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as informações no córtex cerebral e pode ser afetada por doenças

tumorais e degenerativas, a memória dEle é inesgotável, não

depende de arquivos lógicos e sistemáticos.

Onipresente

Deus ainda é Onipresente69: está em todo tempo e em

todo lugar do universo. Nós lidamos com as variáveis do tempo

e espaço, o Onipresente não está limitado a essas variáveis. O

A Inteligência de Deus: O Todo-Poderoso tem O que Aprender?
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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

tempo e o espaço inexistem para Ele, por isso une no mesmo

cordel o passado, o presente e o futuro. Habita na aurora e no

ocaso.


Qual é a origem do Deus Onipresente? Presos ao tempo,

ficamos perturbados querendo saber qual é a origem de Deus.

Quantas vezes perguntamos: como e quando Deus nasceu?

Muitos teólogos e filósofos perderam-se no labirinto dos seus

pensamentos tentando encontrar respostas insolúveis.

Fiz milhares de vezes essa pergunta. Travei inúmeras vezes

minha mente buscando respostas inalcançáveis. Sucumbi num

mar de dúvidas. Até que um dia uma luz brilhou no palco da

minha mente. Compreendi que o problema não está na resposta,

mas na pergunta. Concluí que as perguntas são frutos do sistema

de parâmetros existentes em nossa memória temporal.

Formamos nossas mentes com coisas que nascem e morrem,

que têm um início e um fim. Não conseguimos compreender

um ser que tem vida em si mesmo, que não tem princípio de

dias nem fim de existência70.

Nossa mente, por estar atada ao tempo e espaço, não

consegue imaginar alguém que nunca nasceu, que não teve

origem, que não teve um começo existencial, que sempre foi, é

e será. Um dos nomes intrigantes do Onipresente nas Escrituras

é “Eu Sou”: o que era, o que é e o que há de ser.

Ele é o Alfa e o Ômega, portanto, está nas duas pontas

do alfabeto grego, nos extremos de todos os parâmetros

imagináveis. Ele é a própria origem criadora do mundo existente.

Tudo que existe tem origem nEle. NEle foram criadas todas as

coisas do mundo físico e metafísico71.
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Um rei que nunca deixou seu trono

Certo rei teve um sonho. Nele, viu as misérias e as aflições

que abatiam os seus mais simples súditos. Teve um sono

perturbado. Ao amanhecer, brotou em sua alma um sentimento

que nunca tinha tido antes, a compaixão. Condoído com a

miséria do seu povo, resolveu se disfarçar de mendigo e sair

bem cedo pelas ruas do seu reino. Queria compreender de perto

as angústias das pessoas. Desejava passar fome, frio, sentir-se

rejeitado, viver anonimamente, enfim, viver o que a grande massa

do seu povo vivia. Pensou que somente conhecendo

intimamente o seu povo poderia ser um grande rei.

Chamou seus ministros, disse-lhes sua intenção e pediu

segredo. Comentou que pretendia ficar um mês longe das

mordomias do trono. Os ministros, encantados com sua

humildade, o aplaudiram. O rei, revelando uma modéstia nunca

antes demonstrada, agradeceu.

Travestido de mendigo saiu do palácio ocultamente, antes

dos primeiros raios de sol. Não se alimentou de seu farto café.

Às dez da manhã, pediu pão numa casa, recebeu um pedaço

embolorado. Recusou-se a comer e reclamou do bocado.

Paciência não era uma das suas virtudes, mas o rei procurou se

acalmar.

No almoço, de estômago vazio, sentiu um aperto na alma

e no peito nunca antes sentido, era a fome. Saindo pelas casas,

ganhou restos de comida do jantar da noite anterior. O cheiro

azedo embrulhou-lhe o estômago, não almoçou. Aos que lhe

negavam comida, esbravejava: “Miseráveis!”. Os donos das casas

nunca tinham visto um pobre tão petulante.

À tarde, encontrou alguns mendigos na praça. Puxando

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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

assunto, não lhe deram atenção. Insistiu para ser ouvido e não

o ouviram, perceberam nele um aroma de arrogância. Sentindose

desprezado, irou-se e levantou a voz. Em troca, recebeu alguns

tapas e safanões. Sabem o que aconteceu? O rei jogou a toalha

e retomou imediatamente o seu trono.

De volta ao palácio, listou os homens que o ofenderam e

mandou seus guardas encarcerá-los. Listou também os que lhe

negaram alimento fresco e mandou açoitá-los. Por que o rei

desistiu em menos de vinte e quatro horas de ser um homem

simples, de conhecer as misérias dos seus súditos? Porque

enquanto foi “povo”, nunca deixou de ser rei.

O desenvolvimento espetacular

da humanidade de Jesus

A história de Jesus está na contramão da história deste

rei. Ele saiu do seu trono, deixou seu imenso poder e pôde ser

achado entre os miseráveis de Israel. Os homens o zombaram,

feriram, mutilaram, mas ele nunca retrocedeu. Conseguia se

misturar de maneira tão íntima que as pessoas não conseguiam

defini-lo. Alguns diziam que ele era Deus, outros um profeta,

outros ainda um simples carpinteiro. O mestre da vida enquanto

foi “povo” deixou de ser rei. Sua realeza estava oculta dentro de

si. Quem quisesse enxergá-lo teria de ver o que os olhos não

viam.


Horas antes de ser preso, clamou ao Pai para que Ele o

glorificasse com a glória que tinha antes que houvesse mundo72

e, quando estava preso, disse aos homens do sinédrio que se

assentaria à direita do Todo-Poderoso. Quem era este homem?

Mateus revela algo esplêndido: o menino que nasceu há

dois milênios foi uma criança ímpar na história. Seu nome era


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“Emanuel” 73, que quer dizer, “Deus conosco”. Segundo os

homens que viveram as pegadas do mestre de Nazaré e

escreveram as suas quatro biografias, o Deus Onipotente,

Onisciente e Onipresente deixou um dia sua majestade e veio

habitar entre os homens.

O filho de Deus entrou numa mulher humilde e especial.

Usou o material genético humano. Viveu uma vida embrionária

como qualquer criança. Confinou-se ao âmago de uma célula.

Esta célula se multiplicou em bilhões de outras, que pouco a

pouco foram diferenciadas pelo DNA. Ganhou tecidos que se

tornaram órgãos. Assim, como qualquer outro feto, adquiriu

um sistema nervoso, cardiocirculatório, gastrointestinal,

esquelético. O filho do Altíssimo que nunca foi limitado,

conquistou um corpo físico e precisou do sangue de Maria

para nutri-lo.

O unigênito de Deus que nunca se limitou ao tempo e

espaço, ficou confinado por nove meses ao pequeníssimo espaço

intrauterino. O útero de sua mãe humana, por mais tranqüilo e

confortável que fosse, era uma grande prisão. Antes de penetrar

na humanidade, podia estar em todos os cantos do universo,

mas agora seus movimentos se restringiam aos malabarismos

que fazia na piscina de líquido amniótico, como qualquer outra

criança.

Suportou e se equipou destas experiências. Por isso quando

adulto, amou profundamente as crianças. Sabia cuidar delas

como ninguém. Sabia educá-las melhor do que qualquer pai.

Por isso, quando elas morrem precocemente, é possível confiar

nele como o mestre da vida, pois não apenas é o Criador, mas

também um homem que viveu passo a passo todas as etapas do

desenvolvimento da infância.

Nas últimas semanas do desenvolvimento fetal

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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

experimentou o processo de nascimento que ele mesmo criou.

Cresceu muito como todos os fetos, e, como todos eles, ficou

sem espaço para se movimentar. Diminuiu seus movimentos,

perdeu a sua liberdade, se encaixou no colo uterino. Deste modo

preparou-se para ser expulso e suportar as turbulências da vida:

a fome, a sede, as cólicas intestinais, a luminosidade, os

transtornos sonoros.

Como Criador, sabia que se as crianças não se encaixassem

no colo uterino e não restringissem temporariamente sua

liberdade, teriam mais dificuldades de se adaptar aos estímulos

estressantes do mundo extra-uterino. Isso explica por que a

maioria das crianças que nasce prematura se torna hiperativa,

ansiosa, mesmo sem traços genéticos para tal comportamento.

Elas, ao nascerem, por ainda terem um pequeno corpo, gozavam

de grande liberdade para se movimentar dentro do útero.

Portanto, não tiveram tempo para aquietar o território da emoção

e se psicoadaptar adequadamente aos estímulos estressantes

sociais e físicos que teriam ao ser expulsas do útero materno.

Entretanto, a educação e o treinamento da emoção podem

lapidar a hiperatividade. Em casos mais graves, determinados

tipos de antidepressivos podem se tornar um excelente auxiliar

terapêutico para desacelerar a hiperprodução de reações e

pensamentos e propiciar condições para que o treinamento da

emoção as eduque.

O mestre da vida adquiriu um corpo físico de carne e

ossos e viveu uma vida humana genuína. Foi massageado pelas

contrações uterinas, expulso do útero e, como qualquer criança,

começou a sofrer. Experimentou cólicas geradas pelo

funcionamento do aparelho digestivo e pela fermentação de

alimentos. Alimentou-se do suco da vida contido no leito

materno.

Tempos atrás, o tempo e o espaço eram brinquedos em
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suas mãos, mas agora está restrito ao pequeno corpo de uma

criança. O que se pode inferir é que, para ele, confinar-se ao

corpo de um bebê é como estar engessado da cabeça aos pés.

Para quem sempre foi livre, a falta da liberdade é angustiante.

Mas não se importou, pois veio conhecer intimamente a obra

prima da sua criação, a humanidade. Por amá-la, suportou todas

as limitações pelas quais passamos.

Todavia, deve ter sofrido incomparavelmente mais do que

todas as crianças, porque ao que tudo indica estava consciente

de todas as etapas do desenvolvimento de sua humanidade. Por

isso, com doze anos de idade, já expressava uma inteligência

que deixava atônitos os mestres de Israel.

Nesta mesma cena, deixou perplexos seus pais, ao dizer

que eles não deveriam ficar perturbados, pois ele estava na casa

de seu Pai, que na época era o Templo de Jerusalém. Quem o

ensinou a ler e ter uma sabedoria que superava a dos mestres da

lei com tão pouca idade? Menino Jesus escondia a sabedoria de

Deus.


Maria guardava em segredo as palavras de seu filho, pois

sabia que, antes de ser seu filho, ele era o filho de Deus. As

crianças nascem inconscientes e se tornam pouco a pouco

conscientes. Ele foi concebido como criança, mas conservou a

consciência de filho de Deus desde pequeno, o que lhe fez

aumentar as dores impostas pelas limitações físicas.

Tal consciência sobrenatural aos doze anos indica que ele

sempre teve consciência de sua identidade e de sua missão em

todas as etapas de sua infância. Desse modo, o embrião, o feto,

o bebê, o menino Jesus cresceu de modo assombrosamente

maravilhoso. O desenvolvimento da humanidade do mestre da

vida foi espetacular.

Na esteira deste pensamento, um profeta de Israel, Isaías,

comentou que um dia aconteceria um fenômeno incomum na

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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

terra, um menino diferente de todos os meninos nasceria. Seu

nome seria Deus forte, príncipe da paz, Pai da eternidade...74.

Como pôde Isaías, que viveu muitos séculos antes do nascimento

de Jesus Cristo, descrever no capítulo 53 com uma precisão

cirúrgica algumas características marcantes de sua personalidade?

Os quatro evangelhos podem ser assim sintetizados: O

Autor da vida foi até às últimas conseqüências para trazer o

homem de volta para si. Muitos não sabem, mas esses livros

escondem uma bela história de amor.

Deus tem o que aprender?

Se há um Deus no universo com as características descritas

no Velho e Novo Testamento, Ele não tem nada para aprender,

porque suas características revelam que Ele tem todas as

informações de todas as eras e de todos os tempos. Segundo o

grande Rei Davi, sua capacidade intelectual é tão grande que

penetra no âmago da alma e perscruta os pensamentos que

ainda não foram processados. As palavras que ainda não foram

proferidas em nossa boca, Ele já as conhece todas75. Sob este

prisma, Deus não tem nada para aprender.

Entretanto, o Todo-Poderoso tinha o conhecimento das

experiências humanas mas nunca as viveu. Não sabia o que era

dormir ao relento, fazer do chão frio uma cama e de uma pedra,

um travesseiro. Nunca havia sido zombado, humilhado, cuspido

no rosto; nem sabia o que era passar fome e sede. Nunca havia

sido desafiado, maltratado, rejeitado, nem experimentado

hematomas, traumas e dores físicas. Os relatos dos evangelhos

expressam que Ele se tornou um homem e em sua humanidade

aprendeu a passar por todas essas experiências, até aquelas que

a grande maioria de nós nunca passaremos. Como homem, Ele

se tornou o grande mestre da vida e nós, lentos aprendizes.
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A Inteligência de Deus: O Todo-Poderoso tem O que Aprender?

Todos gostamos de nos aquecer com um aconchegante

cobertor. Quem poderia imaginar o Deus eterno dormindo ao

relento? A noite se tornou seu lençol, enquanto o vento frio

roçava seu corpo. Ele tinha pele, músculos e fibras nervosas.

Sentiu as mais dramáticas dores, principalmente em seu

julgamento e crucificação. Mas não reclamou, ao invés disso,

era satisfeito e ainda tinha fôlego para aquecer a emoção dos

homens. Ao ter sede e fome não se revoltou, mas se colocou

como pão e água da vida.

Conversei com um cientista da Espanha, Phd em ciências

da educação e que orienta muitos doutorandos, sobre minhas

pesquisas relacionadas à construção do pensamento e à analise

da inteligência de Cristo. Ele ficou muito interessado e me

perguntou se tinha detectado nele alguma doença psíquica. Disse

que tentei, mas não consegui. Mostrei-lhe que sua humanidade

tinha sido invariavelmente saudável sob todos os ângulos

psicológicos e sociológicos.

Ele ficou meio desapontado e me disse que se Jesus tivesse

tido alguma doença emocional seria mais fácil nos espelharmos

nele, já que somos sujeitos a tantas doenças ansiosas e

estressantes. Comentei que apesar de não ter diagnosticado

nenhuma doença emocional, ele passou por reações depressivas

e ansiosas momentâneas da mais alta intensidade. Passou por

um concentrado de situações estressantes que deveriam afetar

completamente sua saúde psíquica, mas soube superá-las.

Comentei que mesmo para alguém que rejeita a idéia de

Deus, não há como deixar de ficar assombrado com sua saúde

psíquica e com seu projeto transcendental. E acrescentei que

todos os que lêem a sua história podem aprender profundas

lições e realizar um refinado treinamento da emoção capaz de

contribuir para gerar uma alta qualidade de vida.


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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

O mestre da vida virou o mundo de cabeça para baixo,

estilhaçou todos os conceitos que o homem poderia ter sobre o

Criador. Era de se esperar que Jesus Cristo revelasse um Deus

frio, distante e que reivindicasse reverência absoluta dos homens

e exigisse que todos eles se prostrassem aos seus pés, mas, ao

invés disso, Ele prostrou-se aos pés dos homens.

Ninguém pode acusar o Autor da vida de não se importar

com as mazelas humanas, pois quando todos pensavam que

Ele estivesse infinitamente distante da humanidade, estava

jantando com leprosos, acariciando os miseráveis, tratando dos

deprimidos, dos ansiosos, dos feridos de alma.

Vejamos no próximo capítulo a manifestação da sua

humanidade e algumas de suas lições ímpares.


AS LIÇÕES E

TREINAMENTO DA

EMOÇÃO DO MESTRE

DA VIDA


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CAPÍ T U L O 1 3


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Mapeando a alma humana

O filho de Deus apareceu sorrateiro num estábulo, cresceu

de modo simples. Ninguém percebia claramente quem ele era.

Desejava respirar o mesmo ar que eles, tocá-los e conviver sem

barreiras.

Aprendeu cedo o ofício da carpintaria. Para aquele que se

colocou como autor do mundo era um verdadeiro teste construir

telhados. Para aquele que disse ter a mais alta posição do universo,

escalar casas e encaixar peças de madeira era uma grande

limitação, mas não se importou, não teve vergonha do seu

humilde trabalho. Embora tivesse a mais elevada cultura de todos

os tempos, teve a humildade de ser criado por pais humanos e

freqüentar a escola da vida. Foi um grande mestre porque

aprendeu a ser um grande aluno.

O carpinteiro de Nazaré tinha dois grandes ofícios. O

primeiro era trabalhar com a madeira e construir telhados; o

segundo, o mais importante, o que escondia sua verdadeira

missão, era mapear a alma humana. Veio compreender as raízes

As lições e Treinamento da Emoção do Mestre da Vida
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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

mais íntimas do universo consciente e inconsciente do ser

humano. O mestre da vida mapeou o mundo dos pensamentos

e das emoções humanas como nenhum pesquisador da

psiquiatria e da psicologia.

Enquanto encaixava e pregava as peças de madeira e os

raios de sol queimavam-lhe o rosto, atuava como o mais excelente

observador do comportamento humano. João, seu discípulo,

escreveu que ninguém precisava dar relatos para ele sobre o que

era ser homem e quais suas intenções subjacentes, pois ele

mesmo se tornou um homem e como tal analisava atentamente

a natureza humana. Perscrutava embevecidamente cada

expressão facial e cada gesto das pessoas76. Transcendia a cortina

do comportamento e investigava com exímia habilidade os

fundamentos de cada reação humana.

Enquanto fazia calos nas mãos, ele compreendia as

dificuldades do ser humano em lidar com as perdas, críticas,

ansiedades, frustrações, solidão, sentimento de culpa, fracassos.

Enquanto visitava seus amigos e andava pelas ruas da pequena

Nazaré, analisava a ira, a inveja, o ciúme, a impaciência, a

instabilidade, a simulação, a prepotência, o desânimo, a baixa

auto-estima, a angústia, tudo que consumia diariamente a vida

das pessoas. Ninguém imaginava que escondido na pele de um

carpinteiro se encontrava o mais excelente mestre da vida.

Ninguém poderia imaginar que um homem que bateu martelos

estava fazendo uma análise detalhadíssima da humanidade.

Qual foi o resultado de tantos anos de investigação e análise

da alma humana? O resultado não poderia ser mais

surpreendente. As palavras que ele disse causaram assombro

até para um ateu radical. Quando abriu a sua boca ao mundo,

era de se esperar que Jesus Cristo condenasse e punisse com

veemência a humanidade, pois detectou todos os seus defeitos.


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Todavia, eis que ele bradou com a mais alta eloqüência palavras

com doçura e brandura como ninguém jamais falou, nem antes

nem depois dele. O perdão em sua boca virou uma arte; o amor

se tornou poesia; a solidariedade, uma sinfonia; a mansidão,um

manual de vida.

O mestre da vida, por amar intensamente o ser humano e

perceber as falhas contínuas que permeavam sua alma, ao invés

de tecer críticas às pessoas, acolheu calorosamente a todos. Sabia

que o homem, em sua grande maioria, gostaria de ser paciente,

gentil, solidário, amável, mas não tinha estrutura para submeter

a energia emocional e o processo de construção de pensamentos

ao pleno controle de sua vontade.

Compreendeu que o homem, apesar de ter capacidade de

controlar o mundo à sua volta, não conseguia controlar o mundo

dentro de si. Quando dizia aos seus discípulos que eles eram

homens de pequena fé, muitas vezes não se referia a milagres

sobrenaturais, mas ao maior de todos os “milagres naturais”

expresso pelo domínio do medo, da inveja, da ira, da ansiedade,

da angústia, do desânimo.

Aquele que esquadrinhou o funcionamento da mente

humana não considerou a humanidade um projeto falido, ao

contrário, veio consertá-la de dentro para fora, veio trazer

mecanismos para resgatá-la. Por isso, honrou e valorizou cada

ser humano do jeito que ele é, na esperança de poder transformálo.

Treinando e transformando a emoção

Um dia recebi uma ligação diferente em meu consultório.

A não ser em caso de urgência, peço para não ser interrompido

nas consultas. Mas uma pessoa pediu para interromper. Era

As lições e Treinamento da Emoção do Mestre da Vida
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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

alguém expressando, não um problema, mas uma grande alegria.

Queria relatar uma experiência que teve ao ler o segundo livro

desta coleção, “O Mestre da Sensibilidade”. Disse-me que

possuía um grave conflito que o perturbava por décadas.

Comentou que seria um novo Hitler, pois odiava as pessoas


: 2015
2015 -> Componente Curricular: Enfermagem Médica Profª Mônica I. Wingert Módulo II turma 201E
2015 -> Visando melhorar o desempenho e cobertura do Programa Coletivade Odontologia Preventiva do Escolar e ao mesmo tempo incentivar a participação de todos os municípios e facilitar a Operacionalização, Controle e Avaliação do mesmo
2015 -> Relatório Anual de Atividades Modelo – Sorriso do Bem 2015 – Dentista do Bem
2015 -> Regeneração Ad Integrum da Cabeça do Côndilo em uma Paciente com Disfunções Temporomandibulares
2015 -> Revisão unidade – 6º ano leia os textos abaixo. Texto o sapateiro
2015 -> Linhas da cúspide da casa e do fim da casa 6 os graus da cúspide e do fim
2015 -> Casa semana Mapeamento celestial
2015 -> Linhas da cúspide da casa e do fim da casa 6 os graus da cúspide e do fim


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