Crid-Online



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CRID-ON-LINE: FERRAMENTA PARA A MEDIAÇÃO TÉCNICO-PEDAGÓGICA NOS CENTROS RURAIS DE INCLUSÃO DIGITAL”
Ana Carmem de Souza Santana – UFC

Elida Maria Miranda Linhares - UFC

Jane Fontes Guedes Melo - UFC

Hermínio Borges Neto - UFC



INTRODUÇÃO
Esta pesquisa em andamento, intitulada “CRID-on-line: ferramenta para a mediação técnico-pedagógica nos Centros Rurais de Inclusão Digital”, está acontecendo no contexto de um projeto de extensão universitária em assentamentos rurais do estado do Ceará.

O CRID teve sua concepção no Laboratório de Pesquisas Multimeios, no qual somos pesquisadores. O CRID é uma sigla que tanto simboliza o projeto de extensão, concebido na Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal do Ceará (UFC), assim como é aplicado aos Laboratórios de Informática Educativa (LIE) dos assentamentos.

O CRID da UFC, como projeto de extensão (www.multimeios.ufc.br/crid), envolve pesquisadores e estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação. Para o funcionamento de suas atividades planejadas, o CRID conta com a parceria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária/ Ceará (INCRA/CE), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD).

Os CRID dos assentamentos são LIE que estão num contexto de locais de difícil acesso geográfico, dificuldade de comunicação, uma gestão sob a responsabilidade das comunidades dos assentamentos rurais.

Os dois primeiros CRID estão localizados em duas comunidades rurais, na região do semi-árido do Ceará. São os assentamentos de Santana, no município de Monsenhor Tabosa, distante 275 Km de Fortaleza, formado por uma agrovila com 77 famílias, e o de Todos os Santos, em Canindé, a 170 Km de Fortaleza, com 72 famílias distribuídas ao longo de sua extensão.

O projeto CRID tem quatro linhas de ações que asseguram seu funcionamento pela comunidade assentada, são elas:



  • Garantia de funcionamento do CRID: através desta ação se faz a mediação técnico-pedagógica do processo de inclusão digital da comunidade rural onde o projeto está inserido, seja através da manutenção preventiva dos equipamentos hardware e software livre, livre para copiar, livre para modificar, livre para instalar, livre para usar – mas também deixando livre para que outros tenham acesso ás modificações ou alterações que fizerem;

  • Garantia de acesso às TIC: refere-se à formação para o uso das TIC em benefício pessoal, profissional ou coletivo. A disponibilidade do acesso às tecnologias digitais é feita através de atividades educativas. Sendo assim, busca-se construir junto com as comunidades rurais assentadas, uma cultura digital que atenda às suas necessidades.

  • Garantia de qualidade de acesso: cacacteriza-se pela utilização dos recursos da informática como suporte ao professor, funcionando como ferramentas pedagógicas, sendo um elemento a mais para suas aulas, com o intuito de promover reflexões e construir uma cultura digital com os professores e professoras rurais, através de novas metodologias, adequadas à realidade da educação do campo.

  • Criação de uma cultura de Educação a Distância (EaD): a EaD do CRID pretende fortalecer essa cultura de auto-formação e formação continuada on-line, beneficiando não só os assentamentos diretamente envolvidos no projeto, assim como o seu entorno. Para tanto foi necessária a criação de um espaço para o atendimento de ocorrentes dúvidas dos assentados, o que levou à elaboração e criação do “CRID- on-line”. Fale do CCV para a formação desta cultura. O CCV é criação nossa. Isto precisa ser fortalecido e sempre lembrado

Sendo assim, é importante explicitar quem são as pessoas envolvidas e as relações estabelecidas entre elas:

  • Bolsistas com os gestores do laboratório: os bolsistas do projeto de extensão deslocam-se para os assentamentos no intuito de realizar as oficinas para garantia de funcionamento dos CRID;

  • Bolsistas com os professores: os bolsistas do CRID trabalham a formação continuada dos professores de assentamentos;

  • Professores com seus alunos: utilizando o CRID como um LIE os professores e alunos garantem novas possibilidades de qualidade ao acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), exercendo a autonomia diante dos desafios de formação ao longo da vida e de auto-formação, segundo Alava,

O 'outro' midiaticamente presente seja de forma sincrônica ou assincrônica, torna- se um elemento motor do dispositivo. Essa mudança de modalidade de formação está ancorada nas teorias socioconstrutivistas do conflito sóciocognitivo... O ciberespaço é, assim, mais do que um simples dispositivo midiático que oferece aos sujeitos ferramentas de comunicação; ele pode tornar-se um espaço de inovação e colaboração social” (Alava, 2002, p.16)

  • Gestores com a comunidade: mediante a formação dos bolsistas com os gestores do CRID, estes planejam e realizam atividades para a criação e o fortalecimento cultura digital da comunidade responsável pelo CRID e localidades circunvizinhas.


PROBLEMÁTICA
O CRID-on-line nasceu durante a execução do projeto de extensão no Assentamento Santana, situado no município de Monsenhor Tabosa. Na escrita original do projeto essa ação não estava prevista desta forma pelos bolsistas e parceiros. Conforme havia a necessidade de construir cultura de EaD com os assentados, ficou a questão: que ferramenta utilizar?

No início tivemos algumas experiências com a plataforma Teleduc, promovendo alguns cursos como o “Que bicho é esse?”, voltado para conhecer e familiarizar os técnicos do INCRA e assentados com esse ambiente virtual de aprendizagem. Foi uma experiência de curta duração, mas valeu como um importante momento para desmistificar as formas de se trabalhar à distância e fortalecer vínculos virtualmente.

Outra ferramenta que utilizamos para comunicação assíncrona foi a lista de discussão CRID-UFC <crid-ufc@yahoogrupos.com.br>, que integrava o primeiro assentamento, o que deu margem para a criação da lista CRID-BR <crid-br@yahoogrupos.com.br>, esta por sua vez tem como objetivo a troca de informações e notícias entre as comunidades assentadas, Laboratório Multimeios e demais parceiros que totalizam atualmente 128 associados e um pouco mais de 800 mensagens.

Junto ao Teleduc e às listas de discussão, temos uma outra ferramenta de comunicação a distância, que é o programa Messenger do grupo Microsoft. Que nos permite criar uma conta particular para poder conversar síncronamente com as pessoas através da Web. Com ele, os gestores e os bolsistas batem papo de maneira informal sobre assuntos pessoais, profissionais e acadêmicos.

No âmbito do Laboratório Multimeios a ferramenta escolhida foi o AMSN (para o momento), a qual é um software Open Source, idealizado por Álvaro J. Iradier Muro e D. Emílio Grimaldo T. Ele possibilita a comunicação direta entre gestores (usuários do Linux) e bolsistas, seja através do Windows ou Linux. Foi então que nasceu o <cridonline@multimeios.ufc.br>, que hoje é uma padronização do uso da ferramenta AMSN dentro do nosso ambiente de pesquisa.

Junto a essa filosofia da busca por uma padronização, contamos com a plataforma Moodle<http://lakatos.multimeios.ufc.br/moodle/>. É também um software livre, que tem como objetivo organizar manuais e registro dos diálogos, gerando um banco de dados brutos para possíveis análises posteriores.

Os horários reservados para os diálogos são: segunda a sexta das 8:00 às 12 e das 14:00 às 18:00, exceto às quintas pela tarde (dia de reunião geral do projeto). Os bolsistas organizados em forma de escala de acordo com os seus horários reservados à dedicação ao projeto, buscando trabalhar cooperativamente no virtual e no real.

A compatibilidade do AMSN com o Messenger para nós é uma vantagem, embora saibamos da existência e do desenvolvimento de outros softwares gratuitos com a mesma finalidade, podendo ser testados e adotados em breve.

Tornando para as questões de ordens técnica e pedagógica que eram enviadas para as contas de Messenger dos bolsistas do projeto, bem como para os e-mail particulares e para a lista de discussão, em qualquer horário ou dia da semana, isso gerava uma instabilidade na produtividade do bolsista nas suas demais atividades e não havia encaminhamentos concretos deixando essas questões em aberto.

As respostas para essas questões eram dadas de diversas formas, algumas vezes persistindo a dúvida e a falta de cultura de pesquisa na web. Outro obstáculo era que as vezes faltava uma postura de mediação do bolsista, para melhor intermediar nas situações problema postas pelos gestores.

A necessidade do diálogo e acompanhamento de atividades entre gestores e bolsistas, em tempo real através da Internet, para a solução de possíveis problemas que comprometessem as garantias de funcionamento, de acesso às TIC, de qualidade ao acesso e cultura de EaD, além de apoiar ações desenvolvidas quando a equipe da UFC não estivesse presente no assentamento, deram maior “usabilidade” ao CRID-on-line.

Caracterizamos o diálogo como um processo imprescíndível para a existência do CRID-on-line. Ele é o que permite a troca de papéis nos momentos de aprendizagem nas situações distantes fisicamente. Antes de nos pronunciar sobre o diálogo, temos Freire (2005) que nos coloca diante de uma complexa relação. Para ele existem três tipos de relações em torno da palavra e sua ausência sendo: a palavra verdadeira, a palavra inautêntica e o ativismo.

A palavra verdadeira é aquela pronunciada é constituída de práxis. Ela transforma o mundo através de ações e reflexões na ação, nos impondo a buscar e se configurando como direito de todos. A palavra inautêntica é esgotada, não é pronunciada diante de um contexto reflexivo, é impregnada de “palavreria”, seu pronunciante não é problematizado e torna- se alienado e alienante. Decorrência da inautenticidade da palavra temos o ativismo. O ativismo é obstáculo para o diálogo e imprime a ação pela a ação, negando a práxis verdadeira.

Mediatiazados pelo mundo através da web, temos a necessidade do diálogo que seja pronunciado por palavras verdadeiras. Sem elas o CRID-on-line não é capaz de transformar a realidade através da ação-reflexão, sendo apenas mais um passivo suporte on-line. Para o CRID-on-line funcionar é preciso mediar, mas afinal, como fazemos isso?


A MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA
Desse modo, a mediação pedagógica realizada pelos bolsistas durante suas atividades pedagógicas, utilizando as TIC, é realizada de forma que ele se coloque como um motivador da aprendizagem, fazendo com que o aluno, discuta, reflita, organize, relacione, no intuito de construir seu conhecimento.

O trabalho de mediação para o bolsista exige uma constante reflexão na ação pedagógica fazendo com ele busque novos conhecimentos que possam proporcionar mudanças, bem como melhorar suas ações e decisões. Durante os diálogos utilizando o AMSN há possibilidades de trocas de experiência e de construção colaborativa do conhecimento, fazendo com que a relação bolsista-gestor desenvolva interações e competências.

Formar os bolsistas para o exercício de suas competências no ato de mediar na educação a distância, foi uma necessidade que surgiu. Quando falamos em bolsistas competente, falamos da competência no comunicar e pronunciar (na perspectiva freireana), e tornando-se bons comunicadores, trabalhem em equipe, onde a comunicação interpessoal é importante seja no virtual ou presencial.

Dessa forma, observamos que o bolsista participante da escala do CRID-on-line adquire habilidades de comunicação através da constante prática da leitura e escrita contextualizada, o que lhe permite posturas mais adequadas no ato de mediar em situações educativas a distância.

Sendo assim, podemos dizer que o CRID-on-line é uma ferramenta síncrona de comunicação para a mediação técnico-pedagógica. Tem intenções de conectividade (Paloff, Pratt, 2002, p. 61) entre duas ou mais pessoas (através de conferência), em lugares distantes que se encontram e se aproximam em torno de uma mesma idéia, para a pesquisa coletiva de soluções dos problemas.

o fato de precisarmos da conectividade não necessariamente significa que tenhamos de desistir de nossa autonomia ou de nos submeter a uma autoridade qualquer. Essa noção de conectividade e articulação pode levar a uma sensação mais apurada do que seja conhecer o outro por meio de experiências comuns... A conectividade também se apresenta por meio do conflito e do ato de aprender a aprender de uma nova maneira.”(Paloff, Pratt, 2002, p. 61)

As possibilidades de comunicação dentro de um cenário virtual entre gestor e bolsista tornam-se um ponto especial que exige alguns cuidados pois há troca de informações, onde o retorno e as respostas devem ser de imediato, mas em determinadas situações, não o são, o que configura como quase exclusivo cada processo de mediação. Acontece que, de acordo com os diálogos que vão surgindo, as pessoas envolvidas no processo dialógico de aprendizagem pesquisam a melhor forma de se fazer entender tanto nos momentos individuais como no trabalho de equipe solução.

É importante que o gestor informe com clareza todo o contexto da situação problema, pois é necessário que a mediação seja trabalhada levando em conta o conjunto de informações cedidas pelos gestores. Um diálogo que pode ilustrar essa situação foi o que aconteceu entre o CRID-on-line na qual a mediação é feita pelo sujeito Cr. e os gestores do CRID Todos os Santos, com as iniciais Co. e Ir.



[11:38:14] Crid-online- Cr. diz:

vc sabe reiniciar o servidor?

[11:38:59] Co. diz:

sim

[11:39:30] Crid-online- Cr. diz:

e sabe conectar a internet no servidor?

[11:40:39] Co. diz:

nao ,no servidor ja tem internet

[11:41:21] Crid-online- Cr. diz:

eu gostaria que vc se juntasse com outros gestores e reiniciassem o servidor. ok?

[11:41:45] Co. diz:

sim

[11:42:04] Crid-online- Cr. diz:

depois que vc fizer isso entre em contato novamente ok?

[11:43:05] Ir. diz:

ok

[11:43:29] Crid-online- Cr. diz:

Boa sorte!!!!!

Essa situação problema, a falta de Internet, ocorreu dia 18 julho 2005(dados colhidos em <http://lakatos.multimeios.ufc.br/moodle/>. Nela, o gestor mostrava-se ciente de que o problema era realmente a falta de distribuição de Internet do servidor para as outras máquinas do CRID. Notamos que Ir. conseguiu repassar todas suas dúvidas, mas para isso o CRID-on-line fez intervenções que ajudou a gestora na organização mais clara e objetiva dos fatos, para então dar margem a uma possível resposta que contemplasse o sucesso de redistribuição da internet.

No mesmo instante que Ir. se expressava, a mediação técnico-pedagógica realizada pelo CRID-on-line, se dava através de sugestões e questionamentos. Pode ser observado nesse diálogo o nível de compreensão do assunto por parte do gestor, que está inserido num processo de aprendizagem continuada, uma vez que o objetivo do projeto é que o gestor aos poucos possa adquirir conhecimentos suficientes para a sua autonomia.

A competência do bolsista para trabalhar as informações de tal forma que estimule a reflexão do gestor torna-se necessária, para as intervenções realizadas no processo de mediação, expressando expectativas quanto ao desempenho dos gestores em relação à sua aprendizagem.

É importante que o bolsista faça com que o gestor reflita sobre os possíveis caminhos que possibilitem encontrar respostas, seja coletando, associando e pesquisando informações em materiais impressos e digitais, assim como a inversão dessa relação é importante para o fortalecimento do elo gestor-bolsista.

Rompem-se concepções preconceituosas sobre a educação a distância, pois dessa forma gestores e bolsistas vão desenvolvendo originalidade, criatividade e desinibição ao lidar com problemas no campo real, por meio do AMSN.


OBJETIVOS
Nessa pesquisa na qual buscamos estudar o CRID-on-line mais a fundo dentro do aspecto científico, temos como propósitos gerais:

  • situar o CRID-online enquanto ferramenta de mediação técnico-pedagógica por meio da ferramenta AMSN;

  • propor uma metodologia de mediação on-line, fundamentada no aporte teórico da Seqüência Fedathi (Borges Neto; Santana, 2003: 273-286) que suscite a pesquisa coletiva para a solução de problemas.

Traçando com mais propriedade, os objetivos específicos que nos norteiam são:

  • promover o CRID-on-line como ferramenta de mediação técnico-pedagógica que pode ser utilizada em outros projetos de inclusão digital;

  • sugerir outras ferramentas síncronas de comunicação que possam ser equivalentes, ou melhores, de acordo com as necessidades;

  • fortalecer práticas de pesquisa na web e cultura de EaD de gestores e bolsistas através de uma metodologia adequada a realidade em que estamos envolvidos.


METODOLOGIA
O trabalho que realizamos implica uma mudança de atitudes no contexto holístico do ser humano, uma vez que nossa vivência se retrata pelo contexto, no qual somos concomitantemente sujeitos, pesquisadores e objetos de pesquisa.

Estamos envolvidos por uma situação que nos leva a adotar a pesquisa-ação, pois ela é o tipo de abordagem que



obriga o pesquisador de implicar-se. Ele percebe como está implicado pela estrutura social na qual ele está inserido e pelo jogo de desejos e de interesses de outros. Ele também implica os outros por meio do seu olhar e de sua ação singular no mundo.(Barbier, 2004, p.14)

Uma releitura da palavra implicar, é aquela que pode soar como o agir inconseqüentemente, mas para nós se manifesta como nosso comprometimento diante de uma pesquisa dialética, em virtude da nossa participação na escala do CRID-on-line e a reflexão que a prática cotidiana nos conduz de uma forma crítica.

Outro embasamento teórico-metodológico que estamos amalgamando para poder sugerir a proposta de metodologia para o CRID-on-line é a Seqüencia Fedathi (Borges Neto; Santana, 2003), que foi desenvolvida fundamentalmente para se trabalhar matemática em sala de aula.

Em sua concepção inicial, busca reproduzir em sala de aula o processo investigativo do matemático no processo de resolução de problemas. Busca valorizar o erro como estratégia de aprendizagem, trabalha com contra-exemplos e situações que partem do geral para o particular, daí sua adoção para o campo da informática.

Nas fases da Seqüencia Fedathi temos os seguintes passos que são trabalhados de forma linear:
1- Tomada de posição: é o momento da apresentação do problema, seja de forma escrita ou verbal, através de perguntas, manipulação de material concreto ou softwares (aplicativos), além de trabalhos individuais ou em grupo.
2- Maturação: nessa etapa compreendem-se e identificam-se as variáveis envolvidas no problema através do diálogo professor-aluno, levantam-se e testam-se hipóteses e também estabelecem analogias.
3- Solução: aqui há troca de idéias, o professor está no papel de mediador, apresentam-se várias soluções para o mesmo problema, organizam-se solução dos problemas, caracterizando esse momento.
4- Prova: esta é a fase onde se sistematiza a solução e se eliminam procedimentos repetidos ou desnecessários.

Pretendemos adaptar essa metodologia para os trabalhos no contexto do CRID-on-line. Não descartamos a possibilidade de agregar outros teóricos que se relacionem com a Seqüência Fedathi, haja vista sua ampla aplicabilidade construída no seio do Laboratório Multimeios.



RESULTADOS PARCIAIS
Nossos resultados parciais apontam que o CRID-on-line é uma importante iniciativa de trabalhar coletivamente a distância e que diálogo é um fator que deve ser levado em consideração quando se pretende criar autonomia dentro de um projeto de Inclusão Digital que tem sua base na concepção de um LIE.

Sem uma mediação adequada para o trabalho que faz uso de uma ferramenta síncrona de comunicação a distância, podemos em um simples click de mouse passar da resolução de problemas feita de forma dialógica para uma conversa vaga que comprometa as garantias de funcionamento com qualidade do CRID.

Indicamos ainda que existem diversas formas de se estabelecer um diálogo e que, com a existência do CRID-on-line, abrem-se caminhos para novas formas de comunicação. Uma dessas formas é a utilização do AMSN como ferramenta de software livre, rompendo o vínculo tradicional dos projetos de extensão universitária que são presenciais e assistencialistas, uma vez que temos um material bruto riquíssimo para ser analisado com uma metodologia adequada, tamanha sua complexidade.

Para que essa ferramenta seja utilizada na sua totalidade em um bom trabalho de mediação online, se faz necessário criar uma metodologia adequada com as várias realidades de mediação técnico-pedagógica, promovendo a comunicação e auto-formação de todos os sujeitos envolvidos nas situações em tempo real através da Internet.



BIBLIOGRAFIA

ALAVA, Seraphin. Ciberespaço e formação aberta: rumo a novas práticas educacionais? Porto Alegre: Artmed, 2002. p: 16.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Paz e Terra: Rio de Janeiro. 40ª. Ed.

PALLOF, Rena; PRATT, Keith: Construindo comunidades de aprendizagem no ciberespaço. Trad.Vinícius Figueira.-Porto Alegre:Artmed, 2002.



RENÉ, Barbier. A Pesquisa-ação. Trad. Lucie Didio. Brasilia: Liber Livro Editora, 2004.

NETO, Hermínio Borges; SANTANA, José Rogério. Seqüência Fedathi uma proposta de mediação pedagógica na relação ensino-aprendizagem. In Vasconcelos, J S. Filosofia, Educação e Realidade. Fortaleza. Editora UFC. 2003: 273-286.




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