Cif classificação Internacional de Funcionalidades pdf



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considerar todos os componentes da classificação, a saber, Funções e Estruturas do Corpo,

Actividades e Participação, Factores Ambientais. Como é muito pouco provável esperar que todos

os códigos possíveis sejam utilizados em cada contacto, os utilizadores, para descrever uma dada

experiência de saúde, seleccionarão os códigos mais relevantes de acordo com as circunstâncias

em que se verificar o contacto.

Codificação de informações relevantes

As informações são sempre codificadas no contexto de uma condição de saúde. Embora a

utilização dos códigos não seja necessária para traçar as ligações entre a condição de saúde e os

aspectos da funcionalidade e da incapacidade que são codificados, a CIF é uma classificação de

saúde e assim, ela pressupõe a presença de uma condição de saúde de algum tipo. Portanto, as

informações sobre o que uma pessoa faz ou escolhe não fazer não estão relacionadas com um

problema de funcionalidade associado a uma condição de saúde e não devem ser codificadas. Por

exemplo, se uma pessoa decide não iniciar novos relacionamentos com os seus vizinhos por

motivos alheios à sua saúde, então não é apropriado utilizar a categoria d7200 que inclui as acções

ao estabelecer relacionamentos. Inversamente, se a decisão da pessoa está relacionada com uma

condição de saúde (e.g. depressão), então o código deve ser aplicado.

Não estão codificadas actualmente na CIF as informações que reflectem o sentimento de

envolvimento ou satisfação da pessoa com o nível de funcionalidade. A realização de estudos e

pesquisas poderá fornecer outros qualificadores adicionais que permitam a codificação dessas

informações.

Apenas devem ser codificados aqueles aspectos da funcionalidade da pessoa relevantes para um

período de tempo pré-definido. Não devem ser registadas as funções relacionadas com um

contacto anterior e que não tenham significado no encontro actual.

Codificação de informações explícitas

Quando o utilizador atribui um código, não deve fazer deduções sobre a inter-relação entre uma

deficiência das funções do corpo, uma limitação de actividade ou uma restrição de participação.

Por exemplo, se uma pessoa tem uma limitação na funcionalidade relacionada com a sua

deslocação, não se justifica pressupor que ela tenha uma deficiência das funções do movimento.

Do mesmo modo, o facto de uma pessoa ter uma capacidade limitada para se deslocar não implica

que ela tenha um problema de desempenho ao deslocar-se. O utilizador deve obter,

separadamente, informações explícitas, sobre as Funções e Estruturas do Corpo e sobre a

capacidade e o desempenho (em alguns casos, como por exemplo, nas funções mentais, é

necessário proceder a outras observações já que a função em questão não é directamente

observável).

CIF Guia para a Codificação pela CIF

18 4


Codificação de informações específicas

Os estados de saúde e aqueles relacionados com a saúde devem ser registados o mais

especificamente possível, através da atribuição da categoria CIF mais apropriada. Por exemplo, o

código mais específico para uma pessoa com cegueira nocturna é b21020 “Sensibilidade à luz”.

Se, no entanto, por algum motivo, este nível de detalhe não puder ser aplicado, pode ser utilizado

o código correspondente “ascendente ” na hierarquia (neste caso, b2102 Qualidade da visão, b210

Funções da visão ou b2 Funções sensoriais e dor).

Para identificar o código apropriado de maneira fácil e rápida, recomenda-se vivamente a

utilização do Browser22 da CIF, que contém um dispositivo de busca com um índice electrónico

da versão completa da classificação. Em alternativa, pode ser utilizado o índice alfabético.

3. Convenções para a codificação dos Factores Ambientais

Para a codificação dos factores ambientais, podem ser utilizadas três convenções de codificação:

Convenção 1

Os factores ambientais são codificados independentemente, sem relacionar esses códigos com as

funções orgânicas, com estruturas anatómicas ou com actividades e participação.

Funções do corpo __________________

Estruturas do corpo __________________

Actividades e Participação __________________

Ambiente __________________

Convenção 2

Os factores ambientais são codificados para todos os componentes.

Funções do corpo __________ Código E __________

Estruturas do corpo __________ Código E __________

Actividades e Participação __________ Código E___________

Convenção 3

Os factores ambientais são codificados em todos os itens, usando os códigos dos qualificadores de

capacidade e desempenho no componente Actividades e Participação.

Qualificador de desempenho __________ Código E __________________

Qualificador de capacidade __________ Código E __________________

4. Regras de codificação específicas para os componentes

4.1 Codificação das funções do corpo

Definições

22 O Browser da CIF em diferentes idiomas pode ser obtido do website da CIF:

http://www.who.int/classification/icf

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As funções do corpo (ou funções orgânicas) são as funções fisiológicas dos sistemas orgânicos

(incluindo as funções psicológicas). As deficiências são problemas nas funções ou estruturas do

corpo, tais como, um desvio ou perda significativos.

Utilização do qualificador para as funções do corpo

As funções do corpo são codificadas com um qualificador que indica a extensão ou magnitude da

deficiência. A presença de uma deficiência pode ser identificada como uma perda ou falta, uma

redução, uma adição ou um excesso, ou um desvio.

A deficiência de uma pessoa com hemiparesia pode ser descrita com o código b7302 "Força dos

músculos de um lado do corpo":

Extensão da deficiência (primeiro qualificador)

b7302._


Quando há uma deficiência, ela pode ser classificada segundo a gravidade utilizando-se o

qualificador genérico. Por exemplo:

b7302.1 Deficiência LIGEIRA da força dos músculos de um lado do corpo (5-24%)

b7302.2 Deficiência MODERADA da força dos músculos de um lado do corpo (25-49%)

b7302.3 Deficiência GRAVE da força dos músculos de um lado do corpo (50-95%)

b7302.4 Deficiência COMPLETA da força dos músculos de um lado do corpo (96-100%)

A ausência de uma deficiência (de acordo com um valor mínimo pré-definido) é indicada pelo

valor “0” do qualificador genérico. Por exemplo:

b7302.0 NENHUMA deficiência da força dos músculos de um lado do corpo

Deve ser utilizado o valor "8" sempre que não houver informações suficientes para especificar a

gravidade da deficiência. Por exemplo, se o histórico de saúde de uma pessoa indicar que está

sofrendo de fraqueza do lado direito do corpo, sem fornecer detalhes adicionais, então pode ser

aplicado o seguinte código:

b7302.8 Deficiência da força dos músculos de um lado do corpo, não

especificada

Pode haver situações em que seja inadequado aplicar um código específico. Por exemplo, o

código b650 "Funções relacionadas com a menstruação" não é aplicável para mulheres antes ou

depois de uma determinada idade (pré-menarca ou pós-menopausa). Para estes casos, é designado

o valor “9”.

b650.9 Funções relacionadas com a menstruação, não aplicável

Correlativos estruturais das funções do corpo

As classificações das Funções do Corpo e das Estruturas do Corpo foram concebidas para

funcionar em paralelo. Quando é utilizado um código de função do corpo, o utilizador deve

verificar se o código da estrutura correspondente é aplicável. Por exemplo, as funções orgânicas

incluem sentidos humanos básicos como "Visão e funções relacionadas" - b210-b229 e os seus

correspondentes estruturais situam-se entre s210 e s230 "Olho e estruturas relacionadas".

Inter-relação entre deficiências

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As deficiências podem originar outras deficiências. Por exemplo, um problema de força muscular



pode prejudicar as funções de movimento, as funções cardíacas podem estar relacionadas com as

funções respiratórias, a percepção pode estar relacionada com as funções do pensamento.

Identificação das deficiências nas funções do corpo (orgânicas)

Para aquelas deficiências que nem sempre podem ser observadas directamente (e.g. funções

mentais), o utilizador pode inferir a deficiência a partir da observação do comportamento. Por

exemplo, num cenário clínico, a memória pode ser avaliada através da aplicação de testes

padronizados e, embora não seja possível efectivamente "observar" a função do cérebro, é

razoável presumir, a partir dos resultados dos testes, que as funções da memória estão

prejudicadas.

4.2 Codificação das estruturas do corpo

Definições

As estruturas do corpo são as partes anatómicas do corpo como órgãos, membros e seus

componentes. As deficiências são problemas na função ou estrutura do corpo, tais como, um

desvio ou perda significativos.

Utilização de qualificadores para a codificação de estruturas do corpo

As estruturas do corpo são codificadas com três qualificadores. O primeiro qualificador descreve

a extensão ou grau da deficiência, o segundo qualificador é utilizado para indicar a natureza da

mudança e o terceiro indica a localização da deficiência.

Extensão da deficiência (primeiro qualificador

Natureza da deficiência (segundo qualificador)

↓ ↓ Localização da deficiência (terceiro qualificador)

↓ ↓ ↓


s7300._ _ _

Na Tabela 1 estão indicados os esquemas descritivos utilizados para os três qualificadores.

Tabela 1. Escala dos qualificadores para as estruturas do corpo

Primeiro qualificador

Extensão da deficiência

Segundo qualificador

Natureza da deficiência

Terceiro qualificador

(sugerido)

Localização da deficiência

0 NENHUMA deficiência 0 nenhuma mudança na estrutura 0 mais de uma região

1 Deficiência LIGEIRA 1 ausência total 1 direita

2 Deficiência MODERADA 2 ausência parcial 2 esquerda

3 Deficiência GRAVE 3 parte adicional 3 ambos os lados

4 Deficiência COMPLETA 4 dimensões aberrantes 4 parte anterior

8 não especificada 5 descontinuidade 5 parte posterior

9 não aplicável 6 desvio de posição 6 proximal

7 mudanças qualitativas na estrutura,

incluindo acumulação de fluidos

7 distal

8 não especificada 8 não especificada

9 não aplicável 9 não aplicável

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4.3 Codificação do componente Actividades e Participação

Definições

Actividade é a execução de uma tarefa ou acção por um indivíduo. Participação é o envolvimento

numa situação de vida. Limitações de actividade são dificuldades que um indivíduo pode

encontrar ao executar actividades. Restrições de participação são problemas que um indivíduo

pode experimentar quando se envolve em situações da vida.

As Actividades e a Participação formam uma única lista de domínios.

Utilização dos qualificadores de capacidade e desempenho

Actividades e Participação são codificadas com dois qualificadores: o qualificador de

desempenho, que ocupa a posição do primeiro dígito após o ponto, e o qualificador de capacidade

que ocupa a posição do segundo dígito após o ponto. O código que identifica a categoria da lista

de Actividades e Participação e os dois qualificadores formam a matriz de informação padrão.

Qualificador de desempenho (primeiro qualificador)

↓ Qualificador de capacidade (sem ajuda) (segundo qualificador)

↓ ↓

d4500._ _



Matriz de informação

(padrão)

O qualificador de desempenho descreve o que um indivíduo faz no seu ambiente habitual. Como

o ambiente habitual inclui um contexto social, o desempenho registado por este qualificador pode

ser entendido como "envolvimento numa situação da vida" ou "a experiência vivida" das pessoas

no contexto real em que vivem. Esse contexto inclui os factores ambientais – i.e., todos os

aspectos do mundo físico, social e atitudinal. Estas características do ambiente habitual podem ser

codificadas utilizando-se a classificação dos Factores Ambientais.

O qualificador de capacidade descreve a aptidão de um indivíduo para executar uma tarefa ou

acção. Este constructo visa indicar o nível mais alto provável de funcionalidade que uma pessoa

pode atingir num dado domínio, num dado momento. Para avaliar a capacidade total de um

indivíduo, é necessário ter um ambiente "padronizado" para neutralizar o impacto variável dos

diferentes ambientes sobre a capacidade do indivíduo. Este ambiente padronizado pode ser: (a)

um ambiente real utilizado correntemente para avaliação de capacidade em situações de teste; (b)

nos casos em que isto não for possível, um ambiente considerado como tendo um impacto

uniforme. Esse ambiente pode ser chamado de ambiente "uniforme" ou "padrão". Assim, o

constructo de capacidade reflecte a aptidão do indivíduo ajustada para o ambiente. Este

ajustamento deve ser o mesmo para todas as pessoas e em todos os países para permitir

comparações internacionais. As características do ambiente uniforme ou padrão, para serem

precisas, podem ser codificadas utilizando-se o componente dos Factores Ambientais. A lacuna

entre a capacidade e o desempenho reflecte a diferença entre os impactos dos ambientes habitual e

uniforme, fornecendo assim uma orientação útil sobre o que pode ser feito no ambiente do

indivíduo para melhorar o seu desempenho.

Habitualmente, o qualificador de capacidade sem auxílio é utilizado para descrever a aptidão real

do indivíduo sem a ajuda de um dispositivo de auxílio ou de assistência pessoal. Como o

qualificador de desempenho está relacionado com o ambiente habitual do indivíduo, a presença de

dispositivos de auxílio ou de assistência pessoal ou de barreiras pode ser observada directamente.

CIF Guia para a Codificação pela CIF

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A natureza do facilitador ou da barreira pode ser descrita utilizando-se a classificação dos



Factores Ambientais.

Qualificadores opcionais

Os terceiro e quarto qualificadores, opcionais, proporcionam ao utilizador a possibilidade de

codificar a capacidade com assistência e o desempenho sem auxílio.

Qualificador de desempenho (primeiro qualificador)

↓ Qualificador de capacidade sem auxílio (segundo qualificador)

↓ ↓ Qualificador de capacidade com auxílio (terceiro qualificador)

↓ ↓ ↓ Qualificador de desempenho sem auxílio (quarto qualificador)

↓ ↓ ↓ ↓

d4500. _ _ _ _

Matriz de Opcional

Informação

(padrão)

Qualificadores adicionais

O quinto dígito é reservado para qualificadores que podem ser desenvolvidos no futuro, como um

qualificador para envolvimento ou satisfação subjectiva.

Qualificador de desempenho (primeiro qualificador)

↓ Qualificador de capacidade sem auxílio (segundo qualificador)

↓ ↓ Qualificador de capacidade com auxílio (terceiro qualificador)

↓ ↓ ↓ Qualificador de desempenho sem auxílio (quarto qualificador)

↓ ↓ ↓ ↓ Qualificador adicional (quinto qualificador)

↓ ↓ ↓ ↓ ↓

d4500. _ _ _ _ _

Matriz de infor- Opcional Adicional (em desenvolvimento)

mação (padrão)

Os qualificadores de capacidade e de desempenho podem ainda ser utilizados com e sem

dispositivos de auxílio ou assistência pessoal, e de acordo com a seguinte escala (na qual xxx

significa o número de domínio do segundo nível):

xxx.0 NENHUMA dificuldade

xxx.1 Dificuldade LIGEIRA

xxx.2 Dificuldade MODERADA

xxx.3 Dificuldade GRAVE

xxx.4 Dificuldade COMPLETA

xxx.8 não especificada

xxx.9 não aplicável

Quando se deve usar o qualificador de desempenho e o qualificador de capacidade

Qualquer um dos qualificadores pode ser utilizado para cada uma das categorias das listas. No

entanto, as informações transmitidas são diferentes em cada caso. Quando ambos os

qualificadores são utilizados, o resultado é uma agregação de dois constructos, i.e.:

CIF Guia para a Codificação pela CIF

18 9

d4500. 2 _



d4500.2 1 ��

d4500. _ 1

Se apenas um qualificador é utilizado, o espaço não utilizado não deve ser preenchido com .8 ou

.9, mas deve ser deixado em branco, já que estes dois dígitos são valores utilizados na avaliação e

isto implicaria que o qualificador está sendo utilizado.

Exemplos da aplicação dos dois qualificadores

d4500 andar distâncias curtas

Para o qualificador de desempenho, este domínio refere-se a deslocar-se a pé, no ambiente

habitual da pessoa, tal como, sobre diferentes superfícies e condições, com o uso de uma bengala,

andarilho, ou de outra tecnologia de auxílio, por distâncias menores que 1 km. Por exemplo, o

desempenho de uma pessoa que perdeu a perna num acidente de trabalho e, desde então, utiliza

uma bengala mas enfrenta dificuldades moderadas para se movimentar porque os passeios na

vizinhança são muito inclinados e têm um piso muito escorregadio, pode ser codificado como:

d4500. 3 _ restrição moderada no desempenho de andar distâncias curtas

Para o qualificador de capacidade, este domínio refere-se à capacidade de um indivíduo se mover

sem auxílio. Para neutralizar o impacto variável dos diferentes ambientes, a capacidade pode ser

avaliada num ambiente "padronizado". Esse ambiente padronizado pode ser: (a) um ambiente real

utilizado habitualmente para avaliação de capacidade em situações de teste; (b) nos casos em que

isto não for possível, um ambiente considerado como tendo um impacto uniforme. Por exemplo, a

capacidade real da pessoa acima mencionada de andar sem bengala num ambiente padronizado

(como por exemplo, com superfície lisa e não escorregadia) será muito limitada. Portanto, a

capacidade da pessoa pode ser codificada como segue:

d4500. _ 3 limitação grave de capacidade para andar distâncias curtas

Os utilizadores quando usam o qualificador de desempenho ou de capacidade e desejam

especificar o ambiente habitual ou o padronizado devem utilizar a classificação de Factores

Ambientais (ver convenção de codificação 3 para Factores Ambientais na secção 3 )

4.4 Codificação de factores ambientais

Definições

Os Factores Ambientais compõem o ambiente físico, social e atitudinal em que as pessoas vivem

e conduzem sua vida.

Utilização dos Factores Ambientais

Os Factores Ambientais são um componente da Parte 2 (Factores Contextuais) da classificação.

Os factores ambientais devem ser considerados para cada componente da funcionalidade e

codificados de acordo com uma das três convenções descritas na secção 3 .

CIF Guia para a Codificação pela CIF

19 0


Os factores ambientais devem ser codificados sob a perspectiva da pessoa cuja situação está sendo

descrita. Por exemplo, as rampas com piso liso podem ser codificadas como um facilitador para

uma pessoa em cadeira de rodas, mas como uma barreira para um invisual.

O qualificador indica até que ponto um factor é um facilitador ou uma barreira. Há vários motivos

pelos quais um factor ambiental pode ser um facilitador ou uma barreira, e em que medida. No

caso dos facilitadores, o avaliador deve ter em mente questões como a disponibilidade de um

recurso, se o acesso está garantido ou é variável, se é de boa ou de má qualidade e assim por

diante. No caso de barreiras, pode ser relevante saber com que frequência um factor limita a

pessoa, se a dificuldade é grande ou pequena, evitável ou não. Deve-se ter em mente também que

um factor ambiental pode ser uma barreira tanto pela sua presença (por exemplo, atitudes

negativas em relação a pessoas com incapacidades) quanto pela sua ausência (por exemplo, não

dispor de um serviço necessário). Os efeitos que os factores ambientais têm sobre a vida das

pessoas com condições de saúde são variados e complexos, e espera-se que as pesquisas futuras

levem a uma melhor compreensão desta interacção e, possivelmente, indiquem a utilidade de um

segundo qualificador para esses factores.

Em alguns casos, um conjunto diverso de factores ambientais é resumido por um único termo

como pobreza, desenvolvimento, contexto urbano ou rural, ou capital social. Esses termos que

resumem muitas características não são encontrados na classificação. De facto, o utilizador

deve separar os factores que os compõem e codificá-los. Mais uma vez se constata a

necessidade de realizar pesquisas adicionais para determinar se há conjuntos consistentes

e claros de factores ambientais que compõem cada um desses termos.

Primeiro qualificador

Abaixo, incluímos a escala positiva e negativa que indica a extensão em que um factor

ambiental age como barreira ou facilitador. A utilização de um ponto sozinho denota

barreira enquanto que a utilização do sinal + denota um facilitador como indicado abaixo:

xxx.0 NENHUM o xxx+0 NENHUM Facilitador

xxx.1 Barreira LIGEIRA xxx+1 Facilitador LIGEIRO

xxx.2 Barreira MODERADA xxx+2 Facilitador MODERADO

xxx.3 Barreira GRAVE xxx+3 Facilitador SUBSTANCIAL

xxx.4 Barreira COMPLETA xxx+4 Facilitador COMPLETO

xxx.8 barreira, não especificada xxx+8 facilitador, não especificado

xxx.9 não aplicável xxx.9 não aplicável

CIF Utilizações possíveis da lista de Actividades e Participação

19 1


Anexo 3

Utilizações possíveis da lista de Actividades e Participação

O componente de Actividades e Participação é uma lista neutra de domínios que indica várias

acções e áreas da vida. Cada domínio contém categorias em diferentes níveis ordenados do geral

ao mais detalhado (e.g. o domínio Mobilidade, Capítulo 4, contém categorias como d450

"Andar" e sob ela o item mais específico d4500 "Andar distâncias curtas"). A lista dos domínios

de actividade e participação cobre a gama completa da funcionalidade, que pode ser codificada a

nível individual e social.

Como indicado na Introdução, essa lista pode ser utilizada de diferentes maneiras para indicar as

noções específicas de “Actividades” e “Participação”, definidas na CIF como segue:

No contexto de saúde:

Actividade é a execução de uma tarefa ou de uma acção por um indivíduo.

Participação é o envolvimento numa situação da vida real.

Há quatro opções alternativas para estruturar a relação entre actividades (a) e participação (p) em

termos da lista de domínios:

(1) Grupos distintos de domínios de actividades e domínios de participação (sem




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