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que só Deus pode explicar.

Deus não é uma

invenção do intelecto

Questionar a existência de Deus é oportuno, pois sabemos

que a ciência está cada vez mais se voltando para a espiritualidade.

O ateísmo, tão em moda na primeira metade do século XX,

começou a implodir nas últimas décadas. No século XXI o

homem terá mais tempo e mais sede para questionar e procurar

quem é o autor da vida, quem é Deus. Um dos motivos que

promove esta procura é o vazio deixado pela ciência. Nunca a


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ciência avançou tanto, e nunca o homem esteve tão exposto

aos transtornos emocionais, tão vazio e sem sentido de vida.

O mundo moderno estimula excessivamente a emoção

humana, mas não produz emoções estáveis, ricas e singelas.

Nunca os cientistas se voltaram tanto para a idéia de Deus.

Muitos crêem que há um Autor da existência por detrás do

mundo físico, que explica seus paradoxos.

Para alguns deles, o mundo físico “matematizável”, ou

seja, que pode ser explicado e mensurado pela matemática tem

muitos fenômenos inexplicáveis, que ultrapassam os limites da

lógica. Há diversos cientistas afirmando que a teoria quântica

na física concebe a idéia de que há um Deus no universo, uma

consciência cósmica, uma causalidade descendente.

Os físicos têm suas razões para crer em Deus. Contudo,

os pesquisadores da psicologia, em minha opinião, se

conhecessem mais acuradamente o campo de energia psíquica

e o processo de construção de pensamentos teriam mais motivos

ainda. As maiores evidências de que há um Deus no universo

não estão no universo físico, mas na alma humana.

Em dois períodos da minha vida, rejeitei a idéia da

existência de Deus. Procurá-lo era perder tempo no imaginário.

Entretanto, ao me debruçar na pesquisa sobre os fenômenos

que constroem cadeias de pensamentos, fiquei pasmado.

Encontrei diversas evidências claras de que no processo de

construção da inteligência há diversos fenômenos que

ultrapassam os limites da lógica, tais como a governabilidade

do pensamento, o fenômeno da psicoadaptação e o fenômeno

do autofluxo*. Tais fenômenos só podem ter sido concebidos

por um Criador.

* Cury, Augusto J., Inteligência Multifocal, Editora Cultrix, São Paulo, 1998

O mais Ambicioso Plano da História
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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

Nós que pesquisamos em alguma área da ciência amamos

a lógica, apreciamos controlar nossos experimentos e os

fenômenos que observamos. Procuramos produzir

conhecimentos através de teorizar, medir, provar e prever.

Entretanto, há um sistema de encadeamento distorcido no

processo de construção de pensamentos que nos faz microdistintos

a cada momento. O pesquisador procura controlar o

mundo que pesquisa, mas sua construção de pensamentos tem

fenômenos incontroláveis. Quem gerencia totalmente a psique?

Não apenas dois cientistas, diante de um mesmo

fenômeno, produzem conhecimentos micro ou macro-distintos,

mas um mesmo cientista produz conhecimentos distintos de

um mesmo fenômeno observado em dois momentos diferentes.

Por quê? Porque nunca somos os mesmos.

As variáveis que estão no palco de nossas mentes e que

alicerçam a interpretação, tais como leitura da memória, estado

emocional, motivação, nível de stress, nos tornam distintos a

cada momento. Produzimos a lógica da matemática e da física,

mas nossa inteligência é tão espetacular que não cabe dentro de

um mundo lógico. Quem a teceu? Um fantástico Criador!

O território da emoção escapa ao controle lógico-científico.

Num instante podemos estar alegres e noutro, apreensivos; num

tranqüilos e noutro ansiosos. Que tipo de energia constitui nossas

emoções e a faz mudar de natureza em frações de segundos?

Às vezes, diante de um pequeno problema reagimos com

grande ansiedade e diante de um grande problema reagimos

com tranqüilidade. A matemática da emoção rompe com os

parâmetros da matemática numérica, o que nos torna belos e,

por vezes, imprevisíveis e complicados. A energia emocional

tão criativa, livre e imprevisível pode ser fruto apenas do

metabolismo cerebral? Não! O metabolismo cerebral é lógico


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demais para explicar o mundo emocional e o sistema de

encadeamento distorcido no processo de construção de

pensamentos. Quem confeccionou a energia psíquica?

A teoria da evolução de Darwin, apoiada pelas mutações

e variabilidade genética, pode explicar a adaptação das espécies

diante das intempéries do meio ambiente, mas não explica os

processos ilógicos que ocorrem nos bastidores da alma humana.

Ela é simplista demais para explicar a fonte que gera o mundo

das idéias e das emoções. A alma humana precisa de Deus para

explicá-la...

Não apenas um pai produz reações distintas diante de um

mesmo tipo de comportamento de um filho observado em dois

momentos distintos, mas os cientistas também produzem

conhecimentos distintos, ainda que não o percebam, diante dos

mesmos fenômenos que observam.

Tais processos ilógicos são ruins? De modo algum. Eles

geram a intuição e produzem os saltos criativos, a inspiração, o

belo, as novas idéias que os cientistas não sabem explicar como

surgiram. Einstein disse, certa vez, que não compreendia como

surgiram as inspirações que contribuíram para a descoberta da

teoria da relatividade. Se a mente humana fosse lógica, o mundo

intelectual seria engessado, não teríamos inventado a roda, nem

a escrita. Não haveria escritor e nem leitor.

Reitero, nunca há um mesmo observador analisando um

mesmo objeto. Não apenas o observador mudou, mas o objeto

também mudou, pois nada no universo é estável. Tudo no

mundo físico passa por um contínuo processo de organização,

caos e reorganização, gerando um belíssimo trânsito de mão

dupla entre matéria e energia. Do mesmo modo, no mundo

psíquico, cada pensamento produzido no campo de energia

psíquica vivencia o caos e se organiza em novos pensamentos.

Só um Autor magnífico poderia conceber nosso intelecto!

O mais Ambicioso Plano da História
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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

Observe o mundo das idéias, a confecção das cadeias de

pensamentos. O mundo físico é regido por leis. Tais leis

governam os fenômenos e as relações entre si, o que gera limites.

Não podemos jogar um objeto para cima e esperar que a terra

vá até ele. Ele vem até a terra porque é atraído pela sua força

gravitacional. A lei da gravidade o controla.

Não podemos transformar um átomo numa molécula e

nem um elétron num átomo. Entretanto, no mundo das idéias

não existem tais limitações. Podemos pensar no que queremos,

quando queremos e do jeito que queremos. Construímos os

pensamentos com incrível plasticidade e liberdade criativa. Posso

transformar um grande pensamento numa pequena idéia. Posso

pensar no amanhã e viajar no passado, sendo que o amanhã

não existe e o passado é irretornável. Como podemos realizar

tais façanhas? Que tipo de energia constitui o mundo dos

pensamentos que o faz tão livre? Uma energia metafísica!

Tenho muito que falar sobre este assunto, pois o tenho

estudado durante vários anos, mas não é este o objetivo deste

livro. Só quero concluir que os fenômenos que constroem a

inteligência me convenceram de que Deus deixou de ser uma

hipótese remota e passou a ser uma realidade.

Há um campo de energia que está dentro do homem que

podemos chamar de alma e espírito e que não pode ser explicado

apenas pela lógica do cérebro, pela lógica da física e muito

menos pela lógica da matemática. A alma humana não é química.

A “idéia de Deus” não é uma invenção de um cérebro evoluído

que resiste ao seu fim existencial. Há algo em nós que coabita,

coexiste e cointerfere intimamente com o cérebro, mas que

ultrapassa seus limites. Algo que chamamos de alma, psique e

espírito humano. Algo que clama pela continuidade da vida,
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mesmo quando pensa em suicídio, algo que clama pela

imortalidade.

Numa análise que tenho feito sobre a personalidade de

Freud*, o pai da psicanálise procurava inconscientemente

a eternidade, apesar de ter sido um judeu ateu. O amor atropelou

o pensador. O amor intenso de Freud por um dos seus netos,

que estava morrendo lentamente de tuberculose miliar, abalou

seus alicerces. Ao vê-lo morrer sem ter condições de resgatá-lo

para a vida, escreveu uma carta a dois amigos que não apenas

testemunhavam sua depressão, mas que evidenciavam que ela

representava uma dramática reação inconsciente diante do fim

da existência.

O caos emocional deste ilustre pensador evidencia que a

vida possui fatos inesperados e variáveis incontroláveis,

revelando que não há gigantes no território da emoção, que

todos somos eternos aprendizes nesta curta e sinuosa existência.

Enxergar as flores das primaveras num ambiente em que os

invernos desfolharam todas as plantas, como fazia o mestre da

vida, é o nosso maior desafio.

A alma humana tem inúmeros detalhes que acusam a

existência de um fantástico arquiteto da vida. Além disso, a

análise da personalidade de Jesus Cristo abriu as janelas da minha

mente, me fez ver a existência de maneira totalmente diferente

de como a via. Ninguém poderia criar uma personalidade como

a dele. O mestre dos mestres chegou ao limite da sabedoria, ao

ápice da tranqüilidade, ao topo da serenidade, num ambiente

em que imperavam as mais dramáticas violências físicas e

psicológicas. Quem na história foi como ele?

* Cury, Augusto J, A Depressão de Freud, Editora Academia de Inteligência, São Paulo, no prelo.

O mais Ambicioso Plano da História


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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

2a. hipótese: Deus existe, mas a

humanidade é um projeto falido

Nesta hipótese, Deus existe, mas alguns crêem que a

humanidade é uma criação que não deu certo. Todas as injustiças

e dores humanas se perpetuam porque o Criador considerou a

humanidade um laboratório falido.

Para eles, o Autor da vida ficou farto dos assassinatos, das

discriminações, da intolerância, da agressividade que cometemos

diariamente nas sociedades. Percebeu que os homens, apesar

de construir ciência, criar cultura, produzir tratados de direitos

humanos, não conseguem se livrar das suas misérias e injustiças.

Homicídios, estupros, discriminações, guerras incontáveis,

crise do diálogo, fome, desigualdades sociais estão em todos os

capítulos de nossa história. A humanidade é uma experiência

do Criador da qual Ele desistiu. O homem é excessivamente

corrupto e destituído de afetividade. Ele governa o mundo

exterior, mas não administra a si mesmo, por isso não consegue

construir um mundo social justo, afetivo e irrigado com

solidariedade.

Os que crêem nesta hipótese acham que Deus nos

abandonou à própria sorte neste planeta azul, que mais

destruímos do que conservamos. Mergulhados no universo,

construímos religiões como tentativa de achar o elo perdido

entre a criatura e o Criador. Todavia, Ele esqueceu-se desta bela

e frágil espécie.

Nesta hipótese, o Autor da vida não nos destruiu, mas

encerrou nossos dias em poucos anos de existência. Depois da

morte, o fim do espetáculo da vida. Neste caso, o sonho da

imortalidade da alma seria apenas um belíssimo delírio religioso,

pois a morte nos faria deparar com o drama do “nada”, do
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“silêncio eterno”, do “caos da inexistência”, da perda irreparável

da consciência. Com a morte do cérebro, as bilhões de

experiências de vida que tecem a colcha de retalhos da identidade

da personalidade se tornariam irrecuperáveis.

Os que defendem esta tese não percebem suas

conseqüências psicológicas e sociais. Os filhos nunca mais

ouviriam a voz dos seus pais, os pais nunca mais reencontrariam

os seus filhos, os amigos se separariam para sempre. Tudo aquilo

por que lutamos e nos afadigamos no palco da vida seria em

vão, pois, à ultima batida do coração, mergulharíamos na mais

dramática solidão, a solidão da inconsciência existencial: nunca

mais saberíamos quem somos, o que fomos e quem foram as

pessoas que amamos e com quem convivemos.

3a. hipótese: Deus existe e traçou um projeto

inimaginável para resgatar a humanidade

Terceiro, Deus existe, mas criou o homem à sua imagem

e semelhança e o colocou na bolha do tempo e lhe deu plena

liberdade para agir segundo a sua consciência. Nesta hipótese,

Deus criou o homem de maneira tão elevada que respeita as

decisões humanas. Deu livre arbítrio para o homem escrever a

sua própria história. Não criou um robô, mas um ser que pensa,

que decide e que pode não apenas agir segundo a sua consciência,

mas amar e rejeitar o próprio Deus. Esta tese revela que o Autor

da vida é grande em poder e maior ainda em dignidade, pois

somente alguém tão grande pode ter a coragem de deixar que

os outros o rejeitem.

Nessa terceira hipótese, Deus sabe de todas as injustiças,

de todos os sofrimentos, de todas as mortes das pequenas

crianças, dos sofrimentos dos pais, dos escravos, dos injuriados,

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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

dos miseráveis de nossa espécie. Restaurará a vida, devolverá a

identidade dos mortais, reorganizará a personalidade das crianças

ceifadas pelo fim da vida, aliviará toda dor, enxugará toda lágrima

e a morte não mais existirá60.

Podemos nos perguntar: mas o tempo demora a passar,

por que Deus não estanca logo as dores humanas? Para nós, o

tempo é demorado; para Ele, não. Nós vivemos no parêntese

do tempo, ele vive fora dos limites do tempo. O tempo não

existe para o Eterno!

A terceira hipótese é descrita nos quatro evangelhos como

a maior das verdades. É sobre ela que vou discorrer nos próximos

textos. Nela, ele traçou um plano para resgatar o homem. Sem

compreender este plano, poderíamos considerar que seu

julgamento e morte foram atos de suicídio, pois só este plano

justifica o fato de Jesus revelar que possui um poder que nenhum

homem jamais teve e, ao mesmo tempo, se deixar morrer sem

qualquer resistência. Somente um plano fascinante poderia

explicar por que o mestre da vida se deixou passar pelos

patamares mais indignos da dor física e emocional. Se tomarmos

qualquer parâmetro, seja ele filosófico, psicológico, sociológico,

psicopedagógico ou teológico, constataremos que seu plano é

o mais espetacular da história. Vejamos.

O mais ambicioso plano da história

Todo ser humano à medida que desenvolve sua consciência

quer saber qual o sentido da vida. Procuramos este sentido nos

diplomas, nas riquezas, nos projetos filantrópicos, no bem estar

social. Como andarilhos nesta complexa existência,

freqüentemente indagamos: Quem somos? Por que existimos?
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Contudo, não poucas vezes, quanto mais procuramos nossas

respostas, mais expandimos nossas dúvidas.

O homem é uma pergunta que por dezenas de anos busca

uma resposta. Quem não se perturba diante dos mistérios que

cercam a vida ou está entorpecido pelo sistema social ou nunca

usou com profundidade a arte de pensar. Trabalhamos,

compramos, planejamos o futuro, mas não percebemos que

somos minúsculos pontos inseridos no espaço.

Olhe para a lua, imagine-se pisando em seu solo. Perceba

o quanto somos pequenos. Parece que somos donos do mundo

e entendemos tudo. Ledo engano! Não somos donos de nada,

nem da vida que pulsa em nossas células. Não entendemos quase

nada. Em qualquer área do conhecimento, a ciência produziu

conhecimento no máximo sobre cinco ou seis perguntas

seqüenciais. A ciência é útil, mas o conhecimento que possuímos

pode se tornar um véu que cobre nossa ignorância.

Tome por exemplo a química. Conhecemos a matéria, as

moléculas, os átomos, as partículas subatômicas, as ondas

eletromagnéticas. O que conhecemos depois disto? Muito pouco,

todavia depois disto há ainda uma escala infinita de eventos. A

ciência é inesgotável e mal arranhamos a tinta da grande casa

do conhecimento. Atados ao tempo e ao espaço, queremos

entender o mundo e mal sabemos explicar quem somos.

Havia um homem que via o mundo além do tempo e do

espaço. Nunca destacaram sua altura, portanto devia ter estatura

mediana, menos de 1,80 m. Era fisicamente pequeno como

qualquer um de nós, mas naquele homem se concentrava a força

criadora do universo e de tudo o que há vida, toda a energia

cósmica.

Um dia, quando os fariseus debatiam com o mestre, ele

disse uma palavra que ninguém em plena sanidade mental tem

O mais Ambicioso Plano da História


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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

coragem de dizer. Disse que sabia de onde tinha vindo e para

onde iria61. Nenhum de nós sabe de onde viemos e para onde

vamos a não ser que usemos a fé. A fé é a ausência da dúvida,

mas, se usarmos exclusivamente a razão, temos de confessar

que a dúvida é a mais íntima companheira de nossa existência.

Nunca admire demais os intelectuais, eles são, como todo

mundo, “perguntas vivas” que perambulam por essa misteriosa

e momentânea existência.

Como Jesus Cristo podia afirmar que sabia de onde vinha

e para onde ia? São impressionantes os paradoxos que o

cercavam. Ao mesmo tempo que previa a sua morte, ele afirmava

que antes desta curta existência ele existia e, depois dela, ele

continuará existindo. Ao ser preso, todos os seus amigos o

abandonaram. Ao ser crucificado, seus amigos e inimigos

pensaram que ele havia mergulhado no caos da morte. Mas, ao

contrário da lógica, previa que sabia para onde ia. Expressava

que ia além de um túmulo fechado, escuro e úmido.

Somos exclusivistas; ele, inclusivista. Sua missão era

surpreendente. Não veio para fundar uma nova escola de dogmas

e idéias. Seu plano era infinitamente maior do que isto. Veio

introduzir o homem na eternidade, trazê-lo de volta ao Autor

da vida e dar-lhe o seu Espírito. Como fazer isto? Vejamos

primeiro os meios para compreendermos os fins.

Se há livros misteriosos, saturados de palavras e de

situações enigmáticas são os evangelhos. Nos textos destes livros,

há indicação clara de que o nascimento, o crescimento, o

anonimato, a profissão e a missão de Jesus foram estritamente

planejados.

Nada foi ao acaso. Este planejamento fica claro no texto

em que Jesus descreve seu precursor, aquele que foi encarregado

de apresentá-lo ao mundo62. Ele descreve que João Batista veio


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propositadamente como um homem estranho, com vestes,

alimentação e moradia incomuns. João vestia pele de camelo,

comia gafanhotos e mel silvestre e morava no deserto. Nada

mais estranho. Convenhamos, nenhum apresentador de um rei

teria tal comportamento.

Jesus disse aos fariseus sobre seu precursor: “O que

esperavam? Um homem com vestes finas?”. E continua discorrendo

que os que têm vestes finas habitam nos palácios, enquanto ele

e João Batista optaram por ter uma vida sem privilégios sociais.

Eram comuns por fora, mas ricos por dentro.

O Autor da vida não queria que o homem se dobrasse

aos seus pés pelo seu poder, mas por seu amor. O poder

financeiro e político sempre fascinou mais o homem do que o

amor. Mas apareceu alguém que até hoje nos deixa perplexos.

Poderia ter o mundo aos seus pés se usasse seu poder, mas

preferiu ser amado a ser temido. Por incrível que pareça, o Todo-

Poderoso veio procurar amigos e não escravos, por isso veio

pessoalmente conviver com os homens. Diferente de Deus, o

homem quanto mais conquista poder, mais perde seus amigos.

Segundo os textos dos evangelhos, Deus tem plena

consciência de todas as necessidades humanas. Cada dor,

angústia ou aflição tocam sua emoção. Ele nunca esteve alienado

ao pranto dos pais que perderam seus filhos. Esteve presente

em cada lágrima que eles derramaram, em cada momento de

desespero que viveram. Penetrou em todos os momentos de

solidão e de descrença da vida que tiveram.

Certa vez, ao ver uma viúva da cidade de Nain, que perdera

seu único filho, Jesus ficou profundamente sensibilizado. Ela

não precisou dizer nada a ele sobre sua solidão. Ficou tão

emocionado com sua dor que fez um milagre sem que ela lhe

pedisse.

O mais Ambicioso Plano da História


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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

Apesar de saber de todas as coisas, Deus não intervém na

humanidade como gostaríamos que ele interviesse e como ele

desejaria intervir, caso contrário, passaria por cima dos seus

próprios princípios. Transgrediria a liberdade que dá ao homem

em seguir seu próprio destino na pequena bolha do tempo.

Observem o comportamento de Jesus enquanto

caminhava na Judéia e na Galiléia. Ele nunca pressionava o

homem a segui-lo, nem mesmo usava seus milagres para subjugálo.

Somente isto explica por que não impediu Pedro de negá-lo


: 2015
2015 -> Componente Curricular: Enfermagem Médica Profª Mônica I. Wingert Módulo II turma 201E
2015 -> Visando melhorar o desempenho e cobertura do Programa Coletivade Odontologia Preventiva do Escolar e ao mesmo tempo incentivar a participação de todos os municípios e facilitar a Operacionalização, Controle e Avaliação do mesmo
2015 -> Relatório Anual de Atividades Modelo – Sorriso do Bem 2015 – Dentista do Bem
2015 -> Regeneração Ad Integrum da Cabeça do Côndilo em uma Paciente com Disfunções Temporomandibulares
2015 -> Revisão unidade – 6º ano leia os textos abaixo. Texto o sapateiro
2015 -> Linhas da cúspide da casa e do fim da casa 6 os graus da cúspide e do fim
2015 -> Casa semana Mapeamento celestial
2015 -> Linhas da cúspide da casa e do fim da casa 6 os graus da cúspide e do fim


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