Cultivo de plantas condimentares


Adubação para plantios comerciais



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Adubação para plantios comerciais

Quadro: adubação orgânica e de NPK em plantas condimentares segundo BUSTAMANTE (1993)



Espécie

N (kg)

P2O5 (kg)

K2O (kg)

Observações

M. O. (ton) antes do plantio



















Alcarávia

60

100

100

solo de média fertilidade




Alecrim

60 a 80

60 a 80

80 a 100

adubação anual

30 a 50

Coentro

60 a 80

80 a 100

100 a 120

no preparo do solo e N em duas vezes




Erva-doce

45

80 a 100

100 a 120

solo de média fertilidade

15

Estragão

75

80

120

anual e depois de cada corte suplementar com 30 de N

30 a 50

Funcho

80

120

120

não ultrapassar a dose de N, devido a influência na produção de folhas

15 a 20

Hissopo

50 a 70

60 a 80

100 a 120

antes do plantio e anual após o início da fase vegetativa, após 1º corte, mais 30 de N

40

Manjericão

100 a 150

100 a 140

100 a 140

maior quantidade para solos com grande perda por lixiviação




Manjerona

150

100 a 120

100 a 120

solo médio, N em três vezes (início da vegetação, depois 1º corte e depois do 2º corte)




Orégano

120 a 150

80 a100

100 a 120

N em duas vezes (1º na atividade vegetativa e 2º após 1º corte)




Sálvia

40 a 50

80 a 100

80 a 100

anual, após 1º corte mais 30 de N,

20

Segurelha anual

60 a 80

40 a 60

60 a 80

N em duas vezes (1ª no preparo do solo e a segunda logo após o plantio)




Segurelha perene

60 a 70

50 a 60

80 a 100

antes do plantio, todos os anos e na primavera

30

Tomilho

75 a 80

50 a 60

100 a 120

N em cobertura, P e K no preparo superficial do solo

40 a 50

Obs. m. o.= matéria orgânica

Com relação ao período crítico relacionado a irrigação, MAROUELLI et al. (1996), fornece os seguintes dados:





Espécie

Período crítico







Cebola

Desenvolvimento do bulbo

Pimentão

Formação e desenvolvimento de frutos

Pimentas

Frutificação até a colheita



Recomendações gerais para controle de pragas


  1. plantar espécies ou variedades resistentes e adaptadas ao local e a época;

  2. respeitar os espaçamentos e época recomendados para cada espécie/variedade;

  3. quando realizar capina ou qualquer outro tipo de trato cultural, procure não danificar as plantas, já que um ferimento é a porta de entrada de patógenos. A sálvia é exemplo de planta que sofre com qualquer dano que recebe;

  4. comece o trabalho sempre pelas sadias e termine o trato nas plantas doentes, para que não haja infecção;

  5. desinfeccione toda hora o material de colheita ou poda;

  6. evitar a monocultura, procurando plantar na mesma área espécies de forma e famílias diferentes;

  7. manter sempre o solo em boas condições;

  8. evitar o uso de produtos químicos, sem a devida orientação técnica;

  9. ao notar uma planta doente retire a parte infectada (folha, ramo etc.) ou até mesmo a planta inteira e queime-a, para que não haja contaminação, após isso isole o local e plante outra espécie de família diferente;

  10. nunca deixe seu canteiro excessivamente irrigado, pois alta umidade e temperaturas altas, tornam o ambiente mais propício ao ataque de doenças;

  11. procure ter o maior número de espécies diferentes e sempre realizar rotação de culturas, evitando plantar em dois anos consecutivos uma mesma planta ou da mesma família, pois absorvem o mesmo nutriente do solo e a planta fica fraca e vulnerável a pragas e doenças, além de se ter no canteiro patógenos que sobrevivem no solo de uma ano para o outro;

  12. contra certas pragas plante em volta do canteiro por exemplo, cravo de defunto ou tagetes que mantêm os pulgões longe, hortelã que afugenta as formigas, e arruda contra lesmas;

  13. ao perceber o início de ataque de doenças, inicie a colheita antes que perca toda a produção;

  14. faça também todo ano tratamento de inverno (aplicação de caldas), para prevenir contra doenças e pragas, além de preparar a planta para a brotação, florescimento e frutificação;e

  15. adquirir sempre mudas sadias; e

  16. ao utilizar uma planta como matriz de mudas, observe se ela está isenta de doenças e pragas e com ótimo vigor, ou seja saudável.


COLHEITA

Alguns cuidados gerais são:




  • a colheita deve ser feita após o orvalho e nunca em dia nublado ou chuvosos;

  • não é recomendada a lavagem do material no dia da colheita, pois poderá favorecer ao aparecimento de bolores. Pode ser exceção quando se tem a garantia do controle da temperatura da secagem e que o local não tenha alta umidade;

  • se as plantas estiverem muito empoeiradas, faça uma irrigação um dia antes da colheita ou, se for pequena produção, lave-as com regador;

  • faça antecipado o planejamento da colheita, estudando o ciclo de vida da planta com o objetivo de escolher o momento ideal da colheita, preparar o material e explicar detalhadamente para os funcionários; e

  • pode-se colher as raízes no final da tarde.

Para produções comerciais será importante pesquisas sobre horários mais específicos de colheita, pois estas observações não servem para todas.


FOLHAS
Se for para pequenas produções pode-se tomar cuidados mais rigorosos como por exemplo:


  • colher sem o pecíolo e no início da formação de flores;

  • retire um pouco de cada planta e se quiser dar volume, corte o ramo apical;

  • um dia antes da colheita, lavar as plantas (cuidado para colher somente em dia ensolarado); e

  • para aumentar a massa foliar em manjericões, deve-se retirar as flores.


FLORES, BOTÕES FLORAIS OU SUMIDADES FLORIDAS
Muitas aromáticas são valorizadas quando são colhidas as folhas e as sumidades floridas ao mesmo tempo. Estas sumidades devem ser colhidas com 2 cm de pedúnculo, pela manhã e no início da floração antes que se abram totalmente.
FRUTOS E SEMENTES
Para a grande maioria das plantas produtoras de sementes ou frutos, o momento ideal para colher seria quando da completa maturação destas partes, no entanto se for esperar este momento, as sementes podem cair. Com isto, deverão ser colhidas logo que percebe o início da queda de algumas sementes.
RAÍZES
São poucas as plantas condimentares que são destinadas a produção de raízes para temperos e plantas como curcuma e gengibre tem com indicativo, a morte da parte aérea. Caso tenha que fazer colheita de apenas uma parte da planta, escolher as raízes mais próximas da superfície.

As épocas que tem tido melhor resultado para colheita de raízes são início da primavera ou do outono.

Nos quadros abaixo estão relacionados dados retirados de algumas das principais publicações ou instituição de pesquisa. Estas informações serão essenciais para poder estimar a produção e planejar o momento da colheita.

Em pesquisas do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Universidade de Campinas, chegou-se aos seguintes rendimentos:





Espécie__Rendimento_anual_por_hectare__Observações'>Espécie

Rendimento

ton/matéria secahectare









Alecrim

1,82 de folhas

Hortelã-pimenta

1,58 da parte aérea

Sálvia

1,7 de folhas

LA LUZ (1993) faz as seguintes considerações, sobre colheita de plantas aromáticas em Cuba:




Espécie

Rendimento anual por hectare

Observações

Alho




a colheita inicia quando 50% das folhas estão murchas e 20% das plantas caem ao solo.

Aneto

836 kg de sementes

após 100 dias do transplante e 10 coletas com intervalo de 3 dias, cortando-se a umbela quando as sementes iniciam a maturação.

Coentro

mais de 600 hg de sementes

colhe-se após 4 a 5 meses da semeadura.

Funcho

1 ton de sementes

coleta a cada 7 dias e quando terminar, cortar a planta a 25-30 cm do solo.

Ocimum basilicum

18 ton de matéria fresca

3 cortes a 10 cm do solo. O primeiro após 3 meses e depois a cada 45 dias. Melhor produção no verão.

Manjericão

10 ton de matéria fresca

2 cortes por ano a 10 cm do solo. 1º corte após 4 meses e o 2º, 2 meses após 1º.

Salsa




Se for folhas o 1º corte aos 65 a 70 dias e 2º corte 30 a 40 dias mais tarde cortando rente ao solo.

BUSTAMANTE (1993) fornece o rendimento de um coletor e considerações sobre a colheita.





Espécie

Peso (kg)

Alecrim

350-450

Funcho

375-400

Manjerona

200-250

Orégano

30-50

Sálvia

400-450

Tomilho

150-180

Obs. são valores obtidos de coletores experientes.
Rendimento e observações sobre colheita de espécies condimentares (adaptado de BUSTAMANTE, 1993)

Espécie

Partes colhidas

Rendimento anual por hectare

Observações

Açafrão

estigmas dessecados

15 kg (1º ano), 30 kg (2º ano), 20 kg (3º ano)

0,3 a 2,0 % de óleo essencial

10.000 a 20.000 kg de bulbos


colheita anual, cortando as flores logo que abrir.

Alcarávia

frutos

1,5 ton (seco)

3 a 7% (óleo essencial)



floração no 2º ano e quando inicia a maturação

Alecrim

folhas e sumidades floridas

Parte aérea: 8,0 a 10,0 ton (fresca), 2,0 a 3,0 ton (seca)

Folhas: 1,6 a 2,4 ton

Óleo essencial: 40 a 60 kg


colher 30 cm acima do solo e o 1º corte após 12 a 18 meses e depois 1/ano.

Aneto

frutos e folhas

Folhas: 5,0 kg (frescas), 0,75 kg (secas)

Frutos: 1,5 ton

Óleo essencial: 25 a 40 kg





Coentro

frutos maduros e secos

1,0 a 2,0 ton (frutos)

1,2 a 1,5 kg (folhas secas)



colheita antes da maturação completa. 65 a 70% é a perda de peso após retirada do pecíolo

Cominho

frutos maduros e secos

0,6 a 1,0 ton (frutos secos)

2,5 a 4% (óleo essencial)



colher antes da maturação completa

Erva-doce

frutos maduros

0,6 a 0,7 ton a 1,2 a 1,5 ton

6% (óleo essencial)



inicia colheita 50% estão maduros

Estragão

folhas dessecadas

Parte aérea fresca: 1º ano no máximo 3 a 5 ton, 2º ano 12 a 15 ton

Folhas secas: 800 kg



5 a 6 anos de coleta.

Após secar perde-se 80% do peso normal



Funcho

frutos, folhas e raízes

1,5 ton (variedade doce), 2,0 ton (var. amarga)

Óleo essencial: 35 a 70 kg (var. doce) e 70 a 140 kg (var. amarga)






Hissopo

folhas e sumidades floridas

Parte aérea: 1,4 a 2,0 ton (1º ano, seca), 5,0 a 6,0 ton (2º ano, seca)

Óleo essencial: 40 a 50 kg



colhe-se em plena floração

1º ano (1 corte)

2º ano (2 cortes)


Manjericão italiano (Ocimum basilicum)

folhas, sumidades floridas

Planta: 10 a 15 ton (fresca), 2 a 3 ton (seca)

Folhas: 1,2 a 1,5 ton (secas)

Óleo essencial: 2,4 a 3,0 kg (variedades “fino verde” e “gran verde”) e 6 a 8 kg (var. “hoja de lechuga”)


colhe-se na floração quando para óleo essencial e para culinária, antes da floração e a 15 cm do solo

Manjerona

folhas e sumidades floridas

7,0 a 12,0 ton

3,0 a 4,0 ton

20 a 25 kg de óleo essencial


colher na floração para destilação

Mostarda-branca

sementes

1,0 a 1,5 ton

0,7 a 1,4% (óleo essencial)






Orégano

folhas e sumidades floridas

Matéria fresca: 3,0 ton (1º ano), 15,0 ton (2º ano)

Óleo essencial: 2,0 kg



1º ano (1corte), 2º ano (2 cortes). Colhida antes de abrirem todas as flores

Sálvia

folhas e sumidades floridas

Por corte:

Planta fresca - 6,0 ton

Planta seca - 1,5 ton (1º ano), 4,0 ton (2º ao 4º ano)

Folhas secas - 0,9 a 2,1 ton

Óleo essencial - 1,0 a 2,5 %


no 5º ano diminui a produção. 2 cortes a partir do 2º ano

Satureja hortensis

folhas, sumidades floridas

Planta: 12 a 15 ton (fresca), 3,5 a 4 ton (seca)

Folhas: 0,9 a 1,0 ton (secas)

Óleo essencial: 27 a 30 kg


380 frutos com 4 aqüênios cada planta, colhe em plena floração

Satureja montana

folhas, sumidades floridas

Planta: 8 a 12 ton (fresca), 3,6 a 5,4 ton (seca)

Folhas: 1,5 a 2,0 ton (secas)

Óleo essencial: 16 a 24 kg





Tomilhos

folhas e sumidades floridas

Fresco: 4,0 a 5,0 ton

Seco: 0,8 a 1,2 ton

Óleo essencial: 20 a 25 kg


1 ou raras vezes 2 cortes ao ano

HORNOK (S.D.) fornece os seguintes dados:




Espécie

Parte colhida

Rendimento do óleo (%) na matéria seca

Rendimento: ton por hectare

Alcarávia

fruto

3,0-7,0

0,4-1,5

Aneto

parte aérea

semente


2,0-3,0

0,8-1,6


0,4-0,5

0,7-1,0


Coentro

fruto

0,6-1,5

0,6-0,8

Erva-doce

semente

1,5-3,5

0,4-0,6

Estragão

parte aérea

0,5-2,8

2,0-2,5

Funcho

fruto

2,0-6,0

0,4-1,2

Hissopo

parte aérea

0,3-1,0

0,8-2,0

Levístico

raiz

parte aérea



0,5-1,0

0,5-1,7


1,5-2,5

Manjericão

parte aérea

0,5-1,1

1,8-2,0

Majorana

parte aérea

0,5-1,3

1,8-2,0

Mostarda branca

semente




0,8-1,0

Mostarda preta

semente




1,1-1,5

Sálvia

parte aérea

folha


1,0-2,5

1,0-1,5

0,5-0,8


Segurelha

parte aérea

1,0-2,0

1,0-1,5

Tomilho

parte aérea

1,0-2,5

1,5-2,5





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