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SUMÁRIO

UNIDADE I

Introdução ao estudo da Grécia


Introdução 6

UNIDADE II

Os períodos gregos


1- Grécia: o período Homérico 7

2- Grécia: o período Arcaico Esparta 8

3- Grécia: o período Arcaico Atenas 9

4- Grécia: o período Clássico 10



UNIDADE III

A religião na Grécia


5- A religião grega 12

6- Minotauro 12

7- Deuses, deusas e mitos 13

8- Divindades siderais 51

9- Divindades Primordiais 52

10- Mitologia X Astrologia 54



Unidade IV

As artes gregas


11- A literatura 57

12- A arte 57

13- Ilíada 58
Conclusão 59
Bibliografia 60

I

Introdução ao

estudo da Grécia

Veremos a seguir a história, a cultura, deuses, mitos, astrologia e falaremos ainda da Guerra de Tróia e dos períodos pela qual a Grécia passou:

- Período Homérico (1100-800 a.C.), fase retratada pelos poemas de Homero Ilíada e Odisséia.

- Período Arcaico (800-500 a.C.), fase da formação das cidades-estados.

- Período Clássico (500-400 a.C.), fase do apogeu da civilização grega.

A Grécia está localizada a leste do Mar Mediterrâneo, na península Balcânica, apresentando relevo acidentado e um litoral recortado por golfos e baías, banhado pelo mar Egeu e pelo mar Jônico.

Devido ao relevo extremamente montanhoso, a prática da agricultura revelava-se difícil na Grécia, restringindo-se a apenas um quinto das terras. Assim, o comércio tornou-se a atividade econômica básica.

II

Os períodos gregos

Capítulo 1

Grécia: o período Homérico
O período se chama Homérico, porque seu estudo está baseado em duas obras atribuídas a Homero: Ilíada e Odisséia.

Naquela época o sistema regido pela sociedade chamava-se gentílico, pois a célula básica era o genos, uma grande família que tinham como características:



  • O chefe chamar-se pater-familias, que passava o poder ao filho mais velho.

  • A economia consistia na administração da casa, chamada oeconomia.

  • As propriedades eram coletivas: não podia ser vendida, transferida ou dividida.

  • O trabalho era valorizado e não havia tarefa humilhante.

  • Não havia diferenciação econômica entre membros do genos.

  • A economia era quase toda agropastoril.

  • O poder patriarcal era baseado no monopólio de fórmulas secretas, que permitia ao chefe o contato com os deuses protetores da família.

O genos começou a desintegrar-se pois tiveram que buscar mão-de-obra suplementar e produtos que só poderiam ser cultivados em certos tipos de solo. A produção já não supria as necessidades da população provocando o descontentamento e o genos passou a dividir-se em famílias menores enfraquecendo-se. Surge aí o gosto pelo luxo e o individualismo que trouxe como primeira providencia a divisão das propriedades.

A maioria dos lotes foi distribuída através de sorteio, ocorrido somente por que tinha pertencido ao antigo genos e utilizavam do sistema de rodízio entre os membros.

Houve grandes conseqüências da desintegração, tanto no plano social como no plano político:


  • Aumentaram as diferenças econômicas entre a população: pois alguns tinham muitas terras férteis, outros tinham terras pouco férteis e ainda havia aqueles que ficaram sem lotes que esmolavam nas ruas e desenvolviam outras atividades como o artesanato (demiurgos).

  • Alguns trabalhavam como piratas, sendo os precursores do comércio marítimo.

  • O poder do pater-familias, passaram para os parentes mais próximos, os eupátridas. Eles monopolizavam todo o poder político e deram origem à aristocracia que tinha como riqueza fundamental a terra.

Essa aristocracia unia-se em fratrias (tribos), que aglutinadas formaram a organização politica típica da Grécia: a cidade-estado (polis) que apresentava caracteristicas proprias:

  • Acrópole, templo construída sobre uma elevação.

  • Ágora, praça central.

  • Asti, mercado de troca.

Houve então uma mudança e a economia passou a ser também internacional.


Capítulo 2

Grécia: o período Arcaico (Esparta)
Esparta foi uma das primeiras cidades-estados a surgir, foi fundada pelos invasores dórios, que escravizaram os aqueus que ali viviam.

Os dórios dividiram as terras conquistadas entre os guereiros e constituíram genos típicos do período Homérico. Dois reis (Diarquia), exercia o poder executivo em tempos de guerra, um Conselho, era formado por mais velhos (Gerúsia) e tinha caráter consultivo, e uma Assembléia (Ápela) formada pelos cidadãos dórios que davam a palavra final em assuntos políticos e administrativos, exerciam o governo, segundo a constituição de Esparta.

Após os dórios dominarem a Planície de Messênia, em uma guerra que durou trinta anos, os messênicos foram levados a condição de escravos. Esses escravos jan eram muito numerosos então Esparta decide interromper

conquistas externas e limitar-se a intervir nos governos das cidades próximas, garantindo a hegemonia do Peloponeso (Grécia Penisular).

A economia muda:


  • Desaparecem as propriedades coletivas.

  • Surge a propriedade estatal divididas em lotes.

  • Os lotes não podiam ser cedidos, nem divididos.

  • Era a terra cívica, o Estado tinha o poder legal e os cidadãos apenas usufruíam.

  • Quem utilizava dos lotes tinha de pagar uma renda mensal equivalente a produção, mais tarde os escravos seriam obrigados a entregar metade da produção ao Estado.

Esparta apresentava nesse período três camadas básicas: os dórios, que tinham educação militar, os aqueus, tinham boas condições materiais mas não tinham poderes políticos, e os escravos que viviam em condições miseráveis e não tinham proteção da lei.

Economia e sociedade caminhavam para a estagnação, explicando o governo mais conservador. O poder supremo passou a ser monopolizado pelo Conselho de Anciãos compostos por 28 gerontes e o poder executivo passou a ser exercido pelos Éforos (cinco magistrados escolhidos pelos gerontes e aprovado pela Assembléia). Era um governo oligárquico que pretendia manter o status quo, privilégios para a aristocracia e dominação sobre os escravos.

No campo cultural o governo passou a incentivar o laconismo, que consistia em falar tudo em poucas palavras, limitando o poder critico dos espartanos, e a xenelasia e xenofobia, que era a aversão e expulsão dos estrangeiros, impedindo que houvesse o contato com idéias inovadoras, subversivas para o sistema, reforçando o status quo.

Capítulo 3

Grécia: o período Arcaico (Atenas)

Atenas surgiu numa planície, situação geográfica que a protegeu de invasões, principalmente dos dórios. Tornou-se a capital da nova polis, destacando-se nela uma rocha de 100m de altura na qual foi construída a Acrópole, que servia de santuário e de fortaleza.

Inicialmente a economia ateniense era essencialmente rural.Havia ainda atividades artesanais e comerciais. A camada social dominante era constituída de eupatridas, grandes proprietários de terras férteis, cultivadas por escravos, assalariados e rendeiros. Os georgoi possuíam terras poucos férteis e ficaram em situação difícil com o desenvolvimento do comercio. Os artesãos (demiurgos) eram trabalhadores livres.

O poder monárquico e hereditário era monopolizado pelos eupatridas, encabeçado pelo Basileus, o rei: chefe de guerra, juiz e sacerdote. O Areópago, Conselho de Aristocratas, limitava o poder do rei e passou a agir juntamente com Arcontado. O regime de governo passou a ser oligárquico.

Os comerciantes e artesãos tornavam-se cada vez mais numerosos, subindo na escala social e passaram a fazer oposição a oligarquia eupatrida. A crise se agravava porque a aristocracia não tinha mais o monopólio do poder militar, os pobres passaram a armar-se e tomar parte nas guerras, exigindo que tivessem participação na vida política.

Com a crise política em Atenas, surgiram os legisladores como uma tentativa de solução reformista. A legislação ate então era apenas oral e Drágon ficou encarregado de prepara-la. Impôs pena de morte para vários crimes e tinha leis severas, mas teve a importância de passar a administração da justiça das mãos dos eupátridas para o Estado, o que não mudou em nada, os eupatridas antes estavam apoiados nos costumes; agora em leis escritas. Como Drágon não resolveu a crise, foi indicado um novo legislador, Sólon, que promoveu reformas em três aspectos da vida ateniense:

Economia – Estimulou o desenvolvimento comercial e industrial; promoveu a vinda de artesãos estrangeiros; instituiu padrão monetário fixo; proibiu a exportação de cereais e estabeleceu um sistema de pesos e medidas.

Sociedade – Concedeu anistia geral; regulamentou a lei de herança; decretou a seisachtéia: consistia na proibição da escravidão por divida, na eliminação dos marcos de hipoteca e na devolução das terras aos antigos proprietários.

Política – Aboliu o monopólio do poder pela aristocracia; instituiu um sistema de participação baseado na riqueza dos cidadãos.

A legislação de Sólon teve como objetivo principal estabelecer uma justiça correta para todos, uma justiça baseada na igualdade de todos perante a lei (eunomia). Esses foram os fundamentos do futuro regime democrático de Atenas, implantado por Clístenes.

As reformas de Sólon não foram totalmente aplicadas por causa da rivalidade política, essas agitações criaram condições para o surgimento de homens que tomaram o poder à força,os tiranos.O primeiro foi o Psistrato que foi expulso de Atenas duas vezes e ainda manteve-se no poder por dezenove anos. De suas reformas destacam-se: determinou a participação dos cidadãos na Assembléia e nos Tribunais; estimulou o comercio marítimo; construiu portos, templos, canais, aquedutos, esgotos e bibliotecas; beneficiou pequenos proprietários.

Depois da morte de Psistrato o poder passou as mãos de seus filhos Hiparco e Hípias.

Os princípios básicos da reforma de Clístenes eram: direitos políticos para todos os cidadãos; participação direta dos cidadãos no governo. O sucesso da reforma resultou em nova divisão territorial, realizada por Clístenes. Ele dividiu a Ática em três regiões: litoral, cidade e interior.

O elemento mais importante da reforma de Clístenes foi o surgimento do termo democracia que era exercido por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. O Poder Legislativo era constituído pelo conselho dos 500 e pela Assembléia. O Poder Judiciário estava a cargo de 6000 cidadãos escolhidos por sorteio. O Poder executivo era exercido por 10 estrategos, escolhidos pela Assembléia.

Clístenes também instituiu o ostracismo, suspensão de direitos políticos de cidadãos considerados nocivos para o Estado. Houve então um período de estabilidade em Atenas.

Capítulo 4

Grécia: o período Clássico
O período Clássico foi um período de hegemonia e imperialismo no mundo grego, projetada pelas Guerras Médicas ou Pérsicas.

As Guerras Pérsicas foram causadas pelo conflito entre o mundo grego, em expansão e o mundo bárbaro persa. No inicio, os persas respeitaram a autonomia das cidades gregas, mas depois passaram a exigir impostos contribuindo para que os tiranos tomassem posse. A região da Jônia se rebelou e este foi o motivo imediato para a guerra entre gregos e persas.


Os atenienses venceram o primeiro choque e correram para salvar Atenas, conseguindo nova vitória. Por motivos religiosos os espartanos atrasaram sua entrada na guerra. Com isso Atenas foi prestigiada entre os gregos, pois tinha salvo a Grécia da dominação persa. Os persas também foram derrotados na Ásia, na Batalha de Micale.

Os espartanos considerando afastados o perigo persa, voltaram ao isolamento. Mas outros estados resolveram precaver-se, formando sobre a liderança de Atenas, a Confederação de Delos.Organizaram uma força marítima, as cidades das ilhas forneceriam navios e tropas e cidades menores pagariam uma contribuição. Com a contratação de marginais e desempregados a economia de Atenas foi dinamizada, resolvendo assim um problema social e econômico.

O auge ateniense ocorreu no governo de Péricles, ali iniciou-se a construção de obras, tanto para embelezar a cidade e melhorar a defesa quanto para empregar os desocupados, cercando-se dos maiores intelectuais da Grécia. Atenas tornou-se a escola da Grécia.

Na Guerra do Peloponeso bastou um incidente para transformar a rivalidade das cidades-estados em guerra. Os camponeses se refugiaram nas cidade, e a falta de higiene e a má alimentação trouxeram a peste, que vitiou o próprio Péricles que liderava a defesa de Atenas. Após a morte de Péricles, Lisandro derrotou os atenienses definitivamente. Era o fim do Império de Atenas que passou a condição de satélite de Esparta.

Como Atenas, Esparta adotou uma política Imperialista, mas a dominação espartana sobre os estados eram mais opressora que a ateniense. Ainda assim Esparta não conseguiu evitar que Atenas organizasse uma segunda liga marítima e reconstruísse seus muros. Aliando-se a esta, Tebas atacou a guarnição local dos espartanos libertando os messênicos, com o mundo grego enfraquecido pelas guerras, estavam criadas as condições para intervenção de Filipe da Macedônia.

III

A religião na Grécia
Capítulo 5

A religião grega
A religião dos gregos era politeísta, cultuavam-se vários deuses. Os deuses tinham suas paixões e seus defeitos, pareciam com os homens, mas eram mais fortes e eternamente jovens. As lendas e bravuras cometidas pelos deuses eram transmitidas oralmente de geração a geração. Não havia uma morada que fosse considerada celeste, eles moravam no Olimpo, ao norte da Grécia.

Cada deus era adorado em seu templo próprio, que abrigava sua estatua e os objetos aos quais lhe pertenciam. Os fieis não tinham a necessidade de entrar no templo, pois os cultos eram praticados ao ar livre. Em busca da graça pedida, o fiel purificava-se com água e orava, oferecendo ao deus alimentos, bebidas e sacrifícios de animais.


Capítulo 6

Minotauro
O Minotauro é considerado um símbolo da fatalidade que determina o curso da vida humana. Segundo a mitologia grega, Posêidon, deus do mar, enviou a Minos, rei de Creta, um touro branco que deveria ser sacrificado em sua honra. Deslumbrado com a beleza do animal, o monarca guardou-o para si. Para contralia-lo pela desfeita, Posêidon despertou na rainha Pasífae uma doentia paixão pelo animal. Da união, nasceu o Minotauro, monstro com corpo de homem e cabeça de touro.

Logo após seu nascimento, o Minotauro foi levado ao labirinto, construído pelo arquiteto e inventor Dédalo e de onde ninguém conseguia sair. Anos mais tarde, Minos declarou guerra a Atenas, para vingar o assassinato de seu irmão Androgeu. Vitorioso, exigiu que os vencidos enviassem, a cada nove anos, sete rapazes e sete virgens para serem devorados pelo Minotauro. Quando os atenienses se preparavam para pagar pela terceira vez o tributo, Teseu se ofereceu como voluntário. Penetrou no labirinto, matou o Minotauro e, guiado por um fio que lhe fora dado por Ariadne, filha de Minos, escapou de Creta em sua companhia e na de seus companheiros atenienses.


Capítulo 7

Deuses, deusas e mitos
Adônis

A figura de Adônis, é vinculada a mitos vegetais e agrícolas, aparece também relacionada, desde a antiguidade clássica, ao modelo de beleza masculina.

Embora a lenda seja provavelmente de origem oriental -- adon significa "senhor" em fenício --, foi na Grécia antiga que ela adquiriu maior significação. De acordo com a tradição, o nascimento de Adônis foi fruto de relações incestuosas entre Smirna (Mirra) e seu pai Téias, rei da Assíria, que enganado pela filha, com ela se deitou. Percebendo depois a trama, Téias quis matá-la, e Mirra pediu ajuda aos deuses, que a transformaram então na árvore que tem seu nome. Da casca dessa árvore nasceu Adônis.

Maravilhada com a extraordinária beleza do menino, Afrodite (a Vênus dos romanos) tomou-o sob sua proteção e entregou-o a Perséfone (Prosérpina), deusa dos infernos, para que o criasse. Mais tarde as duas deusas passaram a disputar a companhia do menino, e tiveram que submeter-se à sentença de Zeus. Este estipulou que ele passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Nasce desse mito a idéia do ciclo anual da vegetação, com a semente que permanece sob a terra por quatro meses.

Afrodite e Adônis se apaixonaram, mas a felicidade de ambos foi interrompida quando um javali furioso feriu de morte o rapaz. Sem poder conter a tristeza causada pela perda do amante, a deusa instituiu uma cerimônia de celebração anual para lembrar sua trágica e prematura morte. Em Biblos, e em cidades gregas no Egito, na Assíria, na Pérsia e em Chipre (a partir do século V a.C.) realizavam-se festivais anuais em honra de Adônis.
Durante os rituais fúnebres, as mulheres plantavam sementes de várias plantas floríferas em pequenos recipientes, chamados "jardins de Adônis". Entre as flores mais relacionadas a esse culto estavam as rosas, tingidas de vermelho pelo sangue derramado por Afrodite ao tentar socorrer o amante, e as anêmonas, nascidas do sangue de Adônis.
Afrodite

Nasceu da espuma dos mares, fecundada pelos testículos de Urano. Era a deusa do amor e da beleza e a mais atraente de todas as mulheres, ao mesmo foi chamada de Afrodite Urânia. Também era considerada a deusa da primavera, das flores, jardins e da navegação. Ela sempre está acompanhada das Cárites, as deusas da graça, das Horas e de outras divindades personificadoras do amor.

Sendo a mais bela e popular do Olimpo, foi cortejada a todos os deuses, inclusive Zeus, a quem recusou. Em vingança, deu-a em casamento a Hefesto, o mais feio dos imortais. Infiel ao marido, teve muitos filhos de outros, entre eles Eros, hermafrodito, Anteros e Harmonia, entre outros. Traia o marido com Ares, Hermes, Dioniso, Poseidon

e Anquises. Surpreendendo-a com Ares em seu leito, prendeu-os em uma rede invisível e inquebrável, para mostrar a todos os outros deuses a traição de sua mulher. Por seus amores com Ares, também foi considerada divindade guerreira. Há tradições que dizem que ela é filha de Zeus e Dione, a Afrodite Pandêmia, protetora das prostitutas. A sede mais antiga de seu culto era a ilha de Chipre, sua cidade preferida e é a cidade mais próxima do local de seu nascimento.A murta era a sua árvore; sua ave era a pomba, e, às vezes, o pardal e o cisne.

 

Agamenon


Agamenon figura na Ilíada, de Homero, como um soldado valoroso, digno e austero.Agamenon, filho de Atreu e Aérope, foi rei de Micenas ou Argos no chamado período heróico da história grega. Ele e seu irmão Menelau esposaram as filhas do rei de Esparta, Clitemnestra e Helena. Quando Páris, filho do rei de Tróia, raptou Helena, Agamenon recorreu aos príncipes da Grécia para formar uma expedição de vingança contra os troianos, o tema da Ilíada.

No porto de Áulis (Áulide), sob a chefia suprema de Agamenon, reuniu-se uma frota de mais de mil navios com enorme exército. No momento de partir, porém, foram impedidos por uma calmaria. Isso se devia à interferência de Ártemis, deusa da caça, enfurecida por Agamenon ter abatido um cervo em um de seus bosques sagrados. A deusa só se aplacaria com o sacrifício de Ifigênia, uma das filhas do Agamenon. Durante o rito, Ártemis aplacou-se e substituiu-a por uma corça, mas levou Ifigênia consigo.

A frota partiu e durante nove anos os gregos sitiaram Tróia, tendo sofrido pesadas baixas. No décimo ano, Agamenon despertou a cólera de Aquiles, rei dos mirmidões, ao tomar-lhe a escrava Briseida. Aquiles retirou-se com seus soldados e, só quando os troianos mataram seu amigo Pátroclo, consentiu em voltar à luta, o que resultou na queda de Tróia.

Cassandra, irmã de Páris que coube a Agamenon como presa de guerra, em vão alertou-o para não retornar à Grécia. Em sua ausência, Clitemnestra, inconformada com a perda da filha, tramara sua morte com o amante Egisto. Quando o marido saía do banho, atirou-lhe um manto sobre a cabeça e Egisto assassinou-o. Ambos mataram também seus companheiros e Cassandra. Orestes, filho mais velho de Agamenon, com a ajuda da irmã, Electra, vingou o crime, matando a mãe e Egisto.

Os átridas, como eram chamados os integrantes da família de Agamenon, inspiraram grandes tragédias, desde a Grécia antiga (Ésquilo, a trilogia Oréstia; Sófocles, Electra; Eurípides, Electra) até os tempos contemporâneos (Eugene O'Neill, O luto assenta bem em Electra; Jean-Paul Sartre, As moscas).
Amazonas

O mito das amazonas, raça composta unicamente por mulheres guerreiras e caçadoras, encontrou sua formulação clássica na antiga Grécia, embora suas origens remontem às etapas primais do matriarcado.


Descendentes de Ares, deus da Guerra, e da ninfa Harmonia, as amazonas não compartilhavam sua vida com os homens, a não ser nos inevitáveis momentos da procriação. Os filhos que porventura tivessem eram sacrificados ou mutilados; as filhas, frutos desejados da união com os homens, eram treinadas para a guerra.

As amazonas habitavam o Cáucaso e as fronteiras da Cítia, mas transferiram-se para regiões mais distantes à medida que os gregos se expandiram, através de conquistas, pelo mar Negro. Teriam fundado várias cidades, entre as quais Éfeso, na Anatólia. Conta a lenda que lutaram contra os gregos em Tróia, mas Aquiles matou uma de suas rainhas, Pentesiléia. Quando Héracles (Hércules), em um de seus trabalhos, arrebatou o cinturão da rainha Hipólita, e sua irmã Antíope foi raptada por Teseu, as amazonas, em represália, invadiram Atenas, onde foram aniquiladas.

Essa lenda clássica foi revivida no século XVI, quando o explorador espanhol Francisco de Orellana, ao descer pela primeira vez o rio que em território brasileiro se chamaria depois rio "das amazonas", afirmou que combatera uma tribo de mulheres guerreiras. Uma das versões da lenda revivida relata que as amazonas iam apanhar no fundo do rio, para dar a seus noivos, como fetiche, os muiraquitãs ou pedras verdes, como penhor de felicidade eterna.

Em arte, as amazonas são em geral representadas a cavalo, armadas de arco e lança ou com machadinha de dois gumes e escudo.


Anteros

Acompanhante de Eros, em certos relatos diz que Anteros é o vingador dos amores desprezados, outras vezes o que se opunha ao amor; ou ainda o amor partilhado, no qual ao momento que Eros está com Anteros se torna adulto, representando o amadurecimento do Amor. 


Antígona

A primeira das duas personagens da mitologia grega com esse nome eternizou-se como tema trágico, retomado, entre muitos outros, pelo italiano Vittorio Alfieri, no século XVIII, e pelo francês Jean Anouilh, no século XX.

Antígona nasceu da união incestuosa de Édipo e Jocasta. Após Édipo ter-se cegado - por descobrir que, sem saber, matara o próprio pai e se casara com a mãe - Antígona e sua irmã Ismênia serviram-lhe de guias, acompanhando-o no exílio de Tebas até sua morte perto de Atenas, conforme relato de Sófocles em Édipo em Colono.

Voltando a Tebas, as duas tentaram reconciliar seus irmãos Etéocles e Polinice, sem sucesso. Polinice, com sete heróis, sitiou a cidade, mas ambos os irmãos morreram nas batalhas que se seguiram. Subiu então ao trono de Tebas seu tio Creonte, que sepultou Etéocles com todas as honras e, sob alegação de traição à pátria, proibiu o sepultamento de Polinice. Antígona, movida pelo amor fraterno e julgando a proibição injusta, enterrou Polinice em segredo. Descoberta a desobediência, Creonte condenou-a a ser murada numa caverna, onde Antígona se enforcou. Seu amado, Hêmon, filho de Creonte, suicidou-se em seguida. Essa é a versão dada por Sófocles na tragédia Antígona; segundo Eurípides, Antígona conseguiu fugir da caverna e viveu feliz com Hêmon durante alguns anos.




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