Clube niteroiense de montanhismo



Baixar 60.42 Kb.
Encontro08.10.2019
Tamanho60.42 Kb.


CLUBE NITEROIENSE DE MONTANHISMO

CÓDIGO DE NORMAS TÉCNICAS

CLUBE NITEROIENSE DE MONTANHISMO
(Criado pela resolução 01/2017 - Diretoria Técnica de 29/06/2017)

Título I
Do Departamento Técnico


Capítulo I
Da Estrutura do Departamento Técnico

Art. 1º - Nos termos do artigo 19, alínea a e d, bem como do artigo 20 do Estatuto Social do Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM) de 20/11/2004 fica criado na presente data o Departamento Técnico do Clube Niteroiense de Montanhismo.

Art. 2º - O Departamento Técnico deverá necessariamente ser composto pelo diretor técnico, e no mínimo por um auxiliar técnico e um consultor técnico, podendo sua composição contar com mais indivíduos a critério do diretor técnico.

Art. 3º - Caberá única e exclusivamente ao Diretor Técnico a nomeação dos componentes do departamento técnico.

Art. 4º - Ao auxiliar técnico caberá a função de auxiliar o diretor técnico nas questões de organização do futuro arquivo técnico, de planejamento e execução de cursos técnicos oferecidos pelo clube entre outras atividades procedimentais. O auxiliar técnico poderá ser qualquer integrante ativo do clube.

Art. 5º - Ao consultor técnico caberá a função de fornecer orientação e suporte as atividades desenvolvidas pelo departamento técnico. O consultor técnico deverá necessariamente ser guia de trilha e escalada do clube.

Art. 6º - Em caso de ausência devidamente justificada do diretor técnico ele poderá ser substituído em suas funções por qualquer integrante do Departamento Técnico. Em caso de ausência definitiva caberá ao Presidente do Clube nomear um novo Diretor Técnico para o Cargo.

Capítulo II
Do Arquivo Técnico

Art. 7º - Caberá ao departamento técnico criar e manter um arquivo físico ou digital contendo as seguintes informações:



  1. Relatório das expedições realizadas pelos guias do clube;

  2. Relatório de acompanhamento dos alunos dos Cursos Básicos de Escalada e Cursos Básicos de Montanhismo;



  1. Cópia de publicações de artigos técnicos veiculados nos boletins do clube ou de debates técnicos realizados pelo corpo de guias que deverá ser reduzido a termo e arquivado;

  2. Cópia de todas as resoluções emitidas pelo Departamento Técnico do Clube;

  3. Cópia das ementas e cronograma dos cursos ministrados pelo Clube;

  4. Relação de materiais técnicos de propriedade do Clube, bem como controle de entrada e saída destes do depósito a ser instalado na sede do clube.

Parágrafo único: A exigência do presente arquivo se dará a partir da inauguração da sede do clube.

Título II
Do Corpo de Guias do Clube


Capítulo I
Da formação de novos guias

Art. 8º - Após receber o convite de se tornar guia, que deverá ser realizado pelo departamento técnico, o aspirante a guia deverá preencher o quadro de etapas de acordo com o manual do candidato a guia. Ambos os documentos encontram-se a disposição do Departamento Técnico e serão entregues ao associado que for convidado a se tornar guia.

Parágrafo único: As regras sobre formação de guias, bem como as atribuições pertinentes de acordo com a atribuição do tipo de formação encontram-se devidamente definidas no manual de candidato a guia.

Capítulo II
Dos deveres

Art. 9º - Após a realização de toda atividade o guia deverá entregar ao departamento técnico o relatório de atividade devidamente preenchido e entregue no prazo de 10 dias úteis após a realização desta.

Parágrafo único: O arquivo do referido relatório de atividade encontra-se no site do clube e poderá ser entregue preenchido em via física ou digital (e-mail) e sua exigência se dará a partir da publicação da presente resolução.

Art. 10 - Além do relatório mencionado no artigo acima o guia deverá publicar nos comentários da atividade aberta no site do clube um resumo da atividade realizada. Neste resumo não deverão constar as observações técnicas que integram o relatório entregue ao departamento técnico, mas tão somente um resumo da atividade.

Art.11 - Recomenda-se que o guia abra ao menos 6 atividades por ano, sendo ao menos uma delas para um mínimo de 6 participantes.

Art. 12 - O guia que não abrir 3 (três) atividades com vagas no site do clube pelo período de 12 meses consecutivos será considerado inativo e terá sua condição de guia cancelada.

§1º: A regra prevista no cáput se aplicará a partir do ano de 2018 computando-se o período de 12 meses de janeiro a dezembro. Assim o guia inativo terá sua condição de guia cancelada para o ano subseqüente a partir do mês de janeiro.

§2º: Extraordinariamente para o ano de 2017 o guia deverá abrir ao menos uma atividade no segundo semestre do ano para poder manter sua condição de guia no ano de 2018.

§3º: Consideram-se como atividades o ato de abrir, organizar ou ministrar: aulas de cursos fornecidos pelo CNM, palestras, mutirão, café no parque, atividades sociais, montanha para todos, trilhas, escaladas, oficinas e atividades de ciclismo em geral.

§4º: A perda da condição de guia implica na não renovação de sua carteirinha de guia, que passará a ser expedida na condição de sócio montanhista.

§5º: No caso do guia não ter aberto atividades por motivos alheios a sua vontade, a exemplo de doença ou outros fatos impeditivos, deverá comunicar tal fato ao departamento técnico que submeterá o caso para apreciação da diretoria do clube.

Art. 13 - O guia do clube que perdeu a condição de guia, mas que continua como associado, e quiser voltar a ser guia deverá solicitar sua reabilitação à diretoria, devendo abrir 4 atividades, que efetivamente ocorram, no período de 6 meses a partir da referida solicitação.

§1º: O guia que se desligou do clube e retornou querendo retomar suas atividades como guia deverá solicitar sua reabilitação à diretoria. Neste caso deverá o guia preencher novamente o quadro de etapas e após ser habilitado deverá abrir 4 atividades, que efetivamente ocorram, no período de 6 meses a partir da referida solicitação.

§2º: Somente após realizar as 4 atividades o guia reabilitado poderá ter expedida sua carteirinha de guia.



Título III
Das Atividades


Capítulo I
Da abertura de atividades

Art. 14 - Caberá ao guia avaliar a conveniência e oportunidade de abrir atividades de acordo com a sua qualificação de guia (trilha/escalada/ciclismo) e disponibilidade de agenda, bem como avaliar o perfil dos inscritos em suas atividades, devendo sempre prezar pela máxima segurança e mínimo impacto ao realizar tal planejamento.

§1º Antes de abrir atividades de palestras, oficinas ou cursos que tenham caráter técnico o guia deverá encaminhar a ementa do que será apresentado na atividade ao Departamento Técnico a fim de solicitar autorização para a abertura da atividade.

Art. 15 - Ao abrir uma atividade o guia deverá prestar todas as informações necessárias a pratica da atividade, tais como horário de início e previsão de término, nível da atividade, índice de exposição ao sol (se a trilha é em mata fechada ou se é exposta ao sol), itens essenciais para a prática da atividade, bem

como outras informações adicionais que se mostrarem pertinentes.

Art. 16 - Depois de avaliado o perfil do participante inscrito o guia poderá vetar sua participação na atividade caso entenda que este participante poderá oferecer risco a sua própria integridade, bem como do(s) outro(s) participante(s) ou ainda prejudicar a dinâmica de sua realização.

Art. 17 - O referido veto deverá ser devidamente fundamentado e comunicado ao participante inscrito. A fim de evitar eventuais dissabores o guia deverá conversar com o participante lhe explicando o motivo do veto.

Art. 18 - O guia é autoridade máxima nas excursões, devendo-lhe os participantes a máxima observância às suas deliberações.

Parágrafo único: No caso do participante desrespeitar as orientações e autoridade do guia durante a realização de alguma atividade, este comunicará aos demais participantes que está excluindo o participante problemático da atividade e este não está mais sob a sua responsabilidade ou do clube durante a realização daquela atividade.

Capítulo II
Da participação de não associados

Art. 19 - O guia poderá ao seu critério convidar não associados para participar de atividades do clube com a finalidade de conhecer o CNM.

Parágrafo único: Recomenda-se que os convidados do guia configurem minoria no grupo em relação aos associados do clube. Evita-se assim a realização de atividades oficias do CNM nas quais a maioria dos participantes são não associados.

Art. 20 - Caso um participante queira convidar um não associado a fim de conhecer o CNM aquele deverá submeter o caso para a apreciação do guia que após analisar o perfil do convidado, bem como a sua conveniência, decidirá por homologar ou não este convite.

Art. 21 - O convite do art. 19 ficará a critério exclusivo do guia e este não associado não entrará no cômputo das vagas abertas para a atividade.

Art. 22 - O convite do art. 20 somente poderá ser concretizado caso sobre alguma vaga na atividade aberta pelo guia, pois a prioridade de participação na atividade é para associados do clube. Isto é, este convidado de participante não pode ocupar uma vaga que poderia ser preenchida por um associado.

Art. 23 - Os não associados estarão sob responsabilidade pessoal do guia e não do CNM, haja vista não serem associados e sua participação na atividade não ser de conhecimento da diretoria do clube.

Art. 24 - Recomenda-se que após a realização da atividade o não associado seja convidado para comparecer a uma das reuniões sociais do CNM para conhecer melhor o clube e ver se tem interesse em se associar. Devendo, no momento do convite, o guia prestar os esclarecimentos de como se inscrever no clube.



Capítulo III
Da inscrição na atividade

Art. 25 – Em regra as atividades oficiais do CNM deverão ser abertas no site do clube a fim de possibilitar a inscrição de qualquer associado que esteja apto para a realização da atividade.

§1º - No caso de atividades combinadas entre o guia e os participantes quando da realização de reuniões sociais na sede do clube, o guia da atividade deverá lança-la no site com a informação de que foi aberta durante a reunião social da data “x”.

2§ - A exigência do §1º deste artigo tem como escopo possibilitar um controle sobre as atividades oficiais de clube, bem como possibilitar a inscrição de associados que não estavam presentes na reunião social na hipótese de terem sobrado vagas.

Art. 26 - No caso da procura pela atividade exceder o número de vagas o guia deverá manter uma lista de preferência em caso de desistência de algum dos participantes inscritos. Esta lista pode ser feita no próprio campo de comentários da atividade existente no site do clube. Quem comentou primeiro que tem interesse na atividade terá a preferência na participação.

Art. 27 - No caso de um guia se inscrever em alguma atividade do clube, o guia responsável pela atividade poderá entrar em contato com o guia participante a fim de lhe indagar se este poderá lhe auxiliar na atividade, possibilitando assim um aumento no número de vagas previstas inicialmente caso não

afete a logística da expedição. Ressaltando-se que a decisão de criar ou não mais vagas dependerá do guia responsável pela atividade.

§1º - Caso o guia que se inscreveu na atividade não queira auxiliar na atividade, ou o guia responsável pela atividade não tenha interesse em aumentar o número de vagas, o guia que se inscreveu será considerado participante na atividade, se submetendo assim às orientações do guia responsável.

§2º - Recomenda-se que os guias cheguem ao consenso de abrir pelo menos uma vaga a mais por guia inscrito a fim de possibilitar que se inscrevam um maior número de participantes nas atividades do clube nas hipóteses nas quais a logística permitir.

Niterói, 20 de Julho de 2017

Taffarel Ramos Costa Vinicius Gomes Araujo

Diretor Técnico - CNM Presidente - CNM

Ary Carlos Cardoso Neto Leandro Gonçalves do Carmo
Consultor Técnico - CNM Consultor Técnico - CNM

Rafael Faria do Carmo Marcos de Oliveira Lima


Auxiliar Técnico - CNM Auxiliar Técnico - CNM




©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal