Colégio estadual “alberto santos dumont”



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COLÉGIO ESTADUAL “ALBERTO SANTOS DUMONT”

Ensino Fundamental e Médio

PROJETO


POLÍTICO-PEDAGÓGICO

APUCARANA - PARANÁ

Agosto / 2008

índice
1. Apresentação 04

2. Justificativa ............................................................................................................ 07

3. Introdução 07

3.1. Identificação 07

3.2. Histórico 09

3.3. Organização do Espaço Físico . 10

3.4. Cursos e Modalidades Oferecidas 11

3.5. Recursos Humanos 11



4. Objetivos Gerais 18

5. Marco Situacional 19

5.1. Visão Geral 19

5.2. Análise das Contradições e Conflitos da Prática Docente 21

6. Marco Conceitual 22

6.1. Visão Geral 22

6.2. Elementos do Ato Conceitual 22

6.2.1. Princípios de Gestão 22

6.2.2. Concepções 25

6.2.3. Instrumentos de Ação Colegiada 29



7. Marco Operacional 31

7.1. Visão Geral 31

7.2. Decisões Operacionais 32

7.3. Instâncias Colegiadas 33

7.3.1. Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) 33

7.3.2. Conselho Escolar 34

7.3.3. Grêmio Estudantil 35

7.3.4. Voluntariado 35



8. Avaliação Institucional 35

8.1. Fundamentos 35

8.2. Avaliação Institucional Externa 37

8.2.1. Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 37

8.2.2. Prova Brasil 38

8.2.3. Olimpíadas de Matemática 39



ENSINO FUNDAMENTAL 40

ARTES 40

CIÊNCIAS 45


EDUCAÇÃO FÍSICA 52

ENSINO RELIGIOSO 58

GEOGRAFIA 63

HISTÓRIA 68

LÍNGUA PORTUGUESA 80

MATEMÁTICA 96


LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS 104



ENSINO MÉDIO 108

ARTE 108


BIOLOGIA 114

EDUCAÇÃO FÍSICA 117


FILOSOFIA 122

FÍSICA 126

GEOGRAFIA 131

HISTÓRIA 139

LÍNGUA PORTUGUESA 143

MATEMÁTICA 159

QUÍMICA 166

SOCIOLOGIA 172


LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA - INGLÊS 176


REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.............................................................................182

1. Apresentação

A EDUCAÇÃO é um fenômeno próprio dos seres humanos, sendo ao mesmo tempo uma exigência do e para o processo de trabalho, sendo ela própria, um processo de trabalho. Trabalho não-material, ou seja, a produção de idéias, conceitos, valores, símbolos, hábitos, atitudes, habilidades. Saviani afirma que:


“o trabalho educativo é o ato de produzir , direta e intencionalmente em cada indivíduo, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Desse modo, o objeto da educação é, por um lado, a identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos a fim de que se tornem parte da humanidade; por outro lado, diz respeito à descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo.” (2000, p.23)
O Projeto Político-Pedagógico (PPP) tem como objetivo expressar o produto da reflexão, realizado pela comunidade escolar, com vistas a: (a) promover a melhoria da qualidade do ensino, (b) organizar integralmente o trabalho pedagógico e (c) inserir a instituição escolar no contexto educacional em nível nacional, estadual e municipal.

Nesta reflexão coletiva promovida pelo processo de elaboração do PPP, almeja-se construir uma nova organização para a escola, à luz do estado da arte do conhecimento acadêmico e científico na área de educação. Tal conhecimento ajudará a concretizar os compromissos assumidos e, partindo da prática social, a estabelecer o pacto de solução dos problemas da educação e do ensino em nossa escola.

Este projeto vai muito além de um simples agrupamento de planos de ensino e atividades diversas. Não será construído e arquivado, ou simplesmente encaminhado às instâncias superiores como prova de cumprimento de tarefas administrativas. Este projeto será colocado em prática na vivência diária, em todos os momentos e por todos os envolvidos, como um processo educativo na escola, muitas vezes necessitando ser repensado em reuniões coletivas, e modificado constantemente.

Alguns conceitos básicos perpassam a elaboração deste projeto, tais como: a finalidade da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho e a avaliação.

Paulo Freire, no livro Pedagogia da Autonomia (1996), contribui para a concepção de ensino refletindo que ensinar não é transmitir conhecimento. Ensinar exige consciência de algo inacabado, reconhecimento de ser condicionado pelas forças sociais, culturais e históricas. Exige respeito à autonomia do ser do educando, sua curiosidade, inquietude, linguagem e identidade. Ensinar também requer bom senso, apreensão da realidade, alegria, esperança e a convicção de que a mudança é possível.

Neste processo de construção coletiva, alguns pressupostos são incontornáveis, como a definição da finalidade da escola, a inclusão e observação da legislação vigente, a constância de preparação cultural dos atores – para que estes tenham uma melhor compreensão da sociedade em que vivem –, além da participação de todos os indivíduos no contexto político e social, assegurando os direitos e deveres da cidadania.

A construção do projeto político-pedagógico deve ser vista como um instrumento de democratização e de luta política, contrapondo-se à fragmentação do trabalho pedagógico, superando a dependência e os efeitos negativos do poder autoritário e centralizador.

Assim, almejando uma gestão efetiva, novos horizontes e direções para esta comunidade educativa, nossa intenção é a de transformar o que sonhamos coletivamente em ações, alicerçando o trabalho pedagógico em um processo contínuo, refletindo criticamente os problemas da sociedade e do setor, possibilitando, deste modo, a intervenção consciente na realidade em que estamos inseridos.

E é com esta visão que nossa instituição busca ampliar a oferta de ensino, dando maiores condição e oportunidade à nossa comunidade. Sendo assim, a partir do próximo ano, contaremos com o ensino profissionalizante. Fazendo parte, neste momento, do Projeto Brasil Profissionalizado.

2. Justificativa

Paulo Freire, no livro Pedagogia da Autonomia (1996), contribui para a concepção de ensino refletindo que “ensinar não é transmitir conhecimento. Ensinar exige consciência de algo inacabado, reconhecimento de ser condicionado pelas forças sociais, culturais e históricas. Exige respeito à autonomia do ser do educando, sua curiosidade, inquietude, linguagem e identidade. Ensinar também requer bom senso, apreensão da realidade, alegria, esperança e a convicção de que a mudança é possível”.

Ruy Leite Berger Filho - Secretário de Educação Média e Tecnológica do Ministério da Educação, diz que: as mudanças profundas pelas quais vem passando o mundo nesta segunda metade do século, produziram transformações na prática social e no trabalho. A educação, que por muito tempo as desconheceu, não pôde mais ficar alheia a elas. Por isso verificamos em todo o planeta uma grande inquietação nos meios ligados ao setor educacional, provocando reformas que buscam sua adequação às novas exigências.

São muitas as pesquisas que tratam da Educação Profissional no Brasil. Os estudos mais recentes adotam abordagens teóricas diferentes. A grande maioria privilegia a ótica institucional, enfocando o sistema escolar brasileiro e as políticas públicas. Contudo, tem crescido o interesse pela abordagem que investiga as relações entre trabalho e educação.

A educação dita secundária ou secundária superior, a que corresponde o ensino médio no Brasil, é a grande questão com que se debatem atualmente os sistemas educacionais. Como conciliar os objetivos de preparação para o prosseguimento de estudos, de preparação para o trabalho e de desenvolvimento pessoal nos cânones contemporâneos? Que vínculos estão sendo estabelecidos entre a educação geral e a educação profissional? Os grandes desafios que esses sistemas enfrentam assumem na realidade brasileira características específicas de um país que está passando por grandes transformações. Os sistemas educacionais estão obsoletos quer na sua concepção, quer nas possibilidades de trajetos que oferecem ou ainda no estágio tecnológico em que se encontram, embora que haja exceções. A estrutura educacional e o modelo de oferta têm que ser construídos de forma bastante flexível para atender a diferentes situações no tempo e no espaço, considerando tanto as rápidas mudanças tecnológicas e as necessidades da vida cidadã como as tendências regionais e do mercado internacional.

Segundo Dereymez (1995), o trabalho constitui uma das bases fundadoras da economia de qualquer sociedade, uma força social de produção de bens e serviços e uma fonte de renda e sobrevivência de grandes segmentos das populações humanas. Além de ser uma fonte de in-come, constitui também um instrumento de inserção social.

O trabalho é base para a estruturação de categorias socioprofissionais, faz nascer práticas coletivas, ordena os ritmos e a qualidade de vida, enfim, determinam as relações entre os diferentes grupos, classes e setores da sociedade, mediante os quais se definem parâmetros de identidade social e cultural.

O Decreto nº. 2.208/97 regulamentou o § 2º do Art. 36, da LDB, que trata da educação profissional de nível médio. Em seu Art. 5º dispõe que “a educação profissional de nível técnico terá organização curricular própria e independente do Ensino Médio, podendo ser oferecida de forma concomitante ou seqüencial a este”.



3. Introdução

3.1. Identificação

O Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio – situa-se à Rua Erasto Gaertner nº 64, na zona urbana central do município de Apucarana, Estado do Paraná.



3.2. Histórico

Em fevereiro de 1943, foi inaugurada em Apucarana a primeira escola, denominada “Grupo Escolar de Apucarana”, atendendo aos educandos de 1ª a 4ª séries, sob a direção da professora Maria de Lourdes Cherubin Consentino.

No dia 12 de março de 1949, às 09h30m, instalou-se o “Curso Normal Regional de Apucarana”, conforme Decretos nº 6.165 de 12 de fevereiro de 1949, o que foi, na época, um marco para a Educação do Paraná e de nossa cidade.

No mesmo ano, com a presença de autoridades da época, sob o governo estadual de Moisés Lupion e a gestão do primeiro Prefeito de Apucarana, Carlos Massaretto, foi oficialmente inaugurado, em sede própria, o “Grupo Escolar de Apucarana”, situado à Rua Erasto Gaertner, nº 64.

O “Grupo Escolar de Apucarana” passou-se a chamar, em 1956, “Grupo Escolar Alberto Santos Dumont”.

Através do Decreto nº 2.429/76, o “Grupo Escolar Alberto Santos Dumont” e o “Grupo Escolar Alberto Santos Dumont – Noturno” reuniram-se em um único estabelecimento, sob a denominação de “Escola Alberto Santos Dumont” – Ensino Regular e Supletivo de 1º Grau.

Pela Resolução nº 2.881/81, de 02 de dezembro de 1981, publicada no “Diário Oficial” de 04 de janeiro de 1982, foram reconhecidos os atos do Decreto 2.429/76.

Em 1983, a Resolução nº 65/83, publicada no Diário Oficial de 06 de abril de 1983, cria o “Complexo Escolar Estadual Pestalozzi – Ensino de 1º Grau Regular e Supletivo”, composto pelas seguintes escolas: Alberto Santos Dumont, Pestalozzi, Papa João XXIII e Ébano Pereira.

Em 27 de julho de 1983, realizou-se uma reunião no Salão Nobre da Escola “Alberto Santos Dumont”, sob a presidência da Inspetora Auxiliar de Ensino, professora Ilda Felizardo Soni, e presentes as Diretoras da Escola “Alberto Santos Dumont”, professora Marlene Maria Biachi Capelari, e da Escola “Pestalozzi”, professora Marly Riva Cardoso, e ainda professores de ambos os estabelecimentos, para analisaram a possibilidade de unificação das duas Escolas.

A Resolução nº 2.932/83, publicada no Diário Oficial de 29 de agosto de 1983, determinou que as duas Escolas passassem a constituir um único estabelecimento de ensino, com uma única Direção e sob a denominação de “Escola Estadual Alberto Santos Dumont” - Ensino de 1º Grau Regular e Supletivo.

Em 19 de julho de 1990, devido à municipalização do ensino de 1ª a 4ª séries, a Resolução nº 1.706/90 determinou que este segmento da Escola, em funcionamento no período vespertino, recebesse a denominação de Escola Municipal “Durval Pinto”.

Em 1999, foi implantado na instituição o Ensino Médio, passando então a Escola a denominar-se “Colégio Estadual Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio.





Figura 2. Fachada do Grupo Escolar “Alberto Santos Dumont” cerca de1950.

Atualmente, o Colégio compreende 1179 (hum mil, cento e setenta e nove) alunos, dos quais 757 (setecentos e cinqüenta e sete) estão matriculados no Ensino Fundamental, sendo 422 (quatrocentos e vinte e dois) no período matutino, 197 (cento e noventa e sete) no período vespertino e 247 (duzentos e quarenta e sete) no período noturno; no Ensino Médio, encontram-se matriculados 383 (trezentos e oitenta e três) alunos, sendo 199 (cento e noventa e nove) no período matutino e 184 (cento e oitenta e quatro) no período noturno. Adicionalmente, o Colégio abriga em suas instalações o Centro de Estudos de Línguas Estrangeiras Modernas (CELEM), que conta com Secretaria própria e oferece o curso de Espanhol, em regime semestral, com 200 (duzentos) alunos matriculados.



3.3. Organização do Espaço Físico

O Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio é um dos maiores estabelecimentos de ensino público do município, tanto em termos de território quanto de área construída, possuindo 21 (vinte e uma) salas de aula com 48m² (quarenta e oito metros quadrados) em média. No decorrer do ano de 2005, o Colégio sofreu reformas de suas instalações, aprimorando significativamente sua estrutura física.

O Colégio conta com 01 (um) salão nobre, secretaria, salas de direção, laboratórios de ciências biológicas e de informática, biblioteca, vídeo, refeitório, cantina, pátios calçados, áreas cobertas, instalações sanitárias completas, ginásio de esportes, quadra de vôlei e de basquete.

3.4. Cursos e Modalidades Oferecidas

O Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio funciona com turmas organizadas por séries anuais, nos períodos matutino, vespertino e noturno e conta, no ano de 2007, com as seguintes turmas:



3.4.1. Ensino Fundamental (5ª a 8ª séries)

3.4.1.1. Período Matutino: 12 (doze) turmas

3.4.1.2. Período Vespertino: 06 (seis) turmas

3.4.1.3. Período Noturno: 05 (seis) turmas



3.4.2. Ensino Médio

3.4.2.1. Período Matutino: 07 (cinco) turmas

3.4.2.2. Período Noturno: 06 (cinco) turmas

3.4.3. Ensino Profissionalizante

3.4.3.1. Período Noturno:


  • Técnico em Química (subseqüente) – 02 turmas com início em 2009.

  • Técnico em Controle Ambiental (integrado) – 01 turma com início em 2010.

  • Técnico em Farmácia (integrado) – 01 turma com início em 2011.

3.5. Recursos Humanos

O Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio conta com recursos humanos para os setores: administrativo, pedagógico e funcional, corpos docente e discente, alocados da seguinte forma:



3.5.1. Setor Administrativo

3.5.1.1. Direção

Professora Mara Regina Titericz

3.5.1.2. Auxiliar de Direção

Professora Luci Helena Gasparotto Moser

3.5.1.3. Secretaria

Solange Aparecida Peres

3.5.1.4. Apoio Ténico-Administrativo

Andreia Ross Biazeto de Souza

Benilde Colombo – Responsável pela Biblioteca

Cleonice de Lurdes Balan dos Santos

Juliano Delgado – Agente de execução do Laboratório

Maria de Lourdes Vidal

Neusa Maria Pedro

Silvia Renata Sakalauskas

Wilson Aparecido Ghizellini

Yayeko Tashima Endo

3.5.2. Setor Pedagógico

O Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio possui uma equipe técnico-pedagógica, composta por pedagogos ou profissionais de ensino com pós-graduação em pedagogia. Relaciona-se abaixo a equipe técnico-pedagógica por período de atuação.



3.5.2.1. Período Matutino

Maria Conceição Cardoso

Maria de Lourdes Pereira Pavezi

Marines Guerra da Silva

Magda Marilia Tricai Cavalini

3.5.2.2. Período Vespertino

Alteni Lauer Fegury

Magda Marilia Tricai Cavalini

Maria de Lourdes Pereira Pavezi

Marines Guerra da Silva

3.5.2.3. Período Noturno

Neide Dias Rastelli

Elisa Aparecida Valim

3.5.3. Setor Funcional

A instituição conta com um quadro funcional composto de 14 (quatorze) servidores, abaixo relacionados.



3.5.3.1. Auxiliar de Serviços Gerais

Conceição Aparecida de Souza

Eli Dias de Oliveira

Joanice dos Reis Bevilacqua

Maria Aparecida Batista da Silva

Maria Madalena Carvalho Laverde

Neusa Almeida da Silva

Vanilda Pontes de Almeida

Vilma Ferreira de Oliveira

Zenilda Costa de Oliveira

Sueli Tristão Franco

Regina Célia Tomal

3.5.4. Corpo Docente

Todo o corpo docente é habilitado para a função que exerce, a maior parte tendo formação em nível de pós-graduação, com vínculo efetivo e trabalhando na instituição há vários anos. Todos participam das reciclagens e dos cursos de atualização propostos pela Secretaria Estadual de Educação.



3.5.4.1. Arte

Leila de Lourdes Sanches

Patrícia Helena Hegeto Canezin

3.5.4.2. Artes

Dioneri Pedro Domingos de Souza

Francieli Cristina Leuche

Leila de Lourdes Sanches

Mara Laís Nascimento

Patrícia Helena Hegeto Canezin

3.5.4.3. Biologia

Daniele Fernanda Costa

Glaci Cecília Machado

Luciana Aparecida Pereira Silva

Neusa Marli Ramos

Silvia Regina Belezi Monteiro

Susimeire Roberta Santos

3.5.4.4. Ciências

Alice Hiroko Fujita

Charles Alberto Crepe

Claudete Hanna Bou Chemone

Evilma Lúcia da Cunha Glovascki

Guiomar Hegeto Canezin

Ivonilde dos Santos Reislce Mara Cordeiro

Santa Vantini



3.5.4.5. Educação Física

Aparecida Mercadante (Projeto Unilever)

Cláudia Medeiros

Denise Cristina Mazia Facio Pires

Jair Darienso

Simone Ribeiro da Silva (Projeto Unilever)



3.5.4.6. Ensino Religioso

Édimo Martinez Fernandes



3.5.4.7. Espanhol e Francês (CELEM)

Andréia Cristina Carmona

Amábile Piacentine Diogui

Leonilda Carmona Fonteque

Nílvia Inês de Godoy Gonçalves



3.5.4.8. Filosofia

Camila Zukovski

Sérgio Aparecido Flausino

Onésimo de Oliveira Moraes

3.5.4.9. Física

Edson Plath



3.5.4.10. Geografia

Ana Rosa Mangolin

Cristiane Aparecida Jonas Francisconi

Eliete Aparecida Champan

Marilda de Fátima Costa

Neuza Aparecida



3.5.4.11. História

Ana Rosa Mangolin

Irene Martins

Lúcia Rodrigues Nogueira

Marilúcia Marones

Onésimo Oliveira Moraes

Roseli Sanches Espejo

Sibélia Lino dos Santos



3.5.4.12. Inglês

Adriana de Fátima Darienzo

Celeste Rosa de Oliveira

Denize Pereira Soares Muller

Fabiana Patrícia Pires Neri

Iolanda Cirino de Jesus Sanches

Léa Plaza Pomim

Marisa Elaine Gonçalves

Nilza Brischiliari Rezende



3.5.4.13. Língua Portuguesa

Adélia Severino da Silva

Andréia Zingara Miranda

Andréia Cristina Roder Carmona

Ilsa Maria Gomes

Iolanda Cirino de Jesus Sanches

Lauzinha Rosa de Jesus Andolfato

Marta Biasi Mezaro

Meire Andreotte

Neide Aparecida Pereira

Rosa Maria Sobreiro

Orzolina Siqueira

Vânia Suzi Bagnoli Cilião

3.5.4.14. Matemática

Alice Hiroko Fugita

Claudete Hanna Bou Chemone

Conceição Geni Nicoli

José Ney Titericz

José Pecorari

Marinete Ribeiro

Rita de Cássia Ribeiro

3.5.4.15. Química

Angélica Cristina da Silva

João Pezotti Sobrinho

Mara Lúcia Mazaro

Vilma Cavalaro Janólio



3.5.4.16. Sala de Recursos

Fabiana Patrícia Neri

Iolanda Cirino de Jesus

Rosangela Barreto de Macedo Beje

Sonia Marilea Canezim Pereira



3.5.4.17. Sociologia

Claudia Suzi da Conceição

Onésimo de Oliveira Moraes

3.5.5. Corpo Discente

O Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio é procurado por alunos de várias classes sociais, oriundos de diferentes pontos do município, especialmente as seguintes localidades: Barra Funda, Distrito de São Domingos, Jardim Trabalhista, Km 10, Núcleo da Fraternidade, Núcleo Dom Romeu Alberti, Patrimônio do Barreiro, Vale Verde, Vila Apucaraninha, Vila Capanema, Vila Regina e Vila São Carlos. A demanda descentralizada pela instituição dá-se pela sua localização central e pela grande oferta de vagas de ensino fundamental e médio. Há ainda alunos de outros pontos extremos do município que, ao término da 4ª série do ensino fundamental em outras escolas municipais, procuram esta instituição, a fim de prosseguirem seus estudos em ambiente de maiores recursos pedagógicos e didáticos.



4. Objetivos Gerais

O Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio tem seus objetivos gerais fundamentados na visão de que o conhecimento é o resultado de um processo humano histórico e social, de caráter teórico-prático, e visa explicitar as necessidades históricas que conduzem o homem na busca da compreensão e apropriação das leis que produzem, movimentam e regem os fenômenos naturais e sociais. Entende-se, assim, o aluno como um ser sócio-histórico, síntese de múltiplas determinações sociais.

A construção coletiva do Projeto Político-Pedagógico tem por objetivo:


  1. Cumprir a legislação no que dispõe a Lei 9394/96 em seu artigo 12, I; Artigo 13, I e Artigo 14, I.

  2. Exercer o direito de decidir, observadas as diretrizes nacionais e da SEED, o projeto de educação que se considera viável para a comunidade escolar.

  3. Garantir a participação de todos os segmentos da comunidade escolar na gestão democrática.

  4. Organizar o trabalho pedagógico, de forma propiciar ao educando conhecimentos e princípios que contribuam para a formação da sua identidade e cidadania, em uma perspectiva transformadora.

  5. Superar o caráter fragmentário das práticas educativas.

  6. Definir prioridades a serem trabalhadas no Plano de Ação.

Todo projeto político-pedagógico tem como objetivo organizar a instituição escolar, buscando a formação dos educandos dentro de posicionamentos políticos e pedagógicos de quem o construiu. A visão de homem, sociedade, educação, conhecimento, ensino/aprendizagem e avaliação o direcionam para uma concepção crítica ou não crítica de educação.

5. Marco Situacional

5.1. Visão Geral

A sociedade moderna fomenta múltiplos processos de desumanização, que geram degradação, opressão e alienação da pessoa humana. O trabalho, atividade essencial para a produção e reprodução no sistema econômico capitalista, torna-se o lugar e a causa da instituição de uma existência degradada, humilhante produtor de condições deterioradas de vida. A inserção num grupo social, fundamental para o homem, pode se caracterizar em um processo de opressão, na prevalência de relações de poder e de dominação entre as pessoas, seja no âmbito dos pequenos ou dos grandes grupos sociais.

A adoção do ideário neoliberal como vestimenta contemporânea do capitalismo tenta radicalizar os mecanismos de obtenção do máximo lucro inerentes a este sistema econômico. Seus processos e conseqüências (individualismo exacerbado, atomização e anomia social, enfraquecimento do Estado nacional, burocratização das relações sociais, questionamento e relativização das Luzes) criam vácuos econômicos, políticos e sociais, gerando necessidades insatisfeitas e tensões não resolvidas.

Este cenário apresenta, inevitavelmente, conseqüências sociais, como o desemprego, o salário defasado, encarecimento dos itens básicos e dos bens e serviços sociais essenciais, o aprofundamento da barbárie social e familiar. A escola, como elemento integrante desta sociedade, recebe os reflexos desta situação, o que resulta em degeneração das relações na escola.

Na articulação entre desagregação social e desmonte do Estado, os sistemas educacionais enfrentam uma profunda crise e enfrentam a emergência de um falso conceito de cidadania, que leva os atores sociais presentes na escola a encararem a instituição somente pelo que podem extrair dela de vantagens individuais. Isso tira o foco do real papel da escola, desorienta e desmotiva os atores, ao mesmo tempo em que cria ansiedades sobre o cumprimento de seus respectivos papéis.

Em nossa instituição, a desigualdade social brasileira tem seu reflexo. Essa situação faz com que a vivência de problemas relacionados à permanência dos alunos na escola seja uma constante, principalmente no período noturno.

Os maiores determinantes dos problemas relativos ao ensino no período noturno são:

a) Falta de motivação para o estudo, devido ao esgotamento produzido pela jornada de trabalho;

b) Dificuldades cognitivas para a apreensão dos conteúdos;

c) Carência de transporte entre a escola e o domicílio;

c) Calendário letivo até o mês de dezembro, que coincide com o período de vendas noturnas, compulsório para os alunos comerciários;

d) Obrigatoriedade ou necessidade de cumprimento de horas-extras, com periodicidade regular ou irregular (campanhas políticas, eventos esportivos, Natal e Ano Novo), pelos alunos empregados nas manufaturas de bonés (que representa uma grande oferta de postos de trabalho no município);

e) Priorização do trabalho para a garantia de subsistência;

f) Falta de uma maior adequação da escola para atender às necessidades do aluno trabalhador. Causa grande preocupação a evasão escolar. Os aspectos acima abordados para o ensino fundamental noturno podem ser aqui aplicados, ao que se acrescentam os seguintes determinantes:

g) Necessidade de ingresso no mercado de trabalho, o que ocorre com alunos adolescentes de famílias de baixa renda;

h) Ineficiência da sociedade e do setor público de educação em conscientizar o aluno e a família em relação a importância da educação formal e para a cidadania;

i) Ausência de recursos didáticos e práticas pedagógicas mais estimulantes que proporcionem um ambiente escolar mais motivador.

Os dados consolidados relativos ao aproveitamento dos alunos têm demonstrado que uma parcela significativa dos alunos tem obtido resultados insuficientes nas avaliações. Esse cenário levanta alguns pontos a serem repensados, ressaltando que o planejamento de reuniões constantes (pelo menos bimestrais) é primordial para analisar estas situações e outras, visando a melhoria contínua da qualidade no ensino.



5.2. Análise das Contradições e Conflitos da Prática Docente

A análise dos problemas encontrados deve estar pautada na cobertura das seguintes questões:

a) A forma avaliativa está adequada ou está excludente? Ela está sendo avaliada em termos de sua adequação, visando demonstrar aspectos do processo de ensino-aprendizado que precisam ser reforçados, nos quais o professor irá nortear seu trabalho em sala de aula? Ou, simplesmente, tem uma função punitiva e autoritária?

b) Qual a intensidade da rotatividade dos professores no decorrer do ano letivo? A substituição, muitas vezes lenta, dos vários professores que entraram em licença (médica ou prêmio), prejudicou a temporalidade do processo ensino-aprendizado em nossa escola?

c) Nossa escola tem necessidade de um corpo permanente de professores substitutos, para trabalho de temas sociais contemporâneos com os alunos, em situações de falta ou licença (até a substituição definitiva)?

d) A mudança constante de horário para a adequação de professores substitutos é prejudicial ao processo ensino-aprendizado?

e) A retirada excessiva dos alunos da sala de aula pelos professores, muitas vezes por motivos de fácil resolução, é uma prática didático-pedagógica recomendável?

f) As ações para propiciar o processo de inclusão de alunos com necessidades especiais, em nossa escola, são adequadas em função da demanda?

g) A organização da hora-atividade está sendo viabilizada a contento?

Estes tópicos, entre outros, são o ponto de partida para o reconhecimento da necessidade de melhorias na educação de forma geral, na qual a prática seja intencional, fecundada na real construção e formação dos nossos alunos em cidadãos conscientes e dotados de conhecimentos para as práticas diárias de suas vidas.



6. Marco Conceitual

6.1. Visão Geral

A Filosofia do Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio baseia-se na busca de uma educação consciente, direcionada para a formação do cidadão com direito de expressão livre e responsável, ético, crítico e criativo, cooperativo e otimista, sujeito de sua própria evolução, que integre, transfigurando, uma sociedade mais justa e mais humana.

Construir a cidadania, atualmente, é: (a) tornar viável a existência dos homens, na realidade histórica e social em que estes estejam inseridos, (b) garantir a todos os indivíduos humanos, sem qualquer discriminação, as condições para o exercício pleno de todas os aspectos da vida, (c) prover o benefício universal dos produtos do trabalho humano, dos bens sociais e dos bens culturais de uma sociedade. Assim, para acontecer a plena cidadania, é necessário que todos compartilhem da consecução deste três processos.

Baseando-se nestes conceitos, a construção do Projeto Político-Pedagógico, de forma coletiva e democrática, deve buscar valorizar todos os atores vinculados à instituição, para, assim, construir uma educação de caráter transformador, que compreenda as contradições, limites e também as possibilidades existentes, dentro de uma prática reflexiva.

Esta participação coletiva amplia o debate sobre as práticas sociais e culturais, desmascarando as diversas formas da manifestação das relações autoritárias estabelecidas na prática escolar vigente, e amplia a contribuição coletiva para a construção de novas formas de organização escolar.

6.2. Elementos do Ato Conceitual

6.2.1. Princípios de Gestão

Uma concepção voltada para a inclusão, a fim de atender a diversidade de alunos, sejam quais forem suas procedências sociais, necessidades e expectativas educacionais. A escola projeta-se, assim, em uma utopia, inevitavelmente cheia de incertezas, ao comprometer-se com os desafios do tratamento das desigualdades educacionais e do êxito e fracasso escolar.



A partir das leituras e discussões, a comunidade escolar defende como valores e princípios da gestão democrática:

  1. O aluno é o sujeito do processo, razão de ser da escola.

  2. O Projeto Político-Pedagógico define as políticas de educação da escola.

  3. O eixo do poder está situado no Conselho Escolar.

  4. Abertura de espaços para a implementação de experiências inovadoras, para o espírito científico criador e para a livre expressão da pluralidade.

  5. A coerência entre o discurso e a prática.

  6. A cultura do querer fazer em lugar do dever fazer.

  7. O cultivo do clima organizacional positivo que leva as pessoas ao desafio da construção coletiva e à valorização profissional e afetiva, que gera o prazer de freqüentar o ambiente de trabalho.

  8. O compromisso com a democracia, com a defesa dos direitos humanos, com a não-discriminação e com a preservação do meio ambiente.

A partir destes princípios, alguns elementos são essenciais à prática da gestão democrática:

  1. Autonomia: luta para resgatar o papel e o lugar da escola como eixo do processo educativo autônomo, não sendo a escola uma mera reprodutora de ordens e decisões elaboradas fora do seu contexto.

  2. Participação: a participação é condição para a gestão democrática, uma não é possível sem a outra. Participar é todos contribuírem com igualdade de oportunidades de algo que pertence a todos: a escola pública. Requer a repartição coletiva do sucesso, não apenas da responsabilidade. A participação não diz respeito somente à comunidade interna, mas à comunidade externa a quem a escola serve.

  3. Clima organizacional: determina a vontade dos membros de participar ou alienar-se do processo educativo. É importante que as pessoas gostem do que fazem e sintam prazer em estar ali.

Para isso é fundamental que:

    1. A finalidade e os objetivos estejam claramente definidos e sejam conhecidos de todos os participantes.

    2. As responsabilidades e ações de cada um estejam claramente atribuídas pelo coletivo.

    3. A direção seja concebida como a coordenação das “alteridades”, das diferenças entre os iguais.

    4. As pessoas sejam situadas como sujeitos, porque somente sujeitos são cidadãos, capazes de se comprometer e participar com autonomia.

    5. Os conflitos não sejam negados, mas mediados dialeticamente, pois são inerentes à condição humana emancipada e resultam da pluralidade dos saberes e visões de mundo, que constituem a riqueza da instituição.

    6. A informação flua límpida e transparente, pois é a matéria-prima da gestão.

    7. O respeito profissional seja cultivado acima das divergências.

Uma concepção voltada para a inclusão, a fim de atender a diversidade de alunos, sejam quais forem suas procedências sociais, necessidades e expectativas educacionais. A escola projeta-se, assim, em uma utopia, inevitavelmente cheia de incertezas, ao comprometer-se com os desafios do tratamento das desigualdades educacionais e do êxito e fracasso escolar.

O processo ensino-aprendizado, coletivo e integrador, quando elaborado, executado e avaliado, requer o desenvolvimento de um clima de confiança que favoreça o diálogo, a cooperação, a negociação e o direito das pessoas de intervirem na tomada de decisões que afetam a vida da instituição educativa e de comprometerem-se com a ação. O processo ensino-aprendizado não é apenas perpassado por sentimentos, emoções e valores. Um processo de construção coletiva fundada no princípio da gestão democrática reúne diferentes vozes, dando margem para a construção da hegemonia da vontade comum. A gestão democrática nada tem a ver com a proposta burocrática, fragmentada e excludente; ao contrário, a construção coletiva do processo ensino-aprendizado inovador procura ultrapassar as práticas sociais alicerçadas na exclusão, na discriminação, que inviabilizam a construção histórico-social dos sujeitos.

Há a necessidade da consciência em relação ao vínculo muito estreito entre autonomia e processo ensino-aprendizado. A autonomia possui o sentido sócio-político e está voltada para o delineamento da identidade institucional. A identidade representa a substância de uma nova organização do trabalho pedagógico. A autonomia anula a dependência e assegura a definição de critérios para a vida escolar e acadêmica. Autonomia e gestão democrática fazem parte da especificidade do processo pedagógico.

A legitimidade de um processo ensino-aprendizado está estreitamente ligada ao grau e ao tipo de participação de todos os envolvidos com o mesmo, o que requer continuidade de ações.

O processo educativo deve se configurar com unicidade e coerência ao deixar claro que a preocupação com o trabalho pedagógico enfatiza não só a especificidade metodológica e técnica, mas volta-se também para as questões mais amplas, ou seja, a das relações da instituição educativa com o contexto social.

6.2.2. Concepções

O CONHECIMENTO como construção histórica é matéria – prima ( objeto de estudo) do professor e do aluno, que indagando sobre o mesmo irá produzir novos conhecimentos, dando – lhes condições de entender o viver, propondo, modificações para a sociedade em que vive , permitindo ao cidadão – produtor chegar ao domínio intelectual do técnico e das formas de organização social sendo, portanto, capaz de criar soluções originais para problemas novos que exigem criatividade, a partir do domínio do conhecimento” ( Kuenzer, p.1985, p33 e 35)

O TRABALHO é uma atividade que está na base de todas as relações humanas condicionando e determinando a vida. É (...uma atividade humana intencional que envolve forma de organização , objetivando a produção dos bens necessários à vida” (Andery, 1998,p, 13).

Nesta perspectiva entender o trabalho como ação intencional , o homem em suas relações sociais, dentro da sociedade capitalista produz bens. Porém, é preciso compreender que o trabalho não acontece de forma tranqüila, estando sobrecarregado pelas relações de poder.

Quando produz bens, estes são classificados em materiais ou não materiais. Os bens materiais são produzidos para posterior consumo, gerando o comércio. Já nos bens não materiais produção e consumo acontece simultaneamente.

No trabalho educativo o fazer e o pensar entrelaçam-se dialeticamente e nesta dimensão que esta posta a formação do homem.

Ao considerarmos o trabalho uma práxis humana, é importante o entendimento de que o processo educativo é um trabalho não material, uma atividade intencional que envolve , formas de organização necessária para formação do ser humano.

A CIÊNCIA nasce da necessidade de explicar os fatos observados de forma sistematizada utilizando métodos.

Para Andery (1980) “ A ciência é uma das formas do conhecimento produzido pelo homem no decorrer de sua história. Portanto, a ciência também é determinada pelas necessidades materiais do homem em cada momento histórico, ao mesmo tempo em que nela interfere.”

Dependendo de como se concebe o mundo, o homem e o conhecimento será a concepção da ciência.

No decorrer da história, a ciência está sempre presente para reproduzir ou transformar.

Na sociedade capitalista, o conhecimento científico é produzido de forma desigual, estando a serviço de interesses políticos, econômicos e sociais do processo histórico, não atingindo a totalidade da população.

A escola tem a função de garantir o acesso de todos aos saberes científicos produzidos pela humanidade. Nereide Saviani afirma que a ciência merece lugar destacado no ensino como meio de cognição e enquanto objeto de conhecimento, ou seja, ao mesmo tempo em que eleva o nível de pensamento dos estudantes, permite-lhes o conhecimento da realidade, o que é indispensável para que não apenas conheçam e saibam interpretar o mundo em que vivem, mas com isto saibam nele atuar r transformá-lo.

O HOMEM – ou ser humano, para não usarmos uma linguagem sexista – “é um ser inacabado, que se constitui ao longo de sua existência social,” (Pinto, 1994) sendo, portanto “um sujeito histórico, que se diferencia dos outros animais pelo trabalho.” (Saviani, 1992, p. 19). É capaz de assimilar conhecimento e reproduzi-lo, bem como produzir conhecimento. É capaz de transformar a sociedade em que está inserido. Esta visão se aplica ao entendimento de educando.

A ESCOLA para Saviani “é uma instituição que tem o papel de socializar o saber sistematizado”. É ela que propicia a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso a tal saber. “O que torna necessária a sua existência é a exigência de apropriação deste conhecimento pelas novas gerações”. (Saviani,1992. p. 22-23). A cultura da escola moderna pode ser concebida como um projeto de organização da sociedade. Definir a identidade da escola como instituição requer indagar dela seu projeto, mas, requer como contraponto, interrogar também o meio social onde a instituição se coloca, ou seja, identificar o que esperam da escola seus diferentes atores e seus contemporâneos.

Revelar a estrutura formal da instituição não é suficiente para apreender as operações intelectuais e rituais das quais ela se vale para conferir significado ao mundo. Na vida escolar, observam-se os sentidos sociológicos das formas e do traçado de um dado ritual que confere lugares, posições e jogos de linguagens, tanto verbais quanto gestuais e corporais.

A CULTURA escolar enfrenta e incorpora simultaneamente outras culturas, expressas pelo impacto dos meios de comunicação de massa, pela família, além de, especialmente, pelo que se tem hoje caracterizado como cultura infanto-juvenil.

Cultura escolar é, portanto, uma dada distribuição do espaço e do tempo escolares: mas compõe-se também dos espaços e dos tempos de inscrição das transgressões. “Cultura escolar é a ordenação de comportamentos prescritos pelos adultos; mas é, sobretudo, a apropriação diferenciada que novas e sempre novas gerações farão com aquilo que se pretende fazer delas.

A cultura é resultado de toda a produção humana, segundo Saviani,” para sobreviver o homem necessita extrair na natureza, ativa é intencionalmente, os meios de sua subsistência. “Ao fazer isso, ele inicia o processo de transformação da natureza, criando um mundo humano (o mundo da cultura)” (1992, p,19)

Podemos considerar que, “de um ponto de vista antropológico, cultura é tudo o que elabora, e elaborou, o ser humano, desde a mais sublime música ou obra literária até as formas de destruir- se a si mesmo e as técnicas de tortura , a arte,, a ciência, a linguagem, os costumes, os hábitos de vida, os sistemas morais, as instituições sociais, as crenças, as religiões , as formas de trabalhar .” Sacristan, 2001,p, 205)

Todo conhecimento, na medida em que se constitui num sistema de significação, é cultural. Além disso, como sistema de significação, todo conhecimento está estritamente vinculado com relações de poder.. (Tomas Tadeu, 1999)

É necessário considerar, portanto, a importância do texto de Silova, “tornou-se lugar comum destacar a diversidade das formas culturais do mundo contemporâneo. É um fato paradoxical, entretanto, que essa suposta diversidade conviva com fenômenos igualmente surpreendentes de homogeneização cultural.

Ao mesmo tempo em que se tornam visíveis manifestações e expressões culturais de grupos dominados, observa-se o predomínio de formas culturais produzidas e vinculadas pelos meios de comunicação de massa, nas quais aparecem de forma destacada as produções culturais em sua dimensão material e não – material.

Toda a organização curricular, por sua natureza e especificidade precisa completar várias dimensões da ação humana, entre elas a concepção de cultura. Na escola, em sua prática há a necessidade da consciência de tais diversidades culturais, especialmente de sua função de trabalhar as culturas populares de forma a levá-los à produção de uma cultura erudita, como afirma Saviani “ a mediação da escola, instituição especializada para operar a passagem do saber espontâneo ao saber sistematizado, da cultura popular à cultura erudita, assume um papel político fundamental, “(Saviani, apud, Frigotto, 1994 p, 189).

Respeitando a diversidade cultural e valorizando a cultura popular e erudita cabe a escola aproveitar essa diversidade, existente, para fazer dela um espaço motivador, aberto e democrático.

A concepção de CURRÍCULO observa, para além da norma, os procedimentos efetivamente usados na rotina de sala de aula. As práticas didáticas que prescrevem os modos autorizados por meio dos quais a escolarização deverá fazer uso do texto estarão, contudo, sempre para além daquela orientação normativa que pretende defini-la, descrevê-la e circunscrevê-la.

As teorias do currículo há tempos já referenciam a acepção de currículo – que, a princípio, correspondia à idéia de ordem e de disciplina – como o conjunto das ações e interações – manifestas ou implícitas – que acontecem na escola.

Os currículos, elaborados através de propostas curriculares e projetos, compreendem, portanto, um conjunto de conhecimentos, centrado nos eixos da interdisciplinaridade e da indissociabilidade dos eixos prático-conceitual e teórico-demonstrativo, ou seja, as disciplinas têm que estar integradas e o aspecto teórico não podem estar dissociado da prática.

Essa concepção pedagógica coloca o aluno no centro da dinâmica do processo de ensino e aprendizagem e submete a organização do trabalho escolar e a proposta curricular à formação e vivência sócio-cultural própria de cada idade ou ciclo de formação dos educandos.

O desenvolvimento dos conteúdos curriculares por meio dos projetos e a definição de diretrizes e requisitos essenciais devem garantir a unidade, quanto aos níveis adequados de output a serem desenvolvidos em todas as crianças.

A construção do saber anda a par com a reconstituição do campo do poder dentro das escolas. Neste espaço, os atores lutam pelo poder sobre a regulação dos instrumentos de diagnóstico e avaliação, pois há consciência de que a avaliação é indispensável para a mudança.

Uma concepção de AVALIAÇÃO – qualitativa formativa e includente – requer o questionamento de formas punitivas de resposta aos eventos insatisfatórios do processo ensino-aprendizagem (como a repetência) e um novo ordenamento dos tempos escolares.

Os maiores desafios para a incorporação, ao habitus institucional, de uma avaliação mais formativa e democrática deve-se ao aspecto decisório da avaliação, que é sócio-historicamente construído. Ou seja, avaliar sempre implicou fundamentar uma decisão sobre o prosseguimento do processo ensino-aprendizado e, de forma muito sensível, sobre a certificação. Para enfrentar este desafio, a ênfase avaliativa, centrada nos resultados da aprendizagem, é superada pela priorização do processo educativo formativo e igualitário.

O colégio utilizará a avaliação diagnóstica, formativa e somativa, realizada cooperativamente, visando determinar até que nível os objetivos curriculares previamente estabelecidos, foram ou deixaram de ser alcançados pelos alunos.

A sistemática da avaliação de desempenho do aluno e de seu rendimento escolar será contínua e cumulativa, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, de acordo com o currículo e objetivos propostos pelo estabelecimento de ensino e os resultados expressos em nota de 0,0 (zero vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero), organizado bimestralmente; onde a média necessária para aprovação deverá ser igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero) e freqüência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento).

Para os alunos de baixo rendimento escolar, será proporcionada a recuperação de estudos, de forma paralela, durante o processo ensino aprendizagem ao longo da série ou do período letivo, à medida que forem constatadas dificuldades ou falhas de aprendizagem.

Na aplicação de uma segunda ou terceira avaliação na unidade de estudos, a(s) nota(s) será (ao) considerada(s) como recuperação, prevalecendo sempre a maior.

Com relação ao registro da avaliação, prevalecerá o registro qualitativo que expresse o processo escolar do aluno da forma mais ampla possível, englobando aspectos cognitivos, afetivos, de socialização, entre outros, tendo a escola autonomia para criar o layout próprio dos seus registros. Os conceitos registrados devem incluir não apenas as disciplinas curriculares, como também de aspectos comuns a todas as disciplinas, tais como cumprimento de tarefas, participação nas aulas, freqüência, pontualidade, relacionamento com professores e colegas, além de um espaço para livres observações acerca do aluno.

Por fim, entende-se que democratizar a gestão das escolas implica gerar condições de autonomia para que as escolas possam administrar seu projeto educativo com responsabilidade. Exige-se a instalação de um processo de discussão da avaliação, não apenas da aprendizagem dos alunos, mas também do processo de trabalho na escola. Assim, a avaliação supera a orientação por princípios da racionalidade técnica, que acabam servindo à regulação e à manutenção do status quo sob diferentes formas. Este é o desafio a ser enfrentado: compreender a educação no interior das políticas públicas para buscar novas trilhas.

A Escola apresenta índices de aprovação de 48,4% (quarenta e oito virgula quatro por cento) e de reprovação de 19% (dezenove por cento), indicando que a escola necessita de um investimento intenso para a melhoria destes índices, que se apresentam insatisfatórios. Uma questão importante é a alta freqüência de aprovações por conselho de classe, dado que não há mais uma nota mínima para a inclusão de um aluno nessa modalidade de avaliação.

O tempo escolar é concebido, tradicionalmente, como um artifício ordenador de uma dada forma cultural a ser apreendida, aquela que se apropria de parte da infância e da juventude, e captura o imaginário coletivo de tal maneira que naturaliza a escola graduada, dividida por séries, por idades, com exames regulares, que avaliam sistematicamente graus de aprendizado.

A temporalidade escolar, pois, tem pressa e não olha para trás. O ritmo deve ser simultâneo: todos os alunos aprendendo, na mesma proporção, as mesmas matérias. Trata-se de cronometrar o tempo pela "hora-aula", e enquadrar o conhecimento na "grade curricular".

Entretanto, são ideológicas as medições exatas no campo da educação. O tempo escolar, portanto, deve ser concebido um tempo, simultaneamente, institucional e pessoal, cultural e individual. Institucionalmente prescrito e uniforme, torna-se plural e diverso sob uma perspectiva individual. Ou seja, não existe apenas um tempo, mas uma variedade de tempos: no mínimo, o do professor e o do aluno. Enquanto tempo cultural, o tempo escolar é uma construção social historicamente cambiante, um produto cultural que implica uma determinada vivência ou experiência temporal. É um tempo vivido não apenas pelos professores e pelos alunos, mas também pelas famílias e pela comunidade em seu conjunto, mediante sua inserção e relações com os demais ritmos e tempos sociais. De certo modo, procurando tornar o tempo um artifício sob seu controle, mediante elaboração de convenções e consensos, a escola cria cultura.



5.2.3. Instrumentos de Ação Colegiada

A ação de projetar, buscando transformar o real, procura assegurar a plena qualidade do processo de ensino-aprendizagem. O processo decisório da gestão escolar deve assegurar o conflito de idéias e de valores – que é a essência das relações democráticas – bem como a interlocução permanente nas instâncias de controle social legitimadas e reconhecidas dentro do setor de educação: Conselho de Escola, Associação de Pais e Mestres e Funcionários, Grêmios estudantis e todos os sujeitos da comunidade escolar, o que inclui as autoridades públicas.

A escola deve traçar seu próprio caminho educativo, através de uma proposta escolar autônoma, que ressalte a importância da participação dos profissionais da educação e da comunidade escolar nos conselhos escolares, para estimular a autonomia da escola, e para superar a gestão dos meios e produtos, apelando para iniciativas inovadoras, orientadas por valores mais humanos e que levem em conta vivências e sentimentos, condições de vida e de trabalho, a cultura e o processo de trabalho na escola.

A autonomia escolar deve ser assegurada pela destinação de recursos diretos, a serem geridos pelo conselho escolar. A autonomia financeira fortalece a identidade da escola e incentiva a participação da comunidade em seu apoio. A melhoria da qualidade do ensino também pode ser assegurada por este mecanismo de alocação dos recursos, que podem ter sua utilização otimizada, incluindo o investimento em insumos e inovações, como materiais didáticos e tecnológicos. Paralelamente, a dimensão relativa ao processo de arrecadação e aplicação de recursos para o funcionamento do setor de educação deve ser amplamente debatida, no âmbito das instâncias colegiadas, de modo que os conselhos municipais e os conselhos escolares tenham a competência para supervisionar o processo de administração dos recursos orçamentários e extra-orçamentários, estabelecendo-se, portanto, procedimentos de controle social sobre as ações do setor de educação, em nível local, regional e nacional.

A ação colegiada implica planejamento e avaliação contínuos e sua implementação depende dos limites e das potencialidades humanas e materiais historicamente determinados. Por considerar a comunidade escolar como construtora de política, nos espaços formais e informais, a ação colegiada libertária é local e universalista, em intenção e abrangência, pois a educação para a liberdade só se efetivará no processo de lutas sociais globais, que conquistem, para todos os indivíduos, condições de auto-emancipação intelectual, política e econômica.

Na prática da escola, tem-se buscado discutir, no coletivo, a Gestão Democrática, através das formas de participação consolidadas para o setor da educação. Assim, garante-se a eleição dos dirigentes escolares, a participação colegiada no Conselho da escola, e na construção coletiva do Roteiro de Atividades da Semana Pedagógica. No entanto, há a percepção de que tais iniciativas somente serão integralmente bem sucedidas se contarem com o apoio da comunidade escolar e das instâncias superiores da gestão da educação.

7. Marco Operacional

7.1. Visão Geral

A escola é uma instituição que demanda um projeto educacional que englobe o agir humano, articulando o projeto político coletivo da sociedade e os projetos pessoais dos sujeitos envolvidos no processo ensino-aprendizado.

Todo projeto implica uma intencionalidade de condições reais, objetivas e concretas. Todo educador constrói sua prática em valores sociais e em ideologia, o que o faz optar pelo reforço de valores alienantes ou transformadores em sua prática.

Assim, a especificidade do trabalho pedagógico exige uma institucionalização de meios que vincule educadores e educandos. Assim, a escola se empondera para enfrentar os sistemas de informação e comunicação de massa, pretensamente educativos – pois toda a relação pedagógica depende de um relacionamento humano direto.

Sabendo que, ao investir na construção da cidadania dos indivíduos, a educação escolar está articulando o projeto político da sociedade, que precisa ter seus membros como cidadãos e, assim, os projetos pessoais desses indivíduos encontram um espaço para existir humanamente.

Dessa forma, os instrumentos de que dispõem os educadores são, prioritariamente, aqueles fornecidos pelo conhecimento que, aliado à crítica, à competência e à criatividade, permite aos educadores exercer seu papel de atores políticos de modo integral.

Desta maneira, verifica-se que os projetos educativos vêm ao encontro da melhoria do ensino, mediante a utilização de recursos metodológicos diferenciados, que enriqueçam a prática docente e motivem o querer aprender dos alunos.

7.2. Decisões Operacionais

Apresentamos algumas ações que, implementadas, apresentam potencial de superação dos principais desafios situacionais da nossa escola, tais como: a evasão escolar, baixa motivação do binômio professor-aluno, os transtornos de comportamento e as ações docentes. Estas são ações de implementação a médio e longo prazo, pois dependem do engajamento político da comunidade escolar e da instituição de um processo continuado de discussão com professores, equipe pedagógica, pais e instâncias colegiadas para o aprimoramento das propostas. As propostas são elencadas a seguir:

a) Desenvolvimento de projetos que englobem maneiras diversificadas de ensinar e aprender, com a utilização de recursos com grande potencial didático, como a música, a poesia, dança, entre outros, que manipulando os objetivos e os conteúdos curriculares, nortearão as atividades educativas a serem desenvolvidas;

b) A equipe pedagógica possibilitará momentos de estudos para revisão da linha teórica das ações educativas, procurando, de forma inovadora, despertar no professor e no aluno a busca de sentido na construção do conhecimento. As ações propostas como formação continuada para os professores, equipe pedagógica, direção, funcionários e pais compreendem: cursos de capacitação, Semana Pedagógica, grupos de estudos, Livro Público e Projeto Folhas, reuniões pedagógicas, reuniões das instâncias colegiadas, palestras e informes de periodicidade regular (semanal, mensal) ou irregular;

c) Estímulo ao querer e ao buscar a melhoria e ao aprendizado constante, mediante o desenvolvimento de atividades atrativas e significativas;

d) Capacitação e motivação do professor, de modo a modificar e aprimorar continuadamente suas atividades educativas, buscando a formação pedagógica permanente;

e) Estímulo à organização interna da escola, com a definição das funções, papéis específicos e atribuições;

f) Promoção do relacionamento institucional entre os aspectos administrativos e pedagógicos, na vigência de dificuldades pedagógicas que demandem ações administrativas, de acordo com o diagnóstico realizado no marco situacional.

g) Atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais, para integrá-los no ensino regular, promovendo assim a inclusão; bem como os alunos da zona rural, criando condições para que freqüentem assiduamente as salas de apoio e recursos, uma vez que as mesmas funcionam em contra turno e esses alunos ficam impossibilitados de irem às suas casas para o almoço e retornarem ao colégio, necessitando portanto, realizarem suas refeições no colégio, além dos horários de transportes que não coincidem com suas necessidades.

h) Promover a consciência e difusão da Cultura Afro-brasileira na comunidade escolar, visto que a relevância do estudo de temas decorrentes da cultura e historia da cultura afro-brasileira e africana não se restringe à população negra, ao contrário, dizem respeito a todos os brasileiros uma vez que devem educar-se enquanto cidadãos atuantes no seio de uma sociedade multicultural e pluriétnica, capazes de construir uma nação democrática; baseando nas disposições contidas na Lei nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003.

i) Encaminhamento de alunos ao mercado de trabalho através de parcerias com empresas por intermédio do CIEE e outras entidades.

7.3. Instâncias Colegiadas

O Colégio Estadual “Alberto Santos Dumont” – Ensino Fundamental e Médio possui as seguintes instâncias colegiadas: Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e Voluntariado.



7.3.1. Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF)

Associação de Pais, Mestres e Funcionários, e similares, - pessoa jurídica de direito privado, é um órgão de representação dos pais e profissionais dos estabelecimento, não tendo caráter político partidário, religioso, racial e nem fins lucrativos, não sendo remunerados os seus Dirigentes e Conselheiros, sendo constituído por prazo indeterminado.

A Associação de Pais, Mestres e Funcionários é um órgão formado por membros de toda a comunidade escolar envolvidos no processo educacional, igualmente responsáveis pelo sucesso do desempenho da Escola Pública, que objetiva dar apoio à Direção das escolas, primando pelo entrosamento entre pais, alunos, professores, funcionários, e toda a comunidade, com atividades sócio-educativas, culturais e desportivas.

A sua formação e suas ações estão contidas em Estatuto próprio da APMF, registrado em cartório e à disposição a todos os interessados no estabelecimento de ensino.

7.3.1.1. Presidente: Ednise da Conceição Yancoski

7.3.1.2. Vice-Presidente: Arisângeli Fernandes Penharbel da Silva

7.3.1.3. 1ª Secretária: Sandra Regina Nantes dos Santos

7.3.1.4. 2ª Secretária: Vânia Suzi Ruiz Bagnoli

7.3.1.5. 1ª Tesoureira: Maria Aparecida Batista da Silva

7.3.1.6. 2ª Tesoureira: Vanilda Pontes de Almeida

7.3.1.7. Conselho Fiscal: Onésimo de Oliveira Moraes, Geraldo Domingues Dias, Darcy de Fátima Luiz da Silva

7.3.1.8. Suplentes: Maria Elizabeth Carvalho do Nascimento, Wellington dos Santos Carvalho, Elizabete Nunes Gomes, Maria Carneiro Lopes

7.3.1.9. Diretoria Social e Cultural: Laíde Lopes Suzuki

7.3.1.11. Diretora de Esportes:Denise Cristina Mazia Facio Pires



7.3.2. Conselho Escolar

O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza consultiva, deliberativa e fiscal, com o objetivo de estabelecer o PPP da escola e os mecanismos para sua execução, organização, funcionamento e relacionamento com a comunidade, nos limites da legislação em vigor, e em compatibilidade com as diretrizes da política educacional traçadas pela SEED. O Conselho Escolar também tem como finalidade promover a articulação entre os vários segmentos organizados da sociedade e a instituição escolar, de modo a garantir a eficiência e a qualidade do seu funcionamento.

É um órgão organizado para promover a democracia no interior da escola e no seu Estatuto estão bem evidenciadas a forma de eleições, as definições dos direitos e deveres dos conselheiros, as atribuições, as proibições, medidas disciplinares, forma e a periodicidade das reuniões, a forma de tomada de decisões, etc.

7.3.3. Grêmio Estudantil

O Grêmio Estudantil é uma entidade autônoma representativa dos interesses dos estudantes, com finalidades educacionais, culturais, científicas, desportivas, sociais e também política. Está em fase de organização seguindo as orientações contidas na publicação da SEED “Grêmio Estudantil na Rede Estadual de Ensino do Paraná”.

A Comissão PRÓ-GRÊMIO já elaborou o Estatuto, que será apresentado na Assembléia para esclarecimento a todos os estudantes o que é e qual a finalidade do Grêmio Estudantil e deverá ser registrado em Cartório no ano de 2007.

7.3.4. Voluntariado

A comunidade participa da vida na escola através do Projeto Amigos da Escola, do grupo de Teatro “Juntando Cacos” e da Fanfarra Escolar.



8. Avaliação Institucional

8.1. Fundamentos

A busca pela qualidade, elemento fundamental no processo de avaliação pressupõe que esta deve ter um caráter negociável, participativo, auto-reflexivo, contextual, plural, processual e transformador.

Para Luckesi:

“a avaliação da aprendizagem escolar adquire seu sentido na medida em que se articula a um projeto pedagógico e com seu conseqüente projeto de ensino, não possuindo uma finalidade em si. (2003, p.85)


Ela subsidia decisões a respeito da aprendizagem do educando, visando a garantia do resultado que estamos construindo, articulado e delineado num projeto coletivo.

A proposta de Avaliação Institucional (AI) implica na mobilização da escola em processos participativos. Esse processo deve ser alimentado por diferentes dados procedentes da realidade da escola, inclusive ações que acompanhem o desempenho dos alunos de forma contínua e sistemática, garantindo, assim, que as melhorias introduzidas nas escolas também tenham como destinatário final o aluno.

Neste sentido, é importante que se recupere o espírito de serviço público como base para o compromisso moral e ético da escola pública com a qualidade da assistência ao público de forma equânime. Assim, pode-se obter o comprometimento da comunidade escolar em um processo de AI, à luz do seu projeto pedagógico, como uma forma de estabelecer um pacto pela melhoria da qualidade, tendo como contrapartida a assunção de responsabilidades pela comunidade interna da escola, com reflexos positivos na sua organização.

Um aspecto essencial na produção de qualidade é a definição, seleção e produção de indicadores, compreendidos como significados compartilhados, ou seja, sinalizações, linhas que indicam um percurso possível de realização de objetivos que os diferentes atores sociais se empenham em buscar, contribuindo, para isso, cada um de acordo com o próprio nível de responsabilidade.

Criticados pelo ideário neoliberal como instrumentos de corporativismo e lentidão dos processos de trabalho no setor público, os indicadores são importantes, muito mais pelo significado de compartilhamento entre os atores da escola, do que pelo valor numérico ou de análise que possam gerar.

O AI, articulada à avaliação dos alunos, deve criar as condições necessárias para mobilizar a comunidade local das escolas na construção da sua qualidade e na melhoria de sua organização. É essa comunidade local que tem melhores condições para se erguer como um coletivo que faça com que as forças vivas do serviço público pense sobre si, sobre a ética de suas condutas, sobre a responsabilidade na denúncia da falta de condições de trabalho e sobre a responsabilidade do bom uso das condições de trabalho quando elas são atendidas.

Uma negociação ampla e responsável com os atores da escola – acerca do seu projeto pedagógico e das suas demandas, incluindo um sistema público de monitoramento de qualidade, construído coletivamente – pode ser a maneira de fazer alguma diferença. As justificativas para o AI são as seguintes: em primeiro lugar, a população atendida tem direito à melhor qualidade possível oferecida pelo serviço público; segundo, porque o exercício de novas formas de participação na instituição se constitui em um importante meio para desenvolver a contra-regulação, quando o serviço público sofre a ação predatória das políticas públicas neoliberais e conservadoras.

Sendo assim, visando a participação permanente de toda a comunidade escolar na vida da instituição, a AI será implementada de forma constante, analisando, criticando e atualizando o conteúdo do PPP, produzindo indicadores, compilando relatos e promovendo, assim, o verdadeiro diagnóstico em educação, através da definição do marco situacional. Este processo será balizado pela incorporação das reflexões contidas no marco conceitual, e as metas previstas no marco operacional.



8.2. Avaliação Institucional Externa

8.2.1. Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi instituído em 1998 pelo Ministério da Educação para ser aplicado, em caráter voluntário, aos estudantes e egressos deste nível de ensino. Realizado anualmente, tem como objetivo principal avaliar o desempenho do aluno ao término da escolaridade básica, para aferir o desenvolvimento de competências fundamentais ao exercício pleno da cidadania.

Também são objetivos do Enem: (a) oferecer uma referência para que cada cidadão possa proceder à sua auto-avaliação com vistas às suas escolhas futuras, tanto em relação ao mundo de trabalho quanto em relação à continuidade dos estudos; (b) estruturar uma avaliação ao final da educação básica que sirva como modalidade alternativa ou complementar aos processos de seleção nos diferentes setores do mundo de trabalho; (c) estruturar uma avaliação ao final da educação básica que sirva como modalidade alternativa ou complementar aos exames de acesso aos cursos profissionalizantes pós-médios e à Educação Superior; (d) possibilitar a participação e criar condições de acesso a programas governamentais.

A estrutura do Exame tem como base uma matriz com a indicação de competências e habilidades associadas ao conteúdo do Ensino Fundamental e Médio que são próprias ao sujeito na fase de desenvolvimento cognitivo, correspondente ao término da escolaridade básica. O Enem é constituído por uma prova única contendo 63 questões objetivas de múltipla escolha e uma proposta para redação.

Os resultados obtidos pela escola no Enem 2006 registram que das 117 matrículas efetuadas, 45 (38,5%) participaram efetivamente da prova. A média ajustada na Prova Objetiva foi de 28,79, colocando a Escola no 9º lugar entre as 9 Escolas Estaduais do município de Apucarana, porém acima da média geral do Brasil (31,22), do Estado do Paraná (32,91) e do município (33,31). A média ajustada de Redação e Prova Objetiva foi de 42,62, tendo obtido 7º lugar entre as 9 Escolas Estaduais do município de Apucarana, acima da média geral do Brasil (39,37), do Estado do Paraná (41,72) e abaixo da média do município (42,75).

Estes resultados evidenciam a necessidade de estímulo, por parte dos professores e da comunidade escolar como um todo, para a participação e o empenho dos alunos na participação do Enem, visto que esta prova é aproveitada, hoje em dia, em diversos processos seletivos de instituições de ensino superior e para a obtenção de bolsas de estudo.



8.2.2. Prova Brasil

A Prova Brasil expandiu a avaliação feita, desde 1995, pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Enquanto o Saeb é feito por amostragem e oferece resultados no âmbito dos estados e redes de ensino, a Prova Brasil é aplicada a todos os estudantes das séries avaliadas e apresenta médias de proficiência por unidade escolar. Ela foi idealizada com o objetivo de auxiliar os gestores nas decisões e no direcionamento de recursos técnicos e financeiros, assim como a comunidade escolar no estabelecimento de metas e implantação de ações pedagógicas e administrativas, visando à melhoria da qualidade do ensino.

O resultado do desempenho da escola na Prova Brasil não pôde ser apresentado, pois a página do endereço eletrônico do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que contém os resultados encontra-se em manutenção.

8.2.3. Olimpíadas de Matemática

O governo federal lançou em conjunto com os Ministérios de Ciência e Tecnologia e Educação este ano as Olimpíadas de Matemática para as Escolas Públicas de todo o país. A olimpíada é dividida em três níveis, sendo o primeiro de 5ª e 6ª série, o segundo de 7ª e 8ª série e o terceiro para os alunos do ensino médio. Em média, cinco milhões de alunos de todo o Brasil participam do desafio, configurando a segunda maior olimpíada de matemática do mundo, só perdendo para os Estado Unidos. As provas são realizadas em duas fases. A primeira apresenta 20 questões de múltipla escolha e a segunda contém entre seis e oito questões discursivas. Os prêmios vão desde medalhas para os alunos que apresentam melhor desempenho até quadras de esportes para os colégios e estágios de 15 dias para os professores no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

O resultado do desempenho da escola nas duas Olimpíadas de Matemática já realizadas não pôde ser apresentado, pois a página do endereço eletrônico das Olimpíadas de Matemática das Escolas Públicas não publica os resultados.

Apucarana, 12 de agosto de 2008.





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