Como devem ser marido e mulher



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AGOSTO/2015

COMO DEVEM SER MARIDO E MULHER

Jesus disse, dirigindo-se aos fariseus:

“Não lestes que quem criou o homem no princípio, criou-os homem e mulher, e disse: ‘Por isso, deixará o homem pai e mãe, e juntar-se-á com sua mulher, e os dois serão uma só carne’? Por isso, não mais são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus juntou” (Mateus, 19, 4-6).

Marido e mulher constituem, pois, um só corpo, são a união da mesma alma, e, por isso, não corresponde à vontade divina o fato de marido e mulher manterem-se independentes, com pensamentos diferentes. Não corresponder à vontade divina, significa não expressar o reino de Deus, tal como ele é. Em outras palavras, trata-se de um aspecto falso. Como poderão ser realmente felizes mantendo um aspecto falso? O que devem fazer é obedecer à intenção divina, colocando em prática uma vida em que cada cônjuge ama e é amado, unido mentalmente ao marido ou à mulher.

O casal constitui um só corpo e, por isso, quando marido e mulher se reverenciam e agradecem um ao outro do fundo do coração, cura-se até a doença considerada incurável. E mais do que isso, o lar é envolto por uma atmosfera alegre e paradisíaca, proporcionando verdadeira felicidade de viver.

Temos o seguinte exemplo verídico, que comprova o quanto é importante o espírito de mútua reverência entre marido e mulher.

O sr. Sakayuki Nishimura é um jovem que esteve no alojamento de estudantes da Seicho-No-Ie em Tóquio, por volta de 1943. Devido às férias escolares, ele estava na sua terra natal, na aldeia Akae, província de Shimane, quando viu a sra. Mitsu Kaneda caminhando com bengala numa mão e apoiando-se no parapeito da ponte. Julgando tratar-se de pessoa muito enferma, ele perguntou-lhe sobre o problema e soube que ela sofria de mal de Pott em estado grave.

Na época, o sr. Nishimura tinha apenas 19 ou 20 anos de idade, mas criou coragem e foi até a residência da sra. Kaneda e transmitiu longamente os ensinamentos da Seicho-No-Ie a ela, que estava apenas pele e osso. Explicou que o homem é filho de Deus e que, mesmo que aparente estar doente, na realidade não sofre nunca de doença. Ao final ele disse:

– Tenho duas perguntas a lhe fazer: 1) A senhora e seu marido mantêm relacionamento harmonioso? 2) Oferecem orações aos antepassados?

A sra, Kaneda respondeu “sim” às duas perguntas. O jovem Nishimura ficou desapontado e foi obrigado a dizer:

– Nesse caso, nada mais tenho a lhe dizer. Como todo homem deve morrer um dia, vá primeiro a senhora para o outro mundo que um dia, eu também irei,

Assim, ele tentou se retirar, quando, de repente, a sra. Kaneda gritou “Espere!” e agarrou os pés do sr. Nishimura com seus braços esqueléticos. Este voltou a sentar-se e perguntou: “Que foi?”.

– É tudo mentira! É mentira que eu e meu marido vivemos em harmonia e que oramos pelos nossos antepassados!

E disse que o marido saía todas as noites, não voltando muitas vezes para casa.

Numa noite, quando a sra. Kaneda estava no galpão de bicho-da-seda trabalhando, ouviu os passos do marido saindo de casa. “Vai sair de novo!” pensou raivosamente. Nisso, ele retornou e, espiando pela porta do galpão, disse:

– Dê folhas de amoreira aos bichos!

A sra. Kaneda ficou enfurecida, pensando: “Tem coragem de me mandar trabalhar, enquanto ele vai se divertir! Não precisava me dizer nada, pois eu estava disposta a dar de comer aos bichos! Que raiva! Parece que ele está contando com o meu trabalho para poder se divertir lá fora”. Pensando em dar de comer aos bichos mais tarde, ela saiu do galpão e foi para a sala de estar. Ficou lendo revista e acabou adormecendo. Acordou de repente, quando o marido a chacoalhava, ralhando com ela aos berros;

– Que moleza é essa?

Já o céu se clareava. A sra. Mitsu Kaneda ficou mais enraivecida ainda, pensando: “Que é esquecer só um dia de dar comida aos bichos? E ele? Não se divertiu a noite toda? Tinha de gritar daquele jeito? Afinal, quem é mais importante, os bichos ou eu?”

Ressentida, a sra. Mitsu passou a odiar terrivelmente desde então. Quanto à sogra falecida, ela não conseguia esquecer que, certo dia, quando tentou acrescentar a segunda porção de arroz na sua tigela, a sogra tampou o recipiente de arroz e puxou para si, impedindo que a nora comesse mais. Isso deixou a sra. Mitsu furiosa, e, mesmo após a morte da sogra, nunca ela havia participado, de coração, das cerimônias religiosas realizadas em homenagem à falecida. Foi o que a sra. Mitsu contou, em lágrimas.

O sr. Nishimura explicou, então, que na verdade não existia marido que pernoitava fora de casa, nem sogra que parecia maldosa, e que tudo era sombra da ilusão mental. Era como se ela estivesse tendo um pesadelo. Se reverenciasse o marido, lesse fervorosamente a sutra Chuva de Néctar da Verdade diante do oratório, e se ela própria se tornasse uma esposa muito afetuosa, com certeza o seu ambiente e o seu corpo físico melhorariam muito. Após explicar tudo isso, ele se retirou.

Algum tempo depois, o sr. Nishimura recebeu a visita da sra. Mitsu Kaneda e, chorando, disse “Muito Obrigada”. Explicou que conseguira agradecer a todas as coisas do céu e da terra, bem como que passara a reverenciar o marido e os antepassados. E, então, pela primeira vez, conseguiu andar sem bengala e, hoje, sentia-se completamente recuperada.

Foi assim que ela recuperou completamente a saúde, desaparecendo a tuberculose vertebral. Por outro lado, seu marido também deixou de pernoitar fora de casa, uma vez que a esposa tornou-se muito afetuosa e dócil, e ele não se sente com coragem de ofendê-la. Dessa maneira, a sra. Mitsu foi salva, tanto dos problemas físicos como dos conflitos conjugais.

Se o casal, que é originariamente uma só alma, conseguir unir realmente seus sentimentos, tudo que aparenta ser mal e irracional neste mundo desaparecerá por completo, e surgirá um mundo de permanente felicidade, sem doenças, sofrimentos ou desgraças. Antes de reconhecer o mal ao seu redor e criticá-lo, é muito importante que cada cônjuge reflita e pergunte, a si mesmo, se tem sido uma esposa ou um marido realmente amorosa(o).



O Amor Tudo Cura, pp. 183-192
Dica do Departamento de Casais: Neste mês aprendemos que marido e mulher constituem uma só vida, apesar de estarem fisicamente separados, e que a infelicidade, a desarmonia e o aparente mal, desaparecem quando marido e mulher reconhecem essa Verdade. Para ser mais claro, basta que um de nós reconheça a Unidade original do casal e passe a praticar. Viver em harmonia com o cônjuge reverenciando sua Imagem Verdadeira e orar pela felicidade dos antepassados são os exemplos dados neste artigo. Queridos Casais, vamos colocar em prática a oração no nosso lar, vamos preenchê-lo de amor, sorrisos e reverências. Tornar nosso lar um Paraíso é a nossa maior missão e a nossa recompensa é o amor e a felicidade.

Dica aos coordenadores: Queridos Coordenadores, este mês, sugerimos que seja feita a Oração de Gratidão aos Antepassados.

Dicas aos orientadores: Sugerimos que seja orientado aos casais de maneira que eles entendam a importância da oração no lar, e que fazer da oração um hábito é o que nos dá a base para um cotidiano alegre e feliz.




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