Classe Cyclostomata



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REINO ANIMALIA I – VERTEBRADOS

Vertebrados - Classe Cyclostomata - Ciclóstomos

AGNATHAS: São peixes que não possuem mandíbulas verdadeiras. São características deste grupo:

  • os agnathas se movimentavam lentamente, arrastando-se sobre o fundo lodoso;

  • eram animais pequenos não ultrapassando 30 centímetros de comprimento;

  • a epiderme é estratificada, com glândulas mucosas e sem escamas;

  • o tubo digestivo é relativamente simples. A boca fica no fundo de um funil, cujas paredes tem tem uma prega espiral;

  • a circulação dentes córneos, cônicos, raspadores. A língua é forte, bem desenvolvida. Há um fígado e o intestino é fechada, simples, e o coração é totalmente venoso;

  • a respiração é branquial. As lâminas branquiais, onde ocorre a hematose, ficam no interior de bolsas em comunicação direta com a faringe. Essas bolsas abrem-se no exterior por um ou mais pares de fendas;

  • os órgãos sensoriais são os olhos, o epitélio olfativo no interior de uma bolsa olfativa ímpar, o ouvido interno, com apenas dois canais semi-circulares.

Representam os agnathas, peixes sugadores de sangue altamente prejudiciais: Mixina e Lampreia. Comporta as ordens: Ostracodermi e Cyclostomata.

ORDENS DOS AGNATHAS

DESCRIÇÃO

Ostracodermi

Grupo de peixes extintos que viveram no O-D. Possuíram em geral uma armadura bem desenvolvida de placas ósseas ou escamas. Possuíram também, uma rígida carapaça cefálica protetora. Pequenos (máximo 30 cm de comprimento) eram dulcícolas (pela forma da armadura foram bentônicos) e tiveram pouca mobilidade, pois não tinham nadadeiras, exceto a caudal. Alimentavam-se filtrando a água ou sugando lama. Poucos fósseis são conhecidos.

Cyclostomata

Ordem representada somente pela Lampréias e reúne apenas as formas viventes, não constanto nenhuma documentação Paleontológica.

No fim do Devoniano, os Agnathas declinaram rapidamente e acabaram por se extinguir. Por outro lado, os Gnathostomata sofreram muitas profundas modificações, convertendo-se nos antecessores de quase todos e os vertebrados que atualmente predominam no ar, na água e na terra. Entre estes Gnathostomata, os Placodermi o principal grupo a ser estudado.

Referências Bibliográficas em 03/02/2006

http://geocities.yahoo.com.br/anna_rgs/peixes.html

Vertebrados - Classe Chondrichthyes - Peixes Cartilaginosos

Características Gerais dos Peixes

A designação de peixes (lat. pisces) é extensiva a nada menos que 4 classes de vertebrados, cada qual possuindo características próprias. Mas para os cientistas um peixe é simplesmente definido como um vertebrado aquático de sangue frio (o que sabe-se nem sempre é verdade).

Isso significa que os peixes possuem coluna vertebral, vivem na água e sua temperatura sangüínea se equilibra com o ambiente. A maioria dos peixes respira por brânquias ou guelras, se locomove por meio de nadadeiras, se reproduz pondo ovos e é coberta por escamas protetoras (peixes atuais). Certos grupos extintos foram dotados de um escudo ósseo protetor, além do esqueleto interno.

Sua pele possui duas camadas: por fora a epiderme e sob ela, a derme. As glândulas da epiderme secretam um muco protetor contra fungos e bactérias.

As escamas, que formam um escudo mais resistente, são feitas de ossos transparentes enraizados na derme. Como os anéis das árvores, elas registram a idade e o crescimento do peixe.

As nadadeiras são classificadas em ímpares (dorsal, caudal e anal) e pares (peitorais e pélvicas).



Três são os principais tipos de nadadeiras caudais:

TIPOS DE NADADEIRAS CAUDAIS

DESCRIÇÃO

Homocerca

A coluna vertebral não se prolonga através da nadadeira que é bilobada e simétrica.

Dificerca

A coluna vertebral extende-se até a extremidade posterior da nadadeira e o seu curso é reto; os lobos da nadadeira dispõem-se simetricamente abaixo e acima da coluna vertebral.

Heterocerca

A porção terminal da coluna vertebral normalmente encurva-se para cima e a nadadeira é assimétrica.

As nadadeiras pares são de dois tipos:

TIPOS DE NADADEIRAS PARES

DESCRIÇÃO

Actinopterígeas

Possuem base larga e seu esqueleto consiste em uma série de barras (raios) ósseas ou cartilaginosas paralelas, relativamente curtas.

Crossopterígeas

Têm a forma de uma folha e seu esqueleto consiste num eixo central com ramos laterais dispostos simetricamente.

As escamas são de quatro tipos: placóide, ganóide, ciclóide e ctenóide.



  1. Escamas placóides: ocorre nos peixes cartilaginosos e apresenta estrutura similar à dos dentes; são placas pequenas em geral rômbicas;

  2. Escamas ganóides: são maiores; tem geralmente, forma rômbica ou arredondada; a superfície esposta é coberta por uma camada de esmalte (ganoína);

  3. Escamas ciclóides: são delgadas, elásticas e de forma variável;

  4. Escamas ctenóides: diferem em relação às ciclóides, apenas na ocorrência de denticulação na parte posterior.

Segundo Mendes (1977) o maxilar superior dos peixes é formado por uma cartilagem chamada de palatoquadrado e o maxilar inferior por uma cartilagem chamada de cartilagem de Meckel.

No tipo de suspensão dito hiolístico, esses maxilares ligam-se ao crânio por meio do hiomandibular, ou seja, pela porção superior do primeiro arco branquial. No tipo de suspensão anfistílico, o maxilar superior articula-se diretamente com o crânio e recebe, ao mesmo tempo, apoio do hiomandibular. No tipo de suspensão autostílico, o maxilar superior articula-se diretamente com o crânio, sem intervensão do hiomandibular; o maxilar inferior articula-se com o superior sem interferência também do hiomandibular.



  • CHONDRICHTHYES: São os chamados peixes cartilaginosos, pois possuem endoesqueleto cartilaginoso e exoesqueleto formado por escamas placoideas. Eram potentes nadadores e geralmente formados por corpo fusiforme com a cabeça algo deprimida. Apresentam outras características como:

  • dentes e alguns espinhos externos calcificados;

  • respiração é exclusivamente branquial;

  • circulação fechada, simples e o coração é venoso;

  • os rins são do tipo mesonefros e os produtos nitrogenados de excreção são a uréia e a amônia;

  • os olhos são desenvolvidos e o cristalino é esférico;

  • não há larvas;

  • melhor documentação: dentes e espinhos externos (são raros como fósseis).

Os Chondrichthyes comportam duas subclasses: Elasmobranchii e Holocephali.

Referências Bibliográficas em 03/02/2006

http://geocities.yahoo.com.br/anna_rgs/peixes.html

Vertebrados - Classe Osteichthyes - Peixes Ósseos

Características Gerais dos Peixes

A designação de peixes (lat. pisces) é extensiva a nada menos que 4 classes de vertebrados, cada qual possuindo características próprias. Mas para os cientistas um peixe é simplesmente definido como um vertebrado aquático de sangue frio (o que sabe-se nem sempre é verdade).

Isso significa que os peixes possuem coluna vertebral, vivem na água e sua temperatura sangüínea se equilibra com o ambiente. A maioria dos peixes respira por brânquias ou guelras, se locomove por meio de nadadeiras, se reproduz pondo ovos e é coberta por escamas protetoras (peixes atuais). Certos grupos extintos foram dotados de um escudo ósseo protetor, além do esqueleto interno.

Sua pele possui duas camadas: por fora a epiderme e sob ela, a derme. As glândulas da epiderme secretam um muco protetor contra fungos e bactérias.

As escamas, que formam um escudo mais resistente, são feitas de ossos transparentes enraizados na derme. Como os anéis das árvores, elas registram a idade e o crescimento do peixe.

As nadadeiras são classificadas em ímpares (dorsal, caudal e anal) e pares (peitorais e pélvicas).



Três são os principais tipos de nadadeiras caudais:

TIPOS DE NADADEIRAS CAUDAIS

DESCRIÇÃO

Homocerca

A coluna vertebral não se prolonga através da nadadeira que é bilobada e simétrica.

Dificerca

A coluna vertebral extende-se até a extremidade posterior da nadadeira e o seu curso é reto; os lobos da nadadeira dispõem-se simetricamente abaixo e acima da coluna vertebral.

Heterocerca

A porção terminal da coluna vertebral normalmente encurva-se para cima e a nadadeira é assimétrica.

As nadadeiras pares são de dois tipos:

TIPOS DE NADADEIRAS PARES

DESCRIÇÃO

Actinopterígeas

Possuem base larga e seu esqueleto consiste em uma série de barras (raios) ósseas ou cartilaginosas paralelas, relativamente curtas.

Crossopterígeas

Têm a forma de uma folha e seu esqueleto consiste num eixo central com ramos laterais dispostos simetricamente.

As escamas são de quatro tipos: placóide, ganóide, ciclóide e ctenóide.



  1. Escamas placóides: ocorre nos peixes cartilaginosos e apresenta estrutura similar à dos dentes; são placas pequenas em geral rômbicas;

  2. Escamas ganóides: são maiores; tem geralmente, forma rômbica ou arredondada; a superfície esposta é coberta por uma camada de esmalte (ganoína);

  3. Escamas ciclóides: são delgadas, elásticas e de forma variável;

  4. Escamas ctenóides: diferem em relação às ciclóides, apenas na ocorrência de denticulação na parte posterior.

Segundo Mendes (1977) o maxilar superior dos peixes é formado por uma cartilagem chamada de palatoquadrado e o maxilar inferior por uma cartilagem chamada de cartilagem de Meckel.

No tipo de suspensão dito hiolístico, esses maxilares ligam-se ao crânio por meio do hiomandibular, ou seja, pela porção superior do primeiro arco branquial. No tipo de suspensão anfistílico, o maxilar superior articula-se diretamente com o crânio e recebe, ao mesmo tempo, apoio do hiomandibular. No tipo de suspensão autostílico, o maxilar superior articula-se diretamente com o crânio, sem intervensão do hiomandibular; o maxilar inferior articula-se com o superior sem interferência também do hiomandibular.



OSTEICHTHYES: São os chamados peixes ósseos. São os mais evoluídos de todos os outros peixes. No Devoniano médio eram dulcícolas e só vieram invadir os mares no final do Paleozóico. Hoje ocupam os dois habitats.
 
Os peixes mais antigos apresentavam dupla respiração (branquial e pulmonar). Seus hábitos alimentares são variáveis: tanto podem ser herbívoros como comedores de lamas. Sua resistência devido a sua estrutura é a maior entre todos os peixes.
 
Dividem-se em duas subclasses: Actinopterígeos (peixes dominantes) e Sarcopterygii (peixes pulmonados).

Referências Bibliográficas em 03/02/2006

http://geocities.yahoo.com.br/anna_rgs/peixes.html

Vertebrados - Classe Amphibia - Anfíbios

Anfíbios são animais de pele fina e úmida, na qual não ocorrem pêlos ou escamas externas. São animais que não incapazes de manter a temperatura de seu corpo constante por mecanismos externos, por isso são chamados animais de sangue frio ou pecilotérmicos.

A pele fina, rica em vasos sanguíneos e glândulas que possuem permite-lhes que a utilizem na respiração, absorção de água e defesa. Quando estão com "sede", os anfíbios encostam a região ventral de seu corpo na água e a absorvem pela pele. As glândulas em sua pele são de dois tipos: mucosas, que produzem muco e serosas, que produzem veneno. Todo o anfíbio produz substâncias tóxicas, mas existem espécies mais(foto) e menos tóxicas e os acidentes com humanos somente acontecerão se tais substâncias entrarem em contato com nossas mucosas ou sangue.

Podem ser aquáticos ou terrestres. As formas aquáticas respiram através de brânquias, através da pele ou através de pulmões. As terrestres respiram geralmente tanto através dos pulmões quanto pela pele. Alimentam-se de minhocas, insetos, aranhas, e de outros vertebrados como anfíbios e pequenos mamíferos.

Reproduzem-se através de ovos que originam uma larva e posteriormente um adulto através do processo de metamorfose. Seus ovos são depositados em locais úmidos ou na água, pois não possuem casca para protegê-los da dessecação. Existem exceções a essa regra, com ocorrência de muitos animais vivíparos. Em geral, não existe cuidado à prole dentre os anfíbios.

Atualmente são divididos em três grupos: os sapos, rãs e pererecas (Anura), as salamandras (Caudata) e as cecílias (Apoda).

Metamorfose

Metamorfose é o nome dado à transformação da larva de anfíbio em adulto. Nas salamandras e cecílias a metamorfose é menos visível que nos anuros, pois suas larvas são quase miniaturas dos adultos. Nos anuros a transformação do girino em adulto é surpreendente, dada a diferença anatômica entre eles.

A partir da fecundação do óvulo, o embrião sofre modificações até se transformar num girino. Nas primeiras fases, o girino não possui abertura bucal, possui brânquias externas e não é capaz de nadar. A partir do nascimento, a circulação de seu corpo se desenvolve e sua membrana caudal e córnea tornam-se transparentes. Num próximo estágio, desenvolve-se uma membrana chamada opérculo que cobre suas brânquias. A circulação da água para respiração ocorre através da boca, câmara branquial e espiráculo, que é uma abertura na lateral do corpo do girino por onde a água sai da câmara branquial.

Nos próximos estágios os membros posteriores do girino começarão a se desenvolver a partir de brotos laterais ao início da cauda do animal (foto1). Da mesma forma, os membros anteriores também iniciam seu desenvolvimento no interior da câmara branquial. Quando os membros posteriores estiverem completamente formados, os anteriores saem prontos após um rompimento da parede lateral do animal (foto2).

As estruturas bucais que já vinham se modificando, bem como os pulmões estão em fase final de formação. Quando os pulmðes encontram-se formados, o girino passa a respirar ar e portanto fica mais tempo na margem do corpo d'água em que se encontra. Sua cauda começa a encolher através da reabsorção das células que a constituíam. A cauda de um girino não cai! Funciona como se o próprio girino fosse desmontando suas células. Quando sua cauda está bem curta o jovenzinho já é uma miniatura do adulto.





Sapos, rãs e pererecas

Os anuros são um grupo de anfíbios que não possuem cauda e possuem estrutura de esqueleto adaptada para locomoção aos saltos.

A diversidade de anuros é enorme e este grupo está presente em todos os continentes, com exceção da Antática. Existem anuros adaptados à vida aquática, terrestre, arborícola e fossorial. Todos são carnívoros, alimentando-se de invertebrados, outros anuros e pequenos mamíferos. Em geral utilizam a visão para a detecção da presa, é importante que haja movimento.

Esses animais possuem uma grande variedade de estratégias reprodutivas, que vão desde o desenvolvimento direto dos girinos, ninhos de espuma individuais e coletivos, ninhos em folhas, em bromélias, em bacias de barro à desova direta na água. A parte mais fascinante da reprodução dos anuros é entretanto a vocalização do macho para atrair a fêmea. Cada espécie produz um som diferente originando grande variedade de sons emitidos. São capazes de emitir também sons de agonia e de defesa de território.

Os anuros são popularmente conhecidos como sapos, rãs e pererecas, constituindo o grupo de anuros com o qual entramos mais em contato.

Salamandras

As salamandras são animais parecidos com os lagartos, mas sua pele é muito mais fina e não possui escamas. São encontradas, em sua maioria, no hemisfério Norte. No Brasil ocorre uma espécie de salamandra na floresta amazônica. As maiores salamandras que existem podem atingir um metro ou mais e são encontradas no Japão e na China.

Esses animais podem ser aquáticos ou terrestres e se alimentam de outros pequenos animais, tanto na fase larval quanto na adulta.

As salamandras possuem uma corte elaborada que envolve a liberação de um espermatóforo (que contém os espermatozóides) pelo macho e seu recolhimento pela fêmea.



Cecílias

As cecílias são anfíbios que não possuem membros e que possuem hábito fossorial (vivem enterradas). Por causa desse hábito, as cecílias possuem os olhos muito pequenos e usam receptores químicos para detectar suas presas.

Podem ser aquáticas ou terrestres, mas todas respiram através de pulmões. Alimentam-se de presas alongadas como minhocas, vermes, larvas de insetos, insetos e provavelmente também de peixes.

As cecílias são encontradas em hábitats tropicais, no Brasiol existem espécies aquáticas na Amazônia e terrestres por grande parte do território. São difíceis de encontrar, pois vivem em locais úmidos enterradas no solo.

Os machos desse grupo possuem um órgão copulatório denominado falodeu, assim a fecundação nas cecílias é interna. Algumas cecílias são ovíparas e outras vivíparas. Pode haver cuidado dos ovos até o nascimento.

Referências Bibliográficas em 03/02/2006

http://dreyfus.ib.usp.br/bio435/bio43597/vanessa/chave/anf.htm

http://dreyfus.ib.usp.br/bio435/bio43597/vanessa/chave/met.htm

http://dreyfus.ib.usp.br/bio435/bio43597/vanessa/chave/anu.htm

http://dreyfus.ib.usp.br/bio435/bio43597/vanessa/chave/cau.htm

http://dreyfus.ib.usp.br/bio435/bio43597/vanessa/chave/apo.htm

Vertebrados - Classe Reptilia – Répteis

Características Gerais

O nome réptil vem do latim reptare, rastejar. De fato a característica mais comum dos répteis é a locomoção por meio do rastejamento, roçando o ventre no solo. São outras características:



  • membros locomotores situados no mesmo plano do corpo (justificando assim, o rastejamento do ventre no solo);

  • Locomoção : patas para andar ou nadar, os que não tem patas rastejam;

  • pele seca e freqüentemente recoberta por fâneros, como escamas, placas dérmicas, plastrões e carapaças. Em muitos casos, ocorrem mudas dos tegumentos, com a eliminação das camadas mais superficiais da epiderme;

  • o sistema digestivo é completo, com glândulas bem desenvolvidas, como fígado e pâncreas, terminando em cloaca;

  • a respiração é estritamente pulmonar (os répteis possuem um pulmão com alvéolos, portanto melhor que o dos anfíbios);

  • a circulação é fechada, dupla e completa;

  • desenvolvem-se diretamente de um ovo amnioto.

  • Revestimento : Pele com escamas, placas ou carapaças;

  • Temperatura do corpo : São pecilotérmicos, ou seja animais cuja temperatura do corpo muda de acordo com o ambiente;

  • Metamorfose : desenvolvimento direto (nenhum caso de metamorfose);

  • O.B.S.: Algumas cobras são Vivíparas- os ovos se desenvolvem no organismo materno (obs- nos ovíparos os ovos se desenvolvem no meio ambiente).

Os répteis atuais classificam-se em:

  1. quelônios (tartarugas): caracterizados pela presença de uma carapaça óssea complexa; são conhecidos desde o Triássico e são encontrados nos mais variados ambientes;

  2. crocodilos: pequeno grupo residual (25 espécies), que apareceram no Triássico e habitam regiões tropicais e intertropicais;

  3. Squamata (ou com escamas): agrupam os saurios ou lagartos e os ofídios; apareceram no Triássico Superior e muitas espécies no Jurássico;

  4. Sphenodon (ou tuatara): verdadeiro fóssil vivo que habita ilhas próximas a Nova Zelândia.

Como evoluíram os répteis

Os répteis diferem dos anfíbios pela estrutura do encéfalo, de certos órgãos sensoriais, do coração do rim e das gônadas. Além destes fatores, nos répteis a pele é seca e coberta de escamas epidérmicas córneas, enquanto que nos anfíbios é úmida e nua.

Os primeiros anfíbios possuíam sulcos sensoriais em certos ossos. Se um fóssil for classificado em réptil por sua anatomia e apresentar vestígios destes sulcos, isto significa que o animal levava uma vida aquática ou pelo menos passava por fases aquáticas. Foi o que aconteceu com o Seymouria e portanto, constatou-se pertencer aos anfíbios.

Considera-se os primeiros répteis verdadeiros animais muito pequenos do Carbonífero Superior, com hábitos terrestres, membros muito desenvolvidos e tronco curto. O réptil mais antigo conhecido é o Hylonomus encontrado fossilizado dentro de um tronco de licopodínea, rodeado de sedimento.

As espécies fósseis dos répteis foram classificadas baseadas em estudos da anatomia da estrutura dos crânios, em especial da região temporal, por cima e atrás das órbitas. Portanto, podemos classificar os répteis de crânios Anapsida, Euriapsida, Sinapsida e Diapsida.




  1. Os répteis de crânio Anapsida: tinham o crânio definido pela falta de fossas temporais e portanto, adquiria uma aparência sólida. Considerados os répteis mais primitivos, viveram desde o Carbonífero Superior até o Permiano Superior. Compreendem três ordens: Cotylosauria, Chelonia e Proganosauria;

  2. Os répteis de crânio Euriapsida: importante linha de répteis caracterizada pela presença de uma só fossa temporal, mas em posição alta, diferente da dos sinapsídeos. São conhecidos desde o Triássico, quando adaptaram-se à vida aquática. Atualmente, alguns pesquisadores juntam estes répteis aos Ictiossauros, que também se adaptaram à vida nos oceanos. Compreendem três ordens: Araeoscelida, Sauropterygia e Placodontia;

  3. Os répteis de crânio Sinapsida: foi a primeira linha dos répteis a diferenciar-se dos dos anapsídeos primitivos, caracterizados por possuírem uma só fossa temporal pós-orbital em posição baixa. Apareceram no Carbonífero Superior e os mais primitivos (os Pelicossauros), foram abundantes principalmente no Permiano Inferior. Compreendem duas ordens: Pelycosauria e Therapsida.

  4. Os répteis de crânio Diapsida: com o Petrolaccossauros, do Carbonífero Superior, aparece a última grande linha de répteis, os diapsídeos, que possuem de cada lado do crânio duas fossas temporais, a inferior, em posição semelhante aos sinapsídeos, e a superior, à dos euriapsídeos. A diversificação dosdiapsídeos conduzirá à grande maioria dos répteis que povoaram e povoam a Terra. Desde o Permiano, os diapsídeos dividem-se em dois subgrupos, que evoluirão de maneiras diferentes. São eles: os Lepidosauria e os Archosauria.



    1. Lepidosauria: o grupo destes répteis com escamas é formado sobretudo por animais relativamente pequenos. Está representado atualmente pelos lagartos e as serpentes. Os Lepidosauria compreendem as seguintes ordens: Eosuchia, Squamata e Rhyncocephalia.

    2. Archosauria: o grupo destes répteis certamente é o mais conhecido. Formado pelos Dinossauros e crocodilos, são também os ancestrais das aves. Compreendem as seguintes ordens: Thecodontia, Saurischia e Ornithischia.

E alguns autores ainda consideram um quinto tipo de crânio:



  1. Os répteis de crânio Parapsida: linha dos répteis que possuiram a fossa temporal afastada do contato entre os dois ossos, relacionando-se com o supratemporal e o pós-frontal. Viveram do Triássico Médio até o Cretáceo e foram répteis adaptados a vida no mar, com corpo pisciforme, semelhante ao dos golfinhos.

Os répteis mamalianos

Os répteis Sinapsídeos foram pequenos predadores, sem dúvida insectívoros, que individualizaram-se a partir do Carbonífero Superior, há 290 milhões de anos. Os seus descendentes, répteis muito possantes de 1 a 3 metros de comprimento, desempenham um papel muito importante nos ecossistemas do Permiano Inferior: alguns vivendo essencialmente na água, como o Ophiacodon que devia alimentar-se de peixes, e outros mais terrestres e vegetarianos como o Edaphosaurus, apresentando dentes molares.

Os Sinapsídeos apresentam várias características dos mamíferos, nomeadamente a existência de uma única fossa temporal de cada lado do crânio e a diferenciação de dentes molares, mas no essencial, a sua anatomia mantém-se tipicamente reptiliana, com membros transversais, coanas e uma pequena cavidade neurocraniana.

Tanto o Dimetrodon como o Edaphosaurus tinham o que se pode considerar um primeiro esboço de termorregulação: enormes espinhas ósseas dorsais, que constituíam uma extensão das vertebras e estavam, sem dúvida, cobertas por uma mebrana vascularizada.



Os répteis sinapsídeos compreendem os Pelycosauria (grupo mais primitivo) e os Therapsídeos (ou répteis mamalianos evoluídos), que representam a transição para os verdadeiros mamíferos.

  1. Pelycosauria: foram formas parecidas com o Dimetrodon, mas com espinhas neurais curtas, que deram origem aos sinapsídeos mais evoluídos. São conhecidos principalmente nas jazidas do Permiano Inferior da América do Norte e leste da Europa.

  2. Therapsídeos: sucessores dos Pelycosauria, os répteis mamalianos tem um distribuícão muito mais vasta. Datam do Permiano Superior e foram primeiramente descobertos na Bacia de Karoo (África do Sul)e hoje são encontrados nas jazidas da plataforma russa.

Tradicionalmente, constituem uma ordem dos sinapsídeos: os Eoteriodontes, carnívoros de grande porte, com semelhanças com os Pelycosauria que estariam na origem de uma primeira diversificação dos Therapsideos: os Theriodontes (tipos fundamentalmente carnívoros) e os Dicinodontes (englobam os tipos vegetarianos).

  • Therapsideos carnívoros: este grupo inclui os Titanossuquianos, os Gorgonopsianos, os Terocéfalos, os Bauriamorfos e os Cinodontes.

    Titanossuquianos

    Gorgonopsianos

    Terocéfalos

    Cinodontes

    Foram animais possantes e de grande porte, com seus membros ligeiramente erguidos; os seus dentes conservaram uma estrutura bastante simples; apresentam uma maior espessura em certos ossos cranianos, conformação esta provavelmente adaptada à luta.

    Grupo um pouco mais evoluído que o anterior. Os membros são mais direitos, o corpo é mais flexível e mais fino e as estruturas cranianas modificam-se; certos dentes anteriores são verdadeiros caninos muito diferenciados que permitem apunhalar as presas. Extinguem-se no Pi.

    Parecidos com o grupo anterior, mas apresentando adaptações mais variadas. Viveram até o Triássico.
     
    Bauriamorfos
     
    Grupo ainda mais avançado: apresentaram numerosas características mamalianas, como o palato secundário. Evoluíram paralelamente com os antepassados dos mamíferos.

    Antepassados diretos dos mamíferos, são conhecidos do Ps ao Triássico. Tratam-se de animais de vários tamanhos, nos quais se observam progressivos traços mamalianos: a fossa temporal aumenta, o no de ossos que formam a parte de cima do crânio é reduzido, diferencia-se o palato secundário, a parede do neurocrânio modifica a sua organização, os dentes tornam-se cada vez mais complexos e especializados.



  • Therapsídeos herbívoros: sem dúvidas descendentes dos dinocéfalos carnívoros, os Dicinodontes evoluem muito no Ps e no Triássico, dando origem a uma multidão de tipos vegetarianos em que é perceptível a aquisição progressiva de características mamalianas como o palato secundário.

Os Dicinodontes parecem ter sido substituídos por uma família de Cinodontes evoluídos e vegetarianos (os Gonfodontes), que apresentaram uma total diferenciação dos dentes.

Referências Bibliográficas em 03/02/2006

http://geocities.yahoo.com.br/anna_rgs/reptil.html

http://www.escolavesper.com.br/r%C3%A9pteis.htm

Vertebrados - Classe Aves

Na época em que os dinossauros dominavam o planeta surgiram as aves. Aliás, foi a partir de um grupo de dinossauros que elas evoluíram. Existiam répteis voadores chamados pterodáctilos, mas não foram estes que deram origem, mas sim um grupo que caminhava sobre o solo. O fóssil do Arqueoptérix (ave primitiva) representa a ave mais primitiva de que se tem conhecimento. Metade ave, metade réptil, possuía o corpo recoberto pelas penas, sendo esta uma das características mais marcantes das aves. Ele tinha características de répteis, como a boca com dentes, ossos pesados e uma longa cauda. Durante a evolução do grupo das aves foram surgindo adaptações específicas para o vôo, tornando-as principalmente mais leves.Em todo o mundo são mais de 8500 aves. Brasil possui mais de 1500 espécies. A principal característica destes animais é a presença de penas, que protegem o corpo contra perdas de água e calor e permitem o vôo. Mas nem todas as aves voam, algumas espécies como a Ema e o Avestruz, correm com muita velocidade. Já o ganso e o cisne têm a capacidade de nadar. A menor ave conhecida é o Besourinho de Cuba, um colibri que pesa 1,6 gramas e a maior é o Avestruz que chega a pesar até 125 quilos. São representantes dos vertebrados. Em 1861 na Baviera, foram descobertos restos fossilizados de um animal estranho, metade réptil, metade ave. Ficou claro então que as aves, além dos mamíferos, têm os répteis como origem evolutiva. O fóssil tinha formas tão impressas na rocha que as marcas das penas podiam ser observadas. Assim foi considerado como uma ave que recebeu o nome de Arqueopterix, o que significa "asa antiga". As aves têm como principal característica o corpo recoberto por penas. São animais vertebrados, com quatro membros, sendo assim considerados tetrápodes, os membros anteriores são modificados em asas, que são usadas para voar por alguns grupos. Os membros posteriores são utilizados para correr, nadar e andar, normalmente apresentam quatro dedos que são recobertos por uma pele córnea. Seus ossos são resistentes mas delicados, sendo em alguns casos ocos e por isso chamados de pneumáticos. a temperatura corporal é igual a dos mamíferos sendo chamados de homeotermos, com sangue quente. são amnióticas e põe ovos com casca. Sua respiração é pulmonar, apresentam sacos aéreos e a circulação é dupla e completa. Apresentam em alguns casos um órgão adaptado ao canto, a siringe.



Características gerais das aves:

Têm o corpo coberto por penas, que protegem o corpo da perda de calor e auxiliam o vôo.

A boca é um bico, sem dentes que pode variar de forma e de tamanho conforme a espécie, sendo estas adaptações ao tipo de alimentação.

Têm dois pares de membros: anteriores as asas e posteriores as pernas ou patas. As patas também são adaptadas ao tipo de ambiente em que vive a ave. Cada pé geralmente com quatro dedos, canela e dedos envolvidos por pele cornificada.

Seu esqueleto é delicado e forte, totalmente ossificado, têm ossos muito leves e às vezes são cheios de ar, ossos pneumáticos, que facilitam o vôo. O esterno é modificado em quilha, facilitando o corte do ar e fixando a musculatura peitoral.

Respiração por pulmões compactos muito eficientes, presos às costelas e ligados aos sacos aéreos de paredes finas que se estendem entre os órgãos internos, apresentam um órgão especial a siringe, na base da traquéia, adaptada ao canto.

O sistema circulatório é composto de coração e vasos sangüíneos. O coração tem quatro cavidades no coração, o sangue venoso não se mistura ao sangue arterial. Persiste apenas o arco aórtico direito, glóbulos vermelhos, ovais e biconvexos.

O seu tubo digestivo é completo, composto: boca, faringe, esôfago, papo, estômago químico (proventrículo), estômago mecânico (moela), intestino, cloaca e órgãos anexos como o fígado e o pâncreas. Existe ainda a adição de sucos digestivos no proventrículo.

As aves não têm bexiga urinária, mas seu sistema urinário é composto pelos rins e ureteres, por este motivo elas não conseguem acumular a urina, que se mistura com as fezes e é eliminada pela cloaca, como uma secreção semi-sólida.

Apresentam dimorfismo sexual, isto é, o macho e a fêmea são muito diferentes.Têm sexos separados e são ovíparas. A sua fecundação é interna e ocorre no oviduto, antes da formação da casca calcária, são então eliminados pela cloaca. Seus ovos apresentam âmnio, cório, saco vitelino e alantóide e ao eclodir os filhotes são alimentados e vigiados pelos pais.

As aves têm a audição e a visão muito desenvolvidas. A visão é muito aguçada e conseguem visualizar objetos a longa distância, seus ouvidos são melhores que os dos répteis. Algumas ainda apresentam um bom olfato.

São homeotermas, isto é têm sangue quente, que se mantém com a queima dos alimentos e com auxílio das penas, que servem como isolante térmico. São chamadas de endotérmicas, pois a temperatura do corpo essencialmente é constante.

Sua pele é recoberta por penas e com glândulas, as aves aquáticas apresentam na cauda a glândula uropigiana para impermeabilizar as penas.

Seu cerebelo é bastante desenvolvido, pois este órgão está relacionado ao equilíbrio durante o vôo. São capazes de voar longas distâncias e retornar ao ponto de partida. Apresentam doze pares de nervos cranianos.

O movimento das asas durante o vôo é devido principalmente aos grandes músculos peitorais. Em cada lado do grande peitoral origina-se da parte externa da quilha do osso esterno e insere-se na cabeça do úmero.

Referências Bibliográficas em 03/02/2006

http://www.cantodasaves.hpg.ig.com.br/introducao.htm

Vertebrados - Classe Mammalia – Mamíferos

Características Gerais

Os mamíferos são tetrápodes de sangue quente, cobertos de pelos e dotados de glândulas mamárias.



São também características deste grupo:

  • a formação de uma placenta, um anexo que permite as trocas respiratórias e nutritivas entre o feto e a mãe, contribuindo para que aquele passe todo o seu período de desenvolvimento no interior do útero materno, livre dos perigos do meio exterior;

  • a caixa craniana (exceto nos mamíferos mais primitivos) é comparativamente maior;

  • o crânio tem dois côndilos ocipitais, o que não permite uma rotação tão ampla da cabeça sobre o pescoço, como se sucede com as aves;

  • o quadrado e ossos articulares servem à articulação nessa classe pelos ossículos do ouvido médio;

  • circulação ampla e completa, com o coração apresentando 4 cavidades distintas. São os únicos animais com hemácias bicôncavas e anucleadas;

  • respiração pulmonar. Únicos vertebrados com pulmões parenquimatosos revestidos de pleura;

  • presença de diafragma separando a cavidade toráxica da cavidade abdominal;

  • encéfalo altamente desenvolvido, mostrando numerosas circunvoluções que dão maior extensão à superfície ou córtex cerebral, onde se aloja a massa cinzenta;

  • os dentes são diferenciados em caninos, molares e incisivos;

  • o seu crescimento é limitado (nos répteis por ex. prossegue por toda a vida);

  • o metabolismo dos mamíferos é mais elevado que o dos répteis, mas inferior ao das aves;

  • a coluna vertebral divide-se em cinco zonas específicas (cervical, toráxica, lombar, sagrada e caudal), permitindo movimentos de flexão e extensão no plano (vertical) de simetria do corpo, em vez de ondulações laterais, como nos anfíbios e répteis.

Portanto, através das características descritas acima, vimos que os mamíferos atuais são facilmente definidos, mas a história torna-se mais difícil se tivermos em conta todas as formas fósseis. Um Cinodonte evoluído é ainda um réptil ou já um mamífero? Desta forma designou-se só falar de mamíferos fósseis no caso de formas com articulação mandibular mamaliana.

Os primeiros mamíferos assemelhavam-se a musaranhos, não conservando o porte imponente dos seus antepassados, os répteis mamalianos, que dominaram os ecossistemas terrestres durante milhões de anos.

Apareceram no princípio do Jurássico e mantiveram dimensões reduzidas durante 130 milhões de anos. Contemporâneos dos Dinossauros, supõe-se que ocupavam nichos ecológicos especiais, onde não entravam em concorrência com os répteis. A sua fisiologia devia, aliás, favorecer uma atividade noturna.

Classificação dos mamíferos

Segundo Aventura da Vida (1989) os mamíferos dividem-se em dois grupos distintos: os não-térios (agrupamento artificial, parafilético) e os térios (grupo natural, monofilético).



  1. não-térios: só se conhece um único grupo sobrevivente no presente; o dos Monotrématos, representados pelos Ornotorrincos (com hábitos anfíbios) e o Equidna ou Papa-Formigas- Espinhoso. Ambos são ovíparos e vivem na Austrália. Praticamente desconhecidos como fósseis, devem ter-se originado dos Docodontes, grupo importante do Jurássico.

  2. térios: são representados pelos placentários e marsupiais. São dois grupos "irmãos" que apareceram simultaneamente há 100 milhões de anos provenientes dos Pantotéricos.

Os mamíferos, sobretudo os placentários e os marsupiais, depois da grande extinção no Cretácio, marcada nos ares e nos mares pelo desaparecimento dos Dinossauros, Pterossauros e Mosassauros, conhecem uma extraordinária diversificação e passam a dominar inúmeros nichos ecológicos.

As causas desse salto na história dos mamíferos devem ser procuradas na extinção dos grandes répteis (eliminou a concorrência), mas também nas modificações climáticas e na distribuição das terras emersas. Todas essas mudanças foram favoráveis à fisiologia dos mamíferos.



Referências Bibliográficas em 03/02/2006

http://geocities.yahoo.com.br/anna_rgs/mamiferos.html




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