Cefaléia enxaqueca



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Encontro18.09.2019
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CRISES HIPOXÊMICAS

São situações de emergência causadas por súbito decréscimo da pO2 arterial. Podem ser causadas por: maior shunt de sangue do lado venoso para o lado arterial, através de comunicações intracardíacas; aumento da resistência pulmonar; diminuição da resistência sistêmica; hipertensão venocapilar pulmonar acentuada, dificultando a hematose; diminuição do fluxo pulmonar, por fechamento parcial ou total do canal arterial; cardiopatias congênitas cianóticas. O estado hipoxêmico está presente nas cardiopatias cianóticas de longa duração, onde o fluxo pulmonar efetivo é reduzido, levando a uma policitemia com hematocrito > que 65%.

São fatores precipitantes: choro, esforço físico, estresse, anemia, estados infecciosos, frio, calor e uso de medicamentos (digital, vaso dilatadores).

O quadro clínico é caracterizado por cianose mais intensa, dispnéia, acidose metabólica (causado pelo metabolismo anaeróbico), irritabilidade, sonolência, letargia, perda de consciência, desmaio, aumento da freqüência cardíaca e desaparecimento do sopro. A duração é de um a cinco minutos, podendo chegar a 20 e 30 minutos. São auto limitados.



CONDUTA


  • Administre oxigênio por máscara ou por equipo de nebulização com soro fisiológico (2 a 4 l/min);

  • Coloque na posição genupeitoral (aumenta a resistência sistêmica e cai retorno venoso);

  • Corrija a desidratação, hipoglicemia e a hipotermia (determinada por hipoxemia e estresse);

  • Transfira o paciente para hospital com maior poder resolutivo. O ideal é que os outros procedimentos, como sedação (risco de parada respiratória e necessidade de ventilação assistida) e correção da acidose sejam feitas nessa unidade.




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