Curso de língua portuguesa módulo 4 leitura e produçÃo de textos



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Encontro

      Meu pai perdi no tempo e ganho em sonho.

      Se a noite me atribui poder de fuga,

      sinto logo meu pai e nele ponho

      o olhar, lendo-lhe a face ruga a ruga.

      Está morto, que importa? Inda madruga

      e seu rosto, nem triste nem risonho,

      é o rosto antigo, o mesmo. E não enxuga

      suor algum, na calma de meu sonho.

      Ó meu pai arquiteto e fazendeiro!

      Faz casas de silêncio, e suas roças

      de cinza estão maduras, orvalhadas

      por um rio que corre o tempo inteiro

      e corre além do tempo, enquanto as nossas

      murcham num sopro fontes represadas.

      (Carlos Drummond de Andrade. Reunião. 10 livros de poesia.

      Rio: José Olympio, 1971. p. 193)

      144. A sugestão expressa no primeiro verso do poema indica que o poeta e seu pai estão

      a) separados no tempo e no espaço.

      b) separados apenas no tempo.

      c) separados apenas no espaço.

      d) perdidos sem conseguirem encontrar-se.

      e) próximos de um encontro definitivo.


      145. Os termos "vida" e "morte", no texto, estão expressos nas palavras

      a) fuga e noite. d) madruga e triste.

      b) olhar e ruga. e) suor e calma.

      c) tempo e sonho.


      146. Segundo o texto, uma das possibilidades que se pode determinar na noite, é que ela

      a) facilita a vontade de fugir.

      b) permite o uso da razão.

      c) consegue ampliar a visão da realidade.

      d) oferece a chance de o indivíduo compreender-se.

      e) propicia o exercício da imaginação.


      147. Pode-se perceber que o texto trata do poder transfigurador da poesia. O verso que expressa isso é

      a) "Está morto, que importa? Inda madruga".

      b) "e seu rosto, nem triste nem risonho".

      c) "Ó meu pai arquiteto e fazendeiro".

      d) "e corre além do tempo, enquanto as nossas".

      e) "murcham num sopro fontes represadas".


      148. De acordo com o texto, a figura do pai está marcada pela condição de

      a) cansaço. d) alegria.

      b) placidez. e) tristeza.

      c) velhice.


      149. Em todas as partes do texto, indicadas abaixo, há elementos suficientes para indicar as atividades que o pai exercia, exceto

      a) "Está morto que importa? Inda madruga".

      b) "e seu rosto, nem triste nem tristonho".

      c) "E não enxuga / suor algum, na calma de meu sonho".

      d) "Ó meu pai arquiteto e fazendeiro!".

      e) "Faz casas de silêncio, e suas roças / de cinza estão maduras".


      150. A condição em que o poeta diz encontrar seu pai pode ser caracterizada por todos os termos abaixo, exceto

      a) "casas de silêncio". d) "rosto antigo".

      b) "perdi no tempo". e) "roças de cinza".

      c) "está morto".


      151. (FUVEST) De acordo com o ditado popular "invejoso nunca medrou, nem quem perto dele morou":

      a) o invejoso nunca teve medo, nem amedronta seus vizinhos.

      b) enquanto o invejoso prospera, seus vizinhos empobrecem.

      c) o invejoso não cresce e não permite o crescimento dos vizinhos.

      d) o temor atinge o invejoso e também seus vizinhos.

      e) o invejoso não provoca medo em seus vizinhos.

      (FUVEST) Texto para a questão 152.

      - Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?

      - Esquece.

      - Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine-me. Mo digas. Ensines-lo-me, vamos.

      - Depende.

      - Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes- o.

      - Está bem. Está bem, desculpe. Fale como quiser.

      (L.F. Veríssimo, Jornal do Brasil, 30/12/94)

      O texto tem por finalidade

      a)satirizar a preocupação com o uso e a colocação das formas pronominais átonas.

      b)ilustrar ludicamente várias possibilidades de combinação de formas pronominais.

     c) esclarecer pelo exemplo certos fatos da concordância de pessoa gramatical.

     d) exemplificar a diversidade de tratamentos que é comum na fala corrente.

     e) valorizar a criatividade na aplicação de uso das formas pronominais.

      (FUVEST) Texto para a questão 153:

      A triste verdade é que passei as férias no calçadão do Leblon, nos intervalos do novo livro que venho penosamente perpetrado. Estou ficando cobra em calçadão, embora deva confessar que o meu momento calçadônico mais alegre é quando, já no caminho de volta, vislumbro o letreiro do hotel que marca a esquina da rua onde finalmente terminarei o programa-saúde do dia. Sou, digamos, um caminhante resignado. Depois dos 50, a gente fica igual a carro usado, todo o dia tem uma coisa dando errado, é a suspensão, é a embreagem, é o radiador, é o contraplano do rolabrequim, é o contrafarto do mesocárdio epidítico, a falta de sorotorpina folimolecular, é o que mecânicos e médicos disseram. Aí, para conseguir ir segurando a barra, vou acatando os conselhos. Ainda é bom para mim, digo sem muita convicção a meus entediados botões, é bom para todos.

      ( João Ubaldo Ribeiro, O Estado de São Paulo, 06/08/95).

      No período que se inicia em "Depois dos 50...", o uso de termos (já existentes ou inventados) referentes a áreas diversas têm como resultado



  1. um tom de melancolia, pela aproximação entre um carro usado e um homem doente.

  2. um efeito de ironia, pelo uso paralelo de termos da medicina e da mecânica.

  3. um certa confusão no espírito do leitor, devido à apresentação de termos novos e desconhecidos.

  4. a invenção de uma metalinguagem, pelo uso de termos médicos em lugar de expressões corriqueiras.

  5. a criação de uma metáfora existencial, pela oposição entre o ser humano e objetos.

      (FUVEST) Texto para as questões 154 e 155:

      Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

      Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com um mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

      Considerei, por fim, que assim é o amor, oh minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. (Rubem Braga, 200 Crônicas Escolhidas)

      154. Nas três "considerações" do texto, o cronista preserva, como elemento comum, a ideia de que a sensação de esplendor

      a) ocorre de maneira súbita, acidental e efêmera.

      b) é uma reação mecânica dos nossos sentidos estimulados.

      c) decorre da predisposição de quem está apaixonado.

      d) projeta-se além dos limites físicos do que a motivou.

      e) resulta da imaginação com que alguém se vê a si mesmo.

      155. Atente para as seguintes afirmações.


  1. O esplendor do pavão e o da obra de arte implicam algum grau de ilusão.

  2.  O ser que ama sente refletir-se em si mesmo um atributo do ser amado.

  3.  O aparente despojamento da obra de arte oculta os recursos complexos de sua elaboração.

      De acordo com o que o texto permite deduzir, apenas

      a) as afirmações I e III estão corretas. d) a afirmação I está correta.

      b) as afirmações I e II estão corretas. e) a afirmação II está correta.

      c) as afirmações II e III estão corretas.

      (FUVEST) Texto para as questões 156 e 157.

      "Vivemos mais uma grave crise, repetitiva dentro do ciclo de graves crises que ocupa a energia desta nação. A frustração cresce e a desesperança não cede. Empresários empurrados à condição de liderança oficial se reúnem, em eventos como este, para lamentar o estado de coisas. O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição? É da história do mundo que as elites nunca introduziram mudanças que favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que estas lideranças empresariais aqui reunidas teriam motivação para fazer a distribuição de poderes e rendas que uma nação equilibrada precisa ter. Aliás, é ingenuidade imaginar que a vontade de distribuir renda passe pelo empobrecimento da elite. É também ocioso pensar que nós, de tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir. Faço sempre, para meu desânimo, a soma do faturamento das nossas mil maiores e melhores empresas, e chego a um número menor do que o faturamento de apenas duas empresas japonesas. Digamos, a Mitsubishi e mais um pouquinho. Sejamos francos. Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente representativos como população."

      ("Discurso de Semler aos empresários", Folha de São Paulo, 11/9/91)

      156. O texto permite afirmar que



  1. potência mundial de peso, o Brasil está entre as maiores economias do primeiro mundo.

  2. economicamente, o Brasil não tem relevo como potência de primeira ordem.

  3. as dificuldades do Brasil são conjunturais e se devem especialmente às pressões internacionais.

  4. as indústrias de ponta no Brasil estão entre as que têm mais alto faturamento universal.

  5. só o idealismo do empresariado brasileiro pode reerguer nosso potencial econômico.

      157. O ciclo de crises vivido pelo Brasil, segundo o texto, constitui

      a) um componente instigante para vender nossas dificuldades.

      b) fator conhecido e repetitivo, desimportante de nossa história.

      c) algo que não passa de invenção de pessimistas desocupados.

      d) recurso eficaz para chamar a atenção para a nossa realidade.

      e) outra forma de desgaste e de consumo de nossas energias.

      (IBGE) Texto para as questões 158 a 163.

      O brasileiro segundo ele mesmo

      ..........................................................................................................................................................

      §1º O cidadão dos anos 90 está otimista, mas muito preocupado. Essa foi uma das conclusões da pesquisa realizada em outubro passado sobre como o brasileiro percebe a si próprio e ao país. O seu primeiro pensamento a respeito do Brasil refere-se à fome e à miséria. Depois vêm-lhe à cabeça a corrupção e a crise econômica. Já disseram que o brasileiro era alienado. Agora, ele aparece como uma pessoa muito atenta.

      §2º O brasileiro também já foi tachado de mole e de atrasado. O escritor Mário de Andrade criou a figura de Macunaíma, o "herói de nossa gente", cuja característica era a preguiça. O escritor Monteiro Lobato deu o nome de Jeca Tatu ao caipira brasileiro. O Jeca era um símbolo do atraso, da alienação e da ignorância. Perto do ano 2000 o brasileiro parece ter-se livrado desses espectros pesados, o Jeca e o Macunaíma, e faz um autorretrato bom - até mesmo em contraste com o estrangeiro. Além de mais alegre, hospitaleiro e carinhoso, ele se tacha também mais inteligente e esforçado. Mas, nessa autoavaliação, alguma coisa ficou da moleza de Macunaíma e do atraso de Jeca Tatu. Os entrevistados não se colocam em tão boa posição quando os termos comparativos são a modernidade e a preguiça.

      §3º Esse autorretrato generoso não significa que as pessoas tenham ficado pouco críticas a seu próprio respeito. Estão críticas, e muito. Sabem que as virtudes nacionais não são coisas tão consolidadas assim.

      §4º O brasileiro também identifica pontos mais frágeis no seu comportamento. Cita, por exemplo, o trânsito, no qual o motorista deixa a educação de lado e se torna um selvagem que não respeita o sinal vermelho, a conversão proibida ou a faixa de pedestres. É claro que os entrevistados reprovam esse tipo de comportamento. No plano ético, o brasileiro não tolera falta sem motivo ao trabalho, incômodo aos vizinhos com barulho ou o comportamento com atraso a compromissos. No plano prático, faz tudo isso e de noite dorme com a maior serenidade. Só que agora o brasileiro está cansado dessa desorganização e deseja ser mais sério nesses pontos. (Ricardo Grinbaum - trechos com adaptações, Veja, 10/01/96)

      158. "...o brasileiro parece ter-se livrado desses espectros pesados ..." (§2º). De acordo com o texto, a expressão que substitui convenientemente "espectros pesados" é

      a) aspectos paliativos. d) personagens monstruosos.

      b) fantasmas sombrios. e) elementos contagiantes.

      c) aspectos injustificados.

      159. "Os entrevistados não se colocam em tão boa posição quando os termos comparativos são a modernidade e a preguiça." (§2º). Isso significa que, em relação aos estrangeiros, eles se consideram

      a) mais inteligentes e esforçados.

      b) mais alienados e ignorantes.

      c) mais antiquados e menos ágeis.

      d) menos atrasados e mais afáveis.

      e) menos evoluídos e mais flexíveis.
      160. Sem alterar-lhe o sentido, a palavra "alienação" (§2º) só não pode ser substituída, no texto, por

      a) alheamento. d) inconsciência.

      b) apatia. e) indiferentismo.

      c) desalento.


      161. "Sabem que as virtudes nacionais não são coisas tão consolidadas assim." (§3º) Assinale a afirmação do texto que expressa corretamente o sentido do trecho citado acima:

  1. "O seu primeiro pensamento a respeito do Brasil refere-se à fome e à miséria." (§1º)

  2. "Agora, ele aparece como uma pessoa muito atenta." (§1º)

  3. "Perto do ano 2000 o brasileiro parece ter-se livrado desses espectros pesados." (§2º)

  4. "No plano prático, faz tudo isso e de noite dorme com a maior serenidade." (§2º)

  5. "Só que agora o brasileiro está cansado dessa desorganização e deseja ser mais sério nesses pontos." (§4º)

      162. O último parágrafo do texto mostra que o brasileiro é

      a) incoerente, mas pretende tornar-se um cidadão melhor.

      b) inconsciente, pois não percebe suas falhas.

      c) incorrigível, já que nunca conseguirá modificar-se.

      d) intolerante, ao não aceitar erros seus ou dos outros.

      e) contraditório e está satisfeito assim.
      163. Marque a afirmativa que está de acordo com as ideias expressas no texto.


  1. Para a população, no momento, sobressaem os aspectos negativos do país.

  2. Atualmente, já não há mais, no povo, vestígios de Macunaíma e Jeca Tatu.

  3. No Brasil, as boas qualidades estão definitivamente firmadas.

  4. A esperança de um futuro melhor tolda a visão crítica das pessoas.

  5. Nem em circunstâncias adversas o brasileiro abandona seus valores positivos.

      (CEETEPS) Texto para as questões 164 a 170.

      O HOMEM ENERGÉTICO

      Imagine uma cidade antiga, sem energia elétrica. Vamos passear por ela, à noite. As ruas completamente escuras. Com um pouco de sorte, poderá haver um luar agradável, permitindo enxergar o contorno das casas e a torre da igreja.

      Na sala de uma casa qualquer, após o jantar, um grande lampião de gasolina ilumina todo o ambiente. Produz uma luz intensa, muito branca, por causa de uma pequena rede de titânio que envolve a chama. Esta, aquecida, emite uma luz muito mais forte e clara que a chama tremeluzente amarelo-avermelhada de um simples lampião de querosene ou de uma lamparina.

      Nessa sala, cada membro da família se entrega a um passatempo favorito: tricô, vitrola de corda, jogo de cartas, leitura. Não existe televisão, rádio, videofilmes ou outros passatempos eletrônicos. Tampouco a enorme variedade de eletrodomésticos que substituem o esforço físico na realização dos trabalhos de rotina.

      Sem muito que fazer, dormem demasiado cedo. A falta de luz castiga a vista; é grande o consumo de querosene, de gasolina e de velas. Toda atividade é penosa. Durante a noite, fica acesa apenas uma ou outra lamparina. O silêncio é completo. Não existem buzinas nem roncos de motores acelerados. Ouve-se apenas o ruído compassado dos cascos ferrados de cavalos batendo nas pedras do calçamento.

      Parece uma cidade fictícia, mas não é. É São Paulo do século passado. O Brasil teve sua primeira usina hidrelétrica em 1889. Em 1900, quando começaram os bondes elétricos, em São Paulo já existia gerador a vapor. Próximo de 1930, era, preponderantemente, a gás a iluminação das ruas. Nas casas, a eletricidade era empregada apenas para acender umas poucas lâmpadas.

      Como as locomotivas, as máquinas industriais eram movidas, principalmente, a vapor obtido de grandes caldeiras aquecidas pela queima de carvão inglês. De manhã, ouviam-se os apitos emitidos pelas caldeiras das fábricas, anunciando a hora da entrada para o trabalho. À tarde, os acendedores de lampiões, funcionários públicos, acendiam os postes de iluminação da cidade.

      Para uma pessoa nascida no final deste século, é difícil sequer imaginar a vida na cidade sem eletricidade. Quase não se vê uma casa, modesta que seja, sem ter sobre o telhado, uma arborescente antena de televisão e, na cozinha, pelo menos um liquidificador. É o progresso, dizemos. Sem energia, não há civilização, não há desenvolvimento!

      O controle de várias formas de energia deu ao homem um enorme poder sobre a natureza - de construir ou destruir. O progresso dos últimos cem anos foi superior ao que aconteceu nos cinquenta séculos da conhecida história da humanidade.

      Esse progresso mecânico, porém, baseados apenas no domínio da energia, pode ser sempre considerado benéfico à espécie humana? Foi o resultado do real aumento da inteligência ou da capacidade de compreensão humana? Não poderá o emprego das diversas fontes de energia, em larga escala, gerar algum prejuízo, alguma consequência negativa para a própria natureza?

      (Adaptado de BRANCO, Samuel Murgel. Energia e Meio Ambiente. São Paulo. Moderna, 1991, Coleção Polêmica)

      164. De acordo com o texto, pode-se afirmar que

      a) o progresso só traz consequências benéficas à humanidade.

      b) a tecnologia, ao lado bem, pode trazer o mal.

      c) o homem possui inteligência para somente produzir o bem.

      d) as técnicas humanas nem sempre são bem entendidas por todos.

      e) jamais o homem, usando a eletricidade, proporcionará apenas o bem.


      165. O texto afirma que

  1. com o progresso, a cidade de São Paulo, não mais viveu na escuridão.

  2. uma cidade sem eletricidade não proporciona o conforto de hoje.

  3. um paulistano de hoje, nem imagina sua cidade sem eletricidade.

  4. a energia elétrica resolveu todos os problemas dos paulistanos.

  5. as fontes de energia são a salvação do homem de hoje.

      166. Pelo texto, pode-se concluir, unicamente, com certeza, que

      a) a história da humanidade é conhecida há pelo menos 5000 anos.

      b) a eletricidade apenas foi conhecida no final do século XX.

      c) o homem não consegue viver sem as fontes de energia elétrica.

      d) sem energia elétrica, não há progresso humano.

      e) as antenas de TV indicam progresso em benefício da humanidade.
      167. Na antiga cidade de São Paulo, antes da chegada da energia elétrica, vivia-se, segundo o texto

      a) com mais intensidade familiar, no ambiente doméstico.

      b) com problemas de visão, decorrentes da falta de luminosidade.

      c) sem ilusão e fantasia, porque não havia videofilmes.

      d) sem fraternidades, porque cada família se fechava em si mesma.

      e) com problemas de comunicação, pois as antenas eram precárias.


      168. De acordo com o texto, é válido afirmar que, na antiga São Paulo

      a) os eletrodomésticos substituíam o esforço físico.

      b) à noite, pela falta de luz elétrica, nada se podia ver ou enxergar.

      c) apenas o querosene iluminava as casas de seus habitantes.

      d) a luz proveniente da queima do querosene era a mais forte de todas.

      e) por não existir muita atividade à noite, dormiam cedo.


      169. Os bondes elétricos começaram a transitar em São Paulo

      a) na terceira década deste século.

      b) no ano em que surgiu, em São Paulo, a primeira usina hidrelétrica.

      c) no ano em que foi descoberta a energia elétrica.

      d) após a iluminação das ruas com a energia elétrica.

      e) no último ano do século XIX.


      170. De acordo com o autor, com o controle de várias formas de energia, o homem sentiu-se de posse de enorme poder que permite

      a) dominar o mundo.

      b) propiciar a toda humanidade mais conforto e progresso.

      c) iluminar as cidades e mover as fábricas e veículos.

      d) construir e destruir.

      e) atuar na sociedade, diminuindo a distância entre as classes.

      (ETF-SP) As questões de números 171 e 172 referem-se ao texto abaixo. Leia-o com atenção:

      QUEM SÃO ELES

      A Funai encontra índios isolados em Rondônia.

      Foi um encontro emocionante, daquele tipo que faz pensar em tribos perdidas e filmes de Indiana Jones, embora as dúvidas que levante não tenham nada do romantismo fácil do cinema. Uma expedição liderada pelo sertanista Marcelo Santos, da Fundação Nacional do Índio, deparou na semana passada, em plena selva de Rondônia, com um casal que talvez pertença a um grupo indígena desconhecido. Ainda não se sabe se os índios encontrados pela Funai pertencem mesmo a uma nova etnia ou são apenas um ramo de uma tribo já identificada. "Vamos estudar sua língua e costumes e compará-los com os de outros grupos para saber quem são", diz Marcelo. O que se sabe sobre eles é que estavam isolados - o que, no jargão indigenista, indica um grupo sem contato frequente com os brancos. O casal vive em terras de fazendas particulares perto de Corumbiara, cidade a cerca de 800 quilômetros da capital, Porto Velho.

      Há dez anos Marcelo ouve histórias da existência de índios desconhecidos na região. Na mesma semana em que aconteceu a chacina dos sem-terra em Corumbiara, chegou a seus ouvidos que índios também teriam sido mortos. O sertanista resolveu agir rápido e, como não tinha autorização dos fazendeiros para passar por suas terras, entrou na mata por um caminho alternativo. A expedição de cinco pessoas andou cerca de 10 quilômetros a pé, seguindo sinais deixados pelos índios, até achá-los, no dia seguinte. Como os índios carregavam arcos e flechas, foram evitados gestos bruscos. Aos poucos acabaram estabelecendo um tipo de comunicação por meio de sinais e sorrisos, e até trocaram presentes. O casal de índios levou-os a sua aldeia, que estava deserta, onde ofereceu frutas aos convidados. Em troca, os dois ficaram com o relógio de Marcelo e uma fita com sacos para armazenamento de sementes e colares com enfeites de plástico, de grande efeito visual, especialmente quando combinados com saiote de palha. (Revista




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