Como Conservar seus Livros



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Encontro30.06.2018
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Como Conservar seus Livros

Após ter lido o livro “Conservar para não Restaurar”, pensei comigo: este não é um título qualquer, é um lema. Durante treze anos estudando e trabalhando com restauração de objetos de arte, adotei este lema, não apenas nesse campo de atuação, mas também em muitos aspectos de minha vida, como: meus pertences, minha casa, minha rua, minha cidade, minhas amizades… Se me preocupo em cuidar bem e da maneira correta de tudo ao meu redor, os conservarei intactos por mais tempo – e provavelmente não terei que restaurá-los ou comprar outros. Nossos livros não fogem à regra. Seu tempo de vida útil dependerá dos cuidados e da forma com que os manuseamos. Mesmo sendo frágeis, podem manter-se úteis por séculos. Esste texto, explica como guardar, manusear e conservar esse bem que enriquece nosso saber e o das gerações seguintes, que aprenderão a buscar, com gosto e zelo, em nossa pequena biblioteca, o seu conhecimento. Desta maneira, se enriquecerão cada dia mais e se aventurarão em outros mundos imaginários, mágicos, lógicos e, muitas vezes, até aterrorizantes. Deixando como herança aos filhos e netos o único bem que ninguém poderá tirar de suas vidas – o conhecimento!



Primeiramente, observe como você guarda os seus livros na estante. Caso tenha-os guardado em uma caixa, tire-os imediatamente! Enquanto estiverem lá dentro, estragarão muito rápido. O livro deve ficar em pé, formando um ângulo reto com a prateleira, já encostado ao próximo livro, um ao lado do outro. Evite pressioná-los um contra o outro; o livro precisa deslizar suavemente ao ser retirado da estante. É fundamental que isso ocorra sem que haja qualquer atrito entre eles. Caso contrário, será necessário segurá-lo com força pela lombada, o que o danificaria. Enfileire-os de forma a conseguir manuseá-los segurando-os pela capa. . Quanto aos que ficarem na prateleira, ajeite-os para que um não tombe sobre o outro; isso poderá arrebentar sua costura. Tome muito cuidado com as unhas para não machucá-los e mantenha suas mãos sempre limpas. Portanto, não coma ou beba nada próximo aos livros; acidentes acontecem com todo mundo.



Escolha bem o local da estante em que guardará os livros: a luminosidade excessiva desbota suas capas e a umidade deforma tanto a sua capa como o miolo. Portanto, mantenha-os longe dos raios solares e da umidade; isso os deixará muito felizes!

A poluição e a poeira são danosas para nós – e também para nossos livros. Para evitar que os danos que causam sejam maiores, devemos manter os livros livres do pó. Esqueça o pano úmido, ou qualquer tipo de material de limpeza. Eles diminuem o tempo útil de seus livros. Limpe sempre as estantes e as capas de seus livros com uma flanela seca.

Existem profissionais especializados em higienização de bibliotecas, que são capazes de identificar e limpar livros adequadamente. Nem sempre o que parece pó é realmente pó; pode ser algum tipo de fungo e estes são perigosos à nossa saúde; portanto, deixe esta parte para os profissionais. Lembre-se, a sua saúde está acima da saúde de seu livro.



Ao consultar ou ler um livro, esteja atento para a abertura natural deste. É comum pensar que, ao pegar um livro, podemos abri-lo totalmente em um ângulo de 180 graus – e assim forçamos a abertura. É certo que a lombada irá quebrar se, mais cedo ou mais tarde, de acordo com a qualidade e tipo do material com que o livro é feito e encadernado. Por isso, trate seus livros como um tesouro do saber que não deve servir somente a você.

Imagino que você tenha alguns livros conhecidos como “de cabeceira”. São muito manuseados e precisam de cuidados especiais. Ao transportá-los, temos de nos preocupar com o caminho a ser percorrido com eles.

O suor das mãos danifica qualquer tipo de encadernação. Para evitar esse dano, proteja-os dentro de uma pasta. Caso eles fiquem sempre em sua mesa, faça uma capinha de collor set, que deverá ser cortada da altura certa de seu livro, não havendo dobras na cabeça e pé do livro. A capa dobrará apenas no corte lateral do livro (lado oposto à lombada). Usando essa técnica elimina-se o péssimo hábito – que algumas pessoas adotam – de encapá-los com fita adesiva e papel de presente – dois grandes verdadeiros vilões dos livros! Alguns livros já são vendidos com capas de proteção, que normalmente tiramos e jogamos fora; o que é um grande erro, uma vez que essas proteções gratuitas ajudam muito em sua conservação. É comum encontrarmos livros com fitas adesivas nas lombadas, ou mesmo encapadas com contact transparente; no primeiro caso, danifica-se a lombada e o fundo do corpo do livro (miolo do livro); já no segundo, perde-se toda a capa e a lombada. O uso do contact ou da fita provocam danos irreversíveis à capa do livro e muitas vezes se estende até o seu miolo.

Temos o costume de deixar papéis, marcadores, cartas, folhinhas e pétalas secas dentro dos livros. Às vezes encontramos clipes ou mesmo vestígios de alimentos dentro deles, coitados! Quaisquer objetos, sejam orgânicos ou não, deixam marca nas páginas com que tiver contato. Com o tempo, a marca passará para as páginas adjacentes. A ferrugem causada pelos clipes corrói o papel; já a gordura, a saliva e outros materiais, acidificam no, tornando-o quebradiço e com manchas amareladas. O importante é manter o livro sem qualquer objeto dentro.

Sem querer ser insistente, lembre-se: os adesivos, a cola branca e o durex causam o mesmo mal que os acidificantes, com um agravante: são irreversíveis. Para tirá-los, muitas vezes se perde uma camada do papel, pois temos de usar produtos agressivos para removê-los.



Nunca vire a página de um livro ou revista molhando o dedo na língua. Podem-se atrair insetos e roedores ao se deixarem vestígios de alimentos dentro dos livros. Pode também ser prejudicial a você, por não saber quem foi o último a molhar o dedo para trocar de página. AH! Nossas crianças e animais domésticos, como são lindos! Contudo, deixe seus livros longe do alcance deles, pois são muito peraltas e gostam de roer, rasgar, jogar no chão etc.

Desinfestação anóxia

Empresa que realiza tratamento de erradicação de pragas do acervo de livros da Biblioteca Mario de Andrade realizará duas visitas guiadas para interessados em conhecer o método

Um galpão com capacidade de tratar um volume de até 500 m3 de materiais. Uma imensa bolha que pode englobar, ao mesmo tempo, até 160 m3 de livros. Um tratamento 100% atóxico e que garante a desinfestação e erradicação total de pragas pelo método anóxia com controle totalmente automatizado. Essas são as características do processo de desinfestação pelo qual estão passando 200 mil livros do acervo da Biblioteca Mario de Andrade, em São Paulo. Uma experiência até então inédita no Brasil, tanto pelo nível de automatização como pelas dimensões do trabalho.


Foto: Galpão de armazenamento onde livros estão sendo tratados, dentro de bolha gigante

Para que um projeto de desinfestação dessas proporções pudesse ser realizado, foi preciso desenvolver um equipamento específico, na Alemanha. "Pode-se dizer, com certeza, que é o único equipamento no mundo com esse grau de sofisticação", diz Stephan Schäfer, responsável pela empreitada. Especialista em conservação e restauro e professor da Universidade Nova de Lisboa, ele desenvolveu o aparelho com um fabricante na Alemanha, que nunca tinha feito uma máquina dessa dimensão.

O tratamento funciona pelo método anóxia. Ou seja, os livros são fechados nessa enorme bolha, feita por espessas camadas de um plástico especial, que fica totalmente lacrada, impedindo a troca de gases com o exterior. Uma máquina injeta nitrogênio nessa embalagem, fazendo com que o oxigênio seja substituído e reduzido a menos de 0,3% de concentração dentro do invólucro (o ar atmosférico contém mais de 20% de oxigênio). Nessas condições, em cerca de 30 dias nenhum inseto ou praga sobrevive.


Foto: Unidade de controle ligada à câmara de armazenamento dos livros

A novidade desse equipamento montado na Alemanha e instalado no galpão em São Paulo é que ele é o único a propor controle automatizado durante 100% do tempo em que os livros estão fechados na bolha.



Sensores e medidores controlam rigorosamente a temperatura, umidade e níveis de oxigênio dentro do invólucro. Esses dados são enviados 24 horas por dia para o celular de Schäfer. "Se notarmos qualquer alteração, posso entrar em qualquer computador, onde estiver, ou mesmo pelo celular e corrigir", diz ele. "Esse é o grande diferencial."

Tratamentos equivalentes por anóxia não têm essa capacidade de medição constante. O grande risco, nesses casos, é de que, caso tenha havido qualquer alteração (rasgo ou microperfuração na embalagem, mudança de condições atmosféricas) e o nível de oxigênio tenha subido, sem que se perceba, não se pode ter a garantia de que os insetos, sobretudo na forma de ovos, tenham sido erradicados definitivamente. Só com a certeza de que o oxigênio foi mantido constantemente abaixo de 0,3% ao longo dos necessários 30 dias é que está assegurada a desinfestação definitiva. "Se houver qualquer alteração nesse índice, os bichos mais resistentes podem sobreviver, e assim que os livros voltarem às estantes, reinfestarão todo o acervo", diz Schäfer. O sistema automatizado é capaz de oferecer a comprovação, por meio de gráficos e boletins, de que o oxigênio não subiu ao longo de todo o tempo em que os livros estiveram fechados.

Para oferecer uma outra garantia, Schäfer utiliza também um laudo técnico, que é produzido por um instituto alemão, a partir da utilização de duas caixas de madeira que contêm insetos xilófagos em três estágios, de larvas a ovos. Uma caixa é incluída no interior da bolha e será submetida à anóxia, outra fica do lado de fora, mas no mesmo local, para que as condições sejam parecidas. Depois da abertura da bolha, as duas caixas seguem para o instituto alemão, que fornecerá o laudo garantindo, pela comparação entre os insetos de cada uma, se o índice de mortalidade chegou a 100%.


Foto: Livro infestado por brocas

Nesse projeto de desinfestação dos livros da Mario de Andrade, a equipe de profissionais designados para executar os procedimentos de manuseio, acondicionamento dos livros em caixas e o deslocamento do acervo para o galpão de armazenagem temporária são profissionais que foram capacitados pela ABER. Essas pessoas tiveram um treinamento especial para manipular obras de acervos especiais.

O método de tratamento também é valorizado por sua característica sustentável. Não utiliza inseticidas ou pesticidas, que acabam, não só poluindo o ambiente, como criando resistência nas pragas e insetos. "É totalmente atóxico", diz Schäfer.

Para conhecer de perto o tratamento, ver a bolha e o equipamento em funcionamento, Schäfer está promovendo duas visitas guiadas ao galpão onde a desinfestação está sendo realizada, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo.























O cupim é um inseto predador que se alimenta basicamente de estruturas ricas em celulose, encontrada em madeira, papel, telas, tecidos, gesso e alvenaria.


Existem cerca de 2.200 espécies catalogadas de cupins, sendo que destas, 500 habitam o Brasil. Desse total, três tem importância em particular à economia da humanidade: Cupim de solo ou subterrâneo, cupim de madeira seca e cupim de pântano. Esses insetos vivem em colônias (cupinzeiros) e, a exemplo das abelhas e das formigas, são socialmente organizados: reis, rainhas, soldados e operários.
Na primavera e no outono ocorrem as revoadas que dão lugar a novos cupinzeiros. Após voarem os siriris ou aleluias, saem em revoadas, para acasalar, caem ao solo, se livram das asas, e aos pares, procuram locais apropriados para o acasalamento e a implantação de novos cupinzeiros.

 Curiosidades




Cupins.

Os cupins são insetos conhecidos pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero). A celulose é digerida por protozoários ou bactérias no interior do tubo digestivo do inseto. Os Termitidae, que correspondem a 70% das espécies da ordem Isoptera, apresentam capacidade de digerir celulose sem o auxílio de protozoários.

Entretanto, os cupins podem ser


  • xilófagos, alimentam-se de madeira e outros materiais celulósicos,

  • geófagos ou humívoros, ingerem grande quantidade de solo mineral, digerindo e absorvendo a matéria orgânica semi-decomposta,

  • ceifadores, cortam pedaços de folhas e fragmentos que carregam para dentro do ninho,

  • intermediários, alimentam-se de material vegetal em decomposição, mas não ingerem solo,

  • cultivadores de fungos, cupins da subfamília Macrotermitinae, que apresentam simbiose com fungos do gênero Termitomyces, os fungos são cultivados sobre material vegetal que os cupins ingerem e passa rapidamente pelo tubo digestivo e os

  • especializados, algumas espécies de cupins apresentam hábitos alimentares muito especializados, como Hospitalitermes e alguns Constrictotermes, que se alimentam de líquens.

    Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados deste insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos.



Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.

No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português: térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado na região Amazônica do Brasil. A denominação térmita, por sua vez, é originada do latim "Termes" e era utilizada pelos romanos ao se referirem ao "verme da madeira", seu significado em latim, dada a aparência que os mesmos apresentam quando infestando uma estrutura de madeira.

É interessante lembrar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante - existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo.

Desta maneira, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem.

Existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Como o próprio nome indica, os cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na madeira seca, ou seja, a sociedade encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento.

O cupim-de-monte (Cornitermes cumulans) é a espécie mais conhecida em lavouras e em pastagens no Brasil, construindo montes típicos, de contornos arredondados e textura rígida. Em lavouras esse cupim tornou-se praga em lavouras extensivas.

Nas regiões de terras baixas do sul do Brasil, ocorrem montes, semelhantes aos de cupinzeiros, construídos por formigas do gênero Camponotus.

A formiga-cupim pode infestar grandes áreas com alta densidade, causando transtorno semelhante aos dos verdadeiros cupins. O ninho se diferencia por apresentar estrutura menos rígida e pela presença de plantas ao redor e sobre o monte.

As formigas pretas, ardideiras, também constroem montes de terra solta e causam problemas na colheita, por causa da terra no mecanismo de transporte de grãos da colhedora.

Os cupins subterrâneos, Heterotermes sp. e Procornitermes striatus, constroem longas galerias no solo. Pouco se conhece sobre o ninho e sobre a biologia desse grupo. Movimentam-se a longas distâncias e profundidades variáveis no perfil do solo, de acordo com as condições favoráveis de teores de água, de temperatura e de alimento.

Os cupins são insetos sociais organizados em castas, com funções definidas. Os reprodutores, rei e rainha, podem viver alguns anos e apresentam grande fecundidade. A formação de novas sociedades ocorre por brotamento, sociotomia e revoada ou enxameamento.

A revoada ocorre no período situado entre agosto e dezembro. No solo, um rei e uma rainha juntam-se, formando novo ninho. A rainha é distintamente maior do que os demais componentes do cupinzeiro.

A capacidade de postura é de alguns milhares de ovos por dia, na fase de maior reprodução. Ao morrer, a rainha pode ser substituída por jovens reprodutivas. Entre os cupins o macho não morre após a cópula e "reina" junto da fêmea.

Os operários são morfologicamente bastante uniformes dentro de cada grupo (por exemplo, de uma mesma subfamília) e geralmente constituem a casta mais numerosa. Como o próprio nome indica, são os responsáveis por todo o trabalho na sociedade: construção e reparo do ninho, coleta de alimento, alimentação dos indivíduos de outras castas, além do cuidado com ovos, jovens e o com o par real.

Nas espécies em que não ocorre a casta dos soldados, eles também defendem a sociedade. Os soldados são os responsáveis pela defesa, havendo muitas adaptações relacionadas a esta função. A defesa pode ser mecânica - mandíbulas grandes, com diferentes formas, por exemplo - ou química, através de glândulas especiais, como a glândula frontal (secreção de toxinas ou substâncias pegajosas). Pode haver ainda uma combinação de defesa mecânica e química.

O controle biológico aplicado, através do uso de fungos multiplicados em laboratório, pode ser adotado para cupinzeiros-de-monte. Resultados com a injeção de Beauveria bassiana e de Metarhizium anisopliae em cupins-de-monte, são promissores. Entretanto, esses fungos ainda não estão sendo comercializados para controle de cupins. Os cupins subterrâneos são de difícil controle.

Fontes:
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./urbano/index.html&conteudo=./urbano/pragas/cupins.html
http://www.cooplantio.com.br
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010170040924
USDA Forest Service Archives, USDA Forest Service, www.insectimages.org
http://ltreadwell.ifas.ufl.edu/insects/04orders.htm
http://www.unb.br/ib/zoo/docente/constant/cupins/cupins.htm


 Os cupins são insetos sociais xilófagos (alimentam-se de celulose e derivados), vivem em colônias podendo chegar a milhões de indivíduos, em sociedade organizada, divididas em castas bem definidas: casal real (reprodutores), formas neotêmicas (sexuada inativa), soldados (guardiões da colônia) , operários (que podem buscar alimentos até 800 metros da colônia e cupins alados (com asas, comumente chamado de aleluia, que tem função de disseminação da colônia), necessitando sempre de uma fonte abundante de umidade para sua sobrevivência.

A ligação que a colônia e a fonte de alimento é feita por meios de túneis (terra/saliva/celulose), as vias mais comuns de descolamento são locais "vazios" e escuros (os cupins são sensíveis a luz) tais como: prumadas (hidráulicas, gás, etc), por trás do reboque, conduítes elétricos/telefônicos, rodapés, rodateto, juntas de dilatações, etc.



Com o aumento da área urbana e conseqüente diminuição dos alimentos disponíveis naturalmente, os cupins passaram a exercer uma elevada pressão de ataque sobre as construções e residências buscando ocupar o espaço perdido e os alimentos indispensáveis a sua manutenção. Concentrando-se nas pequenas áreas de terra que restaram nas ruas, jardins e prédios eles infernizam a vida das pessoas.

Os cupins são as principais pragas das construções urbanas e rurais. Os seus prejuízos diretos e indiretos são impressionantes e somente na capital paulista são gastos mais de U$$ 20 milhões/ano para o seu controle nas residências e apartamentos, sendo que esse número chega a atingir cerca de U$$ 1,5 bilhão nos Estados Unidos.

  Os cupins que atacam as construções são basicamente de dois grupos: cupins de madeira seca e cupins subterrâneos. Os cupins de madeira seca só atacam a madeira, e seus ninhos são construídos em galerias não tendo ligação com o solo. Já os cupins subterrâneos constroem os ninhos no solo e/ou locais úmidos das construções de onde organizam os seus ataques em todos os materiais.

  Os cupins subterrâneos são tão destruidores que podem atacar  todas as tubulações enterradas no solo, sendo os seus danos comuns nos cabos telefônicos. Os cupins chegam a  furar o PVC e o alumínio que protegem os cabos telefônicos, propiciando a entrada de umidade e o mal funcionamento do sistema.

            Nas construções eles atacam quase tudo, dando preferência para revestimentos de madeiras, compensados dos aparelhos eletrônicos, móveis, etc. O gêsso usado para construção dos falsos forros e nas ornamentações pode ser atacado.

 

Fonte: Sérgio Batista Alves e Evôneo Berti Filho


Depto. de Entomologia da ESALQ/USP








INVASÃO GENERALIZADA
DE CUPINS DO SUBTERRÂNEO

Fonte Folheto FMC



INVASÃO DE CUPINS DE SOLO
A PARTIR DO SUBTERRÂNEO E SE MOVIMENTANDO ATRÁS DO REBOQUE, CONDUÍTES, PISOS E TUBULAÇÃO HIDRAÚLICAS.
Fonte Folheto FMC





ATAQUE DE CUPINS DE SOLO A PARTIR DE JARDINEIRAS/JARDINS

Fonte Folheto FMC



 


"Destruição causada pelo cupim subterrâneo"







controlinset@merconet.com.br

Os cupins são insetos que aparecem mais em ambientes tropicais, embora possam viver quase em qualquer lugar desde que o solo não congele no inverno. Embora várias pessoas achem os cupins parecidos com formigas, eles estão mais próximos das baratas.




Todas as espécies de cupins vivem em sociedade, e as colônias se dividem em grupos ou castas. Os membros de cada casta têm funções e características físicas diferentes:



  • Os reprodutores põem ovos. A maioria das colônias tem um par de reprodutores principais: o rei e a rainha. Em algumas espécies, há reprodutores secundários e terciários que ajudam nessa função. O rei e a rainha são os únicos que têm olhos. Os outros cupins são cegos e se orientam pelo olfato e pelas trilhas úmidas. Os reis e rainhas costumam ser mais escuros do que o resto dos cupins na colônia;

  • Já os soldados defendem o ninho dos invasores, normalmente formigas e cupins de outras colônias. Na maioria das espécies, os soldados possuem cabeças grandes e mandíbulas fortes, parecidas com pinças. As cabeças dos soldados costumam ser mais escuras do que seus corpos. Algumas espécies são capazes de criar uma substância tóxica ou grudenta em suas cabeças, e a utilizam para matar ou subjugar os invasores;

  • Os operários têm uma cor de leite ou creme. Suas mandíbulas são menores e com dentes serrilhados, que permitem que eles mordam pequenos pedaços de madeira e carreguem materiais de construção. Como o nome sugere, são eles que fazem a maior parte do trabalho na colônia, sendo responsáveis por cavar túneis, coletar alimentos e cuidar dos mais jovens. Além disso, eles também alimentam o rei, a rainha e os soldados, que não conseguem se alimentar sozinhos. Tanto os operários quanto os soldados são estéreis.

O alimento dos cupins vem da celulose. A celulose é um polímero, um composto formado por várias moléculas idênticas. A celulose é um composto duro e resistente encontrado nas plantas, sendo ela que dá às árvores e arbustos sua estrutura. As moléculas que compõem a celulose são de glicose, chegando a até 3 mil delas. Ou seja, a celulose é feita de açúcar.

Diferentemente dos açúcares glicose, sucrose e lactose, contudo, as pessoas não são capazes de digerir a celulose. O sistema digestivo humano utiliza proteínas especiais chamadas de enzimas (em inglês) para quebrar os polímeros de açúcar em glicose, utilizando-a como fonte de energia. Por exemplo, a enzima sucrase decompõe a sucrose, e a lactase quebra a lactose. Nossos corpos, porém, não produzem celulase, a enzima que decompõe a celulose.





John Breznak/Michigan State University/NSF
Um cupim (acima) próximo do intestino de outro

cupim (centro).

Conteúdo (abaixo) inclui

espiroquetas (setas)

e protozoários (P).
Os cupins, no entanto, também não produzem a celulase. Em vez disso, dependem de microorganismos que vivem em uma parte de seu sistema digestivo chamada de intestino posterior. Esses organismos incluem as bactérias e os protozoários. Eles mantêm uma relação simbiótica com os cupins, já que nem os cupins nem os microorganismos conseguiriam viver um sem o outro.

Os tipos de organismos encontrados no intestino posterior ajudam a dividir os cupins em duas categorias. Os cupins superiores possuem somente bactérias, sem a presença de protozoários, ao passo que os cupins inferiores possuem tanto bactérias quanto protozoários. Também é possível classificar os cupins usando suas habitações. Os subterrâneos constroem grandes ninhos no subsolo, ao passo que vários cupins primitivos formam colônias na própria madeira que consomem.

Uma colônia de cupins basicamente é uma família com inúmeras gerações. Na próxima página, vamos observar o ciclo reprodutivo dos cupins e como esse ciclo permite que eles formem grandes colônias.


Sexo e gênero dos cupins

Na maioria das espécies, o rei e a rainha são monógamos. Embora a rainha possa armazenar esperma em seu corpo, ela continua a copular com o rei periodicamente. Diferentemente do que acontece com as espécies sociais de abelhas , soldados e operários podem ser machos ou fêmeas.





Toda madeira está sujeita ao ataque de insetos xilófagos (insetos deterioradores de madeira) desde o corte da árvore até o seu uso final como móveis, batentes, portas, telhados, etc.

Devido ao aumento das áreas urbanas, e a adaptação de algumas espécies de cupins de solo a esses locais, está ocorrendo um aumento significativo dos estragos e prejuízos que esses insetos vem causando à população.

Pode-se até inferir que, será uma das principais pragas urbanas do final do milênio.


 







Cupim de Solo





Os maiores prejuízos em árvores e edificações são causados pelos cupins subterrâneos, que podem instalar seus ninhos em qualquer ponto da estrutura do imóvel. Com grande capacidade de deslocamento, os cupins de solo são também os de combate mais difícil.

Os componentes mais atacados por cupins de solo, em edificações, são as guarnições, rodapés, forros, armários embutidos, e etc, ou seja de preferência elementos de madeira que mantenha contato com a alvenaria. Atacam também, outros materiais celulósicos, como papel, papelão, livros e alguns tipos de tecidos.
Ainda que não se alimentem de concreto, nem de plástico, os cupins subterrâneos desgastam esses materiais para ter acesso à madeira e derivados.Costumam usar conduítes, tomadas hidráulicas ou elétricas, vãos em pisos e paredes como caminhos naturais que facilitam a construção de túneis, necessários à sua subsistência, conseguindo, com isso estender o alcance de seu ataque à edificação.

Uma colônia de cupim subterrâneo, é uma sociedade bem organizada em castas de indivíduos: Rei, Rainha, Operários, Soldados etc. Cada um com funções bem definidas. Os operários cuidam dos trabalhos gerais da colônia. Os soldados, com suas poderosas mandíbulas, defendem a colônia contra outros insetos, inimigos naturais dos cupins, como por exemplo, as formigas



Cupim de Madeira Seca





Os cupins de madeira seca também se alimentam de madeira ou material celulósico, mas suas colônias são menores, com ninhos instalados na própria madeira de que irão se alimentar. Os móveis de compensado ou de madeiras de baixa resistência São os mais facilmente atacados pelos cupins de madeira seca.

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