Cif classificação Internacional de Funcionalidades pdf



Baixar 1.1 Mb.
Página17/22
Encontro02.07.2019
Tamanho1.1 Mb.
1   ...   14   15   16   17   18   19   20   21   22

naquela cultura ou sociedade.

Factores contextuais são os factores que, em conjunto, constituem o contexto completo da vida

de um indivíduo e, em particular, a base sobre a qual os estados de saúde são classificados na CIF.

Há dois componentes dos factores contextuais: Factores Ambientais e Factores Pessoais.

Factores ambientais constituem um componente da CIF e referem-se a todos os aspectos do

mundo externo ou extrínseco que formam o contexto da vida de um indivíduo e, como tal, têm um

impacto sobre a funcionalidade dessa pessoa. Os factores ambientais incluem o mundo físico e as

suas características, o mundo físico criado pelo homem, as outras pessoas em diferentes

relacionamentos e papéis, as atitudes e os valores, os serviços e os sistemas sociais, as políticas, as

regras e as leis.

Factores pessoais são factores contextuais relacionados com o indivíduo, tais como, idade, sexo,

nível social, experiências da vida, etc., que não são classificados na CIF, mas que os utilizadores

podem incorporar nas suas aplicações da classificação.

Facilitadores são factores ambientais que, através da sua ausência ou presença, melhoram a

funcionalidade e reduzem a incapacidade de uma pessoa. Estes factores incluem aspectos como

um ambiente físico acessível, disponibilidade de tecnologia de assistência apropriada, atitudes

positivas das pessoas em relação à incapacidade, bem como serviços, sistemas e políticas que

visam aumentar o envolvimento de todas as pessoas com uma condição de saúde em todas as

áreas da vida. A ausência de um factor também pode ser um facilitador, por exemplo, a ausência

de estigma ou de atitudes negativas. Os facilitadores podem impedir que uma deficiência ou

limitação de actividade se transforme numa restrição de participação, já que o desempenho real de

uma acção é melhorado, apesar do problema da pessoa relacionado com a capacidade.

18 “Limitação de actividade” substitui o termo “incapacidade” utilizado na versão de 1980 da ICIDH.

19 “Restrição de participação” substitui o termo “desvantagem” utilizado na versão de 1980 da ICIDH.

CIF Questões de Taxonomia e de Terminologia

17 3


Barreiras são factores ambientais que, através da sua ausência ou presença, limitam a

funcionalidade e provocam incapacidade. Estes factores incluem aspectos como um ambiente

físico inacessível, falta de tecnologia de assistência apropriada, atitudes negativas das pessoas em

relação à incapacidade, bem como serviços, sistemas e políticas inexistentes ou que dificultam o

envolvimento de todas as pessoas com uma condição de saúde em todas as áreas da vida.

Capacidade é um constructo que indica, como qualificador, o nível máximo possível de

funcionalidade que uma pessoa pode atingir, num dado momento, em algum dos domínios

incluídos em Actividades e Participação. A capacidade é medida num ambiente uniforme ou

padrão reflectindo assim a capacidade do indivíduo ajustada para o ambiente. O componente dos

Factores Ambientais pode ser utilizado para descrever as características deste ambiente uniforme

ou padrão.

Desempenho é um constructo que descreve, como qualificador, o que os indivíduos fazem no seu

ambiente habitual incluindo assim o aspecto do envolvimento de uma pessoa nas situações da

vida. O ambiente habitual também é descrito através do componente Factores Ambientais.

17 4

Fig. 2 Estrutura da CIF



Classificação

Partes


Componentes

Constructos/qualificadores

Domínios e categorias

a diferentes níveis

CIF

Parte 2


Factores

Parte 2


Factores Contextuais

Parte 1


Funcionalidade e Incapacidade

Factores

Ambientais

Nível


dos itens

- 1º


- 2º

- 3º e 4º

Nível

dos itens



- 1º

- 2º


- 3º e 4º

Nível


dos itens

- 1º


- 2º

- 3º e 4º

Nível

dos itens



- 1º

- 2º


- 3º e 4º

Nível


dos itens

- 1º


- 2º

- 3º e 4º

Capacidade Facilitador/

Mudança na Desempenho /Barreira

Estrutura do Corpo

Mudança de

Funções do Corpo

Factores

Pessoais

Actividade

e Participação

Funções e

Estruturas do Corpo

CIF Questões de Taxonomia e de Terminologia

17 5

2. A CIF como classificação



Para compreender globalmente a classificação CIF, é importante compreender a sua estrutura. Isto

reflecte-se nas definições dos seguintes termos e é ilustrado na Fig. 2.

Classificação corresponde à estrutura geral e ao universo da CIF. Na hierarquia, este é o termo

mais elevado.

Partes da classificação correspondem a cada uma das duas subdivisões da classificação.

• Parte 1 engloba Funcionalidade e Incapacidade

• Parte 2 engloba Factores Contextuais

Componentes são cada uma das duas subdivisões principais das partes.

Os componentes da Parte 1 são:

• Funções e Estruturas do Corpo

• Actividades e Participação.

Os componentes da Parte 2 são:

• Factores Ambientais

• Factores Pessoais (não classificados na CIF).

Constructos são definidos através do uso dos qualificadores com códigos relevantes.

Há quatro constructos para a Parte 1 e um para a Parte 2.

Para a Parte 1, os constructos são:

• Mudanças nas funções do corpo (orgânicas)

• Mudanças na estrutura do corpo (anatómicas)

• Capacidade

• Desempenho

Para Parte 2, o constructo é:

• Facilitadores ou barreiras em factores ambientais

Domínios são conjuntos práticos e lógicos de funções fisiológicas relacionadas, de estruturas

anatómicas, de acções, tarefas ou áreas da vida. Os domínios compõem os diferentes capítulos e

blocos dentro de cada componente.

Categorias são classes e subclasses dentro do domínio de um componente, i.e., unidades de

classificação.

Níveis compõem a ordem hierárquica e fornecem indicações até ao nível de detalhe das categorias

(i.e. nível de detalhe dos domínios e das categorias). O primeiro nível engloba todos os itens do

segundo nível e assim sucessivamente.

3. Definições das categorias da CIF

CIF Questões de Taxonomia e de Terminologia

17 6


As definições são afirmações que especificam os atributos essenciais (i.e. qualidades,

propriedades ou relações) do conceito designado pela categoria. Uma definição estabelece que

tipo de coisa ou de fenómeno é designado pelo termo e, operacionalmente, indica como ele difere

de outras coisas ou fenómenos relacionados.

Durante a construção das definições das categorias da CIF, foram consideradas as seguintes

características ideais das definições operacionais, incluindo inclui e exclui:

• As definições devem ter um significado e ser consistentes do ponto de vista lógico.

• Elas devem identificar unicamente o conceito pretendido pela categoria.

• Elas devem apresentar os atributos essenciais do conceito – tanto na intenção (o que o

conceito significa intrinsecamente) como na extensão (a que objectos ou fenómenos ela

se refere).

• Elas devem ser precisas, sem ambiguidades, e devem englobar o significado do termo na

sua totalidade.

• Elas devem ser expressas em termos operacionais (e.g. em termos da gravidade, duração,

importância relativa e possíveis associações).

• Elas devem evitar a circularidade, i.e., o próprio termo, ou qualquer sinónimo, não deve

aparecer na definição que também não deve incluir um termo definido noutro local em

que se utiliza o primeiro termo na sua definição.

• Quando apropriado, elas devem referir-se a possíveis factores etiológicos ou interactivos.

• Elas devem-se ajustar aos termos das categorias superiores (e.g. um termo do terceiro

nível deve incluir as características gerais da categoria de segundo nível à qual pertence).

• Elas devem ser consistentes com os atributos dos termos subordinados (e.g. os atributos

do segundo nível não devem contradizer os termos do terceiro nível subjacente).

• Elas devem ser concretas, operacionais devendo-se evitar o sentido figurado ou as

metáforas.

• Elas devem conter formulações empíricas que sejam observáveis, testáveis ou dedutíveis

por meios indirectos.

• Elas devem ser formuladas, sempre que possível, em termos neutros sem conotações

negativas desnecessárias.

• Elas devem ser concisas, evitando-se, sempre que possível, os termos técnicos (com

excepção de alguns termos das Funções e Estruturas do Corpo).

• Elas devem conter inclui que forneçam sinónimos e exemplos que levem em

consideração a variação e as diferenças culturais ao longo da vida.

• Elas devem conter exclui que alertem os utilizadores para possíveis confusões com

termos relacionados.

4. Nota adicional sobre a terminologia

A base da terminologia de qualquer classificação está na distinção fundamental entre os

fenómenos que estão sendo classificados e a própria estrutura da classificação. Em geral, é

importante distinguir entre o mundo e os termos que utilizamos para descrevê-lo. Por exemplo, os

termos ‘dimensão’ ou ‘domínio’ podem ser definidos precisamente para se referir ao mundo real e

‘componente’ e ‘categoria’ definidos para se referir apenas à classificação.

CIF Questões de Taxonomia e de Terminologia

17 7

Ao mesmo tempo, há uma correspondência (i.e. uma função de compatibilidade) entre esses



termos e há a possibilidade de um grande número de utilizadores poder utilizar esses termos

indistintamente. Em situações de maior exigência, por exemplo, na criação de bases de dados ou

na investigação, é essencial que os utilizadores identifiquem separadamente, e com uma

terminologia claramente distinta, os elementos do modelo conceptual e os da estrutura da

classificação. Todavia, chegou-se à conclusão de que a precisão e a pureza alcançadas com este

tipo de abordagem não valem o preço pago, pois um tal nível de abstracção vai diminuir a

utilidade da CIF e, o que é mais importante, restringir o leque de potenciais utilizadores desta

classificação.

CIF Guia para a Codificação pela CIF

17 8


Anexo 2

Guia para a codificação pela CIF

A CIF tem por objectivo a codificação de diferentes estados de saúde e de estados relacionados

com a saúde.20 Recomenda-se vivamente aos utilizadores para ler a Introdução à CIF antes de

estudar as normas e as regras de codificação. Além disso, recomenda-se também que os

utilizadores recebam acções de formação sobre a utilização da classificação através da OMS e da

sua rede de centros colaboradores.

Apresentam-se a seguir as características da classificação que são importantes para a sua

utilização:

1. Organização e estrutura

Partes da Classificação

A CIF está organizada em duas partes.

A Parte 1 é composta pelos seguintes componentes:

• Funções do Corpo e Estruturas do Corpo

• Actividades e Participação

A Parte 2 é composta pelos seguintes componentes:

• Factores Ambientais

• Factores Pessoais (actualmente não classificados na CIF).

Esses componentes são identificados por prefixos em cada código.

• b (de body) para Funções do Corpo

• s (de structure) para Estruturas do Corpo

• d (de domain) para Actividades e Participação

• e (de environment) para Factores Ambientais

O prefixo d indica os domínios dentro do componente de Actividades e Participação. Segundo o

critério do utilizador, o prefixo d pode ser substituído por a ou p, para designar actividades e

participação respectivamente.

As letras b, s, d e e são seguidas por um código numérico iniciado pelo número do capítulo (um

dígito), seguido pelo segundo nível (dois dígitos) e o terceiro e quarto níveis21 (um dígito cada).

Por exemplo, na classificação das Funções do Corpo existem os seguintes códigos:

20 A doença em si não deve ser codificada. Isto pode ser feito utilizando-se a Classificação Estatística

Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, Décima Revisão (CID-10), que é uma

classificação elaborada para permitir o registo sistemático, a análise, a interpretação e a comparação dos

dados de mortalidade e morbilidade baseados nos diagnósticos de doenças e outros problemas de saúde. Os

utilizadores da CIF são estimulados a utilizar essa classificação em conjunto com a CID-10 (ver página 3 da

Introdução referente à sobreposição entre as classificações).

21 Apenas as classificações das Funções do Corpo e das Estruturas do Corpo contêm itens de nível quatro.

CIF Guia para a Codificação pela CIF

17 9


b2 Funções sensoriais e dor (item do primeiro nível)

b210 Funções visuais (item do segundo nível)

b2102 Qualidade da visão (item do terceiro nível)

b21022 Sensibilidade ao contraste (item do quarto nível)

Dependendo das necessidades do utilizador, em cada nível pode empregar-se um qualquer número

de códigos aplicáveis nesse nível. Pode ser utilizado mais de um código em cada nível para

descrever uma situação de um indivíduo. Os códigos podem ser independentes ou interrelacionados.

Na CIF, o estado de saúde da pessoa pode receber uma gama de códigos através dos domínios dos

componentes da classificação. O número máximo de códigos disponível para cada aplicação é de

34 ao nível do capítulo (8 códigos de funções do corpo, 8 de estruturas do corpo, 9 de

desempenho e 9 de capacidade), e 362 no segundo nível. No terceiro e quarto níveis, há até 1424

códigos disponíveis que, em conjunto, constituem a versão completa da classificação. Nas

aplicações práticas da CIF, um conjunto de 3 a 18 códigos pode ser adequado para descrever um

caso com uma precisão de nível dois (três dígitos). Em geral, a versão mais detalhada de quatro

níveis destina-se aos serviços especializados (e.g., resultados de reabilitação, geriatria ou saúde

mental), enquanto que a classificação de nível dois pode ser utilizada em inquéritos e na avaliação

dos resultados de saúde obtidos.

Os domínios devem ser codificados em função da situação do indivíduo num dado momento (i.e.

como uma foto instantânea), que corresponde à modalidade de utilização por defeito. No entanto,

a sua utilização ao longo do tempo também é possível para descrever uma evolução temporal de

uma situação ou de um processo. Neste caso, os utilizadores devem indicar como codificaram e

durante quanto tempo.

Capítulos

Cada componente da classificação é organizado em capítulos e domínios, que incluem categorias

comuns ou itens específicos. Por exemplo, na classificação das Funções do Corpo, o Capítulo 1

trata de todas as funções mentais.

Agrupamentos

Os capítulos são, com frequência, subdivididos em “blocos” de categorias denominados

agrupamentos. Por exemplo, no Capítulo 3 da classificação de Actividades e Participação

(Comunicação), há três blocos: Comunicar e receber mensagens (d310-d329), Comunicar e

produzir mensagens (d330-d349) e Conversação e utilização de dispositivos e técnicas de

comunicação (d350-d369). Os agrupamentos existem para facilitar o trabalho do utilizador e,

regra geral, não são utilizados para codificação.

Categorias

Em cada capítulo, há categorias individuais de dois, três ou quatro níveis, cada uma com uma

breve definição e com inclusões e exclusões adequadas para ajudar na selecção do código

apropriado.

Definições

A CIF fornece definições operacionais das categorias de saúde ou relacionadas com a saúde, por

oposição às definições “vernáculas” ou utilizadas por leigos. Essas definições descrevem os

atributos essenciais de cada domínio (e.g. qualidades, propriedades e relações) e contêm

CIF Guia para a Codificação pela CIF

18 0

informações sobre o que é incluído e excluído em cada categoria. As definições também contêm



pontos de referência geralmente utilizados em avaliação, em inquéritos e questionários ou,

alternativamente, em instrumentos de avaliação de resultados codificados segundo a CIF. Por

exemplo, as funções de acuidade visual são definidas em termos da acuidade monocular e

binocular na visão ao perto e ao longe de maneira que a gravidade da dificuldade da acuidade

visual possa ser codificada como nenhuma, leve, moderada, grave ou total.

Termos de inclusão

Os termos de inclusão estão enumerados após a definição de muitas categorias. Eles são incluídos

como uma orientação em relação ao conteúdo da categoria e a lista não pretende ser exaustiva. No

caso dos itens de segundo nível, as inclusões cobrem de maneira implícita todos os itens de

terceiro nível.

Termos de exclusão

Os termos de exclusão são fornecidos onde, devido à semelhança com outro termo, a aplicação

possa ser difícil. Por exemplo, poderia ser considerado que a categoria “Excreção” inclui a

categoria “Cuidar de partes do corpo”. No entanto, para distinguir as duas, “Excreção” é excluída

da categoria d520 “Cuidar de partes do corpo” é codificado em d530.

Outro especificado

No final de cada grupo de itens de terceiro e quatro níveis e, no final de cada capítulo, estão as

categorias “outro especificado” (identificadas pelo código com final 8). Elas permitem a

codificação de aspectos da funcionalidade que não estão incluídos em nenhuma das outras

categorias específicas. Quando se emprega “outro especificado”, o utilizador deve precisar o novo

item numa lista adicional.

Não especificado

As últimas categorias de cada conjunto de itens de terceiro e quarto níveis, e no final de cada

capítulo, são categorias “não especificado” que permitem a codificação de funções que se ajustam

a um grupo, mas para as quais as informações não são suficientes para permitir a designação de

uma categoria mais específica. Esse código tem o mesmo significado que o termo de segundo ou

terceiro nível imediatamente acima, sem qualquer informação adicional (para os agrupamentos, as

categorias “outro especificado” e “não especificado” são unidas num único item, mas sempre

identificadas com um código de final 9).

Qualificadores

Os códigos da CIF requerem o uso de um ou mais qualificadores que indicam, por exemplo, a

magnitude do nível de saúde ou a gravidade do problema. Os qualificadores são codificados

usando um, dois ou mais dígitos após um ponto. A utilização de qualquer código deve vir

acompanhada de, pelo menos, um qualificador. Sem qualificadores, os códigos não têm

significado (por definição, a OMS interpreta códigos incompletos como a ausência de problema –

xxx.00).

O primeiro qualificador para as Funções e as Estruturas do Corpo, os qualificadores de

desempenho e capacidade para as Actividades e a Participação, e o primeiro qualificador para os

Factores Ambientais descrevem a extensão dos problemas no respectivo componente.

CIF Guia para a Codificação pela CIF

18 1

Todos os componentes são quantificados através da mesma escala genérica. Ter um problema



pode significar uma deficiência, limitação, restrição ou barreira, dependendo do constructo. As

palavras de qualificação apropriadas, como se indica nos parênteses abaixo, devem ser escolhidas

de acordo com o domínio de classificação relevante (xxx precede o dígito dado ao domínio de

segundo nível):

xxx.0 NÃO há problema (nenhum, ausente, insignificante) 0-4%

xxx.1 Problema LIGEIRO (leve, pequeno, ...) 5-24%

xxx.2 Problema MODERADO (médio, regular, ...) 25-49%

xxx.3 Problema GRAVE (grande, extremo, ...) 50-95%

xxx.4 Problema COMPLETO (total, ....) 96-100%

xxx.8 não especificado

xxx.9 não aplicável

Estão disponíveis amplas classes de percentagens para aqueles casos em que se usam

instrumentos de medida calibrados ou outras normas para quantificar a deficiência, limitação de

capacidade, problema de desempenho ou barreira/facilitador ambiental. Por exemplo, a

codificação de "nenhum problema" ou "problema completo" pode ter uma margem de erro até

5%. Um "problema moderado" é, em geral, quantificado a meio da escala de dificuldade total

(problema completo). As percentagens devem ser calibradas em domínios diferentes tendo como

referência os valores padrão da população em percentis. Para que essa quantificação possa ser

utilizada de maneira universal, os processos de avaliação devem ser desenvolvidos através de

pesquisas.

No caso do componente Factores Ambientais, o primeiro qualificador também pode ser utilizado

para indicar a extensão de aspectos positivos do ambiente, ou facilitadores. Para designar os

facilitadores pode ser utilizada a mesma escala 0-4, mas o ponto é substituído por um sinal de +:

e.g. e110+2. Os factores ambientais podem ser codificados (i) em relação a cada componente; ou

(ii) sem relação com cada componente (ver secção 3 a seguir ). A primeira opção é preferível já

que ela identifica mais claramente o impacto e a atribuição.

Qualificadores adicionais

Para utilizadores diferentes, pode ser apropriado e útil acrescentar outros tipos de informações à

codificação de cada item. Há uma variedade de qualificadores suplementares que podem ser úteis,

como mencionado mais adiante.

Codificação de aspectos positivos

Segundo o critério do utilizador, podem ser desenvolvidas escalas de codificação para indicar os

aspectos positivos da funcionalidade:

Positivo Negativo

Funções do Corpo Deficiência

Positivo Negativo

Actividade Limitação da actividade

CIF Guia para a Codificação pela CIF

18 2

Positivo Negativo



Participação Limitação da participação

CIF Guia para a Codificação pela CIF

18 3

2. Regras gerais de codificação



As regras seguintes são essenciais para obter informação válida para as diferentes utilizações da

classificação.

Selecção de um conjunto de códigos para formar um perfil individual

A CIF classifica estados de saúde e estados relacionados com a saúde e, portanto, obriga a atribuir

uma série de códigos que descrevam, da melhor maneira possível, o perfil da funcionalidade de

uma pessoa. A CIF não é uma “classificação de eventos” como a CID-10, em que uma condição

de saúde específica é classificada com um único código. Como a funcionalidade de uma pessoa

pode ser afectada a nível do corpo e a nível individual e social, o utilizador deve sempre




1   ...   14   15   16   17   18   19   20   21   22


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal