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mais do que isso, mas falhou. O mais forte dos discípulos, apesar

de amá-lo intensamente, negou-o. Talvez fizéssemos o mesmo.

Era mais fácil abandoná-lo, mas ele nos compreenderia.

Os discípulos estavam chorando na noite do seu

julgamento. Tiveram uma longa noite de insônia. Estavam

envergonhados e com sentimento de culpa de ter deixado o seu

amado mestre no momento em que ele mais precisava deles.

Entretanto, Jesus não cobrou nada deles. Ele os amou

incondicionalmente. Nós fazemos exigências altas para perdoar

as pessoas, ele perdoou e amou sem nenhuma exigência.

A única coisa que gerava uma reação de intolerância no

mestre da vida era o comportamento dos fariseus, que se

preocupavam com a aparência exterior e não com o conteúdo

dos seus pensamentos e emoções. Embora não fosse agressivo

com eles, foi, entretanto, contundente em apontar essa grave

distorção em seu comportamento.

A Última Cartada da Cúpula Judaica


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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

Ser tímido como os discípulos, amedrontado como

Pedro, omisso como alguns fariseus que o admiravam, não era

o pior grupo. O pior deles era ser um fariseu, um técnico em

Deus, um especialista em divindade, mas que se sentia incapaz

de ser ensinado, que não conseguia ver nada além de seu mundo.

Por isso não analisaram a história, o viver, as palavras, os gestos

do mestre da vida. Eles o julgaram pela sua aparência exterior.

Nós temos de nos perguntar: Se estivéssemos lá, o conhecimento

teológico que temos hoje nos faria honrá-lo ou envergonharnos

dele, amá-lo ou distanciar-nos dele?

Apesar de ter sido abandonado, negado e rejeitado pelos

homens, o mestre da vida não condenava ninguém, nem os

fariseus. Ao invés disso, ele queria morrer em favor de todos os

homens, mas fez algumas advertências para expandir nossa

“qualidade de vida interior”. Vejamos uma dessas advertências

numa dramática comparação entre os fariseus e os miseráveis

da sociedade.

Publicanos e meretrizes

precedendo os fariseus

Certa vez, o mestre disse uma palavra chocante aos fariseus,

algo que jamais pensariam em ouvir. Comentou que publicanos

e meretrizes os precederiam no reino dos céus.

Vamos pensar um pouco. As meretrizes dormiam com

muitos homens, viviam em função de sua sexualidade. Seus

comportamentos e diálogos não refletiam moral e

espiritualidade. Os publicanos, por sua vez, eram coletores de

impostos, extorquiam o povo, roubavam dos cofres públicos.

Amavam o dinheiro e não se preocupavam com o sofrimento

das pessoas sob o jugo do império romano. De outro lado, os


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fariseus faziam longas orações, ensinavam as Antigas Escrituras,

davam ofertas e tinham um comportamento socialmente

aprovável.

Qualquer um que fosse julgar estes homens, por mais

liberal e humanista que fosse, aprovaria os fariseus e colocaria

as meretrizes e publicanos em último plano. Ninguém teria a

coragem de dizer o que o Jesus disse. Parecia um absurdo dizer

que as prostitutas e os corruptos coletores de impostos

pudessem ser aprovados por Deus e os religiosos de Israel,

desaprovados. Como isso é possível?

No evangelho de Mateus, ele disse diversas vezes que seu

Pai tinha a capacidade de perscrutar a alma humana e ver o que

estava em secreto. Via o que os psicólogos e os psiquiatras não

conseguem ver. Penetrava diretamente no mundo psicológico

das pessoas.

Aos olhos do mestre de Nazaré os fariseus tinham uma

ética insuperável, mas por dentro, suas intenções e pensamentos

eram reprováveis.

A maquiagem espiritual e ética dos fariseus não convencia

o Autor da vida, não enganava o arquiteto do espírito e da alma

humana. Quem pode falar do homem internamente senão aquele

que o teceu?

Qual a vantagem das meretrizes e dos publicanos em

relação aos fariseus? Os sentimentos ocultos no coração

psicológico. Os fariseus eram orgulhosos, arrogantes, autosuficientes,

não precisavam de um mestre e nem de um médico

para reparar os pilares de suas vidas, por isso baniram

drasticamente aquele que dizia ser o filho do Altíssimo.

De outro lado, as prostitutas e os publicanos reconheciam

seus erros, injustiças e fragilidades, por isso amaram

intensamente Jesus. Não poucos deles choraram de gratidão

A Última Cartada da Cúpula Judaica


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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

pela acolhida carinhosa do mestre da vida. Aquele que teceu o

homem amou a todos, mas só conseguiu tratar dos que admitiam

que estavam doentes, dos que tiveram a coragem de se achegar

a ele, ainda que com lágrimas.

Nestes tempos modernos valorizamos muito mais a

estética do que o conteúdo. Pioramos em relação aos tempos

do mestre de Nazaré. É fácil criticar os erros dos outros, enxergar

a arrogância de Caifás e a violência dos homens do sinédrio.

Todavia, precisamos nos perguntar: Será que não temos nos

escondido atrás de nossa ética e moral? Será que não estamos

saturados de orgulho e arrogância e não percebemos? Somos

especialistas em detectar os defeitos dos outros, mas péssimos

para enxergar os nossos.

Quando proclamamos “meu conhecimento teológico é

melhor do que o dos outros”, “minha moral é mais elevada do

que a deles”, será que Aquele que vê em secreto se agrada desses

comportamentos? Talvez alguns miseráveis de nossa sociedade,

aqueles para quem facilmente apontamos o dedo, tenham um

coração melhor do que o nosso.

Com princípios mais sábios dos que os apresentados por

sociólogos e ideólogos políticos, Jesus regulou as relações sociais.

Disse que com o mesmo critério que julgarmos os outros

seremos julgados. Se empregamos tolerância e compreensão, o

Autor da vida nos compreenderá e nos tratará com tolerância*.

E vai mais longe, diz a célebre frase: “Como quereis que os homens

vos façam, assim fazei-o vós também a eles”. Se queremos

compreensão, respeito, gentileza, amabilidade, devemos aprender

a ser compreensivos, gentis, amáveis.

Os que empregam tolerância compreendem as suas

próprias limitações e, por conhecê-las, enxergam melhor as

fragilidades dos outros. A compreensão, a tolerância e a

solidariedade são atributos dos fortes; a arrogância e a rigidez,
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dos fracos. Se prestarmos atenção naqueles que criticam

continuamente as pessoas que os rodeiam, veremos que eles

são estrangeiros em seu próprio mundo, nunca penetraram em

áreas mais íntimas de seu próprio ser. Os homens que não se

conhecem são especialistas em apontar o dedo para os outros.

Se os princípios estabelecidos pelo mestre da escola da

vida fossem vividos pela nossa espécie, os exércitos seriam

extintos; a agressividade, estancada e os soldados estariam

desempregados. Mas precisamos cada vez mais de soldados e

presídios. Temos de perceber que algo está errado.

O homem que não é juiz de si mesmo nunca está apto

para julgar o comportamento dos outros. Os fariseus da época

de Jesus não estavam aptos a julgá-lo, pois eram incapazes de

julgar a si mesmos. Eles o trataram como o mais vil criminoso.

O seu julgamento revelou a miséria que estava no âmago dos

homens do sinédrio. Por fora eram éticos, mas, quando se

sentiram ameaçados, foi-se embora a imparcialidade, justiça e

serenidade. Não levaram em conta a encantadora história do

mestre da sensibilidade.

Nunca alguém tão forte, inteligente, sábio e amável se

deixou passar por um julgamento tão humilhante. Ninguém

reagiu como ele no final da vida. Seus comportamentos eram

ímpares.

Que segredos escondiam-se no cerne do mestre da vida

para que ele derramasse sua alma na morte? Precisamos penetrar

em alguns desses segredos para entender a sua motivação de

morrer pela humanidade. Vejamos o plano mais ambicioso da

história!

A Última Cartada da Cúpula Judaica
O MAIS AMBICIOSO

PLANO DA HISTÓRIA

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CAPÍ T U L O 1 1


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O mais Ambicioso Plano da História

A psicologia e as ciências da educação

Se os cursos de psicologia introduzissem um estudo sério

e aprofundado da personalidade de Jesus, os novos psicólogos

teriam uma grande ferramenta para compreender os transtornos

emocionais e adquirir mecanismos para treinar a emoção dos

pacientes e torná-la saudável. Como mestre da escola da vida,

ele conseguia abrir as janelas da sua mente e contemplar o belo

em momentos em que só era possível ser controlado pela

ansiedade, travar a inteligência e reagir por instinto. A psicologia

ainda é uma frágil ciência no processo de investigação do

funcionamento da mente. Ela precisa descobri-lo.

As ciências da educação também precisam descobri-lo. A

psicopedagogia de Cristo não tem precedente. Como contador

de histórias, tinha um falar cativante que encantava as pessoas.

O tom de voz, o fitar dos olhos, a economia de energia no

discurso dos pensamentos, a autoridade nas palavras, a exposição

interrogada e dialogada, a versatilidade e a criatividade usada na

comunicação interpessoal faziam de sua pedagogia uma
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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

verdadeira arte de ensinar. Se nas faculdades ensinassem

sistematicamente a psicopedagogia do mestre dos mestres, os

novos professores revolucionariam o cambaleante sistema

educacional que permeia as sociedades modernas.

Sinto-me limitado para descrever a grandeza e os mistérios

que cercam a mente de Jesus Cristo. De cada frase que proferiu

poderíamos escrever um livro. De cada silêncio, uma poesia.

De cada controle da emoção, um princípio de vida.

Sinceramente, os recursos lingüísticos para descrevê-lo são

restritos.

O mestre da vida não

tinha impulsos suicidas

Gostaria, nestes últimos capítulos, de fazer um

questionamento muito sério sobre os motivos que levaram uma

pessoa com uma inteligência tão espetacular como a de Jesus

se deixar passar pelo topo do sofrimento. Ele tinha condições

de evitar seu julgamento e sua crucificação, mas não o fez.

Ninguém amava a vida como ele. Tinha prazer em conviver

com as pessoas. Observava o belo nos pequenos eventos da

vida. Gostava de crianças. Apreciava relacionar-se socialmente

e dialogar com todas as pessoas. Qualquer pessoa que dele se

aproximasse corria grande risco de se tornar seu amigo. Tinha

prazer em ser amigo até dos leprosos deformados e que

cheiravam mal. Nele, portanto, não havia rejeição pela vida nem

idéias ou impulsos suicidas. No entanto, deixou-se morrer, foi

cedo cortado da terra dos viventes. Por quê?

Se nele não havia idéias de suicídio, por que não fez nada

para evitar seu sofrimento e sua morte? Milhões de pessoas
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dirão que sofreu e morreu para perdoar o homem. Mas podemos

argumentar: Não haveria milhares de outras maneiras ou

procedimentos para perdoar o homem?

Um grande problema em qualquer tipo de investigação é

que não conseguimos conviver com a ansiedade gerada pelas

perguntas e pela dúvida, por isso somos rápidos e superficiais

em nossas respostas. Temos de perguntar: Se Deus é tão

inteligente, não poderia arquitetar um plano que exigisse menos

de si mesmo? Por que Deus fez o impensável: entregou o seu

único filho para morrer pela humanidade? Que amor é este que

excede todo entendimento, que implode a lógica?

O mestre da vida nunca desprezava as indagações dos

homens, ao contrário, apreciava que eles o pesquisassem

destituídos de preconceitos. O grande erro dos fariseus foi que

o julgaram sem investigá-lo.

Gostaria de investigar não apenas as intenções subjacentes

do homem Jesus, mas algumas áreas da mente de Deus descritas

nas Escrituras para compreender o que estava por detrás do

cenário do julgamento aqui analisado. Jesus era um homem

genuíno, mas ao mesmo tempo se colocava como o Filho

de Deus. Ele era homem e era Deus. Teve atitudes,

comportamentos e sentimentos humanos, mas as causas que o

motivavam não eram humanas.

Não será possível compreendermos as últimas vinte e

quatro horas do homem Jesus se não compreendermos os

pensamentos de Deus. Contudo, toda vez que entrarmos nesta

área, o leitor tem de ter consciência de que não estou discorrendo

sobre uma religião, mas de complexos assuntos escondidos nos

textos da biografia de Cristo e nos demais livros do Antigo e

Novo Testamento.

O mais Ambicioso Plano da História
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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

Questionando a existência de Deus

Tentarei abordar um assunto muito complexo que

perturbou e ainda perturba a mente de muitos teólogos, filósofos,

pensadores e homens de todas as culturas e raças. Um assunto

que também me tirou, durante anos, a tranqüilidade. Um tema

sobre o qual muitas vezes temos dificuldade ou não temos

coragem de falar, que fica represado em nossa alma, que

raramente verbalizamos, mas que mina nossas convicções.

Questionarei a existência de Deus sob a perspectiva da sua

intervenção nos eventos da humanidade.

Ao olhar para tudo o que Jesus passou, temos de

questionar por que ele fez tão grande sacrifício. Quem se animaria

a fazer o que ele fez? O que motivou alguém que discursou

incansavelmente sobre a vida eterna ter preferido a morte mais

vexatória? Não podemos ter medo de usar nossa inteligência e

indagar: Se Deus é tão criativo por que ele arquitetou uma

solução tão angustiante para resgatar a humanidade?

Ao olharmos para as lágrimas, desespero, aflição e

injustiças que macularam os principais capítulos da história e

que ocupam uma parte central do palco de nossas vidas, temos

de questionar: Quem é Deus? Onde está Deus? Quais as

características básicas da sua personalidade? O que move seus

sentimentos? Ao fazer esse questionamento, podemos chegar a

três hipóteses: 1a.- Deus não existe, é uma criação do cérebro;

2a - Deus existe, mas abandonou a humanidade, pois a

considerou um projeto falido; 3ª- Deus existe e produziu o mais

ambicioso plano da história para resgatá-la.


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1a. hipótese- Deus não existe:

uma imaginação do cérebro

Não sei se o leitor já questionou a existência de Deus. Já

indaguei intensamente. Ao olhar para as misérias humanas, para

as injustiças sociais e para a história da humanidade podemos

questionar se há um Deus no universo ou se ele é apenas um

fruto espetacular da mente humana. Vamos refletir.

Apesar de haver alimentos em abundância para alimentar

todos os habitantes da terra, a fome destrói inúmeras vidas. Se

Deus existe, por que não intervém nas desculpas políticas que

financiam nosso egoísmo e extingüe a fome?

Mães tiram o pão de sua boca para dar aos seus filhos

famintos e, ainda assim, muitos deles permanecem caquéticos e

morrem. Tais mães, abatidas pela fome, não têm nem lágrimas

para chorar a morte de seus pequenos filhos. Onde está Deus?

Todos os dias morrem crianças com câncer, embora haja

muitos casos de cura. Elas mal começam a brincar e já começam

a fechar seus olhos para a existência. Onde está o Criador? Se

Ele existe, por que não intervém no sofrimento dos pequenos

de nossa espécie? Muitos indagam: Será que ele não intervém

por que não existe ou por que desistiu de nós? Não dá para nos

furtarmos de estudar este assunto, ainda que com respeito.

Lembro-me de uma paciente que teve depressão após a

morte de sua filha. Sua pequena criança de sete anos teve um

câncer incurável. A mãe entrara em desespero. A criança tinha

crises de vômitos constantes antes de falecer. Em sua última

crise, a criança teve uma atitude inesperada. Sabendo que estava

próxima da morte, a própria criança pediu para a mãe retirar-se

da sala. Não queria que ela sofresse. Vocês podem imaginar

O mais Ambicioso Plano da História


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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

uma pequena criança querendo poupar uma mãe de sofrer por

sua morte? A criança estava nos instantes finais de sua vida e

desejava ansiosamente a companhia de sua mãe, mas poupoua,

ficou só com seu médico. Foi assim que ela fechou seus olhos

para a vida. Sua mãe nunca mais sentiu seu coração pulsar, nunca

mais ouviu a sua voz. Entre ambas, um silêncio inaceitável. Se

o Criador existe, por que suas criaturas sofrem tanto?

As lágrimas dos pais sempre irrigaram a história. Eles

cuidam carinhosamente de seus filhos. Apertam suas bochechas,

enchem-lhes de beijos, empurram-lhes comidas, preocupam-se

com seus comportamentos, sonham com seu futuro. Vivem

para os filhos, mas não querem viver para vê-los morrer. Desejam

ardentemente que seus olhos se fechem antes que os deles. Por

fim, alguns morrem por overdose de drogas, outros por doenças,

outros por acidentes e ainda outros nas guerras. Diversas pessoas

cometam: Se há um Deus que é Autor da existência, por que ele

não estanca as lágrimas dos homens e alivia as suas dores?

Observem as doenças da emoção. As pessoas portadoras

de depressão vivem o último estágio da dor humana, perdem o

prazer de viver, ficam desmotivadas, sentem uma fadiga

excessiva, algumas têm insônia, outras dormem demais, e, ao

invés de serem compreendidas, são taxadas de fracas. Elas têm

características nobres em sua personalidade, só que exageradas:

punem-se muito quando erram, preocupam-se excessivamente

com a dor dos outros, antecipam em demasia os acontecimentos

do amanhã. Entretanto, não poucas vezes, a recompensa que

recebem é o desprezo da sociedade e de alguns familiares. Alguns

intelectuais pensam: Se Deus teceu o interior do homem, por

que ele não apazigua as águas da emoção e estanca a dor dos

que sofrem no recôndito da alma?

Olhem para as injustiças sociais. Os homens sempre se


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discriminaram. A fina camada de cor da pele, negra ou branca,

tem servido de parâmetro para discriminar dois seres da mesma

espécie. Quantas vezes na história homens escravizaram homens,

tolheram seus direitos fundamentais e os fizeram de mercadoria

que se compra e vende? Alguns questionam: Será que Deus

nunca se importou com as algemas dos escravos, com a

humilhação por serem objetos de barganha?

A vida é muito longa para se errar, mas brevíssima para se

viver. Se os homens refletissem filosoficamente sobre a

temporalidade da vida, tal reflexão estimularia a sabedoria e o

amor pelos direitos humanos. Compreenderiam que o intervalo

entre a meninice e a velhice se constitui de alguns instantes.

Todavia, desprezam a sabedoria.

A sabedoria sempre foi atributo de poucos, de uns “tolos”

que se desviaram do sistema. Por desprezarem a sabedoria,

mataram, feriram, escravizaram, estupraram, discriminaram. Se

há um Deus Todo-Poderoso, que assiste todos os dias às loucuras

humanas, por que ele não intervém na humanidade e faz

rapidamente a justiça? Por que ele permitiu inclusive que a pessoa

mais dócil que transitou nesta terra, Jesus, morresse da maneira

mais violenta?

Alguns ainda argumentam que Deus não existe porque

nunca O viram, nunca O perceberam com seu sistema sensorial,

Ele nunca abalou os céus e a terra diante dos seus olhos. Deste

modo, considerando todas as misérias humanas e a “aparente”

não intervenção de Deus nestas misérias, a primeira hipótese

que salta à mente de muitos é a de que Deus é um fruto

espetacular do cérebro humano. Ele não existe, por isso não

intervém.

Nesta hipótese, o cérebro, por ser tão sofisticado,

arquitetou a fantástica idéia de Deus por pelo menos dois

O mais Ambicioso Plano da História


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Análise da Inteligência de Cristo - O Mestre da Vida

grandes motivos. Primeiro, porque crendo na idéia de Deus as

intempéries da vida seriam mais suportáveis. Segundo, para

alimentar a esperança da eternidade. Quantos homens, ao longo

dos séculos, entraram em grande conflito existencial

perguntando para si mesmos: Será que Deus é uma imaginação

da mente humana ou é a maior verdade do universo?

Agora procurarei provar o contrário, que Deus existe. Ele

é real e fez e faz muito mais pelo homem do que imaginamos,

só que tem características de personalidades bem definidas que

precisam ser conhecidas, caso contrário, jamais O entenderemos.

Mas se Ele existe por que não intervém claramente nos eventos

da humanidade, nas lágrimas dos pais, nas injustiças e dores

humanas? Antes de entrar neste assunto e discorrer sobre as

duas outras hipóteses derivadas desse argumento, gostaria de

defender a tese de que Deus não é uma invenção do cérebro.

Gostaria de comentar sinteticamente que dentro do homem há

fenômenos que provam a existência de um Criador. Em minha

opinião, à medida que a ciência avança para explicar o mundo

dentro e fora do homem, ela se depara com lacunas e paradoxos


: 2015
2015 -> Componente Curricular: Enfermagem Médica Profª Mônica I. Wingert Módulo II turma 201E
2015 -> Visando melhorar o desempenho e cobertura do Programa Coletivade Odontologia Preventiva do Escolar e ao mesmo tempo incentivar a participação de todos os municípios e facilitar a Operacionalização, Controle e Avaliação do mesmo
2015 -> Relatório Anual de Atividades Modelo – Sorriso do Bem 2015 – Dentista do Bem
2015 -> Regeneração Ad Integrum da Cabeça do Côndilo em uma Paciente com Disfunções Temporomandibulares
2015 -> Revisão unidade – 6º ano leia os textos abaixo. Texto o sapateiro
2015 -> Linhas da cúspide da casa e do fim da casa 6 os graus da cúspide e do fim
2015 -> Casa semana Mapeamento celestial
2015 -> Linhas da cúspide da casa e do fim da casa 6 os graus da cúspide e do fim


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