Cern open Day 2008



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Um Dia na Disneylândia da Física
Entre a cidade de Genebra e as montanhas do Jura, o CERN (Laboratório Europeu de Física de Partículas) abre as suas portas ao público no dia 6 de Abril. Será a última oportunidade para visitar as gigantescas experiências do maior acelerador de partículas do mundo antes de se iniciar a operação do acelerador e o acesso ser restringido a técnicos e cientistas .
O CERN, fundado em 1954, é um dos maiores centros de investigação científica em todo o mundo. Apesar do nome ligado à Física Nuclear (CERN vem de Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire) o trabalho de investigação desenvolvido neste laboratório centra-se hoje em dia na Física de Partículas. Vinte países europeus, entre os quais Portugal, fazem parte da orgnização, aos quais se juntam outros quarenta e um países como colaboradores, conferindo a este laboratório uma dimensão mundial.
Também conhecida como Física das Altas Energias, a Física de Partículas estuda os mais ínfimos componentes que constituem o Universo e as forças que regem o seu comportamento. As investigações e experiências que se desenrolam no CERN procuram reponder a questões que vão desde o relativamente normal – quantos tipos de neutrinos existem na natureza? – até ao francamente esotérico – em quantas dimensões espaciais vivemos? o nosso universo é apenas um entre muitos?

Engenheiros verificando a instrumentação de um electroíman do LHC



Para efectuar este programa de investigação torna-se necessário não só utilizar instrumentos invulgares mas, frequentemente, criar esses próprios instrumentos. Assim, a investigação em Física de Partículas contribuíu ao longo dos últimos 40 anos para o desenvolvimento dos aceleradores de partículas, hoje usados para o tratamento do cancro, o estudo de materiais e o estudo de biologia molecular. O desenvolvimento de detectores de radiação ionizante levou ao aparecimento de técnicas avançadas de diagnóstico médico. Também as tecnologias da infomação tiveram um contributo importante da Física de Partículas. A internet tal como a conhecemos hoje foi desenvolvida no CERN por Tim Berners-Lee. Recentemente, o aparecimento da Grid, uma nova rede de computadore à escala mundial destinada ao tratamento de dados de alta performance, foi impulsionado pelas necessidades das novas experiências da Física de Partículas.
Com um ar um pouco caótico, misto de universidade e de instalação industrial dos anos 50, o CERN é um pouco como a Disneylândia da Física de Partículas. Não no sentido de um lugar cheio de personagens inverosímeis, mas na excitação de um sítio diferente, excitante e cheio de descoberta. A cada passo é possível cruzarmo-nos com um galardoado do prémio Nobel, passar no sítio onde foi pela primeira vez identificada alguma partícula ou onde nasceu a web, ou encontrar o autor de um artigo científico importante. O trabalho aqui desenrola-se a um ritmo rápido e motivante. Não é raro ver luzes acesas nos gabinetes a horas tardias (é mais raro que não as haja). E apesar de nao ser completamente verdade que quem corre por gosto não cansa, dá gosto ver tão grande grupo de cientistas a trabalhar com uma imensa vontade e dedicação para sabermos um pouco melhor como funciona a Natureza.




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