude favorável à mudança social.

  4. o objetivo primeiro desse tipo de instrução era formar quadros militantes para o movimento sindical.

  5. a preocupação maior dessa postura educacional voltava-se para uma ética leiga, secular e liberal, mas anticientífica.

      (FATEC) Texto para as questões 204 a 206.

      ..........................................................................................................................................................

      "Crônica tem esta vantagem: não obriga ao paletó-e-gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa. Sei bem que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, o econômico, etc, mas a crônica de que estou falando é aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo. Não se exige do cronista geral a informação ou os comentários precisos que cobramos dos outros. O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial, e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito. Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais do que isto seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo."

      ..........................................................................................................................................................

      (Carlos Drummond de Andrade - "Ciao", in Shopping News - City News)

      204. Segundo o que se depreende do texto, para Drummond a crônica poderia ser caracterizada como



  1. uma atividade literária em prosa, veículo de notícias sobre fatos da atualidade.

  2. uma atividade jornalística, isto é, noticiário científico ou literário, apresentado em linguagem simples e agradável.

  3. uma atividade literária que visa menos à especialidade e profundidade do assunto que ao entretenimento do leitor.

  4. uma reportagem disfarçada, pois nela não se nota "o nervosismo saltitante do repórter".

  5. uma reportagem, embora camuflada em atividade literária, na qual o jornalista não deve ser faccioso.

      205. Segundo Drummond, não é exato afirmar que

  1. A crônica (geral) deve ser fruto da fantasia e da vadiação de espírito do cronista, embora não deva tratar de trivialidade.

  2. O cronista geral não é obrigado a posicionar-se corretamente diante dos grandes problemas.

  3. Embora haja cronistas especializados em economia, finanças, etc., não se obriga o cronista geral à especialização em determinado assunto.

  4. O cronista geral não pode ser confundido com repórter, porque este visa à apuração de fatos, enquanto aquele deve "circular entre os acontecimentos do dia".

  5. O cronista geral deve ser confiável, embora não precise entender de nada, ao falar de tudo.

      206. Assinale a alternativa em que ambas as expressões não se relacionam com o modelo de crônica apresentado por Drummond.

      a) paletó-e-gravata; ponto de vista não ortodoxo.

      b) nervosismo saltitante; território livre da imaginação.

      c) prazo de atuação limitado; ponto de vista não trivial.

      d) informação ou comentário preciso; apuração imediata do fato.

      e) inclinação para o jogo da fantasia; especialização suada.

      207. (FATEC)

      CONFIDÊNCIA DO ITABIRANO

      Alguns anos vivi em Itabira

      Principalmente nasci em Itabira.

      Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.

      Noventa por cento de ferro nas calçadas.

      Oitenta por cento de ferro nas almas.

      E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

      A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,

      vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.

      E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,

      é doce herança itabirana.

      De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:

      esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;

      este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;

      este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;

      este orgulho, esta cabeça baixa...

      Tive ouro, tive gado, tive fazendas.

      Hoje sou funcionário público.

      Itabira é apenas uma fotografia na parede.

      Mas como dói!

      (Carlos Drummond de Andrade)

      Após a leitura do poema acima, podemos afirmar que


  1. passado e presente se contrapõem em toda a extensão do poema: o ontem e o hoje, o lá e o aqui são matéria-prima da saudade, cujo produto é a dor pela perda de um passado que ficou para trás e que não volta mais.

  2. o passado retorna constantemente à memória do poeta, alimentado, com lembranças, o sentimento de paz e serenidade.

  3. o poeta não continua, no presente, ligado emocionalmente à sua cidade natal, Itabira, apesar de orgulhar-se muito dela devido às suas riquezas naturais, como o ferro, o aço e a arte do seu povo.

  4. as imagens do velho santeiro Alfredo Duval são as únicas lembranças que o prendem ao passado.

  5. o poeta expressa grande revolta por ter perdido seus bens materiais e encontrar-se hoje na miséria.

      (PUC-RJ) Texto para as questões 208 e 209:

      A GRANDE AVENTURA

      Experimentem sair das grandes cidades em que moram, as tais urbs, e embicar o carro rumo a algum lugarejo distante e perdido, onde o tempo tem outra dimensão, é um tempo rural e agrícola, governado por chuvas, sóis, amanheceres e anoiteceres, granizo ou ventania. As pessoas falam manso e devagar, molham de cuspe o dedo indicador para dar a direção do vento, estudam a forma das nuvens, sabem o que quer dizer um "rabo de galo" (que não seja coquetel), deslizando pelos céus. O hoje é aquela leseira de bem aventurança, todas as aflições e encargos são de um amanhã que custará muito a chegar.

      Vinda de longos anos de Londres e suas pontualidades a um Portugal ainda não entrado na CEE, tinha até uma certa graça viver nessa nova dimensão, trazida em português castiço e camoniano que se encontrava até nas nossas cozinhas e feiras. Tudo bom. Vassoura nova varre bem, saí disparada certa manhã do meu quinto andar chamada pelo apito antigo do amolador. Quanta lembrança, meu Deus! Juntei tesouras e facas e desci correndo para encontrar a própria infância de São Paulo que me batia à porta. Até hoje nenhuma daquelas tesouras funcionou mais e descobri, nas compras de televisão, que um jogo delas custava menos do que me custou a "amolação".

      Televisão havia só duas, ainda antes do "satélite" ser instalado no prédio e que me dá a Europa, em várias línguas. Quando quero acertar o relógio ligo para a "Sky New", sem medo de errar. Às vezes atrasada de uma hora, nos horários de verão, outono, o que seja. Poucos programas ou em um pouco farta deles, fico muito em casa, leio, abro a tevê sem som para me fazer companhia, como a gata Chica. Tanto livro na estante, uma janela em que sobrou um pouco de verde dos "fogos postos" e nos dias claros, no longe horizonte azul do mar, areias do Cabo Espichel. Neste mundo em que ninguém acredita em relógio. O que me faz lembrar, senão o Brasil, ao menos o meu Rio de Janeiro, que participa de idêntica filosofia existencial, a qual às vezes dói muito no pé. Pois a noção de tempo, em terras lusas, é coisa muito especial.

      ..........................................................................................................................................................

      Elsie Lessa, in O Globo, 25/9/95

      208. "(...), tinha até certa graça viver nessa nova dimensão, traduzida em português castiço e camoniano, (...)". No trecho acima a autora quer dizer que



  1. achava cômico o português falado naquela terra, originário de Camões

  2. gostava de viver com mais espaço numa terra onde se falava o português provinciano de Camões

  3. não era bom redimensionar a vida através da linguagem clássica e erudita

  4. era interessante passar pela nova experiência expressa num português clássico, à Camões

  5. era interessante viver este novo aspecto vertido para a língua portuguesa por autor castiço e camoniano

      209. Indique o trecho que não se relaciona com a ideia central do texto.

      a) "(...) onde o tempo tem outra dimensão, (...)"

      b) "As pessoas falam manso e devagar, (...)"

      c) "Quanta lembrança, meu Deus!"

      d) "Neste mundo em que ninguém acredita em relógio."

      e) "Pois a noção de tempo, em terras lusas, é coisa muito especial."

      (UNIRIO) Texto para as questões 210 a 217.

      APELO

      "Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

      Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite e eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz na varanda.

      E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero da salada - o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor". (DALTON TREVISAN)

      210. Assinale a opção que contém a frase que justifica o título do texto.

      a) "Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou."

      b) "Toda a casa era um corredor deserto."

      c) "Acaso é saudade, Senhora?"

      d) "Que fim levou o saca-rolhas?"

      e) "Venha para casa, Senhora, por favor."
      211. Considerando o sentido geral do texto, a significação de esquecido em esquecido na conversa de esquina, é

      a) não lembrado por Senhora

      b) entretidos com os companheiros, na esquina

      c) afastado da sensação de ausência de Senhora

      d) absorto pela falta da mulher

      e) pensativo por causa da conversa na esquina


      212. Assinale a opção que justifica a afirmativa Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, (...):

      a) A quebra da rotina traz a sensação de liberdade.

      b) A relação amorosa estabelece limites para a liberdade de cada um.

      c) A sensação de liberdade faz falta a algumas pessoas.

      d) O estranhamento causado pela ausência do ser amado é acentuado pela rotina.

      e) O novo tem um apelo encantatório, que afasta o sentimento de ausência.


      213. Dimensionando-se a questão do tempo em Não foi ausência por uma semana, pode-se afirmar que essa ausência

      a) durou mais de um mês.

      b) tinha durado sempre apenas uma semana.

      c) começou a ser vivenciada após uma semana.

      d) só foi percebida durante uma semana.

      e) foi notada a partir do vigésimo nono dia.


      214. A marca da Senhora está contraditoriamente impressa em fatos que correm na sua ausência. Assinale a opção imprópria para exemplificar o que se afirma nesta questão

  1. "não senti falta".

  2. "o leite primeira vez coalhou".

  3. "a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada.".

  4. "o canário ficou mudo".

  5. "Não tenho botão na camisa".

      215. O caminho do homem pela mulher agora ausente manifestava-se através da(s)

      a) falta de botão na camisa.

      b) bebida partilhada com os amigos.

      c) conversa demorada na esquina.

      d) presença aconchegante ao fim da jornada.

      e) discussões sem importância às refeições.
      216. No texto, o primeiro sinal do sentimento da ausência da mulher é indicado pelo trecho

      a) "o batom ainda no lenço". d) "o canário ficou mudo" .

      b) "a imagem de relance no espelho". e) "eu ficava só".

      c) "o leite primeira vez coalhou".

      217. O penúltimo período do texto dimensiona o papel de Senhora na família. Assim, ela pode ser definida como

      a) sublevadora. d) dominadora.

      b) apaziguadora. e) impostora.

      c) sofredora.

      218. (UE-RJ) Falei-lhe há pouco da excentricidade de certos aumentativos. Usa-se no Ceará um gracioso e especial diminutivo, que talvez seja empregado em outras províncias; mas com certeza se há de generalizar, apenas se vulgarize.

      Não permite certamente a rotina etimológica aplicar o diminutivo ao verbo. Pois em minha província o povo teve a lembrança de sujeitar o particípio presente a esta fórmula gramatical, e criou de tal sorte uma expressão cheia de encanto.

      A mãe diz do filho que acalentou ao colo: "Está dormindinho". Que riqueza de expressão nesta frase tão simples e concisa! O mimo e ternura do afeto materno, a delicadeza da criança e sutileza do seu sono de passarinho, até o receio de acordá-la com uma palavra menos doce; tudo aí está nesse diminutivo verbal.

      Não faltariam, como de outras vezes tem acontecido, críticos de orelha, que depois de medido o livro pela sua bitola, escrevessem com importância magistral: "Este sujeito não sabe gramática". E têm razão; gramática para eles é a artinha que aprenderam na escola, ou por outra, uma meia dúzia de regras que se afogam nas exceções.

      Nós, os escritores nacionais, se quisermos ser entendidos do nosso povo, havemos de falar-lhes em sua língua, com os termos ou locuções que ele entende, e que lhe traduzem os usos e sentimentos.

      Não é somente no vocabulário, mas também na sintaxe da língua, que o nosso povo exerce o seu inauferível direito de imprimir o cunho de sua individualidade, abrasileirando o instrumento das ideias. (José de Alencar, Posfácio de Iracema, in: Obras Completas, vol. 4, Rio de Janeiro, J. Aguilar, 1964, pp. 965-6)

      A afirmação que não corresponde ao texto é


  1. O povo tem o direito de abrasileirar a língua que recebeu dos portugueses

  2. Os escritores brasileiros devem usar as expressões do povo para serem entendidos

  3. A província do Ceará é uma das regiões criativas na produção de brasileirismos

  4. Segundo os críticos, empregar o diminutivo em verbos é um erro grave de gramática

  5. Uma das críticas que se podem fazer à gramática é a sua enorme quantidade de exceções

      219. (UE-RJ) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum, defeito grave, a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Divergência digo, porque, se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça, outros há que os adotam por princípio, ou antes por uma exageração de princípio.

      Não há dúvidas que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Querer que a nossa pare no século de quinhentos, é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Há, portanto, certos modos de dizer locuções novas, que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade.

      Mas se isso é um fato incontestável, e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz, não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem, ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. A influência popular tem um limite; e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso, o capricho e a moda inventam e fazem correr. Pelo contrário, ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito, depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. (Machado de Assis, Instinto de Nacionalidade. In: Obras Completas, vol. 3, Rio de janeiro, Nova Aguilar, l973, pp. 808-9.)

      Em relação ao texto a afirmativa correta é



  1. A hegemonia do uso popular da língua deve ser incorporada pelos escritores.

  2. O equilíbrio entre o erudito e o popular deve ser evitado por todo escritor de valor.

  3. A influência francesa deve ser incorporada integralmente pelos escritores brasileiros.

  4. A dedicação do escritor deve ser, sobretudo, valorizar as alterações morfossintáticas da língua.

  5. O escritor, embora receba influência popular, também influi no uso do idioma, depurando a linguagem do povo.

      220. (UE-RJ) A literatura não toma o nome da terra, toma o nome da língua: sempre assim foi desde o princípio do mundo, e sempre há de ser enquanto ele durar. (José da Gama e Castro: Jornal do Comércio, 29/01/1842.)

      A prevalecer a opinião de Gama e Castro, a literatura produzida no Brasil deveria tomar o seguinte nome

      a) literatura ibero-americana. d) literatura brasileira.

      b) literatura luso-brasileira. e) literatura universal.



      c) literatura portuguesa.



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