CorrelaçÃo entre força muscular de preensão palmar e estimativa de massa muscular em universitários



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CORRELAÇÃO ENTRE FORÇA MUSCULAR DE PREENSÃO PALMAR E ESTIMATIVA DE MASSA MUSCULAR EM UNIVERSITÁRIOS
Ohana Virginia de Andrade1; Msc. Kelser de Souza Kock2 (orientador);
INTRODUÇÃO

A avaliação da preensão palmar é uma das medidas mais práticas e objetivas para análise da força muscular. É realizada através de dinamometria e possui grande utilização para diagnóstico de doenças neuromusculares, sarcopenia e como preditora para mortalidade em idosos (ROBERTS, et al. 2011).

A massa muscular (MM) é um componente importante para o estudo da condição de saúde e do estado nutricional global. Constitui o tecido metabolicamente ativo, representando grande parte da massa livre de gordura do corpo humano (RECH et al. 2012)

A avaliação da massa muscular (MM) pode ser um importante indicador clínico, tanto relacionado à saúde quanto à doença, com implicações importantes também para os processos de crescimento e desenvolvimento, bem como para o desempenho físico e competitivo (REZENDE et al., 2006).

Assim, a determinação da MM pode ser de grande importância para o diagnóstico e acompanhamento de doenças relacionadas à sarcopenia ou para análise do comportamento deste componente corporal em praticantes de programas de exercícios físicos de diferentes naturezas ou atletas, em diferentes fases de preparação (FOX, BOWERS E FOSS,1989).

Quando um musculo ou grupo muscular é submetido a algum treinamento de força, os principais ajustes são a capacidade de produção de forca e da massa muscular (hipertrofia). O inverso também acontece, sedentarismo reduz os níveis de força muscular, gerando hipotrofismo (FOX, BOWERS E FOSS,1989). Dessa maneira espera-se que os dados deste trabalho sirvam como predição da massa muscular, através da simples monitorização da força de preensão palmar.


OBJETIVOS

Correlacionar força muscular de preensão palmar e estimativa de massa muscular em universitários da UNISUL, Campus Tubarão, SC

_____________________

1 Acadêmica de Fisioterapia da UNISUL. Bolsista do Artigo 170.

2 Fisioterapeuta. Físico. Professor dos cursos de Fisioterapia e Medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina, Campus Tubarão, SC. Email: kelser.kock@unisul.br

MÉTODOS

Foi realizada uma pesquisa transversal, descritiva, quantitativa. A população foi composta por acadêmicos do curso de fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, Campus Tubarão/SC. Para a seleção da amostra foram utilizados como critérios de inclusão: aceitar participar do estudo e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE).

Para a coleta de dados, os indivíduos forma encaminhados à Clínica Escola de Fisioterapia da UNISUL, Campus Tubarão/SC e submetidos aos seguintes procedimentos:

- Realização das medidas de força de preensão, através do dinamômetro hidráulico da marca Jamar®, com graduação de 0 a 90 kgf. Para essa avaliação os indivíduos estavam sentados como cotovelo em flexão de 90o e realizarão 3 tentativas de preensão para as mãos direita e esquerda, sendo coletada a melhor medida de cada membro (ROBERTS et al., 2011)

– Realização de medidas antropométricas através de fita métrica e estadiômetro, marca FilizolaR. A MM será estimada por meio das seguintes equações propostas por Lee et al (2000):

Equação 2 - Massa muscular (kg) = estatura. (0,00744.circunferência do braço2 + 0,00088.circunferência da coxa2 + 0,0041.circunferência da perna medial2) + 2,4.S – 0,048.idade + 7,8

Equação 2 - Massa muscular (kg) = 0,244.massa corporal + 7,8.estatura + 6,6.S – 0,098.idade – 3,3

Onde, S=1 (homem); 0(mulher).

O projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), aprovado sob o CAAE 39646214.0.0000.5369. Foi utilizado o software Microsoft Excel para armazenamento dos dados e o software SPSS 20.0 para análise. A avaliação estatística demonstrou medidas de tendência central e dispersão e correlação através da associação de Pearson (p < 0,05).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram avaliados 62 indivíduos, 14 (22,6%) homens e 48 (77,4%) mulheres com idade média de 21,2 ± 4,6 anos. Na comparação do IMC, massa muscular estimada e FPM direita e esquerda entre gêneros, observou-se nos homens IMC de 26,2 ± 4,2 kg/m2, massa muscular (equação 1) de 24,9 ± 8,5 kg, massa muscular (equação 2) de 26,3 ± 3,5 kg, FPM direita de 47,6 ± 7,5 kgf, FPM esquerda de 45,6 ± 8,5 kgf. Nas mulheres, IMC de 26,2 ± 4,2 kg/m2, massa muscular (equação 1) de 24,9 ± 8,5 kg, massa muscular (equação 2) de 26,3 ± 3,5 kg, FPM direita de 47,6 ± 7,5 kgf, FPM esquerda de 45,6 ± 8,5 kgf.

A correlação entre massa muscular (equação 1) e FPM foi de r=0,646 (p<0,001) e a correlação entre massa muscular (equação 2) e FPM foi de r=0,822 (p<0,001).
CONCLUSÕES

De acordo com o estudo realizado, observou-se que correlação entre a massa muscular e a FPM na equação 2 foi maior do que na equação 1. Esse resultado demonstrou que menos variáveis antropométricas podem melhorar a correlação entre essas duas variáveis. Porém, alguns contrapontos devem ser considerados, pois podem ter influenciado nos resultados da avaliação, como por exemplo, o uso de roupas, posição que se encontrava na hora de realizar o teste e algum tipo de compensação, repetição do teste para mensuração de três medidas.

Conforme a literatura, verificou-se que quanto maior a massa muscular do indivíduo, maior será sua FPM, e ainda, os homens demonstraram maiores resultados do que as mulheres bem como a mão dominante tem mais força que a mão não dominante em ambos os sexos e diferentes faixas etárias.

REFERÊNCIAS

Fox EL, Bowers RW, Foss ML. Bases fisiológicas da educação física e dos desportos. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989.

Lee RC, Wang Z, Heo M, Ross R, Janssen I, Heymsfield SB. Total-body skeletal muscle mass: development and cross-validation of anthropometric prediction models. Am J Clin Nutr 2000;72:796-803.

Rech CR, Dellagrana RA, Marucci MFN, Petroski EL. Validade de equações antropométricas para estimar a massa muscular em idosos. Rev. bras. cineantropom. desempenho hum. 2012;14(1):23-31.

Rezende FAC, Rosado LEFPL, Priore SE, Franceschini SCC. Aplicabilidade de equações na avaliação da composição corporal da população brasileira. Rev. Nutr. 2006;19(3):357-67

Roberts HC, Denison HJ, Martin HJ, Patel HP, SYDDALL H, Cooper C, Sayer AA. A review of the measurement of grip strength in clinical and epidemiological studies: towards a standardised approach. Age and Ageing. 2011; 40: 423–9.



FOMENTO

O trabalho teve a concessão de Bolsa pelo Artigo 170.




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