Cif classificação Internacional de Funcionalidades pdf



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sobreposição)

Um determinado grupo de categorias é codificado apenas como actividades (i.e. tarefas ou acções

que um indivíduo faz) e outro grupo apenas como participação (i.e. envolvimento em situações da

vida). Os dois grupos, contudo, são mutuamente exclusivos.

Nesta opção, os conjuntos das categorias de actividade e das categorias de participação são

determinados pelo utilizador. Cada categoria é um item de actividade ou de participação, mas não

ambos. Por exemplo, os domínios podem ser divididos conforme segue:

a1 Aprendizagem e aplicação de conhecimentos

a2 Tarefas e requisitos gerais

a3 Comunicação

a4 Mobilidade

p5 Auto cuidados

p6 Vida doméstica

p7 Interacções interpessoais

p8 Áreas principais da vida

p9 Vida comunitária, social e cívica

Codificação a aplicar nesta estrutura

a código de categoria. qp qc (uma categoria considerada como um item de actividades)

p código de categoria. qp qc ( uma categoria considerada como um item de participação)

CIF Utilizações possíveis da lista de Actividades e Participação

19 2

Onde qp = o qualificador de desempenho e qc = o qualificador de capacidade. Se for utilizado o



qualificador de desempenho, a categoria, seja ela um item de actividades ou um item de

participação, é interpretada em termos do constructo de desempenho. Se for utilizado o

qualificador de capacidade, utiliza-se um constructo de capacidade para interpretar a categoria,

independentemente de ser apresentada como um item de actividades ou de participação.

Desta maneira, a opção (1) fornece a matriz de informações completa sem nenhuma redundância

ou sobreposição.

(2) Sobreposição parcial entre os grupos de domínios de actividades e de participação

Nesta alternativa, um grupo de categorias pode ser interpretado como item de actividades e

participação, isto é, a mesma categoria é considerada aberta a uma interpretação individual (i.e.

como uma tarefa ou acção que um indivíduo faz) e social (i.e. envolvimento numa situação da

vida real).

Por exemplo:

a1 Aprendizagem e aplicação de conhecimentos

a2 Tarefas e requisitos gerais

a3 Comunicação p3 Comunicação

a4 Mobilidade p4 Mobilidade

a5 Cuidados pessoais p5 Auto cuidados

a6 Actividades doméstica p6 Actividades doméstica

p7 Interacções interpessoais

p8 Áreas principais da vida

p9 Vida comunitária, social e cívica

Codificação a aplicar nesta estrutura

Há uma restrição na forma de codificação destas categorias para esta estrutura. Não é possível que

uma categoria dentro da “sobreposição” tenha valores diferentes para o mesmo qualificador (ou o

primeiro qualificador é para desempenho ou o segundo para capacidade), e.g.:

a categoria. 1 _ ou a categoria. _ 1

p categoria. 2 p categoria. _ 2

Um utilizador que escolha esta opção acredita que os códigos nas categorias sobrepostas podem

significar coisas diferentes quando elas são codificadas em actividade e não em participação, e

vice-versa. No entanto, só deve ser introduzido um único código na matriz de informações na

coluna do qualificador especificado.

(3) Categorias detalhadas de actividades e categorias amplas de participação, com ou

sem sobreposição

Outra abordagem para aplicar as definições de actividades e participação aos domínios restringe a

participação às categorias mais gerais ou amplas dentro de um domínio (e.g. categorias de

primeiro nível como cabeçalhos de capítulo) e considera as categorias mais detalhadas como

actividades (e.g. categorias de terceiro ou quarto nível). Essa abordagem separa as categorias

dentro de alguns ou de todos os domínios em termos da distinção ampla versus detalhada. O

CIF Utilizações possíveis da lista de Actividades e Participação

19 3


utilizador pode considerar alguns domínios como sendo inteiramente actividades ou inteiramente

participação (i.e. em todos os níveis de detalhe).

Por exemplo, d4550 Gatinhar pode ser interpretado como uma actividade enquanto que d455

Deslocar-se pode ser interpretado como participação.

Há duas maneiras possíveis de se lidar com essa abordagem: (a) não há “sobreposição”, i.e. se um

item é uma actividade, ele não é participação; ou (b) pode haver uma sobreposição, já que alguns

utilizadores podem utilizar toda a lista para actividades e apenas os títulos mais amplos para

participação.

Codificação a aplicar nesta estrutura

Similar à opção (1) ou opção (2).

(4) Utilização dos mesmos domínios tanto para actividades como para participação com

sobreposição total dos domínios.

Nesta opção podem ser considerados quer como actividades, quer como participação, todos os

domínios na lista de Actividades e Participação. Cada categoria pode ser interpretada como

funcionalidade individual (actividade) bem como funcionalidade social (participação).

Por exemplo, d330 Falar, pode ser considerada quer como uma actividade quer como uma

participação. Uma pessoa sem as cordas vocais pode falar utilizando dispositivos de auxílio. De

acordo com as avaliações, utilizando os qualificadores de capacidade e desempenho, essa pessoa

tem:

Primeiro qualificador



Dificuldade moderada de desempenho (talvez por causa de factores contextuais como

stresse pessoal ou as atitudes das outras pessoas) �� 2

Segundo qualificador

Dificuldade grave de capacidade sem dispositivo de auxílio �� 3

Terceiro qualificador

Dificuldade ligeira de capacidade com dispositivo de auxílio �� 1

De acordo com a matriz de informações da CIF, a situação dessa pessoa deve ser codificada

como:


d330.231

De acordo com a opção (4), ela também pode ser codificada como:

a330.231

p330.2


Na opção (4), quando são utilizados os dois qualificadores, de capacidade e de desempenho, há

dois valores para a mesma célula na matriz de informações da CIF: um para actividades e um para

participação. Se esses valores forem iguais, então não há conflito, apenas redundância. No

entanto, no caso de valores diferentes, os utilizadores devem desenvolver uma regra de decisão

quanto ao código a utilizar para a matriz de informações, dado que o estilo oficial de codificação

da OMS é:

CIF Utilizações possíveis da lista de Actividades e Participação

19 4


d categoria qp qc

Uma maneira de evitar esta redundância consiste em considerar o qualificador de capacidade

como actividade e o qualificador de desempenho como participação.

Outra possibilidade é desenvolver qualificadores adicionais para participação que tenham em

consideração o “envolvimento em situações da vida real”.

Espera-se que, com o uso contínuo da CIF e a obtenção de dados empíricos, se torne evidente qual

das opções acima é preferida pelos diferentes utilizadores da classificação. Por outro lado, as

pesquisas empíricas também conduzirão a uma operacionalização mais clara das noções de

actividades e participação. A partir dos dados sobre a maneira como estas noções são utilizadas

em diferentes situações, em diferentes países e para fins diferentes podem obter-se informações

úteis que deverão ser consideradas nas próximas revisões do esquema.

CIF Exemplos de Casos

19 5

Anexo 4


Exemplos de casos

Os exemplos apresentados a seguir descrevem as aplicações dos conceitos da CIF a vários casos.

Espera-se que eles ajudem os utilizadores a compreender a intenção e a aplicação dos conceitos e

dos constructos básicos da classificação. Para mais detalhes, solicita-se o favor de consultar os

manuais e os cursos de formação da OMS.

Deficiência que não resulta em limitação da capacidade nem em problemas de desempenho

Uma criança nasce sem uma unha. Esta malformação é uma deficiência de estrutura que

não interfere com a função da mão da criança ou no que a criança é capaz de fazer com

aquela mão, de maneira que não há limitação da capacidade da criança. Do mesmo modo,

pode não haver nenhum problema de desempenho – como brincar com outras crianças

sem ser importunada ou excluída da brincadeira – devido a essa malformação. Portanto, a

criança não tem limitações de capacidade ou problemas de desempenho.

Deficiência que não resulta em limitação da capacidade mas em problemas de desempenho

Uma criança diabética tem uma deficiência de função: o pâncreas não funciona

adequadamente para produzir insulina. A diabetes pode ser controlada com medicação,

denominada insulina. Quando as funções do corpo (níveis de insulina) estão sob controle,

não há limitações de capacidade associadas à deficiência. No entanto, a criança com

diabetes tende a ter um problema de desempenho na sua vida social com amigos ou

colegas, quando o acto de comer está em causa, já que ela deve limitar a ingestão de

açúcar. A falta de comida apropriada poderá criar um barreira. Por isso, apesar de não ter

nenhuma limitação de capacidade, a criança poderá ter uma dificuldade de integração

nesse meio ambiente, excepto se forem tomadas medidas para garantir o fornecimento de

alimentação adequada.

Outro exemplo é o de um indivíduo com vitíligo na face, mas nenhuma outra queixa

física. Este problema estético não resulta em limitações de capacidade. No entanto, o

indivíduo pode viver num local onde o vitíligo pode ser erradamente visto como lepra e

ser assim, considerado contagioso. Portanto, no ambiente habitual da pessoa, esta atitude

negativa é um barreira ambiental que leva a problemas significativos de desempenho nas

interacções interpessoais.

Deficiência que resulta em limitações da capacidade e – dependendo das circunstâncias – em

problemas ou não de desempenho:

Uma deficiência mental é uma variação importante no desenvolvimento intelectual. Ela

pode originar certas limitações em diversas capacidades da pessoa. Os factores

ambientais, no entanto, podem afectar o grau do desempenho individual em diferentes

domínios da vida. Por exemplo, uma criança com esta deficiência mental pode enfrentar

poucas desvantagens num ambiente em que as expectativas não sejam altas para a

população em geral e onde ela poderá realizar um conjunto de tarefas simples e

repetitivas, porém necessárias. Nesse ambiente, a criança teria um bom desempenho em

diferentes situações de vida.

CIF Exemplos de Casos

19 6

Uma criança semelhante, que cresce num ambiente competitivo e com expectativas



escolares elevadas, pode enfrentar mais problemas de desempenho em várias situações da

vida se comparada com a primeira criança.

Este exemplo levanta duas questões. A primeira é que a norma ou o padrão da população

em relação ao qual a funcionalidade individual é comparada deve ser apropriado

relativamente ao ambiente habitual em causa. A segunda é que a presença ou ausência de

factores ambientais pode ter um impacto facilitador ou limitador sobre essa

funcionalidade.

Deficiência anterior não resultando em limitação da capacidade, mas mesmo assim

causando problemas de desempenho

Um indivíduo que se recuperou de um episódio psicótico agudo, mas que carrega o

estigma de ter sido um "paciente mental", pode enfrentar problemas de desempenho no

domínio do trabalho ou das interacções interpessoais devido às atitudes negativas das

pessoas no seu ambiente habitual. O envolvimento da pessoa no trabalho e na vida social

é, portanto, restrito.

Deficiências e limitações da capacidade diferentes resultando em problemas de desempenho

similares

Um indivíduo pode não ser contratado para um emprego porque a extensão da sua

deficiência (tetraplegia) é vista como um barreira à realização de algumas das exigências

do trabalho (e.g. utilizar um computador com um teclado manual). O local de trabalho não

tem as adaptações necessárias para facilitar o desempenho dessas exigências do trabalho

por parte da pessoa (e.g. software de reconhecimento de voz que substitui o teclado

manual).

Outro indivíduo, com uma tetraplegia menos grave, pode ter a capacidade de realizar as

tarefas necessárias, mas pode não ser contratado porque a cota de contratação de pessoas

com incapacidade já foi preenchida.

Um terceiro indivíduo, capaz de realizar as actividades necessárias, pode não ser

contratado porque tem uma limitação de actividade que é atenuada pela utilização de uma

cadeira de rodas, mas o local de trabalho não é acessível para cadeira de rodas.

Por último, um indivíduo em cadeira de rodas pode ser contratado para o trabalho, ter

capacidade de realizar as tarefas exigidas pelo trabalho e, de facto, realizá-lo no contexto

laboral. Não obstante, esse indivíduo ainda pode ter problemas de desempenho no

domínio das interacções interpessoais com colegas de trabalho, por não lhe ser possível

aceder às áreas de descanso. Este problema de desempenho nas relações sociais no local

de trabalho pode impedir o acesso a oportunidades de promoção.

Todos os quatro indivíduos enfrentam problemas no domínio do trabalho devido à

interacção de diferentes factores ambientais com a sua condição de saúde ou deficiência.

No caso do primeiro indivíduo, as barreiras ambientais incluem ausência de adaptação no

local de trabalho e, provavelmente, atitudes negativas. O segundo indivíduo enfrenta

atitudes negativas em relação ao emprego de pessoas incapacitadas. O terceiro enfrenta

falta de acessibilidade ao ambiente físico e o último é confrontado com atitudes negativas

relacionadas com a incapacidade em geral.

CIF Exemplos de Casos

19 7

Suspeita de deficiência que resulta em problemas evidentes no desempenho sem limitação da



capacidade

Um indivíduo vem trabalhando com pacientes com VIH/SIDA. Essa pessoa tem um bom

estado geral de saúde, mas tem de se submeter a testes periódicos de VIH.. Não tem

limitações de capacidade. Apesar disso, as pessoas que o conhecem socialmente,

suspeitam que ele pode estar infectado com o VIH e, portanto, evitam-no. Isto leva a

problemas significativos do desempenho da pessoa no domínio das interacções sociais e

da vida comunitária, social e cívica. A sua participação está restringida por causa das

atitudes negativas adoptadas pelas pessoas no seu ambiente.

Deficiências que actualmente não estão classificadas na CIF resultando em problemas de

desempenho

A mãe de uma mulher faleceu de cancro da mama. Esta mulher tem 45 anos e,

recentemente, submeteu-se a testes voluntários tendo descoberto que é portadora de um

código genético que a coloca no grupo de risco para o cancro de mama. Ela não tem

nenhum problema funcional ou na estrutura do corpo, ou limitação das capacidades, mas a

companhia de seguros tem recusado fazer-lhe um seguro de saúde por causa do seu risco

acrescido para o cancro da mama. Assim, por causa da política seguida pela companhia de

seguros, vê restringido o seu envolvimento no domínio de cuidar da sua saúde.

Exemplos adicionais

Um menino de 10 anos é encaminhado para um terapeuta da fala com o diagnóstico de

referência de "gaguez". Durante o exame são detectados problemas de descontinuidade na

fala, de acelerações inter e intra verbais, de cadência dos movimentos da fala e de ritmo

inadequado da fala (deficiências). Na escola tem dificuldades para ler em voz alta e

conversar (limitações de capacidade). Nas discussões em grupo, ele não toma qualquer

iniciativa para participar das discussões embora desejasse fazê-lo (problema de

desempenho no domínio conversar com muitas pessoas). Quando está em grupo a

participação do menino na conversação é limitada por causa das normas e práticas sociais

relacionadas com o desenrolar de uma conversação.

Uma mulher de 40 anos, com uma lesão na coluna cervical ocorrida quatro meses antes,

queixa-se de dores na nuca, fortes dores de cabeça, tonturas, redução da força muscular e

ansiedade (deficiências). A sua capacidade para andar, cozinhar, limpar, utilizar o

computador e conduzir é limitada (limitações de capacidade). Na consulta com o seu

médico, ficou acordado que se esperava por uma diminuição dos problemas de saúde

antes de voltar ao seu trabalho com horário fixo e a tempo completo (problemas de

desempenho no domínio do trabalho). Se as políticas de trabalho no seu ambiente habitual

permitissem optar por um horário flexível, descansar quando os seus sintomas estivessem

particularmente agudos, bem como trabalhar em casa, a sua participação no domínio do

trabalho iria melhorar.

CIF A CIF e as pessoas com incapacidades

19 8

Anexo 5


A CIF e as pessoas com incapacidades

O processo de revisão da CIF beneficiou, desde o seu início, das contribuições de pessoas com

incapacidades e, também, das suas organizações. A Organização Internacional de Pessoas

Incapacitadas, em particular, participou com muito do seu tempo e energia no processo de revisão

e a CIF reflecte essa importante contribuição.

A OMS reconhece a importância da participação plena das pessoas com incapacidades e das suas

organizações na revisão de uma classificação de funcionalidade e incapacidade. Como uma

classificação, a CIF servirá como base para a avaliação e a medição da incapacidade em muitos

contextos científicos, clínicos, administrativos e de política social. Como tal, a preocupação é que

a CIF não seja mal utilizada em detrimento dos interesses das pessoas com incapacidades (ver

Directrizes Éticas no Anexo 6).

A OMS reconhece, em particular, que os termos utilizados na classificação podem, apesar de

todos esforços, estigmatizar e rotular. Em resposta a esta preocupação, tomou-se a decisão, no

início do processo, de abandonar totalmente o termo "handicap" (desvantagem, limitação) –

devido às suas conotações pejorativas em inglês – e não utilizar o termo "incapacidade" como

nome do componente, mas mantê-lo como o termo genérico geral.

No entanto, ainda permanece a difícil questão de qual a melhor maneira de se fazer a referência

aos indivíduos que enfrentam algum grau de limitação ou restrição funcional. A CIF utiliza o

termo “incapacidade” para designar um fenómeno multidimensional que resulta da interacção

entre as pessoas e o seu ambiente físico e social. Por diversas razões, quando se referem a

indivíduos, algumas pessoas preferem utilizar o termo “pessoas com incapacidade’ enquanto

outras preferem “pessoas incapacitadas”. À luz desta divergência, não há uma prática universal a

ser adoptada pela OMS, e não é apropriado que a CIF adopte rigidamente uma abordagem em

detrimento de outra. Em vez disto, a OMS confirma o princípio importante de que as pessoas têm

o direito de serem chamadas da forma que melhor desejem.

Além disso, é importante destacar que a CIF não é, de forma alguma, uma classificação de

pessoas. Ela é uma classificação das características de saúde das pessoas dentro do contexto das

situações individuais de vida e dos impactos ambientais. A interacção das características de saúde

com os factores contextuais é que produz a incapacidade. Assim, os indivíduos não devem ser

reduzidos ou caracterizados apenas em termos das suas deficiências, limitações de actividade, ou

restrições de participação. Por exemplo, em vez de ser referir a uma “pessoa mentalmente

incapacitada”, a classificação utiliza a frase “pessoa com um problema de aprendizagem”. A CIF

garante isto ao evitar qualquer referência a uma pessoa usando termos que descrevem a sua

condição de saúde ou de incapacidade, e por utilizar uma linguagem neutra, se não positiva, e

concreta.

Para lidar adicionalmente com a preocupação legítima da rotulagem sistemática das pessoas, as

categorias na CIF são expressas de maneira neutra para evitar o menosprezo, o estigma e as

conotações inadequadas. No entanto, esta abordagem traz consigo o problema que poderia ser

chamado de “saneamento de termos”. Os atributos negativos da condição de saúde de uma pessoa

e a maneira como as outras pessoas reagem a essa condição são independentes dos termos

utilizados para definir a condição. Seja qual for o termo atribuído à incapacidade, ela existe

independentemente dos rótulos. O problema não é apenas uma questão de linguagem, mas

também, e principalmente, uma questão das atitudes dos outros indivíduos e da sociedade em

relação à incapacidade. O que é necessário é elaborar um conteúdo correcto e utilizar

correctamente os termos e a classificação.

CIF A CIF e as pessoas com incapacidades

19 9

A OMS assume o compromisso de continuar os seus esforços no sentido de garantir que pessoas



com incapacidades beneficiem da classificação e da avaliação e não sejam privadas dos seus

direitos ou discriminadas.

Espera-se que as próprias pessoas incapacitadas contribuam para a utilização e desenvolvimento

da CIF em todos os sectores. Como investigadores, gestores e legisladores, as pessoas

incapacitadas ajudarão a desenvolver protocolos e ferramentas baseadas na CIF. A classificação

também serve como um instrumento poderoso para uma política baseada em evidências. Ela

fornece dados fiáveis e comparáveis que permitem fundamentar uma mudança. A noção política

de que a incapacidade resulta tanto das barreiras ambientais como das condições de saúde ou

deficiências deve ser transformada primeiramente num programa de investigação e depois em

evidências válidas e fiáveis. Essas evidências podem desencadear uma verdadeira mudança social

para as pessoas com incapacidades em todo o mundo.

O apoio à incapacidade também pode ser intensificado através da utilização da CIF. Como o

principal objectivo é identificar as intervenções que possam melhorar os níveis de participação

das pessoas com incapacidades, a CIF pode ajudar a identificar onde está o principal “problema”

da incapacidade: no ambiente que cria um barreira, na ausência de um facilitador, na capacidade

limitada do próprio indivíduo ou numa combinação de factores. Este esclarecimento permitirá

orientar adequadamente as intervenções e monitorizar e medir os seus efeitos sobre os níveis de

participação. Deste modo, podem ser atingidos os objectivos concretos baseados em evidências e

ser alcançadas as metas globais de apoio à incapacidade.

CIF Directrizes éticas para a utilização da CIF

20 0

Anexo 6


Directrizes éticas para a utilização da CIF

Todos os instrumentos científicos podem ser mal utilizados e conduzir a abusos. Seria ingénuo




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