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Comunicado de
Imprensa


A Assembleia da UE dos representantes regionais e locais





COR/11/5

Bruxelas, 28 de Janeiro de 2011



A Europa tem de usar o Tratado de Lisboa para explorar o potencial turístico subaproveitado, afirma o Vice-Presidente do CR, Ramón Luis Valcárcel Siso

O pleno potencial da Europa enquanto primeiro destino turístico do mundo continua por explorar, e o poder local e regional deve tomar mais medidas para ajudar o sector do turismo a adaptar-se ao actual contexto económico difícil através da diversificação e do desenvolvimento de modelos empresariais mais sustentáveis. Estas são duas das mensagens principais do Primeiro Vice-Presidente do Comité das Regiões, Ramón Luis Valcárcel Siso (ES-PPE), cujo projecto de parecer sobre um novo quadro político para o turismo europeu foi adoptado na reunião plenária do CR, que decorreu hoje em Bruxelas.

Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, em Dezembro de 2009, o turismo tornou-se um domínio de política paneuropeu, e Ramón Luis Valcárcel Siso congratulou-se com a oportunidade proporcionada para coordenar as políticas de turismo com outras iniciativas paneuropeias, tais como os transportes, o ambiente, a agricultura, a política social e a cultura. "Para explorar o seu potencial de primeiro destino turístico do mundo, a Europa tem de coordenar os esforços e as iniciativas relacionadas com o turismo, a fim de criar um sector turístico competitivo, moderno, sustentável e responsável", afirmou Ramón Luis Valcárcel Siso, presidente de Múrcia, uma das regiões turísticas mais populares de Espanha.

No seu parecer, Ramón Luis Valcárcel Siso sublinha a necessidade de o turismo se tornar sustentável em toda a Europa, não só em termos ambientais, mas também em termos económicos e sociais, chamando a atenção para o papel fundamental que o poder local e regional desempenha na gestão sustentável dos destinos turísticos. No entanto, dado que as empresas envolvidas no sector do turismo são principalmente pequenas e médias empresas (PME) e que muitos dos destinos turísticos na Europa ainda se concentram numa "época" em particular, em vez de oferecerem serviços durante todo o ano, o vice-presidente considera haver ainda muito por fazer.

O parecer propõe quatro eixos de acção, designadamente o estímulo da competitividade do sector turístico, por exemplo através da diversificação dos produtos turísticos ou de um aumento do turismo social e dos intercâmbios culturais; o desenvolvimento de um turismo sustentável através, por exemplo, da criação de uma marca de qualidade baseada num conjunto de critérios estritos desenvolvidos com a participação do poder local e regional; a consolidação da imagem da Europa enquanto "marca" unificada face ao resto do mundo; e a maximização da utilização de outras políticas e instrumentos de financiamento da UE, tais como o Fundo Agrícola de Desenvolvimento Rural ou o Fundo Social Europeu, para apoiar novas iniciativas turísticas e melhorar a oferta existente mediante, por exemplo, uma melhor formação do pessoal.

"A Europa tem muitas vantagens competitivas no sector do turismo: não só a riqueza da sua paisagem, como também as grandes oportunidades de crescimento do turismo baseado no seu património cultural, gastronómico, religioso, desportivo, etc. O novo papel do turismo que o Tratado de Lisboa atribuiu à Europa deverá conduzir a um maior apoio a todas as partes envolvidas no sector turístico, incluindo os órgãos de poder local e regional. As regiões cujo potencial turístico está subaproveitado precisarão de ajuda para o desenvolver, ao passo que as regiões com um sector turístico bem estabelecido precisarão de ajuda para diversificar a sua oferta, a fim de se manterem competitivas", assinalou o Primeiro Vice-Presidente, Ramón Luis Valcárcel Siso.

Visite o sítio Internet do CR: www.cor.europa.eu

O Comité das Regiões

O Comité das Regiões é a assembleia da UE dos representantes regionais e locais. A missão dos seus 344 membros oriundos dos 27 Estados-Membros da UE consiste em fazer participar os órgãos de poder regional e local e as comunidades que representam no processo decisório da UE, e informá-los sobre as políticas da União Europeia. A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu são obrigados a consultar o Comité em domínios de política que digam respeito às regiões e aos municípios. O Comité das Regiões pode recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia caso veja os seus direitos violados ou entenda que um acto comunitário não respeita o princípio da subsidiariedade, designadamente as competências do poder regional ou local.



Para mais informações, contactar:

Chris Jones

Tel.: +32 (0)2 546 8751

christopher.jones@cor.europa.eu

Os comunicados de imprensa do CR podem ser consultados aqui.




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